Questões de Concurso
Sobre clínica médica humana em medicina
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I - O desequilíbrio metabólico responsável pela gota é a supersaturação do sangue e dos fluidos orgânicos com o íon urato, até o ponto em que a formação de cristais é viável.
II - Em um pH fisiológico e temperatura corporal normal, o urato é considerado supersaturado em concentrações de 6,8 mg/dL ou mais. Assim, de uma perspectiva biológica, a hiperuricemia é caracterizada por nível sérico de urato superior a 6,8 mg/dL nos homens e nas mulheres. Embora a hiperuricemia seja um pré-requisito necessário para o desenvolvimento de gota, apenas 20% de todos os indivíduos hiperuricêmicos desenvolverão gota.
III - O curso natural da gota progride de uma monoartrite intermitente ou oligoartrite nas extremidades inferiores para uma poliartrite crônica, destrutiva e debilitante, envolvendo quase todas as articulações periféricas do corpo. Também considerado na definição de gota está o espectro das condições clínicas resultantes da deposição dos cristais de UMS nos tecidos subcutâneos e rins, manifestando-se como depósitos de tofos, celulite inflamatória, nefropatia do urato e cálculos renais.
IV - A hiperuricemia ocorre quando a produção de urato não é balanceada pela excreção renal. Em 90% de todos os pacientes com gota, a causa desse desequilíbrio é a subexcreção renal. Os 10% restantes dos casos de gota são causados por superprodução de purina ou uma combinação da superprodução e subexcreção. As causas não genéticas de hiperuricemia incluem outras condições médicas, componentes da dieta e medicações.
I - Pacientes com baixa/moderada probabilidade clínica para TVP: realizar mensuração do D-dímero. Valores normais descartam TVP. Valores altos requerem exames de imagem diagnóstica.
II - Pacientes com alta probabilidade clínica para TVP: realizar exames de imagem diagnóstica.
III - Ultrassonografia com Doppler: exame não invasivo de escolha para o diagnóstico de TVP. O principal critério ultrassonográfico para diagnóstico de TVP é o teste de compressão. Nesse caso, com o transdutor vascular se localizam as veias femorais comum, superficial e poplítea e realiza-se leve compressão venosa. Se houver compressão completa se exclui TVP, caso não haja compressão o exame é considerado positivo para presença de trombo.
IV - A venografia com contraste é o exame considerado padrão-ouro para o diagnóstico de TVP. Porém, não deve ser realizado como exame inicial para diagnóstico, reservado apenas quando os outros testes são incapazes de definir o diagnóstico.
I - A hipoglicemia indica que a glicose consumida pelos tecidos está sendo superior às concentrações plasmáticas. Esse desbalanço pode ser resultado de um consumo excessivo de glicose (exercício físico ou a um aumento das perdas externas), ou pode resultar de um aporte inadequado de glicose (produção endógena insuficiente ou estados de jejum prolongado).
II - A classificação mais utilizada é a que divide as hipoglicemias em duas categorias: a de jejum e a pós-prandial. A de jejum pode resultar da administração de fármacos hipoglicemiantes ou outras drogas, insuficiência hepática ou renal, sepse, entre outras causas. A pós-prandial pode ser causada por síndrome de hipoglicemia pancreatogênica não insulinoma (NIPHS), hipoglicemia pós-bypass gástrico e hipoglicemia autoimune à insulina.
III - Os sintomas autonômicos incluem tremores, palpitações e ansiedade/excitação, sudorese, fome e parestesias. Os sintomas neuroglicopênicos incluem fraqueza generalizada, sonolência ou alteração do nível de consciência e tontura.
IV - A hipoglicemia pós-prandial normalmente não requer um tratamento urgente, pois são quadro autolimitados e medidas preventivas como refeições ligeiras e frequentes ao longo do dia ajudam a não terem recorrência do quadro.
I - Analgésicos; Abdômen inchado, principalmente após as refeições.
II - Alcoolismo; Queimação no estômago e gases.
III - Doenças autoimunes; dor de estômago ou desconforto abdominal, logo após a refeição ou quando fica muito tempo sem comer nada.
IV - Estresse emocional; Náusea e vômitos.
I - Gastrites agudas são de aparecimento súbito e geralmente associadas a um agente causador como medicamentos (antiinflamatórios e corticoide) infecções e estresse físico ou psíquico podem levar a uma gastrite aguda.
II - Gastrite crônica: Sabe-se que a bactéria H. pylori pode determinar uma gastrite crônica (quadro prolongado de gastrite). Esta bactéria não sobrevive em ambientes ácidos, como é o estômago. No entanto, o Helicobacter pylori leva à destruição da barreira protetora que reveste a mucosa do estômago, permitindo que o suco gástrico agrida esta mucosa, o que leva à inflamação da mesma, caracterizando a gastrite. Como a infecção pela bactéria é crônica, a inflamação também segue este padrão.
III - A gastrite atrófica prejudica a absorção de vitamina B12 e pode levar ao quadro conhecido como anemia perniciosa; Ocorre quando os anticorpos atacam o revestimento do estômago, provocando a diminuição ou extinção das enzimas gástricas.
I. É a presença de três ou mais problemas de saúde em uma mesma pessoa.
II. Pode levar à queda da qualidade de vida, ao maior risco de hospitalização, à incidência de problemas de saúde mental (como depressão e ansiedade), a uma dificuldade de encontrar o tratamento adequado para essas doenças e a um maior risco de morte.
III. A existência de múltiplas condições também impõe desafios para os profissionais da saúde, já que os modos tradicionais de tratamento, centrados em uma doença individual, podem não se aplicar em pessoas com multimorbidade.
Quais estão corretas?
I - Lesão incaracterística: bolha de conteúdo seroso, edema, calor e rubor, com ou sem dor em queimação.
II - Lesão sugestiva: enduração, bolha, equimoses e dor em queimação.
III - Lesão característica: dor em queimação, lesões hemorrágicas focais, mescladas com áreas pálidas de isquemia (placa marmórea) e necrose. Geralmente o diagnóstico é feito nesta oportunidade.
Assinale a alternativa correta:
I - Sumário de urina.
II - Potássio plasmático.
III - Creatinina sérica.
IV - Glicemia de jejum.
V - Colesterol total e frações.
VI - Ácido úrico plasmático.
VII - Eletrocardiograma.
Dentre as alternativas assinale a correta:
I - Os sintomas tardios incluem inchaço, disfagia, dor epigástrica ou saciedade precoce.
II - Nos estádios tardios, os pacientes se tomam caquéticos e é possível palpar uma massa epigástrica. Se houver metástase hepática é possível encontrar hepatomegalia com icterícia e ascite.
III - O comprometimento de linfonodo supraclavicular esquerdo é chamado de nódulo de Virchow, e o linfonodo periumbilical é chamado de linfonodo da irmã Mary Joseph.
IV - A metástase no ovário é denominada tumor de Krukenberg.
Do ponto de vista fisiopatológico, as anemias classificam-se em:
I - Anemias por falta de produção ou hiporregenerativas.
II - Anemias por excesso de destruição ou regenerativas.
III - Anemias por perdas sanguíneas.
Dentre as alternativas assinale a correta:
I - A hepatite A é a mais associada com síndrome colestática intra-hepática, cursando com prurido, colúria e acolia fecal, além da icterícia. A transmissão pode ocorrer de 2 a 3 semanas antes do surgimento da icterícia até 2 semanas após sua regressão.
II - O vírus da hepatite B é de DNA, com uma parte dupla-fita e outra fita-simples, pertencente à família Hepadnaviridae; possui envoltório lipídico e núcleo central denso (core).
III - Na hepatite C os sintomas surgem de 6 a 12 semanas após a exposição, porém a grande maioria dos pacientes apresenta forma assintomática da doença na fase aguda, e os pacientes agudamente infectados possuem cerca de 80% de chances de se tornarem portadores crônicos da hepatite C.