Questões de Concurso
Sobre biologia molecular em biomedicina em biomedicina - análises clínicas
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I. A variabilidade interespecífica é uma questão importante nesses casos, pois um único genoma não irá ilustrar a diversidade genética da população humana.
II. O sequenciamento do Homo neanderthalensis publicado em 2010 sugeriu que houve cruzamento deste hominídeo com Homo sapiens fora do continente africano.
III. Um problema da anotação dos primeiros sequenciamentos de genoma humano é o fato de terem sido feitos com base em buscas de homologia com o genoma de Caenorhabditis elegans, que não apresenta ancestral comum com humano.
Assinale:
I. O paradoxo do valor de C (C-value paradox, em inglês) é observação da relação inversa entre tamanho do genoma e complexidade do organismo, pois alguns protistas apresentam os maiores genomas já descobertos.
II. A teoria dos abrigos seguros (safe haven theory, em inglês) sugere que transposons têm tendência a se deslocar para locais com poucos genes no genoma. Assim, genomas grandes e cheios de transposons tendem a crescer mais rápido do que genomas pequenos.
III. Cromossomos B são cromossomos supranumerários, não essenciais que estão presentes no genoma de animais, plantas, e outros organismos.
Assinale:
I. Com a DNA polimerase de uma extremófila, a técnica de PCR possibilitou a amplificação, a partir de uma única sequência, de DNA para níveis sequenciáveis.
II. A principal dificuldade na amplificação de DNA Antigo é a diferença na qualidade do DNA alvo e do DNA contaminante, necessitando testes de xenologia para garantir a origem do DNA amplificado por PCR.
III. O teste apresenta maiores dificuldades quando o DNA alvo vem de organismos próximos filogeneticamente ao de espécies que contaminariam a amostra, como humanos.
Assinale:
I. O método XPert MTB/RIF consiste em um método automatizado utilizando um ensaio baseado em reação de polimerização em cadeia baseado em hemi-nested real time para amplificação parcial do gene rpoB e hibridação.
II. O teste é realizado em até duas horas, utilizando uma plataforma XPert MTB/RIF com integração do processamento do espécime e PCR em um único recipiente, contendo todos os reagentes para amplificação e detecção do produto amplificado.
III. O método exige a realização de etapas de lise bacteriana e extração do DNA por meio de protocolo simplificado anterior à utilização do cartucho para amplificação e detecção do produto amplificado.
Assinale:
I. Os pares M. kansasii e M. gastri, M. ulcerans e M. marinum, M. shimoidei e M. triviale, e M. abscessus e M. chelonae não podem ser diferenciados por sequências do gene rrs.
II. Em cepas cultivadas em meio sólido, a extração de DNA e a reação de polimerização em cadeia, para posterior sequenciamento gênico, apresentam resultados reprodutíveis e de precisão superior àqueles realizados a partir de cepas cultivadas em meio líquido.
III. Para a identificação de espécies de micobactérias não tuberculosas de crescimento rápido, os alvos incluem os genes dnaJ, hsp65, gyrB, 16S rDNA, secA1, sod ou a sequência ITS 16S-23S.
Assinale:
I. As técnicas baseadas apenas em reação de polimerização em cadeia com iniciadores específicos para as deleções genômicas RD de M. tuberculosis como RD1, RD4, RD9, RD12, discriminam as espécies M. tuberculosis e M. bovis (incluindo a espécie M. bovis BCG) bem como outras espécies do complexo.
II. Espécies do complexo M. tuberculosis podem ser diferenciadas pelo teste AccuProbe (GenProbe Inc., San Diego, California, EUA), que consiste em sondas marcadas com éster de acridina. Esse mesmo sistema pode também ser aplicado na identificação de cepas do complexo M. avium e M. kansasii.
III. Os sistemas INNO-LiPA Mycobacteria version 2 (Innogenetics, Ghent, Bélgica) GenoType Mycobacteria (Hain Lifescience, Nehren, Alemanha) consistem em hibridização reversa de produtos de reação de polimerização em cadeia biotinilados aos seus fragmentos complementares presentes em “tiras" de membrana. Ambos permitem a identificação molecular de acima de 10 espécies de micobactérias. Uma desvantagem do sistema é a impossibilidade de uso em cepas cultivadas em meios líquidos.
Assinale:
I. Os estudos taxonômicos envolvendo a filogenia entre membros de MCR têm sido baseados na análise de sequências dos genes 16S rRNA, 23S rRNA, hsp65 e aquele codificante para RNA polimerase.
II. A técnica de hibridização DNA-DNA consiste na metodologia de maior acurácia na determinação de espécies de MCRs, apesar de ser laboriosa e atualmente realizada em centros de referência internacionais, justificando a busca de alternativas por diferentes laboratórios de pesquisa.
III. Os complexos taxonômicos descritos para MCRs consistem em (i) Grupo M. fortuitum, composto por M. fortuitum, M. peregrinum, M. mucogenicum e M. senegalense; (ii) Grupo M. chelonae-M. abscessus, composto pelas espécies M. chelonae, M. abscessus, M. bolletii, M. massiliense e M. immunogenum; e (iii) Grupo M. smegmatis, constituído por M. smegmatis, M. goodii e M. wolinskyi.
Assinale:
I. O complexo M. avium–intracellulare inclui M. avium subsp. avium, M. avium subsp. paratuberculosis (Map), M. avium subsp. silvaticum, e M. intracellulare, que constituem o grupo III de Timpe & Runyon (1954) e são distribuídas em “serovares". Tais espécies (ou subespécies) são consideradas patógenos potenciais em seres humanos, algumas patógenos obrigatórios como M. avium subsp. silvaticum.
II. A espécie M. kansasii consiste em um dos três principais patógenos micobacterianos de crescimento lento frequentemente isolados de pacientes imunocompetentes ou imunocomprometidos com doença pulmonar no mundo. A espécie pode ser subdividida em cinco genótipos baseados em técnicas moleculares de análise de fragmentos após restrição enzimática e hibridização com sondas IS1652. Estudos filogenéticos indicam maior homologia (similaridade) com dessa espécie com M. gastri.
III. Dentre bacilos micobacterianos não pertencentes ao complexo M. tuberculosis e não patogênicos, estão M. genavense, M. haemophilum, M. malmoense, M. marinum e M. simiae.
Assinale:
