Questões de Concurso
Sobre a construção do conhecimento: papel do educador, do educando e da sociedade em pedagogia
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( ) Visto que a aprendizagem não é apenas um processo individual, mas também um processo social que ocorre por meio do compartilhamento de experiências e da comunicação constante com outras pessoas, a interação com pais, professores e colegas apresenta caráter secundário na construção do conhecimento na educação infantil.
( ) As crianças internalizam o conhecimento por meio de instrumentos culturais, tais como a linguagem, os símbolos e as ferramentas sociais, sendo a linguagem, em particular, o principal meio de mediação, pois é por meio dela que as crianças organizam seu pensamento, resolvem problemas e interagem com o mundo ao seu redor.
( ) O equilíbrio entre os processos de assimilação e acomodação é fundamental para o desenvolvimento de estruturas cognitivas mais complexas, permitindo que a criança construa ativamente seu conhecimento, ajustando suas percepções e conceitos à medida que interage com o ambiente, ação determinante para o desenvolvimento cognitivo segundo a Teoria Vygotskiana.
( ) O professor ou adulto desempenha papel fundamental no desenvolvimento infantil, não só como transmissor de conhecimento, mas também como facilitador da aprendizagem, razão por que deve orientar a criança por meio de diálogos e atividades que estimulem desafios cognitivos compatíveis com sua zona de desenvolvimento proximal.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses é:
( ) Criar um ambiente de aprendizagem cheio de estímulos, no qual a criança possa interagir ativamente com objetos e situações a fim de construir seu próprio conhecimento.
( ) Priorizar a transmissão direta do conhecimento, garantindo que a criança receba instruções detalhadas a fim de minimizar erros e acelerar o aprendizado.
( ) Promover o desenvolvimento da autonomia intelectual, incentivando a resolução de problemas e a formulação de hipóteses a fim de que a criança reorganize seus esquemas mentais.
( ) Evitar desafios que provoquem desequilíbrios no pensamento infantil, uma vez que situações de incerteza podem gerar insegurança e comprometer a aprendizagem.
A sequência correta está na alternativa:
I. promover experiências que contemplem a diversidade, o contexto local e a integralidade da formação humana.
II. valorizar os vínculos entre escola e comunidade, reconhecendo os saberes populares, as identidades culturais e os contextos sociais dos estudantes.
III. priorizar a padronização dos procedimentos didáticos, de modo a garantir homogeneidade nos processos de ensino e aprendizagem.
IV. concentrar os planejamentos nas competências cognitivas e técnicas, como eixo central para o desenvolvimento dos estudantes.
Está CORRETO o que se afirma em:
I. Atividades que exploram situações-problema incentivam a autonomia, exigindo que a criança busque estratégias pessoais e coletivas de resolução.
II. A internalização de conteúdos prévios, mesmo sem correlação direta com a experiência concreta, constitui base sólida para o desenvolvimento do raciocínio lógico, fornecendo uma estrutura conceitual antes do contato com situações reais.
III. Espaços que promovem o diálogo e a troca de hipóteses entre crianças fortalecem a capacidade de análise e a argumentação.
IV. A participação ativa das crianças em investigações é pertinente em alguns casos, desde que ocorra após a transmissão dos conceitos principais, para garantir a solidez dos conteúdos.
V. A mediação pedagógica deve considerar a potencialidade lúdica no processo de construção de conhecimento, oportunizando vivências que integrem o imaginário e o real.
Está CORRETO o que se afirma em:
I. Atividades de cunho artístico e expressivo favorecem a experimentação, fortalecendo a percepção de si e contribuindo para autorregulação emocional.
II. A introdução de desafios cognitivos em oficinas incrementa o repertório dos envolvidos, fomentando reflexão e novas competências.
III. O desenvolvimento humano se relaciona à interação em ambientes propícios, em que dimensões sociais, culturais e afetivas são fundamentais para as aprendizagens.
IV. O oficineiro deve negligenciar a faixa etária, pois o processo de aprendizagem não sofre variações conforme o estágio de desenvolvimento.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
“AS PESSOAS AINDA NÃO FORAM TERMINADAS...”
(Rubens Alves)
As diferenças entre um sábio e um cientista? São muitas e não posso dizer todas. Só algumas.
O sábio conhece com a boca, o cientista, com a cabeça. Aquilo que o sábio conhece tem sabor, é comida, conhecimento corporal. O corpo gosta. A palavra “sapio”, em latim, quer dizer “eu degusto”... O sábio é um cozinheiro que faz pratos saborosos com o que a vida oferece. O saber do sábio dá alegria, razões para viver. Já o que o cientista oferece não tem gosto, não mexe com o corpo, não dá razões para viver. O cientista retruca: “Não tem gosto, mas tem poder”... É verdade. O sábio ensina coisas do amor. O cientista, do poder.
Para o cientista, o silêncio é o espaço da ignorância. Nele não mora saber algum; é um vazio que nada diz. Para o sábio o silêncio é o tempo da escuta, quando se ouve uma melodia que faz chorar, como disse Fernando Pessoa num dos seus poemas. Roland Barthes, já velho, confessou que abandonara os saberes faláveis e se dedicava, no seu momento crepuscular, aos sabores inefáveis.
Outra diferença é que para ser cientista há de se estudar muito, enquanto para ser sábio não é preciso estudar. Um dos aforismos do Tao-Te-Ching diz o seguinte: “Na busca dos saberes, cada dia alguma coisa é acrescentada. Na busca da sabedoria, cada dia alguma coisa é abandonada”. O cientista soma. O sábio subtrai.
Riobaldo, ao que me consta, não tinha diploma. E, não obstante, era sábio. Vejam só o que ele disse: “O senhor mire e veja: o mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas — mas que elas vão sempre mudando...”
É só por causa dessa sabedoria que há educadores. A educação acontece enquanto as pessoas vão mudando, para que não deixem de mudar. Se as pessoas estivessem prontas não haveria lugar para a educação. O educador ajuda os outros a irem mudando no tempo. (...) Parece que, ao nos criar, o Criador cometeu um erro (ou nos pregou uma peça!): deu-nos um DNA incompleto. E porque nosso DNA é incompleto somos condenados a pensar. Pensar para quê? Para inventar a vida! É por isso, porque nosso DNA é incompleto, que inventamos poesia, culinária, música, ciência, arquitetura, jardins, religiões, esses mundos a que se dá o nome de cultura.
Pra isso existem os educadores: para cumprir o dito do Riobaldo... Uma escola é um caldeirão de bruxas que o educador vai mexendo para “desigualizar” as pessoas e fazer outros mundos
(Revista Educação, edição 125)
“A cooperação pedagógica, ao fomentar a autoformação e a aprendizagem coletiva do corpo docente, sustenta um processo reflexivo que ultrapassa a dimensão técnica e abrange implicações éticas, políticas e sociais do ato de educar.” (Adaptado de Perrenoud)
Qual interpretação melhor apreende o sentido do excerto?

I- A manchete do Texto I reforça uma ideia equivocada de que o "núcleo duro" da teoria de Piaget são os conhecidos períodos de desenvolvimento cognitivo propostos por ele. No entanto, o verdadeiro "núcleo duro" de sua teoria está nos conceitos de assimilação, acomodação e equilibração, que constituem, de fato, a base de seu construtivismo.
II- As quatro etapas de que fala o Texto I são: período sensório-motor, período pré-conceitual, período intuitivo e período operacional-concreto.
III- A base epistemológica da teoria de Piaget defende que o conhecimento não é dado pelo meio social, mas nasce com o indivíduo. Portanto, a construção de conhecimentos pelo sujeito depende unicamente do seu amadurecimento, ou seja, do período de desenvolvimento cognitivo em que se encontra.
IV- Com base na teoria de Piaget, ensinar significa, pois, provocar o desequilíbrio na mente da criança para que ela, procurando o reequilíbrio, reestruture-se cognitivamente e aprenda. Assim, o mecanismo de aprender da criança é sua capacidade de reestruturar-se mentalmente, buscando um novo equilíbrio.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Se o sonho que nos anima é democrático e solidário, não é falando aos outros, de cima para baixo, sobretudo, como se fôssemos os portadores da verdade a ser transmitida aos demais, que aprendemos a escutar, mas é escutando que aprendemos a falar com eles.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 2011.
Assinale a opção que reflete corretamente o que se afirma no fragmento acima.
Leia o trecho a seguir.
O insucesso escolar deveria suscitar a análise de causas dos problemas que interferiram na aprendizagem, avaliando o peso das condições escolares, familiares e individuais do aluno. O que se constata é que, em vez disso, o comportamento mais comum diante do fracasso escolar é a atribuição de culpas, que geralmente provoca o afastamento mútuo. Para ilustrar essa questão, colocamos lado a lado duas falas recorrentes nas entrevistas realizadas para este estudo:
– Dos professores, ouvíamos: “os pais dos alunos que mais precisam de ajuda são sempre os mais difíceis de trazer até a escola”.
– Dos pais desses alunos que mais precisam, ouvíamos: “nós, que mais precisamos de ajuda, somos os mais cobrados pelas escolas”.
E uns não escutam os outros.
CASTRO, J. M.; REGATTIERI, M. (orgs.). Interação escola-família: subsídios para práticas escolares. Brasília: UNESCO, MEC, 2009.
O trecho acima versa sobre a relação entre a comunidade escolar e as famílias dos alunos. Assinale a opção que reflete corretamente o problema descrito.
Com base na pedagogia de Paulo Freire, assinale a opção que indica o objetivo principal da abordagem adotada pelo professor Lucas.
Coluna 1 1. Intencionalidade. 2. Significação. 3. Transcendência.
Coluna 2 ( ) Habilidade de atribuir significado a um conteúdo neutro de aprendizagem.
( ) Habilidade do mediador em promover a generalização do aprendizado, ao estabelecer conexões entre a situação atual e as experiências passadas ou presentes do aluno, além de suas ações futuras.
( ) Habilidade do mediador em influenciar o comportamento do aprendiz, demonstrando a intenção de se relacionar com ele e propor modificações em suas estruturas cognitivas.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Na educação social, a principal característica freireana é