Questões de Concurso
Sobre educação e cidadania: aspectos da educação brasileira e regional em pedagogia
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(Disponível em: https://leg.ufpi.br/subsiteFiles. Acesso em: 02/2024.)
Sobre o multiculturalismo e a educação, assinale a afirmativa INCORRETA.
(Libâneo, 2002, p. 22.)
O principal papel da orientação educacional será ajudar o aluno na formação de uma cidadania crítica, e a escola, na organização e realização de seu Projeto Político-Pedagógico (PPP). Isso significa ajudar nosso aluno “por inteiro”: com utopias, desejos e paixões. A escola, com toda sua teia de relações, constitui o eixo dessa área da orientação, isto é, a orientação trabalha na escola em favor da cidadania.
(Grinspun, 2006, p. 33.)
Considerando o exposto e que não se pode encaixar um projeto novo, como é o caso da inclusão, em uma velha matriz de concepção escolar é necessário recriar o modelo educacional vigente que reconhece e valoriza as diferenças com projetos inclusivos de educação. Para tanto, ensinar a turma toda, sem exceções e exclusões, infere-se que é importante:
“A política de cotas foi a grande revolução silenciosa implementada no Brasil e que beneficia toda a sociedade. Em 17 anos, quadruplicou o ingresso de negros na universidade, país nenhum no mundo fez isso com o povo negro. Esse processo sinaliza que há mudanças reais para a comunidade negra”, comemorou frei David Santos, diretor da Educafro - organização que promove a inclusão de negros e pobres nas universidades por meio de bolsas de estudo.”
(BRITO, D. Cotas foram revolução silenciosa, afirma especialista. Agência Brasil, 27/05/2018).
O conceito de ações afirmativas, das quais as cotas fazem parte, diz respeito:
Uma das funções sociais da escola contemporânea se encerra em considerar no currículo o desenvolvimento das emoções dos estudantes. Nessa direção, em conjunto com a equipe pedagógica, os Orientadores Educacionais devem auxiliar o processo de entendimento e de manejo das emoções de seus estudantes e dos demais profissionais da escola.
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A partir dessas considerações, associe as colunas 1 e 2 abaixo em relação às competências emocionais e suas definições:
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Coluna 1 Competências socioemocionais
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1. Autoconhecimento
2. Autogestão
3. Consciência social
4. Habilidade de relacionamento
5. Tomada de decisão responsável
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Coluna 2 Definições
( ) Preconiza as escolhas pessoais e as interações sociais de acordo com as normas, os cuidados com a segurança e os padrões éticos de uma sociedade.
( ) Relaciona-se ao gerenciamento eficiente do estresse, ao controle de impulsos e à definição de metas.
( ) Relaciona-se com as habilidades de ouvir com empatia, falar clara e objetivamente, cooperar com os demais, resistir à pressão social inadequada, solucionar conflitos de modo construtivo e respeitoso, bem como auxiliar o outro quando for o caso.
( ) Necessita do exercício da empatia, do colocar-se “no lugar dos outros”, respeitando a diversidade.
( ) Envolve o conhecimento de cada pessoa, bem como de suas forças e limitações, sempre mantendo uma atitude otimista e voltada para o crescimento.
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Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
I. Assume um caráter instrumental, focalizando na preparação dos alunos para o mercado de trabalho, priorizando o desenvolvimento de habilidades técnicas e adaptativas, de acordo com as demandas do setor produtivo.
II. Valoriza a diversidade cultural e promove a valorização da diversidade, buscando a construção de uma sociedade mais inclusiva e igualitária, através de práticas de respeito e valorização da diversidade cultural e étnico-racial.
III. É o lugar de criação de capital humano, pensado como tal, que irá alimentar um sistema produtivo baseado na concorrência generalizada. Trata-se de uma estratégia que visa modificar a sociedade e transformar o “humano” enquanto tal.
IV. Tem como alicerce a eficiência, o desempenho, a rentabilidade. E, portanto, cada indivíduo deve se ver, rapidamente e desde cedo, como um empreendedor, um gestor de si mesmo; portanto, que cada um se considere um capital.
Está correto o que se afirma apenas em
Considerando as informações expostas no texto, analise as asserções a seguir e a relação entre elas:
I. Aética no contexto escolar envolve uma preocupação coletiva com a qualidade do ensino e das relações interpessoais, promovendo reflexões essenciais sobre nossas próprias ações e as ações dos outros.
PORQUE
II. A formação cidadã pode ser totalmente eficaz sem a consideração de valores éticos e morais na interação entre as pessoas.
Está CORRETO o que se afirma em:
Julgue o item a seguir.
A Educação Infantil é parte integrante da Educação
Básica e deve desenvolver o educando, assegurando-lhe
a formação comum indispensável para o exercício da
cidadania.
( )O movimento de Anísio Teixeira em ler e traduzir John Dewey pode ser compreendido como um modo de conhecê-lo e, ao mesmo tempo, não só permitir que novas ideias enxertassem antigas verdades, estendendo-as o suficiente para fazê-lo admitir a novidade, mas também de reconstruir sua identidade com o máximo de continuidade possível. Dewey permitiu a Anísio afastar-se de sua fé religiosa e abraçar a Ciência, criticando a Igreja enquanto instituição histórica e organização política.
( )Anísio Teixeira fez do naturalismo de John Dewey uma ponte entre o pragmatismo jesuítico e o pragmatismo liberal. Essa ponte foi construída pela concepção de homem como uma criatura de hábitos e pela importância que assume, para jesuítas e liberais, a força das personalidades.
( )Do ponto de vista epistemológico, Dewey permitiu a Anísio elaborar uma síntese própria cuja chave é a categoria de reconstrução, forjada no âmbito da crítica filosófica elaborada pelo primeiro, e que introduziu Anísio no pensamento moderno do qual a escolástica o mantivera afastado na adolescência e parte da juventude.
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
I- É oportuno lembrar que os docentes se afirmaram por seu profissionalismo, seu preparo, seu protagonismo político, social e cultural. Os adolescentes e jovens também afirmam seu protagonismo nas escolas e na sociedade tanto por suas indisciplinas, quanto por sua nova presença no trabalho, na cultura, nos movimentos sociais.
II- Podemos continuar sonhando com alunos bons, alunos submissos, disciplinados, atentos, sem resistência, reação ou contestação. Condenaremos alguns alunos para salvar a imagem ordeira da maioria. Esta postura é a que mais aparece nos encontros docentes, porém não é a que mais acontece nas escolas.
III- As imagens cândidas, românticas de infância são as primeiras a destruir-se, como se não resistissem a uma infância e adolescência destruídas pela barbárie social e que nos assusta com suas condutas violentas e indisciplinadas.
São CORRETAS as afirmações:
Julgue o item a seguir, relativos à leitura e interpretação de indicadores socioeducacionais.
A desagregação dos indicadores em termos geográficos e
socioeconômicos garante a possibilidade de comparações no
tempo.
Caso Inácio
Inácio nasceu diferente. Foi uma criança cuja família, desde cedo, percebeu que ele tinha o desenvolvimento atrasado em relação aos irmãos: demorou a falar, a andar, tinha dificuldade para compreender. O médico disse que não havia o que fazer e que ele seria “retardado” ao longo de toda sua vida. Na primeira infância, ele ficou em casa, pois nenhuma creche ou pré-escola aceitaram matriculá-lo, sob a alegação de que ele não tinha autonomia para andar, usar banheiro, alimentar-se ou se vestir/despir e, que por isso, a escola não tinha condições de recebê-lo. Em sua cidade, também não havia nenhuma instituição especializada que pudesse acolhê-lo. Quando Inácio atingiu 6 anos, a política de inclusão escolar foi implementada no sistema educacional municipal. Inácio ingressou na faixa etária de escolaridade obrigatória, na época, definida entre 6 e 14 anos, quando ele teve sua matrícula garantida e seus pais foram obrigados, por lei, a levá-lo para a escola, porque, segundo a Constituição Brasileira, a educação é um direito subjetivo, portanto inalienável. Ele começou, então, a frequentar uma classe de primeiro ano, mas sem, de fato, estar participando das aulas, das provas ou tendo acesso ao currículo. Ele era cadeirante, não se expressava pela fala, mas apenas com poucos gestos, não conseguia controlar a baba e, ao ser matriculado na classe comum, não foi bem aceito ou benquisto nem por seus colegas da turma, nem por professores, que não sabiam como se comportar diante dele, pois o achavam muito estranho. Muitos sentiam nojo de sua baba constante e procuravam não se aproximar muito. Sua professora não sabia o que fazer com ele na sala de aula, mas ela tinha uma auxiliar da escola que ocasionalmente aparecia nos momentos de levá-lo ao banheiro, efetuar trocas de fraldas, cuidar de sua higiene, alimentá-lo e acompanhá-lo no recreio. Nos demais períodos escolares, ele permanecia num canto isolado da sala e sua família tinha a responsabilidade de trazê-lo para a escola e vir buscá-lo, porque não havia transporte escolar adaptado para viabilizar seu acesso à escola. E, assim, ele foi passando de ano em ano, sendo automaticamente promovido pelos seus professores e sendo tratado como se fosse um objeto inanimado dentro da sala de aula, pois não tinha livros, cadernos ou material próprio. Ninguém conseguia comunicar-se se com ele e Inácio permanecia o tempo todo na sala, em sua cadeira adaptada, sem se comunicar ou fazer nenhuma atividade. Inácio permaneceu na escola comum porque sua família fazia questão disso, ainda que ele parecia não avançar e, dependendo da professora e do conselho de classe, em alguns anos, foi promovido e, em outros, retido na série que cursava. Ao completar 18 anos, sem concluir o ensino fundamental, a família de Inácio foi chamada para decidir se ele iria frequentar uma classe de Educação de Jovens e Adultos ou se iria requerer um certificado de terminalidade específica de conclusão do ensino fundamental. Sua família até fazia muito gosto que ele continuasse na escola, mas percebeu que Inácio se cansara e decidiu retirá-lo da escola, depois de anos tentando, sem sucesso, que ele aprendesse a ler, a escrever ou a dominar no mínimo as quatro operações matemáticas. Ele saiu sem ter amigos e também sem perspectivas de emprego. Sua família solicitou ao Estado e conquistou o direito ao benefício de prestação continuada. Hoje, Inácio, já adulto, permanece em casa assistindo à televisão ou fica na calçada observando o movimento da rua. Ele raramente sai de casa, pois a família tem dificuldade de transportá-lo e ocasionalmente faz uso do transporte especial gratuito, recentemente implantado no município, mas apenas quando precisa ir ao médico ou à agência da previdência para a revisão de seu benefício. A família guarda na gaveta o certificado de terminalidade específica do ensino fundamental concedido pela escola, sem entender para que serve esse documento.
Fonte: MENDES, Eniceia Gonçalves. Sobre alunos "incluídos" ou da "inclusão", reflexões sobre o conceito de inclusão escolar. In: Sônia Lopes Victor; Alexandro Braga Vieria; Ivone Martins de Oliveira. (Org.). Educação Especial Inclusiva: conceituações, medicalização e politicas. 1ed.Campos de Goytacazes (RJ): Brasil Multicultural, 2017, v. 1, p. 60-83.
( ) O fato de ser rotulado como “retardado” pode significar uma postura preconceituosa ou discriminatória, que poderá refletir ao longo da sua vida.
( ) O fato de ser caracterizado e diagnosticado como pessoa com deficiência, já pressupõe ser excluído na escola e sem perspectiva de ser incluído socialmente.
( ) O fato de estar na condição de deficiência não o torna incapaz ou incompetente, cabendo à família e à escola criarem estratégias e recursos para tornar Inácio cada vez mais independente no aspecto socioeducativo.
As afirmativas são, respectivamente: