Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3957440 Português
Considere fragmento do artigo “Grêmio Estudantil e Convivência Escolar: espaço de participação e construção da coletividade” para responder à questão.


    A atuação com os grêmios tem produzido muitas inquietações e questões para investigação, em um movimento interessante de articulação entre a extensão universitária e a pesquisa acadêmica. Tem gerado, assim, pesquisas em níveis de iniciação científica, mestrado e doutorado, concebidas a partir da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão como um princípio constitucional e epistemológico da universidade pública. [...]
    Entendemos o trabalho junto ao grêmio estudantil como espaço privilegiado para rompermos com práticas verticalizadas e autoritárias presentes na educação escolar, assim como para a transformação da relação entre aluno e escola. No caso da implementação de grêmios escolares, é necessário que este tenha condições objetivas para ser livre e independente, como preconiza a Lei dos Grêmios Livres (Brasil, 1985). Ou seja, que não haja interferência direta da equipe gestora ou das professoras nas eleições e deliberações do grêmio, mas que ao invés disso seja defendida, propiciada e desenvolvida a autonomia deste coletivo estudantil. Temos defendido que os grêmios têm um papel importante no âmbito da educação para a democracia, da formação de cidadãos críticos, que participem mais ativamente da vida pública, da defesa e da conquista de direitos (Paro, 2001; Asbahr, 2022).



Claudino-Kamazaki, S. G., Santos, C. C. P., & Asbahr, F. da S. F. (2025). Grêmio Estudantil e Convivência Escolar: espaço de participação e construção da coletividade. Obutchénie. Revista De Didática E Psicologia Pedagógica, 9 (Contínua), e 2025-36. https://doi.org/10.14393/OBv9.e2025-36
Na frase “Temos defendido que os grêmios têm um papel importante no âmbito da educação para a democracia”, o item grifado exerce a função sintática de: 
Alternativas
Q3957371 Português
A última crônica

    A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.

    Ao fundo do botequim um casal acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma criancinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.

    Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando- -se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.

    A criancinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.

    São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca- -Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A criancinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso. Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.

(SABINO, Fernando. A última crônica. In: Para gostar de ler – Crônicas. Vol. 5. São Paulo: Ática, 2003. Adaptado.) 
Dentre os trechos a seguir, assinale aquele em que o termo destacado é conjunção e em que o período é corretamente classificado quanto à sua estrutura sintática.
Alternativas
Q3957370 Português
A última crônica

    A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.

    Ao fundo do botequim um casal acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma criancinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.

    Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando- -se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.

    A criancinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.

    São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca- -Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A criancinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso. Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.

(SABINO, Fernando. A última crônica. In: Para gostar de ler – Crônicas. Vol. 5. São Paulo: Ática, 2003. Adaptado.) 
No trecho “Visava ao circunstancial, ao episódico” (1º§), a estrutura sintática resulta da regência do verbo “visar”. Nesse sentido, assinale a alternativa que indica corretamente a regência do verbo e a função sintática dos termos destacados.
Alternativas
Q3957367 Português
A última crônica

    A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.

    Ao fundo do botequim um casal acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma criancinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.

    Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando- -se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.

    A criancinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.

    São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca- -Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A criancinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso. Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.

(SABINO, Fernando. A última crônica. In: Para gostar de ler – Crônicas. Vol. 5. São Paulo: Ática, 2003. Adaptado.) 
Considerando os trechos “Passo a observá-los.” (3º§); “[…] larga-o no pratinho – […]” (3º§); e “[…] torna a guardá-las na bolsa.” (5º§), analise as afirmativas a seguir.
I. Em “observá-los”, o pronome “-los” classifica-se como pessoal oblíquo átono, que retoma os frequentadores observados pelo narrador, exercendo a função de objeto direto do verbo.
II. O acento gráfico em “observá-los” justifica-se porque, com a ênclise, o verbo passa a ser uma oxítona terminada em “a”, exigindo acento agudo segundo as normas ortográficas do português.
III. Em “larga-o no pratinho” e “guardá-las na bolsa”, os pronomes destacados retomam, respectivamente, “o bolo” e “as velas”, sendo ambos classificados como pronomes pessoais oblíquos átonos.
Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q3957364 Português
A última crônica

    A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.

    Ao fundo do botequim um casal acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma criancinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.

    Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando- -se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.

    A criancinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.

    São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca- -Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A criancinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso. Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.

(SABINO, Fernando. A última crônica. In: Para gostar de ler – Crônicas. Vol. 5. São Paulo: Ática, 2003. Adaptado.) 
No trecho “[…] quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, […]” (1º§), o termo “quer”, do ponto de vista morfossintático, trata-se de: 
Alternativas
Q3957172 Português
TEXTO 01


Saúde mental: especialistas alertam
para a perigosa ‘epidemia de diagnósticos’


    Ao longo de boa parte do século XX, recaía sobre o sofrimento psíquico alta dose de desconhecimento e preconceito, e o tormento era logo alojado no escaninho da inadequação social, da fraqueza e até do desvio moral. Quem deixasse entrever uma instabilidade emocional mais profunda não raro se via afastado da vida em sociedade e acabava internado num hospital.( ) A ciência então evoluiu, encontrando formas eficazes de duelar contra os males da mente, que ganharam nomenclaturas hoje tão difundidas – depressão, ansiedade e outros tantos transtornos.
    ( ) Os especialistas têm observado um efeito colateral: o diagnóstico dessas doenças disparou de forma preocupante. Uma ala séria da medicina mundial afirma haver aí excessos tanto por parte dos profissionais, que estariam se precipitando ao prescrever remédios de tarja preta sem uma observação mais consistente do paciente, como por parte de pessoas que, diante de cansaço, estresse e tristeza, recorrem por conta própria a ansiolíticos e antidepressivos – sobretudo a turma jovem. Um dos mais respeitados estudiosos do tema, o psiquiatra Luis Augusto Rohde, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, lançou um alerta sobre a questão que reverberou no meio médico. “As condições de saúde mental não funcionam como um teste de gravidez, com resultado positivo ou negativo. O ponto de corte é sempre em alguma medida , arbitrário”, afirma ele, que diz estar em curso uma epidemia dos “diagnósticos fast-food”, fruto de consultas rápidas e inexperiência. “Quando o médico não tem formação adequada, há o risco de indicar remédios inadequados que podem levar à dependência”, enfatiza. (...) “Existe uma confusão muito grande sobre o que é , de fato, um transtorno mental e o que faz parte das tensões normais da vida”, observa Miriam Gorender, diretora da Associação Brasileira de Psiquiatria. (...)
     Em seu best-seller Nação Dopamina, a psiquiatra Anna Lembke, da Universidade de Stanford, descreve o mundo de hoje em um desequilíbrio crônico entre prazer e dor, no qual as pessoas, cercadas de estímulos recompensadores, tendem a rejeitar o desconforto. É nesse ponto que se abre a brecha para o que o filósofo francês Michel Foucault ( 1926 – 1984) chamou de “medicalização da vida”, referindo-se à propensão humana de transformar sentimentos e emoções em condições médicas. “Nem toda criança agitada tem TDAH, assim como nem todo adulto distraído está doente”, resume o neuropediatra Mauro Muszkat. Nada como ciência elevada, bons médicos e sensatez para navegar em meio à tamanha complexidade e manter a mente saudável.


(veja.abril.com.br/saúde/saúde-mental-especialistas-alertam -para-a-perigosa-epidemia-de-diagnosticos/textoadaptado. Acesso em: 7 fev. 2026)  
Considerando as relações de sintaxe estabelecidas nas orações a seguir, relacione adequadamente as colunas , considerando os termos destacados:

1. Pronome reflexivo. 2. Conjunção coordenativa. 3. Pronome relativo. 4. Predicado nominal.

( ) O fenômeno é encabeçado pela jovem geração Z. ( ) “(...) referindo-se à propensão humana(...)” ( ) “(...) Nem toda criança agitada(...)” ( ) “(...) uma multidão que antes penava em silêncio,(...)”

A sequência está correta em:
Alternativas
Q3957171 Português
TEXTO 01


Saúde mental: especialistas alertam
para a perigosa ‘epidemia de diagnósticos’


    Ao longo de boa parte do século XX, recaía sobre o sofrimento psíquico alta dose de desconhecimento e preconceito, e o tormento era logo alojado no escaninho da inadequação social, da fraqueza e até do desvio moral. Quem deixasse entrever uma instabilidade emocional mais profunda não raro se via afastado da vida em sociedade e acabava internado num hospital.( ) A ciência então evoluiu, encontrando formas eficazes de duelar contra os males da mente, que ganharam nomenclaturas hoje tão difundidas – depressão, ansiedade e outros tantos transtornos.
    ( ) Os especialistas têm observado um efeito colateral: o diagnóstico dessas doenças disparou de forma preocupante. Uma ala séria da medicina mundial afirma haver aí excessos tanto por parte dos profissionais, que estariam se precipitando ao prescrever remédios de tarja preta sem uma observação mais consistente do paciente, como por parte de pessoas que, diante de cansaço, estresse e tristeza, recorrem por conta própria a ansiolíticos e antidepressivos – sobretudo a turma jovem. Um dos mais respeitados estudiosos do tema, o psiquiatra Luis Augusto Rohde, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, lançou um alerta sobre a questão que reverberou no meio médico. “As condições de saúde mental não funcionam como um teste de gravidez, com resultado positivo ou negativo. O ponto de corte é sempre em alguma medida , arbitrário”, afirma ele, que diz estar em curso uma epidemia dos “diagnósticos fast-food”, fruto de consultas rápidas e inexperiência. “Quando o médico não tem formação adequada, há o risco de indicar remédios inadequados que podem levar à dependência”, enfatiza. (...) “Existe uma confusão muito grande sobre o que é , de fato, um transtorno mental e o que faz parte das tensões normais da vida”, observa Miriam Gorender, diretora da Associação Brasileira de Psiquiatria. (...)
     Em seu best-seller Nação Dopamina, a psiquiatra Anna Lembke, da Universidade de Stanford, descreve o mundo de hoje em um desequilíbrio crônico entre prazer e dor, no qual as pessoas, cercadas de estímulos recompensadores, tendem a rejeitar o desconforto. É nesse ponto que se abre a brecha para o que o filósofo francês Michel Foucault ( 1926 – 1984) chamou de “medicalização da vida”, referindo-se à propensão humana de transformar sentimentos e emoções em condições médicas. “Nem toda criança agitada tem TDAH, assim como nem todo adulto distraído está doente”, resume o neuropediatra Mauro Muszkat. Nada como ciência elevada, bons médicos e sensatez para navegar em meio à tamanha complexidade e manter a mente saudável.


(veja.abril.com.br/saúde/saúde-mental-especialistas-alertam -para-a-perigosa-epidemia-de-diagnosticos/textoadaptado. Acesso em: 7 fev. 2026)  
Analise as afirmações abaixo sobre os termos da oração e à compreensão textual:

I. O verbo da oração: “A ciência então evoluiu” é intransitivo.
II. (...) “alta dose de desconhecimento e preconceito “ tem a função sintática de complemento verbal do verbo “recaía”.
III. A expressão “As condições de saúde mental” é o sujeito de todo o período onde está localizado.
IV. A expressão “Ao longo de boa parte do século XX” tem a função sintática de adjunto adverbial de lugar.


Marque a alternativa correta:
Alternativas
Q3957170 Português
TEXTO 01


Saúde mental: especialistas alertam
para a perigosa ‘epidemia de diagnósticos’


    Ao longo de boa parte do século XX, recaía sobre o sofrimento psíquico alta dose de desconhecimento e preconceito, e o tormento era logo alojado no escaninho da inadequação social, da fraqueza e até do desvio moral. Quem deixasse entrever uma instabilidade emocional mais profunda não raro se via afastado da vida em sociedade e acabava internado num hospital.( ) A ciência então evoluiu, encontrando formas eficazes de duelar contra os males da mente, que ganharam nomenclaturas hoje tão difundidas – depressão, ansiedade e outros tantos transtornos.
    ( ) Os especialistas têm observado um efeito colateral: o diagnóstico dessas doenças disparou de forma preocupante. Uma ala séria da medicina mundial afirma haver aí excessos tanto por parte dos profissionais, que estariam se precipitando ao prescrever remédios de tarja preta sem uma observação mais consistente do paciente, como por parte de pessoas que, diante de cansaço, estresse e tristeza, recorrem por conta própria a ansiolíticos e antidepressivos – sobretudo a turma jovem. Um dos mais respeitados estudiosos do tema, o psiquiatra Luis Augusto Rohde, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, lançou um alerta sobre a questão que reverberou no meio médico. “As condições de saúde mental não funcionam como um teste de gravidez, com resultado positivo ou negativo. O ponto de corte é sempre em alguma medida , arbitrário”, afirma ele, que diz estar em curso uma epidemia dos “diagnósticos fast-food”, fruto de consultas rápidas e inexperiência. “Quando o médico não tem formação adequada, há o risco de indicar remédios inadequados que podem levar à dependência”, enfatiza. (...) “Existe uma confusão muito grande sobre o que é , de fato, um transtorno mental e o que faz parte das tensões normais da vida”, observa Miriam Gorender, diretora da Associação Brasileira de Psiquiatria. (...)
     Em seu best-seller Nação Dopamina, a psiquiatra Anna Lembke, da Universidade de Stanford, descreve o mundo de hoje em um desequilíbrio crônico entre prazer e dor, no qual as pessoas, cercadas de estímulos recompensadores, tendem a rejeitar o desconforto. É nesse ponto que se abre a brecha para o que o filósofo francês Michel Foucault ( 1926 – 1984) chamou de “medicalização da vida”, referindo-se à propensão humana de transformar sentimentos e emoções em condições médicas. “Nem toda criança agitada tem TDAH, assim como nem todo adulto distraído está doente”, resume o neuropediatra Mauro Muszkat. Nada como ciência elevada, bons médicos e sensatez para navegar em meio à tamanha complexidade e manter a mente saudável.


(veja.abril.com.br/saúde/saúde-mental-especialistas-alertam -para-a-perigosa-epidemia-de-diagnosticos/textoadaptado. Acesso em: 7 fev. 2026)  
Observe o fragmento: “Um dos mais respeitados estudiosos do tema, o psiquiatra Luis Augusto Rohde, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, lançou um alerta sobre a questão que reverberou no meio médico.” Sobre o emprego das vírgulas, nesse trecho, marque a alternativa correta:
Alternativas
Q3957130 Português

Considere a imagem que segue para responder à questão.


texto_2.jpg (572×282)

Sobre a frase “Ufa, estou cheio”, considerando a estrutura sintática da oração, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3957127 Português
Considere o texto que segue para responder à questão.

Educação inclusiva no Brasil tem avanços lentos e desafios persistentes

Enquanto cresce o número de estudantes especiais nas escolas, a qualidade do ensino ainda é um desfio a ser vencido, segundo especialista

        Os dados do Censo Escolar de 2023, realizado pelo Ministério da Educação e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apontam para um aumento expressivo nas matrículas de estudantes da educação especial, que ultrapassaram 1,7 milhão no último ano. Esse avanço reflete um maior acesso às instituições de ensino, mas, segundo a professora Cristina Pedroso, do curso de Pedagogia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, apenas a ampliação do número de matrículas não basta. “É preciso garantir que essa educação seja ofertada com qualidade e atenda às necessidades específicas de cada aluno”, destaca.

        A educação inclusiva, como explica Cristina, é um compromisso global firmado a partir da Conferência Mundial de Educação para Todos em 1990, na Tailândia, e tem avançado no Brasil com políticas que buscam assegurar acesso, permanência e qualidade nos processos escolares para todos os alunos, incluindo aqueles com deficiência, transtornos do espectro autista e altas habilidades ou superdotação. No entanto, os desafios ainda são grandes, especialmente na formação docente e na estruturação das escolas.

        Desde a década de 1990, o Brasil tem acumulado avanços e retrocessos no campo da educação inclusiva. “A formação de professores, a oferta de recursos humanos, materiais e tecnológicos e o financiamento adequado são questões ainda insuficientemente resolvidas”, afirma. Segundo ela, as escolas enfrentam dificuldades para se reorganizarem física, pedagógica e filosoficamente para atender às demandas inclusivas. “As crianças encontram contextos despreparados, e os professores lidam com falta de recursos e formação insuficiente”, aponta.

        A professora ressalta que a formação inicial nos cursos de Pedagogia apresenta lacunas significativas. “Hoje o currículo contempla apenas uma ou duas disciplinas relacionadas à educação especial e Libras, o que é muito pouco. Essa formação genérica não considera as especificidades dos estudantes e das escolas. Além disso, a extinção de habilitações específicas na área, em 2006, agravou o problema.”

        Apesar disso, algumas iniciativas têm se destacado. Cristina cita práticas colaborativas desenvolvidas em alguns municípios, que promovem formação continuada e articulação entre professores regulares e especialistas em educação especial. “Essas práticas têm o potencial de transformar a qualidade do ensino, mas ainda são exceção no cenário nacional”, comenta.

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Na frase “Desde a década de 1990, o Brasil tem acumulado avanços e retrocessos no campo da educação inclusiva”, o termo grifado é isolado por vírgulas porque: 
Alternativas
Q3957124 Português
Considere o texto que segue para responder à questão.

Educação inclusiva no Brasil tem avanços lentos e desafios persistentes

Enquanto cresce o número de estudantes especiais nas escolas, a qualidade do ensino ainda é um desfio a ser vencido, segundo especialista

        Os dados do Censo Escolar de 2023, realizado pelo Ministério da Educação e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apontam para um aumento expressivo nas matrículas de estudantes da educação especial, que ultrapassaram 1,7 milhão no último ano. Esse avanço reflete um maior acesso às instituições de ensino, mas, segundo a professora Cristina Pedroso, do curso de Pedagogia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, apenas a ampliação do número de matrículas não basta. “É preciso garantir que essa educação seja ofertada com qualidade e atenda às necessidades específicas de cada aluno”, destaca.

        A educação inclusiva, como explica Cristina, é um compromisso global firmado a partir da Conferência Mundial de Educação para Todos em 1990, na Tailândia, e tem avançado no Brasil com políticas que buscam assegurar acesso, permanência e qualidade nos processos escolares para todos os alunos, incluindo aqueles com deficiência, transtornos do espectro autista e altas habilidades ou superdotação. No entanto, os desafios ainda são grandes, especialmente na formação docente e na estruturação das escolas.

        Desde a década de 1990, o Brasil tem acumulado avanços e retrocessos no campo da educação inclusiva. “A formação de professores, a oferta de recursos humanos, materiais e tecnológicos e o financiamento adequado são questões ainda insuficientemente resolvidas”, afirma. Segundo ela, as escolas enfrentam dificuldades para se reorganizarem física, pedagógica e filosoficamente para atender às demandas inclusivas. “As crianças encontram contextos despreparados, e os professores lidam com falta de recursos e formação insuficiente”, aponta.

        A professora ressalta que a formação inicial nos cursos de Pedagogia apresenta lacunas significativas. “Hoje o currículo contempla apenas uma ou duas disciplinas relacionadas à educação especial e Libras, o que é muito pouco. Essa formação genérica não considera as especificidades dos estudantes e das escolas. Além disso, a extinção de habilitações específicas na área, em 2006, agravou o problema.”

        Apesar disso, algumas iniciativas têm se destacado. Cristina cita práticas colaborativas desenvolvidas em alguns municípios, que promovem formação continuada e articulação entre professores regulares e especialistas em educação especial. “Essas práticas têm o potencial de transformar a qualidade do ensino, mas ainda são exceção no cenário nacional”, comenta.

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Sobre o termo grifado na frase “Esse avanço reflete um maior acesso às instituições de ensino, mas [...] apenas a ampliação do número de matrículas não basta” (primeiro parágrafo), analise as afirmativas que seguem.
I. A conjunção “mas” estabelece uma relação de oposição/contraste entre a ideia de avanço no acesso e a insuficiência desse avanço para garantir qualidade.
II. O termo “mas” poderia ser substituído, sem prejuízo de sentido, por expressões como “portanto” ou “entretanto”.
III. A presença da conjunção “mas” indica uma relação de causa e consequência entre as duas orações.
IV. O uso de “mas” contribui para a construção argumentativa do texto, ao relativizar a informação apresentada anteriormente.
V. A conjunção “mas” tem valor adversativo, pois introduz uma justificativa sobre o assunto.
Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3956597 Português
TEXTO 01

Pertencimento é a política pública mais negligenciada do Brasil

    O Brasil ainda não entendeu que jovens não se perdem sozinhos; eles são empurrados por estruturas frágeis, políticas desconectadas e vínculos rompidos. Como fundador, psicólogo e diretor do Reflexões da Liberdade, acompanhei milhares de trajetórias que mostram a mesma lógica: quando falta pertencimento, tudo falta. Quando existe presença, tudo começa.

    Lembro de um adolescente de 14 anos que me perguntou: “Tio, se a vida fosse diferente, eu também seria?”. Essa pergunta resume a desigualdade emocional do país. Ela não nasce da rebeldia, mas da solidão estrutural que atravessa territórios vulneráveis, famílias exaustas e escolas sobrecarregadas. A sociedade interpreta comportamentos como problemas. Eu vejo respostas de sobrevivência. Dados confirmam essa realidade: insegurança alimentar, ausência de atividades formativas, serviços que não chegam e jovens que caminham sem adultos disponíveis para orientá-los.(...)

    No Reflexões da Liberdade, seguimos outra direção: escuta qualificada, reconstrução emocional, acompanhamento contínuo e articulação com escola, saúde, assistência, justiça e empresas.(...) Transformação não é discurso; é processo. Exige equipes treinadas, políticas integradas, financiamento real e coragem moral para enfrentar desigualdades que se repetem há décadas. (...) Escrevo porque ainda vejo, todos os dias, a vida voltando para os olhos de alguém, quando finalmente encontra espaço para existir. Se a vida fosse diferente, aqueles jovens seriam outros. E, nós, enquanto sociedade, também seríamos. Quando o Estado chega apenas depois do dano, ele chega tarde. Quando a sociedade civil atua sozinha, ela atua limitada.

    Quando a escola tenta resolver tudo, ela se esgota. Mas quando cada setor assume sua parte e age com responsabilidade compartilhada, o jovem deixa de ser alvo e passa a ser sujeito. (...)

(Disponivel https://www1.folha.uol.com.br/colunas/papo-de-responsa/2026/01//pertencimento-e-a-politica-publica-mais-negligenciada- -do-brasil.Emerson Ferreira.Acesso 22.jan.2026. Texto adaptado)
Avalie a oração: “Lembro de um adolescente de 14 anos...” Marque a alternativa que apresenta a regência do verbo “lembro” nesse contexto: 
Alternativas
Q3956595 Português
TEXTO 01

Pertencimento é a política pública mais negligenciada do Brasil

    O Brasil ainda não entendeu que jovens não se perdem sozinhos; eles são empurrados por estruturas frágeis, políticas desconectadas e vínculos rompidos. Como fundador, psicólogo e diretor do Reflexões da Liberdade, acompanhei milhares de trajetórias que mostram a mesma lógica: quando falta pertencimento, tudo falta. Quando existe presença, tudo começa.

    Lembro de um adolescente de 14 anos que me perguntou: “Tio, se a vida fosse diferente, eu também seria?”. Essa pergunta resume a desigualdade emocional do país. Ela não nasce da rebeldia, mas da solidão estrutural que atravessa territórios vulneráveis, famílias exaustas e escolas sobrecarregadas. A sociedade interpreta comportamentos como problemas. Eu vejo respostas de sobrevivência. Dados confirmam essa realidade: insegurança alimentar, ausência de atividades formativas, serviços que não chegam e jovens que caminham sem adultos disponíveis para orientá-los.(...)

    No Reflexões da Liberdade, seguimos outra direção: escuta qualificada, reconstrução emocional, acompanhamento contínuo e articulação com escola, saúde, assistência, justiça e empresas.(...) Transformação não é discurso; é processo. Exige equipes treinadas, políticas integradas, financiamento real e coragem moral para enfrentar desigualdades que se repetem há décadas. (...) Escrevo porque ainda vejo, todos os dias, a vida voltando para os olhos de alguém, quando finalmente encontra espaço para existir. Se a vida fosse diferente, aqueles jovens seriam outros. E, nós, enquanto sociedade, também seríamos. Quando o Estado chega apenas depois do dano, ele chega tarde. Quando a sociedade civil atua sozinha, ela atua limitada.

    Quando a escola tenta resolver tudo, ela se esgota. Mas quando cada setor assume sua parte e age com responsabilidade compartilhada, o jovem deixa de ser alvo e passa a ser sujeito. (...)

(Disponivel https://www1.folha.uol.com.br/colunas/papo-de-responsa/2026/01//pertencimento-e-a-politica-publica-mais-negligenciada- -do-brasil.Emerson Ferreira.Acesso 22.jan.2026. Texto adaptado)
Avalie o seguinte trecho do texto:(...) “eles são empurrados por estruturas frágeis, políticas desconectadas e vínculos rompidos”. Marque a alternativa que apresenta a classificação do sujeito dessa frase:
Alternativas
Q3956594 Português
TEXTO 01

Pertencimento é a política pública mais negligenciada do Brasil

    O Brasil ainda não entendeu que jovens não se perdem sozinhos; eles são empurrados por estruturas frágeis, políticas desconectadas e vínculos rompidos. Como fundador, psicólogo e diretor do Reflexões da Liberdade, acompanhei milhares de trajetórias que mostram a mesma lógica: quando falta pertencimento, tudo falta. Quando existe presença, tudo começa.

    Lembro de um adolescente de 14 anos que me perguntou: “Tio, se a vida fosse diferente, eu também seria?”. Essa pergunta resume a desigualdade emocional do país. Ela não nasce da rebeldia, mas da solidão estrutural que atravessa territórios vulneráveis, famílias exaustas e escolas sobrecarregadas. A sociedade interpreta comportamentos como problemas. Eu vejo respostas de sobrevivência. Dados confirmam essa realidade: insegurança alimentar, ausência de atividades formativas, serviços que não chegam e jovens que caminham sem adultos disponíveis para orientá-los.(...)

    No Reflexões da Liberdade, seguimos outra direção: escuta qualificada, reconstrução emocional, acompanhamento contínuo e articulação com escola, saúde, assistência, justiça e empresas.(...) Transformação não é discurso; é processo. Exige equipes treinadas, políticas integradas, financiamento real e coragem moral para enfrentar desigualdades que se repetem há décadas. (...) Escrevo porque ainda vejo, todos os dias, a vida voltando para os olhos de alguém, quando finalmente encontra espaço para existir. Se a vida fosse diferente, aqueles jovens seriam outros. E, nós, enquanto sociedade, também seríamos. Quando o Estado chega apenas depois do dano, ele chega tarde. Quando a sociedade civil atua sozinha, ela atua limitada.

    Quando a escola tenta resolver tudo, ela se esgota. Mas quando cada setor assume sua parte e age com responsabilidade compartilhada, o jovem deixa de ser alvo e passa a ser sujeito. (...)

(Disponivel https://www1.folha.uol.com.br/colunas/papo-de-responsa/2026/01//pertencimento-e-a-politica-publica-mais-negligenciada- -do-brasil.Emerson Ferreira.Acesso 22.jan.2026. Texto adaptado)
Observe o fragmento extraído do texto:

“Quando o Estado chega apenas depois do dano, ele chega tarde. Quando a sociedade civil atua sozinha, ela atua limitada”.

Marque a alternativa que apresenta o número de períodos e orações que o constituem:
Alternativas
Q3956593 Português
TEXTO 01

Pertencimento é a política pública mais negligenciada do Brasil

    O Brasil ainda não entendeu que jovens não se perdem sozinhos; eles são empurrados por estruturas frágeis, políticas desconectadas e vínculos rompidos. Como fundador, psicólogo e diretor do Reflexões da Liberdade, acompanhei milhares de trajetórias que mostram a mesma lógica: quando falta pertencimento, tudo falta. Quando existe presença, tudo começa.

    Lembro de um adolescente de 14 anos que me perguntou: “Tio, se a vida fosse diferente, eu também seria?”. Essa pergunta resume a desigualdade emocional do país. Ela não nasce da rebeldia, mas da solidão estrutural que atravessa territórios vulneráveis, famílias exaustas e escolas sobrecarregadas. A sociedade interpreta comportamentos como problemas. Eu vejo respostas de sobrevivência. Dados confirmam essa realidade: insegurança alimentar, ausência de atividades formativas, serviços que não chegam e jovens que caminham sem adultos disponíveis para orientá-los.(...)

    No Reflexões da Liberdade, seguimos outra direção: escuta qualificada, reconstrução emocional, acompanhamento contínuo e articulação com escola, saúde, assistência, justiça e empresas.(...) Transformação não é discurso; é processo. Exige equipes treinadas, políticas integradas, financiamento real e coragem moral para enfrentar desigualdades que se repetem há décadas. (...) Escrevo porque ainda vejo, todos os dias, a vida voltando para os olhos de alguém, quando finalmente encontra espaço para existir. Se a vida fosse diferente, aqueles jovens seriam outros. E, nós, enquanto sociedade, também seríamos. Quando o Estado chega apenas depois do dano, ele chega tarde. Quando a sociedade civil atua sozinha, ela atua limitada.

    Quando a escola tenta resolver tudo, ela se esgota. Mas quando cada setor assume sua parte e age com responsabilidade compartilhada, o jovem deixa de ser alvo e passa a ser sujeito. (...)

(Disponivel https://www1.folha.uol.com.br/colunas/papo-de-responsa/2026/01//pertencimento-e-a-politica-publica-mais-negligenciada- -do-brasil.Emerson Ferreira.Acesso 22.jan.2026. Texto adaptado)
Considere a oração: “Tio, se a vida fosse diferente, eu também seria?” Marque a alternativa que apresenta a função do vocábulo “Tio”, conforme o contexto empregado:
Alternativas
Q3955462 Português
“Eis uma resposta _______ discordo radicalmente.”
Assinale a alternativa cujo elemento preenche corretamente o espaço em branco da frase acima, de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q3955457 Português
Assinale a alternativa que apresenta um período com o sentido de comparação: 
Alternativas
Q3955455 Português
“_______ vários papéis para serem assinados por você.”
Assinale a alternativa cujo elemento preenche corretamente o espaço em branco da frase acima, de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q3955315 Português
“Há beleza na velhice”, diz Alexandre Kalache, especialista em longevidade


Um dos mais respeitados nomes do mundo na área diz que o Brasil precisa correr para dar conta do envelhecimento da população


    O gerontólogo carioca Alexandre Kalache, de 80 anos, começou a se interessar pelos impactos do envelhecimento na sociedade há cinco décadas, quando ele e o Brasil ainda eram jovens. Como pesquisador da prestigiada Universidade de Oxford, no Reino Unido, e diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), cargo que ocupou entre 1995 e 2008, previu que o país não estava pronto para um aumento do número de idosos em movimento tão acelerado, correndo sério risco de ser incapaz de oferecer qualidade de vida aceitável para a chamada terceira idade, além da dificuldade de o sistema de Previdência manter a aposentadoria de volumoso grupo. O Brasil registra, atualmente, 15% da população com mais de 60 anos. Em 1975, eram 5% e estima-se serem 30% em 2050. Internacionalmente respeitado, Kalache falou à VEJA a respeito do futuro grisalho – que reserva imensos obstáculos, sem dúvida, mas também magníficas oportunidades.

    Quais desafios o Brasil, que envelhece em ritmo tão acelerado, terá de enfrentar no futuro? A principal questão brasileira é ter envelhecido antes de se tornar uma nação próspera. Na prática, as pessoas estão vivendo muito mais, o que é um fato a ser celebrado. Mas o país não se preparou para tal fenômeno, que tem um impacto gigantesco nos sistemas de saúde e Previdência e no próprio PIB. Também a mão de obra encolhe, já que essa multidão de cabeça branca sai do mercado sem que haja reposição em igual velocidade. Nesta era, os brasileiros estão tendo menos filhos, daí a população jovem diminuir em ritmo tão acelerado. Em 2050, haverá o dobro de idosos, que representarão 30% da população.

    Qual, então, o caminho a percorrer para minimizar tais efeitos? A França levou 145 anos para duplicar sua população e nós registraremos o mesmo em apenas dezenove. São oito gerações a menos para se adaptar. Não é pouco. É preciso começar já a criar políticas para esticar o tempo das pessoas na ativa, garantindo-lhes condições compatíveis com sua idade. Mas devemos, antes de tudo, fazer uma profunda reflexão sobre o que é ser velho. No Brasil, o grupo da terceira idade ainda é visto como um peso para a sociedade, uma turma de segunda categoria.

    Por que isso ainda ocorre no país? O etarismo ou idadismo, termo cunhado nos anos 1960 pelo meu mentor nos estudos da longevidade, o americano Robert Butler, é um preconceito que contém a mesma carga negativa do racismo ou do machismo. O que observo é que os jovens brasileiros têm a ideia de que valem mais do que os velhos. Por isso, os tratam com certo desdém.

    O senhor chama a atenção em seus artigos para o atual fenômeno da “crise do cuidado”, em que idosos se veem desassistidos, sem familiares para prestar ajuda. Como resolver isso? Quando eu era jovem, minhas primas brigavam para ver quem passava a noite com um parente doente. Mas era um outro Brasil: as mulheres não haviam ingressado no mercado de trabalho. Hoje, ocupam todo tipo de cargo, e ainda se espera delas que sigam com a mesma responsabilidade, ainda que não tenham aquele tempo livre de antes. A sobrecarga é brutal e aí não há dúvida: a mentalidade dos homens precisa mudar. Por incrível que pareça, a antiga ideia de que cuidar é “coisa de mulher” resiste.

    As pessoas revelam ainda muito medo de envelhecer? Apesar de todo o avanço, observo, sim, um grande medo em relação à passagem do tempo. Acham que ficar velho é um mal. Eu mesmo, quando era diretor da Organização Mundial da Saúde, lutei contra a inclusão da terceira idade na classificação internacional de doenças. Consegui barrar o que representaria um retrocesso. Muita gente, porém, é incapaz de reconhecer a beleza desse período e tenta frear o processo a todo custo, de forma artificial.

    Como isso mais ocorre? Esse afã está embutido na crescente busca por procedimentos estéticos para rejuvenescer, muitas vezes prejudiciais. Virou uma epidemia. Quem quer fazer uma intervenção pontual para melhorar a autoestima e se sentir bem que vá em frente: é uma decisão de cada um. O problema são as engrenagens de uma indústria que quer vender a ilusão de que é possível deter o tempo, o que considero um charlatanismo. A busca frenética pela juventude eterna é fútil e reflete uma ansiedade social.

    As redes sociais contribuem para a obsessão de querer parar o tempo? O brasileiro já é hedonista e vive imerso em uma cultura voltada para o belo e o efêmero. As redes só fazem contribuir para isso. Uma turma de influenciadores vive de sedimentar a ideia de que a velhice é indesejável ao vender produtos que se dizem milagrosos para evitá-la a todo preço. Tudo isso acaba tendo o efeito de fazer as pessoas não aproveitarem o que o tempo presente pode trazer de bom, preocupadas que estão com rugas, colágeno e um padrão único de beleza.


(Por: Duda Monteiro de Barros. Revista VEJA, 30 de janeiro de 2026, edição nº 2980. Fragmento.)
Considerando as regras de concordância verbal da língua portuguesa, em “Um dos mais respeitados nomes do mundo na área diz que o Brasil precisa correr para dar conta do envelhecimento da população” (subtítulo), acerca do emprego da forma verbal “diz”, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3955314 Português
“Há beleza na velhice”, diz Alexandre Kalache, especialista em longevidade


Um dos mais respeitados nomes do mundo na área diz que o Brasil precisa correr para dar conta do envelhecimento da população


    O gerontólogo carioca Alexandre Kalache, de 80 anos, começou a se interessar pelos impactos do envelhecimento na sociedade há cinco décadas, quando ele e o Brasil ainda eram jovens. Como pesquisador da prestigiada Universidade de Oxford, no Reino Unido, e diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), cargo que ocupou entre 1995 e 2008, previu que o país não estava pronto para um aumento do número de idosos em movimento tão acelerado, correndo sério risco de ser incapaz de oferecer qualidade de vida aceitável para a chamada terceira idade, além da dificuldade de o sistema de Previdência manter a aposentadoria de volumoso grupo. O Brasil registra, atualmente, 15% da população com mais de 60 anos. Em 1975, eram 5% e estima-se serem 30% em 2050. Internacionalmente respeitado, Kalache falou à VEJA a respeito do futuro grisalho – que reserva imensos obstáculos, sem dúvida, mas também magníficas oportunidades.

    Quais desafios o Brasil, que envelhece em ritmo tão acelerado, terá de enfrentar no futuro? A principal questão brasileira é ter envelhecido antes de se tornar uma nação próspera. Na prática, as pessoas estão vivendo muito mais, o que é um fato a ser celebrado. Mas o país não se preparou para tal fenômeno, que tem um impacto gigantesco nos sistemas de saúde e Previdência e no próprio PIB. Também a mão de obra encolhe, já que essa multidão de cabeça branca sai do mercado sem que haja reposição em igual velocidade. Nesta era, os brasileiros estão tendo menos filhos, daí a população jovem diminuir em ritmo tão acelerado. Em 2050, haverá o dobro de idosos, que representarão 30% da população.

    Qual, então, o caminho a percorrer para minimizar tais efeitos? A França levou 145 anos para duplicar sua população e nós registraremos o mesmo em apenas dezenove. São oito gerações a menos para se adaptar. Não é pouco. É preciso começar já a criar políticas para esticar o tempo das pessoas na ativa, garantindo-lhes condições compatíveis com sua idade. Mas devemos, antes de tudo, fazer uma profunda reflexão sobre o que é ser velho. No Brasil, o grupo da terceira idade ainda é visto como um peso para a sociedade, uma turma de segunda categoria.

    Por que isso ainda ocorre no país? O etarismo ou idadismo, termo cunhado nos anos 1960 pelo meu mentor nos estudos da longevidade, o americano Robert Butler, é um preconceito que contém a mesma carga negativa do racismo ou do machismo. O que observo é que os jovens brasileiros têm a ideia de que valem mais do que os velhos. Por isso, os tratam com certo desdém.

    O senhor chama a atenção em seus artigos para o atual fenômeno da “crise do cuidado”, em que idosos se veem desassistidos, sem familiares para prestar ajuda. Como resolver isso? Quando eu era jovem, minhas primas brigavam para ver quem passava a noite com um parente doente. Mas era um outro Brasil: as mulheres não haviam ingressado no mercado de trabalho. Hoje, ocupam todo tipo de cargo, e ainda se espera delas que sigam com a mesma responsabilidade, ainda que não tenham aquele tempo livre de antes. A sobrecarga é brutal e aí não há dúvida: a mentalidade dos homens precisa mudar. Por incrível que pareça, a antiga ideia de que cuidar é “coisa de mulher” resiste.

    As pessoas revelam ainda muito medo de envelhecer? Apesar de todo o avanço, observo, sim, um grande medo em relação à passagem do tempo. Acham que ficar velho é um mal. Eu mesmo, quando era diretor da Organização Mundial da Saúde, lutei contra a inclusão da terceira idade na classificação internacional de doenças. Consegui barrar o que representaria um retrocesso. Muita gente, porém, é incapaz de reconhecer a beleza desse período e tenta frear o processo a todo custo, de forma artificial.

    Como isso mais ocorre? Esse afã está embutido na crescente busca por procedimentos estéticos para rejuvenescer, muitas vezes prejudiciais. Virou uma epidemia. Quem quer fazer uma intervenção pontual para melhorar a autoestima e se sentir bem que vá em frente: é uma decisão de cada um. O problema são as engrenagens de uma indústria que quer vender a ilusão de que é possível deter o tempo, o que considero um charlatanismo. A busca frenética pela juventude eterna é fútil e reflete uma ansiedade social.

    As redes sociais contribuem para a obsessão de querer parar o tempo? O brasileiro já é hedonista e vive imerso em uma cultura voltada para o belo e o efêmero. As redes só fazem contribuir para isso. Uma turma de influenciadores vive de sedimentar a ideia de que a velhice é indesejável ao vender produtos que se dizem milagrosos para evitá-la a todo preço. Tudo isso acaba tendo o efeito de fazer as pessoas não aproveitarem o que o tempo presente pode trazer de bom, preocupadas que estão com rugas, colágeno e um padrão único de beleza.


(Por: Duda Monteiro de Barros. Revista VEJA, 30 de janeiro de 2026, edição nº 2980. Fragmento.)
Pode-se afirmar que a estrutura linguística apresentada no título do texto demonstra:
Alternativas
Respostas
5041: B
5042: D
5043: B
5044: A
5045: D
5046: D
5047: C
5048: C
5049: C
5050: A
5051: A
5052: A
5053: C
5054: B
5055: A
5056: D
5057: C
5058: D
5059: A
5060: E