Questões de Concurso
Sobre clínica médica humana em medicina
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I. A vasopressina (AVP) natural é adequada para uso terapêutico crônico no Diabetes Insípido devido à sua meia-vida plasmática prolongada de 6 a 8 horas.
II. A administração de desmopressina nasal apresenta duração de ação antidiurética mais previsível e menos variável (entre 5 e 21 horas) do que a forma oral.
III. A desmopressina (dDAVP) oral é preferida pela maioria dos pacientes em relação à forma nasal devido à facilidade de administração e à manutenção da eficácia mesmo na presença de congestão nasal por infecções virais.
IV. Medicamentos como carbamazepina, clorpropamida e clofibrato têm papel importante no manejo atual do diabetes insípido central devido à sua eficácia e perfil de segurança superiores aos análogos da AVP.
V. A principal modificação estrutural da desmopressina em relação à AVP que elimina os efeitos vasopressores é a substituição do L-arginina por D-arginina, resultando em uma razão antidiurética/vasopressora de aproximadamente 3000.
I. A diarreia é definida como “uma condição na qual as fezes são moles ou aquosas e a frequência das evacuações aumenta”. A diarreia crônica é definida como “uma condição na qual a diarreia persiste ou recorre por 4 semanas ou mais, e causa diversos problemas na vida diária”.
II. A frequência normal de evacuações varia entre 1 vez por semana e 1 a 5 vezes por dia.
III. Não existem estudos que tenham definido com precisão a diarreia crônica refratária, o que torna este um tema para futuras investigações.
IV. No manejo clínico da diarreia crônica, é essencial identificar a doença primária; portanto, exames físicos úteis incluem avaliação do estado geral/exame da pele, exame craniocervical, exame abdominal/anal e observação das fezes.
V. Não se observou uma diminuição significativa de Eubacterium rectale, Bacteroides e Faecalibacterium prausnitzii, as principais bactérias da flora habitual, presentes nas fezes, em pacientes com diarreia crônica em comparação com indivíduos saudáveis.
I. A decisão de transferir pacientes sépticos para unidades de maior complexidade deve considerar estabilidade clínica, disponibilidade de equipe treinada e recursos diagnósticos e terapêuticos.
II. Em pacientes com suspeita clínica de sepse, a antibioticoterapia empírica deve ser iniciada o mais precocemente possível, sem aguardar confirmação laboratorial.
III. Em ambientes com poucos recursos, o qSOFA (sensibilidade alta - maior de 80%) deve ser utilizado como ferramenta inicial de identificação de pacientes com maior risco de desfechos desfavoráveis, podendo ser empregado isoladamente para excluir sepse.
IV. A ressuscitação volêmica em pacientes sépticos deve ser individualizada e guiada pela resposta clínica, considerando o risco de sobrecarga hídrica, especialmente em contextos com suporte ventilatório limitado.
I. Recentemente demonstrou-se que a revascularização completa é superior à Intervenção Coronária Percutânea apenas da lesão culpada em reduzir o risco de morte cardiovascular ou infarto recorrente em pacientes com STEMI (Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST) e doença multiarterial.
II. A imagem intracoronária, especialmente com Tomografia de Coerência Óptica, é recomendada para identificar lesões culpadas e mecanismos etiológicos em pacientes com infarto agudo do miocárdio.
III. Estudos recentes não mostraram incidência significativamente menor do desfecho primário (morte cardiovascular e insuficiência cardíaca) com Inibidores do Receptor de Angiotensina-Neprilisina em comparação ao inibidor da Enzima Conversora de Angiotensina em pacientes pós-infarto com fração de ejeção reduzida ou congestão pulmonar transitória.
IV. A fibrinólise é a estratégia de reperfusão preferida sobre a Intervenção Coronária Percutânea primária em todos os casos de STEMI (Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST), mesmo na era atual.
V. Estudo recente demonstrou que um programa de suporte baseado em mensagens de texto melhorou significativamente a adesão medicamentosa após síndrome coronariana aguda.
VI. Demonstrou-se benefício significativo da estratégia guiada por reserva de fluxo fracionada sobre guiada por angiografia em reduzir morte, infarto ou revascularização urgente em pacientes com STEMI (Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST) e doença multiarterial.
I. A doença celíaca é quase exclusivamente prevalente em europeus e seus descendentes.
II. Muitos pacientes com doença celíaca estão acima do peso ou obesos (prevalência de obesidade em 11-32% nos recém-diagnosticados).
III. Anticorpos IgA anti-transglutaminase tecidual (TTG) são o teste de triagem inicial recomendado para doença celíaca em todos os grupos etários.
IV. Todos os indivíduos com doença celíaca respondem a uma dieta livre de glúten.
V. Apesar de sintomas persistentes e atrofia vilositária contínua em alguns casos, a dieta livre de glúten é uma terapia imperfeita e o ônus do tratamento é alto.
Um homem de 58 anos, portador de prótese valvar aórtica biológica implantada há três anos, procura o pronto-socorro com febre há sete dias, perda ponderal e fadiga. Ao exame físico, apresenta sopro cardíaco previamente conhecido, petéquias conjuntivais e pequenas lesões eritematosas dolorosas nas polpas digitais. Foram colhidas três amostras de hemocultura antes do início da antibioticoterapia. À luz dos critérios de Duke modificados e das diretrizes atuais para endocardite infecciosa, assinale a alternativa correta.