Questões de Concurso
Sobre clínica médica humana em medicina
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Paciente de 35 anos com tosse seca, linfadenopatia hilar bilateral e lesões cutâneas. Biopsia mostra granulomas não caseosos.
O diagnóstico mais provável é
Paciente de 52 anos com queixa de dispneia aos esforços. Espirometria com padrão restritivo. Tomografia de alta resolução mostra vidro fosco difuso com bronquiectasias por tração e faveolamento.
O diagnóstico mais provável é
Mulher de 48 anos, sem comorbidades, é avaliada em consulta ambulatorial após detecção incidental de um nódulo em lobo direito da tireoide, durante exame físico de rotina. Refere boa saúde geral, sem sintomas compressivos ou disfônicos.
Ao exame, palpa-se nódulo firme, móvel à deglutição, de 2 cm, indolor, sem linfadenomegalias cervicais. Não há antecedentes familiares de câncer de tireoide ou exposição à radiação cervical. TSH sérico está dentro da faixa de normalidade. Ultrassonografia da tireoide mostra nódulo sólido, hipoecoico, com margens levemente irregulares, microcalcificações finas e ausência de halo periférico, compatível com classificação TI-RADS 4.
Considerando o caso descrito, a próxima etapa na condução é
Paciente feminina, 62 anos, procura atendimento por fadiga progressiva há 6 meses, associada a episódios de confusão mental, irritabilidade e dificuldade de concentração. Refere ainda parestesias em membros inferiores com sensação de “queimação” nos pés e instabilidade à marcha. Nega etilismo, tabagismo ou uso de medicamentos.
Ao exame físico: palidez cutâneo-mucosa (2+/4+), glossite atrófica, diminuição da sensibilidade vibratória e posicional em membros inferiores, sinal de Romberg positivo. Exames laboratoriais: Hb 8,2 g/dL, VCM 110 fL, leucócitos 3.200/mm³, plaquetas 98.000/mm³, LDH 890 U/L (VR: 120-480), bilirrubina indireta 2,8 mg/dL, ácido fólico normal. Esfregaço de sangue periférico revela neutrófilos hipersegmentados e macro-ovalócitos. Para estabelecer o diagnóstico etiológico mais provável, a combinação de exames mais adequada é
Paciente de 75 anos, com diagnóstico de mielofibrose em fase acelerada, apresenta cansaço progressivo, perda ponderal, dor abdominal e sofrimento emocional. Durante discussão em equipe multiprofissional, um membro questiona se a indicação de cuidados paliativos seria prematura, pois o paciente “ainda não está em fim de vida”.
Com base na definição atual da OMS, assinale a opção que melhor caracteriza os cuidados paliativos.
Uma paciente de 56 anos, com diagnóstico recente de leucemia mieloide aguda, foi admitida há 10 dias para início de tratamento quimioterápico com citarabina e antraciclina. Após 24 horas, evolui com dor abdominal importante, hipertermia de 38,8 oC e diarreia aquosa. A TC de abdome demonstra espessamento de mais de 10 mm na parede tanto do intestino delgado quanto do grosso.
Considerando-se o possível diagnóstico, assinale a afirmativa correta
Uma paciente idosa, comatosa, com histórico colhido por familiares de piora cognitiva progressiva, dá entrada num plantão na Emergência. Ela tem histórico de tabagismo de 50 maços/ano e síndrome consumptiva, além de episódios de tosse e eventuais hemoptoicos.
Foram solicitados exames laboratoriais, gasometria arterial e ela foi encaminhada para tomografia computadorizada. Os exames parciais demostraram hemograma com discreta anemia, sódio 109 mEq/L, escórias nitrogenadas normais, normocalemia, hipouricemia e discreta hipoxemia, sem acidemia.
Ao exame físico, impressão clínica de hipohidratação leve, níveis pressóricos normais, emagrecimento e murmúrio vesicular reduzido em 1/3 superior de hemotórax direito.
A conduta adequada ao caso é
Paciente, masculino, 60 anos, apresenta aumento dos níveis séricos de ácido úrico e dor intensa no primeiro dedo do pé.
Entre as seguintes alterações, assinale a que caracteriza a gota de forma mais específica.
Retornou após 20 dias com quadro de aceleração do pensamento, taquilalia, impulsividade, diminuição da necessidade de sono, hipersexualidade e paranoia.
A seguinte droga é sem contraindicação para essa paciente:
O seguinte distúrbio hidroeletrolítico é frequentemente associado à hipofosfatemia:
A melhor conduta terapêutica para esse paciente é
Exame físico sem alterações. Hemograma com anemia. Realizada endoscopia digestiva alta com identificação de úlcera gástrica em antro medindo 1,8 cm, base parcialmente coberta por coágulo, alguns restos hemáticos e sem sangramento ativo.
Considerando os achados endoscópicos, assinale a opção mais adequada ao caso.
Exames laboratoriais:
• ALT: 92 U/L (valor de referência: até 41 UL); • AST: 85 U/L (valor de referência: até 40 U/L); • GGT: 110 U/L (valor de referência: até 60 U/L); • Bilirrubina total: 1,0 mg/dL (VR: até 1,2 mg/dL); • Albumina: 4,0 g/dL (valor de referência: 3,5 – 5,0 g/dL); • INR: 1,0; • Plaquetas: 145.000 mm3 (valor de referência: 150.000 – 400.000/mm3 ); • Sorologias: anti-HCV (reagente), HBsAg (não reagente), antiHBs (reagente) e anti-HBc total (reagente); • PCR-HCV (RNA viral): 1.200.000 UI/mL; • Genótipo HCV: 1ª; • Elastografia hepática (FibroScan): 12,5 kPa; • Ultrassonografia de abdome: fígado de contornos regulares, parênquima heterogêneo, sem ascite ou lesões focais.
A conduta mais adequada nesse caso é
Exames recentes mostram:
– Hemograma: anemia ferropriva.
– Sorologias: anticorpos transglutaminase tecidual IgA e antiendomísio IgA negativos, mas paciente possui deficiência seletiva de IgA documentada.
– Endoscopia digestiva alta: mucosa duodenal levemente irregular, pregas parcialmente achatadas, sem erosões visíveis.
– Biópsia duodenal: linfocitose intraepitelial discreta, hiperplasia das criptas, atrofia vilosa parcial em algumas áreas.
Considerando o caso clínico, a conduta diagnóstica mais adequada é
A conduta inicial mais adequada é
Baseado nos dados fornecidos e na principal hipótese diagnóstica, a melhor abordagem diagnóstica é
Ao exame físico, apresenta pulsos periféricos de amplitude diminuída e ascenso lento (pulsus parvus et tardus). O ictus cordis é palpável no 6º espaço intercostal esquerdo, linha axilar média, com características propulsivas e sustentadas. Há frêmito sistólico palpável no 2º espaço intercostal direito, junto ao esterno. À ausculta cardíaca, as bulhas são rítmicas, a 2ª bulha (B2) apresenta componente aórtico (A2) hipofonético. É audível uma quarta bulha (B4), em ápice cardíaco. Presente sopro sistólico ejetivo (crescendo-decrescendo) de alta intensidade (Grau IV/VI), com pico mesossistólico, mais audível na borda esternal direita alta (2º espaço intercostal) e em foco aórtico acessório (3º espaço intercostal esquerdo), com irradiação nítida para as carótidas e para o ápice (fenômeno de Gallavardin). O sopro diminui discretamente de intensidade à manobra de Valsalva.
O diagnóstico cardiovascular mais provável para esse paciente é
Ao exame físico, apresenta-se taquicárdica (FC 110 bpm), febril (Tax: 38,8 oC), com massa endurecida, dolorosa e quente na região afetada, e dor à mobilização lateral do pescoço. Exames laboratoriais de urgência demonstram leucocitose de 18.000/mm³ com desvio à esquerda (85% neutrófilos) e Proteína C Reativa (PCR) de 150 mg/L.
Na conduta diagnóstica e terapêutica inicial para esse quadro, é apropriada a seguinte conduta:
O exame físico demonstrava nível sensitivo em altura da 4ª vértebra torácica, redução da sensibilidade vibratória e propioceptiva e paraparesia espástica com sinais piramidais em ambos os membros inferiores. Havia dor em palpação de coluna torácica alta e presença de massa em topografia pélvica. Ao realizar a passagem de cateter vesical de demora, percebeu-se saída de aproximadamente 1 L de urina turva. O exame laboratorial de urgência demonstrou anemia normocítica e normocrômica, leucocitose com desvio e PCR ultrassensível elevada. Não havia alterações na bioquímica como disfunção renal ou hepática. Foram coletadas hemoculturas, pesquisa de elementos anormais urinários e urinocultura.
Sobre a abordagem desse quadro, é correto afirmar que