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Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

Foram encontradas 51.261 questões

Q3916745 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Arrependimentos


   Pentimento é a palavra italiana para arrependimento, mas designa, em muitas línguas, uma pintura, um desenho ou um esboço encoberto pela versão final de um quadro. Âs vezes, com o passar do tempo, a tinta deixa transparecer uma composição em cima da qual o artista pintou uma nova versão. Outras vezes, os raios X dos restauradores desvendam opções anteriores, que permaneceram debaixo da obra final. Esses esboços ou pinturas, que o artista rejeitou e encobriu, são os pentimentos, que foram descartados sem ser propriamente apagados.

   Visível ou não, o pentimento faz parte do quadro, assim como fazem parte da nossa vida muitas tentações e muitos projetos dos quais desistimos. São restos do passado que, escondidos e não apagados, transparecem no presente, como potencialidades que não foram realizadas, mas que, mesmo assim, integram a nossa história.

   A vida é abarrotada de caminhos que deixamos de trilhar; são todos pentimentos encobertos, histórias que não se realizaram. Por que não se realizaram? Em geral, pensamos que nos faltou coragem: não soubemos renunciar às coisas das quais era necessário abdicar para que outras escolhas tivessem uma chance. E é verdade que, quase sempre, desistimos de desejos, paixões e sonhos porque custamos a aceitar que nada se realiza sem perdas: por não querermos perder nada, acabamos perdendo tudo.

   O problema dos pentimentos é que eles esvaziam a vida que temos. O passado que não se realizou funciona como a miragem da felicidade que teria sido possível se tivéssemos feito a escolha "certa". Diante disso, de que adianta qualquer experiência presente? Os pentimentos podem ser maus conselheiros, até porque muitas vezes nós os inventamos como desculpas para os fracassos do presente. Hoje, é fácil esbarrar em espectros do passado: as redes sociais proporcionam reencontros improváveis e, com isso, criam pentimentos artificiais. Por conta da ação das redes, uma história que foi realmente apagada da memória (não apenas encoberta) pode renascer, como se representasse uma grande potencialidade à qual teríamos renunciado. Os falsos pentimentos, revisitados, são pequenas receitas para o desastre.


(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveitar a vida e suas dores. São Paulo: Planeta do Brasil, 2025, pp. 25-27, passim)
As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
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Q3916605 Português
Leia o texto do médico hematologista e pesquisador Dimas Covas para responder à questão.

Vacinas: soberania nacional e o coletivo

        Desde o final do século 18, quando o médico inglês Edward Jenner observou que mulheres que ordenhavam vacas não contraíam varíola, uma doença de altíssima letalidade, e descobriu que era a exposição aos animais infectados que conferia imunidade a elas, a vacinação evoluiu significativamente e se consolidou como uma das ferramentas mais poderosas da saúde pública. Graças às vacinas, a varíola foi erradicada e diversas doenças contagiosas foram controladas. Sua eficácia depende, porém, de dois pilares fundamentais: informação confiável e acesso garantido.

        A disseminação de boatos e de teorias conspiratórias que põem em dúvida a segurança das vacinas ganhou visibilidade, sobretudo nos Estados Unidos, com os movimentos “antivacina”, que desencorajam a população de se proteger de doenças contagiosas e evitáveis. Em vez de incentivar a prevenção de doenças, prestam um desserviço à população, contrariando os esforços globais para evitar novas pandemias. Com isso, aumenta a hesitação vacinal, que tem contribuído para a volta de outras doenças antes controladas, como coqueluche, poliomielite e sarampo.

        No caso do sarampo, que é uma doença altamente contagiosa, a situação é ainda mais preocupante. Recentemente, conforme notificou a Organização Pan-Americana da Saúde, foram registrados em dez países das Américas surtos da doença, que já havia sido eliminada em grande parte do continente. O Canadá e o México foram os países mais afetados, seguidos pelos Estados Unidos. No Texas e no Novo México, ocorreram três mortes, todas de pessoas não vacinadas.

        Em muitos países, a escassez de vacinas e as dificuldades logísticas são o principal problema. A pandemia de covid-19 escancarou essa vulnerabilidade: enquanto os países ricos monopolizavam as doses, os outros, dependentes da produção externa, tinham de esperar ações da diplomacia internacional. Foi nesse contexto que as vacinas se consolidaram como instrumentos de soft power: distribuir imunizantes e tecnologias tornou-se uma forma de construir prestígio e criar alianças.

        O Brasil, onde existe um dos mais abrangentes programas públicos de vacinação do mundo, tem tradição e legitimidade nesse campo. Instituições como a Fiocruz e o Instituto Butantan ampliaram a capacidade de produção de vacinas. Em maio deste ano, o País firmou um acordo estratégico com a Gavi, a Vaccine Alliance, para fornecer vacinas a países de baixa e média renda da África e da América Latina.

        Esse tipo de cooperação reforça o papel do Brasil como ator relevante na saúde global, em particular no eixo Sul-Sul, e transforma solidariedade em política externa.

        O século 21 será marcado pela capacidade dos países de garantir inovação, prevenção e acesso à saúde. O Brasil tem a oportunidade de transformar sua tradição em vacinas num poderoso instrumento de soft power. O País pode e deve posicionar-se como líder de uma nova diplomacia em saúde, usando vacinas também como alicerce de uma política externa solidária, inovadora e estratégica.

(https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.11.2025. Adaptado)
Em conformidade com a norma-padrão e o sentido original, na passagem do 3° parágrafo “Recentemente, conforme notificou a Organização Pan-Americana da Saúde, foram registrados em dez países das Américas surtos da doença, que já havia sido eliminada em grande parte do continente.”, as expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente, por:
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Q3916097 Português

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As estações do metrô de Moscou ganharam o apelido de “catedrais subterrâneas” porque, em muitos casos, foram concebidas para impressionar tanto quanto para transportar. Inaugurado em 1935, o sistema nasceu num período em que a infraestrutura era também linguagem política: o subsolo deveria expressar ordem, grandeza e promessa de futuro. Em vez de corredores utilitários, surgiram salões amplos, colunas ritmadas, abóbadas e luminárias que lembram naves de templos — não para sugerir religiosidade, mas para elevar o cotidiano à condição de espetáculo urbano.


A estética dessas estações dialoga com o realismo socialista e com tradições arquitetônicas russas e europeias, combinando mármores, granitos, bronze, vitrais, mosaicos e relevos. O resultado é uma arquitetura narrativa: cada estação parece “contar” algo por meio de materiais e símbolos, como se o percurso fosse também uma galeria. Essa intenção se revela na escala e no detalhe — do brilho das cúpulas às molduras das portas, do desenho dos pisos aos frisos com cenas históricas —, tudo organizado para conduzir o olhar e, ao mesmo tempo, disciplinar o fluxo de pessoas.


Algumas estações tornaram-se ícones justamente por condensarem esse projeto de monumentalidade. Em Komsomolskaya, a sensação é a de um grande salão cerimonial; em Mayakovskaya, a elegância das linhas e os painéis no teto criam um efeito quase cinematográfico; em Ploshchad Revolyutsii, esculturas em tamanho real aproximam o passageiro de figuras idealizadas do imaginário soviético; em Novoslobodskaya, vitrais e iluminação compõem um clima raro para um espaço de circulação rápida. São ambientes pensados para serem atravessados, mas também para serem vistos, como se a pressa tivesse de conviver com a contemplação.


A profundidade de várias linhas e a robustez da engenharia também carregam história. Durante a Segunda Guerra Mundial, o metrô serviu como abrigo e espaço estratégico pensado, o que reforçou a percepção de que aquele subterrâneo não era apenas trânsito, mas refúgio e cidade paralela. Assim, a beleza não aparece isolada: ela se apoia em soluções técnicas, ventilação, escadas rolantes longas e estruturas capazes de sustentar tanto a rotina quanto momentos de crise, mantendo a sensação de permanência mesmo em tempos instáveis.


Com o passar das décadas, novos trechos e estações foram incorporando estilos diferentes, do monumental ao mais sóbrio e funcional, conforme mudavam as prioridades estéticas e econômicas. Ainda assim, a imagem das “catedrais subterrâneas” persiste porque o metrô de Moscou preserva uma ideia rara: a de que a infraestrutura pode ser, simultaneamente, ferramenta e símbolo. No vai e vem diário, a arquitetura não serve apenas de fundo; ela participa do gesto de atravessar a cidade, lembrando que, às vezes, o caminho é tão expressivo quanto o destino.

No trecho: "O resultado é uma arquitetura narrativa: cada estação parece “contar” algo por meio de materiais e símbolos...", o termo destacado, embora seja um verbo no infinitivo, desempenha uma função sintática específica em relação ao verbo "parece". Essa função é de:
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Q3916094 Português

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As estações do metrô de Moscou ganharam o apelido de “catedrais subterrâneas” porque, em muitos casos, foram concebidas para impressionar tanto quanto para transportar. Inaugurado em 1935, o sistema nasceu num período em que a infraestrutura era também linguagem política: o subsolo deveria expressar ordem, grandeza e promessa de futuro. Em vez de corredores utilitários, surgiram salões amplos, colunas ritmadas, abóbadas e luminárias que lembram naves de templos — não para sugerir religiosidade, mas para elevar o cotidiano à condição de espetáculo urbano.


A estética dessas estações dialoga com o realismo socialista e com tradições arquitetônicas russas e europeias, combinando mármores, granitos, bronze, vitrais, mosaicos e relevos. O resultado é uma arquitetura narrativa: cada estação parece “contar” algo por meio de materiais e símbolos, como se o percurso fosse também uma galeria. Essa intenção se revela na escala e no detalhe — do brilho das cúpulas às molduras das portas, do desenho dos pisos aos frisos com cenas históricas —, tudo organizado para conduzir o olhar e, ao mesmo tempo, disciplinar o fluxo de pessoas.


Algumas estações tornaram-se ícones justamente por condensarem esse projeto de monumentalidade. Em Komsomolskaya, a sensação é a de um grande salão cerimonial; em Mayakovskaya, a elegância das linhas e os painéis no teto criam um efeito quase cinematográfico; em Ploshchad Revolyutsii, esculturas em tamanho real aproximam o passageiro de figuras idealizadas do imaginário soviético; em Novoslobodskaya, vitrais e iluminação compõem um clima raro para um espaço de circulação rápida. São ambientes pensados para serem atravessados, mas também para serem vistos, como se a pressa tivesse de conviver com a contemplação.


A profundidade de várias linhas e a robustez da engenharia também carregam história. Durante a Segunda Guerra Mundial, o metrô serviu como abrigo e espaço estratégico pensado, o que reforçou a percepção de que aquele subterrâneo não era apenas trânsito, mas refúgio e cidade paralela. Assim, a beleza não aparece isolada: ela se apoia em soluções técnicas, ventilação, escadas rolantes longas e estruturas capazes de sustentar tanto a rotina quanto momentos de crise, mantendo a sensação de permanência mesmo em tempos instáveis.


Com o passar das décadas, novos trechos e estações foram incorporando estilos diferentes, do monumental ao mais sóbrio e funcional, conforme mudavam as prioridades estéticas e econômicas. Ainda assim, a imagem das “catedrais subterrâneas” persiste porque o metrô de Moscou preserva uma ideia rara: a de que a infraestrutura pode ser, simultaneamente, ferramenta e símbolo. No vai e vem diário, a arquitetura não serve apenas de fundo; ela participa do gesto de atravessar a cidade, lembrando que, às vezes, o caminho é tão expressivo quanto o destino.

No fragmento "São ambientes pensados para serem atravessados, mas também para serem vistos", a ocorrência do verbo "ser" desempenha funções sintáticosemânticas específicas, nos destaques, atuando como:
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Q3916093 Português

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As estações do metrô de Moscou ganharam o apelido de “catedrais subterrâneas” porque, em muitos casos, foram concebidas para impressionar tanto quanto para transportar. Inaugurado em 1935, o sistema nasceu num período em que a infraestrutura era também linguagem política: o subsolo deveria expressar ordem, grandeza e promessa de futuro. Em vez de corredores utilitários, surgiram salões amplos, colunas ritmadas, abóbadas e luminárias que lembram naves de templos — não para sugerir religiosidade, mas para elevar o cotidiano à condição de espetáculo urbano.


A estética dessas estações dialoga com o realismo socialista e com tradições arquitetônicas russas e europeias, combinando mármores, granitos, bronze, vitrais, mosaicos e relevos. O resultado é uma arquitetura narrativa: cada estação parece “contar” algo por meio de materiais e símbolos, como se o percurso fosse também uma galeria. Essa intenção se revela na escala e no detalhe — do brilho das cúpulas às molduras das portas, do desenho dos pisos aos frisos com cenas históricas —, tudo organizado para conduzir o olhar e, ao mesmo tempo, disciplinar o fluxo de pessoas.


Algumas estações tornaram-se ícones justamente por condensarem esse projeto de monumentalidade. Em Komsomolskaya, a sensação é a de um grande salão cerimonial; em Mayakovskaya, a elegância das linhas e os painéis no teto criam um efeito quase cinematográfico; em Ploshchad Revolyutsii, esculturas em tamanho real aproximam o passageiro de figuras idealizadas do imaginário soviético; em Novoslobodskaya, vitrais e iluminação compõem um clima raro para um espaço de circulação rápida. São ambientes pensados para serem atravessados, mas também para serem vistos, como se a pressa tivesse de conviver com a contemplação.


A profundidade de várias linhas e a robustez da engenharia também carregam história. Durante a Segunda Guerra Mundial, o metrô serviu como abrigo e espaço estratégico pensado, o que reforçou a percepção de que aquele subterrâneo não era apenas trânsito, mas refúgio e cidade paralela. Assim, a beleza não aparece isolada: ela se apoia em soluções técnicas, ventilação, escadas rolantes longas e estruturas capazes de sustentar tanto a rotina quanto momentos de crise, mantendo a sensação de permanência mesmo em tempos instáveis.


Com o passar das décadas, novos trechos e estações foram incorporando estilos diferentes, do monumental ao mais sóbrio e funcional, conforme mudavam as prioridades estéticas e econômicas. Ainda assim, a imagem das “catedrais subterrâneas” persiste porque o metrô de Moscou preserva uma ideia rara: a de que a infraestrutura pode ser, simultaneamente, ferramenta e símbolo. No vai e vem diário, a arquitetura não serve apenas de fundo; ela participa do gesto de atravessar a cidade, lembrando que, às vezes, o caminho é tão expressivo quanto o destino.

Releia: “reforçou a percepção de que aquele subterrâneo não era apenas trânsito, mas refúgio e cidade paralela...” considerando a função do termo destacado na oração (conjunção integrante), indique, entre as alternativas, onde o termo atua da mesma forma: 
Alternativas
Q3915622 Português
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Sob o sul de Paris, existe um ossuário subterrâneo conhecido como Catacumbas de Paris, formado a partir de antigas pedreiras de calcário que abasteceram a cidade por séculos. O espaço ficou célebre não por ser um cemitério “construído do zero”, mas por reaproveitar uma infraestrutura já aberta no subsolo, que precisou ser monitorada e consolidada para evitar desabamentos e instabilidades nas vias públicas.

A origem do ossuário está ligada a um problema urbano concreto: a superlotação e a insalubridade de cemitérios centrais, em especial após o fechamento do Cemitério dos Santos Inocentes (Les Innocents) no fim do século XVIII. A transferência de restos mortais para as antigas pedreiras foi institucionalizada e o local foi consagrado como ossuário municipal em 7 de abril de 1786, marco que consolidou o uso funerário dessas galerias.

O que hoje se visita é apenas uma fração de um conjunto subterrâneo maior. Nas áreas abertas ao público, os ossos foram organizados de maneira deliberada, formando paredes e composições que combinam ordem, inscrição e memória coletiva. Ao mesmo tempo, a denominação “catacumbas” foi adotada por referência às catacumbas romanas, que já fascinavam o imaginário europeu, embora o caso parisiense tenha nascido de uma necessidade sanitária e administrativa. 

No início do século XIX, o espaço passou a ser também um local de visitação controlada, e há registro de abertura ao público a partir de 1809, ainda que com regras e limitações. Essa passagem de “infraestrutura funerária” para “patrimônio visitável” reforçou o caráter ambíguo do lugar: ao mesmo tempo em que preserva restos humanos, ele também se tornou parte da história cultural da cidade e de sua relação com a morte e a urbanização.

Além do impacto histórico, as catacumbas seguem sendo objeto de interesse científico, justamente por reunirem um acervo humano de longa duração e por exporem camadas de práticas funerárias, saúde pública e transformações urbanas. Estudos recentes passaram a tratar o ossuário como fonte para compreender padrões de doença, condições de vida e episódios sanitários do passado, extraindo informações a partir de análises de ossos e dentes.
No fragmento "as catacumbas seguem sendo objeto de interesse científico, justamente por reunirem um acervo humano", o termo sublinhado atua como um recurso de modalização e reforço argumentativo. Sob a ótica da morfossintaxe, a classificação da palavra e a circunstância que ela imprime à oração subordinada subsequente são:
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Q3915621 Português
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Sob o sul de Paris, existe um ossuário subterrâneo conhecido como Catacumbas de Paris, formado a partir de antigas pedreiras de calcário que abasteceram a cidade por séculos. O espaço ficou célebre não por ser um cemitério “construído do zero”, mas por reaproveitar uma infraestrutura já aberta no subsolo, que precisou ser monitorada e consolidada para evitar desabamentos e instabilidades nas vias públicas.

A origem do ossuário está ligada a um problema urbano concreto: a superlotação e a insalubridade de cemitérios centrais, em especial após o fechamento do Cemitério dos Santos Inocentes (Les Innocents) no fim do século XVIII. A transferência de restos mortais para as antigas pedreiras foi institucionalizada e o local foi consagrado como ossuário municipal em 7 de abril de 1786, marco que consolidou o uso funerário dessas galerias.

O que hoje se visita é apenas uma fração de um conjunto subterrâneo maior. Nas áreas abertas ao público, os ossos foram organizados de maneira deliberada, formando paredes e composições que combinam ordem, inscrição e memória coletiva. Ao mesmo tempo, a denominação “catacumbas” foi adotada por referência às catacumbas romanas, que já fascinavam o imaginário europeu, embora o caso parisiense tenha nascido de uma necessidade sanitária e administrativa. 

No início do século XIX, o espaço passou a ser também um local de visitação controlada, e há registro de abertura ao público a partir de 1809, ainda que com regras e limitações. Essa passagem de “infraestrutura funerária” para “patrimônio visitável” reforçou o caráter ambíguo do lugar: ao mesmo tempo em que preserva restos humanos, ele também se tornou parte da história cultural da cidade e de sua relação com a morte e a urbanização.

Além do impacto histórico, as catacumbas seguem sendo objeto de interesse científico, justamente por reunirem um acervo humano de longa duração e por exporem camadas de práticas funerárias, saúde pública e transformações urbanas. Estudos recentes passaram a tratar o ossuário como fonte para compreender padrões de doença, condições de vida e episódios sanitários do passado, extraindo informações a partir de análises de ossos e dentes.
No segmento "o espaço passou a ser também um local de visitação controlada", o verbo "passar" integra uma locução verbal. Sob o aspecto da sintaxe de regência e da predicação verbal neste contexto específico, o verbo destacado constitui uma estrutura de: 
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Q3915618 Português
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Sob o sul de Paris, existe um ossuário subterrâneo conhecido como Catacumbas de Paris, formado a partir de antigas pedreiras de calcário que abasteceram a cidade por séculos. O espaço ficou célebre não por ser um cemitério “construído do zero”, mas por reaproveitar uma infraestrutura já aberta no subsolo, que precisou ser monitorada e consolidada para evitar desabamentos e instabilidades nas vias públicas.

A origem do ossuário está ligada a um problema urbano concreto: a superlotação e a insalubridade de cemitérios centrais, em especial após o fechamento do Cemitério dos Santos Inocentes (Les Innocents) no fim do século XVIII. A transferência de restos mortais para as antigas pedreiras foi institucionalizada e o local foi consagrado como ossuário municipal em 7 de abril de 1786, marco que consolidou o uso funerário dessas galerias.

O que hoje se visita é apenas uma fração de um conjunto subterrâneo maior. Nas áreas abertas ao público, os ossos foram organizados de maneira deliberada, formando paredes e composições que combinam ordem, inscrição e memória coletiva. Ao mesmo tempo, a denominação “catacumbas” foi adotada por referência às catacumbas romanas, que já fascinavam o imaginário europeu, embora o caso parisiense tenha nascido de uma necessidade sanitária e administrativa. 

No início do século XIX, o espaço passou a ser também um local de visitação controlada, e há registro de abertura ao público a partir de 1809, ainda que com regras e limitações. Essa passagem de “infraestrutura funerária” para “patrimônio visitável” reforçou o caráter ambíguo do lugar: ao mesmo tempo em que preserva restos humanos, ele também se tornou parte da história cultural da cidade e de sua relação com a morte e a urbanização.

Além do impacto histórico, as catacumbas seguem sendo objeto de interesse científico, justamente por reunirem um acervo humano de longa duração e por exporem camadas de práticas funerárias, saúde pública e transformações urbanas. Estudos recentes passaram a tratar o ossuário como fonte para compreender padrões de doença, condições de vida e episódios sanitários do passado, extraindo informações a partir de análises de ossos e dentes.
No trecho "A transferência de restos mortais para as antigas pedreiras foi institucionalizada", o termo sublinhado exerce a função de núcleo do sujeito. Do ponto de vista da morfossintaxe, a classificação desse núcleo e o tipo de voz verbal da oração são:
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Q3915617 Português
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Sob o sul de Paris, existe um ossuário subterrâneo conhecido como Catacumbas de Paris, formado a partir de antigas pedreiras de calcário que abasteceram a cidade por séculos. O espaço ficou célebre não por ser um cemitério “construído do zero”, mas por reaproveitar uma infraestrutura já aberta no subsolo, que precisou ser monitorada e consolidada para evitar desabamentos e instabilidades nas vias públicas.

A origem do ossuário está ligada a um problema urbano concreto: a superlotação e a insalubridade de cemitérios centrais, em especial após o fechamento do Cemitério dos Santos Inocentes (Les Innocents) no fim do século XVIII. A transferência de restos mortais para as antigas pedreiras foi institucionalizada e o local foi consagrado como ossuário municipal em 7 de abril de 1786, marco que consolidou o uso funerário dessas galerias.

O que hoje se visita é apenas uma fração de um conjunto subterrâneo maior. Nas áreas abertas ao público, os ossos foram organizados de maneira deliberada, formando paredes e composições que combinam ordem, inscrição e memória coletiva. Ao mesmo tempo, a denominação “catacumbas” foi adotada por referência às catacumbas romanas, que já fascinavam o imaginário europeu, embora o caso parisiense tenha nascido de uma necessidade sanitária e administrativa. 

No início do século XIX, o espaço passou a ser também um local de visitação controlada, e há registro de abertura ao público a partir de 1809, ainda que com regras e limitações. Essa passagem de “infraestrutura funerária” para “patrimônio visitável” reforçou o caráter ambíguo do lugar: ao mesmo tempo em que preserva restos humanos, ele também se tornou parte da história cultural da cidade e de sua relação com a morte e a urbanização.

Além do impacto histórico, as catacumbas seguem sendo objeto de interesse científico, justamente por reunirem um acervo humano de longa duração e por exporem camadas de práticas funerárias, saúde pública e transformações urbanas. Estudos recentes passaram a tratar o ossuário como fonte para compreender padrões de doença, condições de vida e episódios sanitários do passado, extraindo informações a partir de análises de ossos e dentes.
No trecho "O espaço ficou célebre não por ser um cemitério 'construído do zero', mas por reaproveitar uma infraestrutura já aberta no subsolo, que precisou ser monitorada", a partícula "que" exerce função sintática de:
Alternativas
Q3915458 Português

Geração Cristal


Por Gilmar Marcílio







Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2026/01/geracaocristal-cmkr9xweb028901682mf8fayh.html – texto adaptado especialmente para esta prova. 

Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta a correta função sintática do pronome sublinhado:
“seria saudável e....pandir o respeito pelos responsáveis que lhes abriram as portas”.
Alternativas
Q3915457 Português

Geração Cristal


Por Gilmar Marcílio







Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2026/01/geracaocristal-cmkr9xweb028901682mf8fayh.html – texto adaptado especialmente para esta prova. 

Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que NÃO apresenta conjunção ou locução conjuntiva com o mesmo sentido do vocábulo sublinhado:

Portanto, é ‘natural’ reagirem dessa maneira”.
Alternativas
Q3914635 Português
TEXTO


ÁGUA CONTAMINADA COM ANSIOLÍTICO DEIXA SALMÃO MAIS DESTEMIDO


   Usado para tratar a ansiedade, um medicamento comum que vem poluindo os cursos d’água mundo afora parece agora estar influenciando o comportamento migratório do salmão selvagem do Atlântico, concluiu um estudo realizado na Suécia. Publicado na revista Science, o estudo descobriu que o salmão selvagem se tornou menos avesso a riscos quando exposto ao medicamento psicoativo clobazam (nomes comerciais: Frisium, Urbanil). Isso, por sua vez, teria mudado a forma como os peixes migram.

   “Os salmões expostos ao clobazam tiveram maior probabilidade de completar sua migração para o mar e passaram por barreiras artificiais, como represas hidrelétricas, mais rápido do que os peixes não expostos”, disse Jack Brand, da Universidade Sueca de Ciências Agrícolas em Uppsala e principal autor do estudo.

   “Embora um aumento no sucesso da migração possa inicialmente parecer algo positivo, qualquer disrupção nos comportamentos naturais pode ter consequências negativas que se alastram pelos ecossistemas”, ponderou Brand.

   Pesquisas em rios do mundo inteiro encontraram contaminação por fármacos em cursos d’água de todos os continentes da Terra – até mesmo na Antártida. Quase mil medicamentos ativos distintos foram detectados no meio ambiente, prejudicando desde a biodiversidade e o funcionamento dos ecossistemas até a saúde pública.

   Para estudar os efeitos do clobazam no comportamento do salmão, os pesquisadores conduziram amplos estudos de campo e experimentos controlados em laboratório. Em experimentos de campo, os pesquisadores implantaram um dispositivo de rastreamento telemétrico em 279 salmões selvagens, juntamente com um implante que liberava lentamente pequenas quantidades de clobazam.

   Os salmões tiveram seu trajeto rastreado enquanto migravam pelo Rio Dal, na Suécia, passando por duas represas hidrelétricas e, em seguida, para o Mar Báltico. Os pesquisadores descobriram que um grupo de controle, que não havia sido exposto ao clobazam, atravessou as barragens hidrelétricas mais lentamente do que os peixes expostos à droga.

   “Suspeitamos que essas mudanças observadas na migração podem resultar de mudanças induzidas pela droga na dinâmica social e no aumento do comportamento de risco – efeitos que podem ser explicados pela natureza ansiolítica da droga”, disse Brand.

   Experimentos de laboratório também descobriram que o clobazam alterou a maneira como o salmão se movimentava em cardumes: eles criaram cardumes menos compactos, principalmente na presença de predadores, o que poderia aumentar os riscos que eles enfrentavam na natureza.

   “Alterações no ritmo da migração podem fazer com que os peixes cheguem ao mar em condições abaixo do ideal ou aumentar sua exposição a predadores e outros perigos. Com o tempo, essas mudanças sutis podem alterar a dinâmica populacional e até mesmo perturbar o equilíbrio do ecossistema”, alerta Brand.

   O estudo não revelou quaisquer efeitos a longo prazo da poluição farmacêutica em cursos d’água sobre as populações de salmão. “Os pesquisadores acompanharam os peixes durante o período de migração, que foi de aproximadamente 10 dias”, disse Josefin Sundin, ecologista do Instituto de Pesquisa de Água Doce em Drottningholm, Suécia, e que não teve participação no estudo.

   “Não sabemos se ou como os salmões jovens foram afetados durante sua vida no Mar Báltico, ou se haveria efeitos quando eles retornassem ao rio quando adultos para acasalar”, disse Sundin. O estudo é o mais recente a destacar o impacto ecológico da poluição farmacêutica.

  Pesquisadores já investigaram os efeitos de mais de 400 compostos farmacêuticos distintos em quase 200 espécies diferentes de animais aquáticos. Os fármacos entram no meio ambiente por meio de águas residuais tratadas ou não tratadas e de efluentes de gado ou veterinários. Dessa forma, acabam se acumulando nos corpos e cérebros de animais selvagens.

   Em 2006, experimentos realizados no Canadá revelaram que populações de peixes estavam sendo expostas a um estrogênio sintético comum, usado em pílulas anticoncepcionais. O acúmulo do hormônio em peixes selvagens levou à feminização dos machos e ao quase colapso das populações locais de peixes.

 “Muitos estudos, mas não todos, constataram que o medicamento testado teve efeito no comportamento animal”, disse Sundin. Dada a ampla presença de substâncias farmacêuticas em cursos d’água em todo o mundo, Brand suspeita que muitas espécies diferentes possam estar vulneráveis aos seus efeitos. Estudos mostram que os fármacos podem circular por toda a cadeia alimentar.

   “Isso pode afetar não apenas a vida aquática, mas também os animais terrestres que se alimentam de insetos ou peixes de cursos d’água contaminados, mostrando o quão abrangente esses efeitos podem ser”, disse Brand.

   Os métodos convencionais de tratamento de água nem sempre são eficazes na remoção de produtos farmacêuticos, o que explica, em parte, o vazamento de vestígios desses compostos em águas naturais. Alguns métodos avançados de tratamento de águas residuais, como novos processos de filtração por membrana e oxidação, têm se mostrado eficazes na redução da contaminação farmacêutica.

 No entanto, eles permanecem inacessíveis em muitas partes do mundo devido à infraestrutura insuficiente e aos custos associados. É por isso que a modernização dos sistemas de tratamento de águas residuais é parte da solução, mas não é a única, afirmou Brand.

 Cientistas destacaram o potencial da “química verde” na redução da poluição causada por medicamentos. Isso envolve o desenvolvimento de medicamentos que se biodegradem mais rapidamente no meio ambiente ou se tornem menos tóxicos após o uso.

 “Do ponto de vista político, regulamentações mais rigorosas e práticas aprimoradas de descarte podem ajudar a limitar a quantidade de poluição farmacêutica que acaba na água”, disse Brand.

 “Nenhuma solução isolada será suficiente, mas ao combinar esforços entre ciência, política e tecnologia, podemos reduzir os riscos que a poluição farmacêutica representa para a vida selvagem”, acrescentou. 


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/poluiçao-da-águacom-ansiolítico-torna-peixes-mais-destemidos/a-72242630>.
Adaptado. Acesso em: 30 de janeiro de 2026.
Em “Nenhuma solução isolada será suficiente”, os termos destacados exercem, na oração, CORRETA e respectivamente, a função de:
Alternativas
Q3914633 Português
TEXTO


ÁGUA CONTAMINADA COM ANSIOLÍTICO DEIXA SALMÃO MAIS DESTEMIDO


   Usado para tratar a ansiedade, um medicamento comum que vem poluindo os cursos d’água mundo afora parece agora estar influenciando o comportamento migratório do salmão selvagem do Atlântico, concluiu um estudo realizado na Suécia. Publicado na revista Science, o estudo descobriu que o salmão selvagem se tornou menos avesso a riscos quando exposto ao medicamento psicoativo clobazam (nomes comerciais: Frisium, Urbanil). Isso, por sua vez, teria mudado a forma como os peixes migram.

   “Os salmões expostos ao clobazam tiveram maior probabilidade de completar sua migração para o mar e passaram por barreiras artificiais, como represas hidrelétricas, mais rápido do que os peixes não expostos”, disse Jack Brand, da Universidade Sueca de Ciências Agrícolas em Uppsala e principal autor do estudo.

   “Embora um aumento no sucesso da migração possa inicialmente parecer algo positivo, qualquer disrupção nos comportamentos naturais pode ter consequências negativas que se alastram pelos ecossistemas”, ponderou Brand.

   Pesquisas em rios do mundo inteiro encontraram contaminação por fármacos em cursos d’água de todos os continentes da Terra – até mesmo na Antártida. Quase mil medicamentos ativos distintos foram detectados no meio ambiente, prejudicando desde a biodiversidade e o funcionamento dos ecossistemas até a saúde pública.

   Para estudar os efeitos do clobazam no comportamento do salmão, os pesquisadores conduziram amplos estudos de campo e experimentos controlados em laboratório. Em experimentos de campo, os pesquisadores implantaram um dispositivo de rastreamento telemétrico em 279 salmões selvagens, juntamente com um implante que liberava lentamente pequenas quantidades de clobazam.

   Os salmões tiveram seu trajeto rastreado enquanto migravam pelo Rio Dal, na Suécia, passando por duas represas hidrelétricas e, em seguida, para o Mar Báltico. Os pesquisadores descobriram que um grupo de controle, que não havia sido exposto ao clobazam, atravessou as barragens hidrelétricas mais lentamente do que os peixes expostos à droga.

   “Suspeitamos que essas mudanças observadas na migração podem resultar de mudanças induzidas pela droga na dinâmica social e no aumento do comportamento de risco – efeitos que podem ser explicados pela natureza ansiolítica da droga”, disse Brand.

   Experimentos de laboratório também descobriram que o clobazam alterou a maneira como o salmão se movimentava em cardumes: eles criaram cardumes menos compactos, principalmente na presença de predadores, o que poderia aumentar os riscos que eles enfrentavam na natureza.

   “Alterações no ritmo da migração podem fazer com que os peixes cheguem ao mar em condições abaixo do ideal ou aumentar sua exposição a predadores e outros perigos. Com o tempo, essas mudanças sutis podem alterar a dinâmica populacional e até mesmo perturbar o equilíbrio do ecossistema”, alerta Brand.

   O estudo não revelou quaisquer efeitos a longo prazo da poluição farmacêutica em cursos d’água sobre as populações de salmão. “Os pesquisadores acompanharam os peixes durante o período de migração, que foi de aproximadamente 10 dias”, disse Josefin Sundin, ecologista do Instituto de Pesquisa de Água Doce em Drottningholm, Suécia, e que não teve participação no estudo.

   “Não sabemos se ou como os salmões jovens foram afetados durante sua vida no Mar Báltico, ou se haveria efeitos quando eles retornassem ao rio quando adultos para acasalar”, disse Sundin. O estudo é o mais recente a destacar o impacto ecológico da poluição farmacêutica.

  Pesquisadores já investigaram os efeitos de mais de 400 compostos farmacêuticos distintos em quase 200 espécies diferentes de animais aquáticos. Os fármacos entram no meio ambiente por meio de águas residuais tratadas ou não tratadas e de efluentes de gado ou veterinários. Dessa forma, acabam se acumulando nos corpos e cérebros de animais selvagens.

   Em 2006, experimentos realizados no Canadá revelaram que populações de peixes estavam sendo expostas a um estrogênio sintético comum, usado em pílulas anticoncepcionais. O acúmulo do hormônio em peixes selvagens levou à feminização dos machos e ao quase colapso das populações locais de peixes.

 “Muitos estudos, mas não todos, constataram que o medicamento testado teve efeito no comportamento animal”, disse Sundin. Dada a ampla presença de substâncias farmacêuticas em cursos d’água em todo o mundo, Brand suspeita que muitas espécies diferentes possam estar vulneráveis aos seus efeitos. Estudos mostram que os fármacos podem circular por toda a cadeia alimentar.

   “Isso pode afetar não apenas a vida aquática, mas também os animais terrestres que se alimentam de insetos ou peixes de cursos d’água contaminados, mostrando o quão abrangente esses efeitos podem ser”, disse Brand.

   Os métodos convencionais de tratamento de água nem sempre são eficazes na remoção de produtos farmacêuticos, o que explica, em parte, o vazamento de vestígios desses compostos em águas naturais. Alguns métodos avançados de tratamento de águas residuais, como novos processos de filtração por membrana e oxidação, têm se mostrado eficazes na redução da contaminação farmacêutica.

 No entanto, eles permanecem inacessíveis em muitas partes do mundo devido à infraestrutura insuficiente e aos custos associados. É por isso que a modernização dos sistemas de tratamento de águas residuais é parte da solução, mas não é a única, afirmou Brand.

 Cientistas destacaram o potencial da “química verde” na redução da poluição causada por medicamentos. Isso envolve o desenvolvimento de medicamentos que se biodegradem mais rapidamente no meio ambiente ou se tornem menos tóxicos após o uso.

 “Do ponto de vista político, regulamentações mais rigorosas e práticas aprimoradas de descarte podem ajudar a limitar a quantidade de poluição farmacêutica que acaba na água”, disse Brand.

 “Nenhuma solução isolada será suficiente, mas ao combinar esforços entre ciência, política e tecnologia, podemos reduzir os riscos que a poluição farmacêutica representa para a vida selvagem”, acrescentou. 


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/poluiçao-da-águacom-ansiolítico-torna-peixes-mais-destemidos/a-72242630>.
Adaptado. Acesso em: 30 de janeiro de 2026.
Em “Alguns métodos avançados de tratamento de águas residuais, como novos processos de filtração por membrana e oxidação, têm se mostrado eficazes na redução da contaminação farmacêutica”, o termo oracional destacado exerce a função de: 
Alternativas
Q3914632 Português
TEXTO


ÁGUA CONTAMINADA COM ANSIOLÍTICO DEIXA SALMÃO MAIS DESTEMIDO


   Usado para tratar a ansiedade, um medicamento comum que vem poluindo os cursos d’água mundo afora parece agora estar influenciando o comportamento migratório do salmão selvagem do Atlântico, concluiu um estudo realizado na Suécia. Publicado na revista Science, o estudo descobriu que o salmão selvagem se tornou menos avesso a riscos quando exposto ao medicamento psicoativo clobazam (nomes comerciais: Frisium, Urbanil). Isso, por sua vez, teria mudado a forma como os peixes migram.

   “Os salmões expostos ao clobazam tiveram maior probabilidade de completar sua migração para o mar e passaram por barreiras artificiais, como represas hidrelétricas, mais rápido do que os peixes não expostos”, disse Jack Brand, da Universidade Sueca de Ciências Agrícolas em Uppsala e principal autor do estudo.

   “Embora um aumento no sucesso da migração possa inicialmente parecer algo positivo, qualquer disrupção nos comportamentos naturais pode ter consequências negativas que se alastram pelos ecossistemas”, ponderou Brand.

   Pesquisas em rios do mundo inteiro encontraram contaminação por fármacos em cursos d’água de todos os continentes da Terra – até mesmo na Antártida. Quase mil medicamentos ativos distintos foram detectados no meio ambiente, prejudicando desde a biodiversidade e o funcionamento dos ecossistemas até a saúde pública.

   Para estudar os efeitos do clobazam no comportamento do salmão, os pesquisadores conduziram amplos estudos de campo e experimentos controlados em laboratório. Em experimentos de campo, os pesquisadores implantaram um dispositivo de rastreamento telemétrico em 279 salmões selvagens, juntamente com um implante que liberava lentamente pequenas quantidades de clobazam.

   Os salmões tiveram seu trajeto rastreado enquanto migravam pelo Rio Dal, na Suécia, passando por duas represas hidrelétricas e, em seguida, para o Mar Báltico. Os pesquisadores descobriram que um grupo de controle, que não havia sido exposto ao clobazam, atravessou as barragens hidrelétricas mais lentamente do que os peixes expostos à droga.

   “Suspeitamos que essas mudanças observadas na migração podem resultar de mudanças induzidas pela droga na dinâmica social e no aumento do comportamento de risco – efeitos que podem ser explicados pela natureza ansiolítica da droga”, disse Brand.

   Experimentos de laboratório também descobriram que o clobazam alterou a maneira como o salmão se movimentava em cardumes: eles criaram cardumes menos compactos, principalmente na presença de predadores, o que poderia aumentar os riscos que eles enfrentavam na natureza.

   “Alterações no ritmo da migração podem fazer com que os peixes cheguem ao mar em condições abaixo do ideal ou aumentar sua exposição a predadores e outros perigos. Com o tempo, essas mudanças sutis podem alterar a dinâmica populacional e até mesmo perturbar o equilíbrio do ecossistema”, alerta Brand.

   O estudo não revelou quaisquer efeitos a longo prazo da poluição farmacêutica em cursos d’água sobre as populações de salmão. “Os pesquisadores acompanharam os peixes durante o período de migração, que foi de aproximadamente 10 dias”, disse Josefin Sundin, ecologista do Instituto de Pesquisa de Água Doce em Drottningholm, Suécia, e que não teve participação no estudo.

   “Não sabemos se ou como os salmões jovens foram afetados durante sua vida no Mar Báltico, ou se haveria efeitos quando eles retornassem ao rio quando adultos para acasalar”, disse Sundin. O estudo é o mais recente a destacar o impacto ecológico da poluição farmacêutica.

  Pesquisadores já investigaram os efeitos de mais de 400 compostos farmacêuticos distintos em quase 200 espécies diferentes de animais aquáticos. Os fármacos entram no meio ambiente por meio de águas residuais tratadas ou não tratadas e de efluentes de gado ou veterinários. Dessa forma, acabam se acumulando nos corpos e cérebros de animais selvagens.

   Em 2006, experimentos realizados no Canadá revelaram que populações de peixes estavam sendo expostas a um estrogênio sintético comum, usado em pílulas anticoncepcionais. O acúmulo do hormônio em peixes selvagens levou à feminização dos machos e ao quase colapso das populações locais de peixes.

 “Muitos estudos, mas não todos, constataram que o medicamento testado teve efeito no comportamento animal”, disse Sundin. Dada a ampla presença de substâncias farmacêuticas em cursos d’água em todo o mundo, Brand suspeita que muitas espécies diferentes possam estar vulneráveis aos seus efeitos. Estudos mostram que os fármacos podem circular por toda a cadeia alimentar.

   “Isso pode afetar não apenas a vida aquática, mas também os animais terrestres que se alimentam de insetos ou peixes de cursos d’água contaminados, mostrando o quão abrangente esses efeitos podem ser”, disse Brand.

   Os métodos convencionais de tratamento de água nem sempre são eficazes na remoção de produtos farmacêuticos, o que explica, em parte, o vazamento de vestígios desses compostos em águas naturais. Alguns métodos avançados de tratamento de águas residuais, como novos processos de filtração por membrana e oxidação, têm se mostrado eficazes na redução da contaminação farmacêutica.

 No entanto, eles permanecem inacessíveis em muitas partes do mundo devido à infraestrutura insuficiente e aos custos associados. É por isso que a modernização dos sistemas de tratamento de águas residuais é parte da solução, mas não é a única, afirmou Brand.

 Cientistas destacaram o potencial da “química verde” na redução da poluição causada por medicamentos. Isso envolve o desenvolvimento de medicamentos que se biodegradem mais rapidamente no meio ambiente ou se tornem menos tóxicos após o uso.

 “Do ponto de vista político, regulamentações mais rigorosas e práticas aprimoradas de descarte podem ajudar a limitar a quantidade de poluição farmacêutica que acaba na água”, disse Brand.

 “Nenhuma solução isolada será suficiente, mas ao combinar esforços entre ciência, política e tecnologia, podemos reduzir os riscos que a poluição farmacêutica representa para a vida selvagem”, acrescentou. 


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/poluiçao-da-águacom-ansiolítico-torna-peixes-mais-destemidos/a-72242630>.
Adaptado. Acesso em: 30 de janeiro de 2026.
Assinale a alternativa que destaca CORRETAMENTE um termo regido.
Alternativas
Q3914631 Português
TEXTO


ÁGUA CONTAMINADA COM ANSIOLÍTICO DEIXA SALMÃO MAIS DESTEMIDO


   Usado para tratar a ansiedade, um medicamento comum que vem poluindo os cursos d’água mundo afora parece agora estar influenciando o comportamento migratório do salmão selvagem do Atlântico, concluiu um estudo realizado na Suécia. Publicado na revista Science, o estudo descobriu que o salmão selvagem se tornou menos avesso a riscos quando exposto ao medicamento psicoativo clobazam (nomes comerciais: Frisium, Urbanil). Isso, por sua vez, teria mudado a forma como os peixes migram.

   “Os salmões expostos ao clobazam tiveram maior probabilidade de completar sua migração para o mar e passaram por barreiras artificiais, como represas hidrelétricas, mais rápido do que os peixes não expostos”, disse Jack Brand, da Universidade Sueca de Ciências Agrícolas em Uppsala e principal autor do estudo.

   “Embora um aumento no sucesso da migração possa inicialmente parecer algo positivo, qualquer disrupção nos comportamentos naturais pode ter consequências negativas que se alastram pelos ecossistemas”, ponderou Brand.

   Pesquisas em rios do mundo inteiro encontraram contaminação por fármacos em cursos d’água de todos os continentes da Terra – até mesmo na Antártida. Quase mil medicamentos ativos distintos foram detectados no meio ambiente, prejudicando desde a biodiversidade e o funcionamento dos ecossistemas até a saúde pública.

   Para estudar os efeitos do clobazam no comportamento do salmão, os pesquisadores conduziram amplos estudos de campo e experimentos controlados em laboratório. Em experimentos de campo, os pesquisadores implantaram um dispositivo de rastreamento telemétrico em 279 salmões selvagens, juntamente com um implante que liberava lentamente pequenas quantidades de clobazam.

   Os salmões tiveram seu trajeto rastreado enquanto migravam pelo Rio Dal, na Suécia, passando por duas represas hidrelétricas e, em seguida, para o Mar Báltico. Os pesquisadores descobriram que um grupo de controle, que não havia sido exposto ao clobazam, atravessou as barragens hidrelétricas mais lentamente do que os peixes expostos à droga.

   “Suspeitamos que essas mudanças observadas na migração podem resultar de mudanças induzidas pela droga na dinâmica social e no aumento do comportamento de risco – efeitos que podem ser explicados pela natureza ansiolítica da droga”, disse Brand.

   Experimentos de laboratório também descobriram que o clobazam alterou a maneira como o salmão se movimentava em cardumes: eles criaram cardumes menos compactos, principalmente na presença de predadores, o que poderia aumentar os riscos que eles enfrentavam na natureza.

   “Alterações no ritmo da migração podem fazer com que os peixes cheguem ao mar em condições abaixo do ideal ou aumentar sua exposição a predadores e outros perigos. Com o tempo, essas mudanças sutis podem alterar a dinâmica populacional e até mesmo perturbar o equilíbrio do ecossistema”, alerta Brand.

   O estudo não revelou quaisquer efeitos a longo prazo da poluição farmacêutica em cursos d’água sobre as populações de salmão. “Os pesquisadores acompanharam os peixes durante o período de migração, que foi de aproximadamente 10 dias”, disse Josefin Sundin, ecologista do Instituto de Pesquisa de Água Doce em Drottningholm, Suécia, e que não teve participação no estudo.

   “Não sabemos se ou como os salmões jovens foram afetados durante sua vida no Mar Báltico, ou se haveria efeitos quando eles retornassem ao rio quando adultos para acasalar”, disse Sundin. O estudo é o mais recente a destacar o impacto ecológico da poluição farmacêutica.

  Pesquisadores já investigaram os efeitos de mais de 400 compostos farmacêuticos distintos em quase 200 espécies diferentes de animais aquáticos. Os fármacos entram no meio ambiente por meio de águas residuais tratadas ou não tratadas e de efluentes de gado ou veterinários. Dessa forma, acabam se acumulando nos corpos e cérebros de animais selvagens.

   Em 2006, experimentos realizados no Canadá revelaram que populações de peixes estavam sendo expostas a um estrogênio sintético comum, usado em pílulas anticoncepcionais. O acúmulo do hormônio em peixes selvagens levou à feminização dos machos e ao quase colapso das populações locais de peixes.

 “Muitos estudos, mas não todos, constataram que o medicamento testado teve efeito no comportamento animal”, disse Sundin. Dada a ampla presença de substâncias farmacêuticas em cursos d’água em todo o mundo, Brand suspeita que muitas espécies diferentes possam estar vulneráveis aos seus efeitos. Estudos mostram que os fármacos podem circular por toda a cadeia alimentar.

   “Isso pode afetar não apenas a vida aquática, mas também os animais terrestres que se alimentam de insetos ou peixes de cursos d’água contaminados, mostrando o quão abrangente esses efeitos podem ser”, disse Brand.

   Os métodos convencionais de tratamento de água nem sempre são eficazes na remoção de produtos farmacêuticos, o que explica, em parte, o vazamento de vestígios desses compostos em águas naturais. Alguns métodos avançados de tratamento de águas residuais, como novos processos de filtração por membrana e oxidação, têm se mostrado eficazes na redução da contaminação farmacêutica.

 No entanto, eles permanecem inacessíveis em muitas partes do mundo devido à infraestrutura insuficiente e aos custos associados. É por isso que a modernização dos sistemas de tratamento de águas residuais é parte da solução, mas não é a única, afirmou Brand.

 Cientistas destacaram o potencial da “química verde” na redução da poluição causada por medicamentos. Isso envolve o desenvolvimento de medicamentos que se biodegradem mais rapidamente no meio ambiente ou se tornem menos tóxicos após o uso.

 “Do ponto de vista político, regulamentações mais rigorosas e práticas aprimoradas de descarte podem ajudar a limitar a quantidade de poluição farmacêutica que acaba na água”, disse Brand.

 “Nenhuma solução isolada será suficiente, mas ao combinar esforços entre ciência, política e tecnologia, podemos reduzir os riscos que a poluição farmacêutica representa para a vida selvagem”, acrescentou. 


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/poluiçao-da-águacom-ansiolítico-torna-peixes-mais-destemidos/a-72242630>.
Adaptado. Acesso em: 30 de janeiro de 2026.
Assinale a alternativa que classifica CORRETAMENTE a palavra destacada no trecho: “Não sabemos se ou como os salmões jovens foram afetados durante sua vida no Mar Báltico”.
Alternativas
Q3914630 Português
TEXTO


ÁGUA CONTAMINADA COM ANSIOLÍTICO DEIXA SALMÃO MAIS DESTEMIDO


   Usado para tratar a ansiedade, um medicamento comum que vem poluindo os cursos d’água mundo afora parece agora estar influenciando o comportamento migratório do salmão selvagem do Atlântico, concluiu um estudo realizado na Suécia. Publicado na revista Science, o estudo descobriu que o salmão selvagem se tornou menos avesso a riscos quando exposto ao medicamento psicoativo clobazam (nomes comerciais: Frisium, Urbanil). Isso, por sua vez, teria mudado a forma como os peixes migram.

   “Os salmões expostos ao clobazam tiveram maior probabilidade de completar sua migração para o mar e passaram por barreiras artificiais, como represas hidrelétricas, mais rápido do que os peixes não expostos”, disse Jack Brand, da Universidade Sueca de Ciências Agrícolas em Uppsala e principal autor do estudo.

   “Embora um aumento no sucesso da migração possa inicialmente parecer algo positivo, qualquer disrupção nos comportamentos naturais pode ter consequências negativas que se alastram pelos ecossistemas”, ponderou Brand.

   Pesquisas em rios do mundo inteiro encontraram contaminação por fármacos em cursos d’água de todos os continentes da Terra – até mesmo na Antártida. Quase mil medicamentos ativos distintos foram detectados no meio ambiente, prejudicando desde a biodiversidade e o funcionamento dos ecossistemas até a saúde pública.

   Para estudar os efeitos do clobazam no comportamento do salmão, os pesquisadores conduziram amplos estudos de campo e experimentos controlados em laboratório. Em experimentos de campo, os pesquisadores implantaram um dispositivo de rastreamento telemétrico em 279 salmões selvagens, juntamente com um implante que liberava lentamente pequenas quantidades de clobazam.

   Os salmões tiveram seu trajeto rastreado enquanto migravam pelo Rio Dal, na Suécia, passando por duas represas hidrelétricas e, em seguida, para o Mar Báltico. Os pesquisadores descobriram que um grupo de controle, que não havia sido exposto ao clobazam, atravessou as barragens hidrelétricas mais lentamente do que os peixes expostos à droga.

   “Suspeitamos que essas mudanças observadas na migração podem resultar de mudanças induzidas pela droga na dinâmica social e no aumento do comportamento de risco – efeitos que podem ser explicados pela natureza ansiolítica da droga”, disse Brand.

   Experimentos de laboratório também descobriram que o clobazam alterou a maneira como o salmão se movimentava em cardumes: eles criaram cardumes menos compactos, principalmente na presença de predadores, o que poderia aumentar os riscos que eles enfrentavam na natureza.

   “Alterações no ritmo da migração podem fazer com que os peixes cheguem ao mar em condições abaixo do ideal ou aumentar sua exposição a predadores e outros perigos. Com o tempo, essas mudanças sutis podem alterar a dinâmica populacional e até mesmo perturbar o equilíbrio do ecossistema”, alerta Brand.

   O estudo não revelou quaisquer efeitos a longo prazo da poluição farmacêutica em cursos d’água sobre as populações de salmão. “Os pesquisadores acompanharam os peixes durante o período de migração, que foi de aproximadamente 10 dias”, disse Josefin Sundin, ecologista do Instituto de Pesquisa de Água Doce em Drottningholm, Suécia, e que não teve participação no estudo.

   “Não sabemos se ou como os salmões jovens foram afetados durante sua vida no Mar Báltico, ou se haveria efeitos quando eles retornassem ao rio quando adultos para acasalar”, disse Sundin. O estudo é o mais recente a destacar o impacto ecológico da poluição farmacêutica.

  Pesquisadores já investigaram os efeitos de mais de 400 compostos farmacêuticos distintos em quase 200 espécies diferentes de animais aquáticos. Os fármacos entram no meio ambiente por meio de águas residuais tratadas ou não tratadas e de efluentes de gado ou veterinários. Dessa forma, acabam se acumulando nos corpos e cérebros de animais selvagens.

   Em 2006, experimentos realizados no Canadá revelaram que populações de peixes estavam sendo expostas a um estrogênio sintético comum, usado em pílulas anticoncepcionais. O acúmulo do hormônio em peixes selvagens levou à feminização dos machos e ao quase colapso das populações locais de peixes.

 “Muitos estudos, mas não todos, constataram que o medicamento testado teve efeito no comportamento animal”, disse Sundin. Dada a ampla presença de substâncias farmacêuticas em cursos d’água em todo o mundo, Brand suspeita que muitas espécies diferentes possam estar vulneráveis aos seus efeitos. Estudos mostram que os fármacos podem circular por toda a cadeia alimentar.

   “Isso pode afetar não apenas a vida aquática, mas também os animais terrestres que se alimentam de insetos ou peixes de cursos d’água contaminados, mostrando o quão abrangente esses efeitos podem ser”, disse Brand.

   Os métodos convencionais de tratamento de água nem sempre são eficazes na remoção de produtos farmacêuticos, o que explica, em parte, o vazamento de vestígios desses compostos em águas naturais. Alguns métodos avançados de tratamento de águas residuais, como novos processos de filtração por membrana e oxidação, têm se mostrado eficazes na redução da contaminação farmacêutica.

 No entanto, eles permanecem inacessíveis em muitas partes do mundo devido à infraestrutura insuficiente e aos custos associados. É por isso que a modernização dos sistemas de tratamento de águas residuais é parte da solução, mas não é a única, afirmou Brand.

 Cientistas destacaram o potencial da “química verde” na redução da poluição causada por medicamentos. Isso envolve o desenvolvimento de medicamentos que se biodegradem mais rapidamente no meio ambiente ou se tornem menos tóxicos após o uso.

 “Do ponto de vista político, regulamentações mais rigorosas e práticas aprimoradas de descarte podem ajudar a limitar a quantidade de poluição farmacêutica que acaba na água”, disse Brand.

 “Nenhuma solução isolada será suficiente, mas ao combinar esforços entre ciência, política e tecnologia, podemos reduzir os riscos que a poluição farmacêutica representa para a vida selvagem”, acrescentou. 


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/poluiçao-da-águacom-ansiolítico-torna-peixes-mais-destemidos/a-72242630>.
Adaptado. Acesso em: 30 de janeiro de 2026.
No trecho “qualquer disrupção nos comportamentos naturais pode ter consequências negativas que se alastram pelos ecossistemas”, o termo destacado exerce a função sintática de:
Alternativas
Q3914589 Português

Observe o enunciado:


“Embora os estudos apontem riscos, a política adotada permanece inalterada.”  


Assinale a alternativa CORRETA quanto à classificação das orações. 

Alternativas
Q3914582 Português

Crise climática: gelo marinho atinge mínimo histórico enquanto temperaturas globais disparam


 Patrícia Junqueira — Ecoa (UOL), 06/03/2025


A cobertura global de gelo marinho atingiu um novo mínimo histórico em fevereiro de 2025, de acordo com o observatório europeu Copernicus (C3S). Além disso, o mês de fevereiro foi o terceiro mais quente já registrado, reforçando a persistência do aquecimento global e os impactos das mudanças climáticas observados no planeta.

Os cientistas alertam que a redução do gelo marinho tem impactos significativos no clima global, pois altera padrões atmosféricos e oceanográficos, contribuindo para eventos extremos e acelerando ainda mais o aquecimento. No Ártico, a extensão do gelo foi 8% abaixo da média histórica para o mês, representando o menor valor já registrado para essa época do ano. Na Antártida, a cobertura de gelo também caiu para níveis 26% abaixo da média. Fevereiro de 2025 continuou a sequência de temperaturas recordes ou quase recordes observadas nos últimos dois anos, com a temperatura média global ficando 0,63°C acima da média do período 1991-2020. Em relação ao período pré-industrial (1850-1900), o aquecimento atingiu 1,59°C acima da média, evidenciando o impacto contínuo das atividades humanas nas mudanças climáticas.

Os efeitos desse aquecimento não se restringem às regiões polares: áreas amplas do mundo, como partes da Europa, América do Sul e Estados Unidos, têm registrado temperaturas acima da média, enquanto os oceanos também apresentam temperaturas superficiais elevadas, intensificando eventos extremos e alterando ecossistemas marinhos.



 Elemento coesivo mais recorrente no texto é:Conectores temporais
Alternativas
Q3914219 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que o tamanho do seu pescoço pode dizer sobre sua saúde?


Muitos associam o ganho de peso ao aumento da barriga ou ao aperto das roupas, mas o pescoço também revela sinais importantes sobre a saúde. Se estiver mais grosso ou mais fino que o normal, pode indicar desequilíbrios no organismo.


O Índice de Massa Corporal (IMC) é o método mais comum para estimar gordura corporal, mas não considera diferenças de composição muscular. Por isso, a medição da circunferência do pescoço tornou-se um parâmetro adicional. De acordo com Shiv Kumar Sarin, do ILBS em Delhi, a medida ideal é de trinta e três a trinta e cinco centímetros para mulheres e de trinta e sete a quarenta centímetros para homens.


Fora do contexto atlético, um pescoço espesso pode sinalizar acúmulo de gordura e risco de obesidade. Segundo Amitav Banerjee, professor do DY Medical College, um pescoço grosso indica que o corpo caminha para a obesidade, associada a várias doenças. Essa gordura é metabolicamente ativa e reflete o volume de gordura visceral, que interfere nos níveis de açúcar, colesterol e pressão arterial.


Ahmed Elbediwy, da Universidade Kingston, explica que quanto maior o excesso de peso, maior será o pescoço. O espessamento pode indicar síndrome metabólica, conjunto de fatores que aumentam o risco de diabetes tipo 2, doenças cardíacas e apneia do sono. O médico Mohsin Wali acrescenta que quem tem pescoço grosso pode apresentar colesterol alto, fígado gorduroso e pressão elevada.


Apesar disso, Elbediwy orienta a não se alarmar: hábitos saudáveis, prática de exercícios e sono adequado ajudam a equilibrar o metabolismo e reduzir gordura corporal.


Já um pescoço muito fino, embora considerado esteticamente atraente em algumas culturas, pode apontar anemia. O médico Atreya Niharachandra afirma que esses casos exigem reposição de ferro, vitaminas e, às vezes, transfusões.


Certas pessoas também apresentam uma vértebra cervical extra — condição congênita e geralmente inofensiva, descoberta por acaso em exames. Outra alteração comum é o bócio, causado pelo aumento da glândula tireoide. Embora indolor, o NHS recomenda avaliação médica.


Observar o pescoço, portanto, fornece indícios valiosos sobre o corpo. Diante do espelho, ele pode revelar mais sobre sua saúde do que você imagina.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1lqjrz6520o.adaptado.
Segundo Amitav Banerjee, professor do DY Medical College, um pescoço grosso indica "que o corpo caminha para a obesidade", associada a várias doenças.

Com base na classificação sintática das orações, é correto afirmar que
Alternativas
Q3914217 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que o tamanho do seu pescoço pode dizer sobre sua saúde?


Muitos associam o ganho de peso ao aumento da barriga ou ao aperto das roupas, mas o pescoço também revela sinais importantes sobre a saúde. Se estiver mais grosso ou mais fino que o normal, pode indicar desequilíbrios no organismo.


O Índice de Massa Corporal (IMC) é o método mais comum para estimar gordura corporal, mas não considera diferenças de composição muscular. Por isso, a medição da circunferência do pescoço tornou-se um parâmetro adicional. De acordo com Shiv Kumar Sarin, do ILBS em Delhi, a medida ideal é de trinta e três a trinta e cinco centímetros para mulheres e de trinta e sete a quarenta centímetros para homens.


Fora do contexto atlético, um pescoço espesso pode sinalizar acúmulo de gordura e risco de obesidade. Segundo Amitav Banerjee, professor do DY Medical College, um pescoço grosso indica que o corpo caminha para a obesidade, associada a várias doenças. Essa gordura é metabolicamente ativa e reflete o volume de gordura visceral, que interfere nos níveis de açúcar, colesterol e pressão arterial.


Ahmed Elbediwy, da Universidade Kingston, explica que quanto maior o excesso de peso, maior será o pescoço. O espessamento pode indicar síndrome metabólica, conjunto de fatores que aumentam o risco de diabetes tipo 2, doenças cardíacas e apneia do sono. O médico Mohsin Wali acrescenta que quem tem pescoço grosso pode apresentar colesterol alto, fígado gorduroso e pressão elevada.


Apesar disso, Elbediwy orienta a não se alarmar: hábitos saudáveis, prática de exercícios e sono adequado ajudam a equilibrar o metabolismo e reduzir gordura corporal.


Já um pescoço muito fino, embora considerado esteticamente atraente em algumas culturas, pode apontar anemia. O médico Atreya Niharachandra afirma que esses casos exigem reposição de ferro, vitaminas e, às vezes, transfusões.


Certas pessoas também apresentam uma vértebra cervical extra — condição congênita e geralmente inofensiva, descoberta por acaso em exames. Outra alteração comum é o bócio, causado pelo aumento da glândula tireoide. Embora indolor, o NHS recomenda avaliação médica.


Observar o pescoço, portanto, fornece indícios valiosos sobre o corpo. Diante do espelho, ele pode revelar mais sobre sua saúde do que você imagina.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1lqjrz6520o.adaptado.
Observar o pescoço, portanto, fornece indícios valiosos sobre o corpo. Diante do espelho, ele pode revelar mais sobre sua saúde do que você imagina.
Com base nas regras de concordância nominal, é correto afirmar que
Alternativas
Respostas
3701: A
3702: D
3703: C
3704: B
3705: D
3706: B
3707: A
3708: C
3709: A
3710: A
3711: D
3712: C
3713: C
3714: B
3715: D
3716: A
3717: C
3718: B
3719: D
3720: A