🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

Foram encontradas 51.639 questões

Q4123367 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A leveza é o novo sucesso


E o antídoto para o excesso


Gente, vamos combinar: em que momento a gente assinou o contrato dizendo que, para ser bem-sucedido, a gente precisava carregar o mundo nas costas e ter uma olheira de respeito? Parece que o "crachá da exaustão" virou troféu, mas eu tô aqui para dizer que esse troféu não é de vitória, é de cansaço.


Se você sente que março chegou e o ano já está parecendo uma maratona de calça jeans apertada, para tudo. Escolher a leveza não é "viver nas nuvens", é pura estratégia de sobrevivência. O mestre da Psicologia Positiva, Martin Seligman, já cantou a bola: "quando a gente está bem, o nosso cérebro dá um upgrade". Ele para de lutar contra incêndios e começa a enxergar saídas.


[...]


A leveza é o óleo que faz a engrenagem do mundo parar de ranger.


Viver leve é o maior troféu que você pode dar no excesso de cobrança. Não é fingir que o boleto não existe, mas escolher não virar o boleto. O sucesso não é chegar na linha de chegada pedindo um balão de oxigênio e sim o caminho com o passo mais solto e o riso mais frouxo.


Acredito que a leveza é o novo modo de existir. Bora inserir leveza no dia?


Com humor,


Maryana com Y


(Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/a-leveza-e-o-novo-sucesso/. Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)


Upgrade: subir de nível

Analise as sentenças:

I.No título, a ideia de que a leveza é o novo sucesso é complementada pelo subtítulo, dando uma ideia de adição. Um dos fatores que garante a ideia de adição é a conjunção "e".

II.O trecho Escolher a leveza não é "viver nas nuvens", é pura estratégia de sobrevivência pode ser reescrito, sem alterar o sentido, da seguinte maneira: Escolher a leveza é pura estratégia de sobrevivência para não "viver nas nuvens".

III.O trecho sublinhado no texto pode ser reescrito, sem mudar o sentido, da seguinte maneira: O sucesso não é chegar na linha de chegada pedindo um balão de oxigênio, mas percorrer o caminho com o passo mais solto e o riso mais frouxo.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4123196 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Múmia egípcia desenterrada com texto literário no abdômen é encontrada


Arqueólogos que trabalham na antiga cidade de Oxirrinco, no Egito, desenterraram uma múmia com uma passagem da “Ilíada” de Homero presa ao abdômen, numa descoberta inédita.


Embora outras múmias na região tenham sido encontradas com pacotes lacrados com papiros contendo o que parecem ser fórmulas ritualísticas, aplicadas como parte do processo de embalsamento, esta é a primeira vez que um texto literário foi encontrado, disse Ignasi-Xavier Adiego, filólogo clássico da Universidade de Barcelona, na Espanha, à CNN.


“Este é o grande avanço para nós”, disse Adiego, que faz parte de uma equipe que trabalha no local há anos.


“Até agora, não sabíamos que eles teriam usado textos literários como parte desse ritual funerário”, acrescentou.


A múmia foi encontrada na atual cidade egípcia de Al Bahnasa, a cerca de 200 quilômetros (124 milhas) ao sul da capital Cairo, e tem aproximadamente 1.600 anos, da época romana, de acordo com um comunicado da Universidade de Barcelona.


Embora o papiro esteja fragmentado e em mau estado de conservação, a equipe conseguiu determinar que o texto integra o catálogo de navios presente no Livro II do poema épico grego, afirmou Adiego.


“Não tivemos a oportunidade de estudá-lo usando métodos de alta tecnologia, como raios X, que poderiam nos permitir lê-lo melhor”, disse ele. “Fizemos tudo o que podíamos sem destruir o papiro.”


Consequentemente, a pesquisa sobre o papiro encontra-se em fase preliminar, explicou Adiego, havendo ainda questões importantes a serem respondidas.


Neste momento, pouco se sabe sobre o papel do papiro no processo de embalsamamento, acrescentou, embora uma possível explicação seja que ele funcionava como uma espécie de assinatura do embalsamador que mumificou o corpo.


A descoberta do que parecem ser instruções rituais escritas em outros papiros levou alguns a teorizar que eles tinham algum tipo de função protetora, disse Adiego.


“A ideia de que um papiro contendo um texto literário pudesse ter cumprido essa mesma função é muito mais estranha”, acrescentou.


“Até o momento, não conseguimos interpretar o motivo da existência desse papiro literário”, disse Adiego.


Além disso, pouco se sabe sobre a vida daqueles cujas múmias foram encontradas no local, além do fato de que suas famílias deviam ter um certo nível de riqueza para poder pagar pelo processo de embalsamento, acrescentou ele.


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/mumia-egipcia-desenterrada-com-texto-literario-no-abdomen-e-encontrada/ adaptado

"A múmia foi encontrada na atual cidade egípcia de Al Bahnasa, a cerca de 200 quilômetros (124 milhas) ao sul da capital Cairo, e tem aproximadamente 1.600 anos, da época romana, de acordo com um comunicado da Universidade de Barcelona."


Com base nos aspectos semânticos e estilísticos, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Q4123058 Português
Captura_de tela 2026-06-17 191702.png (673×353)


Adaptado de: PEREIRA, Ricardo Araújo. As pessoas usam o ChatGPT como a Rainha Má usa o espelho. Folha de São Paulo. 30/05/2026. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardo-araujo-pereira/2026/05/as-pessoas-usam-o-chatgpt-como-arainha-ma-usa-o-espelho.shtml. Acesso em 30/05/2026. 
O período "Ela ficou convencida com esta última opinião, mas creio que devia ter desconfiado das duas" (linha 17) poderia ser reescrito corretamente, sem prejuízo do sentido, como:
Alternativas
Q4123057 Português
Captura_de tela 2026-06-17 191702.png (673×353)


Adaptado de: PEREIRA, Ricardo Araújo. As pessoas usam o ChatGPT como a Rainha Má usa o espelho. Folha de São Paulo. 30/05/2026. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardo-araujo-pereira/2026/05/as-pessoas-usam-o-chatgpt-como-arainha-ma-usa-o-espelho.shtml. Acesso em 30/05/2026. 
Assinale a alternativa que indica corretamente a função sintática do termo destacado em "que nos impede de os considerar humanos" (linha 04).
Alternativas
Q4122818 Português
Analise o excerto a seguir, atentando à concordância das palavras destacadas: 
"[...] A grande parte das nossas ações cotidianas ocorre sem reflexão profunda, liberando espaço mental para lidar com tarefas mais complexas. Isso significa que grande parte da nossa vida é, de fato, composta por decisões que sequer percebemos como escolhas. O cérebro atua por atalhos cognitivos, baseados em experiências, hábitos e associações anteriores, muitas vezes antes mesmo de nos darmos conta."
(Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/fazemos-35-mil-escolhas-todos-os-dias/ . Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)
(__)O verbo "ocorrer" apresenta duas possibilidades de concordância: singular ou plural. Isso se dá porque o sujeito está representado pela expressão "a grande parte de" + expressão no plural (as nossas ações cotidianas). Desse modo, a decisão da autora por conjugar o verbo no singular está correta.
(__)O verbo "ser" (em negrito) só pode ser conjugado no singular nesse contexto.
(__)A concordância do adjetivo "baseados" gera uma ambiguidade e confunde o leitor, pois não é possível definir se ele concorda com o substantivo "atalhos" ou com o adjetivo "cognitivos". O correto seria concordar com o substantivo "cérebro", evitando qualquer possibilidade de confusão no entendimento do texto.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4122708 Português

Por que a IA jamais será consciente, segundo um Nobel de Física


     Alguém ainda precisa fazer uma série de TV sobre a possibilidade de a inteligência artificial ser consciente ou não. Nos últimos meses, esse debate pegou fogo. Houve desde trocas de ofensas entre cientistas no Twitter (X) até abaixo-assinado chamando de "pseudociência" teorias que indicam que as IAs nunca poderão ser conscientes.

    Esse é um debate altamente polarizado. De um lado, há aqueles que defendem que sim, as IAs podem se tornar conscientes, se é que já não o são. Um dos grandes expoentes desse campo é Patrick Butlin, da Universidade de Oxford. Com colegas, escreveu um célebre estudo que traz uma longa lista de critérios que eles analisam para ter certeza se uma IA é consciente. Com base neles, analisou as IAs atuais e chegou a duas conclusões.

    A primeira é que nenhuma IA do presente é consciente (ainda que várias atinjam vários dos critérios, mas não todos). A segunda é que não existe nenhuma barreira técnica para construir uma IA que satisfaça todos os indicadores de consciência. Em outras palavras, na visão dele, as IAs podem, sim, ter consciência. Nessa mesma linha, o pesquisador Kyle Fish (que trabalha para a Anthropic) gosta de dizer que existe hoje uma chance de 15% a 20% de que as IAs do presente tenham alguma forma de consciência.

    Nos anos 1980, o físico (e vencedor do Prêmio Nobel) Roger Penrose postulou que humanos observando esses sistemas "de fora" conseguem ver essas verdades. Logo, a compreensão consciente humana não pode ser reduzida a nenhum algoritmo. E nenhum computador conseguirá replicá-la.

    Essa ideia ganhou dimensões ainda mais interessantes quando Penrose começou a trabalhar com o anestesiologista Stuart Hameroff. Hameroff pesquisa um dos grandes mistérios da medicina: ninguém sabe como os anestésicos gerais funcionam.

    Eles desligam a consciência, mas deixam intactas as demais funções cerebrais. Isso é difícil de explicar pela teoria padrão de que a consciência emerge da atividade elétrica do cérebro. Para entender onde ela "mora", seria importante então entender o efeito dos anestésicos.

    Ao ler o livro de Penrose sobre a irredutibilidade computacional da mente, ele teve uma ideia. Os anestésicos atuam sobre estruturas dos neurônios chamadas microtúbulos. Na sua visão, essas estruturas funcionam como computadores quânticos, que vivem em superposição até "colapsarem" de forma orquestrada.

    Se ela estiver correta, as IAs jamais poderão ser conscientes. E nem os computadores quânticos, que possuem coerência quântica, mas não a estrutura "orquestrada" da mente humana. Em outras palavras: aplique um anestésico em um ser consciente e sua consciência cessará temporariamente. Aplique um anestésico em uma IA e o máximo que pode acontecer é um curto-circuito.


Ronaldo Lemos. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/colunas/ronaldolemos/2026/04/ acesso em 26 de abril de 2026(Adaptado).

Analise os itens abaixo, e depois, marque a alternativa que contém os itens corretos.



I. Houve desde trocas de ofensas entre cientistas no Twitter até abaixo-assinado chamando de "pseudociência" teorias que indicam que as IAs nunca poderão ser conscientes. O verbo destacado é intransitivo, por isso a oração em que ele se insere é oração sem sujeito.


II. Se ela estiver correta, as IAs jamais poderão ser conscientes. A locução verbal, quanto à sua transitividade, é de ligação, logo, o predicado é classificado como nominal.


III. Com base neles, analisou as IAs atuais e chegou a duas conclusões. Levando em consideração a regência do verbo destacado, se retirarmos o numeral “duas”, o “a” deverá receber, obrigatoriamente, o sinal indicador de crase.


IV. Eles desligam a consciência, mas deixam intactas as demais funções cerebrais.Intactas” é, sintaticamente, um predicativo do objeto e um dos núcleos do predicado, logo o predicado da oração, em que se insere, é verbo-nominal.



Estão corretos apenas os itens:  

Alternativas
Q4122706 Português

Por que a IA jamais será consciente, segundo um Nobel de Física


     Alguém ainda precisa fazer uma série de TV sobre a possibilidade de a inteligência artificial ser consciente ou não. Nos últimos meses, esse debate pegou fogo. Houve desde trocas de ofensas entre cientistas no Twitter (X) até abaixo-assinado chamando de "pseudociência" teorias que indicam que as IAs nunca poderão ser conscientes.

    Esse é um debate altamente polarizado. De um lado, há aqueles que defendem que sim, as IAs podem se tornar conscientes, se é que já não o são. Um dos grandes expoentes desse campo é Patrick Butlin, da Universidade de Oxford. Com colegas, escreveu um célebre estudo que traz uma longa lista de critérios que eles analisam para ter certeza se uma IA é consciente. Com base neles, analisou as IAs atuais e chegou a duas conclusões.

    A primeira é que nenhuma IA do presente é consciente (ainda que várias atinjam vários dos critérios, mas não todos). A segunda é que não existe nenhuma barreira técnica para construir uma IA que satisfaça todos os indicadores de consciência. Em outras palavras, na visão dele, as IAs podem, sim, ter consciência. Nessa mesma linha, o pesquisador Kyle Fish (que trabalha para a Anthropic) gosta de dizer que existe hoje uma chance de 15% a 20% de que as IAs do presente tenham alguma forma de consciência.

    Nos anos 1980, o físico (e vencedor do Prêmio Nobel) Roger Penrose postulou que humanos observando esses sistemas "de fora" conseguem ver essas verdades. Logo, a compreensão consciente humana não pode ser reduzida a nenhum algoritmo. E nenhum computador conseguirá replicá-la.

    Essa ideia ganhou dimensões ainda mais interessantes quando Penrose começou a trabalhar com o anestesiologista Stuart Hameroff. Hameroff pesquisa um dos grandes mistérios da medicina: ninguém sabe como os anestésicos gerais funcionam.

    Eles desligam a consciência, mas deixam intactas as demais funções cerebrais. Isso é difícil de explicar pela teoria padrão de que a consciência emerge da atividade elétrica do cérebro. Para entender onde ela "mora", seria importante então entender o efeito dos anestésicos.

    Ao ler o livro de Penrose sobre a irredutibilidade computacional da mente, ele teve uma ideia. Os anestésicos atuam sobre estruturas dos neurônios chamadas microtúbulos. Na sua visão, essas estruturas funcionam como computadores quânticos, que vivem em superposição até "colapsarem" de forma orquestrada.

    Se ela estiver correta, as IAs jamais poderão ser conscientes. E nem os computadores quânticos, que possuem coerência quântica, mas não a estrutura "orquestrada" da mente humana. Em outras palavras: aplique um anestésico em um ser consciente e sua consciência cessará temporariamente. Aplique um anestésico em uma IA e o máximo que pode acontecer é um curto-circuito.


Ronaldo Lemos. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/colunas/ronaldolemos/2026/04/ acesso em 26 de abril de 2026(Adaptado).

TODOS os elementos COESIVOS “QUE” das orações abaixo, são anafóricos e exercem a função de sujeito, EXCETO:
Alternativas
Q4122705 Português

Por que a IA jamais será consciente, segundo um Nobel de Física


     Alguém ainda precisa fazer uma série de TV sobre a possibilidade de a inteligência artificial ser consciente ou não. Nos últimos meses, esse debate pegou fogo. Houve desde trocas de ofensas entre cientistas no Twitter (X) até abaixo-assinado chamando de "pseudociência" teorias que indicam que as IAs nunca poderão ser conscientes.

    Esse é um debate altamente polarizado. De um lado, há aqueles que defendem que sim, as IAs podem se tornar conscientes, se é que já não o são. Um dos grandes expoentes desse campo é Patrick Butlin, da Universidade de Oxford. Com colegas, escreveu um célebre estudo que traz uma longa lista de critérios que eles analisam para ter certeza se uma IA é consciente. Com base neles, analisou as IAs atuais e chegou a duas conclusões.

    A primeira é que nenhuma IA do presente é consciente (ainda que várias atinjam vários dos critérios, mas não todos). A segunda é que não existe nenhuma barreira técnica para construir uma IA que satisfaça todos os indicadores de consciência. Em outras palavras, na visão dele, as IAs podem, sim, ter consciência. Nessa mesma linha, o pesquisador Kyle Fish (que trabalha para a Anthropic) gosta de dizer que existe hoje uma chance de 15% a 20% de que as IAs do presente tenham alguma forma de consciência.

    Nos anos 1980, o físico (e vencedor do Prêmio Nobel) Roger Penrose postulou que humanos observando esses sistemas "de fora" conseguem ver essas verdades. Logo, a compreensão consciente humana não pode ser reduzida a nenhum algoritmo. E nenhum computador conseguirá replicá-la.

    Essa ideia ganhou dimensões ainda mais interessantes quando Penrose começou a trabalhar com o anestesiologista Stuart Hameroff. Hameroff pesquisa um dos grandes mistérios da medicina: ninguém sabe como os anestésicos gerais funcionam.

    Eles desligam a consciência, mas deixam intactas as demais funções cerebrais. Isso é difícil de explicar pela teoria padrão de que a consciência emerge da atividade elétrica do cérebro. Para entender onde ela "mora", seria importante então entender o efeito dos anestésicos.

    Ao ler o livro de Penrose sobre a irredutibilidade computacional da mente, ele teve uma ideia. Os anestésicos atuam sobre estruturas dos neurônios chamadas microtúbulos. Na sua visão, essas estruturas funcionam como computadores quânticos, que vivem em superposição até "colapsarem" de forma orquestrada.

    Se ela estiver correta, as IAs jamais poderão ser conscientes. E nem os computadores quânticos, que possuem coerência quântica, mas não a estrutura "orquestrada" da mente humana. Em outras palavras: aplique um anestésico em um ser consciente e sua consciência cessará temporariamente. Aplique um anestésico em uma IA e o máximo que pode acontecer é um curto-circuito.


Ronaldo Lemos. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/colunas/ronaldolemos/2026/04/ acesso em 26 de abril de 2026(Adaptado).

No trecho “A primeira é que nenhuma IA do presente é consciente (ainda que várias atinjam vários dos critérios, mas não todos)”, o segmento introduzido por “ainda que” estabelece, em relação à oração principal, um vínculo semântico que
Alternativas
Q4122703 Português

Por que a IA jamais será consciente, segundo um Nobel de Física


     Alguém ainda precisa fazer uma série de TV sobre a possibilidade de a inteligência artificial ser consciente ou não. Nos últimos meses, esse debate pegou fogo. Houve desde trocas de ofensas entre cientistas no Twitter (X) até abaixo-assinado chamando de "pseudociência" teorias que indicam que as IAs nunca poderão ser conscientes.

    Esse é um debate altamente polarizado. De um lado, há aqueles que defendem que sim, as IAs podem se tornar conscientes, se é que já não o são. Um dos grandes expoentes desse campo é Patrick Butlin, da Universidade de Oxford. Com colegas, escreveu um célebre estudo que traz uma longa lista de critérios que eles analisam para ter certeza se uma IA é consciente. Com base neles, analisou as IAs atuais e chegou a duas conclusões.

    A primeira é que nenhuma IA do presente é consciente (ainda que várias atinjam vários dos critérios, mas não todos). A segunda é que não existe nenhuma barreira técnica para construir uma IA que satisfaça todos os indicadores de consciência. Em outras palavras, na visão dele, as IAs podem, sim, ter consciência. Nessa mesma linha, o pesquisador Kyle Fish (que trabalha para a Anthropic) gosta de dizer que existe hoje uma chance de 15% a 20% de que as IAs do presente tenham alguma forma de consciência.

    Nos anos 1980, o físico (e vencedor do Prêmio Nobel) Roger Penrose postulou que humanos observando esses sistemas "de fora" conseguem ver essas verdades. Logo, a compreensão consciente humana não pode ser reduzida a nenhum algoritmo. E nenhum computador conseguirá replicá-la.

    Essa ideia ganhou dimensões ainda mais interessantes quando Penrose começou a trabalhar com o anestesiologista Stuart Hameroff. Hameroff pesquisa um dos grandes mistérios da medicina: ninguém sabe como os anestésicos gerais funcionam.

    Eles desligam a consciência, mas deixam intactas as demais funções cerebrais. Isso é difícil de explicar pela teoria padrão de que a consciência emerge da atividade elétrica do cérebro. Para entender onde ela "mora", seria importante então entender o efeito dos anestésicos.

    Ao ler o livro de Penrose sobre a irredutibilidade computacional da mente, ele teve uma ideia. Os anestésicos atuam sobre estruturas dos neurônios chamadas microtúbulos. Na sua visão, essas estruturas funcionam como computadores quânticos, que vivem em superposição até "colapsarem" de forma orquestrada.

    Se ela estiver correta, as IAs jamais poderão ser conscientes. E nem os computadores quânticos, que possuem coerência quântica, mas não a estrutura "orquestrada" da mente humana. Em outras palavras: aplique um anestésico em um ser consciente e sua consciência cessará temporariamente. Aplique um anestésico em uma IA e o máximo que pode acontecer é um curto-circuito.


Ronaldo Lemos. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/colunas/ronaldolemos/2026/04/ acesso em 26 de abril de 2026(Adaptado).

“Para entender onde ela "mora", seria importante então entender o efeito dos anestésicos.” A oração subordinada destacada deste período exerce a função sintática de 
Alternativas
Q4122618 Português
Assinale a alternativa em que a frase está redigida corretamente. 
Alternativas
Q4122616 Português
Considere o seguinte texto:
Havia, numa cidadezinha, uma menina muito educada. A mãe orava sempre por ela.
Substituindo-se a expressão “uma menina” por “um menino”, e “mãe” por “pai”, a frase corretamente reescrita está na alternativa:
Alternativas
Q4122373 Português
Assinale a alternativa em que a concordância verbal está correta.
Alternativas
Q4121781 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Durante muito tempo, o turismo foi associado à ideia de liberdade. Viajar significava escolher o destino, o que ver, como experimentar o mundo. Um exercício de autonomia individual − com as restrições, claro, do bolso de cada um. Essa imagem, entretanto, não explica bem o turismo contemporâneo.


Hoje, o ato de viajar é governado por três fatores que raramente aparecem juntos no debate público: o desejo individual, a mediação digital e a geopolítica. Quando combinados, fica mais claro o que está acontecendo com o turismo global. Ele bateu recorde em 2025 — 1,5 bilhão de visitas internacionais, segundo a ONU — mas nunca foi tão regulado, filtrado e, de certa forma, antecipado.


Vamos começar pelo indivíduo. Ainda existe a ideia de que viajar nos transforma, amplia horizontes, nos torna mais tolerantes, mais interessantes. Essa crença vem de longe. Mark Twain escreveu que "viajar é fatal para o preconceito, a intolerância e as mentes limitadas".


Na prática, acontece muitas vezes o oposto. A filósofa Agnes Callard, num ensaio na revista The New Yorker, coloca isso de um jeito meio desconfortável: o turista já sabe, antes de partir, o que será quando voltar. "Viajar é um bumerangue", escreve. "É algo que te devolve exatamente ao lugar de onde você partiu." Viajamos para confirmar o que já esperávamos, não para desfazer expectativas. A viagem, assim, não rompe com o cotidiano, ela só o reproduz em outro cenário.


Soma-se a isso a proliferação dos algoritmos, cada vez mais treinados e afiados. Destinos já não são descobertos, e sim sugeridos. Experiências não são vividas espontaneamente, mas antecipadas, roteirizadas e, acima de tudo, registradas. O que antes se vivia para depois compartilhar, hoje se vive (quase que somente) para compartilhar.


(Disponível em: https://l1nk.dev/ia9oaaq. Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)

Considere o seguinte trecho para análise:

"A viagem, assim, não rompe com o cotidiano, ela só o reproduz em outro cenário. Soma-se a isso a proliferação dos algoritmos, cada vez mais treinados e afiados. Destinos já não são descobertos, e sim sugeridos."
A respeito da regência verbal, registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)O verbo "romper" pode reger seu complemento com várias preposições, o que conferirá ao texto sentidos diferentes. No caso dado, o sentido de "romper" é de "opor-se, resistir", dado pela preposição "com".

(__)O verbo "romper", nesse contexto, pode ser acompanhado pela preposição "sobre", sem comprometer o sentido construído. O mesmo não acontece se for usada a preposição "em", pois ela mudaria o sentido.

(__)A regência construída pelo verbo "somar-se" está correta e confere, ao contexto, o sentido de "agregar, juntar para formar uma totalidade".

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4121649 Português
Leia o texto 1 para responder à questão.

Texto 1 

Captura_de tela 2026-06-17 184012.png (662×488)

Captura_de tela 2026-06-17 184025.png (657×397)

Disponível em: https://www.migalhas.com.br/depeso/454094/superendividamento-a-lei-que-protege-quem-nao-consegue-pagar. Acesso em 01 maio 2026 (Adaptado).
Considerando o trecho, extraído do texto 1 “Em vez de negociar com cada credor isoladamente, o devedor pode acionar um procedimento que reúne todos os credores de dívidas de consumo em uma única audiência de conciliação, com apresentação de plano de pagamento unificado [...]” (linhas 25-28), analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.

( ) O termo “que” é uma conjunção integrante que introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
( ) A expressão “de consumo” atua como um adjunto adnominal, caracterizando o tipo de dívida mencionada.
( ) No trecho “reúne todos os credores”, o termo “todos” é um pronome substantivo que exerce função de núcleo do objeto direto.
( ) O vocábulo “isoladamente” é um advérbio de modo porque indica a maneira como a ação de negociar é praticada no contexto.
( ) A expressão “em vez de” pode ser substituída por “ao invés de” sem alteração de sentido, pois ambas são equivalentes em qualquer contexto.

A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é 
Alternativas
Q4121648 Português
Leia o texto 1 para responder à questão.

Texto 1 

Captura_de tela 2026-06-17 184012.png (662×488)

Captura_de tela 2026-06-17 184025.png (657×397)

Disponível em: https://www.migalhas.com.br/depeso/454094/superendividamento-a-lei-que-protege-quem-nao-consegue-pagar. Acesso em 01 maio 2026 (Adaptado).
Sobre os vocábulos e expressões destacados a seguir, extraídos do texto 1, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.

( ) No trecho: “O aposentado recebe ligações [...]” (linha 22), o termo destacado é um pronome demonstrativo.
( ) Os verbos “elimina” (linha 18), “cria” (linha 19) e “recebe” (linha 22) estão no presente do subjuntivo, indicando uma hipótese ou desejo do autor.
( ) No trecho: “[...] ofertas agressivas, renovações sucessivas [...]” (linha 19), os adjetivos destacados estão flexionados no feminino plural para concordar com os substantivos a que se referem.
( ) No fragmento: “O desconto automático [...] elimina o risco de inadimplência” (linha 18), o verbo destacado é transitivo direto, tendo “o risco de inadimplência” como seu objeto direto.
( ) No trecho: “[...] o dinheiro da renda vai embora antes de qualquer despesa com dignidade” (linhas 23-24), a expressão destacada apresenta linguagem figurada, ou seja, uma personificação.

A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é 
Alternativas
Q4121647 Português
Leia o texto 1 para responder à questão.

Texto 1 

Captura_de tela 2026-06-17 184012.png (662×488)

Captura_de tela 2026-06-17 184025.png (657×397)

Disponível em: https://www.migalhas.com.br/depeso/454094/superendividamento-a-lei-que-protege-quem-nao-consegue-pagar. Acesso em 01 maio 2026 (Adaptado).
Analise a estrutura do fragmento de texto extraído do texto 1: “O primeiro passo é organizar as informações: renda mensal líquida, despesas básicas fixas e lista completa de dívidas com os respectivos credores e valores” (linhas 42-43).

Sobre o paralelismo sintático apresentado no fragmento de texto acima, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4121646 Português
Leia o texto 1 para responder à questão.

Texto 1 

Captura_de tela 2026-06-17 184012.png (662×488)

Captura_de tela 2026-06-17 184025.png (657×397)

Disponível em: https://www.migalhas.com.br/depeso/454094/superendividamento-a-lei-que-protege-quem-nao-consegue-pagar. Acesso em 01 maio 2026 (Adaptado).
Analise as orações destacadas nos períodos a seguir, extraídos do texto 1.

Período I: “A lei 14.181/21, que alterou o CDC, reconheceu que esse fenômeno não é um problema moral do devedor [...]” (linhas 4-5).
Período II: "O problema é que essa mesma automaticidade cria um incentivo perverso [...] (linhas 18-19).

A oração destacada no período I é classificada como __________________________ e a oração destacada no período II é uma oração ____________________________________.

A alternativa que preenche, correta e sequencialmente, as lacunas do trecho acima é 
Alternativas
Q4121645 Português
Leia o texto 1 para responder à questão.

Texto 1 

Captura_de tela 2026-06-17 184012.png (662×488)

Captura_de tela 2026-06-17 184025.png (657×397)

Disponível em: https://www.migalhas.com.br/depeso/454094/superendividamento-a-lei-que-protege-quem-nao-consegue-pagar. Acesso em 01 maio 2026 (Adaptado).
Considere o trecho: “A lei protege o consumidor pessoa natural de boa-fé [...]” (linha 8).

A alternativa que apresenta a transposição correta da oração acima para a voz passiva analítica é 
Alternativas
Q4121644 Português
Leia o texto 1 para responder à questão.

Texto 1 

Captura_de tela 2026-06-17 184012.png (662×488)

Captura_de tela 2026-06-17 184025.png (657×397)

Disponível em: https://www.migalhas.com.br/depeso/454094/superendividamento-a-lei-que-protege-quem-nao-consegue-pagar. Acesso em 01 maio 2026 (Adaptado).
Analise o período a seguir: O art. 4º do decreto 11.150/22 excluiu expressamente as dívidas de crédito consignado da aferição do mínimo existencial. Contudo, muitos especialistas defendem que essa exclusão é inconstitucional, pois fere o princípio da dignidade da pessoa humana.

Sobre os vocábulos destacados no trecho acima, é correto afirmar que 
Alternativas
Q4121056 Português
Leia o texto para responder à questão:


A literatura como remédio: os clássicos e a saúde da alma


   Desde muito, os livros vêm sendo responsáveis por grandes transformações em direções e com efeitos muito variáveis. Vivenciada como uma operação essencialmente solitária e subjetiva, a leitura de obras literárias foi sempre considerada uma experiência tão poderosa quanto perigosa. E, se nem sempre se tenha explicitado a necessidade da supervisão, a importância, pelo menos, da interlocução é algo que aparece como elemento fundamental no contexto da experiência da leitura. Assim, fica evidente que não basta simplesmente incentivar ou promover a leitura de obras literárias, mas que é preciso também, de alguma forma, acompanhá-la.

    Ainda que essencialmente solitária, a leitura pode ser algo excessivamente pesado e difícil para se enfrentar sozinho. Por outro lado, se vencidas as dificuldades iniciais de falta de hábito e compreensão, o grande poder mobilizador da leitura praticamente exige uma dinâmica de expressão e compartilhamento, concretizada numa situação de interlocução, para que esse processo ocorra de forma saudável e produtiva do ponto de vista da humanização.

    Um dos exemplos mais interessantes nesse sentido talvez seja a biblioterapia, que propõe a leitura de obras literárias como recurso psicoterapêutico. Abordagem fundamentada na teoria de catarse de Aristóteles e na psicanálise freudiana, a biblioterapia surgiu como proposta ainda na década de 1940, porém só mais recentemente, no contexto da busca de abordagens alternativas para os efeitos patológicos causados pelo acirramento da dinâmica desumanizadora da vida moderna, que ela passou a ser mais difundida e utilizada em diversos contextos e modalidades.

   Concomitantemente, porém com um grau de difusão significativamente maior, cabe assinalar o aparecimento dos grupos de leitura ou clubes do livro, onde leitores se reúnem para compartilhar sensações, impressões e opiniões suscitadas pela leitura de determinada obra. Tais dinâmicas, ainda pouco estudadas, porém em franco processo de expansão, parecem operar como elemento incentivador da prática da leitura, ao mesmo tempo em que possibilitam o desdobramento do processo reflexivo, formativo e humanizador que a experiência literária propicia.


(Dante Gallian. São Paulo: Martin Claret, 2019; ePUB. Adaptado)
O trecho do 4° parágrafo “Concomitantemente, porém com um grau de difusão significativamente maior...” pode ser reescrito, preservando seu sentido, como:
Alternativas
Respostas
1841: E
1842: D
1843: D
1844: A
1845: A
1846: D
1847: E
1848: E
1849: B
1850: B
1851: A
1852: D
1853: C
1854: B
1855: B
1856: A
1857: A
1858: C
1859: E
1860: D