Questões de Concurso
Sobre diretrizes curriculares nacionais para a educação escolar indígena em pedagogia
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LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. São Paulo: Cortez, 1999.
A avaliação nas escolas indígenas pode ter um caráter formativo e ser realizada em tempo diversificado. Considerando as características temporais da avaliação, assinale a afirmação verdadeira.
BRASIL, Referencial curricular nacional para as escolas indígenas. Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. - Brasília: MEC/SEF, 1998.
São instrumentos de avaliação apresentados no Referencial Curricular Nacional para as escolas indígenas com vista à reformulação do planejamento e estratégias pontuais de trabalho dirigidas a alunos específicos:
BRASIL, Referencial curricular nacional para as escolas indígenas. Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998.
Tendo como referência os fundamentos gerais apresentados no Referencial Curricular Nacional para as escolas indígenas, é correto afirmar que essa aprendizagem significativa requer
I. A Educação Escolar Indígena é uma modalidade de ensino reconhecida pela legislação brasileira.
II. A Educação Básica é formada por três etapas: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.
III. A legislação brasileira reconhece sete modalidades de ensino.
IV. A Educação Especial pode ser considerada uma modalidade ou um nível de ensino.
“Ao longo da nossa conversa, como o senhor prefere ser chamado: Daniel ou Munduruku?“, questionou a BBC News Brasil ao entrevistado. “Pode chamar de Daniel ou de Munduruku. Como preferir. Só não chama de índio”, disse, dando risada, o escritor.
Se ele fosse chamado de “índio”, seria um problema, porque:
Considerando essas concepções, a Educação Escolar Indígena deve contemplar a(s)
I. práticas socioculturais e a língua materna de cada comunidade. II. existência das culturas superiores que adotam elementos da cultura dominante III. utilização das suas línguas maternas e os seus processos de aprendizagem. IV. assimilações das identidades provisórias a serem assimiladas pela cultura dominante.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
O indigenista Bruno Araújo Pereira, 41 anos, paraibano de nascimento, aparece em um vídeo. A cena é paradisíaca. Cercado por árvores no meio da floresta, ele está entoando um canto em katukina, língua dos Kanamari: — Wahanararai wahanararai, marinawah kinadik marinawah kinadik; tabarinih hidya hidyanih, hidja hidjanih A câmera capta sua imagem de perfil, sentado no chão sobre um tapete de folhas, cadenciando a música com o pé esquerdo. Parece estar só. Não está. Gira seu rosto à direita e, agora de frente, abre um sorriso alegre interagindo com os indígenas com quem ele canta e que, fora do enquadramento, não aparecem no vídeo. Escutamos suas vozes acompanhando o contracanto coletivo, afinado pela cumplicidade construída na partilha das experiências de luta. O que cantam eles no vídeo em um canal de TV? As palavras falam literalmente sobre o modo como a arara alimenta seus filhotes, um hino em defesa da floresta e dos povos originários.
FREIRE, José Ribamar Bessa. Dom e Bruno: Amazônia, sua linda! Disponível em:<https://www.taquiprati.com.br/cronica/1645-dom-e-bruno-amazonia-sua-linda> . Acesso em 9 mar. 2023. Adaptado.
Tendo em vista o texto e as musicalidades decoloniais, assinale a afirmativa correta.
(BERNAL, 2010, p. 189)
Diversamente do que afirma Bernal, os resultados deste estudo apontam que os entrevistados-colaboradores, sejam eles indígenas na cidade ou indígenas da cidade, conhecem e usam a língua Sateré-mawé, com diferentes graus de bilinguismo, bem como reafirmam seus pertencimentos étnicos e demonstram conhecer as histórias e a cultura Sateré-mawé.
ESTÁCIO, Marcos A. F. Juventudes indígenas em espaços urbanos amazonenses: narrativas Sateré-Mawé. Tese. UFRJ: Rio de Janeiro, 2019.
De acordo com o texto, assinale a afirmativa correta.
I. Os brasileirismos – palavras e expressões que confirmam as influências das línguas indígenas na língua portuguesa – enriqueceram o léxico da língua portuguesa, devido à necessidade de nomear novas realidades, identificar novas espécies da fauna e da flora brasileiras e, também, os objetos até então desconhecidos pelos colonizadores.
II. A população negra não conseguia aprender na perfeição a língua portuguesa porque falava uma língua crioula, o Nheengatu do Sul, o que a obrigava a falar ora a língua indígena ora a língua portuguesa, situação impeditiva para as contribuições das línguas africanas às línguas indígenas e à língua portuguesa.
III. O contato dos colonizadores portugueses com milhões de aloglotas, falantes de mais de mil línguas indígenas autóctones é, sem sombra de dúvida, o principal parâmetro histórico para a contextualização das mudanças linguísticas que afetaram a língua portuguesa falada no Brasil.
Está correto o que se afirma em
I. ganhar sustentabilidade nos projetos voltados para as línguas maternas e mobilidades culturais.
II. englobar os estudos sociolinguísticos que fornecem dados fundamentais das comunidades e das práticas pedagógicas.
III. integrar os pilares das atividades indigenistas que assimilaram a colonialidade do saber.
Está correto o que se afirma em
( ) A educação monocultural lida com a visão de um sujeito ideal e com a manifestação e valorização dos pensamentos uniformes.
( ) A abordagem empírica defende que as categorias pelas quais nós interpretamos o mundo são consideradas inatas, estáveis e não são derivadas diretamente da experiência.
( ) A educação indígena ao participar do diálogo intercultural e transdisciplinar discute diferenças culturais e diversidade linguística.
As afirmativas são, respectivamente,
Os Sateré-Mawé assobiam para imitar os pássaros para a caça, assobiam para cantar os cantos da igreja, assobiam para cantar as cantorias, assobiam para expressar suas alegrias e tristezas, assobiam para compor suas músicas, assobiam para chamar alguém que está distante.
RAMOS, Clarinda M. Cantos e danças: uma antropologia da musicalidade Sateré-Mawé. Dissertação. UFAM: Manaus, 2021, p. 58.
Buscando coerência com o princípio de partir da realidade para a formação em sala de aula e tendo o texto de Ramos (2021) como referência, numa aula sobre musicalidades decoloniais na escola Sateré-Mawé, deve-se