Questões de Concurso
Sobre concepções de mundo, homem e educação em pedagogia
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Para Mario Sergio Cortella, “Se o ensino da Filosofia trabalhar com a noção/ideia de pluralidade cultural, diversidade de vida e multiplicidade étnica, fará com que haja a compreensão do respeito à diversidade. Pobres, negros, mulheres, homossexuais, entre outros, precisam ser tratados, no campo da ética e do ensino da Filosofia, dentro do conceito que eu chamo de antropodiversidade.
Lidamos muito com o conceito de biodiversidade, mas também é preciso introduzir a ideia de diversidade humana. Nessa direção, o ensino da Filosofia não tem a exclusiva tarefa de fazer essa conversão, mas tem a força de oferecer fundamentos para que se pense, no campo da história humana e da reflexão filosófica, o lugar da diversidade.”
Cabe ressaltar que, as chamadas minorias nas quais normalmente são referidas, são minorias:
Aprender a ser cidadão e a ser cidadã é, entre outras coisas, aprender a agir com respeito, solidariedade, responsabilidade, justiça, não-violência; aprender a usar o diálogo nas mais diferentes situações e comprometer-se com o que acontece na vida coletiva da comunidade e do País.
Esses valores e essas atitudes precisam ser aprendidos e desenvolvidos pelos estudantes e, portanto, podem e devem ser ensinados na escola. Para que os estudantes possam assumir os princípios éticos, são necessários pelo menos dois fatores: - que os princípios se expressem em situações reais, nas quais os estudantes possam ter experiências e conviver com a sua prática; - e que haja um desenvolvimento da sua capacidade de autonomia moral, isto é, da capacidade de analisar e eleger valores para si, conscientemente e livremente.
Uma educação em valores deve partir de temáticas significativas do ponto de vista ético e propiciar condições para que os alunos e as alunas desenvolvam sua capacidade dialógica, tomem consciência de seus sentimentos e emoções (e das demais pessoas) e desenvolvam a capacidade autônoma de tomar decisões em situações conflitantes do ponto de vista ético/moral.
A melhor forma de ensiná-los, portanto, é fazer com que:
Assinale a alternativa CORRETA.
Leia o texto para responder à questão.
Numa primeira aproximação e concretização do significado amplo que nos sugere Sacristán (2000), propomos definir
o currículo como “o projeto seletivo de cultura, cultural, social,
política e administrativamente condicionado, que preenche a
atividade escolar e que se torna realidade dentro das condições da escola tal como se acha configurada”. Este conceito
de currículo, referencial para a ordenação teórica da problemática correspondente, sugere-nos que existem três grandes
grupos de problemas ou elementos em interação recíproca,
que são os que definitivamente concretizam a realidade curricular como cultura escolar.
( ) Democratização do acesso e da permanência, isto é, aumentar cada vez mais o número de pessoas em qualquer idade na educação básica e que elas não só entrem como permaneçam dentro da escola. ( ) Democratização da gestão, isto é, que as comunidades pedagógicas (pais, alunos, professores e funcionários) tenham presença ativa dentro do equipamento escolar. ( ) Uma nova qualidade de ensino em relação ao tempo que vivemos com uma modificação das condições de trabalho docente e de formação continuada de modo que a gente faça melhor aquilo que a gente precisa fazer.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
História da Educação
Lucila C. Pereira
Tomando a herança cultural deixada pela antiguidade como a fonte principal sobre a qual a civilização ocidental se ergueu, o legado deixado pelas principais cidades estados da Grécia Antiga – Esparta e Atenas – constitui-se como princípio de organização social e educativa que serviu de modelo para diversas sociedades no decorrer dos séculos. Reconhecida por seu poder militar e caráter guerreiro, o modelo de educação espartano baseava-se na disciplina rígida, no autoritarismo, no ensino de artes militares e códigos de conduta, no estímulo da competitividade entre os alunos e nas exigências extremas de desempenho. Por outro lado, Atenas tinha no logos (conhecimento) seu ideal educativo mais importante. O exercício da palavra, assim como a retórica e a polêmica, era valorizado em função da prática da democracia entre iguais. Como herança da educação ateniense surgiram os sofistas, considerados mestres da retórica e da oratória, eles ensinavam a arte das palavras para que seus alunos fossem capazes de construir argumentos vitoriosos na arena política. Fruto da mesma matriz intelectual, porém em oposição ao pensamento sofista, o filósofo Sócrates propunha ensinar a pensar – mais do que ensinar a falar - através de perguntas cujas respostas dependiam de uma análise lógica e não simplesmente da mera retórica. (...) (Adaptado)
Ariés apresenta duas teses centrais que se tornaram referências em relação à infância, que geraram, até mesmo, algumas polêmicas, mas que não podem ser ignoradas devido a sua importância. Nesse sentido, conforme Ariés:
I. Entre o século XVII e XVIII, aqueles que hoje chamamos de crianças eram adultos menores ou em menor escala de tamanho e isso é constatado por meio das obras de arte que retratam a criança como adultos em miniatura.
II. A criança passa a ser o centro das atenções da família a partir do século XVII, que passa a lhe dar uma importância, até então, desconhecida.
III. A criança se torna uma fonte de distração e relaxamento para o adulto, a partir do século XVII, e este consegue demonstrar cada vez com mais intensidade esses sentimentos.
Quais estão corretas?