Questões de Concurso
Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português
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O professor e o processo de constituição do leitor crítico
A leitura é uma ponte entre o conhecimento sistematizado e o mundo real.
(CATARINO, 2015.)
Iniciamos esta apresentação com a citação de Catarino, na tentativa de valorar a leitura como forma de sistematização da percepção consciente da realidade, uma vez que o leitor, ao ler, imprime seu protagonismo, dando pessoalidade ao que lê, mesmo que não faça nenhum julgamento de valor.
A leitura é um aspecto importante para o indivíduo leitor, daí as dificuldades com a prática de leitura serem das questões mais discutidas no âmbito escolar. O ensino da prática de leitura contribui para a formação de um leitor social e crítico, influenciando no processo de desenvolvimento e entendimento de mundo, pois abrange várias dimensões no processo educativo e ajuda na compreensão crítica, facilitando, assim, a prática diária de interação e de relacionamento com o outro. Por toda essa importância é que se faz fundamental que a escola dê a mesma importância à leitura que dá à gramática, à ortografia e a outros aspectos linguísticos.
Ler ultrapassa ações meramente educativas; ler deve ser uma prática prazerosa, deleitosa, que produza significado e sentido para o aluno/leitor. Para tanto, na escola a leitura deve ter um propósito definido, um objetivo a ser alcançado, para que o aluno, a partir dessas atividades, possa ver o mundo à sua volta em sua magnitude, diferente, vislumbrando o futuro em seu protagonismo. Assim, para que a atividade de leitura em sala de aula tenha sucesso, faz-se relevante a utilização de um amplo universo textual, ou seja, diversos tipos de texto e situações diversificadas que veiculam socialmente.
No cotidiano escolar, a leitura deve se desenvolver de forma crítica, ativa e criativa. No entanto, provocar no aluno o desejo pela leitura não é um papel tão simples [...].
A leitura é indispensável para a vivência e a compreensão do mundo e da sociedade; mesmo assim, parece ser algo ao qual as pessoas não se habituam [...].
A leitura é capaz de conectar diversos mundos e ideias e, uma vez amiudada e íntima, promove a criação de laços com o universo da escrita, facilitando o processo de alfabetização e os avanços de outras disciplinas, já que o livro didático é ainda o principal suporte para a aprendizagem na escola.
(SOARES, Maria Vilani; LIMA, Marília Pereira; MOURA, Rafael Ferro; CARVALHO, Cláudio Rêgo de; CARVALHO, Sângela Medeiros de Lima. O professor e o processo de constituição do leitor crítico. Revista Educação Pública, Rio de Janeiro, v. 22, nº 39, 18 de outubro de 2022. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/22/39/o-professore-o-processo-de-constituicao-do-leitor-critico. Adaptado.)
“Minas Gerais é o único estado brasileiro a figurar entre as dez regiões mais acolhedoras do planeta segundo o 1444444 de uma premiação realizada por uma respeitada plataforma de reservas online, divulgado em janeiro de 2021. O reconhecimento internacional reforça a famosa ______________ mineira que tem a ver, claro, com o jeito único de ser do povo das Gerais, que carrega consigo um talento natural para lidar e conviver com as pessoas. Simpático, extrovertido, ______________ e sempre disposto a ouvir o outro, o mineiro, por natureza, é um verdadeiro especialista na arte de se relacionar.”
(Disponível em: https://g1.globo.com/mg/minasgerais/especial publicitario/bem-viver-em-minas/noticia/2021/01/29/ o-jeito-mineiro-e-a-arte-de-se-relacionar.ghtml.)
Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior.
Leia:
“O câncer do colo do útero é o terceiro mais frequente entre as brasileiras, atrás apenas do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no país. Segundo o Atlas de Mortalidade por Câncer, disponibilizado pelo SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade), em 2019, foram 6.596 vítimas fatais de uma doença que, na maioria dos casos, é evitável com exame de rastreamento e uma medida simples e acessível: a vacina contra o HPV.”
Fonte: https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-2/desinformacao-gera-baixa-adesaoa-vacinacao-contra-o-hpv-coluna/
“Não foram poucas as vezes que eu o ouvi declarar o quanto gostava de ser reconhecido como 'o homem que conta historinhas de criança':
'O mundo infantil é mistério, poesia, suspense e humor. [...] Seria de desejar que todos os pais guardassem as frases mais expressivas dos filhos, como verdadeiros tesouros. Mas o que ocorre, normalmente, é que se conserva um flagrante fotográfico inexpressivo ou uma botinha, um boneco, uma mecha de cabelo. Quase nunca percebem que o que a criança diz, em suas diferentes fases, são pedacinhos de alma dessa criança', afirmava com sabedoria.”
I – Na frase “Seria de desejar que todos os pais guardassem as frases mais expressivas dos filhos, como verdadeiros tesouros.”, a expressão grifada retoma a ideia explicitada no antecedente “dos filhos”.
II – Na oração “Não foram poucas as vezes que eu o ouvi declarar o quanto gostava de ser reconhecido como 'o homem que conta historinhas de criança'”, predomina o registro formal, sem a presença de coloquialismos.
III – No período “O mundo infantil é mistério, poesia, suspense e humor”, o autor destaca semelhanças, características e traços comuns entre o universo da criança e outras esferas, visando a um efeito expressivo.
IV – Em “é que se conserva um flagrante fotográfico inexpressivo ou uma botinha, um boneco, uma mecha de cabelo.”, o termo destacado é polissêmico, ou seja, se usado em outros contextos, terá novos sentidos.
V – Em todo o parágrafo, a função fática da linguagem está marcada pelo emprego dos verbos no modo imperativo e por uso de vocativos, pois o emissor deseja chamar a atenção do receptor para que seja mantida a comunicação.
Está correto apenas o que se afirma em
A expressão "cara de pau" indica que:
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.
Dona Colô
Manuela Cantuária*
Tamanho o desespero da neta quando encontra a avó, no auge de seus 82 anos, no alto de uma escada, buscando uma caixa no armário. As duas haviam acabado de chegar de uma consulta médica com uma bomba-relógio dentro de um envelope. O diagnóstico de Alzheimer de Colotildes de Jesus.
A neta oferece ajuda, mas a avó insiste que ainda sabe se virar sozinha. Abre a caixa com um vestido de noiva embolorado. Sob o olhar desconfiado da jovem de 20 e poucos anos, rasga o vestido num rompante. Meu casamento foi o dia mais feliz da minha vida, diz Dona Colô.
Dona Colô gostava de costurar. Costurou seu vestido de noiva por meses. E agora o transformava em retalhos para fazer uma colcha. Uma colcha de memórias que ela decidiu costurar para não esquecer de si mesma.
O segundo dia mais feliz da vida de Colotildes foi quando enterrou seu marido. Ele morreu rápido. E se viu, finalmente, livre. Usou sua toalha de mesa favorita para receber seus familiares, com uma estampa de passarinhos. Mais um retalho, enquadrando a mancha de vinho deixada por sua cunhada, que, segundo ela, também era um pudim de cachaça, mas boa gente.
Os primeiros desenhos da neta também viraram retalhos alegres. Ela, apesar de jovem, já despontava como artista plástica, o que era um grande motivo de orgulho para sua avó, dona de casa.
A cortina do quarto agora tinha um buraco em forma de retalho. O vestido do batizado de um bebê despedaçado sobre a mesa. Fantasias de Carnaval, panos de prato com os dias da semana bordados, a bandeira do Bangu Atlético Clube.
A neta desabotoa sua camisa xadrez preferida para que sua avó meta-lhe a tesoura. O som da máquina de costura se tornou a sua música favorita. A trilha sonora de uma vida inteira.
O tempo era marcado pela mesma pergunta: você viu minha agulha? A neta escutava pensativa. E, pacientemente, ajudava Colotildes a recuperar o inquieto fio da meada. Até que veio a noite escura, e ela pode cobrir sua avó de memórias.
* Roteirista e escritora, faz parte da equipe do canal Porta dos Fundos. Folha de São Paulo, 16 maio 2022. Adaptado.
Considere o texto a seguir e preencha corretamente as lacunas.

Um dos sinais gráficos em evidência no cartaz delimita um/uma __________ e foi empregado pelo mesmo motivo que em __________, termo citado no texto de Sérgio Rodrigues.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
“Pandemonium vem a ser o local de trabalho deste último [Satã]: o palácio, o quartel-general onde labutam o “Rabudo” e seus demônios subordinados. [...] Sobre a bem-sucedida carreira do pandemônio na linguagem comum há pistas esparsas. O dicionário etimológico de Douglas Harper registra, para o inglês, o surgimento do sentido expandido ‒ e já atenuado, pois não diabólico ‒ de "lugar de balbúrdia e desordem...”
TEXTO II
“Já dizia Camões, 'do velho caos a tão confusa face'. Mas, afinal, o que é o caos? [...] Desordem, babel, balbúrdia, barafunda, confusão, atrapalhada, charivari, embaralhação, escangalho, forrobodó, fuzarca, pandemônio, algaravia, atarantação, bagunça, cipoal etc. Esses sinônimos são uma expressão do caos, o qual é assim resumido por Plinio Corrêa de Oliveira: 'Um catastrófico auge de todas as desordens. [...] O caos, portanto, é o contrário da ordem.'”
Disponível em: <https://www.abim.inf.br/caos-o-aids-psicossocial-de-nossos-dias/>. .
Considerando-se os dois textos, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I – Ambos, cada um à sua maneira, buscam explicar os sentidos para as palavras-chave que os norteiam, com destaque para certos aspectos que os aproximam. Ambos também se servem do argumento de autoridade para fundamentar seu ponto de vista. Todavia, o TEXTO II se distancia do TEXTO I
PORQUE,
II – além de conter a mescla de elementos verbais e imagéticos (ainda que esses últimos pudessem ser descartados, pois não comprometeriam a intenção original da mensagem), privilegia o humor estabelecido a partir da contraposição entre as representações metafóricas de “caos” e de “pandemônio”.
A respeito das asserções, é correto afirmar que
No trecho “tinha uma simplicidade de três acordes da Jovem Guarda ‒ que, aliás, lhe providenciava a maior parte da trilha sonora.”, a palavra “trilha” significa “composição, parte musical”. Todavia, em outros contextos, pode ser empregada no sentido de “pista, rastro, vereda, vestígio, exemplo, debulho”, entre outros.
A esse fenômeno linguístico dá-se o nome de

I – O adjetivo “pobres”, posposto ao substantivo, adquire o sentido de “desprovidos de recursos financeiros”.
II – O adjetivo “pobres”, nesse contexto, anteposto ao substantivo, significa “dignos de dó”, “insignificantes”.
III – O emprego de palavras como “tradição” e “modernidade” evidencia o fenômeno semântico denominado sinonímia.
IV – A regência incorreta do verbo “contar” caracteriza uma impropriedade que fere a norma-padrão da língua portuguesa.
Está correto apenas o que se afirma em
( ) No período “Como a linguagem está em constante transformação, outras expressões correm o risco de serem excluídas, ou por serem ofensivas ou por não fazerem mais sentido.”, os termos em destaque constituem expressões indicativas de causa.
( ) De acordo com a norma-padrão, o trecho “Expressões se conhecem e expressões se ensinam. Outra que envelheceu mal foi ‘armado até os dentes.’” está corretamente reescrito assim: “Expressões se conhecem cujo se ensinam. Outra que envelheceu mau foi ‘armado até os dentes’”.
( ) Conforme sua estrutura composicional, o texto “Expressões banidas do português” pertence ao gênero artigo científico, pois tem a função de deixar acessível ao leitor leigo as informações e novidades acerca de certas expressões idiomáticas contidas em estudos e pesquisas linguísticas.
( ) Expressões como “descascar abacaxi”, “custar os olhos da cara”, “negócio da China” e “armado até os dentes” são formas linguísticas denominadas estrangeirismos, que se harmonizam com a linguagem dos dias atuais, dão mais vivacidade à linguagem e despertam o interesse do receptor.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
TEXTO I
“Consideradas machistas, sentenças como ‘mal-amada’ e ‘essa é para casar’ também foram sentenciadas ao cancelamento, embora ainda sejam usadas com afinco por todos os tios no Natal”.
TEXTO II

No TEXTO I, a palavra “cancelamento” foi empregada no sentido __________. Já no TEXTO II, esse termo designa uma técnica matemática. Assim, de acordo com Cegalla (2010, p. 312), “uma palavra pode ter mais de uma significação. A esse fato linguístico dá-se o nome de __________. Ainda segundo o gramático, as palavras “têm grande poder evocativo, uma extraordinária carga __________; são capazes de sugerir muito mais do que o objeto designado, desencadeando, conforme a situação, ideias, sentimentos e emoções de toda ordem”.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
O texto veicula algumas “expressões idiomáticas” que integram o léxico luso-brasileiro, utilizando recursos linguístico-estilísticos caracterizados por
I ‒ construir sentidos para aquelas mais presentes no cotidiano dos menos letrados.
II ‒ externar os preconceitos contra as pessoas que insistem em utilizá-las no dia a dia.
III ‒ elaborar definições, indicando a que grupos sociais elas estão diretamente relacionadas.
IV ‒ esclarecer, em tom crítico-irônico, mas bem-humorado, seus significados e contextos de uso.
V – demonstrar que elas adquirem novos sentidos, conotativos, ultrapassando seus significados literais.
Está correto apenas o que se afirma em