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I. Os estudos taxonômicos envolvendo a filogenia entre membros de MCR têm sido baseados na análise de sequências dos genes 16S rRNA, 23S rRNA, hsp65 e aquele codificante para RNA polimerase.
II. A técnica de hibridização DNA-DNA consiste na metodologia de maior acurácia na determinação de espécies de MCRs, apesar de ser laboriosa e atualmente realizada em centros de referência internacionais, justificando a busca de alternativas por diferentes laboratórios de pesquisa.
III. Os complexos taxonômicos descritos para MCRs consistem em (i) Grupo M. fortuitum, composto por M. fortuitum, M. peregrinum, M. mucogenicum e M. senegalense; (ii) Grupo M. chelonae-M. abscessus, composto pelas espécies M. chelonae, M. abscessus, M. bolletii, M. massiliense e M. immunogenum; e (iii) Grupo M. smegmatis, constituído por M. smegmatis, M. goodii e M. wolinskyi.
Assinale:
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O tema central da questão é a classificação taxonômica e a identificação das micobactérias de crescimento rápido (MCR), que são um grupo de micobactérias que têm ganhado destaque devido ao aumento do número de novas espécies descritas. A classificação dessas bactérias é essencial para o diagnóstico correto e o tratamento adequado de infecções causadas por elas.
Vamos analisar cada uma das afirmativas:
I. Os estudos taxonômicos envolvendo a filogenia entre membros de MCR têm sido baseados na análise de sequências dos genes 16S rRNA, 23S rRNA, hsp65 e aquele codificante para RNA polimerase.
A afirmativa I está correta. A análise genética é uma ferramenta crucial na taxonomia moderna. O gene 16S rRNA é amplamente utilizado para identificar bactérias devido à sua presença universal e regiões conservadas e variáveis que permitem discriminação entre diferentes espécies. Além disso, o uso de genes adicionais como o 23S rRNA, hsp65 e o gene da RNA polimerase aprimoram a resolução taxonômica. Isso está de acordo com práticas comuns em microbiologia para garantir uma identificação precisa.
II. A técnica de hibridização DNA-DNA consiste na metodologia de maior acurácia na determinação de espécies de MCRs, apesar de ser laboriosa e atualmente realizada em centros de referência internacionais, justificando a busca de alternativas por diferentes laboratórios de pesquisa.
A afirmativa II também está correta. A hibridização DNA-DNA é considerada uma das técnicas mais precisas para a determinação de espécies, pois mede a similaridade genética entre organismos. No entanto, devido à sua complexidade e necessidade de infraestrutura avançada, é realizada principalmente em centros de referência, o que incentiva a busca por métodos alternativos mais acessíveis e rápidos, como a análise de sequências de genes específicos.
III. Os complexos taxonômicos descritos para MCRs consistem em (i) Grupo M. fortuitum, composto por M. fortuitum, M. peregrinum, M. mucogenicum e M. senegalense; (ii) Grupo M. chelonae-M. abscessus, composto pelas espécies M. chelonae, M. abscessus, M. bolletii, M. massiliense e M. immunogenum; e (iii) Grupo M. smegmatis, constituído por M. smegmatis, M. goodii e M. wolinskyi.
A afirmativa III está correta. A classificação em grupos ou complexos facilita a identificação e o estudo das MCRs. Esses agrupamentos refletem relações filogenéticas e fenotípicas entre as espécies, permitindo uma compreensão mais clara de suas características e potencial patogênico.
Portanto, todas as afirmativas são corretas, justificando a escolha da alternativa E - se todas as afirmativas estiverem corretas.
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