Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
Foram encontradas 51.261 questões
(I) Li um livro muito interessante.
(II) Fiz referência às folhas amareladas do livro.
Juntando os enunciados I e II num só período, fica correta a seguinte alternativa:
Que isso valha pra qualquer pessoa
Que realizar a força que tem uma paixão
Que isso valha pra qualquer pessoa
Que realizar a força que tem uma paixão
Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade pra dizer
Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há tempo que volte, amor
A oração "Mesmo sem se sentir" pode ser classificada como:
Que isso valha pra qualquer pessoa
Que realizar a força que tem uma paixão
Que isso valha pra qualquer pessoa
Que realizar a força que tem uma paixão
Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade pra dizer
Que isso valha pra qualquer pessoa
Que realizar a força que tem uma paixão
Que isso valha pra qualquer pessoa
Que realizar a força que tem uma paixão
Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade pra dizer
Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade pra dizer
mais sim do que não, não, não
A expressão "mais sim do que não, não, não" funciona como complemento do verbo "dizer", logo, trata-se de:
Em relação ao sinal indicativo de crase nas expressões destacadas, é CORRETO afirmar que:
A oração destacada é classificada como:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Como ensinar
Se eu fosse ensinar a uma criança a arte da jardinagem, não começaria com as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Eu a levaria a passear por parques e jardins, mostraria flores e árvores, falaria sobre suas maravilhosas simetrias e perfumes; a levaria a uma livraria para que ela visse, nos livros de arte, jardins de outras partes do mundo. Aí, seduzida pela beleza dos jardins, ela me pediria para ensinar-lhe as lições das pás, enxadas e tesouras de podar.
Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música, não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe falaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.
Se fosse ensinar a uma criança a arte da leitura, não começaria com as letras e as sílabas. Simplesmente leria as estórias mais fascinantes que a fariam entrar no mundo encantado da fantasia. Aí então, com inveja dos meus poderes mágicos, ela desejaria que eu lhe ensinasse o segredo que transforma letras e sílabas em estórias.
É muito simples. O mundo de cada pessoa é muito pequeno. Os livros são a porta para um mundo grande. Pela leitura vivemos experiências que não foram nossas e então elas passam a ser nossas. Lemos a estória de um grande amor e experimentamos as alegrias e dores de um grande amor. Lemos estórias de batalhas e nos tornamos guerreiros de espada na mão, sem os perigos das batalhas de verdade. Viajamos para o passado e nos tornamos contemporâneos dos dinossauros. Viajamos para o futuro e nos transportamos para mundos que não existem ainda.
Lemos as biografias de pessoas extraordinárias que lutaram por causas bonitas e nos tornamos seus companheiros de lutas. Lendo, fazemos turismo sem sair do lugar. E isso é muito bom.
ALVES, Rubem. Como ensinar. Revista Prosa Verso e
Arte. Disponível em. <https://www.revistaprosaversoearte.com/como-ensinaruma-extraordinaria-cronica-de-rubem-alves/>.
“Se eu fosse ensinar a uma criança a arte da jardinagem, não começaria com as lições das pás, enxadas e tesouras de podar.”
As formas verbais presentes no trecho acima se enquadram numa estrutura comum no texto
“Como ensinar”. Essa estrutura verbal indica:

JUNIÃO. O enigma do lixo. Disponível em . <https://juniao.com.br/chargecartum/>.
No período que compreende a fala na charge acima, é correto afirmar, em relação à oração “ou te devoro”, que ela:
De acordo com o texto apresentado, responda à questão:
Machado de Assis
Crônica: O Verbo
Publicação: Gazeta de Notícias (Rio de Janeiro)
Há um verbo que, pela frequência com que é usado, devia ser melhor compreendido.
Falo do verbo esperar.
Espera-se o bonde, espera-se o emprego, espera-se a felicidade.
E, enquanto se espera, vive-se.
O curioso é que quase nunca se examina o objeto da espera; espera-se porque se aprendeu a esperar, como se aprende a respirar.
Talvez por isso, quando o esperado chega, já não é o que se queria.
De acordo com o texto apresentado, responda à questão:
Machado de Assis
Crônica: O Verbo
Publicação: Gazeta de Notícias (Rio de Janeiro)
Há um verbo que, pela frequência com que é usado, devia ser melhor compreendido.
Falo do verbo esperar.
Espera-se o bonde, espera-se o emprego, espera-se a felicidade.
E, enquanto se espera, vive-se.
O curioso é que quase nunca se examina o objeto da espera; espera-se porque se aprendeu a esperar, como se aprende a respirar.
Talvez por isso, quando o esperado chega, já não é o que se queria.
A oração destacada é classificada como:
A oração destacada é classificada como:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que a inteligência artificial não conseguia imaginar uma mulher como eu — até agora
Quando a ex-nadadora paralímpica australiana Jess Smith enviou uma foto sua a um gerador de imagens por inteligência artificial (IA), não esperava enfrentar um experimento social. Ela queria apenas aprimorar o retrato, informando que lhe faltava parte do braço esquerdo. Mesmo assim, a ferramenta gerava imagens com dois braços ou com prótese metálica.
Ao questionar o motivo, a IA respondeu que não havia dados suficientes para representar sua condição. "Percebi que a IA reflete as desigualdades e discriminações do mundo real", afirmou. Até outubro, Smith não havia conseguido o resultado desejado. Depois que a BBC questionou o sistema, ela tentou novamente e obteve uma imagem fiel. "É incrível que ele tenha sido finalmente atualizado", disse.
Para Smith, a conquista representa mais que tecnologia: "A representação significa ser parte do mundo que está sendo construído. Quando a IA evolui com inclusão, toda a humanidade avança." A OpenAI, criadora do ChatGPT, confirmou melhorias no modelo e reconheceu os desafios em garantir representações justas, prometendo ampliar a diversidade dos dados de treinamento.
Nem todos, porém, têm a mesma experiência. Naomi Bowman, que tem visão em apenas um olho, relatou que a IA alterou seu rosto e igualou os olhos, mesmo após ela pedir o contrário. "Isso mostra o preconceito embutido na IA", lamentou. Ela defende que os modelos sejam treinados com dados mais amplos e representativos.
Para especialistas, esses vieses reproduzem lacunas culturais e sociais. Abran Maldonado, CEO da empresa Create Labs, afirma que a diversidade deve começar nas equipes que treinam as IAs: "Tudo depende de quem está na sala quando os dados são construídos." Ele lembra que um estudo do governo americano mostrou que algoritmos de reconhecimento facial erram mais com rostos asiáticos e afrodescendentes do que com caucasianos.
Jess Smith afirma que as maiores barreiras que enfrenta são sociais, não físicas. "Quando um banheiro público exige as duas mãos, o problema não é minha limitação, mas o fato de o designer não pensar em mim." Ela teme que o mesmo ocorra com a IA, se os sistemas continuarem a ignorar a diversidade humana.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c33pe2410l0o.adaptado.
Ao questionar o motivo, a IA respondeu que "não havia dados suficientes" para representar sua condição.
Sintaticamente, é correto afirmar que, na oração destacada, o verbo "haver" é
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que seguros residenciais contra desastres climáticos ainda são tão incomuns no Brasil
O temporal que atingiu o Paraná, com granizo e ventos acima de 90 km/h, destruiu casas e lavouras, deixando mais de cem mil residências sem energia. Segundo a Defesa Civil, quinze municípios foram afetados e mais de quatro mil imóveis danificados. O caso reacendeu o debate sobre a falta de seguros residenciais contra desastres naturais no país.
Entre 2020 e 2023, o Brasil registrou 7.539 desastres climáticos ligados à chuva — aumento de 223% em relação à década de 1990, segundo a Unifesp. Mesmo assim, a América Latina é a segunda região do mundo com maior diferença entre prejuízos e cobertura de seguros (81%), atrás apenas da Ásia.
No país, existem três principais tipos de apólices: o seguro residencial, opcional e personalizável; o habitacional, obrigatório em imóveis financiados; e o condomínio, exigido ao menos para risco de incêndio. A procura tem aumentado: residências seguradas passaram de 13,6% em 2017 para 17% em 2021. O Sul lidera, com 30% dos imóveis cobertos, mas seguros contra desmoronamento e alagamento seguem raros.
A baixa adesão é explicada por fatores geográficos, culturais e econômicos. O Brasil, menos sujeito a terremotos e furacões, mantém certa despreocupação com riscos. Muitos acreditam que o seguro residencial é caro, embora custe, em média, entre R$ 600 e R$ 800 anuais — bem menos que o automotivo. A informalidade habitacional também é um entrave, já que muitos imóveis não possuem documentação.
Mesmo assim, após grandes tragédias, o interesse cresce: a cobertura contra alagamentos subiu 158% no Sul depois das enchentes de 2024. As mudanças climáticas, no entanto, dificultam a precificação, pois os eventos são cada vez mais imprevisíveis.
Para enfrentar o problema, a Confederação Nacional das Seguradoras propõe criar um seguro social contra catástrofes, com custo simbólico na conta de luz e indenização automática às famílias atingidas. Pesquisadores da FGV sugerem que municípios contratem seguros privados com financiamento climático e pagamento automático quando parâmetros pré-definidos forem atingidos.
Diante do aumento dos desastres, fortalecer a cultura de prevenção e a participação do poder público é essencial para transformar o seguro contra desastres climáticos em uma ferramenta real de proteção social no Brasil.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz7r80000y4o.adaptado.
Sintaticamente, os termos destacados no trecho são, respectivamente,

Assinale a alternativa que indica corretamente a função sintática exercida pela expressão sublinhada no trecho a seguir:
“O importante é seguir, sem a cobrança de transformar cada passo em espetáculo”.

Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que NÃO possa substituir a expressão sublinhada
“Mesmo assim” no trecho a seguir: “Mesmo assim, eu faço, porque algumas tarefas fazem ___ diferença, mesmo sem serem emocionantes”.