Questões de Concurso Sobre ginecologia e obstetrícia em medicina

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Q3965680 Medicina
Gestante de 31 anos, G2P1, com 28 semanas de gestação, sem comorbidades prévias, realizou teste oral de tolerância à glicose (TOTG 75 g) com os seguintes resultados: jejum: 104 mg/dL, 1 hora: 198 mg/dL, 2 horas: 162 mg/dL. Foi diagnosticado diabetes mellitus gestacional e orientada a iniciar dieta. Após duas semanas de acompanhamento, apresenta registros glicêmicos domiciliares: glicemias de jejum entre 102–108 mg/dL e glicemias pós-prandiais de 1h entre 145–160 mg/dL. Ultrassonografia obstétrica mostra feto único, peso estimado no percentil 70, líquido amniótico normal.
A conduta padrão-ouro nesse momento é
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Q3965679 Medicina
Gestante de 29 anos, G1P0, com 34 semanas de gestação, previamente hígida, procura emergência por cefaleia intensa de início súbito, associada a náuseas, turvação visual e episódio de confusão mental transitória nas últimas horas. Refere também um episódio breve de escotomas cintilantes. Nega trauma, febre ou uso de drogas ilícitas.
Ao exame: PA: 150 × 109 mmHg, confirmada após repouso; FC: 96 bpm; FR: 18 irpm; Glasgow 14 (desorientação temporoespacial leve); sem déficits motores focais. Exames laboratoriais iniciais: glicemia capilar: 60 mg/dL, eletrólitos: normais, relação proteinúria/creatininúria de 0,8. Ressonância magnética de encéfalo evidencia áreas de hipersinal em T2/FLAIR, bilaterais e simétricas, predominando nas regiões parietooccipitais, com padrão compatível com edema vasogênico.
O diagnóstico mais provável é 
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Q3965678 Medicina
Gestante de 34 anos, G2P1, com 37 semanas e 1 dia de gestação, previamente hígida, comparece à maternidade por cefaleia leve e mal-estar. Nega escotomas, epigastralgia intensa ou dispneia. Movimentos fetais presentes.
Ao exame: PA: 150 × 112 mmHg, confirmada após 15 minutos de repouso, FC: 88 bpm, FR: 18 irpm. Sistema respiratório normal. Exames laboratoriais: plaquetas: 92.000/mm³; AST: 86 U/L; ALT: 91 U/L; Creatinina: 1,3 mg/dL; Proteinúria: 3+ em fita; CTG: reativo. Ultrassonografia fetal: feto único, crescimento adequado, líquido amniótico normal.

A conduta mais adequada é 
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Q3965677 Medicina
Gestante de 29 anos, G3P2, com 24 semanas de gestação, moradora de rua, procura atendimento com tosse produtiva há 2 meses, emagrecimento, sudorese noturna e febre vespertina. Refere diagnóstico prévio de tuberculose pulmonar há 8 meses, tendo iniciado tratamento, porém abandonou o esquema após 2 meses. Não realizou seguimento.
Na avaliação atual, baciloscopia de escarro é positiva (++) e o teste molecular rápido para tuberculose detecta resistência à rifampicina. Radiografia de tórax compatível com TB ativa. A paciente encontra-se clinicamente estável, sem sinais de insuficiência respiratória. Sorologia para HIV negativa.
A conduta mais adequada é
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Q3965676 Medicina
Gestante de 26 anos, G1P0, com 32 semanas de gestação, procura atendimento no 5º dia de doença, com história de febre alta nos dias anteriores, cefaleia, mialgia intensa e dor retro-orbitária. Evoluiu nas últimas 24 horas com dor abdominal contínua, náuseas e vômitos persistentes e diminuição da ingesta oral. Nega sangramentos vaginais ou gengivais. Ao exame: PA 100/65 mmHg, FC 112 bpm, FR 22 irpm, temperatura 37,6 º C, extremidades frias. Exames laboratoriais: hematócrito: 46% (pré-natal inicial: 38%), plaquetas: 88.000/mm³, leucócitos: 3.000/mm³, AST/ALT: moderadamente elevadas Teste rápido para dengue positivo.
A conduta mais adequada é
Alternativas
Q3965675 Medicina
Gestante de 28 anos, G2P1, com 30 semanas de gestação, portadora de anemia falciforme (HbSS), procura emergência com dor óssea intensa em membros inferiores e região lombar há 24 horas, sem sinais de infecção. Ao exame: afebril, PA 115/70 mmHg, FC 110 bpm, SatO₂ 97% em ar ambiente. Ausculta pulmonar sem alterações. Hemoglobina 8,2 g/dL (habitual da paciente ~ 8,5 g/dL), leucócitos 13.000/mm³. Sem sinais de síndrome torácica aguda ou outras complicações. 
A conduta mais adequada é
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Q3965674 Medicina
Gestante de 26 anos, G2P1, encontra-se em acompanhamento pré-natal regular. Apresenta sorologia inicial com FTA-ABS positivo e VDRL não reator. Refere história documentada de sífilis tratada adequadamente durante a gestação anterior, evolução clínica favorável e queda adequada dos títulos não treponêmicos à época. No momento, encontra-se assintomática, sem lesões cutaneomucosas, e o parceiro atual é o mesmo da gestação anterior, também adequadamente tratado.
A conduta mais adequada nesse momento é 
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Q3965673 Medicina
Mulher de 22 anos, G1P0, foi submetida a esvaziamento uterino para tratamento de mola hidatiforme completa, confirmada por exame histopatológico, fruto de uma gestação programada e desejada. Evoluiu bem no pós-operatório imediato, assintomática, sem sangramento transvaginal ou sinais clínicos de complicação. Todavia, durante o seguimento pós-molar, foram obtidas as seguintes dosagens de β-hCG sérico: 1ª dosagem: 12.400 UI/L; 2ª dosagem (após 7 dias): 12.700 UI/L. Ultrassonografia pélvica não evidencia massa residual intrauterina, embora haja imagem hipervascular miometrial. Radiografia de tórax sem alterações.
A conduta mais adequada nesse momento é
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Q3965672 Medicina
Mulher de 31 anos, G2P0A1, com antecedente de salpingectomia direita por gravidez ectópica prévia, procura atendimento em emergência obstétrica por atraso menstrual e dor pélvica leve à esquerda, sem sangramento transvaginal. Encontra-se hemodinamicamente estável, sem sinais de irritação peritoneal. Dosagem de β-hCG inicial: 820 mUI/mL.
Após 48h, β-hCG: 610 mUI/mL. Ultrassonografia transvaginal evidencia massa anexial esquerda de 1,6 cm, sem embrião visível, sem líquido livre em cavidade peritoneal. A paciente manifesta desejo reprodutivo futuro.
A conduta mais adequada é
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Q3965671 Medicina
Mulher de 27 anos, G3P1A1, procura emergência com história de aborto incompleto há três dias, cursando com febre, dor hipogástrica, calafrios e secreção vaginal fétida.
Ao exame: PA 105/65 mmHg, FC 112 bpm, FR 22 irpm, temperatura axilar 38,9 ºC. Encontra-se lúcida, sem sinais de choque. Exames laboratoriais iniciais mostram: Leucócitos: 19.800/mm³; PCR: 18 mg/dL; VHS: 78 mm/h; Procalcitonina: 3,2 ng/mL; Creatinina: 0,9 mg/dL; Lactato sérico: 2,4 mmol/L.
Considerando os critérios atuais de sepse, o achado laboratorial determinante para a abertura imediata do bundle de 1 hora do protocolo de sepse do Surviving Sepsis Campaign é
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Q3965670 Medicina
Gestante de 29 anos, G2P1, em pré-natal de risco habitual, apresenta sorologia positiva para HTLV-1, confirmada por teste confirmatório. Encontra-se assintomática, sem alterações neurológicas ou hematológicas. A gestação evolui sem intercorrências. 
A principal orientação que deve ser fornecida ainda no pré-natal, com impacto comprovado na redução da transmissão vertical, é
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Q3965669 Medicina
Mulher de 62 anos, multípara, menopausada há 12 anos, refere sensação de “bola” vaginal, dificuldade miccional e episódios de infecção urinária de repetição. Ao exame ginecológico, observa-se prolapso uterino grau III, associado a cistocele avançada e retocele moderada. A paciente apresenta comorbidades clínicas (hipertensão arterial sistêmica e Diabetes Mellitus tipo 2, ambas controladas), vida sexual ativa e não deseja mais gestação. Questionada, refere incômodo significativo com o prolapso e desejo de tratamento definitivo.
A melhor estratégia terapêutica, considerando eficácia, risco cirúrgico e preservação da função sexual, é 
Alternativas
Q3965668 Medicina
Mulher de 33 anos, nuligesta, com diagnóstico de endometriose profunda, apresenta dor pélvica crônica moderada e infertilidade há 2 anos. Exames mostram endometriomas ovarianos bilaterais de 3,5 cm e 4,0 cm, sem sinais de obstrução tubária completa. Reserva ovariana dentro da normalidade. A paciente expressa desejo reprodutivo imediato.
A melhor estratégia terapêutica nesse cenário é
Alternativas
Q3965667 Medicina
Mulher de 48 anos, com carcinoma invasivo da mama esquerda medindo 3,5 cm, sem metástases à distância, linfonodo axilar clinicamente negativo. Imuno-histoquímica: RE negativo, RP negativo, HER2 negativo. Estadiamento clínico: T2N0M0.
A estratégia terapêutica inicial mais adequada é
Alternativas
Q3965666 Medicina
Mulher de 62 anos, menopausada há 12 anos, G3P3, procura atendimento por distensão abdominal progressiva, sensação de plenitude pós-prandial, saciedade precoce e perda ponderal não intencional nos últimos três meses. Nega sangramento vaginal. História familiar negativa para câncer ginecológico conhecido.
Ao exame físico: abdome globoso, com sinal do piparote positivo; toque vaginal: massa anexial direita, irregular, pouco móvel, dolorosa à palpação profunda.
Exames complementares: CA-125: 860 U/mL. Ultrassonografia transvaginal mostrando massa ovariana direita complexa, medindo 9,5 cm, componentes sólidos e císticos, septações espessas, presença de papilas intracísticas e ascite moderada. Tomografia computadorizada de abdome e pelve: implantes peritoneais difusos, espessamento omental (“omental cake”), linfonodos retroperitoneais aumentados. Função renal e hepática preservadas. Performance status ECOG 1.

Diante desse quadro, a conduta inicial mais adequada é
Alternativas
Q3965665 Medicina
Mulher de 46 anos, assintomática, sem história pessoal ou familiar de câncer de mama, realiza mamografia de rastreamento.
O exame evidencia nódulo ovalado, de contornos bem circunscritos, densidade homogênea, semelhante à do parênquima fibroglandular, medindo 0,8 cm, localizado no quadrante súpero-externo da mama esquerda, sem espículas, sem distorção arquitetural e sem microcalcificações suspeitas, achado novo em relação ao exame anterior. Não há alterações cutâneas ou achados clínicos associados.

Diante desse achado mamográfico, a conduta mais adequada é
Alternativas
Q3965664 Medicina
Mulher de 26 anos, previamente hígida, comparece ao serviço com queixa de dor pélvica baixa, corrimento vaginal aquoso e sangramento vaginal pós-coital há 5 dias. Refere também febre (38,2 C), mal-estar geral, mialgia e disúria. Iniciou vida sexual com novo parceiro há cerca de 10 dias e nega episódios prévios semelhantes. Ao exame ginecológico observa-se: colo uterino intensamente hiperemiado, friável, com múltiplas áreas puntiformes esbranquiçadas e erosões superficiais, algumas com aspecto vesicular; sangramento fácil ao toque; secreção cervical serossanguinolenta. Exame bimanual: discreta dor à mobilização do colo, sem sinais de doença inflamatória pélvica estabelecida. Exames laboratoriais: Hemograma: leucocitose discreta com linfocitose; PCR: elevada; Teste de Amplificação de Ácidos Nucleicos (NAAT) para Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae: negativos; Sorologia para sífilis e HIV: negativas; Urina tipo I: leucocitúria leve, urocultura negativa. Diante da suspeita clínica, optou-se por não aguardar demais exames laboratoriais solicitados para confirmação etiológica antes da conduta.

Diante do quadro clínico e dos achados laboratoriais, o tratamento mais adequado é 
Alternativas
Q3965663 Medicina
Paciente do sexo feminino, 18 anos, procura atendimento por ausência de menarca. Refere crescimento estatural adequado, sem atraso cognitivo. Nega cefaleia, alterações visuais ou galactorreia. Ao ser questionada, relata incapacidade de perceber odores desde a infância. Nega uso de medicamentos.
Ao exame físico: estatura e IMC dentro da normalidade, desenvolvimento mamário Tanner I, ausência de pelos pubianos e axilares, genitália externa feminina normal.
Exames complementares: β-hCG: negativo, FSH: baixo, LH: baixo, Estradiol: baixo, TSH e prolactina: normais, Cariótipo: 46,XX; ultrassonografia pélvica evidenciando útero infantil, ovários pequenos.

Com base nos dados clínicos e laboratoriais, o diagnóstico mais provável é
Alternativas
Q3965662 Medicina
Mulher de 58 anos, menopausada há 6 anos, obesa grau I, com antecedente de dois partos vaginais instrumentais, refere perda urinária aos esforços associada, nos últimos 8 meses, a episódios de urgência miccional com perdas precedidas de forte desejo de urinar. Relata noctúria (2–3 episódios/noite) e sensação ocasional de esvaziamento vesical incompleto. Nega infecções urinárias recentes. Ao exame físico, observa-se discreto prolapso anterior (Pelvic Organ Prolapse Quantification / POP-Q estágio II), teste de esforço negativo em repouso e positivo apenas com bexiga repleta.
Foi realizada urodinâmica multicanal, que demonstrou capacidade cistométrica máxima: 420 mL; sensibilidade vesical preservada; contrações detrusoras involuntárias fásicas durante o enchimento, associadas a desejo miccional súbito; pressão de perda ao esforço (VLPP): 85 cm H₂O; fluxo máximo reduzido (Qmax 11 mL/s), com pressão detrusora normal e resíduo pós-miccional: 90 mL.

Com base nos achados clínicos e urodinâmicos, é correto afirmar que 
Alternativas
Q3965661 Medicina
Mulher de 34 anos, G2P2, comparece à consulta com queixa de corrimento transvaginal persistente há 6 semanas associado a sangramento pós-coital, dispareunia profunda e discreta dor pélvica crônica. Nega febre. Refere tratamento prévio, em outro serviço, com azitromicina dose única e posteriormente ceftriaxona + doxiciclina, sem melhora clínica. Relata vida sexual ativa, parceiro fixo há 1 ano, nega infecções sexualmente transmissíveis prévias conhecidas.
Não faz uso de contraceptivos hormonais, mas usa dispositivo intrauterino (DIU) há 4 anos. Exame ginecológico revela colo uterino hiperemiado, friável, com secreção mucopurulenta, sangramento fácil ao toque e ausência de lesões ulceradas. Toque bimanual sem sinais de doença inflamatória pélvica. Exames realizados: Teste de Amplificação de Ácidos Nucleicos (NAAT) para Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae: negativos. Teste rápido para HIV e sífilis: negativos. Bacterioscopia vaginal: microbiota mista, sem critérios para vaginose bacteriana. Citologia oncótica: negativa para malignidade.

Diante da persistência dos sintomas e da falha terapêutica, o agente etiológico mais provável e a conduta mais adequada nesse caso são: 
Alternativas
Respostas
461: E
462: D
463: D
464: D
465: D
466: C
467: B
468: A
469: A
470: D
471: C
472: D
473: E
474: B
475: E
476: D
477: A
478: C
479: D
480: E