Questões de Concurso
Sobre uso dos conectivos em português
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Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
No trecho “Apesar de se viver um momento em que a tecnologia está ao redor, acredita‑se que, em qualquer época, as pessoas sempre sentirão vontade de estar juntas”, a locução conjuntiva “Apesar de” tem valor semântico concessivo no contexto.
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
No trecho “De acordo com a história contada nos livros e na internet, a fisioterapia começou a se desenvolver no final do século 19.”, o termo “De acordo com” admite, em seu contexto discursivo, sentido de conformidade.
De acordo com a estrutura linguística e vocabular do texto, julgue o item a seguir.
A conjunção “mas”, no período “Cada tipo de célula tem uma função específica, mas todas elas são perfeitamente sincronizadas e conectadas.”, exprime a ideia de oposição que há entre a ideia de especificidade de cada célula e o fato de as células trabalharem de forma síncrona e interconectada.
Considerando os aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte.
Na oração “se seria necessário, a palavra “se” classifica‑se como uma conjunção com significado condicional.
Em relação à estrutura linguística e ao vocabulário empregados no texto, julgue o item seguinte.
No trecho “Fica claro, portanto, que a saúde mental é uma condição não apenas complexa, mas dinâmica ao longo a vida”, a conjunção “portanto” introduz uma conclusão.
Em relação à estrutura linguística e ao vocabulário empregados no texto, julgue o item seguinte.
No trecho “desde o aumento dos gastos com saúde e a queda na produtividade econômica, em razão de afastamentos do trabalho, até a perda de vidas”, as expressões “desde” e “até” indicam a gradação das consequências do adoecimento mental, das mais graves para as menos graves.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
"A Universidade tem como função a criação, a transmissão e a preservação do conhecimento. Não há criação de conhecimento sem liberdade acadêmica. [...] 'As disputas de ideias são centrais nesse processo, mas devem estar sempre alicerçadas em evidências. O que não se admite no debate acadêmico é a ausência de fundamentação − o que significa reconhecer que há debates que já se esgotaram. Afinal, a Terra não é plana, as vacinas funcionam, as mudanças climáticas foram causadas pelas emissões de gases de efeito estufa e diversidade leva à eficiência.'
Por fim, Barbosa reafirmou a importância da defesa da autonomia universitária como instrumento de produção de conhecimento de excelência. 'A autonomia da UFRGS, como a de qualquer universidade de classe mundial, é vital para a produção de conhecimento de excelência. Lutamos desde os tempos da ditadura militar para garanti-la.' Entre os avanços recentes promovidos a partir do exercício dessa autonomia, ela citou novamente a implementação das cotas, a criação da pró-reitoria de ações afirmativas e equidade e a realização da última eleição para a reitoria com paridade política.
'Temos muitas lutas pela frente, inclusive a eliminação da lista tríplice para escolha da reitoria. Luto para mim é verbo.'"
(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/07/21/universidade-reafirma-auto nomia-apos-acao-que-contesta-lista-de-leituras-do-vestibular-da-ufrgs/. Acesso em 23 jul. 2025. Adaptado.)
Analise as assertivas e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Em "dessa autonomia", o pronome demonstrativo está corretamente usado, pois indica uma referência anterior. Assim, ele confere clareza e coesão na articulação das ideias.
(__)As preposições têm a função de estabelecer vínculos entre palavras, criando sentidos diversos de acordo com o contexto. Em "a realização da última eleição para a reitoria com paridade política", as preposições "para" e "com" estabelecem, respectivamente, o sentido de finalidade e condição.
(__)Em "Luto para mim é verbo", a entrevistada lança mão da palavra "luto", estabelecendo um jogo de sentidos com "luto" (substantivo − sentimento de tristeza profunda pela morte de alguém ou destruição de algo) e "luto" (verbo lutar, 3ª pessoa do singular do presente do indicativo).
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
"A Universidade tem como função a criação, a transmissão e a preservação do conhecimento. Não há criação de conhecimento sem liberdade acadêmica. [...] 'As disputas de ideias são centrais nesse processo, mas devem estar sempre alicerçadas em evidências. O que não se admite no debate acadêmico é a ausência de fundamentação − o que significa reconhecer que há debates que já se esgotaram. Afinal, a Terra não é plana, as vacinas funcionam, as mudanças climáticas foram causadas pelas emissões de gases de efeito estufa e diversidade leva à eficiência.'
Por fim, Barbosa reafirmou a importância da defesa da autonomia universitária como instrumento de produção de conhecimento de excelência. 'A autonomia da UFRGS, como a de qualquer universidade de classe mundial, é vital para a produção de conhecimento de excelência. Lutamos desde os tempos da ditadura militar para garanti-la.' Entre os avanços recentes promovidos a partir do exercício dessa autonomia, ela citou novamente a implementação das cotas, a criação da pró-reitoria de ações afirmativas e equidade e a realização da última eleição para a reitoria com paridade política.
'Temos muitas lutas pela frente, inclusive a eliminação da lista tríplice para escolha da reitoria. Luto para mim é verbo.'"
(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/07/21/universidade-reafirma-auto nomia-apos-acao-que-contesta-lista-de-leituras-do-vestibular-da-ufrgs/. Acesso em 23 jul. 2025. Adaptado.)
A partir da leitura do texto, analise as assertivas que seguem:
I.Pela leitura do excerto é possível inferir que, se não houver liberdade para atuar e pesquisar dentro da universidade, ela não cumprirá suas funções, uma vez que essa condição é primordial e, sem ela, não se cria conhecimento, logo, não há o que transmitir nem preservar.
II.Em "As disputas de ideias são centrais nesse processo, mas devem estar sempre alicerçadas em evidências", a conjunção adversativa "mas" não relaciona ideias opostas, em que a ideia da segunda oração anula a da primeira. O que temos no texto é uma relação de restrição.
III.Em "diversidade leva à eficiência", o uso da crase está correto e se justifica porque o verbo "levar" é transitivo indireto, logo seu complemento pede uma preposição para conectar-se a ele. A crase é o resultado da contração entre a preposição "a" e o artigo definido que acompanha o substantivo "eficiência".
É correto o que se afirma em:
Julgue o item que se segue, relativo a aspectos linguísticos do texto CG1A1 e ao vocabulário nele empregado.
No segundo parágrafo, as conjunções ‘Mas’ (segundo período) e ‘E’ (terceiro período) são intercambiáveis, de forma que a substituição de uma pela outra, embora alterasse o sentido do texto, não prejudicaria nem a sua correção gramatical nem a coerência das suas ideias.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
TEXTO 1:
Quase 11 milhões de brasileiros apostam de modo a pôr em risco a saúde e as finanças
Apostar em jogos de azar de modo a pôr em risco a saúde física, mental e financeira é hoje uma questão de saúde pública relevante no Brasil e, segundo alguns especialistas, quase tão grave quanto a dependência do álcool e do tabaco. Atualmente, 10,9 milhões de brasileiros com mais de 14 anos, o correspondente a 6,8% da população nessa faixa etária, jogam de forma a criar para si próprios problemas emocionais, familiares, econômicos ou com o trabalho e são classificados como jogadores de risco. O mais preocupante é que cerca de um em cada oito desses jogadores − o que equivale a 1,4 milhão de pessoas − apresenta um padrão de apostas mais comprometedor, compatível com o diagnóstico do transtorno do jogo, uma enfermidade caracterizada pelo desejo incontrolável de jogar mesmo diante de prejuízos.
Apresentados no início de abril em um evento na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), esses números foram calculados a partir de informações coletadas de uma amostra representativa da população brasileira. Eles ajudam a delinear um retrato atualizado de quem aposta − e como se aposta − no país depois da disseminação e da legalização das plataformas de jogos de azar on-line. Até então, os dados nacionais obtidos com metodologia científica datavam de quase 20 anos antes, e as informações mais recentes disponíveis haviam sido obtidas por instituições privadas especializadas em análises de comportamento e tendências.
A equipe da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad) da Unifesp chegou à estimativa atual de quantas pessoas apostam no Brasil e da proporção que o faz de maneira nociva por meio dos dados obtidos na terceira e mais recente edição do Levantamento Nacional sobre Álcool e Drogas (Lenad), realizado entre 2023 e 2024. Divulgado no final de março em Brasília, durante o lançamento do Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid), o Lenad III foi conduzido pela pesquisadora Clarice Sandi Madruga e financiado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), que mantém um convênio com a Unifesp sob a coordenação do psiquiatra Ronaldo Laranjeira.
A terceira edição do levantamento ampliou o tamanho da amostra e ouviu 16.608 brasileiros com 14 anos de idade ou mais de 349 municípios, distribuídos por todas as regiões do país − nas anteriores, haviam sido entrevistadas entre 3 mil e 4 mil pessoas. O Lenad III também expandiu o universo de temas investigados. Além de responder questionários sigilosos de autopreenchimento sobre o consumo de álcool e tabaco, os participantes forneceram informações sobre o uso de cigarros eletrônicos (dispositivos eletrônicos para fumar ou vapes), de medicamentos que podem causar dependência e substâncias psicoativas ilícitas. O levantamento coletou, ainda, indicadores de saúde física e mental e determinantes sociais de saúde. Os resultados devem ser pormenorizados em publicações específicas nos próximos meses.
Um módulo específico do Lenad III avaliou a frequência e o impacto dos jogos de apostas no país. Nele, 4.860 pessoas − sendo 876 adolescentes com idades entre 14 e 18 anos, de ambos os sexos, e 3.984 homens e mulheres adultos − responderam nove perguntas do Índice de Gravidade do Jogo Problemático (PGSI, na sigla em inglês), um instrumento que avalia os prejuízos pessoais, sociais e financeiros relacionados ao comportamento de apostar e identifica o nível de risco de desenvolver o chamado transtorno do jogo.
Divulgados agora, os dados sobre jogo estão detalhados em um documento de 60 páginas − o Caderno temático − Jogos de aposta na população brasileira − e sugerem que o risco associado ao hábito de apostar do brasileiro se intensificou em relação ao observado no primeiro levantamento, embora os indicadores que investigam jogos de apostas não sejam diretamente comparáveis entre as duas edições, por terem usado instrumentos de aferição diferentes.
No Lenad I, realizado em 2005 e 2006 sob a coordenação de Laranjeira, os entrevistadores coletaram informações de 3.007 pessoas com mais de 14 anos em 144 cidades brasileiras. Na época, ainda existiam casas com jogo de bingo eletrônico e máquinas caça-níqueis e 88,3% da população não jogava, como foi detalhado em artigo publicado em 2010 na revista Psychiatry Research. Já 9,4% eram jogadores ocasionais, 1,3% tinham algum grau de problema com jogos e 1% se enquadrava na categoria dos jogadores patológicos, aqueles que apostavam repetidamente apesar de já terem sofrido prejuízos financeiros, emocionais ou nas relações familiares e sociais.
No levantamento atual, feito ainda no início da recente febre das bets e das plataformas on-line de aposta, a proporção de pessoas que não jogam foi de 82,6%. Os 17,4% restantes, número que corresponde a quase 28 milhões de brasileiros, se distribuem da seguinte forma: 10,6% jogam de modo esporádico, sem enfrentar problemas; 3,4% são jogadores com baixo risco de se tornarem dependentes; 2,6% com risco moderado; e 0,8% jogador problemático. Os últimos são aqueles que somaram mais de 8 pontos na escala PGSI, que vai até 27, e possivelmente já desenvolveram o chamado transtorno do jogo, uma forma de dependência induzida pelo comportamento, e não por uma substância química, registrada no Manual de diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM) e na Classificação estatística internacional de doenças e problemas relacionados com a saúde (CID).
"Há indícios preocupantes de aumento de comportamentos problemáticos relacionados às apostas", comenta o psiquiatra Hermano Tavares, da Universidade de São Paulo (USP), que detalhou os resultados do Lenad I na Psychiatry Research e não participou da versão atual do levantamento. "Esses sinais começaram a se intensificar durante a pandemia, período que impulsionou as apostas on-line, e ainda não perderam força. Atualmente, a dependência do jogo é a terceira mais comum entre os brasileiros. Supera a da cocaína e do crack e fica atrás apenas da do álcool e do tabaco. A rede pública de saúde não está preparada para lidar com isso", afirma.
"Esse transtorno se manifesta quando a pessoa perde o controle sobre o hábito de apostar, que passa a ocupar um papel central em sua vida e traz prejuízos significativos", explica o psiquiatra Daniel Spritzer, que faz pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e é colaborador do Lenad III. "Isso inclui apostar mais do que se deveria ou poderia, perder dinheiro e voltar a apostar para tentar recuperá-lo ou precisar aumentar cada vez mais os valores para sentir o mesmo prazer inicial", detalha. Os sinais de alerta incluem ansiedade e angústia quando não se consegue apostar, além de comportamentos como pedir dinheiro emprestado ou vender bens para continuar jogando.
A proporção de jogadores varia de acordo com a região do país. O Sul concentra a maior fração deles (20,4% das pessoas com mais de 14 anos apostam) e o Nordeste, a menor, 16,3%. A relação entre as duas regiões se inverte quando são consideradas as proporções de indivíduos que apostam de forma arriscada: a maior fração de apostadores (52,3%) com algum grau de risco (baixo, médio ou elevado) de desenvolver transtorno do jogo está no Nordeste, enquanto essa proporção é bem menor no Sul (29,8%) e no Sudeste (28%).
TEXTO 02:

Textos retirados e adaptados de Ceci (2025).
A maior fração de apostadores (52,3%) com algum grau de risco (baixo, médio ou elevado) de desenvolver transtorno do jogo está no Nordeste, enquanto essa proporção é bem menor no Sul (29,8%) e no Sudeste (28%).
Assinale a alternativa em que a palavra "enquanto" foi empregada com o mesmo sentido do apresentado no excerto:
A respeito de aspectos linguísticos do texto CB3A1, julgue o item seguinte.
Estaria preservada a correção gramatical do texto caso o vocábulo “Mas”, no início do último período do terceiro parágrafo, fosse substituído por E.
A respeito de aspectos linguísticos do texto CB3A1, julgue o item seguinte.
No segundo período do primeiro parágrafo, o segmento “em que” poderia ser substituído por “no qual”, sem prejuízo do sentido original e da correção gramatical do texto.
Julgue o item seguinte, relativo ao vocabulário e a outros aspectos linguísticos do texto CB1A1.
No terceiro período do quarto parágrafo, a expressão “além de” introduz, no contexto, uma segunda consequência da “carência tecnológica”.
Leia o texto a seguir para responder à questão:
O crescimento do lixo eletrônico e suas implicações globais
Equipamentos elétricos e eletrônicos (EEE) referem-se a uma ampla gama de produtos que possuem circuitos ou componentes elétricos com fonte de alimentação ou bateria. Presente na maioria dos lares e das empresas, esse tipo de equipamento abrange utensílios básicos de cozinha e dispositivos de tecnologias de informação e comunicação, tais como telefones celulares e laptops. Além de seu uso doméstico cotidiano, os produtos eletrônicos têm sido cada vez mais empregados no contexto de casas e cidades inteligentes, como o uso de fechadura digital para acessar uma casa, do bilhete único nos ônibus e da semaforização inteligente para privilegiar o transporte público em corredores.
Cada produto tem um perfil de vida útil específico, o que significa que as categorias possuem diferentes quantidades de resíduos e potenciais impactos na saúde e no meio ambiente, quando os produtos são reciclados de maneira inadequada. Consequentemente, a tecnologia de reciclagem, os processos logísticos e de coleta mudam para cada categoria, da mesma forma que a atitude dos consumidores no descarte dos EEE também varia.
Quanto ao ciclo de vida do produto elétrico e eletrônico, depois de ser vendido, ele é usado por um determinado período em residências e empresas. Esse período é chamado de “fase de estoque”, que inclui o tempo de espera em galpões, bem como a troca dos equipamentos de segunda mão entre famílias e empresas.
Quando o tempo de vida desse produto chega ao fim, ou seja, quando ele para de funcionar e é descartado pelo proprietário, sem a intenção de reutilização, nesse momento, o EEE torna-se lixo eletrônico.
(Vanessa Forti, “O crescimento do lixo eletrônico e suas implicações globais”, Panorama setorial da Internet. Disponível em: https://cetic.br/pt/publicacoes/indice/panoramas/. Adaptado)
• “... os produtos eletrônicos têm sido cada vez mais empregados no contexto de casas e cidades inteligentes, como o uso de fechadura digital para acessar uma casa...” (1° parágrafo)
• “Esse período é chamado de ‘fase de estoque’, que inclui o tempo de espera em galpões, bem como a troca dos equipamentos de segunda mão entre famílias e empresas.” (3° parágrafo)
As palavras em destaque expressam, corretamente e na ordem em que aparecem, relação de sentido de
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Trabalho infantil: crianças impedidas em nome da sobrevivência
O trabalho infantil expõe a desigualdade e a indiferença ao direito de ser criança. “O trabalho infantil impede que crianças desenvolvam, em toda potência, suas habilidades e capacidades em um contexto saudável. Consiste na violação à regra constitucional de prioridade absoluta à garantia dos direitos às crianças e aos adolescentes. As consequências geram efeitos para toda a vida, alimentando o ciclo de pobreza e exclusão social”, ressalta Mariana Zan, advogada do Instituto Alana.
Segundo relatórios, 160 milhões de crianças e adolescentes vivem atualmente em situação de trabalho infantil no mundo, sendo cerca de 2 milhões de crianças e adolescentes no Brasil. Mais da metade tem entre 5 e 11 anos. Os números reforçam a cultura de que é normal crianças trabalharem para sobreviver. Vê-se que a sociedade ignora o direito à infância. No interior do Pará, encontramos o caso de Vilciney Silva. “Com nove anos, eu ia para a feira vender coxinha de manhã e pamonha à tarde. Nos fins de semana, eu vendia amendoim nas festas. Morava com meus avós e não tinha tempo para brincar nem estudar. A gente tinha que existir e se alimentar”, conta.
Hoje, pai de três meninos, faz questão de brincar quando estão juntos. Para ele, é o momento de alegria que descobriu já adulto. O trabalho durante a infância não era uma opção. Tinha que fazer. “Eu me questionava se ia conseguir as coisas sem a escola. Mas entre estudar e ter comida, a fome falava mais alto”, diz. Prestes a terminar o curso de licenciatura em Educação do Campo, ele quer seguir os estudos e fazer mestrado. Os sonhos do menino que trabalhava na feira foram adiados por muito tempo. “Percebi a necessidade de estudar e que, para o pobre, as dificuldades sempre acontecem, mas a gente não tem que desistir”, conclui.
(Célia Fernanda Lima. “Trabalho infantil: crianças impedidas em nome da sobrevivência”. Lunetas. 13.06.2022. Adaptado)
• Os números reforçam a cultura de que é normal crianças trabalharem para sobreviver. (2° parágrafo)
• ... para o pobre, as dificuldades acontecem, mas a gente não tem que desistir...” (3° parágrafo)
Os termos em destaque expressam, respectivamente, o sentido de
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Ocaso do transporte público em São Paulo
A população da Região Metropolitana de São Paulo está se deslocando menos, revelou a pesquisa Origem e Destino (OD), o mais detalhado levantamento sobre mobilidade urbana do Brasil, que o Metrô paulista realiza desde 1967.
Em 2023, segundo a OD, o volume de viagens diárias recuou 15,1% em relação a 2017, para 35,661 milhões. Isoladamente, esta queda no número de deslocamentos não é um problema. Uma série de mudanças tecnológicas e comportamentais permite que, na atualidade, não seja preciso sair de casa para ir ao banco, à escola ou fazer compras, por exemplo.
Mas, enquanto a queda geral nas locomoções por si só não é negativa, o fato de a pesquisa ter captado, pela primeira vez em mais de duas décadas, que os deslocamentos por transporte individual (51,2%) superaram os realizados por meio de transporte coletivo (48,8%) deveria tirar o sono dos gestores públicos.
Era questão de tempo, que a pandemia acabou por acelerar. Levantamentos anteriores já detectavam que a utilização do transporte público vinha em declínio. Agora a curva finalmente se inverteu. Percentualmente, o uso do transporte coletivo recuou 19,8% entre 2017 e 2023; foram 3 milhões de viagens/dia a menos via modais públicos.
Mundo afora, metrópoles populosas e ricas privilegiam o transporte coletivo, o que só traz benefícios tanto para os residentes quanto para os gestores públicos: a população economiza e perde menos tempo em engarrafamentos, enquanto os administradores contribuem com a redução da poluição, o que é cada vez mais necessário em tempos de extremos climáticos, e gastam menos com ações de socorro no trânsito, haja vista a queda no número de acidentes.
Insuficiente e ineficiente, o transporte público seguirá perdendo usuários e, consequentemente, receitas, tornando a complexa gestão financeira do sistema de transporte público ainda mais desafiadora. Já os mais necessitados seguirão comprometendo a própria renda para conseguir o básico: se deslocar.
(Opinião. https://www.estadao.com.br, 15.02.2025. Adaptado)
• … não seja preciso sair de casa para ir ao banco, à escola ou fazer compras, por exemplo. (2° parágrafo)
• Mas, enquanto a queda geral nas locomoções por si só não é negativa, o fato de a pesquisa ter captado… (3° parágrafo)
• Levantamentos anteriores já detectavam que a utilização do transporte público vinha em declínio. (4° parágrafo)
Conforme seus empregos no texto, os termos destacados veiculam, correta e respectivamente, sentidos de:
I- Criamos versões editadas = Criamos-la
II- montamos cenários = montamos-los
III- para exibir afetos = para exibi-los
IV- performamos relações = performamos-las
Assinale a alternativa com os itens corretos: