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Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

Foram encontradas 51.581 questões

Q4247082 Português
Qualidade da água dos rios da Mata Atlântica
segue precária; pontos com classificação boa
caem para apenas cinco 


    A qualidade da água dos rios da Mata Atlântica continua precária, sem apresentar sinais consistentes de melhora. Lançado na semana do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, o novo relatório da Fundação SOS Mata Atlântica confirma um cenário de estagnação nos indicadores e revela uma redução significativa no número de pontos com água classificada como boa. No estudo mais recente, que reúne dados coletados entre janeiro e dezembro de 2025, quase 80% dos pontos monitorados apresentaram qualidade regular – o que indica impacto relevante da poluição e necessidade de tratamento da água para diferentes usos. 

    Produzido pelo programa Observando os Rios, uma das maiores iniciativas de ciência cidadã voltadas ao monitoramento da qualidade da água no Brasil, o Retrato da Qualidade da Água nos Rios da Mata Atlântica reúne um amplo diagnóstico sobre a situação dos cursos d’água do bioma. Neste ciclo de monitoramento, foram realizadas 1.209 análises em 162 pontos de coleta, distribuídos em 128 rios e corpos d’água localizados em 86 municípios de 14 estados, com a participação de 133 grupos voluntários. [...] 

    Os resultados mostram que apenas cinco pontos (3,1%) apresentaram qualidade boa, enquanto 127 (78,4%) foram classificados como regulares, 25 (15,4%) como ruins e cinco (3,1%) como péssimos. Mais uma vez, nenhum ponto analisado atingiu a classificação de qualidade ótima. [...] 

    A comparação com os dados do ciclo anterior reforça o alerta. Entre os 115 pontos acompanhados nos dois anos consecutivos, os classificados como bons caíram de nove para três. Ao mesmo tempo, houve um aumento dos regulares e leve crescimento dos enquadrados como ruins. Cinco pontos permaneceram na categoria péssima, mantendo condições críticas de qualidade da água. 

    Para Gustavo Veronesi, coordenador da causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica, os resultados sinalizam que o país ainda não conseguiu avançar, de forma estrutural, na recuperação dos rios. “Seguimos presos a um cenário de estagnação num patamar que há anos já é preocupante. A predominância da qualidade regular revela que a maioria dos rios está sob pressão constante da poluição. Sem mudanças estruturais, o país continuará convivendo com rios degradados e, consequentemente, com riscos crescentes para toda a população”, afirma. 

Ainda assim, há exemplos pontuais de recuperação. Em Pacatuba (SE), o rio Betume apresentou melhora e passou da classificação regular para boa, enquanto o rio Capivari, em Florianópolis (SC), e o córrego Itaguaçu/Itaquanduba, em Ilhabela (SP) avançaram de ruim para regular. Os casos indicam que a recuperação é possível quando há redução das fontes de poluição e avanços na gestão das bacias hidrográficas. [...] Porém, em alguns casos, a situação se agravou ainda mais: o rio Jaboatão, em Jaboatão dos Guararapes (PE), e pontos dos rios Paraíba do Sul, em Itaocara (RJ), e Tietê, em Guarulhos (SP) e Santana de Parnaíba (SP), passaram de regular para ruim, tornando a água imprópria para diversos usos. O relatório também aponta que alguns dos trechos mais críticos, com água péssima, permanecem sem melhora – como os rios Pinheiros e Jaguaré, na capital paulista, e o Ribeirão dos Meninos, em São Caetano do Sul (SP) –, evidenciando que a recuperação dos rios é lenta e exige ações estruturais contínuas. [...] 

    Eventos extremos, como períodos prolongados de estiagem e chuvas intensas, alteram o funcionamento das bacias, aumentam o carreamento de sedimentos e reduzem a capacidade de diluição de poluentes, agravando a situação dos rios. Relatório recente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) aponta que, para cada US$ 1 investido globalmente na proteção da natureza, cerca de US$ 30 financiam atividades que degradam os ecossistemas, evidenciando o descompasso entre os investimentos necessários para enfrentar a crise ambiental e os recursos destinados a atividades que pressionam os recursos naturais. [...] 

    O Observando os Rios mobiliza comunidades em diferentes regiões da Mata Atlântica para acompanhar mensalmente a qualidade da água em rios e córregos, utilizando metodologia baseada no Índice de Qualidade da Água. A rede reúne, atualmente, mais de dois mil voluntários em 14 estados, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a situação dos recursos hídricos e fortalecer a mobilização social em defesa da água limpa. A consistência dos dados gerados pelo programa foi analisada em estudo publicado na revista científica internacional Citizen Science: Theory and Practice, que apontou forte convergência entre as medições realizadas pelos voluntários e os padrões oficiais de monitoramento da CETESB. 

Adaptado de: https://www.sosma.org.br/noticias/qualidade-da-agua-
dos-rios-da-mata-atlantica-segue-precaria-pontos-com-
classificacao-boa-caem-para-apenas-cinco. Acesso em: 31 maio
2026. 
Assinale a alternativa em que o advérbio ou a locução adverbial destacado(a) modifica um adjetivo. 
Alternativas
Q4247080 Português
Qualidade da água dos rios da Mata Atlântica
segue precária; pontos com classificação boa
caem para apenas cinco 


    A qualidade da água dos rios da Mata Atlântica continua precária, sem apresentar sinais consistentes de melhora. Lançado na semana do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, o novo relatório da Fundação SOS Mata Atlântica confirma um cenário de estagnação nos indicadores e revela uma redução significativa no número de pontos com água classificada como boa. No estudo mais recente, que reúne dados coletados entre janeiro e dezembro de 2025, quase 80% dos pontos monitorados apresentaram qualidade regular – o que indica impacto relevante da poluição e necessidade de tratamento da água para diferentes usos. 

    Produzido pelo programa Observando os Rios, uma das maiores iniciativas de ciência cidadã voltadas ao monitoramento da qualidade da água no Brasil, o Retrato da Qualidade da Água nos Rios da Mata Atlântica reúne um amplo diagnóstico sobre a situação dos cursos d’água do bioma. Neste ciclo de monitoramento, foram realizadas 1.209 análises em 162 pontos de coleta, distribuídos em 128 rios e corpos d’água localizados em 86 municípios de 14 estados, com a participação de 133 grupos voluntários. [...] 

    Os resultados mostram que apenas cinco pontos (3,1%) apresentaram qualidade boa, enquanto 127 (78,4%) foram classificados como regulares, 25 (15,4%) como ruins e cinco (3,1%) como péssimos. Mais uma vez, nenhum ponto analisado atingiu a classificação de qualidade ótima. [...] 

    A comparação com os dados do ciclo anterior reforça o alerta. Entre os 115 pontos acompanhados nos dois anos consecutivos, os classificados como bons caíram de nove para três. Ao mesmo tempo, houve um aumento dos regulares e leve crescimento dos enquadrados como ruins. Cinco pontos permaneceram na categoria péssima, mantendo condições críticas de qualidade da água. 

    Para Gustavo Veronesi, coordenador da causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica, os resultados sinalizam que o país ainda não conseguiu avançar, de forma estrutural, na recuperação dos rios. “Seguimos presos a um cenário de estagnação num patamar que há anos já é preocupante. A predominância da qualidade regular revela que a maioria dos rios está sob pressão constante da poluição. Sem mudanças estruturais, o país continuará convivendo com rios degradados e, consequentemente, com riscos crescentes para toda a população”, afirma. 

Ainda assim, há exemplos pontuais de recuperação. Em Pacatuba (SE), o rio Betume apresentou melhora e passou da classificação regular para boa, enquanto o rio Capivari, em Florianópolis (SC), e o córrego Itaguaçu/Itaquanduba, em Ilhabela (SP) avançaram de ruim para regular. Os casos indicam que a recuperação é possível quando há redução das fontes de poluição e avanços na gestão das bacias hidrográficas. [...] Porém, em alguns casos, a situação se agravou ainda mais: o rio Jaboatão, em Jaboatão dos Guararapes (PE), e pontos dos rios Paraíba do Sul, em Itaocara (RJ), e Tietê, em Guarulhos (SP) e Santana de Parnaíba (SP), passaram de regular para ruim, tornando a água imprópria para diversos usos. O relatório também aponta que alguns dos trechos mais críticos, com água péssima, permanecem sem melhora – como os rios Pinheiros e Jaguaré, na capital paulista, e o Ribeirão dos Meninos, em São Caetano do Sul (SP) –, evidenciando que a recuperação dos rios é lenta e exige ações estruturais contínuas. [...] 

    Eventos extremos, como períodos prolongados de estiagem e chuvas intensas, alteram o funcionamento das bacias, aumentam o carreamento de sedimentos e reduzem a capacidade de diluição de poluentes, agravando a situação dos rios. Relatório recente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) aponta que, para cada US$ 1 investido globalmente na proteção da natureza, cerca de US$ 30 financiam atividades que degradam os ecossistemas, evidenciando o descompasso entre os investimentos necessários para enfrentar a crise ambiental e os recursos destinados a atividades que pressionam os recursos naturais. [...] 

    O Observando os Rios mobiliza comunidades em diferentes regiões da Mata Atlântica para acompanhar mensalmente a qualidade da água em rios e córregos, utilizando metodologia baseada no Índice de Qualidade da Água. A rede reúne, atualmente, mais de dois mil voluntários em 14 estados, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a situação dos recursos hídricos e fortalecer a mobilização social em defesa da água limpa. A consistência dos dados gerados pelo programa foi analisada em estudo publicado na revista científica internacional Citizen Science: Theory and Practice, que apontou forte convergência entre as medições realizadas pelos voluntários e os padrões oficiais de monitoramento da CETESB. 

Adaptado de: https://www.sosma.org.br/noticias/qualidade-da-agua-
dos-rios-da-mata-atlantica-segue-precaria-pontos-com-
classificacao-boa-caem-para-apenas-cinco. Acesso em: 31 maio
2026. 
Considerando a análise de determinados elementos linguísticos presentes no texto, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
(  ) Em “[...] quase 80% dos pontos monitorados apresentaram qualidade regular [...]”, se o trecho destacado fosse substituído por “da área monitorada”, o verbo “apresentaram” poderia estar no singular: “apresentou” — sem prejuízo gramatical.
(  ) Em “Ao mesmo tempo, houve um aumento dos regulares e leve crescimento dos enquadrados como ruins.”, caso o trecho destacado estivesse no plural, o verbo o acompanharia: “houveram aumentos” — sem prejuízo gramatical.  
(  ) Em “[...] o país continuará convivendo com rios degradados e, consequentemente, com riscos crescentes para toda a população [...]”, se a palavra “para” fosse substituída por “a”, o acento indicativo de crase seria obrigatório.
Alternativas
Q4247077 Português
Qualidade da água dos rios da Mata Atlântica
segue precária; pontos com classificação boa
caem para apenas cinco 


    A qualidade da água dos rios da Mata Atlântica continua precária, sem apresentar sinais consistentes de melhora. Lançado na semana do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, o novo relatório da Fundação SOS Mata Atlântica confirma um cenário de estagnação nos indicadores e revela uma redução significativa no número de pontos com água classificada como boa. No estudo mais recente, que reúne dados coletados entre janeiro e dezembro de 2025, quase 80% dos pontos monitorados apresentaram qualidade regular – o que indica impacto relevante da poluição e necessidade de tratamento da água para diferentes usos. 

    Produzido pelo programa Observando os Rios, uma das maiores iniciativas de ciência cidadã voltadas ao monitoramento da qualidade da água no Brasil, o Retrato da Qualidade da Água nos Rios da Mata Atlântica reúne um amplo diagnóstico sobre a situação dos cursos d’água do bioma. Neste ciclo de monitoramento, foram realizadas 1.209 análises em 162 pontos de coleta, distribuídos em 128 rios e corpos d’água localizados em 86 municípios de 14 estados, com a participação de 133 grupos voluntários. [...] 

    Os resultados mostram que apenas cinco pontos (3,1%) apresentaram qualidade boa, enquanto 127 (78,4%) foram classificados como regulares, 25 (15,4%) como ruins e cinco (3,1%) como péssimos. Mais uma vez, nenhum ponto analisado atingiu a classificação de qualidade ótima. [...] 

    A comparação com os dados do ciclo anterior reforça o alerta. Entre os 115 pontos acompanhados nos dois anos consecutivos, os classificados como bons caíram de nove para três. Ao mesmo tempo, houve um aumento dos regulares e leve crescimento dos enquadrados como ruins. Cinco pontos permaneceram na categoria péssima, mantendo condições críticas de qualidade da água. 

    Para Gustavo Veronesi, coordenador da causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica, os resultados sinalizam que o país ainda não conseguiu avançar, de forma estrutural, na recuperação dos rios. “Seguimos presos a um cenário de estagnação num patamar que há anos já é preocupante. A predominância da qualidade regular revela que a maioria dos rios está sob pressão constante da poluição. Sem mudanças estruturais, o país continuará convivendo com rios degradados e, consequentemente, com riscos crescentes para toda a população”, afirma. 

Ainda assim, há exemplos pontuais de recuperação. Em Pacatuba (SE), o rio Betume apresentou melhora e passou da classificação regular para boa, enquanto o rio Capivari, em Florianópolis (SC), e o córrego Itaguaçu/Itaquanduba, em Ilhabela (SP) avançaram de ruim para regular. Os casos indicam que a recuperação é possível quando há redução das fontes de poluição e avanços na gestão das bacias hidrográficas. [...] Porém, em alguns casos, a situação se agravou ainda mais: o rio Jaboatão, em Jaboatão dos Guararapes (PE), e pontos dos rios Paraíba do Sul, em Itaocara (RJ), e Tietê, em Guarulhos (SP) e Santana de Parnaíba (SP), passaram de regular para ruim, tornando a água imprópria para diversos usos. O relatório também aponta que alguns dos trechos mais críticos, com água péssima, permanecem sem melhora – como os rios Pinheiros e Jaguaré, na capital paulista, e o Ribeirão dos Meninos, em São Caetano do Sul (SP) –, evidenciando que a recuperação dos rios é lenta e exige ações estruturais contínuas. [...] 

    Eventos extremos, como períodos prolongados de estiagem e chuvas intensas, alteram o funcionamento das bacias, aumentam o carreamento de sedimentos e reduzem a capacidade de diluição de poluentes, agravando a situação dos rios. Relatório recente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) aponta que, para cada US$ 1 investido globalmente na proteção da natureza, cerca de US$ 30 financiam atividades que degradam os ecossistemas, evidenciando o descompasso entre os investimentos necessários para enfrentar a crise ambiental e os recursos destinados a atividades que pressionam os recursos naturais. [...] 

    O Observando os Rios mobiliza comunidades em diferentes regiões da Mata Atlântica para acompanhar mensalmente a qualidade da água em rios e córregos, utilizando metodologia baseada no Índice de Qualidade da Água. A rede reúne, atualmente, mais de dois mil voluntários em 14 estados, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a situação dos recursos hídricos e fortalecer a mobilização social em defesa da água limpa. A consistência dos dados gerados pelo programa foi analisada em estudo publicado na revista científica internacional Citizen Science: Theory and Practice, que apontou forte convergência entre as medições realizadas pelos voluntários e os padrões oficiais de monitoramento da CETESB. 

Adaptado de: https://www.sosma.org.br/noticias/qualidade-da-agua-
dos-rios-da-mata-atlantica-segue-precaria-pontos-com-
classificacao-boa-caem-para-apenas-cinco. Acesso em: 31 maio
2026. 
Assinale a alternativa em que a(s) vírgula(s) NÃO tenha(m) sido usada(s) para isolar uma expressão adverbial deslocada. 
Alternativas
Q4247076 Português
Qualidade da água dos rios da Mata Atlântica
segue precária; pontos com classificação boa
caem para apenas cinco 


    A qualidade da água dos rios da Mata Atlântica continua precária, sem apresentar sinais consistentes de melhora. Lançado na semana do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, o novo relatório da Fundação SOS Mata Atlântica confirma um cenário de estagnação nos indicadores e revela uma redução significativa no número de pontos com água classificada como boa. No estudo mais recente, que reúne dados coletados entre janeiro e dezembro de 2025, quase 80% dos pontos monitorados apresentaram qualidade regular – o que indica impacto relevante da poluição e necessidade de tratamento da água para diferentes usos. 

    Produzido pelo programa Observando os Rios, uma das maiores iniciativas de ciência cidadã voltadas ao monitoramento da qualidade da água no Brasil, o Retrato da Qualidade da Água nos Rios da Mata Atlântica reúne um amplo diagnóstico sobre a situação dos cursos d’água do bioma. Neste ciclo de monitoramento, foram realizadas 1.209 análises em 162 pontos de coleta, distribuídos em 128 rios e corpos d’água localizados em 86 municípios de 14 estados, com a participação de 133 grupos voluntários. [...] 

    Os resultados mostram que apenas cinco pontos (3,1%) apresentaram qualidade boa, enquanto 127 (78,4%) foram classificados como regulares, 25 (15,4%) como ruins e cinco (3,1%) como péssimos. Mais uma vez, nenhum ponto analisado atingiu a classificação de qualidade ótima. [...] 

    A comparação com os dados do ciclo anterior reforça o alerta. Entre os 115 pontos acompanhados nos dois anos consecutivos, os classificados como bons caíram de nove para três. Ao mesmo tempo, houve um aumento dos regulares e leve crescimento dos enquadrados como ruins. Cinco pontos permaneceram na categoria péssima, mantendo condições críticas de qualidade da água. 

    Para Gustavo Veronesi, coordenador da causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica, os resultados sinalizam que o país ainda não conseguiu avançar, de forma estrutural, na recuperação dos rios. “Seguimos presos a um cenário de estagnação num patamar que há anos já é preocupante. A predominância da qualidade regular revela que a maioria dos rios está sob pressão constante da poluição. Sem mudanças estruturais, o país continuará convivendo com rios degradados e, consequentemente, com riscos crescentes para toda a população”, afirma. 

Ainda assim, há exemplos pontuais de recuperação. Em Pacatuba (SE), o rio Betume apresentou melhora e passou da classificação regular para boa, enquanto o rio Capivari, em Florianópolis (SC), e o córrego Itaguaçu/Itaquanduba, em Ilhabela (SP) avançaram de ruim para regular. Os casos indicam que a recuperação é possível quando há redução das fontes de poluição e avanços na gestão das bacias hidrográficas. [...] Porém, em alguns casos, a situação se agravou ainda mais: o rio Jaboatão, em Jaboatão dos Guararapes (PE), e pontos dos rios Paraíba do Sul, em Itaocara (RJ), e Tietê, em Guarulhos (SP) e Santana de Parnaíba (SP), passaram de regular para ruim, tornando a água imprópria para diversos usos. O relatório também aponta que alguns dos trechos mais críticos, com água péssima, permanecem sem melhora – como os rios Pinheiros e Jaguaré, na capital paulista, e o Ribeirão dos Meninos, em São Caetano do Sul (SP) –, evidenciando que a recuperação dos rios é lenta e exige ações estruturais contínuas. [...] 

    Eventos extremos, como períodos prolongados de estiagem e chuvas intensas, alteram o funcionamento das bacias, aumentam o carreamento de sedimentos e reduzem a capacidade de diluição de poluentes, agravando a situação dos rios. Relatório recente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) aponta que, para cada US$ 1 investido globalmente na proteção da natureza, cerca de US$ 30 financiam atividades que degradam os ecossistemas, evidenciando o descompasso entre os investimentos necessários para enfrentar a crise ambiental e os recursos destinados a atividades que pressionam os recursos naturais. [...] 

    O Observando os Rios mobiliza comunidades em diferentes regiões da Mata Atlântica para acompanhar mensalmente a qualidade da água em rios e córregos, utilizando metodologia baseada no Índice de Qualidade da Água. A rede reúne, atualmente, mais de dois mil voluntários em 14 estados, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a situação dos recursos hídricos e fortalecer a mobilização social em defesa da água limpa. A consistência dos dados gerados pelo programa foi analisada em estudo publicado na revista científica internacional Citizen Science: Theory and Practice, que apontou forte convergência entre as medições realizadas pelos voluntários e os padrões oficiais de monitoramento da CETESB. 

Adaptado de: https://www.sosma.org.br/noticias/qualidade-da-agua-
dos-rios-da-mata-atlantica-segue-precaria-pontos-com-
classificacao-boa-caem-para-apenas-cinco. Acesso em: 31 maio
2026. 

Considere o seguinte excerto do texto:


“Os casos indicam que a recuperação é possível quando há redução das fontes de poluição e avanços na gestão das bacias hidrográficas. [...] Porém, em alguns casos, a situação se agravou ainda mais [...]”.


Todas as conjunções a seguir podem substituir, sem prejuízo de sentido, o conectivo destacado no excerto apresentado, EXCETO 

Alternativas
Q4247075 Português
Qualidade da água dos rios da Mata Atlântica
segue precária; pontos com classificação boa
caem para apenas cinco 


    A qualidade da água dos rios da Mata Atlântica continua precária, sem apresentar sinais consistentes de melhora. Lançado na semana do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, o novo relatório da Fundação SOS Mata Atlântica confirma um cenário de estagnação nos indicadores e revela uma redução significativa no número de pontos com água classificada como boa. No estudo mais recente, que reúne dados coletados entre janeiro e dezembro de 2025, quase 80% dos pontos monitorados apresentaram qualidade regular – o que indica impacto relevante da poluição e necessidade de tratamento da água para diferentes usos. 

    Produzido pelo programa Observando os Rios, uma das maiores iniciativas de ciência cidadã voltadas ao monitoramento da qualidade da água no Brasil, o Retrato da Qualidade da Água nos Rios da Mata Atlântica reúne um amplo diagnóstico sobre a situação dos cursos d’água do bioma. Neste ciclo de monitoramento, foram realizadas 1.209 análises em 162 pontos de coleta, distribuídos em 128 rios e corpos d’água localizados em 86 municípios de 14 estados, com a participação de 133 grupos voluntários. [...] 

    Os resultados mostram que apenas cinco pontos (3,1%) apresentaram qualidade boa, enquanto 127 (78,4%) foram classificados como regulares, 25 (15,4%) como ruins e cinco (3,1%) como péssimos. Mais uma vez, nenhum ponto analisado atingiu a classificação de qualidade ótima. [...] 

    A comparação com os dados do ciclo anterior reforça o alerta. Entre os 115 pontos acompanhados nos dois anos consecutivos, os classificados como bons caíram de nove para três. Ao mesmo tempo, houve um aumento dos regulares e leve crescimento dos enquadrados como ruins. Cinco pontos permaneceram na categoria péssima, mantendo condições críticas de qualidade da água. 

    Para Gustavo Veronesi, coordenador da causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica, os resultados sinalizam que o país ainda não conseguiu avançar, de forma estrutural, na recuperação dos rios. “Seguimos presos a um cenário de estagnação num patamar que há anos já é preocupante. A predominância da qualidade regular revela que a maioria dos rios está sob pressão constante da poluição. Sem mudanças estruturais, o país continuará convivendo com rios degradados e, consequentemente, com riscos crescentes para toda a população”, afirma. 

Ainda assim, há exemplos pontuais de recuperação. Em Pacatuba (SE), o rio Betume apresentou melhora e passou da classificação regular para boa, enquanto o rio Capivari, em Florianópolis (SC), e o córrego Itaguaçu/Itaquanduba, em Ilhabela (SP) avançaram de ruim para regular. Os casos indicam que a recuperação é possível quando há redução das fontes de poluição e avanços na gestão das bacias hidrográficas. [...] Porém, em alguns casos, a situação se agravou ainda mais: o rio Jaboatão, em Jaboatão dos Guararapes (PE), e pontos dos rios Paraíba do Sul, em Itaocara (RJ), e Tietê, em Guarulhos (SP) e Santana de Parnaíba (SP), passaram de regular para ruim, tornando a água imprópria para diversos usos. O relatório também aponta que alguns dos trechos mais críticos, com água péssima, permanecem sem melhora – como os rios Pinheiros e Jaguaré, na capital paulista, e o Ribeirão dos Meninos, em São Caetano do Sul (SP) –, evidenciando que a recuperação dos rios é lenta e exige ações estruturais contínuas. [...] 

    Eventos extremos, como períodos prolongados de estiagem e chuvas intensas, alteram o funcionamento das bacias, aumentam o carreamento de sedimentos e reduzem a capacidade de diluição de poluentes, agravando a situação dos rios. Relatório recente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) aponta que, para cada US$ 1 investido globalmente na proteção da natureza, cerca de US$ 30 financiam atividades que degradam os ecossistemas, evidenciando o descompasso entre os investimentos necessários para enfrentar a crise ambiental e os recursos destinados a atividades que pressionam os recursos naturais. [...] 

    O Observando os Rios mobiliza comunidades em diferentes regiões da Mata Atlântica para acompanhar mensalmente a qualidade da água em rios e córregos, utilizando metodologia baseada no Índice de Qualidade da Água. A rede reúne, atualmente, mais de dois mil voluntários em 14 estados, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a situação dos recursos hídricos e fortalecer a mobilização social em defesa da água limpa. A consistência dos dados gerados pelo programa foi analisada em estudo publicado na revista científica internacional Citizen Science: Theory and Practice, que apontou forte convergência entre as medições realizadas pelos voluntários e os padrões oficiais de monitoramento da CETESB. 

Adaptado de: https://www.sosma.org.br/noticias/qualidade-da-agua-
dos-rios-da-mata-atlantica-segue-precaria-pontos-com-
classificacao-boa-caem-para-apenas-cinco. Acesso em: 31 maio
2026. 
A preposição “para” tem o mesmo valor semântico em todos os seguintes excertos do texto, EXCETO em 
Alternativas
Q4247016 Português
As bacias hidrográficas conservadas são
infraestruturas fundamentais

    Os mananciais e bacias hidrográficas saudáveis são infraestruturas naturais imprescindíveis para quase todas as cidades do mundo. Além de coletar, armazenar e filtrar a água, elas contribuem para a preservação da biodiversidade, a mitigação das mudanças climáticas e a adaptação a elas, a segurança alimentar, a saúde e o bem-estar dos seres humanos. Atualmente, segundo as estimativas, 1,7 bilhão de habitantes das maiores cidades do mundo dependem de águas procedentes de mananciais cujas bacias hidrográficas estão situadas a centenas ou, às vezes, a milhares de quilômetros de distância. Até 2050, os mananciais em bacias hidrográficas que abastecem áreas urbanas servirão até dois terços da população global, embora representem um terço da superfície terrestre.

    Ao concentrar empregos, serviços e investimentos, as cidades serão claramente as impulsionadoras do crescimento econômico. Para crescer de forma sustentável, porém, elas precisarão assumir um papel ativo na proteção das águas e dos mananciais das quais dependem a população e a natureza. No entanto, as cidades não conseguem fazer isso sozinhas. Os mananciais nas bacias hidrográficas são o ponto de convergência dos esforços de quem está trabalhando para melhorar a resiliência das cidades, aumentar a segurança hídrica e impulsionar o desenvolvimento sustentável, contribuindo para um clima estável.

Mananciais estão ameaçados 

    Foi verificado que 40% das áreas das bacias hidrográficas em que se localizam os mananciais exibem níveis altos ou moderados de degradação. O impacto dessas mudanças sobre a segurança hídrica pode ser grave. Nutrientes e sedimentos agrícolas ou de outras origens elevam o custo do tratamento da água para os usuários das cidades ou das indústrias. O desaparecimento da vegetação natural e a degradação do solo podem alterar o padrão do fluxo das águas na paisagem e acarretar um fornecimento de água pouco confiável, com implicações tanto para os usuários à montante quanto à jusante. Segundo o Banco Mundial, algumas regiões poderiam sofrer um declínio de até 6% do PIB nas suas taxas de crescimento até 2050, devido a perdas resultantes da redução dos recursos hídricos, tanto na agricultura quanto na saúde, na renda e nas propriedades, o que levaria a um crescimento negativo permanente.

    Além disso, metas ambiciosas para melhorar os meios de subsistência, como as estabelecidas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), só poderão ser alcançadas em um mundo no qual haja mais segurança hídrica.

Disponível em:
https://www.nature.org/content/dam/tnc/nature/en/photos/b/e/beyon dthesource_execsummary_portuguese.pdf Acesso em: 26 maio
2025. 
Em relação ao trecho “Para crescer de forma sustentável, porém, elas precisarão assumir um papel ativo na proteção das águas [...]”, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4247014 Português
As bacias hidrográficas conservadas são
infraestruturas fundamentais

    Os mananciais e bacias hidrográficas saudáveis são infraestruturas naturais imprescindíveis para quase todas as cidades do mundo. Além de coletar, armazenar e filtrar a água, elas contribuem para a preservação da biodiversidade, a mitigação das mudanças climáticas e a adaptação a elas, a segurança alimentar, a saúde e o bem-estar dos seres humanos. Atualmente, segundo as estimativas, 1,7 bilhão de habitantes das maiores cidades do mundo dependem de águas procedentes de mananciais cujas bacias hidrográficas estão situadas a centenas ou, às vezes, a milhares de quilômetros de distância. Até 2050, os mananciais em bacias hidrográficas que abastecem áreas urbanas servirão até dois terços da população global, embora representem um terço da superfície terrestre.

    Ao concentrar empregos, serviços e investimentos, as cidades serão claramente as impulsionadoras do crescimento econômico. Para crescer de forma sustentável, porém, elas precisarão assumir um papel ativo na proteção das águas e dos mananciais das quais dependem a população e a natureza. No entanto, as cidades não conseguem fazer isso sozinhas. Os mananciais nas bacias hidrográficas são o ponto de convergência dos esforços de quem está trabalhando para melhorar a resiliência das cidades, aumentar a segurança hídrica e impulsionar o desenvolvimento sustentável, contribuindo para um clima estável.

Mananciais estão ameaçados 

    Foi verificado que 40% das áreas das bacias hidrográficas em que se localizam os mananciais exibem níveis altos ou moderados de degradação. O impacto dessas mudanças sobre a segurança hídrica pode ser grave. Nutrientes e sedimentos agrícolas ou de outras origens elevam o custo do tratamento da água para os usuários das cidades ou das indústrias. O desaparecimento da vegetação natural e a degradação do solo podem alterar o padrão do fluxo das águas na paisagem e acarretar um fornecimento de água pouco confiável, com implicações tanto para os usuários à montante quanto à jusante. Segundo o Banco Mundial, algumas regiões poderiam sofrer um declínio de até 6% do PIB nas suas taxas de crescimento até 2050, devido a perdas resultantes da redução dos recursos hídricos, tanto na agricultura quanto na saúde, na renda e nas propriedades, o que levaria a um crescimento negativo permanente.

    Além disso, metas ambiciosas para melhorar os meios de subsistência, como as estabelecidas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), só poderão ser alcançadas em um mundo no qual haja mais segurança hídrica.

Disponível em:
https://www.nature.org/content/dam/tnc/nature/en/photos/b/e/beyon dthesource_execsummary_portuguese.pdf Acesso em: 26 maio
2025. 

Assinale a alternativa em que a oração sublinhada desempenha a mesma função sintática da oração destacada no excerto:


“[...] os mananciais em bacias hidrográficas que abastecem áreas urbanas servirão até dois terços da população global […]”. 

Alternativas
Q4247012 Português
As bacias hidrográficas conservadas são
infraestruturas fundamentais

    Os mananciais e bacias hidrográficas saudáveis são infraestruturas naturais imprescindíveis para quase todas as cidades do mundo. Além de coletar, armazenar e filtrar a água, elas contribuem para a preservação da biodiversidade, a mitigação das mudanças climáticas e a adaptação a elas, a segurança alimentar, a saúde e o bem-estar dos seres humanos. Atualmente, segundo as estimativas, 1,7 bilhão de habitantes das maiores cidades do mundo dependem de águas procedentes de mananciais cujas bacias hidrográficas estão situadas a centenas ou, às vezes, a milhares de quilômetros de distância. Até 2050, os mananciais em bacias hidrográficas que abastecem áreas urbanas servirão até dois terços da população global, embora representem um terço da superfície terrestre.

    Ao concentrar empregos, serviços e investimentos, as cidades serão claramente as impulsionadoras do crescimento econômico. Para crescer de forma sustentável, porém, elas precisarão assumir um papel ativo na proteção das águas e dos mananciais das quais dependem a população e a natureza. No entanto, as cidades não conseguem fazer isso sozinhas. Os mananciais nas bacias hidrográficas são o ponto de convergência dos esforços de quem está trabalhando para melhorar a resiliência das cidades, aumentar a segurança hídrica e impulsionar o desenvolvimento sustentável, contribuindo para um clima estável.

Mananciais estão ameaçados 

    Foi verificado que 40% das áreas das bacias hidrográficas em que se localizam os mananciais exibem níveis altos ou moderados de degradação. O impacto dessas mudanças sobre a segurança hídrica pode ser grave. Nutrientes e sedimentos agrícolas ou de outras origens elevam o custo do tratamento da água para os usuários das cidades ou das indústrias. O desaparecimento da vegetação natural e a degradação do solo podem alterar o padrão do fluxo das águas na paisagem e acarretar um fornecimento de água pouco confiável, com implicações tanto para os usuários à montante quanto à jusante. Segundo o Banco Mundial, algumas regiões poderiam sofrer um declínio de até 6% do PIB nas suas taxas de crescimento até 2050, devido a perdas resultantes da redução dos recursos hídricos, tanto na agricultura quanto na saúde, na renda e nas propriedades, o que levaria a um crescimento negativo permanente.

    Além disso, metas ambiciosas para melhorar os meios de subsistência, como as estabelecidas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), só poderão ser alcançadas em um mundo no qual haja mais segurança hídrica.

Disponível em:
https://www.nature.org/content/dam/tnc/nature/en/photos/b/e/beyon dthesource_execsummary_portuguese.pdf Acesso em: 26 maio
2025. 
Assinale a alternativa em que a reescrita do trecho apresentado NÃO está de acordo com as regras de concordância da norma-padrão. 
Alternativas
Q4247011 Português
As bacias hidrográficas conservadas são
infraestruturas fundamentais

    Os mananciais e bacias hidrográficas saudáveis são infraestruturas naturais imprescindíveis para quase todas as cidades do mundo. Além de coletar, armazenar e filtrar a água, elas contribuem para a preservação da biodiversidade, a mitigação das mudanças climáticas e a adaptação a elas, a segurança alimentar, a saúde e o bem-estar dos seres humanos. Atualmente, segundo as estimativas, 1,7 bilhão de habitantes das maiores cidades do mundo dependem de águas procedentes de mananciais cujas bacias hidrográficas estão situadas a centenas ou, às vezes, a milhares de quilômetros de distância. Até 2050, os mananciais em bacias hidrográficas que abastecem áreas urbanas servirão até dois terços da população global, embora representem um terço da superfície terrestre.

    Ao concentrar empregos, serviços e investimentos, as cidades serão claramente as impulsionadoras do crescimento econômico. Para crescer de forma sustentável, porém, elas precisarão assumir um papel ativo na proteção das águas e dos mananciais das quais dependem a população e a natureza. No entanto, as cidades não conseguem fazer isso sozinhas. Os mananciais nas bacias hidrográficas são o ponto de convergência dos esforços de quem está trabalhando para melhorar a resiliência das cidades, aumentar a segurança hídrica e impulsionar o desenvolvimento sustentável, contribuindo para um clima estável.

Mananciais estão ameaçados 

    Foi verificado que 40% das áreas das bacias hidrográficas em que se localizam os mananciais exibem níveis altos ou moderados de degradação. O impacto dessas mudanças sobre a segurança hídrica pode ser grave. Nutrientes e sedimentos agrícolas ou de outras origens elevam o custo do tratamento da água para os usuários das cidades ou das indústrias. O desaparecimento da vegetação natural e a degradação do solo podem alterar o padrão do fluxo das águas na paisagem e acarretar um fornecimento de água pouco confiável, com implicações tanto para os usuários à montante quanto à jusante. Segundo o Banco Mundial, algumas regiões poderiam sofrer um declínio de até 6% do PIB nas suas taxas de crescimento até 2050, devido a perdas resultantes da redução dos recursos hídricos, tanto na agricultura quanto na saúde, na renda e nas propriedades, o que levaria a um crescimento negativo permanente.

    Além disso, metas ambiciosas para melhorar os meios de subsistência, como as estabelecidas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), só poderão ser alcançadas em um mundo no qual haja mais segurança hídrica.

Disponível em:
https://www.nature.org/content/dam/tnc/nature/en/photos/b/e/beyon dthesource_execsummary_portuguese.pdf Acesso em: 26 maio
2025. 
Assinale a alternativa em que ocorre crase se o verbo destacado no seguinte excerto for substituído: “Além de coletar, armazenar e filtrar a água, elas contribuem para a preservação da biodiversidade.”. 
Alternativas
Q4247009 Português
As bacias hidrográficas conservadas são
infraestruturas fundamentais

    Os mananciais e bacias hidrográficas saudáveis são infraestruturas naturais imprescindíveis para quase todas as cidades do mundo. Além de coletar, armazenar e filtrar a água, elas contribuem para a preservação da biodiversidade, a mitigação das mudanças climáticas e a adaptação a elas, a segurança alimentar, a saúde e o bem-estar dos seres humanos. Atualmente, segundo as estimativas, 1,7 bilhão de habitantes das maiores cidades do mundo dependem de águas procedentes de mananciais cujas bacias hidrográficas estão situadas a centenas ou, às vezes, a milhares de quilômetros de distância. Até 2050, os mananciais em bacias hidrográficas que abastecem áreas urbanas servirão até dois terços da população global, embora representem um terço da superfície terrestre.

    Ao concentrar empregos, serviços e investimentos, as cidades serão claramente as impulsionadoras do crescimento econômico. Para crescer de forma sustentável, porém, elas precisarão assumir um papel ativo na proteção das águas e dos mananciais das quais dependem a população e a natureza. No entanto, as cidades não conseguem fazer isso sozinhas. Os mananciais nas bacias hidrográficas são o ponto de convergência dos esforços de quem está trabalhando para melhorar a resiliência das cidades, aumentar a segurança hídrica e impulsionar o desenvolvimento sustentável, contribuindo para um clima estável.

Mananciais estão ameaçados 

    Foi verificado que 40% das áreas das bacias hidrográficas em que se localizam os mananciais exibem níveis altos ou moderados de degradação. O impacto dessas mudanças sobre a segurança hídrica pode ser grave. Nutrientes e sedimentos agrícolas ou de outras origens elevam o custo do tratamento da água para os usuários das cidades ou das indústrias. O desaparecimento da vegetação natural e a degradação do solo podem alterar o padrão do fluxo das águas na paisagem e acarretar um fornecimento de água pouco confiável, com implicações tanto para os usuários à montante quanto à jusante. Segundo o Banco Mundial, algumas regiões poderiam sofrer um declínio de até 6% do PIB nas suas taxas de crescimento até 2050, devido a perdas resultantes da redução dos recursos hídricos, tanto na agricultura quanto na saúde, na renda e nas propriedades, o que levaria a um crescimento negativo permanente.

    Além disso, metas ambiciosas para melhorar os meios de subsistência, como as estabelecidas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), só poderão ser alcançadas em um mundo no qual haja mais segurança hídrica.

Disponível em:
https://www.nature.org/content/dam/tnc/nature/en/photos/b/e/beyon dthesource_execsummary_portuguese.pdf Acesso em: 26 maio
2025. 
Em “Até 2050, os mananciais em bacias hidrográficas que abastecem áreas urbanas servirão até dois terços da população global, embora representem um terço da superfície terrestre.”, a oração em destaque 
Alternativas
Q4246940 Português
A respeito da concordância nominal, analise as sentenças a seguir

I.No que se refere à flexão de gênero, os numerais são invariáveis, exceto um/uma, dois/duas e ambos/ambas. Nesse caso, é correta a seguinte construção, considerando a concordância nominal: Ambas as mãos agarraram o livro como se este fosse o único bem que ela possuía.
II.Se o sujeito da oração tiver por núcleo o substantivo milhões , acompanhado de adjunto preposicionado no plural, cujo núcleo é um feminino, o particípio ou o adjetivo pode concordar no masculino com seu núcleo, ou no feminino, com o substantivo preposicionado do adjunto. Nesse caso, são corretas as duas concordâncias: Ministro da Educação prevê mais de 4,5 milhões de pessoas inscritos/inscritas no Enem em 2026.
III.Os adjuntos que acompanham milhar concordam com seus núcleos, sendo corretas as seguintes construções quanto à concordância nominal: Alguns milhares de alunos de Ensino Médio se inscreveram para o Enem em 2026 e Algumas milhares de alunas do Ensino Médio se inscreveram para o Enem em 2026.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4246939 Português
A regência, na língua portuguesa, é uma condição de subordinação entre os complementos às palavras que os preveem na sua significação. No caso dos verbos, quando eles preveem complementos, estes podem pedir regência ou não, o que se dará pelo uso de preposições. Desse modo, tratar da regência verbal é tratar da transitividade dos verbos, ou seja, se pedem ou não complemento. Tendo isso em consideração e mobilizando seus conhecimentos prévios, analise as sentenças a seguir e a explicação dada para os verbos destacados e sua relação com seus complementos:

I.Combater a desigualdade social implica (em) adotar medidas que promovam também acesso a políticas públicas de distribuição de renda : o verbo "implicar" no sentido de "ter como consequência, resultar, acarretar, originar, pressupor, exigir, tornar necessário" tanto pode reger seu complemento com a preposição "em", sendo transitivo indireto, como pode ser transitivo direto.
II. A medida adotada para combater a desigualdade social agradou a todas as pessoas beneficiárias da política pública : o verbo "agradar", em qualquer contexto, é transitivo indireto (agradar a...). Desse modo, são incorretas as seguintes construções: A criança chorava e a mãe, para acalmá-la, se pôs a agradá-la (transitivo direto) e A criança se agrada com qualquer afago (transitivo direto pronominal e transitivo indireto).
III. A mediadora procedeu à leitura coletiva da obra censurada, pois ela sabia que a censura ao livro com base no argumento de que as protagonistas eram negras não procedia . No exemplo, na primeira ocorrência do verbo "proceder", ele tem o sentido de "executar, realizar, levar a efeito", sendo transitivo indireto, regendo seu complemento pela preposição "a".

Está correto que se afirma em:
Alternativas
Q4246938 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Se o flaneur* do século 19 prenunciava a crise de identidade, hoje o cidadão globalizado tem de se entender com seus outros espaços e tempos, que não passam somente pelo estar aqui e agora. Aqui não mais representa um lugar, e agora não mais representa um momento.


É claro que não se trata aqui de um tratado sobre guerra/terrorismo, ou mesmo sobre o conceito de nação, mas sim de tentar, pelo viés artístico, apontar as transformações por que passa nossa cultura contemporânea, marcada pela visualidade e por um estágio de intensa mistura entre as mais diversas formas de construção imagética, na qual temos de lidar com a crise das passagens entre real-virtual-real.


Para o filósofo Alain Renaud, que se tem destacado por suas análises das relações entre a cultura e a tecnologia, a noção de visibilidade cultural hoje está ligada aos processos de simulação interativa, que permitem antecipar o real físico, reproduzi-lo e manipulá-lo. Dentro dessas novas estruturas, aquela que o autor denomina "imagem espetáculo" é substituída pelo "simulacro interativo", o que gera uma transformação radical não apenas no conceito de representação, mas, sobretudo, na relação com o real.


Se analisarmos a mídia, a indústria cultural vem (re)tratando a sociedade como um espetáculo; ela tem autoridade para transformar eventos tão díspares como guerra ou vida cotidiana em simulacros de shows e games. Podemos afirmar que não estamos mais no terreno do Grande Irmão, de George Orwel, em seu livro 1984, e sim imersos no universo descrito por Peter Weil no filme Truman Show (1998), que narra a história de um vendedor de seguros (Jim Carrey) que tem sua vida virada de cabeça para baixo quando descobre que é o astro, desde que nasceu, de um show de televisão dedicado a acompanhar todos os passos de sua existência.


Não é gratuito, aqui, substituir uma referência literária por uma cinematográfica. É claro que a indústria cultural não despreza a literatura, mas o cinema há muito tempo substituiu no imaginário popular, ou das massas, para usar uma expressão cara à indústria cultural, a referência cultural. [...]


(Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/a-moda-como-manifesto-da-arte/. Acesso em: 02 jul. 2026. Adaptado.) *pessoa (do sexo masculino) que perambula, observando o que vê; flanador

No processo de construção do texto e dos sentidos, a coesão textual é essencial para articular as ideias e evitar repetições desnecessárias e ideias confusas. No texto, o autor lançou mão de recursos coesivos que possibilitaram apresentar um texto claro para o leitor. Analise as sentenças a seguir, considerando o texto como um todo, e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)No terceiro parágrafo, o autor faz a seguinte construção: Dentro dessas novas estruturas . O pronome demonstrativo "essas" estabelece uma relação com algo que já foi mencionado explícita ou implicitamente no texto. No caso, o leitor precisa mobilizar seus conhecimentos prévios e compreender que o pronome se refere ao conjunto de ideias expressas em "a noção de visibilidade cultural hoje está ligada aos processos de simulação interativa, que permitem antecipar o real físico, reproduzi-lo e manipulá-lo", interpretando quais "novas estruturas" estão contidas dentro desse conjunto.
(__)Ainda no terceiro parágrafo, o pronome demonstrativo "aquela" não tem referente explícito no texto, o que torna impossível para o leitor deduzir ou entender a respeito de que o autor trata. Isso resulta em um problema de coesão textual.
(__)No trecho: a noção de visibilidade cultural hoje está ligada aos processos de simulação interativa, que permitem antecipar o real físico, reproduzi-lo e manipulá-lo , o pronome relativo "que" se refere a "processos" (de simulação interativa) e poderia ser substituído por "os quais", mantendo o sentido do texto.
(__)No quarto parágrafo, especificamente no trecho que narra a história de um vendedor de seguros (Jim Carrey) que tem sua vida virada de cabeça para baixo , o primeiro pronome destacado tem como referente Truman Show. Já o segundo deixou o trecho ambíguo porque não é possível identificar com clareza se ele se refere a "vendedor de seguros" ou a "Jim Carrey".

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Q4246934 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


COMO A MISOGINIA DESQUALIFICA MULHERES EM ESPAÇOS DE PODER

Comentários aparentemente banais produzem um deslocamento simbólico importante: a mulher deixa de ser interlocutora legítima para se tornar alguém a ser ridicularizada ou diminuída

Juliana Kaiser — 29 de maio de 2026

"Faz um B.O., querida!"

A frase acima foi dirigida a mim dias atrás em um grupo de WhatsApp formado por pessoas que tiveram a oportunidade de acessar a universidade fora do Brasil. Veio de um homem, após eu defender a necessidade de pensar estratégias mais inclusivas para pessoas em situação de vulnerabilidade social. O episódio poderia parecer banal ou isolado. Mas não é.

Expressões como "flor", "querida", "diva" ou "amorzinho" aparecem frequentemente em ambientes profissionais e acadêmicos como formas aparentemente inofensivas de interação. No entanto, quando usadas em contextos de discordância, podem funcionar como mecanismos de infantilização e deslegitimação da fala feminina.

Essa misoginia raramente se apresenta apenas por meio de agressões explícitas. Em muitos casos, ela opera de forma simbólica e cotidiana: no tom condescendente, na ironia, na tentativa de transformar mulheres assertivas em figuras "emocionais", "agressivas" ou "difíceis". Quando o ataque vem travestido de humor ou informalidade, a reação feminina costuma ser percebida como exagerada.

Nos últimos anos, diferentes pesquisas têm demonstrado que mulheres seguem enfrentando barreiras estruturais para ocupar e permanecer em espaços de liderança. Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2024 mostram que, embora as mulheres brasileiras tenham, em média, maior escolaridade do que os homens, elas ocupam apenas 39,3% dos cargos gerenciais do país e seguem recebendo salários inferiores mesmo em funções equivalentes.

As desigualdades tornam-se ainda mais profundas quando raça e origem social entram na análise. O relatório "Perfil social, racial e de gênero das 1.100 maiores empresas do Brasil", divulgado pelo Instituto Ethos em 2024, mostra que mulheres negras ocupam apenas 1,8% dos assentos em conselhos de administração e 3,4% dos cargos executivos das maiores empresas brasileiras.

A desigualdade aparece também na política. Apesar de representarem mais da metade da população brasileira, mulheres seguem sendo minoria nos espaços institucionais de poder. Negras, indígenas e periféricas enfrentam obstáculos ainda maiores para acessar estruturas partidárias, financiamento de campanha e visibilidade pública.

Esse cenário ajuda a compreender por que a violência política de gênero ganhou centralidade no debate público nos últimos anos. Em 2021, o Brasil aprovou uma legislação específica para combater a violência política contra mulheres, reconhecendo práticas de constrangimento, humilhação ou intimidação voltadas a dificultar sua atuação em espaços de poder. Mais recentemente, o chamado "PL da Misoginia" recolocou o tema em evidência.

Mas a misoginia cotidiana não acontece apenas nos parlamentos ou nas redes sociais. Ela atravessa universidades, empresas, redações, grupos de WhatsApp e ambientes intelectuais que, muitas vezes, se imaginam progressistas e democráticos. A socióloga norte-americana Rosabeth Moss Kanter já demonstrava, desde os anos 1970, como mulheres em espaços historicamente masculinos tendem a ser submetidas a processos constantes de vigilância e deslegitimação. Décadas depois, o problema permanece atual.

Estudos internacionais sobre liderança mostram que homens assertivos costumam ser percebidos como firmes e preparados, enquanto mulheres com o mesmo comportamento frequentemente recebem avaliações negativas associadas à arrogância ou instabilidade emocional. Aquilo que é reconhecido como liderança em homens muitas vezes aparece como inadequação em mulheres.

Os efeitos desse processo não são apenas individuais. Eles produzem desgaste contínuo e ajudam a explicar por que tantas mulheres se afastam de ambientes de liderança, debate e poder institucional. A necessidade constante de reafirmar a legitimidade da própria voz cria um ambiente de exaustão silenciosa.

Em minha pesquisa de doutorado sobre gênero, pobreza e raça, tenho encontrado um elemento recorrente: mulheres — sobretudo negras e oriundas de contextos de vulnerabilidade social — frequentemente crescem sem se perceber como sujeitos possíveis de influência e poder. A desigualdade não opera apenas no acesso material aos espaços; ela também atua sobre as expectativas e sobre a capacidade de imaginar pertencimento.

Pierre Bourdieu já apontava que estruturas de dominação tendem a se reproduzir também por mecanismos simbólicos. Determinados grupos aprendem, desde cedo, quais lugares lhes parecem possíveis ou legítimos. Quando mulheres pobres, negras ou periféricas chegam a espaços de prestígio acadêmico ou institucional, frequentemente carregam consigo a sensação de não pertencimento produzida por uma longa trajetória de exclusão.

Foi justamente esse o sentido do meu questionamento no grupo de WhatsApp, aquele que foi respondido com a frase misógina do começo deste artigo: o de discutir quais estratégias poderiam ser construídas para promover inclusão social de forma efetiva. Além de não buscar enfrentar o conteúdo da discussão, a resposta que recebi a deslocou para um registro de desqualificação pessoal travestido de informalidade.

O problema é que episódios como esse dificilmente aparecem como violência evidente. Não há ameaças explícitas ou agressões físicas. Há apenas um comentário aparentemente banal que produz um deslocamento simbólico importante: a mulher deixa de ser interlocutora legítima para se tornar alguém a ser ridicularizada ou diminuída.

As redes sociais e os aplicativos de mensagem ampliaram ainda mais esse fenômeno. Mulheres que ocupam espaços públicos de fala — jornalistas, pesquisadoras, políticas ou ativistas — tornaram-se alvos recorrentes de ataques coordenados e campanhas de intimidação.

Reconhecer essas práticas não significa exagerar conflitos cotidianos nem impedir divergências. Discordâncias são parte essencial da vida democrática. O problema começa quando o debate deixa de enfrentar argumentos para atuar na tentativa de diminuir ou deslegitimar quem fala.

A misoginia cotidiana não se sustenta apenas em grandes episódios de violência. Ela se reproduz, sobretudo, nos pequenos gestos que buscam reduzir a autoridade da fala feminina em espaços públicos, profissionais e intelectuais.

Reconhecer essas práticas é importante não apenas para proteger mulheres, mas para qualificar o próprio debate público. Afinal, sociedades democráticas dependem da possibilidade de que diferentes vozes possam participar da esfera pública sem que sua legitimidade seja constantemente colocada em suspeição.


Juliana Kaiser é doutoranda e pesquisadora das relações entre gênero, pobreza e raça na University College London. Estuda participação feminina em espaços de poder, ambição e desigualdade social, com foco nas experiências de mulheres em contextos de vulnerabilidade.


Disponível em:

https://www.nexojornal.com.br/ensaio/2026/05/29/misoginia-lei-machist a-lideranca-feminina-mulheres-em-espacos-de-poder. Acessoe m 16 jun. 2026. Adaptado.)
De acordo com Cunha e Cintra, certas conjunções coordenativas podem, no discurso, assumir variados matizes significativos de acordo com a relação que estabelecem entre as palavras e orações coordenadas, ou seja, o sentido das conjunções, ainda que possa ser típico, ele será realmente dado pelo contexto em que a conjunção é dada. É o que acontece no excerto a seguir, em que a conjunção "mas", considerada tipicamente adversativa, tem valor aditivo:
"Reconhecer essas práticas é importante não apenas para proteger mulheres, mas para qualificar o próprio debate público."

Analise as sentenças a seguir, considerando as conjunções destacadas e a relação de sentido construída entre as orações. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)"Tanto tenho estudado e não sei nada." — A conjunção estabelece uma relação adversativa.
(__)"Qualquer movimento, e colocará tudo a perder." — A conjunção estabelece um sentido de consequência.
(__)"Depois de tanta luta para sobreviver, uma luz bruxuleante mas teimosa insistia em brilhar em seus olhos." — A conjunção indica uma atenuação ou compensação.
(__)"Continuou a conversa interrompida com aquela pessoa que tinha olhos vívidos e atentos, mas uma terrível falta de ouvido, afinal, não se pode ter tudo." — A conjunção estabelece o sentido de restrição. 

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4246844 Português
Assinale a alternativa cuja palavra destacada apresenta natureza adverbial, indicando uma circunstância da ação verbal.
Alternativas
Q4246843 Português
"Na festa  ___________ família." muitos entes queridos da família."

Assinale a alternativa em que qualquer uma das duas formas verbais apresentadas preenche corretamente a lacuna do enunciado acima.
Alternativas
Q4246840 Português

Q8.png (261×196)

TACOLADO. Placa de sinalização pessoas autorizadas. Disponível <https://www.tacolado.com.br/placa-de-sinalizacaopessoas-nao-autorizadas/>.


Assinale a alternativa cuja forma reescrita do texto utilizado na placa acima se encontra totalmente correta.

Alternativas
Q4246838 Português
Q6.png (321×237)
CAZO. Nova onda de calor. Disponível em <https://blogdoaftm.com.br/charge-nova-onda-decalor/>.

A expressão “pra ele poder sair”", empregada na fala da personagem na charge acima, tem o sentido de _____________ e pode ser reescrita como "_____________".

Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas acima, na mesma ordem.
Alternativas
Q4246835 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Crônica da conexão


    Um doido dia resolveu mudar e o dia doido era eu. Tomei uma decisão:

    Eu não quero me conectar. Hoje eu quero um afastamento da tela do celular, da televisão, das redes sociais. Há de haver algum lugar no espaço ao meu alcance onde a conexão seja natural e não dependa de senhas.

    Assim como o sol quando eu olho ao sentir o brilho e percebo o relento. Preciso de uma conexão no meu espaço físico, na quantidade dos livros guardados chorando por mim. Conectar com histórias contadas em verso e prosa que eu abandonei há sete meses, e hoje é o dia do encontro. Ou reencontro, ou muito encanto. A gente precisou muito da conexão no caos diário, mas a gente se esgota. Pira, estranha, chora, e de repente a conexão se fez diferente. 

    Dei um basta. Respirei. Reaprendi a dialogar com as pessoas da minha vida real: filho, marido, cachorro, barulhos brandos, vozes, era nossa vez de escutar nosso cotidiano. E fazer planos, e cantar e sonhar. Nos reconectar e nos sentir vivos.

    Mas voltei para minha conexão virtual de todos os dias. Minha irmă usa apenas mensagem de áudio pra se comunicar. Por causa da minha irmã, minha filha, minha tia, eu me reconecto. Por carinho à causa. Um dia desses em que eu resolvi não olhar notificações, recebi um áudio:

     - Você não usa o telefone?

    Era minha irmã, sentindo minha falta.

    - Você quer falar comigo pelo telefone? Perguntei preocupada.

    - Quero falar com você por aqui mesmo. Pra gente conversar muito.

    Comecei a conversar com ela quatro, cinco vezes pelo WhatsApp navegável. Do jeitinho que ela gosta. É amor. E de amor estamos todos precisando. Em doses cavalares.

    Que restabeleça em mim a importância da conexão. Sem nunca perder a vontade de se desconectar por alguns momentos.


MODESTO, Sandra. Crônica da conexão. Revista Cult. Disponível em <https://revistacult.uol.com.br/home/cronica-daconexao/>.
"Era minha irmã, sentindo minha falta.

- Você quer falar comigo pelo telefone? Perguntei preocupada."

Assinale a alternativa que apresenta uma forma reescrita correta de parte do trecho acima.
Alternativas
Q4246686 Português
Texto 3


      Se você diz a alguém que estuda piadas, o primeiro efeito que produz ainda é o riso. É uma pena que seja assim, porque as piadas são de fato um tipo de material altamente interessante. Por várias razões.

     Em primeiro lugar, as piadas são interessantes para os estudiosos porque praticamente só há piadas sobre temas que são socialmente controversos. Assim, sociólogos e antropólogos poderiam ter nelas um excelente corpus para tentar reconhecer (ou confirmar) diversas manifestações culturais e ideológicas, valores arraigados.

     Em segundo lugar, porque piadas operam fortemente com estereótipos. Assim, fornecem um bom material para pesquisas sobre “representações”, por exemplo. Possivelmente, qualquer estudioso tenha o direito de afirmar que tais representações são grosseiras demais para revelarem qualquer fato significativo. Mas estará enganado. De fato, elas revelam que, frequentemente, discursos operam mesmo com representações grosseiras, estereotipadas. E que, portanto, muitas ações sociais são realizadas com esse frágil fundamento – não dar emprego a determinados tipos de pessoas por causa de seu sotaque ou da cor de sua pele ou do seu tamanho, por exemplo.

     Em terceiro lugar, as piadas são interessantes porque são quase sempre veículo de um discurso proibido, subterrâneo, não oficial, que não se manifestaria, talvez, através de outras formas de coletas de dados, como entrevistas. Outra face da mesma característica é que as piadas veiculam discursos não explicitados correntemente (ou, pelo menos, discursos pouco oficiais).


POSSENTI, Sírio. Os humores da língua. Campinas: Mercado de Letras. 1998. p. 25-26.
No período “Em primeiro lugar, as piadas são interessantes para os estudiosos porque praticamente só há piadas sobre temas que são socialmente controversos”, a forma verbal “há” permanece no singular porque o 
Alternativas
Respostas
281: A
282: B
283: A
284: C
285: B
286: B
287: A
288: C
289: A
290: C
291: C
292: E
293: D
294: D
295: B
296: E
297: D
298: A
299: E
300: D