Questões de Concurso
Sobre cardiologia e alterações vasculares em medicina
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No que se refere a essa síndrome, julgue o item abaixo.
Em pacientes com síndrome WPW que procuram o setor de emergência por apresentarem episódio de fibrilação atrial aguda (especialmente por condução antidrômica) com boa tolerabilidade hemodinâmica, deve-se usar, para reversão da arritmia, como droga de primeira escolha, um digitálico por via intravenosa; entretanto, se houver instabilidade hemodinâmica, a cardioversão elétrica é imperativa.
No que se refere a essa síndrome, julgue o item abaixo.
Essa síndrome está presente quando, além dos sintomas que sugerem taquiarritmias recorrentes, o paciente apresenta três achados eletrocardiográficos: intervalo PR curto (< 0,12 s), complexo QRS alargado (> 0,12 s) com alteração secundária da repolarização ventricular e empastamento e ascensão lenta no início do complexo QRS — chamado de onda delta.
No que se refere a essa síndrome, julgue o item abaixo.
A macrorreentrada atrioventricular, por via ortodrômica ou antidrômica, é o mecanismo eletrofisiológico básico envolvido na gênese das taquiarritmias que envolvem a via acessória nessa síndrome.
A respeito desse assunto, julgue o item abaixo.
Na avaliação pré-operatória, a identificação, ao eletrocardiograma, de anormalidades na condução do estímulo cardíaco, como os bloqueios trifasciculares e o bloqueio completo pelo ramo esquerdo do feixe de His isolado, mesmo que assintomáticos, associa-se freqüentemente a alto risco de progressão para bloqueio atrioventricular total no trans e pós-operatório, que, por sua vez, carreia elevada incidência de morte cardíaca.
Acerca das cardiopatias congênitas, julgue o item subseqüente.
O desdobramento amplo e fixo da 2.ª bulha cardíaca, o sopro
sistólico ejetivo audível na borda esternal esquerda alta —
decorrente do fluxo turbilhonar que ocorre quando o sangue
passa pelo defeito no septo interatrial — e o sopro diastólico
de Graham-Steel, audível no foco pulmonar — quando há
importante hipertensão pulmonar —, são achados
estetoscópicos em pacientes portadores de comunicação
interatrial (CIA).
Acerca das cardiopatias congênitas, julgue o item subseqüente.
Pacientes com formas leves da anomalia de Ebstein podem
apresentar-se assintomáticos ou terem sintomas apenas na
vigência de taquiarritmias supraventriculares, as quais
podem decorrer da presença de pré-excitação ventricular —
síndrome de Wolff-Parkinson-White —, que se associa a
esse defeito congênito em 25% a 30% dos pacientes.
Entre os transtornos cardiovasculares associados às formas crônicas da doença de Addison estão a hipotensão ortostática — associada ou não a episódios de síncope —, a diminuição da resistência vascular periférica e a depressão da contratilidade miocárdica.
A hipertrofia biventricular — que leva à disfunção diastólica e sistólica —, a hipertensão arterial sistêmica e a aterosclerose coronariana são manifestações associadas à doença acromegálica. Entretanto, essas alterações cardiovasculares correlacionam-se pobremente com a morbimortalidade associada a essa endocrinopatia.
Em pacientes idosos, que apresentam insuficiência cardíaca, fibrilação atrial ou exacerbação de angina pectoris, deve-se investigar o diagnóstico de hipertireoidismo apático, mesmo na ausência de manifestações clínicas corriqueiras decorrentes do excesso de hormônio tireoideano.
A principal característica fisiopatológica da miocardiopatia alcoólica é a depressão balanceada das funções inotrópica e lusitrópica cardíacas.
Nas miocardiopatias restritivas — devidas a amiloidose ou endomiocardiofibrose, por exemplo — uma característica fisiopatológica marcante é o deslocamento para baixo e para a direita da relação pressão diastólica/volume na alça de pressão-volume ventricular.
Na fisiopatologia da insuficiência cardíaca deve-se considerar que o desempenho contrátil do coração como bomba, visando manter um débito cardíaco adequado às necessidades metabólicas, depende basicamente da freqüência cardíaca, da contratilidade, da pré-carga e da pós-carga de trabalho do coração.
As extra-sístoles ventriculares expressam o batmotropismo cardíaco e têm como um de seus mecanismos eletrofisiológicos o fenômeno da reentrada, que representa, por sua vez, uma alteração no dromotropismo cardíaco.