Questões de Concurso Sobre clínica médica humana em medicina

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Q4258462 Medicina
A síndrome metabólica reúne componentes clínicos e laboratoriais associados à resistência à insulina, cujo diagnóstico e cuja fisiopatologia exigem precisão para evitar a atribuição incorreta de critérios e de alterações metabólicas. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta a assertiva tecnicamente correta.
Alternativas
Q4258458 Medicina
O diagnóstico do diabetes apoia-se em pontos de corte laboratoriais definidos, cuja aplicação incorreta conduz à confusão entre os estados de risco e a doença estabelecida, bem como entre as diferentes formas de apresentação. Considere as afirmativas a seguir. 

(__)O diagnóstico de diabetes pode ser estabelecido por glicemia de jejum igual ou superior a 126 mg/dL, confirmada em segunda dosagem na ausência de sintomas inequívocos.
(__)A hemoglobina glicada igual ou superior a 6,5% constitui critério diagnóstico de diabetes, desde que o método seja padronizado e rastreável.
(__)A glicemia de duas horas no teste de tolerância oral entre 140 e 199 mg/dL confirma o diagnóstico de diabetes mellitus na maioria dos casos.
(__)O diabetes autoimune latente do adulto caracteriza-se por resistência insulínica grave sem autoimunidade, com boa resposta inicial aos antidiabéticos orais.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. 
Alternativas
Q4258455 Medicina
A investigação da síndrome de Cushing combina testes de rastreamento do hipercortisolismo e a determinação da dependência da corticotrofina, cuja interpretação equivocada leva à confusão entre as causas hipofisária, adrenal e ectópica. Diante desse quadro, identifique a alternativa correta.
Alternativas
Q4258451 Medicina
O diagnóstico da acromegalia depende de exames que contornem a secreção pulsátil do hormônio de crescimento, e a distinção em relação ao gigantismo apoia-se no momento do excesso hormonal frente ao crescimento ósseo. Nesse contexto, assinale a alternativa que expressa a informação correta.
Alternativas
Q4258447 Medicina
A tempestade tireoidiana constitui emergência de diagnóstico clínico, cujo tratamento articula fármacos com mecanismos e sequência próprios, de modo que erros na ordem de administração comprometem a segurança do paciente. Considere as afirmativas a seguir.

(__)A tempestade tireoidiana é diagnosticada pela elevação acentuada dos hormônios tireoidianos, à revelia das manifestações clínicas apresentadas pelo paciente.
(__)O tratamento inclui tionamidas, betabloqueador e, após a tionamida, o iodo inorgânico, além do suporte e do tratamento do fator desencadeante.
(__)O iodo inorgânico deve ser administrado após o início da tionamida, para evitar o aumento da síntese hormonal pela oferta de substrato.
(__)O betabloqueador é contraindicado na tempestade tireoidiana por agravar a taquicardia e a instabilidade hemodinâmica do paciente.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4256673 Medicina
Homem de 22 anos de idade relata consumo de 18g de paracetamol há 6 horas e apresenta náuseas e vômitos há 1 hora. Nega uso de outras medicações. AP: nega. Exame físico sem alterações. Sem disponibilidade de dosagem sérica da droga. 
O tratamento inicial deve ser:  
Alternativas
Q4255486 Medicina
Rubens, 74 anos, hipertenso e diabético tipo 2, apresenta tontura intensa, fadiga e sensação de desmaio nas últimas horas. Refere uso de losartana, hidroclorotiazida e metformina, sem histórico prévio de síncope. No exame físico, apresenta PA 85/50 mmHg, FC 32 bpm regular, paciente pálido e sudorético, sem sinais de congestão pulmonar. Ausculta cardíaca com bulhas normofonéticas. ECG evidencia bloqueio atrioventricular total, com ritmo de escape ventricular a 30 bpm. Hemograma, eletrólitos e função renal estão normais. Foi administrada atropina 0,5 mg IV, sem sucesso clínico ou eletrocardiográfico. Considerando o quadro clínico e a falha de atropina, qual é a conduta mais adequada? 
Alternativas
Q4255485 Medicina
Maria, 67 anos, hipertensa e com insuficiência cardíaca, apresenta PA 80/50 mmHg, FC 160 bpm, irregularmente irregular, paciente sudorética e confusa. Ausculta cardíaca sem sopros e estertores bibasais leves. Apresentando queixa principal: palpitações súbitas, tontura e sensação de desmaio há 30 minutos. ECG mostra fibrilação atrial com resposta ventricular rápida (~160 bpm). Hemograma, eletrólitos e função renal dentro da normalidade. Levando em consideração o quadro clínico, qual a conduta mais adequada nesta paciente? 
Alternativas
Q4255484 Medicina
João Carlos, 74 anos, masculino, aposentado, natural de Belo Horizonte (MG), apresentou fraqueza súbita do hemicorpo direito e dificuldade para falar há aproximadamente 90 minutos. Possui histórico de hipertensão arterial sistêmica em uso de enalapril, diabetes mellitus tipo 2 em uso de metformina e dislipidemia em uso de atorvastatina. No exame físico, a pressão arterial era 160/90 mmHg, frequência cardíaca 88 bpm, NIHSS 14 (hemiparesia direita, desvio da rima labial e afasia motora leve). As pupilas eram isocóricas e reativas, sem sinais de hemorragia meníngea, e os reflexos tendinosos estavam aumentados à direita, com Babinski positivo no hemicorpo direito. A tomografia computadorizada de crânio sem contraste mostrou área de hipodensidade precoce envolvendo mais de um terço do território da artéria cerebral média esquerda, sugestiva de isquemia aguda. Hemograma, eletrólitos, função renal e glicemia estavam dentro dos limites normais. Levando em consideração o caso clínico, qual a conduta adequada neste momento?
Alternativas
Q4255483 Medicina
Ângelo, 68 anos, masculino, pedreiro aposentado, natural e residente em São Paulo (SP). Paciente relata dispneia progressiva há 8 meses, atualmente aos mínimos esforços. Refere tosse crônica há mais de 10 anos, inicialmente matinal, com expectoração esbranquiçada, sem hemoptise. Nas últimas semanas, nota piora da dispneia e episódios de chiado, principalmente à noite. Nega febre, dor torácica ou perda de peso importante. O paciente apresenta histórico de tabagismo importante, com carga tabágica de 50 maços-ano, tendo cessado o hábito há dois anos. Durante a vida profissional, esteve exposto de forma prolongada à poeira de cimento e cal em virtude de sua atividade como pedreiro. Entre as comorbidades, destaca-se hipertensão arterial sistêmica, atualmente controlada com o uso de losartana, além de diagnóstico de osteoartrose. Quanto ao histórico vacinal, relata vacinação anual contra influenza, porém não há registro de imunização pneumocócica. Faz uso de tiotrópio inalatório e da combinação formoterol/budesonida, embora de maneira irregular. A seguir estão seus exames complementares: 

Espirometria (pós-broncodilatador):
VEF₁ = 42% do previsto
CVF = 80% do previsto
VEF₁/CVF = 0,48

O diagnóstico de DPOC requer VEF₁/CVF < 0,70 após broncodilatador — o que confirma obstrução persistente ao fluxo aéreo. Levando em consideração o caso clínico exposto, sobre a classificação de GOLD para DPOC, assinale a alternativa em que Ângelo se enquadra. 
Alternativas
Q4255481 Medicina
Maurício, 50 anos, sexo masculino, sem história prévia de doença cardiovascular ou renal, com IMC normal (23 kg/m²), foi diagnosticado com diabetes mellitus tipo 2. A HbA1c encontrada foi 8,1%, sem sintomas graves de hiperglicemia. De acordo com as diretrizes atuais, qual é a conduta terapêutica inicial mais adequada para este paciente? 
Alternativas
Q4255480 Medicina
Marina, 28 anos, do lar, procura atendimento por cansaço intenso, queda de cabelo e ganho de peso de 5 kg nos últimos 4 meses, sem alterações na dieta. Refere constipação frequente, pele ressecada e intolerância ao frio. Várias alterações endócrinas podem ocorrer no hipotireoidismo. Entre as mais importantes, destaca-se:
Alternativas
Q4255478 Medicina
Homem, 38 anos, analista de sistemas, procura atendimento relatando queimação retroesternal há cerca de 6 meses, especialmente após refeições volumosas e ao se deitar. Refere regurgitação ácida ocasional e tosse seca noturna. Nega disfagia, hematêmese ou perda de peso. Relata consumo frequente de café e refeições tardias; ingere bebidas alcoólicas aos fins de semana e apresenta sobrepeso (IMC = 28 kg/m²). Ao exame físico: sem alterações relevantes. Foi realizado teste terapêutico com inibidor de bomba de prótons (IBP) por 8 semanas, com melhora significativa dos sintomas. Sobre a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), analise as assertivas e assinale a alternativa correta.  

I. Os fatores de risco para a DRGE são: sexo feminino, gravidez, obesidade, hérnia de hiato, fatores genéticos e idade avançada.

II. O relaxamento transitório do esfíncter esofágico inferior é o mecanismo mais frequentemente encontrado nos pacientes com DRGE, ocorrendo em 60 a 80% dos casos.

III. Na Endoscopia Digestiva Alta (EDA), grande parte dos pacientes não apresenta nenhuma anormalidade na endoscopia, ou apresentam anormalidades inespecíficas como o eritema e o edema.

IV. A pHmetria é considerado o exame padrão ouro para o diagnóstico da DRGE.

V. Todos os pacientes com hérnia de hiato apresentarão refluxo.  
Alternativas
Q4255477 Medicina
Andressa, 29 anos, professora, relata episódios de diarreia com sangue e muco há três meses, acompanhados de dor abdominal tipo cólica e urgência evacuatória. Nega febre alta, mas refere fadiga e perda ponderal de 3 kg no período. Ao exame físico: abdome flácido, ruídos hidroaéreos aumentados, dor leve difusa à palpação, sem visceromegalias. Exames laboratoriais mostram anemia discreta, PCR elevada e coprocultura negativa. Diante da suspeita de doença inflamatória intestinal, foi solicitada colonoscopia. Com base nos achados clínicos e exames, assinale a alternativa que melhor descreve o padrão endoscópico característico da Retocolite Ulcerativa. 
Alternativas
Q4255476 Medicina
Mario Luís, 22 anos, previamente hígido, procura atendimento por dor abdominal recorrente há oito meses, localizada em fossa ilíaca direita, associada a diarreia crônica sem sangue e perda ponderal de 7 kg no período. Nega febre, mas refere fadiga e episódios ocasionais de aftas orais. Ao exame físico, apresenta dor à palpação profunda em fossa ilíaca direita e discreta sensibilidade perianal. Exames laboratoriais revelam anemia leve (Hb = 11,2 g/dL) e PCR aumentada. Colonoscopia mostra áreas descontínuas de ulceração e mucosa normal intercalada (“em salteado”), predominando em íleo terminal. Biópsia evidencia inflamação transmural com granulomas não caseosos. Sobre a Doença de Crohn, analise as assertivas e assinale a alternativa correta. 

I. Pode apresentar lesões descontínuas, úlceras profundas e longitudinais, geralmente não acomete o reto.

II. Apresentam lesões salteadas e profundas que predominam na transição ileocolônica, seguidas de intestino delgado e cólon.

III. Podem ocorrer complicações como: abcessos, doença perineal e obstrução, preferencialmente no intestino grosso.

IV. O tratamento é dividido em indução e remissão.

V. Em quadros severos o tratamento é corticoesteroide IV e imunobiológico, a manutenção é feita com azatioprina e/ou imunobiológico.
Alternativas
Q4255471 Medicina
Amauri, 28 anos, apresenta úlcera genital única, indolor, com base endurecida e fundo limpo há 3 semanas, após contato sexual de risco. O teste VDRL no momento do diagnóstico é 1:64, e o FTA-Abs é positivo. O paciente foi tratado com penicilina benzatina 2,4 milhões UI IM em dose única, conforme recomendação da FEBRASGO para sífilis primária/fase recente. Após 6 meses, o VDRL foi repetido e apresentou título 1:8. O paciente permanece assintomático. Considerando a evolução sorológica do paciente e as recomendações da FEBRASGO: 
Alternativas
Q4255469 Medicina
Em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 (DM1), as diretrizes atuais recomendam metas de HbA1c que equilibram o controle glicêmico e o risco de hipoglicemia, variando conforme a faixa etária. Portanto, relacione as colunas associando a faixa etária à meta de HbA1c mais adequada e assinale a alternativa com a sequência correta. Porcentagem de HbA1c:

1. < 7,0%
2. < 7,5%
3. Entre 7,5% e 8,5% 


( ) Crianças.
( ) Adolescentes.
( ) Adultos.
( ) Idosos. 
Alternativas
Q4255466 Medicina
Terezinha, 64 anos, hipertensa, diagnosticada há 10 anos, faz acompanhamento regular em Unidade Básica de Saúde. Atualmente, está em uso de losartana 50 mg (01 comprimido de 12/12h) e hidroclorotiazida 25 mg (01 comprimido pela manhã). A pressão arterial está em torno de 135/85 mmHg. Ela não apresenta doença cardiovascular estabelecida, mas tem fatores de risco como sobrepeso e histórico familiar de infarto. De acordo com a atualização das Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial 2025, qual é a meta de pressão arterial recomendada para pacientes com hipertensão como Terezinha, independentemente do risco cardiovascular? 
Alternativas
Q4255465 Medicina
Manoel, 28 anos, morador de uma cidade do Paraná, sem comorbidades prévias, buscou atendimento porque vem apresentando febre alta súbita (38.9°C) há quatro dias, dor de cabeça intensa, dor retrorbitária, mialgia e artralgia. Refere ainda manchas vermelhas na pele, que surgiram nas últimas 24 horas. Exame físico: pressão arterial 110/80 mmHg, frequência cardíaca 89 bpm, sem sinais de sangramento em mucosas, urina ou fezes. Exames laboratoriais mostraram leucopenia leve (3.100/mm³) e plaquetas discretamente baixas (110.000/mm³), hematócrito normal. Com base no caso clínico, qual é o diagnóstico mais provável? 
Alternativas
Q4255048 Medicina
Sobre o diagnóstico da cirrose hepática, assinale a alternativa incorreta. 
Alternativas
Respostas
901: D
902: D
903: C
904: D
905: A
906: C
907: C
908: C
909: B
910: C
911: A
912: C
913: C
914: A
915: C
916: B
917: E
918: B
919: E
920: C