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Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

Foram encontradas 51.639 questões

Q4119066 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Quando eu era pequeno, assistia eletrizado àqueles filmes de cadeia em branco e preto. Os prisioneiros vestiam uniforme e planejavam fugas de tirar o fôlego na cadeira do cinema.

    Em 1989, vinte anos depois de formado médico cancerologista, fui gravar um vídeo sobre AIDS na enfermaria da Penitenciária do Estado, construção projetada pelo arquiteto Ramos de Azevedo nos anos 20, no complexo do Carandiru, em São Paulo. Quando entrei e a porta pesada bateu atrás de mim, senti um aperto na garganta igual ao das matinês do cine Rialto, no Brás.

    Nas semanas que se seguiram, as imagens do presídio não me saíram da cabeça. Os presos na soleira das celas, o carcereiro com a barba por fazer, um PM de metralhadora distraído na muralha, ecos na galeria mal iluminada, o cheiro, a ginga da malandragem, tuberculose, caquexia, solidão e a figura calada do Dr. Getúlio, meu ex-aluno no cursinho, que cuidava dos presos com AIDS.

    Duas semanas depois, procurei o dr. Manoel Schechtman, responsável pelo departamento médico do sistema prisional, e me ofereci para fazer um trabalho voluntário de prevenção à AIDS. Na conversa, o Dr. Manoel me explicou que a situação da epidemia na Penitenciária não era das piores se comparada à dos 7.200 presos da Casa de Detenção, o maior presídio do país, situado no mesmo complexo, de frente para a movimentada avenida Cruzeiro do Sul, vizinho do metrô, a dez minutos da praça da Sé, quilômetro zero de São Paulo.

    O trabalho começou em 1989 e dura até hoje. Com o apoio da Universidade Paulista (UNIP), uma instituição particular de São Paulo, fizemos pesquisas epidemiológicas sobre a prevalência do HIV, organizamos palestras, gravamos vídeos, editamos a revista em quadrinhos Vira-Latas, e atendi doentes. Com os anos, ganhei confiança e pude andar com liberdade pela cadeia. Ouvi histórias, fiz amizades verdadeiras, aprendi medicina e muitas outras coisas. Na convivência, penetrei alguns mistérios da vida no cárcere, inacessíveis se eu não fosse médico.

    Neste livro, procuro mostrar que a perda da liberdade e a restrição do espaço físico não conduzem à barbárie, ao contrário do que muitos pensam. Em cativeiro, os homens, como os demais grandes primatas (orangotangos, gorilas, chimpanzés e bonobos), criam novas regras de comportamento com o objetivo de preservar a integridade do grupo. Esse processo adaptativo é regido por um código penal não escrito, como na tradição anglo-saxônica, cujas leis são aplicadas com extremo rigor:

    – Entre nós, um crime jamais prescreve, doutor.

    Pagar a dívida assumida, nunca delatar o companheiro, respeitar a visita alheia, não cobiçar a mulher do próximo, exercer a solidariedade e o altruísmo recíproco, conferem dignidade ao homem preso, o desrespeito é punido com desprezo social, castigo físico ou pena de morte:

    – No mundo do crime, a palavra empenhada tem mais força do que um exército.

    Não é objetivo deste livro denunciar um sistema penal antiquado, apontar soluções para a criminalidade brasileira ou defender direitos humanos de quem quer que seja. Como nos velhos filmes, procuro abrir uma trilha entre personagens da cadeia: ladrões, estelionatários, traficantes, estupradores, assassinos e o pequeno grupo de funcionários desarmados que toma conta deles.

    A narrativa será interrompida pelos interlocutores, para que o leitor possa apreciar-lhes a fluência da linguagem, as figuras de estilo e as gírias que mais tarde ganham as ruas.

    Por razões éticas, os casos descritos nem sempre se passaram com os personagens a que foram atribuídos. Como diz a malandragem:

    – Numa cadeia, ninguém conhece a moradia da verdade.


(Drauzio Varella, Estação Carandiru. Adaptado)
Considere a passagem, em que o acento indicativo de crase foi empregado diante de uma palavra feminina (“situação”) subentendida antes da expressão masculina (“dos 7.200 presos”).
“Na conversa, o Dr. Manoel me explicou que a situação da epidemia na Penitenciária não era das piores se comparada à dos 7.200 presos da Casa de Detenção”. (4o parágrafo)
Assinale a alternativa em que a crase está de acordo com a norma-padrão e foi empregada pelo mesmo motivo que na passagem
Alternativas
Q4119062 Português

Leia a tira a seguir para responder à questão:




(André Dahmer. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DOvidimDmDy/?igsh=M2hjNWN0cTgxYzl0%0A)

Assinale a alternativa que apresenta reescrita de passagem da tira em conformidade com a norma-padrão de concordância.
Alternativas
Q4119061 Português

Leia a tira a seguir para responder à questão:




(André Dahmer. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DOvidimDmDy/?igsh=M2hjNWN0cTgxYzl0%0A)

A respeito do emprego de advérbios na tira, segundo a norma-padrão, é correto afirmar que o advérbio 
Alternativas
Q4118207 Português

O texto a seguir refere-se  à questão.



Texto 2


Fonte: https://cartum.folha.uol.com.br/quadrinhos/2025/11/21/niquel-nausea-fernando-gonsales.shtml

Qual é a relação sintático-semântica estabelecida entre as orações presentes no segundo quadro do texto? 
Alternativas
Q4118205 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


Assinale a alternativa em que o item destacado é um pronome relativo que retoma uma palavra mencionada anteriormente. 
Alternativas
Q4118203 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


Assinale a alternativa que analisa corretamente o emprego das classes de palavras presentes no excerto “Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente?”. 
Alternativas
Q4118201 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


Assinale a alternativa em que o uso da(s) vírgula(s) se justifica porque ela(s) isola(m) uma oração adverbial descolocada de sua posição canônica. 
Alternativas
Q4118200 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


Assinale a alternativa em que o termo “como” exerce a mesma função textual que em “Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes.”. 
Alternativas
Q4118199 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


Sobre os elementos de coesão empregados no texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4118196 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


Assinale a alternativa que indica corretamente a relação sintático-semântica estabelecida entre as orações e sinalizada pelo termo em destaque.
Alternativas
Q4118191 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


Tendo em vista as regras de colocação pronominal da língua portuguesa, assinale a alternativa em que a reescrita proposta se mantém condizente com a norma-padrão. 
Alternativas
Q4117992 Português
Texto 3


Grafias surpreendentes revelam escrita baseada na oralidade


    Nestes nossos tempos de redes sociais e de aplicativos de mensagens, todos passamos a escrever com muito mais frequência, mas sempre preocupados em simular uma fala descontraída com nosso interlocutor. Surge, assim, um registro escrito informal, que vai migrando para outros domínios, aqueles em que, há não muito tempo, cultivávamos algum grau de formalidade.


    Nos diálogos escritos, lançamos mão de muitos pontos de exclamação para mostrar entusiasmo pela conversa (Bom dia!) e suprimimos o ponto final para não sermos deselegantes ou grosseiros. Num papo ainda mais informal, simulamos a linguagem das histórias em quadrinhos e fazemos uma longa sequência de vogais para tentar reproduzir excepcionalmente a fala (oiii!). Palavras que não imaginaríamos escritas aparecem diante de nossos olhos e ficam registradas para a posteridade: “oie”, “tá bão”, “óia”.


    Os emojis, as figurinhas e os memes, às vezes, substituem as palavras nessa comunicação escrita informal, em que importa ser engraçado e simpático. As frases são curtas, no melhor estilo telegráfico (saberão os jovens o que significa “telegráfico”?). Procura-se mimetizar a fala, que é o referencial dessas mensagens. Daí ser problemático usar o aplicativo para outros tipos de comunicação, que requerem, na vida real, alguma formalidade.


    Como a fala é o referencial, por excelência, das mensagens trocadas nos aplicativos, nos chats e nas redes sociais, passamos a escrever não só como falamos, mas também como ouvimos, o que pode nos pôr diante de algumas grafias surpreendentes. Os exemplos que trago aqui não foram colhidos fortuitamente; são, na verdade, cada vez mais frequentes.


    Um site de nome “Dicionário Informal” registra a forma “dale”, assim definida: “vibração positiva, comemoração, enaltecer algo ou alguém” e seguida de “abonação”: “Dale Ayrton Senna do Brasil!” “Dale”, na verdade, é “dá-lhe”. Dizemos “dá-lhe” quando torcemos para que, numa disputa, alguém vença o adversário. Algumas pessoas pronunciam o “lh” como “l”, o que é muito comum. A grafia, no entanto, é objeto de convenção. Ou era.


    Grafias como “agente” no lugar de “a gente”, “afim” no lugar de “a fim”, “com certeza” no lugar de “com certeza”, “fachetária” no lugar de “faixa etária” ou mesmo “ainda sim” no lugar de “ainda assim” e “dale” no lugar de “dá-lhe” são típicas de uma espécie de “português de ouvido”, que revela certa imaturidade no manejo da língua, sobretudo na sua dimensão formal.


NICOLETI, Thaís. Grafias surpreendentes revelam escrita baseada na oralidade. Folha de S.Paulo [edição virtual], São Paulo, 18 abr. 2022. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/thais nicoleti/2022/04/grafias-surpreendentes-revelam-escrita-baseada-na oralidade.shtml. Acesso em: 06 abr. 2026.
No terceiro parágrafo do Texto 3, no período “Daí ser problemático usar o aplicativo para outros tipos de comunicação, que requerem, na vida real, alguma formalidade.”, o verbo “requerer” foi empregado como 
Alternativas
Q4117989 Português
Texto 2


    O hipertexto refere-se à escritura eletrônica não sequencial e não linear, que se bifurca e permite ao leitor o acesso a um número praticamente ilimitado de outros textos a partir de escolhas locais e sucessivas, em tempo real. Assim, o leitor tem condições de definir interativamente o fluxo de sua leitura a partir de assuntos tratados no texto sem se prender a uma sequência fixa ou a tópicos estabelecidos por um autor. Trata-se de uma forma de estruturação textual que faz do leitor simultaneamente coautor do texto final. O hipertexto se caracteriza, pois, como um processo de escritura/leitura eletrônica multilinearizado, multisequencial e indeterminado, realizado em um novo espaço de escrita. Assim, ao permitir vários níveis de tratamento de um tema, o hipertexto oferece a possibilidade de múltiplos graus de profundidade simultaneamente, já que não tem sequência definida, mas liga textos não necessariamente correlacionados.


MARCUSCHI, Luiz Antônio. O hipertexto como um novo espaço de escrita em sala de aula. Linguagem & Ensino, Pelotas, v. 4, n. 1, p. 79-111, 2001.
No período “O hipertexto se caracteriza, pois, como um processo de escritura/leitura eletrônica multilinearizado, multisequencial e indeterminado, realizado em um novo espaço de escrita.”, do Texto 2, a conjunção “pois” indica o valor semântico de 
Alternativas
Q4117806 Português
Circo passa a ser reconhecido por lei como cultura popular brasileira


Medida reconhece manifestações circenses como parte do patrimônio cultural e artístico nacional.

A atividade circense passou a ser oficialmente reconhecida como manifestação da cultura e da arte popular brasileira. A medida foi sancionada pelo presidente da República [...] e reconhece diferentes formas de expressão ligadas ao circo, como malabarismo, acrobacias, números de equilíbrio — entre eles corda bamba e perna de pau — além da palhaçaria. O texto destaca a relevância histórica e cultural da atividade circense para a formação artística e para a identidade cultural brasileira.

Com a medida, o setor passa a contar com maior respaldo institucional como patrimônio cultural, o que pode fortalecer políticas públicas voltadas à valorização, preservação e incentivo das atividades circenses em diferentes regiões do país.

Reconhecimento e preservação cultural

A sanção da lei ocorre em meio a reivindicações de artistas e companhias circenses por mais apoio do poder público. O setor enfrenta dificuldades relacionadas ao financiamento de atividades itinerantes, manutenção de espaços culturais e formação de novos profissionais. Entidades ligadas à cultura avaliam que o reconhecimento oficial pode ampliar o acesso do circo a editais, programas de incentivo e ações de preservação do patrimônio imaterial brasileiro.

Tradicionalmente marcado pela atuação familiar e pela transmissão de conhecimentos entre gerações, o circo é considerado uma das manifestações mais antigas da cultura popular brasileira.


(Disponível em: https://l1nq.com/7q7esvu. Acesso em: 12 mai. 2026. Adaptado.)
A concordância nominal está corretamente feita no excerto a seguir: "A atividade circense passou a ser oficialmente reconhecida como manifestação da cultura e da arte popular brasileira."
Analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)Outra possibilidade de concordância, considerando o contexto em destaque, seria o adjetivo "brasileira" ser posto no plural, mantendo o feminino porque ele se refere a dois substantivos de mesmo gênero.

(__)Considere a seguinte construção: O cinema e a música brasileiros são manifestações da nossa cultura. O adjetivo "brasileiros", nesse contexto, está no masculino plural porque há duas palavras determinadas de gêneros diferentes (cinema e música), fazendo a concordância corretamente. Também poderia estar no feminino singular, concordando com o substantivo mais próximo.

(__)Em O circo, o cinema e a música brasileira são manifestações da nossa cultura , ao concordar apenas com o substantivo mais próximo, o adjetivo se limita a qualificar apenas este. Se o autor da sentença quiser se referir aos três elementos, obrigatoriamente, deve colocar o adjetivo com o gênero da maioria dos substantivos, portanto, ficando no masculino plural.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
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Q4117701 Português

Texto 3


A cena em que um participante do BBB encurrala uma colega num canto da despensa e tenta beijá-la não é "exceção de reality". Acontece aos montes, todo dia, em festa, elevador, corredor de empresa, transporte. O detalhe que dá vontade de vomitar é outro: ali há câmeras ligadas 24 horas. Se, com iluminação, microfone e contrato, o sujeito se sente autorizado a fazer isso, imagine fora do enquadramento.


Na última década, parte do país aprendeu a falar de assédio, abuso, importunação, consentimento. Há cartazes em elevadores, alertas em bares, códigos em aplicativos, discursos potentes. Mesmo assim, a estrutura que mantém a violência contra a mulher segue impávida; parte dos homens se comporta como se o corpo alheio fosse um território negociável.


Na pesquisa Visível e Invisível (Fórum Brasileiro de Segurança Pública/Datafolha), 37,9% das mulheres relataram algum tipo de assédio, em 2021; 46,7% em 2023 e 49,6% em 2025. No mesmo ano, 20,5% receberam cantadas e comentários desrespeitosos no trabalho. E quando a violência atravessa a porta de casa, a escala não diminui: o DataSenado aponta que 3 em cada 10 brasileiras já sofreram violência doméstica.


Há uma questão fundamental: a virada de consciência aconteceu do lado de cá. As mulheres, em larga escala, reconhecem violência de gênero, nomeiam o abuso, trocam ferramentas de proteção. O problema é a assimetria de impacto que ainda alcança poucos homens para quem esse comportamento arcaico é inaceitável e precisa ser combatido.


Para muitos, ainda é "mal-entendido", "papel do homem".


Cadê educação sobre respeito e limites (não como "palestra", mas como formação), campanhas permanentes voltadas a meninos e homens? Reality expulsa em 24 horas, mas na vida aqui fora mulheres continuam morrendo.


JORGE, Mariliz Pereira. Importunação sexual ao vivo na TV. Folha de S.Paulo, São Paulo, 20 jan. 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marilizpereirajorge/2026/01/importuna cao-sexual-ao-vivo-na-tv.shtml. Acesso em: 20 jan. 2026. [Adaptado]. 

Em textos de opinião, determinadas palavras assumem função gramatical decisiva para a construção do sentido. No trecho “Acontece aos montes, todo dia”, a expressão “aos montes” classifica-se gramaticalmente como 
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Q4117697 Português
Texto 1


Tô bem de baixo pra poder subir

Tô bem de cima pra poder cair

Tô dividindo pra poder sobrar

Desperdiçando pra poder faltar


Devagarinho pra poder caber

Bem de leve pra não perdoar

Tô estudando pra saber ignorar

Eu tô aqui comendo para vomitar


Eu tô te explicando pra te confundir

Eu tô te confundindo pra te esclarecer

Tô iluminado pra poder cegar

Tô ficando cego pra poder guiar


[...]


Suavemente pra poder rasgar

Olho fechado pra te ver melhor

Com alegria pra poder chorar

Desesperado pra ter paciência


Carinhoso pra poder ferir

Lentamente pra não atrasar

Atrás da vida pra poder morrer

Eu tô me despedindo pra poder voltar


TOM ZÉ. Tô. Disponível em: https://www.letras.mus.br/tom-ze/164918/. Acesso em: 17 jan. 2026.
Em textos poético-musicais, é recorrente o uso de construções condensadas, nas quais determinados elementos não se apresentam de forma explícita. Nos versos “Devagarinho pra poder caber”, “Bem de leve pra não perdoar”, “Suavemente pra poder rasgar” e “Lentamente pra não atrasar”, a elipse do verbo principal configura um recurso sintático plenamente reconhecido pela gramática normativa, porque 
Alternativas
Q4117568 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Uma Copa com temperaturas altas já era algo de se esperar neste ano, a julgar pelo calor que caracterizou as duas edições mais recentes do torneio realizadas na região na mesma época do ano − no México em 1986 e nos Estados Unidos em 1994. A diferença é que, desde então, a humanidade continuou acelerando a emissão de gases do efeito estufa na atmosfera, aumentando a temperatura média do planeta e agravando a crise climática, que tem aumentado a frequência e a intensidade de ondas de calor e tempestades. [...] 

Os riscos que as condições climáticas trazem para a Copa vêm sendo alardeados pelo menos desde novembro de 2024. Um estudo publicado na revista Scientific Reports, assinado por um grupo de cinco cientistas da Polônia e da Alemanha, avaliou se o calor e outros parâmetros climáticos poderiam representar uma ameaça aos atletas, levando em conta as condições meteorológicas das cidades que sediarão jogos do torneio. A análise mostrou que 10 dos 16 estádios da Copa "têm risco muito alto de apresentar condições de estresse térmico extremo", a depender do horário do dia, conforme concluiu o estudo.

O perigo é mais elevado no período entre 14 e 17 horas, quando a radiação solar e as temperaturas são mais intensas. De acordo com o estudo, as condições climáticas mais extremas apareceram nas cidades de Arlington (na Grande Dallas) e Houston, ambas no Texas, e de Monterrey, no México. Nessas cidades, o índice de estresse térmico usado pelos cientistas − que leva em conta o calor, a umidade, a radiação solar e o esforço físico dos atletas − pode alcançar um patamar que os autores consideram inaceitável. Nessas condições, os jogadores têm a sensação térmica equivalente a uma temperatura de 49,5 °C e podem perder uma quantidade muito grande de água durante a partida. Mas o trabalho foi criticado por não levar em conta que alguns estádios − incluindo os de Arlington e Houston − têm cobertura retrátil e sistemas de climatização, o que deve reduzir o risco de estresse térmico para os atletas.


(Disponível em: https://l1nk.dev/k6uq9gq. Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)
No uso da língua, o emprego dos tempos e dos modos verbais não acontece de modo fixo, por exemplo: passado para indicar fatos apenas já concluídos ou modo subjuntivo para indicar apenas o que é suposto, possível, incerto. A língua é dinâmica e, nesse sentido, é possível usar o presente do indicativo para exprimir outros sentidos para além de indicar que o fato acontece no instante da enunciação. Isso posto, associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando os usos do presente do indicativo (verbos em destaque) a seus respectivos sentidos:

Primeira coluna: usos do presente do indicativo

1.A Terra realiza um movimento em torno de seu próprio eixo, cuja duração é de aproximadamente 24 horas.
2.No próximo dia 21 de junho, entramos no inverno, mas já faz frio em algumas partes do hemisfério sul.
3.Se você quer uma vida longa e ativa, precisa mudar seus hábitos agora.
4.Se, durante a viagem de férias, eu me levanto todos os dias às 5h para correr, minha irmã se aborreceria demais.

Segunda coluna: sentidos

(__)Usa-se o presente do indicativo em referência a algo que ainda acontecerá e tem-se certeza.
(__)Usa-se o presente do indicativo para indicar uma condição futura, possível de acontecer, mas incerta.
(__)Usa-se o presente do indicativo para declarar algo que acontece habitualmente, que é atemporal.
(__)Usa-se o presente do indicativo para indicar uma ação possível de ter acontecido no passado, como condição para outra ação acontecer.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q4117255 Português
Assinale a alternativa cuja forma verbal destacada apresenta concordância de acordo com os casos previstos pela norma-padrão.
Alternativas
Q4117254 Português
Assinale a alternativa em que o elemento destacado faz referência a algo apresentado posteriormente dentro do enunciado. 
Alternativas
Q4117253 Português
“Se me fosse dado o dom completo de escritor, eu havia de ser assim um Rousseau.” (Lima Barreto)
Em relação à forma verbal destacada no período acima, é correto afirmar que ela se encontra na voz: 
Alternativas
Respostas
1881: C
1882: A
1883: D
1884: C
1885: A
1886: B
1887: C
1888: D
1889: A
1890: A
1891: D
1892: B
1893: B
1894: D
1895: D
1896: B
1897: C
1898: D
1899: B
1900: D