Questões de Concurso
Sobre aspectos sociológicos da educação em pedagogia
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Zygmunt Bauman, em seu livro Para que serve a Sociologia?, destaca o caráter dialógico da Sociologia: “Como em todas as conversas, a Sociologia se envolve no diálogo com a doxa laica [...]. A transformação de mensagens em estímulos efetivos é mediada pela recepção, seguida pela compreensão, que envolve, como regra, uma interpretação (seletiva). Em sua variedade sociológica, o diálogo visa ao confronto entre Erfahrungen [experiências] e Erlebnisse [vivências]”.
O diálogo promovido pela Sociologia, segundo Bauman, tem como objetivo
Em seu livro Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria, Zygmunt Bauman analisa as relações humanas: “Hoje em dia, essas ligações tendem a ser vistas – com um misto de regozijo e ansiedade – como frágeis, desintegráveis sem qualquer dificuldade e tão fáceis de romper quanto de estabelecer. [...] A crescente fragilidade dos vínculos humanos é, portanto, experimentada desde o começo, a partir do momento de sua concepção e muito depois de seu desaparecimento, como um misto de bênção e maldição”.
A análise de Bauman sobre os vínculos humanos evidencia uma transformação social marcada
Bernard Lahire, em seu texto “Viver e interpretar o mundo social: para que serve o ensino de Sociologia?”, apresenta seu entendimento sobre para que serve a Sociologia: “Os quadros de realidades sociais que nos descrevem as Ciências Sociais, em geral, e a Sociologia, em particular, têm, primeiramente, como ambição produzir um conhecimento o mais racional e justo possível do estado do mundo social. Eles podem evidentemente tornar mais conscientes das complexidades e das sutilezas da ordem social das coisas”.
Segundo o autor, o conhecimento produzido pela Sociologia está relacionado à
Escolha a alternativa cujo termo completa as lacunas das frases, de forma correta, de acordo com o texto de referência.
Considere a situação a seguir para responder à questão:
Ao apresentar seu “batismo de fogo”, Weisz (2000) narra algumas situações que afirma terem revelado para ela o abismo que existia entre o desempenho de alguns meninos na escola e o que a vida lá fora exigia deles. Um dos casos é sobre um menino de 12 anos que ganhava a vida fabricando pipas, retido numa classe que só fazia coordenação motora. Diziam que ele não aprendia a ler porque não tinha coordenação motora. Como pode alguém que vive de fabricar pipas não ter coordenação motora? A sensação de que a escola parecia uma armadilha montada para que esses meninos não pudessem se sair bem e a convicção de que esse tipo de situação tinha um papel político muito importante perseguiram a autora durante toda a sua vida profissional.
Beatriz, professora alfabetizadora, notou que alguns de seus alunos imitam corretamente o gestual da orientação da leitura, levando seus dedos da esquerda para a direita e de cima para baixo. A professora ficou curiosa para descobrir por que algumas crianças sabiam essa informação sobre o ato de ler, enquanto outras tantas ainda não entendiam muito bem o que configurava esse ato. Ao consultar a obra de Ferreiro (2018), Beatriz tomou contato com a explicação da autora sobre o fato de diferenças como esta estarem atreladas às classes sociais.
Se ela compreender corretamente o que Ferreiro (2018) propõe, entenderá que essa distância entre os acertos das crianças quanto à orientação da leitura aumenta quando
Carneiro (em Delors, 1997) provoca uma reflexão sobre o que entende como o maior desafio do século 21: a “reconstrução das comunidades humanas”.
Nessa reflexão, o autor afirma que a formação de uma personalidade madura resulta tanto do fortalecimento da autonomia pessoal quanto da construção de
“A democracia racial é um mito. Não há plena igualdade entre pessoas negras e não negras no Brasil.”
A partir dessa afirmação, assinale a alternativa que representa o entendimento da atuação educativa em uma perspectiva antirracista.