Questões de Concurso
Sobre gastroenterologia em medicina
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(__)A DII ocorre em todo o mundo, mas a maior incidência é encontrada na América do Norte, Reino Unido e norte da Europa.
(__)Embora o fator deflagrador ("gatilho") da DII não seja conhecido, somente duas vias principais provavelmente ativam o processo: predisposição genética e um gatilho ambiental.
(__)Os micróbios provavelmente participam no desenvolvimento da DII. Em vários modelos animais de colite, a colite se desenvolve em um ambiente estéril, mas pode ser induzida após a introdução de bactérias comensais.
(__)Os sintomas da doença inflamatória intestinal são variados e podem ser uma consequência da localização da doença, da duração da doença e de quaisquer complicações anatômicas da doença, como estenoses e fístulas na doença de Crohn.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
A estenose do esôfago decorrente do refluxo causa dificuldade progressiva para engolir alimentos sólidos.
A esofagite erosiva pode causar a odinofagia e, em alguns casos, sangramentos que podem ser vomitados ou passar através do sistema digestivo, resultando em fezes enegrecidas ou com sangue vermelho vivo.
O diagnóstico da referida doença é feito com base apenas no resultado da pHmetria esofágica.
A irritação prolongada do esôfago faz com que as células que o revestem sofram alterações, o que resulta em um quadro clínico chamado esôfago de Barrett, indicando sempre a presença de células cancerosas.
O refluxo ocorre quando há um funcionamento inadequado do músculo anelar, que normalmente impede que o conteúdo gástrico retorne ao esôfago.
A amebíase é uma infecção intestinal causada por nematódeos, constituindo um quadro gastrointestinal agudo caracterizado por náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e flatulência, e sua transmissão ocorre pela ingestão de alimentos contaminados com ovos e larvas dos parasitos.
I - Tacrolimo é administrado por via intramuscular. Esse medicamento tem sido administrado como um tratamento de curto prazo às pessoas cuja colite ulcerativa é difícil de controlar quando começam o tratamento com azatioprina e mercaptopurina. O tacrolimo pode ajudar a pessoa a permanecer em remissão e até a cura da doença.
II - Infliximabe, que é derivado de anticorpos monoclonais ao fator de necrose tumoral (chamado inibidor do fator de necrose tumoral ou inibidor do TNF) e é administrado por via intravenosa, é benéfico para algumas pessoas com colite ulcerativa. Esse medicamento pode ser administrado a pessoas que não respondem a corticosteroides ou que desenvolvem sintomas sempre que as doses de corticosteroides são reduzidas, apesar do regime ideal de outros medicamentos imunomoduladores. Infliximabe, adalimumabe e golimumabe são benéficos para pessoas com colite ulcerativa cujo tratamento é difícil ou para pessoas que dependem de corticosteroides.
III - Ustequinumabe é outro tipo de agente biológico administrado a pessoas que apresentam colite ulcerativa moderada a grave que não responderam aos inibidores do TNF ou a outros medicamentos imunomoduladores ou que não conseguem tolerar esses medicamentos. A primeira dose é administrada por via intravenosa, e posteriormente as doses serão administradas por meio de injeções sob a pele a cada oito semanas. Os efeitos colaterais incluem reações no local da injeção (dor, vermelhidão, inchaço), sintomas gripais, calafrios e dor de cabeça.
I - A sigmoidoscopia (um exame do cólon sigmoide utilizando um tubo de visualização flexível) confirma o diagnóstico de colite ulcerativa. Este procedimento permite que um médico observe diretamente a gravidade da inflamação, colete amostras de muco ou fezes para cultura, e remova amostras de tecido das áreas afetadas para exame ao microscópio (chamada biópsia). Mesmo durante os intervalos sem sintomas, o intestino raramente tem um aspecto totalmente normal e o exame ao microscópio das amostras de tecido coletadas geralmente mostra inflamação crônica. Geralmente, não é necessário colonoscopia, mas o médico pode precisar fazer uma, se a inflamação passar para além do alcance do sigmoidoscópio.
II - Exames de sangue confirmam o diagnóstico de colite ulcerativa, e podem revelar que a pessoa está com anemia, aumento do número de glóbulos brancos (ocorre com inflamação), um nível baixo da proteína albumina, velocidade de hemossedimentação (VHS) elevada ou nível elevado da proteína C-reativa, que também indicam a presença de inflamação ativa. Sendo possível que o médico também realize provas de função hepática para avaliar o comprometimento e o grau avançado da doença.
III - Radiografias abdominais realizadas após bário ser administrado por enema (chamado enema de bário) podem indicar a gravidade e a extensão da doença, mas não são feitas quando a doença está ativa, como durante uma crise, devido ao risco de estar causando uma perfuração. Outras radiografias abdominais também podem ser realizadas.
I - A colite fulminante (também chamada de colite tóxica) é uma complicação especialmente grave. Em quase 10% das pessoas que apresentam colite ulcerativa, um primeiro ataque rapidamente progressivo torna-se muito grave, com hemorragia intensa, ruptura (perfuração) do cólon ou infecção disseminada. Danos aos nervos e aos músculos da parede intestinal causam íleo paralítico (um quadro clínico no qual os movimentos de contração normais da parede intestinal param temporariamente) o que faz com que o conteúdo do intestino não transite adequadamente. Desenvolve-se uma expansão (distensão) abdominal.
II - O câncer de cólon começa a se tornar mais comum cerca de sete anos após o início da colite ulcerativa em pessoas com colite extensa. O risco de câncer de cólon é maior quando todo o intestino grosso é afetado e aumenta proporcionalmente ao tempo em que a colite ulcerativa está presente. Após 20 anos de doença, cerca de 7 a 10% das pessoas terão desenvolvido câncer, e após 35 anos de doença, até 30% das pessoas terão desenvolvido câncer. No entanto, as pessoas que apresentam ambas a doença intestinal inflamatória e a inflamação dos canais biliares (colangite esclerosante primária) estão em elevado risco de câncer de cólon, a partir do momento em que a colite é diagnosticada.
III - Aconselha-se a colonoscopia (exame do intestino grosso utilizando um tubo flexível para visualização) a cada um ou dois anos para pessoas que têm colite ulcerativa presente há mais de oito a dez anos ou que apresentam colangite esclerosante primária. Durante a colonoscopia, são coletadas amostras de tecido de áreas ao longo do intestino grosso para exame ao microscópio para detectar sinais precoces de câncer (displasia). Essa remoção e exame de tecido é chamada biópsia. Em um novo tipo de colonoscopia chamada cromoendoscopia, corantes são inseridos no cólon durante a colonoscopia para destacar áreas cancerosas (malignas) e pré-cancerosas e podem ajudar o médico a identificar áreas para biópsia.
I - O médico pode suspeitar da existência da doença de Crohn em uma pessoa com cólicas abdominais e diarreia recorrentes, sobretudo se houver antecedentes familiares de doença de Crohn ou antecedentes de problemas ao redor do ânus.
II - A doença de Crohn tem cura conhecida e é caracterizada por crises intermitentes de sintomas. As crises podem ser leves ou graves, raras ou frequentes. Com o tratamento adequado, a maioria das pessoas continuam a levar vidas produtivas. No entanto, cerca de 10% das pessoas ficam incapacitadas pela doença de Crohn e suas complicações.
III - Não há exames laboratoriais específicos para identificar a doença de Crohn, apesar de os exames de sangue poderem mostrar anemia, um número de leucócitos acima do comum, baixas concentrações de albumina e outros sinais de inflamação, como velocidade de hemossedimentação ou nível de proteína reativa C elevados. É possível que o médico também realize provas de função hepática.
I - Em crianças, dor abdominal e diarreia geralmente são os sintomas mais importantes e podem manifestar com frequência. Os sintomas principais, podem ser crescimento lento, inflamação das articulações (artrite), febre ou fraqueza e fadiga resultantes da anemia e perda ponderal por causa da diarreia apresentada.
II - Não se sabe o motivo pelo qual os sintomas aparecerem e desaparecerem ou o que desencadeia novas crises e determina a sua gravidade. A inflamação recorrente tende a aparecer na mesma região intestinal afetada, mas pode se disseminar a áreas adjacentes após a região afetada ter sido removida cirurgicamente.
III - Os sintomas da doença de Crohn podem durar dias ou semanas e podem se resolver sem tratamento. A recuperação completa e permanente depois de um único ataque é extremamente rara.
I- Questionário Cage; II- Teste AUDIT; III- Teste de Fagërstrom; IV- Inventário de Beck.
As afirmativas corretas são: