Questões de Concurso
Sobre hematologia em medicina
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Acerca das anemias megaloblásticas, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(__)Tanto a deficiência de B12 quanto a de folato causam anemia macrocítica com hipersegmentação de neutrófilos no sangue periférico e aumento de homocisteína plasmática.
(__)A deficiência de vitamina B12 diferencia-se da deficiência de folato pela presença de sintomas neurológicos (parestesias, alteração da propriocepção, demência) e pela elevação do Ácido Metilmalônico, que é normal na deficiência de folato.
(__)A anemia perniciosa é uma causa autoimune de deficiência de folato, causada por anticorpos contra o fator intrínseco ou células parietais gástricas.
(__)No tratamento da anemia megaloblástica grave, a reposição isolada de Ácido Fólico em um paciente com deficiência de B12 pode corrigir a anemia (hematologicamente), mas agravar ou precipitar as lesões neurológicas irreversíveis.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Uma jovem vem encaminhada do hematologista para investigação de síndrome nefrótica. A jovem tem diagnóstico recente de linfoma de Hodgkin.
Qual provável histologia será encontrada em uma biópsia renal dessa paciente?
I.O quadro clínico (anemia macrocítica com sintomas neurológicos) e o antecedente epidemiológico (veganismo) são altamente sugestivos de deficiência de Vitamina B12 (Cobalamina).
II.A deficiência de Folato (Vitamina B9) também é uma causa de anemia macrocítica e glossite, mas não costuma cursar com as manifestações neurológicas (parestesias) vistas no paciente.
III.A fisiopatologia dos sintomas neurológicos na deficiência de B12 envolve a desmielinização dos cordões posteriores e laterais da medula espinhal (degeneração combinada subaguda).
Está correto o que se afirma em:
Qual diagnóstico deve ser fortemente considerado?
Qual diagnóstico é mais provável?
Paciente de 55 anos apresenta fadiga progressiva, dor abdominal em quadrante superior esquerdo e plenitude pósprandial. No exame físico, esplenomegalia maciça (palpável a 10 cm abaixo do rebordo costal esquerdo) e ausência de linfadenopatia periférica. Exames laboratoriais: Hb 10 g/dL (ref: 12-16), leucocitose (WBC 25.000/mm³, ref: 4.000- 11.000), trombocitose (PLT 550.000/mm³, ref: 150.000-450.000), e LDH 480 U/L (ref: <250). Pesquisa de mutação JAK2 é positiva. TC de abdome confirma esplenomegalia maciça sem linfonodomegalias.
Qual é o diagnóstico mais provável?
Mulher de 62 anos, residente em Olinda, PE, diagnosticada com leucemia mieloide aguda, atualmente no segundo ciclo de quimioterapia, apresenta febre persistente de 38,7°C nas últimas 12 horas. Relata calafrios e mal-estar, sem sintomas respiratórios ou gastrointestinais. Exames laboratoriais revelam leucócitos de 900/mm³, neutrófilos de 450/mm³ e creatinina de 1,2 mg/dL. Ao exame físico, não há foco infeccioso evidente. Paciente é admitida para observação.
Qual a melhor conduta inicial?
Nas últimas 24 horas, a criança tornou-se pálida e apresentou redução do volume urinário. Os exames laboratoriais mostram hemoglobina de 7,5 g/dL, plaquetas de 45.000/mm³, aumento da LDH e teste de Coombs negativo.
A principal alteração hematológica característica desse quadro é a
Atualmente está clinicamente estável, sem edema residual, mantendo quimioterapia ativa e função hepática e renal normais. IMC: 27 kg/m². Durante a visita de seguimento, discute-se a conduta em relação à profilaxia secundária do tromboembolismo venoso (TEV) após completar 6 meses de anticoagulação plena.
Considerando as evidências e recomendações atuais, a conduta mais adequada é
Ao exame físico, apresenta equimoses em membros inferiores. Hemograma: hemoglobina 10,8 g/dL, VCM 72 fL, leucócitos 7.200/mm³, plaquetas 198.000/mm³. Coagulograma: TP 12 segundos (RNI 1,0), TTPa 38 segundos (controle 28 segundos). Ferritina: 8 ng/mL.
A propedêutica laboratorial para investigação diagnóstica inclui a dosagem de
Valores de Referência Laboratorial:
• ferritina sérica: 20 a 250 ng/mL;
• ferro sérico: 60 a 170 microg/dL;
• capacidade total de ligação do ferro (tibc): 250 a 450 microg/dL;
• índice de saturação de transferrina (ist): 20 a 50%;
• contagem de reticulócitos: 0,5 a 2,0%.
O residente de clínica médica, ciente dos principais exames solicitados, fez a seguinte interpretação correta para o quadro descrito:
Os resultados dos exames laboratoriais mostram:
• Hemograma: hemoglobina 6,5 g/dL; volume corpuscular médio (vcm) 95 fL; contagem de reticulócitos corrigida para anemia 5%; plaquetas e leucócitos normais.
• Bioquímica: bilirrubina total 4,0 mg/dL (bilirrubina indireta 3,5 mg/dL); desidrogenase lática (LDH) 800 U/L; haptoglobina indetectável no soro.
Diante desse quadro clínico e laboratorial, o próximo passo para confirmar a etiologia dessa condição é realizar
Os resultados dos exames laboratoriais iniciais mostram:
• Hemograma: Hemoglobina 8,5 g/dL; Plaquetas 50.000 por milímetro cúbico; Leucócitos 2.500 por milímetro cúbico.
• Bioquímica e Coagulação: Bilirrubina Total 3,5 mg/dL; Desidrogenase Lática (LDH) 1.500 U/L; Fibrinogênio 100 mg/dL (valor de referência normal: 200 a 400 mg/dL).
• Marcador Inflamatório: Ferritina Sérica 15.000 ng/mL (valor de referência normal: 10 a 200 ng/mL).
Diante do quadro clínico e laboratorial descrito, o próximo passo para confirmar o diagnóstico da condição é
Considerando o caso descrito, assinale a afirmativa correta a respeito da melhor interpretação para a discrepância entre a hemoglobina glicada e a glicemia de jejum e da conduta investigativa subsequente.
Ao exame, apresenta palidez, petéquias e equimoses difusas, hepatoesplenomegalia e linfomegalias generalizadas. O hemograma realizado evidencia anemia, hiperleucocitose (50 mil leucócitos/mm3 ), presença de blastos e trombocitopenia.
De acordo com os dados apresentados, o diagnóstico mais provável é