Questões de Concurso
Sobre cardiologia e alterações vasculares em medicina
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Em relação às janelas acústicas da ecocardiografia, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O plano longitudinal do VE é o plano básico da janela paraesternal.
( ) Através da janela paraesternal, visualiza-se a VSVE, os seios de valsalva ou raiz da aorta ascendente, junção sinotubular da aorta e a aorta ascendente proximal.
( ) Para obter o plano apical em quatro câmaras na janela apical, o transdutor posiciona-se sobre o ápice ventricular no terceiro espeço intercostal, localizado a partir da linha hemiclavicular direita.
( ) Para o acesso à janela subcostal, o paciente assume a posição de decúbito dorsal, com a cabeceira da maca elevada.
( ) A janela supraesternal, no seu eixo longitudinal, não permite a avaliação do arco aórtico.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Em relação à ecocardiografia transesofágica, analise as assertivas abaixo:
I. Os planos para medida dos diâmetros do VE pela ETE são o plano em duas câmaras do esôfago médio e o transgástrico longitudinal.
II. A espessura miocárdica do VE deve ser medida no plano transgástrico transverso do VE.
III. O tamanho do VD pode ser avaliado no plano em quatro câmaras do esôfago médio. transversal do VE ao nível dos músculos papilares.
IV. Com a ponta do transdutor no estômago, angulação a 0º e anteroflexão obtém-se a imagem
V. A valva mitral pode ser avaliada pela ETE, utilizando-se os planos do esôfago alto e baixo.
Quais estão corretas?
• Dose kerma incidente na pele: 6,2 Gy;
• Tempo de fluoroscopia: 145 minutos;
• Volume de contraste iodado de baixa osmolalidade: 210 mL.
Com base nas recomendações contemporâneas do EuroCTO Club, assinale a alternativa correta.
I. A presença de calcificação coronariana significativa está associada a maior risco de subexpansão do stent, dissecção coronária e infarto periprocedimento.
II. O IVUS é superior à OCT para guiar angioplastias em lesões calcificadas, especialmente na avaliação da profundidade do cálcio.
III. A angiografia coronária apresenta baixa sensibilidade e alta especificidade para detecção de calcificação coronariana.
IV. A aterectomia orbitacional é indicada apenas para vasos com diâmetro superior a 3 mm e promove exclusivamente aterectomia anterógrada da placa calcificada.
Quais estão corretas?
I. Na presença de dissecção coronariana extensa com oclusão de vaso de grande importância (tipo F) e impossibilidade de cruzamento com fio-guia 0,014", mesmo após técnicas avançadas de recanalização, está indicado encaminhamento imediato para cirurgia de revascularização miocárdica de urgência.
II. A dissecção iatrogênica de aorta ascendente (Dunning tipo III) após manipulação da coronária direita pode ser manejada de forma percutânea com implante de stent no óstio coronário, mesmo na presença de tamponamento cardíaco ou insuficiência aórtica grave.
III. Perfurações coronarianas em vasos de grande calibre podem ser tratadas com reversão parcial da anticoagulação, insuflação prolongada de balão a baixa pressão e, quando necessário, implante de stent revestido.
IV. Perfurações de ramos distais de pequeno calibre podem ser manejadas com reversão parcial da anticoagulação, insuflação prolongada de balão e técnicas de embolização, como uso de gordura subcutânea ou micromolas.
Quais estão corretas?
I. O escore J-CTO é amplamente utilizado para estimar a dificuldade do cruzamento da oclusão com fio-guia em até 30 minutos, considerando variáveis como calcificação, tortuosidade, comprimento da oclusão, ambiguidade da capa proximal e tentativa prévia falha.
II. O uso de introdutores longos associado a cateteres-guia de maior calibre (7 Fr ou 8 Fr), com suporte ativo, como JL para coronária esquerda e JR para coronária direita, pode aumentar o suporte do sistema e facilitar estratégias complexas em CTO.
III. Microcateteres com comprimento de 135 mm são preferenciais para abordagem retrógrada por oferecerem maior alcance nas colaterais.
IV. Dispositivos dedicados de dissecção e reentrada, como Stingray e CrossBoss, podem ser utilizados em estratégias anterógradas de reentrada controlada no verdadeiro lúmen distal.
Quais estão corretas?
I. A principal causa de RIS tardia em stents farmacológicos está associada ao desenvolvimento de neoaterosclerose.
II. O IVUS e a OCT permitem diferenciar hiperplasia neointimal homogênea de padrões morfológicos compatíveis com neoaterosclerose.
III. A aterectomia coronária com Excimer Laser (ELCA) constitui ferramenta terapêutica potencialmente útil no manejo de lesões coronárias complexas, incluindo oclusões totais crônicas e lesões não cruzáveis ou não dilatáveis.
IV. A angioplastia com balão farmacológico representa estratégia terapêutica válida para o tratamento da RIS, particularmente quando se busca evitar a implantação de camadas adicionais de stent.
Quais estão corretas?
Com base exclusivamente no padrão de variação respiratória das pressões sistólicas ventriculares, assinale a alternativa correta.
Com base nos achados clínicos e hemodinâmicos apresentados, assinale a alternativa que indica, respectivamente, o diagnóstico e o principal mecanismo fisiopatológico envolvido.
Com base na morfologia das alças pressão-volume, nos volumes diastólico e sistólico finais, na presença ou ausência de fases isovolumétricas e no comportamento das pressões sistólica e diastólica, assinale a alternativa que indica o cenário clínico correspondente a cada curva (A–F).
Homem, 41 anos, previamente hígido, apresenta dor torácica súbita há 6h, associada a sudorese e náuseas. O eletrocardiograma feito no hospital evidenciou supradesnivelamento do segmento ST em parede anterior. Foi realizada cineangiocoronariografia, seguida de tomografia de coerência óptica (OCT) da artéria descendente anterior, conforme as figuras 5 e 6 a seguir:

Homem, 41 anos, previamente hígido, apresenta dor torácica súbita há 6h, associada a sudorese e náuseas. O eletrocardiograma feito no hospital evidenciou supradesnivelamento do segmento ST em parede anterior. Foi realizada cineangiocoronariografia, seguida de tomografia de coerência óptica (OCT) da artéria descendente anterior, conforme as figuras 5 e 6 a seguir:

• Hemoglobina 11,5 g/dL (VR: 12,1-16,0);
• Leucócitos 12.240/mm3 (VR: 3.600-11.000);
• Segmentados: 5.400/mm3 (44,1%) (VR: 45-70%);
• Eosinófilos: 3.840/mm3 (31,4%) (VR: 0-6%);
• Basófilos: 550/mm3 (4,5%) (VR: 0-4%);
• Linfócitos: 1.800mm3 (14,7%) (VR: 20-50%);
• Monócitos 650/mm3 (5,3%) (VR: 2-10%);
• Plaquetas: 200.000/mm3 (VR: 150.000-400.000);
• Creatinina: 3,8 mg/dL (VR: 0,7-1,3 mg/dL);
• Ureia: 94 mg/dL (VR: 14-45 mg/dL);
• CPK: 150 U/L (VR: 26-190 U/L).
Com base no quadro clínico apresentado, qual é o diagnóstico mais provável?