Em “O curioso é que quase nunca se examina o objeto da espe...

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Q3910716 Português

De acordo com o texto apresentado, responda à questão:


Machado de Assis

Crônica: O Verbo

Publicação: Gazeta de Notícias (Rio de Janeiro)


Há um verbo que, pela frequência com que é usado, devia ser melhor compreendido.


Falo do verbo esperar.


Espera-se o bonde, espera-se o emprego, espera-se a felicidade.


E, enquanto se espera, vive-se.


O curioso é que quase nunca se examina o objeto da espera; espera-se porque se aprendeu a esperar, como se aprende a respirar.


Talvez por isso, quando o esperado chega, já não é o que se queria.

Em “O curioso é que quase nunca se examina o objeto da espera”, o “que” classifica-se como: 
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Em “O curioso é que quase nunca se examina o objeto da espera”, o “que” introduz uma oração subordinada substantiva ligada ao predicado nominal “O curioso é”, sem retomar antecedente nominal e sem exercer função sintática interna; por isso, classifica-se como conjunção integrante.

Tema central: Classificação do que
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque pronome relativo retoma um antecedente nominal expresso e exerce função sintática na oração subordinada. No trecho, o “que” não retoma nenhum substantivo anterior; portanto, não equivale a “o qual” nem desempenha papel sintático interno em “quase nunca se examina o objeto da espera”.
B
Errada
Está errada porque o “que” não tem valor demonstrativo de apontamento ou substituição de referente, como ocorreria com formas do tipo “isso” ou “aquilo”. Sua função no período não é pronominal autônoma, mas apenas introduzir a oração subordinada substantiva.
C
Errada
Está errada porque não há coordenação entre orações independentes. A oração introduzida por “que” depende sintaticamente da estrutura anterior “O curioso é”, o que caracteriza subordinação, não coordenação.
D
Certa
A alternativa D está correta porque, no trecho dado, o “que” funciona como conectivo introdutor de oração subordinada substantiva: “que quase nunca se examina o objeto da espera”. Essa oração se vincula ao predicado “O curioso é” e completa esse enunciado. Como o termo não retoma nenhum nome anterior e não atua como pronome dentro da oração subordinada, a classificação adequada é conjunção integrante.
E
Errada
Está errada porque há, sim, uma classificação precisa entre as alternativas: conjunção integrante. Como a alternativa D identifica corretamente a função morfossintática do termo, não cabe marcar N.D.A.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre o “que” pronome relativo e o “que” conjunção integrante. Aqui, a forma induz ao erro, mas o critério real é verificar se há antecedente retomado; como não há, o “que” não é relativo.
Dica para questões semelhantes
  • Antes de classificar “que”, verifique se ele retoma um antecedente nominal expresso; se não retoma, afasta-se a hipótese de pronome relativo.
  • Observe se a sequência introduzida por “que” forma uma oração subordinada substantiva ligada à oração principal; nesse caso, o valor tende a ser de conjunção integrante.
  • Não confunda simples ligação de segmentos com coordenação: coordenação exige independência sintática, o que não ocorre quando a oração depende de uma estrutura como “é”.

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Comentários

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o curioso é isso. isso quer? quando dar para fazer essa comparação vai ser conjunção integrante

Nunca vi sobre N.D.A o que seria isso meu deus?

QUE = CONJUNÇÃO INTEGRANTE

  • introduz uma ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA.
  • a oração inteira pode ser substituída pela palavra ISSO.

QUE = PRONOME RELATIVO

  • introduz uma ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA.
  • o pronome QUE pode ser substituída por O QUAL/ A QUAL/ OS QUAIS/ AS QUAIS.
  • No que tange à COESÃO TEXTUAL: O pronome relativo é um elemento ANAFÓRICO, isto é, ele faz referência a um termo anteriormente citado. 

Nesse caso:

O curioso é que quase nunca se examina o objeto da espera.

O curioso é ISSO.

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