Questões de Concurso Sobre uso dos conectivos em português

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Q4228003 Português
quanto tempo falta pra gente se ver hoje

quanto tempo falta pra gente se ver logo

quanto tempo falta pra gente se ver todo dia

quanto tempo falta pra gente se ver pra sempre

quanto tempo falta pra gente se ver dia sim dia não

quanto tempo falta pra gente se ver às vezes

quanto tempo falta pra gente se ver cada vez menos

quanto tempo falta pra gente não querer se ver

quanto tempo falta pra gente não querer se ver nunca mais

quanto tempo falta pra gente se ver e fingir que não se viu

quanto tempo falta pra gente se ver e não se reconhecer

quanto tempo falta pra gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu”


(BEBER, Bruna. Romance em doze linhas. In: BEBER, Bruna. Rua da padaria. Rio de Janeiro: Record, 2013.) 
No verso "quanto tempo falta pra gente se ver e fingir que não se viu", a palavra “e” estabelece uma relação de: 
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Q4227971 Português

Tecnologia e Informação na Sociedade Atual


    O avanço das tecnologias digitais mudou a forma como as pessoas se comunicam, estudam e compartilham informações. A internet e as redes sociais permitem que notícias, vídeos, opiniões e conhecimentos sejam divulgados rapidamente para milhões de pessoas em diferentes lugares do mundo.


    Ao mesmo tempo em que a tecnologia facilita o acesso à informação e aproxima as pessoas, também surgem desafios relacionados ao excesso de conteúdos disponíveis na internet. Muitas informações falsas ou incompletas circulam diariamente nas redes sociais, o que pode causar desinformação e dificultar a compreensão correta dos fatos.


    Além disso, o uso excessivo das tecnologias digitais pode influenciar hábitossociais e educacionais. A busca por conteúdos rápidos e imediatos, muitas vezes, reduz o tempo dedicado à leitura, à reflexão e ao aprofundamento dos estudos. Por isso, torna-se importante desenvolver pensamento crítico para analisar as informações recebidas e identificar fontes confiáveis.


    Nesse contexto, a escola possui papel fundamental na formação de cidadãos conscientes e responsáveis. Mais do que ensinar conteúdos técnicos, a educação deve incentivar a interpretação, a argumentação e o uso ético dastecnologias digitais. Dessa forma, os estudantes podem utilizar a tecnologia de maneira positiva, crítica e responsável na sociedade contemporânea.


A Sociedade em Rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

No trecho “Ao mesmo tempo em que a tecnologia facilita o acesso à informação...”, a expressão destacada estabelece ideia de:
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Q4227911 Português

TÉCNOLOGIA E INFORMAÇÃO DO DIA A DIA.


    A tecnologia faz parte da vida das pessoas em muitos momentos do dia. A internet, os celulares e as redes sociais permitem que informações, notícias e mensagens sejam compartilhadas rapidamente entre pessoas de diferentes lugares.


    Essas tecnologias ajudam na comunicação, nos estudos e no acesso ao conhecimento. Porém, também é preciso ter cuidado com as informações encontradas na internet, pois nem tudo o que circula nas redes sociais é verdadeiro. Muitas notícias falsas podem causar dúvidas, confusão e desinformação.


    Além disso, o uso exagerado da tecnologia pode diminuir o tempo dedicado à leitura, aos estudos e à convivência com outras pessoas. Por isso, é importante utilizar a internet e os aparelhos digitais de forma equilibrada e responsável.


    Nesse contexto, a escola possui papel importante ao ensinar os estudantes a interpretar informações, desenvolver pensamento crítico e utilizar a tecnologia de maneira consciente. Assim, os alunos podem aprender a usar os recursos digitais para estudar, pesquisar e se comunicar de forma segura e responsável.


A Sociedade em Rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

No trecho, “Porém, também é preciso ter cuidado...”, a palavra destacada indica ideia de:
Alternativas
Q4227406 Português
Emoções e sentimentos na idade pré-escolar




(Disponível em: https://doi.org/10.1590/2175-6236116927vs01 – texto adaptado especialmente para esta prova).
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as conjunções sublinhadas nos trechos a seguir, retirados do texto, ao sentido que elas conferem a eles.

Coluna 1

1. Adição.
2. Explicação.
3. Oposição.

Coluna 2

( ) “A atividade é tomada como categoria central para a explicação do processo de desenvolvimento humano, pois é na atividade e por meio dela que a criança se relaciona com a realidade”.
( ) “Contudo, diferentes atividades cumprem diferentes papéis no desenvolvimento do psiquismo”.
( ) “A criança sente essa necessidade, mas não domina (nem pode dominar)”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4227029 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma conjunção ou locução conjuntiva de mesmo sentido que a conjunção “pois” no trecho a seguir, retirado do texto.
“cena que me aterrorizou na infância, pois não era armação”.
Alternativas
Q4226742 Português
TEXTO 2 


Em meio ao calor extremo, europeus seguem evitando uso de ar-condicionado.

Um a cada seis franceses prefere suportar o calor para reduzir impactos ambientais

Em meio à onda de calor na Europa, turistas vêm reclamando da falta de ar-condicionado no continente nas redes sociais. Mesmo com o aumento das mortes associadas às temperaturas extremas, grande parte dos moradores ainda evita instalar o equipamento em casa.

Diferente dos Estados Unidos, onde o ar-condicionado está presente em quase todas as residências, na Europa, apenas uma parcela menor da população conta com esse recurso, segundo a CBS News. Para parte dos governos e pesquisadores, ampliar o uso de aparelhos pode aliviar o calor a curto prazo, mas também gerar impactos ambientais que contribuem para o problema no futuro. CNN BRASIL. Por que ar-condicionado é raro na Europa mesmo com calor extremo? 24 jun. 2026. Disponível em: CNN Brasil. Acesso em: 14 jun. 2026.
Leia o período extraído do texto:

"Mesmo com o aumento das mortes associadas às temperaturas extremas, grande parte dos moradores ainda evita instalar o equipamento em casa."

O conectivo "mesmo com" expressa uma ideia de:
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Q4226383 Português
Ai, palavras


Por Helô Bacichette


Q1_10.png (696×510)

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/aipalavras-cmr85go6002ls015toao0ky76.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o trecho “Mesmo assim, confesso: alegra-me encontrar uma ponte entre a beleza das palavras e a beleza dos gestos”, retirado do texto, é correto afirmar que “mesmo assim” expressa relação de ______________ e poderia ser substituída por _______________, de sentido equivalente, _____________ necessárias alterações no período a fim de que se mantenha sua correção.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Alternativas
Q4226346 Português
O jeitinho brasileiro de fazer pizza


Por Marco Matos


Q1_15.png (678×525)

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marco-matos/noticia/2026/07/o-jeitinho-brasileirode-fazer-pizza-e-digno-de-comemoracao-cmrdso59u00kd01je90z4h29s.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Qual das alternativas abaixo apresenta uma palavra que NÃO tem o mesmo sentido de “mas” no trecho a seguir, retirado do texto?

“Aqui peço desculpas aos italianos mais tradicionais, mas gosto de sabores surpreendentes”. 
Alternativas
Q4226021 Português
Em meio ao calor extremo, europeus seguem evitando uso de ar-condicionado.

Um a cada seis franceses prefere suportar o calor para reduzir impactos ambientais

Em meio à onda de calor na Europa, turistas vêm reclamando da falta de ar-condicionado no continente nas redes sociais. Mesmo com o aumento das mortes associadas às temperaturas extremas, grande parte dosmoradores ainda evita instalar o equipamento em casa.

Diferente dos Estados Unidos, onde o ar-condicionado está presente em quase todas as residências, na Europa, apenas uma parcela menor da população conta com esse recurso,segundo a CBS News. Para parte dos governos e pesquisadores, ampliar o uso de aparelhos pode aliviar o calor a curto prazo, mas também gerar impactos ambientais que contribuem para o problema no futuro.
CNN BRASIL. Por que ar-condicionado é raro na Europa mesmo com calor extremo? 24 jun. 2026. Disponível em: CNN Brasil. Acesso em: 14 jun. 2026. 
"Mesmo com o aumento das mortes associadas às temperaturas extremas, grande parte dos moradores ainda evita instalar o equipamento em casa."
O conectivo "mesmo com" expressa uma ideia de:
Alternativas
Q4226020 Português
Em meio ao calor extremo, europeus seguem evitando uso de ar-condicionado.

Um a cada seis franceses prefere suportar o calor para reduzir impactos ambientais

Em meio à onda de calor na Europa, turistas vêm reclamando da falta de ar-condicionado no continente nas redes sociais. Mesmo com o aumento das mortes associadas às temperaturas extremas, grande parte dosmoradores ainda evita instalar o equipamento em casa.

Diferente dos Estados Unidos, onde o ar-condicionado está presente em quase todas as residências, na Europa, apenas uma parcela menor da população conta com esse recurso,segundo a CBS News. Para parte dos governos e pesquisadores, ampliar o uso de aparelhos pode aliviar o calor a curto prazo, mas também gerar impactos ambientais que contribuem para o problema no futuro.
CNN BRASIL. Por que ar-condicionado é raro na Europa mesmo com calor extremo? 24 jun. 2026. Disponível em: CNN Brasil. Acesso em: 14 jun. 2026. 

Leia o período extraído do texto:

"Mesmo com o aumento das mortes associadas às temperaturas extremas, grande parte dos moradores ainda evita instalar o equipamento em casa."


Assinale a alternativa que reorganiza esse período mantendo a mesma relação lógico-sintática e sem alterar seu sentido original, com total correção gramatical: 

Alternativas
Q4225499 Português
O amigo pessoal e o seu contrário, o amigo coletivo

Categoria difere do colega ou do conhecido, que

curiosamente é como chamamos quem não

conhecemos muito bem

Gregório Duvivier


     Você já deve ter ouvido a expressão, em geral na negativa. “Conheço o fulano, mas não é meu amigo pessoal.” Gosto dessa categoria tão brasileira. Não consigo imaginar a expressão em outras línguas. A busca por “personal friend” no Google revela um serviço de aluguel de amigos. Curiosamente “amigo pessoal” em inglês é amigo profissional.

      No Brasil, a categoria confunde porque pressupõe que existam outros tipos de amigo. Parece que dá para contrair amizade sem passar pela pessoa física. “O fulano é meu amigo espiritual. Beltrano? Meu amigo jurídico.”

     O conceito, no entanto, faz sentido. Nem todo amigo tem uma relação individual com você. Alguns amigos da vida toda nunca ficaram no mano a mano. Todo o mundo tem amigos pessoais e tem amigos coletivos. O fenômeno acontece quando relação não é direta, intransferível, mas mediada por uma turma.

     Atenção: o amigo coletivo difere do colega ou do “conhecido”, que curiosamente é como chamamos aquele que não conhecemos muito bem. Difere mais ainda do semiconhecido, aquele que conhecemos menos ainda. Existe uma hierarquia: o semiconhecido está abaixo do conhecido, que vem logo abaixo do colega, que vem antes do amigo coletivo, que precede o amigo pessoal.

        Do conhecido você sabe o nome, do amigo coletivo você sabe o signo, do amigo pessoal você conhece o funcionamento do intestino. Você sabe o bairro onde o conhecido mora, do amigo coletivo você sabe a rua — do amigo pessoal você sabe o prédio, o apartamento e a senha do wifi — quando não sabe, adivinha.

    Puristas da amizade dirão que amigos não pessoais não podem ser chamados de amigos. Discordo. O amigo grupal tem, sim, seu valor. Diverte, preenche, entretém. E o mais importante: é dele que pode nascer, um belo dia, quando menos se espera, o amigo pessoal. 

     Basta chover um pouco mais. E vocês ficarem ilhados no escritório. Ou basta um porre, uma viagem, um acidente, um pneu furado. O que separa um amigo coletivo de um amigo pessoal, muitas vezes, é um perrengue. Mas pode ser uma carona — de preferência daquelas demoradas, na hora do rush. Se cair um temporal, melhor ainda. Entre um silêncio e outro, você vai abrir uma chaga, e ele vai compartilhar uma memória, você vai rebater com uma esperança, ele vai contar um segredo. Pronto. Ali, na avenida Brasil alagada, sob o abrigo de um palio weekend, o amigo pessoal acaba de nascer.


Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2022/04/oamigo-pessoal-e-o-seu-contrario-o-amigo-coletivo.shtml. Acesso
em: 17 jun. 2026.
Assinale a alternativa em que a conjunção destacada sinaliza a relação sintático-semântica indicada entre parênteses.
Alternativas
Q4225234 Português
Crédito rural financiou R$ 92,4 bilhões em áreas com alertas ambientais


    Cerca de 15% do crédito rural público concedido no Brasil entre 2019 e 2025 foi destinado a imóveis rurais que apresentam alertas de desmatamento ou degradação da vegetação nativa. Segundo a nova edição do Monitor do Crédito Rural, lançada pelo MapBiomas, foram identificadas 831 mil operações de financiamento nessas condições, que somam R$ 92,4 bilhões.

    Segundo o levantamento, mais de 400 instituições financeiras operam crédito rural no país, mas cinco delas concentram cerca de 60% do volume total financiado: Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, Sicredi e Banrisul. No período analisado, o crédito rural público somou R$ 613,18 bilhões. O Banco do Nordeste realizou o maior número de operações, o equivalente a 56% do total entre 2019 e 2025. Neste mesmo período, o Banco do Brasil lidera em valores financiados, com R$ 306 bilhões.

     Entre as operações que apresentam sobreposição com camadas socioambientais (alertas de desmatamento, embargos ambientais, terras indígenas, unidades de conservação, quilombos e florestas públicas), o Banco do Nordeste respondeu por 63% do total de contratos. Em volume financeiro, o Banco do Brasil concentrou 33% dos recursos. Um alerta de desmatamento não significa automaticamente que o crédito foi concedido de forma irregular.

   De acordo com o levantamento, mais de 68% das operações de crédito rural público concedidas desde 2019 tiveram como finalidade investimentos. Cerca de 58% estavam ligadas à pecuária, enquanto aproximadamente 23% foram destinadas à aquisição de animais. Os bovinos aparecem como o principal produto financiado, presentes em cerca de 27% das operações. O Piauí foi o estado que registrou o maior número de operações de crédito rural com algum tipo de sobreposição a áreas socioambientais, com 336 mil contratos entre 2019 e 2025. Já em volume de recursos, os maiores valores foram registrados no Tocantins, com R$ 13,9 bilhões, seguido por Mato Grosso, com R$ 13,3 bilhões, e Rondônia, com R$ 13 bilhões:

     Segundo o MapBiomas Alerta, a plataforma identifica perda da vegetação nativa, mas não julga a legalidade ou irregularidade da supressão. O Código Florestal Brasileiro permite o desmatamento sob certas condições, desde que o produtor obtenha uma Autorização de Supressão de Vegetação (ASV). A concessão de crédito rural e proibida sobre áreas formalmente embargadas por órgãos ambientais, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (lbama). Um imóvel pode possuir um alerta de satélite, mas sem o auto de infração ou embargo oficial não há impedimento para conseguir o crédito.

     Em dezembro de 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou novas regras que obrigam os bancos a cruzarem alertas de satélite (como o sistema Prodes) para bloquear o crédito rural antes mesmo de um embargo formal. Porem, a validade da medida foi adiada para janeiro de 2027.

      O Monitor do Crédito Rural cruza informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor) com bases geoespaciais produzidas pelo MapBiomas, incluindo alertas de desmatamento, embargos ambientais, terras indígenas, unidades de conservação, territórios quilombolas e florestas públicas. Segundo a organização, a plataforma é atualizada mensalmente com os dados mais recentes disponibilizados pelo Banco Central. A nova versão da plataforma ampliou o alcance do monitoramento ao incorporar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) informado nas operações registradas no Sicor.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.brlmeio-ambiente/noticia/2026- 07lc red ito - ru ra l-fina nciou - r-924- bi-em- areas-com -alertas-a mbientais (adaptado)
Considere a seguinte estrutura do quinto parágrafo: O Código Florestal Brasileiro permite о desmatamento sob certas condições, desde que produtor obtenha uma Autorização de Supressão de Vegetação (ASV). Diante disso, a locução conjuntiva sublinhada estabelece entre as orações uma relação de:
Alternativas
Q4224180 Português
A coesão textual é responsável pela conexão superficial entre os elementos de um texto, utilizando recursos como pronomes, conjunções, elipses e sinônimos para garantir a fluidez entre frases e parágrafos. Já a coerência diz respeito ao sentido lógico e à unidade temática, garantindo que as ideias se articulem de forma compreensível. Um texto coeso não é necessariamente coerente, e vice-versa, de modo que ambos os mecanismos devem atuar em conjunto para produzir um texto bem construído. Considere essas noções para responder à questão a seguir e assinale a alternativa em que o recurso coesivo empregado compromete a coerência do texto:  
Alternativas
Q4223718 Português
Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade


Por Maria Fernanda Ziegler


Q1_10.png (664×601)
Q1_10_.png (661×245)

(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-dofigado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
 No período retirado do texto “Nos experimentos, os cientistas observaram algo intrigante: embora as células do fígado até emitissem o comando genético (RNA mensageiro) para ativar o MTCH2, a quantidade final da proteína ligada a esse gene diminuiu”, a palavra “embora” indica _______ e poderia ser substituída por _______, ______ necessárias alterações no período a fim de manter as corretas relações gramaticais.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima. 
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Q4222262 Português
Leia o texto para responder à próxima questão.

Você é o que você gosta. (Martha Medeiros).

Quem sou eu? Quando não temos nada de prático nos atazanando a vida, a preocupação passa a ser existencial. Pouco importa de onde viemos e para onde vamos, mas quem somos é crucial descobrir.
A gente é o que a gente gosta. A gente é nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam. Você não está fazendo nada agora? Eu idem. Vamos listar quem a gente é: você daí e eu daqui.
Eu sou outono, disparado. E ligeiramente primavera. Estações transitórias.
Sou Woody Allen. Sou Lenny Kravitz. Sou Marilia Gabriela. Sou Nelson Motta. Sou Nick Hornby.
Sou Ivan Lessa. Sou Saramago.
Sou pães, queijos e vinhos, os três alimentos que eu levaria para uma ilha deserta, mas não sou ilha deserta: sou metrópole.
Sou bala azedinha. Sou coca-cola. Sou salada caprese. Sou camarão à baiana. Sou filé com fritas. Sou morango com sorvete de creme. Sou linguado com molho de limão. Sou cachorro-quente só com mostarda e queijo ralado. Do churrasco, sou o pão com alho. Sou livros. Discos. Dicionários. Sou guias de viagem. Revistas. Sou mapas. Sou Internet. Já fui muito tevê, hoje só um pouco GNT. Rádio. Rock. Lounge. Cinema. Cinema. Cinema. Teatro. Sou azul. Sou colorada. Sou cabelo liso. Sou jeans. Sou balaio de saldos. Sou ventilador de teto. Sou avião. Sou jeep. Sou bicicleta. Sou à pé. Você está fazendo sua lista? Tô esperando.
Sou tapetes e panos. Sou abajur. Sou banho tinindo. Hidratantes. Não sou musculação, mas finjo que sou três vezes por semana. Sou mar. Não sou areia. Sou Londres. Rio. Porto Alegre. Sou mais cama que mesa, mais dia que noite, mais flor que fruta, mais salgado que doce, mais música que silêncio, mais pizza que banquete, mais champanhe que caipirinha. Sou esmalte fraquinho. Sou cara lavada. Sou Gisele. Sou delírio. Sou eu mesma.
Agora é sua vez.
Ainda no texto, o período “mas não sou ilha deserta”, a conjunção é:
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Q4222243 Português
Imagem associada para resolução da questão Fonte: https://www.google.com/

De acordo com a tirinha, no primeiro quadrinho, (mas); no segundo, (ontem); no terceiro, (com) e no quarto (muito), são respectivamente:
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Q4222238 Português
Dadas as orações:
I- Por que seu cão está latindo?
II- Os métodos porque optamos foram eficazes.
III- O porquê de sua insistência é irritante.
IV- A internet caiu, por que?
O uso dos porquês está correto:
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Q4222081 Português
Leia o texto para responder à próxima questão.

A DESPEDIDA DO AMOR. (Martha Medeiros).

Existe duas dores de amor. A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão envolvidos que não conseguimos ver luz no fim do túnel. A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
Você deve achar que eu bebi. Se a luz está sendo vista, adeus dor, não seria assim? Mais ou menos. Há, como falei, duas dores. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por ninguém. Dói também. 

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um suvenir de uma época bonita que foi vivida, passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação com a qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a dor-de-cotovelo propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: eu amo, logo existo.
Despedir-se de um amor, é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.
Ainda no texto, o período “mas já é outra”, a oração é: 
Alternativas
Q4221351 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


A intimidade no desamparo


    Sofremos de um excesso de conectividade na mesma medida em que carecemos de intimidade. Nas redes sociais, é quase impossível encontrar o que há de mais verdadeiro em nós. Seguimos cumprindo a jornada ininterrupta das mídias sociais, expondo o máximo para revelar o mínimo. Quando algo de nós aparece na performance, trata-se de um deslize, seguido de cancelamento, pedido de desculpas ou negação.

    Ao reclamar das redes sociais e do desnorteio que elas nos provocam, corre-se o risco de fazer supor que a intimidade é fácil e garantida fora delas. Nunca é nem será: mal somos íntimos de nós mesmos, que dirá dos outros. Um dos aforismos de Jacques Lacan, tão repetido que caberia num para-choque de caminhão, diz que "amar é dar o que não se tem a alguém que não o quer”. Se há algo entre nós mais próximo da verdade, é nosso desamparo estrutural. Então damos nossa falta a quem não pediu e recebemos de volta o reconhecimento de que o outro se vê igualmente perplexo diante da vida. Intimidade não é saber tudo sobre o outro: seria impossível e, se possível, insuportável.

    Nossa origem é sempre incerta, não sabemos o que fazer com o espólio dos pais, entrevemos nosso fim e nunca teremos a última palavra sobre quem somos. Desamparados pelo corpo, pela linguagem, pela imagem de si, só nos resta compartilhar com o outro essa mesma condição. Paradoxalmente, é daí que vem algum consolo. Algo pelo qual vale a pena brindar. Intimidade é a possibilidade de compartilharmos desamparos sem supor que o outro nos salvará. 


(Adaptado de: IACONELLI, Vera. Folha de S. Paulo, 05/05/2026)
No período Nunca é nem será: mal somos íntimos de nós mesmos, que dirá dos outros (2º parágrafo), os dois elementos sublinhados podem ser adequadamente substituídos, sem prejuízo para a correção e o sentido, por, respectivamente,
Alternativas
Q4219777 Português
        A evolução das tecnologias de informação, aliada à crescente capacidade de coleta e armazenamento de dados, intensificou os debates sobre a posse e o uso ético dessas informações. A dicotomia entre as esferas pública e privada mostra‑se cada vez mais complexa e desafiadora, especialmente no contexto digital. Entretanto, considerar que dados de fácil acesso, como registros pessoais de usuários nas redes sociais, são informações públicas que podem ser utilizadas sem autorização e consentimento é uma interpretação equivocada e descontextualizada.

        A separação entre o público e o privado tornou‑se um dos principais debates éticos e políticos dos séculos XX e XXI. A construção e a aplicação dessa dualidade foram cruciais para as estruturas econômicas capitalistas e para a consolidação do ideal liberal da democracia burguesa nesse período. Todavia, na contemporaneidade, o rápido desenvolvimento tecnológico, especialmente no que tange à capacidade de registrar, armazenar e acessar informações, originou novos desafios sociais relacionados à posse e ao uso de dados. Com isso, o conflito entre o bem coletivo e o individual tem ocupado lugar central nas discussões das Ciências Humanas.

        A filósofa Hannah Arendt, em sua obra A Condição Humana, fez uma análise do conceito de público no âmbito da política e da ética. Ela considerou o público como um espaço compartilhado onde os humanos se reúnem para interagir e construir uma realidade social, sustentada na pluralidade de perspectivas e pela busca de um entendimento mútuo. Nesse ínterim, o público contrapõe‑se ao privado, que pertence ao espaço da necessidade (biológica, laboral e familiar) e da intimidade (espaço seguro para o amadurecimento emocional e das relações autênticas, garantidor da privacidade e da liberdade).

        Nos campos da Ética, o público é aquilo que diz respeito ao interesse do coletivo em detrimento dos interesses pessoais. Todavia, com o surgimento da Internet, e em especial das redes sociais, passou‑se a entender por público aquilo que pode ser divulgado sobre uma pessoa. Logo publicar textos, fotos, áudios e vídeos nas redes sociais significa que qualquer pessoa, com acesso ao site ou à rede social, pode visualizar essas informações em um local específico. Entretanto, o acesso público à informação não significa que o usuário as cede para usos alheios a seu conhecimento e a sua autorização.

Meucci, A. Dados públicos e ética na pesquisa:
um ensaio sobre a privacidade contextual.
Internet: <doi.org>  (com adaptações).
A coerência e a coesão do texto seriam mantidas, caso a conjunção “todavia”, em “Todavia, com o surgimento da Internet, e em especial das redes sociais, passou‑se a entender por público aquilo que pode ser divulgado sobre uma pessoa”, fosse substituída por 
Alternativas
Respostas
321: C
322: B
323: B
324: D
325: A
326: B
327: A
328: D
329: B
330: E
331: D
332: C
333: D
334: C
335: C
336: A
337: D
338: B
339: D
340: B