Questões de Concurso
Sobre jejum e síndrome de realimentação em nutrição
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Sobre a síndrome de realimentação, assinale a alternativa correta.
Lactente de 14 meses, em insegurança alimentar, chega ao pronto atendimento com emagrecimento importante, apatia, hipotermia, edema em membros inferiores, lesões descamativas em pele e cabelo hipopigmentado. Glicemia capilar é 48 mg/dL. A equipe considera desnutrição aguda grave.
A seguinte conduta está mais alinhada ao protocolo recomendado:
Homem, 49 anos com alcoolismo, IMC 16 kg/m2, perda de 15% do peso em 3 meses e ingestão desprezível há 8 dias será realimentado durante internação. Fósforo de 2,1 mg/dL, potássio 3,3 mEq/L e magnésio 1,6 mg/dL.
O protocolo inicial mais apropriado para prevenir síndrome de realimentação é
O plano alimentar para esta cidadã deve
Considerando esta situação de jejum prolongado, ocorre neste organismo todas as alternativas abaixo, EXCETO, uma delas.
Assinale-a.
( ) A disbiose, geralmente resultante do uso de antibióticos de amplo espectro e de fórmulas enterais pobres em fibras, pode precipitar a diarreia por pelo menos dois mecanismos: supressão da fermentação e crescimento de agentes patogênicos.
( ) A gastroparesia é uma das causas mais frequentes de interrupção ou redução do volume administrado na TNE, comprometendo a nutrição dos pacientes em situação crítica. Quando os sintomas persistem, uma das estratégias de manejo é reduzir a velocidade da bomba de infusão contínua em 50% e associar procinéticos.
( ) Na síndrome de realimentação (SR), pacientes com IMC inferior a 18,5 kg/m² ou que estiveram em jejum por mais de 15 dias devem iniciar dieta com 10 kcal/kg ou 5 kcal/kg. Os distúrbios hidreletrolíticos devem ser corrigidos, especialmente sódio, magnésio, potássio e niacina.
( ) Para desnutridos graves, não é recomendado realizar recuperação nutricional nos primeiros dias de internação. Neste período, deve-se ficar atento ao risco de síndrome de realimentação, que é caracterizado por distúrbios hidroeletrolíticos (hiperpotassemia, hiperfosfatemia e hipermagnesemia).
( ) Na fase de reabilitação, o intuito é otimizar a terapia nutricional, a fim de corrigir o déficit nutricional. Assim, nessa fase, o alvo nutricional deve ser de 150 a 220 kcal/kg/dia e de 4 a 5g de proteína/kg/dia.
( ) A OMS preconiza o ganho de 5 a 10g/kg/dia para recuperação nutricional. Atenção deve ser dada ao exame físico e ao acompanhamento clínico do paciente, a fim de diferenciar edema de ganho de peso por anabolismo.
( ) A recuperação do peso deve ser separada em fases, controlada e planejada. Para pacientes em regime ambulatorial, deve-se atingir ganho semanal de 200 a 450g e o ganho deve ser de 500 a 900g semanais para aqueles em regime parcial de internação, e de 900 a 1.300g por semana para regimes em enfermaria.
( ) A síndrome de realimentação é caracterizada pela hipocalcemia, intolerância à glicose, disfunção gastrintestinal e arritmias cardíacas, que ocorrem em razão da repentina sobrecarga em ingestão calórica, principalmente advinda de gorduras.
( ) Para os critérios de internação, o baixo peso deve ser considerado como único fator de gravidade.
Nesse contexto, de acordo com o preconizado pela Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente Grave (2023), é correto afirmar que