Questões de Concurso Sobre pedagogia
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Uma professora de Libras foi designada para ministrar aulas a uma turma composta por estudantes ouvintes do Ensino Fundamental II que nunca tiveram contato com a língua de sinais. Durante o planejamento, a docente propôs iniciar o curso com longas explicações sobre classificação gramatical, parâmetros fonológicos da Libras e aspectos históricos da educação de surdos, deixando o ensino da comunicação em Libras para as últimas unidades do semestre.
À luz das concepções contemporâneas de ensino de línguas e dos pressupostos da BNCC, o planejamento apresentado necessita ser revisto porque o ensino de Libras deve
Um município pretende aderir ao Programa Nacional de Infraestrutura Escolar para obter recursos destinados à construção de novas unidades escolares. Durante a elaboração do projeto, a equipe técnica sustentou que bastaria formalizar a solicitação ao Ministério da Educação, independentemente do cumprimento de metas educacionais.
À luz da Lei nº 15.388/2026, a obtenção desses recursos pressupõe que o ente federativo
Em uma situação hipotética, durante o planejamento de um curso de Libras como segunda língua para estudantes ouvintes, uma professora discutiu com sua equipe quais estratégias metodológicas favorecem o desenvolvimento da competência comunicativa dos alunos. Foram apresentadas diferentes propostas de organização das aulas. Para muitos estudiosos voltados à área do Ensino de Línguas como segunda língua (L2), o ensino de Libras como L2 pressupõe a adoção de práticas pedagógicas que favoreçam o desenvolvimento da competência comunicativa dos aprendizes.
Na abordagem comunicativa ensinar uma língua é promover o desenvolvimento da competência comunicativa (e linguística), sempre partindo da promoção de vivências do uso real e significativo da língua-alvo a partir da construção de novos significados na e através da interação com o outro.
GESSER, A. Metodologia de ensino em Libras como L2. [Material didático]. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2010. p. 7. Disponível em: https://www.libras.ufsc.br/colecaoLetrasLibras/eixoFormacaoPedagogico/metodol ogiaDeEnsinoEmLibrasComoL2/assets/629/TEXTOBASE_MEN_L2.pdf. Acesso em: 15 jul. 2026.
Considerando o texto e a situação apresentada, a prática pedagógica mais coerente com essa perspectiva é aquela que busca
Trecho A
[...] É importante que a escola se estruture a fim de adequar sua proposta de ensino às necessidades educacionais especiais (NEEs) apresentadas pelo estudante PAEE ou com algum transtorno funcional específico, como dislexia, discalculia, TDAH, dentre outros. Isso porque, além de ter garantida a sua matrícula na escola, ele precisa estar incluído, participando das atividades educacionais em igualdade de condições com os demais, sem ter negadas as suas diferenças.
BARBOSA, V. B.; CARVALHO, M. P. Conhecimentos necessários para elaborar o Plano Educacional Individualizado – PEI. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais – Campus Rio Pomba, Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica (PROFEPT), 2019. p. 10. Disponível em: https://educapes.capes.gov.br/handle/capes/570204. Acesso em: 15 jul. 2026.
Trecho B
[...] A proposta do PEI pode ser traduzida como a forma de se produzir documentação ou registro com a finalidade de promover e garantir, como um contrato, a aprendizagem de estudantes PAEE por meio da ação compartilhada pelas pessoas responsáveis ou que deverão trabalhar com esses estudantes.
TANNÚS-VALADÃO, G.; MENDES, E. G. Inclusão escolar e o planejamento educacional individualizado: estudo comparativo sobre práticas de planejamento em diferentes países. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 23, e230076, p. 5, 2018. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbedu/a/mJJDHWr3xyVzztRdVjdhJSg/. Acesso em: 15 jul. 2026.
Durante o planejamento do ano letivo, a equipe pedagógica de uma escola iniciou a elaboração do PEI de um estudante PAEE. Na reunião, foram discutidos sua finalidade, os profissionais envolvidos em sua elaboração e sua utilização no acompanhamento do processo de ensino e aprendizagem.
O Planejamento Educacional Individualizado (PEI) constitui uma importante estratégia para a organização das práticas pedagógicas destinadas aos estudantes Público-Alvo da Educação Especial (PAEE). Considerando os trechos A e B e a situação apresentada, o PEI caracteriza-se como um instrumento que
[...] É possível afirmar que embora haja estudos voltados para a aplicação da gamificação no ensino de línguas sinalizadas, em diferentes contextos de ensino-aprendizagem, ainda há a carência de investigações que analisem de forma mais aprofundada os impactos da gamificação na aprendizagem de estudantes dessas línguas.
BRITO, H. P.; OLIVEIRA, G. C. S. A gamificação no ensino de Línguas de Sinais: uma revisão de escopo. Revista Educação Especial, Santa Maria, v. 38, p. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/92574. Acesso em: 15 jul. 2026.
A análise apresentada pelos autores permite compreender que a gamificação caracteriza-se por
[...] A relação dos docentes com os saberes não se reduz a uma função de transmissão dos conhecimentos já constituídos. Sua prática integra diferentes saberes, com os quais o corpo docente mantém diferentes relações. Pode-se definir o saber docente como um saber plural [...].
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 17. ed. Petrópolis: Vozes, 2014.
De acordo com essa concepção, o trabalho docente se fundamenta na
[...] O educador que estiver afeito a dar um novo encaminhamento para a prática da avaliação escolar deverá estar preocupado em redefinir ou em definir propriamente os rumos de sua ação pedagógica, pois ela não é neutra, como todos nós sabemos. Ela se insere num contexto maior e está a serviço dele. Então, o primeiro passo que nos parece fundamental para redirecionar os caminhos da prática da avaliação é assumir um posicionamento pedagógico claro e explícito. Claro e explícito de tal modo que possa orientar diuturnamente a prática pedagógica, no planejamento, na execução e na avaliação.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 19. ed. São Paulo: Cortez, 2008.
De acordo com essa concepção, o acompanhamento pedagógico proporcionado pela avaliação educacional tem como finalidade o(a)
[…] A criança se insere no mundo da escrita tal como ele é: aprende a ler palavras com base em textos reais que lhe foram lidos, que compreenderam e interpretaram, [...] não palavras isoladas, descontextualizadas, ou frases artificiais apenas para prática das relações fonema-grafema; e ao mesmo tempo vai ainda aprendendo a identificar os usos sociais e culturais da leitura e da escrita, vivenciando diferentes eventos de letramento e conhecendo vários tipos e gêneros textuais, vários suportes de escrita [...].
SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016. p. 350.
De acordo com essa concepção, promover o ensino na alfabetização implica
O projeto busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido explícito, com um compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos da população majoritária. É político no sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade.
VEIGA, Ilma Passos Alencastro (org.). Projeto político-pedagógico da escola: uma construção possível. 29. ed. Campinas: Papirus, 2013.
Nessa perspectiva, a principal função do projeto político-pedagógico é
A escola, os professores e os alunos são integrantes da dinâmica das relações sociais: tudo o que acontece no meio escolar está atravessado por influências econômicas, políticas e culturais que caracterizam a sociedade de classes. Isso significa que os elementos do planejamento escolar – objetivos, conteúdos, métodos – estão recheados de implicações sociais, têm um significado genuinamente político. Por essa razão, o planejamento é uma atividade de reflexão acerca das nossas opções e ações; se não pensarmos detidamente sobre o rumo que devemos dar ao nosso trabalho, ficaremos entregues aos rumos estabelecidos pelos interesses dominantes na sociedade.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 2006. p. 222.
De acordo com essa concepção, o planejamento escolar é um