Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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Para responder à questão, considere o texto abaixo.
O componente Língua Portuguesa da BNCC dialoga com documentos e orientações curriculares produzidos nas últimas décadas, buscando atualizálos em relação às pesquisas recentes da área e às transformações das práticas de linguagem ocorridas neste século, devidas em grande parte ao desenvolvimento das tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC). Assume-se aqui a perspectiva enunciativo-discursiva de linguagem, já assumida em outros documentos, como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), para os quais a linguagem é “uma forma de ação interindividual orientada para uma finalidade específica; um processo de interlocução que se realiza nas práticas sociais existentes numa sociedade, nos distintos momentos de sua história” (BRASIL, 1998, p. 20).
Tal proposta assume a centralidade do texto como unidade de trabalho e as perspectivas enunciativodiscursivas na abordagem, de forma a sempre relacionar os textos a seus contextos de produção e o desenvolvimento de habilidades ao uso significativo da linguagem em atividades de leitura, escuta e produção de textos em várias mídias e semioses.
Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempointegral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf. Acesso em: 23 out. 2025
Considerando o segundo parágrafo do texto, analise as assertivas abaixo.
I Há uma elipse do verbo “relacionar” na segunda oração do período.
II A locução adverbial “de forma a” estabelece uma relação de conformidade.
III A expressão “de forma a” pode ser substituída adequadamente por “de maneira a”.
IV O pronome “seus” tem como referentes “produção” e “desenvolvimento”.
Das assertivas, estão corretas
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Onde foi parar o tempo?

Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).


I. O sujeito do verbo amplia é classificado como simples.
ll. A palavra artificial é um adjetivo que caracteriza o substantivo concreto inteligência.
lll. As duas palavras acentuadas - inteligência e pública - são paroxítonas.
Está(ão) CoRRETA(S)




l. O termo Ele é um pronome pessoal do caso reto, que cumpre a Íunção de sujeito simples da oração.
ll. O sublinhado em insuportáveis é o prefixo.
lll, O verbo converteu é classificado como pronominal.
lV. Os dois vocábulos acentuados - insuportáveis e biblica - são paroxítonas.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
A classificação do predicado iniciado na linha 07 de acordo com o seu verbo principal está disposta na alternativa:
A palavra “que” (linha 04) inicia um termo sintático classificado como:
O sujeito constituído na linha 07 “Essa primeira hipótese” possui o termo disposto em qual alternativa como sendo o seu núcleo:
O complemento verbal de “interagir” (linha 31) encontra se disposto na linha 32 [com terceiros] e é, sintaticamente, definido como:
O trecho “quando estamos” (linha 10) apresenta um sujeito classificado como:

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
As músicas inofensivas e as dilacerantes
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É difícil escrever sobre música. Palavras sempre ficam aquém da intensidade do som. Canções são obras eróticas, as letras seduzem, o ritmo excita. Música é um afrodisíaco universal. O cinema não vive sem. O amor não vive sem.
Cada um de nós tem seu próprio gosto. A música que a gente prefere é nosso demônio interno ganhando voz, dialogando conosco em privado. É uma troca de segredos entre dois desconhecidos íntimos que se relacionam através de fones de ouvido, ou dentro do carro, no escuro do quarto.
Há quem só escute músicas inofensivas. Você sabe, aquelas que possuem rimas óbvias, melodias calmantes, nenhuma perturbação e que ganham as paradas de sucesso mais condescendentes do universo. As músicas fáceis. Bonitinhas. Descartáveis.
São necessárias. Gosto de muitas delas — preciso delas, inclusive, porque ninguém consegue ser tão endiabrado de segunda a segunda. Uma baladinha bem chiclete, que você cantarola enquanto espera o trem na estação do metrô. Normal. É nossa dose anestésica contra a dor de existir.
Mas prefiro a dor de existir.
Não me identifico com nada que tenha sido composto sem esforço. Quero que a diva que esteja cantando me confesse seus pecados, que o cara que esteja cantando tente me convencer de que está arrependido, que o amor que esteja sendo narrado tenha sido o mais profundo de todos, que a banda me sequestre na calçada da escola e eu passe dois dias em um cativeiro com pôsteres descascados de Jim Morrison nas paredes, quero que a música me coloque no meio de uma estrada, que me tire de onde estou, que tire a roupa que estou.
Que a música (e não estou falando só de rock, mas de jazz, blues, ópera, gospel) me eleve até um ponto em que eu vislumbre o mar lá de cima, as montanhas, as famílias voltando para casa no fim do dia cantarolando refrões - que pareça que eu morri. Quero que ela me tonteie com sua crueza, que me arrebate com sua poesia, que me aproxime de sentimentos impenetráveis, que me revele o lado infernal da sofisticação, quero música que mesmo que eu não entenda o que diz, eu entenda.
A música tem que me invadir de um jeito que me faça duvidar se tenho força para emoções desmedidas – mas tenho. Ela precisa enredar como nos enreda a voz soturna de Tom Waits, os poemas cantados pelo Chico, os gritos rasgantes de Janis, as provocações sensuais de Jagger, os sussurros de João Gilberto. Todas as canções dilacerantes são um pouco criminosas, pois nos abatem e nos condenam ao silêncio, aquele silêncio sagrado em que a gente se escuta, finalmente.
Peixe gigante da Amazônia é pescado em rio na Bahia
Exatos 40 dias após a pesca de um pirarucu de 80 quilos e 2,2 metros de comprimento, outro peixe da mesma espécie, mas ainda mais pesado, foi pescado no mesmo município: Malhada, no sudoeste da Bahia. O segundo exemplar tem 92 quilos e 2,15 metros de comprimento e foi capturado na segunda-feira (26).
O primeiro foi pescado em 16 de abril numa região pantaneira do rio São Francisco conhecida como Quilombo do Pau D'Arco, por sete amigos. O segundo estava na Lagoa do Mucambo, o que indica que o peixe pode ter se espalhado por rios da bacia do São Francisco. Ao todo, foram necessárias cinco pessoas para pescar o pirarucu. O grupo de pescadores pretende vender o animal.
O pirarucu (Arapaima gigas) é uma espécie de peixe de água doce que pertence à família Arapaimidae e é encontrado na Amazônia e em outras regiões específicas da América do Sul. Ele pode atingir até 3 metros de comprimento e pesar até 200 quilos, tornando-se um dos maiores peixes de água doce do mundo. A espécie é carnívora, se alimentando de outros peixes, crustáceos e pequenos animais aquáticos.
Fora de seu habitat, a espécie, que atrai pescadores e turistas, é considerada exótica e põe em risco a fauna nativa. O risco é de impacto na população local de peixes e no ecossistema aquático, já que, nesses rios, não há predadores naturais do pirarucu.
A presença de pirarucus, peixes amazônicos, em locais fora de seu habitat natural, não é algo exclusivo da Bahia. Como mostrou o Estadão, em 2022, pescadores de Cardoso, na região norte do Estado de São Paulo, pescaram espécimes de até 110 quilos no Rio Grande, na divisa com Minas Gerais. Na ocasião, especialistas advertiram que o pirarucu pode se tornar uma ameaça para os peixes nativos dos rios paulistas, por ser voraz e capaz de desestabilizar as cadeias alimentares.
Fonte: Peixe gigante da Amazônia encontrado na Bahia pode afetar a sobrevivência de outros animais do Rio São Francisco | Bahia | G1
