Questões de Concurso
Sobre obesidade e síndrome metabólica em medicina
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( ) O preconceito, o estigma e a discriminação à condição de obesidade resultam em maior morbimortalidade, com efeitos físicos e psicológicos ao indivíduo alvo desses fatores. ( ) Crenças e atitudes preconceituosas de profissionais de saúde podem desencorajar a pessoa com obesidade a procurar os serviços de saúde para esta e para outras condições, comprometendo o acesso à saúde como um todo. ( ) Pessoas ganham peso em decorrência de falha moral – preguiça e gula –, pois a perda de peso pode ser alcançada, rapidamente, ao se comer menos e se mover mais. ( ) Não importa a qualidade da alimentação, se há aumento da atividade física. ( ) A dieta preconizada precisa ter balanço energético negativo e ser adaptada às preferências da pessoa sob cuidados.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
Assinale a alternativa que indica corretamente critério diagnóstico de SM.
Em relação aos distúrbios hidroeletrolíticos e do sistema ácido/base, analise as afirmativas abaixo e marque Verdadeiro (V) ou Falso (F):
( ) O potássio é o principal cátion intracelular que regula a excitabilidade neuromuscular e a contratilidade muscular. A regulagem do potássio está a cargo, principalmente, dos rins. Quando a aldosterona aumenta, a urina elimina maior quantidade de potássio e o nível de potássio no sangue pode diminuir.
( ) Fraqueza muscular, queda da pressão sanguínea, sedação e estado de confusão mental são sinais e sintomas encontrados na hipermagnesemia.
( ) Na acidose aguda ocorre uma sobrecarga respiratória e anorexia, náuseas, vômitos e alterações neurológicas podem estar presentes.
A sequência correta é:
Quando as reservas hepáticas de vitamina A são escassas, ou mesmo inexistentes, o indivíduo encontra-se em estado potencial de risco para os efeitos do quadro carencial. Uma diminuição da quantidade de vitamina A ingerida, transtornos na absorção ou um aumento da demanda metabólica podem precipitar o aparecimento de:
I- Obesidade abdominal central. II- Hipertrigliceridemia. III- Hipertensão arterial.
É correto o que se afirma em:
A síndrome metabólica é um conjunto de doenças que, associadas, vão levar ao aumento do risco de problemas cardiovasculares. Estas doenças são a obesidade – principalmente àquela caracterizada com aumento de cintura abdominal, pressão alta, alterações de colesterol, triglicérides e glicemia. A síndrome metabólica tem como base a resistência à insulina. São sinais no corpo que podem ajudar a identificar o desenvolvimento da resistência insulínica, são eles:
I. Acrocórdons.
II. Acantose nigricans.
III. Acalose.
IV. Córdons.
V. Nigricalose córdons.
Estão CORRETAS:
I. Crianças com obesidade têm mais risco de desenvolver doenças em articulações e ossos, diabetes e problemas cardíacos na vida adulta. II. Caracteriza-se por uma disfunção ocasionada pelo excesso de peso em crianças de 12 a 18 anos. III. O tratamento para a obesidade infantil deve passar por alguns campos importantes. A mudança no estilo de vida consiste em um deles. Na verdade, trata-se do pilar fundamental para reduzir peso e melhorar a saúde.
Está(ão) CORRETO(S):
I. Ter obesidade grau III aumenta o risco de suicídio. II. Qualquer tipo de transtorno mental é contraindicação para realizar a cirurgia bariátrica. III. Algumas razões psiquiátricas para atrasar a cirurgia bariátrica ou não a indicar são: transtorno mental grave insuficientemente controlado; abuso ou dependência de álcool ou drogas; e recusa em aderir ao tratamento.
Assinale a alternativa correta.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a obesidade como uma epidemia mundial condicionada principalmente pelo perfil alimentar e de atividade física. Sua crescente prevalência vem sendo atribuída a diversos processos biopsicossociais, em que o “ambiente” (político, econômico, social, cultural), e não apenas o indivíduo e suas escolhas, assume um lugar estratégico na análise do problema e nas propostas de intervenções. Contudo, parte dos desafios reside em compreender como esses múltiplos fatores interagem.
No Brasil, a obesidade torna-se objeto de políticas públicas nos últimos 15 anos, e o Ministério da Saúde, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), é o principal propositor de ações, seguindo a tendência internacional. Desde a década de 1990, a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN, 1999), do Ministério da Saúde, definiu diretrizes para organizar as ações de prevenção e tratamento da obesidade no SUS, sendo revisada em 2012, abordando a temática de forma mais contundente. No ano seguinte, o Ministério da Saúde estabeleceu a linha de cuidado para obesidade como parte da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas. (DIAS, Patricia Camacho; HENRIQUES, Patrícia; DOS ANJOS, Luiz Antonio; & BURLANDY, Luciene. Obesidade e políticas públicas: concepções e estratégias adotadas pelo governo brasileiro. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csp/v33n7/1678-4464-csp-33-07-e00006016.pdf/ acesso em 20 de agosto de 2019).
Acerca do diagnóstico do sobrepeso/obesidade, analise as proposições.
I- Vem sendo realizado por meio do índice de massa corporal (IMC), calculado como a razão da massa corporal pela estatura ao quadrado, concebido inicialmente para uso em adultos, pela sua associação com risco de adoecer e morrer, reiterando a obesidade como fator de risco especialmente para as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT).
II- O índice de massa corporal (IMC) também é usado em crianças e adolescentes, idosos, e gestantes. No Brasil, os critérios diagnósticos estabelecidos pela OMS foram incorporados à vigilância alimentar e nutricional no âmbito do SUS.
III- Não obstante, seu emprego disseminado internacionalmente, o índice de massa corporal (IMC) não mede a composição corporal, portanto, parece haver inconsistência quanto a sua aplicabilidade para diagnosticar uma doença caracterizada por acúmulo de gordura.
IV- Os dados de estudos populacionais vêm demonstrando alta especificidade, mas baixa sensibilidade do índice de massa corporal (IMC) no diagnóstico de obesidade. Evidências apontam para a necessidade de se desenvolver curvas dos componentes da composição corporal para o diagnóstico clínico e epidemiológico do estado nutricional.
V- O índice de massa corporal (IMC) como critério para identificar sobrepeso/obesidade como fator de risco para Doença Crônica Não Transmissível, não parece ser adequado, particularmente em serviços de saúde públicos e privados no Brasil.
Assinale a alternativa que apresenta o conjunto CORRETO de proposições.