Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3617288 Português
Comportamento: Mais da Metade dos Brasileiros Têm Hábitos Noturnos de Compra Online

A pesquisa da Octadesk, em parceria com a Opinion Box, revelou que 56% dos brasileiros compram online à noite ou de madrugada, um avanço de 17 pontos percentuais (p.p.) em relação a 2024. O levantamento que contou com 200 entrevistados mostrou que 88% dos deles preferem comprar pela internet. Na tentativa de encontrar o melhor preço, 59% dos participantes optam fazer essa pesquisa pelo Google e, ao terem a combinação ideal, na hora de pagar, eles optam por utilizar o cartão de crédito e parcelar a compra.

Segundo Mahara Scholz, head de receita da Octadesk, o e-commerce foi impulsionado pela pandemia de covid-19. "Durante o período em casa, as pessoas aprenderam a comprar mais online e, mesmo com a volta do presencial, os números continuaram altos". Na opinião dela, a maior preferência por horários da noite ou da madrugada é motivada não só pela volta do presencial, mas também por serem períodos mais tranquilos do dia.

Um outro ponto curioso do levantamento é que oito em cada dez brasileiros fazem suas aquisições pelo celular. O aparelho também é muito utilizado para buscar atendimento, isso porque 37% dos respondentes afirmam que preferem usar o WhatsApp para isso. Em meio a essas mudanças, a inteligência artificial (IA) vem ganhando cada vez mais espaço na vida de lojistas e consumidores, influenciando as decisões de consumo.

IA em ação

Diante do aumento das compras em períodos fora do horário comercial, os chatbots são uma forma dos estabelecimentos não deixarem esses consumidores desassistidos. Tanto que 86% dos entrevistados disseram que já foram atendidos pela ferramenta, embora apenas 22% tenha avaliado o atendimento de forma positiva.

Para Scholz, a grande questão é que a tecnologia nem sempre é empregada ou treinada da forma mais adequada. Por outro lado, ela ressalta que, quando ambos são bem executados, o cliente sequer nota que está falando com um robô.

Já em termos de experiência de compra, 39% dos entrevistados afirmaram que a inteligência artificial melhora essa vivência. Parte disso pode ser atribuída à personalização, já que é cada vez mais comum lojas usarem a IA para oferecerem produtos com base nas preferências do usuário. Tanto é que 26% foram influenciados a comprar graças às ofertas exibidas com o auxílio da ferramenta, e 42% admitem que se sentiriam mais inclinados a comprar com a ajuda da IA.

Em contrapartida, essa jornada mais personalizada não seria tão atrativa para 46% dos entrevistados. Uma outra questão é em relação à credibilidade, já que 23% disseram ficar inseguros ao perceberem que a descrição de um produto foi gerada pela tecnologia.

Rodrigo Ricco, diretor geral da Octadesk, avalia que, se bem utilizada, a IA é um diferencial para as marcas. "O consumidor pode até não confiar plenamente hoje, mas espera ser compreendido e atendido com precisão, seja por humanos ou algoritmos", explica.

A pesquisa ainda revelou que uso da tecnologia não se restringe apenas aos vendedores. Em torno de 26% dos clientes também fazem pesquisas de preço com o auxílio de ferramentas como o ChatGPT e o Gemini.

Outros caminhos

Os anúncios em redes sociais também estão abrindo caminho para novas vendas. Ao menos 55% dos participantes afirmaram que ao verem o conteúdo no Instagram, resolveram comprá-lo. Na sequência, estão Facebook (31%) e YouTube (30%). Há também outros incentivos para isso, como frete grátis, prazo de entrega, cupons de desconto e promoções. Respectivamente, eles foram considerados um motivador para compra para 72%, 46%, 42% e 60%.

Na hora de pagar, o parcelamento via cartão de crédito é seguido pelo Pix, com 22% dos respondentes optando por ele, enquanto o terceiro mais utilizado é também o cartão de crédito, mas à vista (15%).


https://forbes.com.br/forbes-money/2025/07/mais-da-metade-dos-brasil eiros-compra-online-durante-a-noite-ou-de-madrugada/
"Durante o período em casa, as pessoas aprenderam a comprar mais online e, mesmo com a volta do presencial, os números continuaram altos." Com base na análise sintática, julgue as afirmativas marcando (V) as verdadeiras e (F) as falsas.
(__)A expressão 'durante o período em casa' exerce a função de adjunto adverbial de tempo e lugar.
(__)A expressão 'online' é o objeto direto do verbo 'comprar', enquanto a expressão 'mais' é um advérbio que intensifica o verbo 'comprar'.
(__)A expressão 'volta' é um verbo que indica a ação de retorno das pessoas às lojas.
(__)A expressão 'os números' é o sujeito e a expressão 'altos' é adjetivo com função de predicativo do sujeito.
(__)O verbo 'continuar' é verbo intransitivo e a expressão 'altos' é um advérbio que modifica o verbo.

A sequência que preenche corretamente os parênteses é:
Alternativas
Q3617287 Português
Comportamento: Mais da Metade dos Brasileiros Têm Hábitos Noturnos de Compra Online

A pesquisa da Octadesk, em parceria com a Opinion Box, revelou que 56% dos brasileiros compram online à noite ou de madrugada, um avanço de 17 pontos percentuais (p.p.) em relação a 2024. O levantamento que contou com 200 entrevistados mostrou que 88% dos deles preferem comprar pela internet. Na tentativa de encontrar o melhor preço, 59% dos participantes optam fazer essa pesquisa pelo Google e, ao terem a combinação ideal, na hora de pagar, eles optam por utilizar o cartão de crédito e parcelar a compra.

Segundo Mahara Scholz, head de receita da Octadesk, o e-commerce foi impulsionado pela pandemia de covid-19. "Durante o período em casa, as pessoas aprenderam a comprar mais online e, mesmo com a volta do presencial, os números continuaram altos". Na opinião dela, a maior preferência por horários da noite ou da madrugada é motivada não só pela volta do presencial, mas também por serem períodos mais tranquilos do dia.

Um outro ponto curioso do levantamento é que oito em cada dez brasileiros fazem suas aquisições pelo celular. O aparelho também é muito utilizado para buscar atendimento, isso porque 37% dos respondentes afirmam que preferem usar o WhatsApp para isso. Em meio a essas mudanças, a inteligência artificial (IA) vem ganhando cada vez mais espaço na vida de lojistas e consumidores, influenciando as decisões de consumo.

IA em ação

Diante do aumento das compras em períodos fora do horário comercial, os chatbots são uma forma dos estabelecimentos não deixarem esses consumidores desassistidos. Tanto que 86% dos entrevistados disseram que já foram atendidos pela ferramenta, embora apenas 22% tenha avaliado o atendimento de forma positiva.

Para Scholz, a grande questão é que a tecnologia nem sempre é empregada ou treinada da forma mais adequada. Por outro lado, ela ressalta que, quando ambos são bem executados, o cliente sequer nota que está falando com um robô.

Já em termos de experiência de compra, 39% dos entrevistados afirmaram que a inteligência artificial melhora essa vivência. Parte disso pode ser atribuída à personalização, já que é cada vez mais comum lojas usarem a IA para oferecerem produtos com base nas preferências do usuário. Tanto é que 26% foram influenciados a comprar graças às ofertas exibidas com o auxílio da ferramenta, e 42% admitem que se sentiriam mais inclinados a comprar com a ajuda da IA.

Em contrapartida, essa jornada mais personalizada não seria tão atrativa para 46% dos entrevistados. Uma outra questão é em relação à credibilidade, já que 23% disseram ficar inseguros ao perceberem que a descrição de um produto foi gerada pela tecnologia.

Rodrigo Ricco, diretor geral da Octadesk, avalia que, se bem utilizada, a IA é um diferencial para as marcas. "O consumidor pode até não confiar plenamente hoje, mas espera ser compreendido e atendido com precisão, seja por humanos ou algoritmos", explica.

A pesquisa ainda revelou que uso da tecnologia não se restringe apenas aos vendedores. Em torno de 26% dos clientes também fazem pesquisas de preço com o auxílio de ferramentas como o ChatGPT e o Gemini.

Outros caminhos

Os anúncios em redes sociais também estão abrindo caminho para novas vendas. Ao menos 55% dos participantes afirmaram que ao verem o conteúdo no Instagram, resolveram comprá-lo. Na sequência, estão Facebook (31%) e YouTube (30%). Há também outros incentivos para isso, como frete grátis, prazo de entrega, cupons de desconto e promoções. Respectivamente, eles foram considerados um motivador para compra para 72%, 46%, 42% e 60%.

Na hora de pagar, o parcelamento via cartão de crédito é seguido pelo Pix, com 22% dos respondentes optando por ele, enquanto o terceiro mais utilizado é também o cartão de crédito, mas à vista (15%).


https://forbes.com.br/forbes-money/2025/07/mais-da-metade-dos-brasil eiros-compra-online-durante-a-noite-ou-de-madrugada/
"O aparelho também é muito utilizado para buscar atendimento, isso porque 37% dos respondentes afirmam que preferem usar o WhatsApp para isso."
Com base nos tipos de predicado presentes nesse período, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3617286 Português
Comportamento: Mais da Metade dos Brasileiros Têm Hábitos Noturnos de Compra Online

A pesquisa da Octadesk, em parceria com a Opinion Box, revelou que 56% dos brasileiros compram online à noite ou de madrugada, um avanço de 17 pontos percentuais (p.p.) em relação a 2024. O levantamento que contou com 200 entrevistados mostrou que 88% dos deles preferem comprar pela internet. Na tentativa de encontrar o melhor preço, 59% dos participantes optam fazer essa pesquisa pelo Google e, ao terem a combinação ideal, na hora de pagar, eles optam por utilizar o cartão de crédito e parcelar a compra.

Segundo Mahara Scholz, head de receita da Octadesk, o e-commerce foi impulsionado pela pandemia de covid-19. "Durante o período em casa, as pessoas aprenderam a comprar mais online e, mesmo com a volta do presencial, os números continuaram altos". Na opinião dela, a maior preferência por horários da noite ou da madrugada é motivada não só pela volta do presencial, mas também por serem períodos mais tranquilos do dia.

Um outro ponto curioso do levantamento é que oito em cada dez brasileiros fazem suas aquisições pelo celular. O aparelho também é muito utilizado para buscar atendimento, isso porque 37% dos respondentes afirmam que preferem usar o WhatsApp para isso. Em meio a essas mudanças, a inteligência artificial (IA) vem ganhando cada vez mais espaço na vida de lojistas e consumidores, influenciando as decisões de consumo.

IA em ação

Diante do aumento das compras em períodos fora do horário comercial, os chatbots são uma forma dos estabelecimentos não deixarem esses consumidores desassistidos. Tanto que 86% dos entrevistados disseram que já foram atendidos pela ferramenta, embora apenas 22% tenha avaliado o atendimento de forma positiva.

Para Scholz, a grande questão é que a tecnologia nem sempre é empregada ou treinada da forma mais adequada. Por outro lado, ela ressalta que, quando ambos são bem executados, o cliente sequer nota que está falando com um robô.

Já em termos de experiência de compra, 39% dos entrevistados afirmaram que a inteligência artificial melhora essa vivência. Parte disso pode ser atribuída à personalização, já que é cada vez mais comum lojas usarem a IA para oferecerem produtos com base nas preferências do usuário. Tanto é que 26% foram influenciados a comprar graças às ofertas exibidas com o auxílio da ferramenta, e 42% admitem que se sentiriam mais inclinados a comprar com a ajuda da IA.

Em contrapartida, essa jornada mais personalizada não seria tão atrativa para 46% dos entrevistados. Uma outra questão é em relação à credibilidade, já que 23% disseram ficar inseguros ao perceberem que a descrição de um produto foi gerada pela tecnologia.

Rodrigo Ricco, diretor geral da Octadesk, avalia que, se bem utilizada, a IA é um diferencial para as marcas. "O consumidor pode até não confiar plenamente hoje, mas espera ser compreendido e atendido com precisão, seja por humanos ou algoritmos", explica.

A pesquisa ainda revelou que uso da tecnologia não se restringe apenas aos vendedores. Em torno de 26% dos clientes também fazem pesquisas de preço com o auxílio de ferramentas como o ChatGPT e o Gemini.

Outros caminhos

Os anúncios em redes sociais também estão abrindo caminho para novas vendas. Ao menos 55% dos participantes afirmaram que ao verem o conteúdo no Instagram, resolveram comprá-lo. Na sequência, estão Facebook (31%) e YouTube (30%). Há também outros incentivos para isso, como frete grátis, prazo de entrega, cupons de desconto e promoções. Respectivamente, eles foram considerados um motivador para compra para 72%, 46%, 42% e 60%.

Na hora de pagar, o parcelamento via cartão de crédito é seguido pelo Pix, com 22% dos respondentes optando por ele, enquanto o terceiro mais utilizado é também o cartão de crédito, mas à vista (15%).


https://forbes.com.br/forbes-money/2025/07/mais-da-metade-dos-brasil eiros-compra-online-durante-a-noite-ou-de-madrugada/

"(...) isso porque 37% dos respondentes afirmam que preferem usar o WhatsApp para isso."


A oração destacada é classificada como:

Alternativas
Q3617235 Português
As peculiaridades do mel

O mel é produzido pelas abelhas a partir do néctar das flores. Ele começa como um líquido morno, aguado e açucarado, um tipo de fluido que parece um convite para as bactérias.

Só que no caminho até a colmeia, as abelhas concentram o néctar, retirando parte da água, e usando enzimas para aumentar o conteúdo ácido no líquido, o que desestimula o crescimento de algumas formas de micro-organismos e quebra os açúcares em formas mais simples.

Depois disso, as abelhas armazenam o néctar nos favos de mel.

Em seguida, elas fazem algo notável: ventilam o mel com suas asas. Essa ventilação evapora lentamente a água restante, como um ventilador evaporando o suor da pele.

Assim, aquela substância que tinha cerca de 70% ou 80% de água vai secando e secando.

O mel completamente maduro costuma ter entre 15% e 18% de água. Na verdade, a proporção das moléculas de açúcar para água é tão alta que seria fisicamente impossível dissolver tanto açúcar em tão pouca água sem um processo como o que as abelhas utilizam.

Há uma grande quantidade de açúcar ali, e claro que os micro-organismos adorariam se aproveitar dele. Mas com tão pouca água — e a acidez oferecendo um desestímulo adicional — eles simplesmente não conseguem sobreviver.

Além disso, ao vedar um pote de mel, limita-se também a disponibilidade do oxigênio, criando assim mais uma barreira para o crescimento desses seres.

Esse estado é conhecido pelos cientistas de alimentos como "baixa atividade de água" e, de fato, reduzir a atividade da água é uma técnica bastante comum para conservar alimentos processados.

É possível manter certos alimentos úmidos sem que estraguem, desde que as moléculas de água estejam ligadas a interações com sal ou açúcar, por exemplo.

Isso não significa que o mel resista a todos os desafios para se manter fresco. Uma vez que um pote de mel é aberto, a superfície começa a ser exposta ao ar com frequência, e colheradas lambidas trazem bactérias e umidade que não estavam ali quando o pote foi vedado.

Se isso acontecer, assuma o controle da situação adicionando água e um micro-organismo especial e você terá um hidromel — bebida alcóolica feita a partir da fermentação do mel — um tipo de "estrago" com o qual poucos se importariam.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg4jw53p5do
"Só que no caminho até a colmeia, as abelhas concentram o néctar, retirando parte da água, e usando enzimas para aumentar o conteúdo ácido no líquido, o que desestimula o crescimento de algumas formas de micro-organismos e quebra os açúcares em formas mais simples."
Quanto à regência dos verbos no trecho acima, analise as alternativas e identifique aquela que apresenta uma informação CORRETA:
Alternativas
Q3616846 Português
A última crônica

        A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.

        Ao fundo do botequim um casal acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma menininha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.

        Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.

        A menininha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.

        São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”.

        Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A menininha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.

        Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.

(SABINO, Fernando. In: Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1979-1980. Adaptado.) 
Os elementos de coesão textual são cruciais para a construção de um texto coeso e coerente, permitindo a retomada de ideias e fatos de forma clara e organizada. Tendo em vista os termos destacados a seguir, o referente está corretamente indicado, EXCETO em:
Alternativas
Q3616841 Português
A última crônica

        A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.

        Ao fundo do botequim um casal acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma menininha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.

        Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.

        A menininha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.

        São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”.

        Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A menininha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.

        Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.

(SABINO, Fernando. In: Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1979-1980. Adaptado.) 
No trecho “Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.” (2º§), a expressão em destaque estabelece uma relação de:
Alternativas
Q3616692 Português
“Retire o colete da embalagem plástica”. Se essa frase fosse passada para o plural, à luz da norma culta, teríamos:
Alternativas
Q3616235 Português
Leia o texto para responder à questão:


Desemprego cai, precarização sobe

    A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para o trimestre encerrado em maio não representa apenas o patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um mercado de trabalho marcado pela “uberização”, que vai muito além da informalidade dos aplicativos de transportes para se estender a inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia.

    Os dados do IBGE, monitorados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, atestam que há 39,3 milhões de trabalhadores informais no País, o que não é pouco. E embora a taxa de informalidade tenha caído de 38,1% para 37,8% de um trimestre móvel para outro, é uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de 3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da era da “pejotização”. Há alguns anos o emprego atravessa uma fase de precarização, fenômeno não apenas brasileiro, mas mundial.

    Num mundo sob novos parâmetros, faz-se necessário o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um retrato mais fiel do mundo do trabalho. O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados possam parecer.

    Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp, comparou, em recente artigo, microdados da Pnad do ano de 2012, quando a taxa de desemprego estava baixa (média de 7,4%) com o ano fechado de 2024 (média de 6,9%). Em vez de abordar as condições de oferta de emprego, como nível de escolaridade e qualificação profissional, o trabalho de Marconi foi orientado pela demanda, buscando identificar quem contrata e para qual tipo de ocupação. Concluiu que o mercado de trabalho no ano passado estava tão aquecido quanto em 2012, mas com empregos de menor qualidade e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que demandam maior qualificação.

    É o mesmo cenário deste ano, com perda de dinamismo do setor produtivo, redução de setores industriais relevantes e investimento insuficiente em setores tecnologicamente mais sofisticados. Um quadro distante do alvissareiro pleno emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do poder de compra, embora a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.

    Os dados confirmam que um indicador isolado pouco reflete a economia como um todo. Enquanto o poder de compra se mantiver corroído por uma inflação acima da meta, a queda no desemprego não significa felicidade.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.07.2025. Adaptado)
A concordância verbal e a concordância nominal atendem à norma-padrão em:
Alternativas
Q3616234 Português
Leia o texto para responder à questão:


Desemprego cai, precarização sobe

    A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para o trimestre encerrado em maio não representa apenas o patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um mercado de trabalho marcado pela “uberização”, que vai muito além da informalidade dos aplicativos de transportes para se estender a inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia.

    Os dados do IBGE, monitorados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, atestam que há 39,3 milhões de trabalhadores informais no País, o que não é pouco. E embora a taxa de informalidade tenha caído de 38,1% para 37,8% de um trimestre móvel para outro, é uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de 3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da era da “pejotização”. Há alguns anos o emprego atravessa uma fase de precarização, fenômeno não apenas brasileiro, mas mundial.

    Num mundo sob novos parâmetros, faz-se necessário o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um retrato mais fiel do mundo do trabalho. O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados possam parecer.

    Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp, comparou, em recente artigo, microdados da Pnad do ano de 2012, quando a taxa de desemprego estava baixa (média de 7,4%) com o ano fechado de 2024 (média de 6,9%). Em vez de abordar as condições de oferta de emprego, como nível de escolaridade e qualificação profissional, o trabalho de Marconi foi orientado pela demanda, buscando identificar quem contrata e para qual tipo de ocupação. Concluiu que o mercado de trabalho no ano passado estava tão aquecido quanto em 2012, mas com empregos de menor qualidade e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que demandam maior qualificação.

    É o mesmo cenário deste ano, com perda de dinamismo do setor produtivo, redução de setores industriais relevantes e investimento insuficiente em setores tecnologicamente mais sofisticados. Um quadro distante do alvissareiro pleno emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do poder de compra, embora a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.

    Os dados confirmam que um indicador isolado pouco reflete a economia como um todo. Enquanto o poder de compra se mantiver corroído por uma inflação acima da meta, a queda no desemprego não significa felicidade.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.07.2025. Adaptado)
O país deve zelar _____ sua economia para que a população, ansiosa _____ felicidade, possa dedicar-se _____  atividades profissionais que realmente sejam boas ofertas de emprego de qualidade e de boa remuneração _____ ela.

De acordo com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q3616232 Português
Leia o texto para responder à questão:


Desemprego cai, precarização sobe

    A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para o trimestre encerrado em maio não representa apenas o patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um mercado de trabalho marcado pela “uberização”, que vai muito além da informalidade dos aplicativos de transportes para se estender a inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia.

    Os dados do IBGE, monitorados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, atestam que há 39,3 milhões de trabalhadores informais no País, o que não é pouco. E embora a taxa de informalidade tenha caído de 38,1% para 37,8% de um trimestre móvel para outro, é uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de 3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da era da “pejotização”. Há alguns anos o emprego atravessa uma fase de precarização, fenômeno não apenas brasileiro, mas mundial.

    Num mundo sob novos parâmetros, faz-se necessário o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um retrato mais fiel do mundo do trabalho. O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados possam parecer.

    Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp, comparou, em recente artigo, microdados da Pnad do ano de 2012, quando a taxa de desemprego estava baixa (média de 7,4%) com o ano fechado de 2024 (média de 6,9%). Em vez de abordar as condições de oferta de emprego, como nível de escolaridade e qualificação profissional, o trabalho de Marconi foi orientado pela demanda, buscando identificar quem contrata e para qual tipo de ocupação. Concluiu que o mercado de trabalho no ano passado estava tão aquecido quanto em 2012, mas com empregos de menor qualidade e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que demandam maior qualificação.

    É o mesmo cenário deste ano, com perda de dinamismo do setor produtivo, redução de setores industriais relevantes e investimento insuficiente em setores tecnologicamente mais sofisticados. Um quadro distante do alvissareiro pleno emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do poder de compra, embora a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.

    Os dados confirmam que um indicador isolado pouco reflete a economia como um todo. Enquanto o poder de compra se mantiver corroído por uma inflação acima da meta, a queda no desemprego não significa felicidade.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.07.2025. Adaptado)
Considere as passagens do texto:

•  A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para o trimestre encerrado em maio não representa apenas o patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um mercado de trabalho marcado pela “uberização”… (1o parágrafo)
•  O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados possam parecer. (3o parágrafo)
•  Um quadro distante do alvissareiro pleno emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do poder de compra… (5o parágrafo)

Sem prejuízo ao sentido original, as passagens admitem, correta e respectivamente, as reescritas:
Alternativas
Q3616084 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Passar três dias longe do celular pode mudar seu cérebro, sugere estudo

        Reduzir o uso do celular por apenas três dias provoca alterações químicas no cérebro em regiões relacionadas a mecanismos de recompensa e vício, sugere um novo estudo feito por pesquisadores da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, publicado no periódico científico Computers in Human Behavior.
    
        Segundo os autores da pesquisa, o uso excessivo de smartphones tem sido comparado a certos transtornos aditivos, já que evidências sugerem que isso pode levar a uma série de efeitos psicossociais e somáticos. Mas ainda faltam dados sobre os mecanismos cerebrais envolvidos nesse comportamento.
    
        Os pesquisadores decidiram testar o que acontece quando se limita o uso do aparelho por 72 horas. Para isso, selecionaram 25 adultos jovens entre 18 e 30 anos, que foram orientados a utilizá-lo apenas para tarefas essenciais nesse período, como comunicação com familiares.
   
        Para avaliar as mudanças no cérebro, todos passaram por exames de ressonância magnética no início e no final do teste. O exame foi feito enquanto os voluntários observavam três imagens: cenas neutras, como paisagens, e fotos de celulares ligados e desligados. Além disso, eles preencheram questionários sobre estados de humor e hábitos de uso.
   
        Após três dias de restrição do celular, os voluntários apresentaram mudanças em áreas do cérebro ligadas ao sistema de recompensa. Quando expostos a imagens de smartphones, houve ativação de regiões associadas ao desejo mais intenso, como o giro cingulado anterior e o núcleo accumbens, estudadas em quadros de dependência de substâncias, como cigarro e drogas. “Isso pode sugerir uma demonstração de um desejo mais intenso pelo uso do celular”, avalia o psiquiatra Gabriel Garcia Okuda, do Einstein Hospital Israelita.
   
        Também houve ativação em vias de dopamina e serotonina, neurotransmissores relacionados a regulação do humor e dependência. “Isso pode indicar uma associação, já que essas vias foram estimuladas a ver imagens do celular após o período de abstinência”, observa Okuda. Os resultados também sugerem uma melhora na qualidade do sono e do humor dos voluntários após três dias menos conectados.
   
        No entanto, o estudo tem limitações — entre elas, o número pequeno da amostra, a ausência de um grupo controle para comparar as respostas e a falta de monitoramento para saber se efetivamente os voluntários ficaram abstinentes.

        Outro problema é que a avaliação do uso e dos estados de humor foi feita de forma subjetiva, a partir do relato dos próprios pacientes. Também faltam dados sobre a presença de outras comorbidades ou uso de substâncias. “Por isso, o estudo não ‘bate o martelo’ para nada”, comenta Okuda. “Mas, ainda assim, ajuda a começar a pensar a respeito.”

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/passar-tres-dias-longe-docelular-pode-mudar-seu-cerebro-sugere-estudo/ (adaptado). 
A identificação do sujeito possibilita compreender a estrutura sintática da oração. No trecho “os voluntários apresentaram mudanças em áreas do cérebro”, o sujeito da oração é classificado como:
Alternativas
Q3615817 Português

Texto para responder à questão.


Taquicardia a dois


    Estava minha amiga falando comigo ao telefone. Eis senão quando entra-lhe pela sala adentro um passarinho. Minha amiga reconheceu: era um sabiá. Minha amiga ficou surpresa. Era preciso que ele achasse o caminho da janela para ir embora e escapar da prisão da sala. Depois de esvoaçar muito, pousou num quadro acima da cabeça de minha amiga, que continuou o telefonema, porém mais atenta ao sabiá do que às palavras.

    Foi quando ela sentiu uma coisa pelas costas nuas – era verão, o vestido não tinha costas: o sabiá tinha-se aninhado nela e parecia estar muito bem. E preciso dizer que minha amiga tem uma voz muito suave. Ela sabia que qualquer movimento súbito seu, e o sabiá se assustaria quase mortalmente. Desligou o telefone.

    Também é preciso dizer que minha amiga tem mão e jeito leves, é capaz de segurar a corola de uma flor sem fazê-la murchar. Foi com seu jeito leve que pegou no sabiá, que se deixou pegar.

    E lá ficou de sabiá na mão. O coraçãozinho do sabiá batia em louca taquicardia. E o pior é que minha amiga estava toda taquicárdica. Ali, pois, ficaram os dois tremendo por dentro: a amiga sentindo o próprio coração palpitar depressa e na mão sentindo o bater apressadinho e desordenado do sabiá.

    Então ela se levantou devagar para não assustar o que estava vivo na sua mão. Chegou junto da janela. O sabiá compreendeu. Minha amiga espalmou a mão, onde o sabiá permaneceu por uns instantes. E de súbito deu uma voada lindíssima de tanta liberdade.


(LISPECTOR, Clarice. Portal da crônica Brasileira. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.) 

Observe o trecho “Eis senão quando entra-lhe pela sala adentro um passarinho.” (1º§). Em qual afirmativa, a seguir, o emprego de “senão” está correto?
Alternativas
Q3615611 Português

Considerando as figuras de sintaxe assíndeto e polissíndeto, analise o trecho a seguir:


"Chegou, viu, conquistou. Não hesitou, não recuou, não falhou."


Assinale a alternativa que corretamente descreve as figuras de linguagem presentes no período: 

Alternativas
Q3615610 Português
Analise as seguintes construções nominais e suas respectivas regências. Assinale a alternativa em que a regência do substantivo está incorretamente aplicada, violando a norma-padrão da língua portuguesa:
Alternativas
Q3615488 Português

Uma velhinha é uma velhinha


    Não sei se os outros pensam assim, mas, quando vejo uma velhinha e procuro imaginar que ela já tenha sido jovem, e tido um namorado, e feito todas as coisas a que o amor obriga, por mais que eu queira, não acredito. Ou, se acredito, não entendo. Porque uma velhinha é uma velhinha, tal qual uma rosa, que é uma rosa. Dá-me uma ideia do ser humano eterno, que sempre houve e não deixará de haver, com sua golinha de rendas, seu chapéu com aplicação de jasmins, seu guarda-chuva, seus sapatos de fivelas. As de Paris passeiam, de manhã, em Auteuil, comprando carne para os gatos, queijos e legumes para si. Passeiam seus cães, à tardinha, no bois e, enquanto dão-lhes folga, discutem, umas com as outras, sobre a última e a próxima guerra. Queixam-se do frio, da bruma constante e, se um sinal de luz aponta para os lados de Versailles, dizem todas, ao mesmo tempo, numa felicíssima esperança: “Il va faire beau!” Adoram o sol. Que engraçado vê-las ao sol! Ficam mexeriqueiras, rigorosas e bisbilhotam a vida de todas as velhinhas ausentes. Voltam à humildade de antes, quando o sol se cobre e a praça esfria outra vez, mandando-as para casa. Passava horas vendo as velhinhas de Paris. Na Ferme d'Auteuil, entre cinco e seis da tarde, tomavam seu chá, lentamente, e era uma delícia ouvi-las conversar. Mas nunca me consenti acreditar que houvessem sido mocinhas, ou que houvessem tirado aquela espécie de farda, um dia sequer, em suas vidas.

    Há pouco tempo, em um café de Friburgo, sentou-se uma velhinha para conversar. Precisava de um dinheiro, para caiar a casa e ajudar no casamento de uma neta. Aceitou uma xícara, beliscou de uns doces, e foram tantas as perguntas, que acabou contando sua vida. Tivera um namorado, andara fazendo suas facilidades com ele. Depois, casou com outro. Por fim, morreu-lhe o marido e, na campanha por um novo casamento, dera-se a duas ou três fantasias pouco recomendáveis, em senhoras viúvas. Isso representou para mim um choque muito grande. De repente, as velhinhas de Auteuil deixaram de ser os seres eternos que eu, sabiamente, imaginara. Todas se transformaram, violentamente, em gente igual a mim, que comete dos meus erros e, como eu, de felicidade em felicidade, de abraço em abraço, de ilusão em ilusão, inebriadamente, envelhece...


(MARIA, Antônio. Benditas sejam as moças: as crônicas de Antônio Maria. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.) 

No trecho “As de Paris passeiam, de manhã, em Auteuil, comprando carne para os gatos, queijos e legumes para si. Passeiam seus cães, à tardinha, no bois e, enquanto dão-lhes folga, discutem, umas com as outras, sobre a última e a próxima guerra.” (1º§), o termo em destaque se refere a:
Alternativas
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Q3615033 Português
Países da Otan concordam em investir 5% do PIB em defesa


Medida ocorre diante de ameaça representada pela Rússia

Os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) concordaram em aumentar para 5% do Produto Interno Bruto (PIB) os gastos em defesa.

A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (25) na declaração final da cúpula da aliança militar ocidental em Haia, diante da ameaça representada pela Rússia após a invasão da Ucrânia.

"Os aliados se comprometem a investir 5% do PIB anual em necessidades básicas de defesa e despesas relacionadas à defesa e segurança até 2035, a fim de garantir obrigações individuais e coletivas, de acordo com o Artigo 3 do Tratado de Washington", diz o texto.

A aliança militar explica ainda que seus membros alocarão pelo menos 3,5% do PIB anual, com base na definição acordada, para financiar os requisitos básicos de defesa, enquanto que o outro 1,5% será destinado ao setor de segurança mais geral, incluindo melhorias em estradas, pontes, portos e aeroportos, o que permitirá que as forças armadas sejam mobilizadas com mais eficiência.

Além disso, será permitido usar verbas para implementar ações que tenham o objetivo de combater ataques cibernéticos e híbridos, na tentativa de preparar as sociedades para conflitos futuros.

Os países "concordaram em apresentar planos anuais que mostrem um caminho confiável e gradual para atingir esse objetivo", acrescenta o comunicado, prevendo uma revisão em 2029.

Ainda de acordo com a Otan, os membros se declaram "unidos diante de profundas ameaças e desafios à segurança, em particular a ameaça de longo prazo representada pela Rússia à segurança euro-atlântica e a persistente ameaça do terrorismo".

Como previsto devido à oposição dos Estados Unidos, a nota não fornece uma definição clara da invasão russa no território ucraniano como uma "guerra de agressão".

Por fim, os países-membros reiteraram seu "compromisso soberano de fornecer apoio à Ucrânia".

No entanto o documento, como amplamente esperado, exclui qualquer menção a uma futura entrada de Kiev na aliança, ao contrário do que ocorreu em Washington no ano passado, onde havia sido estabelecido o princípio do "caminho irreversível".

Além disso, não há referências a compromissos financeiros para Kiev - no ano passado, eram 40 bilhões de euros por ano.

Após o fim da reunião, a TV estatal turca TRT informou que a próxima cúpula da Otan, agendada para 2026, será realizada na Turquia.

O presidente Recep Tayyip Erdogan anunciou ontem sua intenção de sediar a reunião do próximo ano, destacando a contribuição militar de Ancara para a aliança, onde o Exército turco é o segundo maior, depois dos Estados Unidos.


Fonte: https://www.jb.com.br/mundo/2025/06/1055977-paises-da-otan-concordamem-investir-5-do-pib-em-defesa.html. Acesso em 11/07/2025. Excerto
“Além disso, não há referências a compromissos financeiros para Kiev” (11º parágrafo). Essa frase faz referência a um documento produzido pela Otan. Uma reescrita adequada dessa frase, à luz da norma-padrão, seria:
Alternativas
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Q3615032 Português
Países da Otan concordam em investir 5% do PIB em defesa


Medida ocorre diante de ameaça representada pela Rússia

Os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) concordaram em aumentar para 5% do Produto Interno Bruto (PIB) os gastos em defesa.

A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (25) na declaração final da cúpula da aliança militar ocidental em Haia, diante da ameaça representada pela Rússia após a invasão da Ucrânia.

"Os aliados se comprometem a investir 5% do PIB anual em necessidades básicas de defesa e despesas relacionadas à defesa e segurança até 2035, a fim de garantir obrigações individuais e coletivas, de acordo com o Artigo 3 do Tratado de Washington", diz o texto.

A aliança militar explica ainda que seus membros alocarão pelo menos 3,5% do PIB anual, com base na definição acordada, para financiar os requisitos básicos de defesa, enquanto que o outro 1,5% será destinado ao setor de segurança mais geral, incluindo melhorias em estradas, pontes, portos e aeroportos, o que permitirá que as forças armadas sejam mobilizadas com mais eficiência.

Além disso, será permitido usar verbas para implementar ações que tenham o objetivo de combater ataques cibernéticos e híbridos, na tentativa de preparar as sociedades para conflitos futuros.

Os países "concordaram em apresentar planos anuais que mostrem um caminho confiável e gradual para atingir esse objetivo", acrescenta o comunicado, prevendo uma revisão em 2029.

Ainda de acordo com a Otan, os membros se declaram "unidos diante de profundas ameaças e desafios à segurança, em particular a ameaça de longo prazo representada pela Rússia à segurança euro-atlântica e a persistente ameaça do terrorismo".

Como previsto devido à oposição dos Estados Unidos, a nota não fornece uma definição clara da invasão russa no território ucraniano como uma "guerra de agressão".

Por fim, os países-membros reiteraram seu "compromisso soberano de fornecer apoio à Ucrânia".

No entanto o documento, como amplamente esperado, exclui qualquer menção a uma futura entrada de Kiev na aliança, ao contrário do que ocorreu em Washington no ano passado, onde havia sido estabelecido o princípio do "caminho irreversível".

Além disso, não há referências a compromissos financeiros para Kiev - no ano passado, eram 40 bilhões de euros por ano.

Após o fim da reunião, a TV estatal turca TRT informou que a próxima cúpula da Otan, agendada para 2026, será realizada na Turquia.

O presidente Recep Tayyip Erdogan anunciou ontem sua intenção de sediar a reunião do próximo ano, destacando a contribuição militar de Ancara para a aliança, onde o Exército turco é o segundo maior, depois dos Estados Unidos.


Fonte: https://www.jb.com.br/mundo/2025/06/1055977-paises-da-otan-concordamem-investir-5-do-pib-em-defesa.html. Acesso em 11/07/2025. Excerto
“Os países ‘concordaram em apresentar planos anuais que mostrem um caminho confiável e gradual para atingir esse objetivo’, acrescenta o comunicado, prevendo uma revisão em 2029” (6º parágrafo). A palavra em destaque cumpre o papel sintático de:
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Ano: 2025 Banca: SELECON Órgão: Prefeitura de Tapurah - MT Provas: SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Analista Administrativo | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Assistente Social | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Assistente Social - Educação | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Auditor de Tributos | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Contador | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Controlador Interno | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Educador Físico | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Engenheiro Agrônomo | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Engenheiro Civil | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Engenheiro Florestal | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Engenheiro Sanitarista | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Farmacêutico-Bioquímico | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Fiscal de Meio Ambiente | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Fiscal de Obras | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Fiscal de Vigilância Sanitária II | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Fisioterapeuta | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Fonoaudiólogo | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Médico Veterinário | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Nutricionista | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Odontólogo | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Ouvidor | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Procurador Jurídico | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Professor - Pedagogia 30H | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Professor - Letras - Língua Portuguesa/Inglesa | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Professor de Educação Física | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Psicólogo | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Psicólogo Educação | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Químico | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Técnico Esportivo | SELECON - 2025 - Prefeitura de Tapurah - MT - Enfermeiro |
Q3615029 Português
Países da Otan concordam em investir 5% do PIB em defesa


Medida ocorre diante de ameaça representada pela Rússia

Os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) concordaram em aumentar para 5% do Produto Interno Bruto (PIB) os gastos em defesa.

A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (25) na declaração final da cúpula da aliança militar ocidental em Haia, diante da ameaça representada pela Rússia após a invasão da Ucrânia.

"Os aliados se comprometem a investir 5% do PIB anual em necessidades básicas de defesa e despesas relacionadas à defesa e segurança até 2035, a fim de garantir obrigações individuais e coletivas, de acordo com o Artigo 3 do Tratado de Washington", diz o texto.

A aliança militar explica ainda que seus membros alocarão pelo menos 3,5% do PIB anual, com base na definição acordada, para financiar os requisitos básicos de defesa, enquanto que o outro 1,5% será destinado ao setor de segurança mais geral, incluindo melhorias em estradas, pontes, portos e aeroportos, o que permitirá que as forças armadas sejam mobilizadas com mais eficiência.

Além disso, será permitido usar verbas para implementar ações que tenham o objetivo de combater ataques cibernéticos e híbridos, na tentativa de preparar as sociedades para conflitos futuros.

Os países "concordaram em apresentar planos anuais que mostrem um caminho confiável e gradual para atingir esse objetivo", acrescenta o comunicado, prevendo uma revisão em 2029.

Ainda de acordo com a Otan, os membros se declaram "unidos diante de profundas ameaças e desafios à segurança, em particular a ameaça de longo prazo representada pela Rússia à segurança euro-atlântica e a persistente ameaça do terrorismo".

Como previsto devido à oposição dos Estados Unidos, a nota não fornece uma definição clara da invasão russa no território ucraniano como uma "guerra de agressão".

Por fim, os países-membros reiteraram seu "compromisso soberano de fornecer apoio à Ucrânia".

No entanto o documento, como amplamente esperado, exclui qualquer menção a uma futura entrada de Kiev na aliança, ao contrário do que ocorreu em Washington no ano passado, onde havia sido estabelecido o princípio do "caminho irreversível".

Além disso, não há referências a compromissos financeiros para Kiev - no ano passado, eram 40 bilhões de euros por ano.

Após o fim da reunião, a TV estatal turca TRT informou que a próxima cúpula da Otan, agendada para 2026, será realizada na Turquia.

O presidente Recep Tayyip Erdogan anunciou ontem sua intenção de sediar a reunião do próximo ano, destacando a contribuição militar de Ancara para a aliança, onde o Exército turco é o segundo maior, depois dos Estados Unidos.


Fonte: https://www.jb.com.br/mundo/2025/06/1055977-paises-da-otan-concordamem-investir-5-do-pib-em-defesa.html. Acesso em 11/07/2025. Excerto
“A aliança militar explica ainda que seus membros alocarão pelo menos 3,5% do PIB anual, com base na definição acordada, para financiar os requisitos básicos de defesa” (4º parágrafo). No texto, os elementos em destaque podem ser classificados como:
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Q3615028 Português
Países da Otan concordam em investir 5% do PIB em defesa


Medida ocorre diante de ameaça representada pela Rússia

Os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) concordaram em aumentar para 5% do Produto Interno Bruto (PIB) os gastos em defesa.

A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (25) na declaração final da cúpula da aliança militar ocidental em Haia, diante da ameaça representada pela Rússia após a invasão da Ucrânia.

"Os aliados se comprometem a investir 5% do PIB anual em necessidades básicas de defesa e despesas relacionadas à defesa e segurança até 2035, a fim de garantir obrigações individuais e coletivas, de acordo com o Artigo 3 do Tratado de Washington", diz o texto.

A aliança militar explica ainda que seus membros alocarão pelo menos 3,5% do PIB anual, com base na definição acordada, para financiar os requisitos básicos de defesa, enquanto que o outro 1,5% será destinado ao setor de segurança mais geral, incluindo melhorias em estradas, pontes, portos e aeroportos, o que permitirá que as forças armadas sejam mobilizadas com mais eficiência.

Além disso, será permitido usar verbas para implementar ações que tenham o objetivo de combater ataques cibernéticos e híbridos, na tentativa de preparar as sociedades para conflitos futuros.

Os países "concordaram em apresentar planos anuais que mostrem um caminho confiável e gradual para atingir esse objetivo", acrescenta o comunicado, prevendo uma revisão em 2029.

Ainda de acordo com a Otan, os membros se declaram "unidos diante de profundas ameaças e desafios à segurança, em particular a ameaça de longo prazo representada pela Rússia à segurança euro-atlântica e a persistente ameaça do terrorismo".

Como previsto devido à oposição dos Estados Unidos, a nota não fornece uma definição clara da invasão russa no território ucraniano como uma "guerra de agressão".

Por fim, os países-membros reiteraram seu "compromisso soberano de fornecer apoio à Ucrânia".

No entanto o documento, como amplamente esperado, exclui qualquer menção a uma futura entrada de Kiev na aliança, ao contrário do que ocorreu em Washington no ano passado, onde havia sido estabelecido o princípio do "caminho irreversível".

Além disso, não há referências a compromissos financeiros para Kiev - no ano passado, eram 40 bilhões de euros por ano.

Após o fim da reunião, a TV estatal turca TRT informou que a próxima cúpula da Otan, agendada para 2026, será realizada na Turquia.

O presidente Recep Tayyip Erdogan anunciou ontem sua intenção de sediar a reunião do próximo ano, destacando a contribuição militar de Ancara para a aliança, onde o Exército turco é o segundo maior, depois dos Estados Unidos.


Fonte: https://www.jb.com.br/mundo/2025/06/1055977-paises-da-otan-concordamem-investir-5-do-pib-em-defesa.html. Acesso em 11/07/2025. Excerto
“Os aliados se comprometem a investir 5% do PIB anual em necessidades básicas de defesa e despesas relacionadas à defesa e segurança até 2035, a fim de garantir obrigações individuais e coletivas” (3º parágrafo). O termo em destaque poderia ser substituído, sem alteração de sentido, por:
Alternativas
Q3614980 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 3


Agricultoras de comunidades tradicionais se unem em defesa do Cerrado


Projetos ajudam a conservar o bioma e a empoderar mulheres


“O capim-dourado mudou as nossas vidas. É o capim-dourado que coloca pão na mesa, que gera renda para comprar comida, roupa, calçado. Ainda hoje é a principal fonte de renda da comunidade e muda a vida das artesãs, dando qualidade de vida melhor”, conta Railane de Brito da Silva, 27 anos, presidente da Associação da Comunidade Quilombola Mumbuca, na região de Mateiros, no Jalapão (região leste do estado do Tocantins).

    O capim-dourado (Syngonanthus nitens), na verdade, não é um capim, já que não pertence à família das gramíneas. Trata-se da haste de uma pequena flor branca da família das sempre-vivas (família Eriocaulaceae). O capim-dourado é matériaprima para a confecção de bolsas, bijuterias e objetos de decoração que geram renda para centenas de artesãos. 

    “Ele nasceu aqui na comunidade de Mumbuca. Há 180 anos, dona Laurinda, mais conhecida como dona Miúda, descobriu o capim-dourado. Ela foi a precursora do capim-dourado no mundo”, conta orgulhosa Railane, que segue à frente da associação, vencendo desafios diários para que as artesãs da região tenham visibilidade. “Tenho orgulho do meu trabalho, que não é fácil, mas tenho força porque já nasci empoderada.”

    Na associação, ela faz de tudo: está envolvida nas atividades sociais, financeiras, vendas e projetos que ajudam a divulgar o artesanato local, além de dar aulas em uma escola estadual, inclusive de cultura quilombola.

    “A associação é o coração da comunidade Mumbuca”, conta orgulhosa Railane. “Na associação, é desenvolvido artesanato de capim-dourado. Temos a loja de Capim- Dourado, onde há 200 artesãs e associados que costuram todo dia e vendem lá. A loja organiza a venda das peças e 90% vai para o artesão, 5% fica com o vendedor e 5% vai para o caixa da associação”.

    “Na comunidade Quilombola Mumbuca, tudo gira em torno da associação, é como se fosse a prefeitura da comunidade. Ainda temos o escritório, a Casa da Cultura, o Barracão de Eventos. A associação é um trabalho social, porque tudo que vem de cesta básica e de doação passa pela associação que distribui para comunidade”.

    Filha de pais agricultores, Railane tem muito orgulho de suas origens. “Nós quilombolas somos as comunidades que guardam mais do que tudo. Então, desde o passado, a gente sabe conservar a natureza da forma que era. A nossa comunidade é bem preservada. A gente ensina a não jogar lixo nos córregos e na beira dos rios, porque, além do capim-dourado, aqui tem muitos atrativos; tem córrego, cachoeira, rios, praias, então é muito interessante”. [...]


Bioma

O Cerrado é um dos cinco grandes biomas do Brasil e ocupa cerca de 25% do território nacional, com área aproximada de 1,9 milhão de quilômetros quadrados (km²). Trata-se do segundo maior bioma nacional, atrás apenas da Amazônia. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, é uma das regiões com maior biodiversidade do mundo. Estima-se que tenha mais de 6 mil espécies de árvores e 800 espécies de aves.

     Apesar da importância, dados mostram que o Cerrado vem sendo devastado. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no acumulado de janeiro a abril de 2023, o desmatamento aumentou no Cerrado e caiu na Amazônia Legal, na comparação com o mesmo período do ano passado.


Agricultura familiar

    “O trabalho que fazemos na Rede Cerrado visa a proteção dos biomas, fauna e flora e dos povos e populações tradicionais”, conta Maria de Lourdes de Souza Nascimento, 59 anos. “Nosso trabalho é focado na agroecologia, garantindo o bem-estar das mulheres e homens do campo”.

     Não me deixo abater. Defendo as mulheres, a agricultura familiar e o meio ambiente. Não tenho dúvidas de que, sem esses três elementos, não existiria vida no planeta", completa Maria de Lourdes.

     Por isso, ela entende que ajudar a conservar o Cerrado é tão importante. “O Cerrado é nossa caixa d’água e não é à toa que [...] preservá-lo é continuar a viver”.

    Para Maria de Lourdes, as ações vêm para mudar as adversidades ambientais. “Somos poucos e poucas nessa luta, mas estamos fazendo a diferença no planeta, nas mudanças climáticas. Somos como o beija-flor do incêndio: estamos fazendo nossa parte!”, disse ela, referindo-se à fábula do beija-flor que, diante de um grande incêndio na floresta, colabora levando gotas de água em seu pequeno bico na tentativa de combater as chamas. [...]


Adaptado de: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023- 05/agricultoras-de-comunidades-tradicionais-se-unem-em-defesado-cerrado.
Analise o seguinte período:

“Filha de pais agricultores, Railane tem muito orgulho de suas origens. ‘Nós quilombolas somos as comunidades que guardam mais do que tudo. Então, desde o passado, a gente sabe conservar a natureza da forma que era.’”

A conjunção destacada poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido, por todas as seguintes expressões, EXCETO
Alternativas
Respostas
7181: C
7182: B
7183: C
7184: A
7185: A
7186: A
7187: D
7188: B
7189: A
7190: E
7191: D
7192: C
7193: C
7194: A
7195: A
7196: D
7197: C
7198: A
7199: D
7200: C