Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
Foram encontradas 53.037 questões
"Não estávamos muito _____ de sair; ______, fizemos um esforço para satisfazer você."
Leia o texto para responder à questão.
Não façam isso!
Ao que consta, pretendem retirar a língua francesa do currículo escolar. Isso me faz lembrar de uma amiga minha que foi para a Alemanha apenas sabendo francês. Como eu lhe observasse que era pouco, ela retrucou:
– Não vale a pena conhecer alemães que não saibam francês.
Na verdade, o que devemos à França não é a cultura francesa, é a cultura universal. Toda obra, para universalizar-se, teria de passar pelos tradutores franceses. Se não fosse a França, o mundo ocidental teria perdido Dostoiévski. Imagina só o que teríamos quanto ao conhecimento da alma se não conhecêssemos Dostoiévski. Nada.
Ou quase nada, acrescento a tempo. Pois acabo de lembrar-me de Shakespeare.
A minha queixa, porém, é contra os americanos.
Já disse e repito que, se há males que vêm para bem, há bens que vêm para mal. Exemplo: os Estados Unidos ganharam a guerra. Resultado: o povo, em geral, só lê os best-sellers americanos que eles nos impingem.
São tão ruins que chego a desconfiar que sejam apenas literatura de exportação.
(Mario Quintana. Da preguiça como método de trabalho, 2013)
Leia o texto para responder à questão.
Não façam isso!
Ao que consta, pretendem retirar a língua francesa do currículo escolar. Isso me faz lembrar de uma amiga minha que foi para a Alemanha apenas sabendo francês. Como eu lhe observasse que era pouco, ela retrucou:
– Não vale a pena conhecer alemães que não saibam francês.
Na verdade, o que devemos à França não é a cultura francesa, é a cultura universal. Toda obra, para universalizar-se, teria de passar pelos tradutores franceses. Se não fosse a França, o mundo ocidental teria perdido Dostoiévski. Imagina só o que teríamos quanto ao conhecimento da alma se não conhecêssemos Dostoiévski. Nada.
Ou quase nada, acrescento a tempo. Pois acabo de lembrar-me de Shakespeare.
A minha queixa, porém, é contra os americanos.
Já disse e repito que, se há males que vêm para bem, há bens que vêm para mal. Exemplo: os Estados Unidos ganharam a guerra. Resultado: o povo, em geral, só lê os best-sellers americanos que eles nos impingem.
São tão ruins que chego a desconfiar que sejam apenas literatura de exportação.
(Mario Quintana. Da preguiça como método de trabalho, 2013)
Considere as passagens:
• … uma amiga minha que foi para a Alemanha… (1º parágrafo)
• Como eu lhe observasse que era pouco… (1º parágrafo)
• Toda obra, para universalizar-se… (3º parágrafo)
• … chego a desconfiar que sejam apenas literatura de exportação. (7º parágrafo)
Os termos destacados estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de:
Leia o texto para responder à questão.
Ideia Perigosa
O Brasil não gosta de ideias que ameacem seu status quo social, especialmente a divisão da população entre um “andar de cima”, formado pela elite rica, e um “andar de baixo”, composto pelo povão. A única ideia ousada foi a abolição da escravatura sem indenização aos proprietários. Depois de 350 anos, cerca de 800 mil escravizados foram soltos, mas temia-se que a agricultura não funcionaria sem o trabalho escravo e que a elite perderia seus serviçais negros.
Ainda assim, foi uma ousadia contida: foram soltos, mas não foram libertados, porque não receberam o “mapa” para caminhar – um pedaço de terra e uma escola. Um século e meio depois, o temor continua: não se fez reforma agrária nem se implantou um sistema educacional de qualidade para os descendentes sociais dos escravizados. Os ousados abolicionistas que defenderam a libertação não ousaram incluir mais um artigo na Lei Áurea: “Fica implantado um Sistema Único Nacional Público de Educação em todo o território nacional, onde estudarão, nas mesmas escolas, os filhos de escravizados e os filhos de seus ex-escravocratas”.
Desde então, o Brasil até mesmo adiou ideias moderadamente ousadas: o direito a férias remuneradas para trabalhadores só foi outorgado em 1925; a primeira universidade, 1922; a criação de um Ministério da Educação, 1930; a instituição do salário-mínimo, 1936; o décimo terceiro salário, 1962; o piso salarial para professores e a obrigatoriedade de vaga a partir dos quatro anos, em 2008; e vaga até o final do ensino médio, em 2009.
Eram ideias relativamente modestas e, ainda assim, temidas, que demoraram a ser adotadas. Por isso, quase na metade do século 21, nenhum partido propõe a criação de um sistema nacional público único de educação básica, com a mesma qualidade, no qual estudem os filhos da elite e os filhos do povão, independentemente da renda e do endereço. No mundo contemporâneo, são defendidas, corretamente, políticas de cotas para ingresso no ensino superior, mas não se avança na defesa de um sistema educacional capaz de torná-las desnecessárias. Tem-se o humanismo dos emancipacionistas, sem a perigosa ousadia dos abolicionistas. Temem-se os efeitos de uma ideia perigosa.
Perigosa para o resto do mundo, pois o Brasil se tornaria uma das cinco maiores economias globais ao mobilizar o potencial intelectual de seus 200 milhões de habitantes, com a produtividade decorrente de educação de alta qualidade. Em 1888, tiramos as algemas das mãos e, nos anos 1930, dos pés; falta tirar as algemas dos cérebros, o que não ocorre por falta de uma escola de qualidade máxima para todos. A democratização do uso dos pés em quadras de clubes futebolísticos nos fez uma potência futebolística; a inclusão de todos os cérebros bem formados nos fará uma potência científica, tecnológica e econômica.
No entanto, essa ideia perigosa representaria o grande salto do Brasil: completaria a abolição inacabada, elevaria a produtividade, aumentaria e distribuiria melhor a renda nacional conforme o talento e o esforço, dinamizaria a cultura, promoveria maior equidade social, pacificaria a sociedade, consolidaria a democracia e poderia transformar um país periférico em protagonista no cenário global – na economia, na ciência, na tecnologia, na cultura e na diplomacia.
(Cristovam Buarque. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 15.04.2026. Adaptado)
Leia o texto para responder à questão.
Ideia Perigosa
O Brasil não gosta de ideias que ameacem seu status quo social, especialmente a divisão da população entre um “andar de cima”, formado pela elite rica, e um “andar de baixo”, composto pelo povão. A única ideia ousada foi a abolição da escravatura sem indenização aos proprietários. Depois de 350 anos, cerca de 800 mil escravizados foram soltos, mas temia-se que a agricultura não funcionaria sem o trabalho escravo e que a elite perderia seus serviçais negros.
Ainda assim, foi uma ousadia contida: foram soltos, mas não foram libertados, porque não receberam o “mapa” para caminhar – um pedaço de terra e uma escola. Um século e meio depois, o temor continua: não se fez reforma agrária nem se implantou um sistema educacional de qualidade para os descendentes sociais dos escravizados. Os ousados abolicionistas que defenderam a libertação não ousaram incluir mais um artigo na Lei Áurea: “Fica implantado um Sistema Único Nacional Público de Educação em todo o território nacional, onde estudarão, nas mesmas escolas, os filhos de escravizados e os filhos de seus ex-escravocratas”.
Desde então, o Brasil até mesmo adiou ideias moderadamente ousadas: o direito a férias remuneradas para trabalhadores só foi outorgado em 1925; a primeira universidade, 1922; a criação de um Ministério da Educação, 1930; a instituição do salário-mínimo, 1936; o décimo terceiro salário, 1962; o piso salarial para professores e a obrigatoriedade de vaga a partir dos quatro anos, em 2008; e vaga até o final do ensino médio, em 2009.
Eram ideias relativamente modestas e, ainda assim, temidas, que demoraram a ser adotadas. Por isso, quase na metade do século 21, nenhum partido propõe a criação de um sistema nacional público único de educação básica, com a mesma qualidade, no qual estudem os filhos da elite e os filhos do povão, independentemente da renda e do endereço. No mundo contemporâneo, são defendidas, corretamente, políticas de cotas para ingresso no ensino superior, mas não se avança na defesa de um sistema educacional capaz de torná-las desnecessárias. Tem-se o humanismo dos emancipacionistas, sem a perigosa ousadia dos abolicionistas. Temem-se os efeitos de uma ideia perigosa.
Perigosa para o resto do mundo, pois o Brasil se tornaria uma das cinco maiores economias globais ao mobilizar o potencial intelectual de seus 200 milhões de habitantes, com a produtividade decorrente de educação de alta qualidade. Em 1888, tiramos as algemas das mãos e, nos anos 1930, dos pés; falta tirar as algemas dos cérebros, o que não ocorre por falta de uma escola de qualidade máxima para todos. A democratização do uso dos pés em quadras de clubes futebolísticos nos fez uma potência futebolística; a inclusão de todos os cérebros bem formados nos fará uma potência científica, tecnológica e econômica.
No entanto, essa ideia perigosa representaria o grande salto do Brasil: completaria a abolição inacabada, elevaria a produtividade, aumentaria e distribuiria melhor a renda nacional conforme o talento e o esforço, dinamizaria a cultura, promoveria maior equidade social, pacificaria a sociedade, consolidaria a democracia e poderia transformar um país periférico em protagonista no cenário global – na economia, na ciência, na tecnologia, na cultura e na diplomacia.
(Cristovam Buarque. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 15.04.2026. Adaptado)
Leia o texto para responder à questão.
Ideia Perigosa
O Brasil não gosta de ideias que ameacem seu status quo social, especialmente a divisão da população entre um “andar de cima”, formado pela elite rica, e um “andar de baixo”, composto pelo povão. A única ideia ousada foi a abolição da escravatura sem indenização aos proprietários. Depois de 350 anos, cerca de 800 mil escravizados foram soltos, mas temia-se que a agricultura não funcionaria sem o trabalho escravo e que a elite perderia seus serviçais negros.
Ainda assim, foi uma ousadia contida: foram soltos, mas não foram libertados, porque não receberam o “mapa” para caminhar – um pedaço de terra e uma escola. Um século e meio depois, o temor continua: não se fez reforma agrária nem se implantou um sistema educacional de qualidade para os descendentes sociais dos escravizados. Os ousados abolicionistas que defenderam a libertação não ousaram incluir mais um artigo na Lei Áurea: “Fica implantado um Sistema Único Nacional Público de Educação em todo o território nacional, onde estudarão, nas mesmas escolas, os filhos de escravizados e os filhos de seus ex-escravocratas”.
Desde então, o Brasil até mesmo adiou ideias moderadamente ousadas: o direito a férias remuneradas para trabalhadores só foi outorgado em 1925; a primeira universidade, 1922; a criação de um Ministério da Educação, 1930; a instituição do salário-mínimo, 1936; o décimo terceiro salário, 1962; o piso salarial para professores e a obrigatoriedade de vaga a partir dos quatro anos, em 2008; e vaga até o final do ensino médio, em 2009.
Eram ideias relativamente modestas e, ainda assim, temidas, que demoraram a ser adotadas. Por isso, quase na metade do século 21, nenhum partido propõe a criação de um sistema nacional público único de educação básica, com a mesma qualidade, no qual estudem os filhos da elite e os filhos do povão, independentemente da renda e do endereço. No mundo contemporâneo, são defendidas, corretamente, políticas de cotas para ingresso no ensino superior, mas não se avança na defesa de um sistema educacional capaz de torná-las desnecessárias. Tem-se o humanismo dos emancipacionistas, sem a perigosa ousadia dos abolicionistas. Temem-se os efeitos de uma ideia perigosa.
Perigosa para o resto do mundo, pois o Brasil se tornaria uma das cinco maiores economias globais ao mobilizar o potencial intelectual de seus 200 milhões de habitantes, com a produtividade decorrente de educação de alta qualidade. Em 1888, tiramos as algemas das mãos e, nos anos 1930, dos pés; falta tirar as algemas dos cérebros, o que não ocorre por falta de uma escola de qualidade máxima para todos. A democratização do uso dos pés em quadras de clubes futebolísticos nos fez uma potência futebolística; a inclusão de todos os cérebros bem formados nos fará uma potência científica, tecnológica e econômica.
No entanto, essa ideia perigosa representaria o grande salto do Brasil: completaria a abolição inacabada, elevaria a produtividade, aumentaria e distribuiria melhor a renda nacional conforme o talento e o esforço, dinamizaria a cultura, promoveria maior equidade social, pacificaria a sociedade, consolidaria a democracia e poderia transformar um país periférico em protagonista no cenário global – na economia, na ciência, na tecnologia, na cultura e na diplomacia.
(Cristovam Buarque. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 15.04.2026. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
“Não complique sua vida”. Eu gostaria que alguém tivesse me dito isso aos 18 anos. Alguém possivelmente me falou aos 28, mas demorei para escutar. Então, agilize-se. Repita em voz alta, escreva no espelho do banheiro ou deixe um recado na porta da geladeira: não complique sua vida.
Você tem noção da rapidez com que a vida escorre pelos dedos? Mesmo que você morra bem velhinho, ainda assim, passa muito rápido. Você terá desilusões amorosas, dívidas a pagar e sonhos inalcançáveis. É a nossa mochila de pedras. Cada um tem a sua e dá conta dela — ou já deu, e sabe como foi difícil. Não coloque nem mais uma pedrinha sequer.
Amores confusos são tentadores. Quem é que não estufa o peito diante de um desafio? Quem resiste à tentação de mergulhar no redemoinho dos quereres? Quem não se sente um super-herói ao conquistar uma declaração de amor que parecia impossível? Quando vê, está viciado nessas batalhas, correndo atrás de mais adrenalina. Ah, querido sofredor, entendo que você insista neste drama até a metade do livro, mas não fique para ver o final. Abandone a leitura pela metade. Abandone suas complicações pela metade.
Largue o namorado encostado, a parceira confusa e o emprego (se aquele escritório é um hospício). Porém, a não ser em casos de polícia, não brigue feio com seus pais e mantenha os amigos de infância por perto; é sempre divertido ouvir quem conheceu você na juventude. Junte dinheiro para viajar. Lá fora você encontrará o paraíso e a solidão.
O amanhã jamais vai deixar de ser uma página em branco. Então, celebre a cada vez que o dia terminar bem. Você nem imagina a turbulência que poderia ter surgido. Ora, você imagina sim, você sabe.
(Martha Medeiros. Não complique sua vida. Disponível em: https://oglobo.globo.com, 26.07.2026. Adaptado)
Em relação à sintaxe da oração presente no trecho acima, assinale a alternativa correta.
Em relação à concordância verbal presente no trecho acima, assinale a alternativa correta.
Analise as assertivas a seguir acerca da sintaxe do período.
I.A oração introduzida pelo pronome relativo "que" exerce a função de oração subordinada substantiva completiva nominal, pois completa o sentido do substantivo "comportamentos".
II.O segmento "em uma ou poucas camadas atômicas" exerce a função de objeto direto preposicionado do verbo "consistem", por completar diretamente o sentido desse verbo.
III.A expressão "muitas vezes" encontra-se intercalada entre vírgulas e exerce função de adjunto adverbial de frequência no interior da oração subordinada adjetiva.
IV.A forma verbal "ampliando" introduz uma oração reduzida de gerúndio com valor de resultado em relação às informações anteriormente apresentadas no período.
Assinale a alternativa correta.
Em relação ao emprego do acento indicativo de crase no trecho, assinale a alternativa correta.
Em relação à regência nominal presente no trecho acima, assinale a alternativa correta.
Considerando os princípios de reescrita e correção gramatical de frases e textos, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I.A reescrita de um texto exige avaliar as relações sintáticas e semânticas estabelecidas entre seus segmentos, pois alterações gramaticalmente adequadas modificam relações de sentido quando interferem na articulação das informações.
PORQUE
II.A reorganização de constituintes, a substituição de conectores e a alteração de relações de subordinação ou coordenação interferem na maneira como as informações se vinculam no enunciado.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Em relação às expressões destacadas no trecho acima, assinale a alternativa correta.
Em relação à regência verbal do verbo destacado no trecho acima, assinale a alternativa correta.
Analise as assertivas a seguir acerca da pontuação empregada no trecho.
I.A vírgula empregada após "eletrólise" isola a oração subordinada adjetiva explicativa iniciada pelo pronome relativo "que", a qual acrescenta uma informação explicativa sobre o termo antecedente.
II.A eliminação da primeira vírgula, após "renováveis", mantendo-se a vírgula após "solar", preserva a correção gramatical do trecho.
III.A vírgula empregada após "solar" assinala o término da expressão exemplificativa intercalada "como eólica e solar", retomando a sequência da oração iniciada por "que emprega correntes elétricas de fontes renováveis".
IV.A retirada da vírgula após "renováveis" preserva a correção gramatical, pois a expressão "como eólica e solar" exerce função de complemento verbal.
Assinale a alternativa correta.
Em relação à sintaxe da oração presente no trecho acima, assinale a alternativa correta.