Questões de Concurso Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Q4078050 Português
Beijos 

        Esforçava-se para ser um homem moderno, mas tinha dificuldade com o protocolo. Não sabia, por exemplo, a quem beijar. Quando via aproximar-se uma conhecida do casal, perguntava para a mulher, apreensivo, com o canto da boca:

        – Essa eu beijo?

        Nunca se lembrava. Para simplificar, começou a beijar todas. Conhecidas ou não. Quando lhe apresentavam uma mulher, em vez do aperto de mão, lhe aplicava dois beijos. “Muito prazer!”

        A quantidade era outro problema. Já tinha dominado os dois beijos, estava confortável com os dois beijos, quando a moda passou a ser três. A mulher, uma vez, observou:

        – Não sabia que você era tão amigo da Leonor.

        – Beijo todas!

        – Mas quatro beijos!

        – Me passei na conta.

        Era difícil. Às vezes ele partia para o terceiro beijo e a beijada não esperava. Ou então ela esperava e ele não dava, e quando ele voltava para o terceiro ela já recuara. O problema da vida, pensava, é que a vida não é coreografada.

        Aí os homens começaram a se beijar. Tudo bem. Seu lema passou a ser: se me beijarem eu beijo, mas não tomo a iniciativa. Sua vida social complicou-se. Quando chegavam numa reunião, fazia um rápido levantamento. Essa eu beijo duas vezes, essa três, esse me beija, esse não me beija, aquele já está me beijando três vezes... Quando, no seu grupo, as pessoas começavam a se cumprimentar com beijos na boca, ele se desesperou.

        Naquela noite, na volta de uma festa de casamento, a mulher comentou:

        – Você enlouqueceu?

        – Me descontrolei, pronto.

        – Você beijou todo mundo.

        – Todo mundo estava beijando todo mundo.

        – Você beijou homem na boca.

        – Espera aí. Foi por engano. E foi um homem só.

        – Mas logo o padre!

        Tomado de uma espécie de frenesi, depois de beijar uma fileira de conhecidos e desconhecidos, ele dobrara o padre pela cintura e o beijara longamente, como no cinema antigo.  

(VERÍSSIMO, Luís Fernando. A mulher do Silva. Porto Alegre, L&PM. Adaptado.)
No trecho “Tomado de uma espécie de frenesi, depois de beijar uma fileira de conhecidos e desconhecidos, (...)” (19º§), a expressão “frenesi” significa: 
Alternativas
Q4075574 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão

Desmonte das bibliotecas públicas no Brasil

As políticas públicas de incentivo às bibliotecas vêm sofrendo cortes no Brasil. Segundo especialistas da Biblioteconomia e da Educação, esses espaços promovem a divulgação segura de informações, a cultura, a formação educacional das pessoas e a preservação da memória histórica. Cada tipo de biblioteca, pública, escolar ou circulante, atende a necessidades informacionais e culturais específicas da sociedade. E é o bibliotecário que deve atuar nesses locais fornecendo orientação e mediação adequadas para as pessoas.
Dados do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) sugerem que o Brasil perdeu quase 800 bibliotecas públicas entre 2015 e 2020. Especialistas da biblioteconomia alegam que o número pode ser ainda maior, devido à fragilidade do SNBP, com a extinção do Ministério da Cultura e o controle pouco efetivo dos sistemas estaduais.
Segundo Cibele Araújo, professora do curso de Biblioteconomia da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, o número de bibliotecas públicas brasileiras fechadas revela um desinvestimento na cultura e na educação: "As bibliotecas públicas em muitos municípios são um elo fundamental da cultura. Podem ter nessas bibliotecas ações culturais muito importantes para a formação do indivíduo, para o desenvolvimento da sua cidadania". Algumas das atividades promovidas são saraus literários, recitais, musicais e peças.
Há também falta de políticas públicas voltadas para o social, já que uma parte da população vulnerável não consegue ter fácil acesso às livrarias, nem renda para comprar livros. As bibliotecas públicas seriam um apoio a essas pessoas , bem como às que moram em municípios de difícil acesso e locomoção. A professora conta, ainda, que muitos alunos do curso de Biblioteconomia desenvolveram interesse por essa área ao ter contato com as bibliotecas públicas de suas cidades.
As bibliotecas públicas também são importantes para a memória brasileira por guardarem a literatura e a informação e história local a partir dos livros físicos e de projetos internos para contar e recitar histórias.
Para Cibele, é necessário garantir investimentos e legislações a favor de manter as bibliotecas públicas abertas, conservando seus espaços de união social e a cultura do País: "A gente tem que ter uma pauta de defesa perante os prefeitos, governadores, vereadores e deputados. Investimento na cultura não é custo, é benefício puro para ter uma sociedade mais desenvolvida." 
A docente completa afirmando que é uma defesa que precisa partir de várias instâncias, pelos cursos de Biblioteconomia nas universidades, pelos conselhos profissionais e associações e federações. "Um trabalho quase de formiguinha, de fazer a defesa dessas instituições, olhando a biblioteca com uma importante instituição de informação e cultura", afirma.
De acordo com o Anuário Brasileiro de Educação Básica de 2021, uma ferramenta de consulta sobre o panorama do ensino no País, infraestruturas essenciais na aprendizagem, como a biblioteca, ainda não estão presentes na maioria das escolas brasileiras. As bibliotecas escolares diferem das públicas por serem um equipamento intrinsecamente ligado à cultura e ao processo de ensino e aprendizagem por meio de recursos educativos para estudo, encontro e lazer.
Apesar da universalização das bibliotecas escolares decretada na Lei n.º 12244/10, a demora na sua efetivação preocupa o acesso a esses ambientes: "Em 2010, a gente teve que propor uma lei para exigir a existência de bibliotecas nas escolas. Isso já é uma coisa alarmante", reflete Ivete Pieruccini, professora do curso de Biblioteconomia da ECA-USP. Doze anos depois, o fechamento desses ambientes sinaliza uma falta de investimento na relação entre o aluno brasileiro e a biblioteca.
Além da quantidade, a configuração dos espaços também é tema de receio. A percepção diluída da biblioteca como uma instituição de organização, oferta e distribuição de informação não contempla a complexidade do papel cumprido por elas em contextos educativos. Segundo Ivete, no universo da comunidade escolar, as bibliotecas são responsáveis por autores dos processos de formação de pensamento da sociedade. "A responsabilidade dessas instituições não é uma responsabilidade meramente técnica. Elas têm um comprometimento social. Bibliotecas são instâncias de caráter político", comenta.
O interesse de cada população com a biblioteca determina também a abordagem das estruturas e ferramentas disponibilizadas aos sujeitos que ocupam esses espaços. A professora considera que as particularidades da sensação de pertencimento à biblioteca e à leitura devem ser interrogadas: "O que ele vai fazer com aquela leitura? Com quem ele vai conversar? Onde ele vai desenvolver ideias? Onde ele vai expandir o pensamento a partir daquela leitura?", elabora sobre o aluno que visita o ambiente.
Ao contrário de uma ótica reducionista, o papel de bibliotecas em escolas de comunidades com interesses e identidades diversificados implica repertórios locais repassados por gerações por meio da memória. "Quanto menos acesso a essa memória que está no conhecimento acumulado pela humanidade, quanto menos acesso [às bibliotecas escolares] a juventude tem, mais ela se torna desconectada do mundo que ela vive" afirma Valdir Heitor Barzotto, professor e vice-diretor da Faculdade de Educação (FE) da USP. Para ele, ao permitir o acesso a conhecimentos distantes em tempo e espaço, as bibliotecas provocam os jovens a construírem sua própria prática cotidiana.
Com o fechamento das escassas bibliotecas, a biblioteca como um espaço de acesso público, livre e gratuito é um princípio a ser defendido, na visão de Barzotto. "Não há outro espaço mais livre do que a biblioteca. A biblioteca garante que esse conhecimento seja de acesso ao público e que não vire mercadoria", reforça ele. Com o conhecimento acumulado, o jovem encontra a si mesmo na leitura e como agente na reinvenção de sua prática.
O sumiço desses espaços de educação também tem como um dos impactos a situação financeira, uma vez que, com a falta de acesso ao ambiente, o leitor vai sendo incitado a suspender ou a pagar pela prática de atividades de formação cultural. Sobre a pressuposição da qualidade ser proporcional ao preço, o professor declara: "Cada vez mais tem esse investimento do mercado em transformar um conhecimento em mercadoria e é importante fechar a biblioteca".
"Essa 'mercadorização' do conhecimento, a transformação do conhecimento em objeto de consumo mediante pagamento, faz com que o leitor, agora transformado em consumidor, não se sinta mais desafiado a entender a dimensão de uma unidade que está nele, de se comprometer em deixar um conhecimento mais avançado para as gerações que virão, a produção de novos conhecimentos ou de uma transformação da sua própria prática", conclui.
Analise o trecho a seguir retirado do texto "Desmonte das bibliotecas públicas evidencia o desinvestimento cultural e educacional no Brasil"
Essa 'mercadorização' do conhecimento, a transformação do conhecimento em objeto de consumo mediante pagamento, faz com que o leitor, agora transformado em consumidor, não se sinta mais desafiado a entender a dimensão de uma unidade que está nele, de se comprometer em deixar um conhecimento mais avançado para as gerações que virão, a produção de novos conhecimentos ou de uma transformação da sua própria prática.
A respeito desse trecho em específico, analise as afirmações a seguir:
I - Podemos afirmar que "mercadorização" é um neologismo, que significa processo pelo qual o âmbito educacional é transformado em nicho de mercado.
II - Por associação, a palavra "consumo" nesse trecho ganhou um novo significado, para além daquele mais tradicional com o qual a palavra geralmente é empregada.
III - O trecho elogia a mercadorização, pois este é o processo pelo qual o leitor, transformado em consumidor, prepara-se melhor para a sua construção de conhecimento.
É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4073989 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Minhocas saltadoras se proliferam na Califórnia e causam preocupação

Conhecidas como minhocas saltadoras ou minhocas saltadoras asiáticas, os animais da espécie Amynthas agrestis estão causando preocupação na Califórnia. Exóticas por lá, elas estão se proliferando na região e são conhecidas pelo “apetite voraz”. Essas minhocas são nativas do leste asiático e sua presença é mais comum no Japão e na península coreana. Teriam chegado aos Estados Unidos através de plantas importadas e, nos últimos meses, estão sendo vistas com frequência no solo da Califórnia. Podem medir até 20 centímetros e conseguem pular 30 centímetros.

De acordo com um relatório do CDFA, o Departamento de Alimentação e Agricultura da Califórnia, essas minhocas são extremamente ativas, agressivas e têm apetite insaciável. Tal voracidade é justamente o que preocupa os especialistas.

As minhocas saltadoras têm o poder de acabar rapidamente com a matéria orgânica do solo em que estão inseridas. "Elas são destrutivas e causam sérios danos às florestas de madeira de lei. O solo é a _________ da vida – e as minhocas saltadoras asiáticas mudam isso. Inclusive, minhocas podem ter impactos tão grandes que são capazes de _________ os ecossistemas ao seu redor", disse pesquisador _________ em solo do Serviço Florestal americano, em um comunicado do órgão.

(Disponível em https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2022/05/minhocas-saltadoras-se-proliferam-na-california-e-causampreocupacao.html. Adaptado.) 
O termo “lá”, em negrito e sublinhado no texto, refere-se a:  
Alternativas
Q4073985 Português

O texto a seguir é referência para a questão.


Folclore e incentivo à leitura 


Inspirado no folclore brasileiro do Bumba meu boi, o livro “O curioso causo do Boi Bolé”, do autor Nélio Spréa e ilustrado por Eduardo Santos, teve 588 exemplares distribuídos gratuitamente para as 196 bibliotecas da Rede Municipal de Bibliotecas Escolares de Curitiba.


Feita a partir de uma imersão lúdica, cultural e histórica, a obra tem como destaque as quadrinhas: criação poética composta por quatro estrofes, em que o segundo e o quarto versos rimam. “As quadrinhas são estruturas literárias muito potentes para trabalhar no ambiente pedagógico. São uma importante ferramenta para o letramento de crianças, incentivam a leitura e aguçam a criatividade. É gratificante saber que crianças terão acesso a essa forma poética, somada ao conhecimento do folclore do nosso país”.


Os textos narram os apuros de Chico e Catirina diante do boi que está prestes a morrer, e as ilustrações dão vida aos cenários repletos de emoções.



(Disponível em: https://www.bemparana.com.br/blog/teatrocuritiba#.YpZkHajMJPY. Adaptado.)

No trecho “as ilustrações dão vida aos cenários repletos de emoções”, o termo sublinhado e em negrito tem o mesmo sentido de: 
Alternativas
Q4073984 Português

O texto a seguir é referência para a questão.


Folclore e incentivo à leitura 


Inspirado no folclore brasileiro do Bumba meu boi, o livro “O curioso causo do Boi Bolé”, do autor Nélio Spréa e ilustrado por Eduardo Santos, teve 588 exemplares distribuídos gratuitamente para as 196 bibliotecas da Rede Municipal de Bibliotecas Escolares de Curitiba.


Feita a partir de uma imersão lúdica, cultural e histórica, a obra tem como destaque as quadrinhas: criação poética composta por quatro estrofes, em que o segundo e o quarto versos rimam. “As quadrinhas são estruturas literárias muito potentes para trabalhar no ambiente pedagógico. São uma importante ferramenta para o letramento de crianças, incentivam a leitura e aguçam a criatividade. É gratificante saber que crianças terão acesso a essa forma poética, somada ao conhecimento do folclore do nosso país”.


Os textos narram os apuros de Chico e Catirina diante do boi que está prestes a morrer, e as ilustrações dão vida aos cenários repletos de emoções.



(Disponível em: https://www.bemparana.com.br/blog/teatrocuritiba#.YpZkHajMJPY. Adaptado.)

A expressão “essa forma poética”, em negrito e sublinhada no texto, faz referência a:
Alternativas
Q4069958 Português
Tentação


   Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.

   Na rua vazia as pedras vibravam de calor – a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo‐nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde.

  Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú. A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina, acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo.

  Lá vinha ele trotando, à frente de sua dona, arrastando seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro.

  A menina abriu os olhos pasmada. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.

   Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava‐o sob os cabelos, fascinada, séria.

   Os pelos de ambos eram curtos, vermelhos.

   Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe‐se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe‐se também que sem falar eles se pediam. Pediam‐se com urgência, com encabulamento, surpreendidos.

   Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes de Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam.

   Mas ambos eram comprometidos.

   Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada.

   A dona esperava impaciente sob o guarda‐sol. O basset ruivo afinal despregou‐se da menina e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou‐o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê‐lo dobrar a outra esquina.

Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás.


(Clarice Lispector. Felicidade Clandestina: Contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. Adaptado.)
No excerto “Ele fremia suavemente, sem latir.” (6º§), o termo destacado pode ser substituído, sem modificação semântica, por:
Alternativas
Q4068963 Português
Culto do espelho

    Um dos produtos mais curiosos da indústria cultural digital é a chamada selfie, autorretrato feito com celular que virou mania geral. Em lugares públicos e privados, o usuário, como quem porta um espelho, vira a câmera do telefone para o próprio rosto e, “espelho, espelho meu”, descobre por meio das redes sociais que não existe no mundo ninguém mais bonito do que “eu”.
    O autorretrato foi prática comum na história da pintura e da fotografia. Hoje em dia ele é hábito de quem tem um celular à mão. Em qualquer dos casos, a ação de autorretratar‐se diz respeito a um exercício de autoimagem no tempo histórico em que técnicas tradicionais como o óleo, a gravura, o desenho foram a base das representações de si. Hoje ele depende das novas tecnologias que, no mundo dos dispositivos, estão ao nosso alcance de forma mais simples.
    Não se pode dizer que a invenção da fotografia digital tenha intensificado apenas quantitativamente a arte de autorretratar‐ -se. Selfie não é fotografia pura e simplesmente, não é autorretrato como os outros. A selfie põe em questão uma diferença qualitativa. Ela diz respeito a um fenômeno social relacionado à mediação da própria imagem pelas tecnologias, em específico, o telefone celular. De certo modo, o aparelho celular constitui hoje tanto a democratização quanto a banalização da máquina de fotografar; sobretudo, do gesto de fotografar.
    O celular tornou‐se, além de tudo o que ele já era, enquanto meio de comunicação e de subjetivação, um espelho. Nosso rosto é o que jamais veremos senão por meio do espelho. Mas é o rosto do outro que é nosso primeiro espelho. O conhecimento de nosso próprio rosto surge muito depois do encontro com o rosto do outro. Em nossa época, contudo, cada um compraz‐se mais com o próprio rosto do que com o alheio. O espelho, em seu sentido técnico, apenas nos dá a dimensão da imagem do que somos, não do que podemos ser. Ora, no tempo das novas tecnologias que tanto democratizam como banalizam a maior parte de nossas experiências, talvez a experiência atual com o rosto seja a de sua banalização.
    O autorretrato do tipo selfie não seria possível sem o dispositivo dos celulares e suas câmeras fotográficas capazes de inverter o foco na direção do próprio autor da foto. Celular como espelho, a prática da selfie precisa ser pensada em relação à atual experiência com a imagem de si. Ora, a autoimagem foi, desde sempre, fascinante. Daí o verdadeiro culto que temos com os espelhos. Assim é que Narciso é o personagem da autoadmiração, que em um grau de desmesura, destrói o todo da vida. Representante da vaidade como amor à máscara que todos necessariamente usamos para apresentarmo‐nos uns diante dos outros, Narciso foi frágil diante de si mesmo. Não escaparemos dessa máscara e de seus efeitos perigosos se não meditarmos no sentido do próprio fato de “aparecer” em nosso tempo. Por trás da máscara deveria haver um rosto. Mas não é esse que o espelho captura.
    Um julgamento de valor no caso da hiperexposição dos rostos seria mero moralismo se não colocasse em jogo um dos valores mais importantes de nossa época, o que Walter Benjamin chamou de “valor de exposição”. Somos vítimas e reprodutores de sua lógica. No tempo da exposição total criamos a dialética perversa entre amar a própria imagem, sermos vistos e acreditarmos que isso assegura, de algum modo, nosso existir. No tempo da existência submetida à aparência, em que falar de algo como “essência” tem algo de bizarro, talvez com a selfie fique claro que somos todos máscaras sem rosto e que este modo de aparecer seja o nosso novo modo de ser.

(Marcia Tiburi. Culto do espelho. Selfie e narcisismo contemporâneo. Revista Cult. Edição 194. Adaptad
Em “De certo modo, o aparelho celular constitui hoje tanto a democratização quanto a banalização da máquina de fotografar; sobretudo, do gesto de fotografar.” (3º§), a expressão pode ser substituída, sem alteração semântica, por:
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Q4068932 Português
Primavera

    A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
   Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
    Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
    Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
   Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
    Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação. Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim.
    Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
    Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
    Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

(MEIRELES, Cecília. Obra em Prosa. Volume 1. Editora Nova Fronteira. Rio de Janeiro, 1998. Pág. 366. Adaptado.)
No excerto “Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu.” (7º§), as expressões assinaladas exprimem circunstância de:
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Q4068897 Português
Texto para responder à questão.

As cruéis mitocôndrias

    Tem coisa que a gente aprende na escola e não entende bem pra que aquilo vai servir, se é que vai servir um dia. [...]
    O que nunca me entrou na cabeça foi a importância de aprender o nome de tantos protozoários, bactérias, fungos, vírus e outros causadores de doenças. Na época eu estava curtindo meu primeiro amor platônico e só queria aprender a explicação pro meu coração acelerado e minha dor-de-cotovelo. A professora de ciências não passava nem perto de resolver esse problema. [...]
    Quase no final da adolescência, tive a brilhante ideia de montar uma banda de rock chamada Giardia Lamblia e seus Vacúolos Contráteis. Maravilha: eu tinha descoberto finalmente a utilidade das aulas de ciências. Era um nome engraçado e de sonoridade moderna. [...]
     Acabei entrando pra faculdade de jornalismo e foi ali que eu descobri mais uma utilidade pras tais aulas de ciências. Um dia, eu e dois colegas, cada um mais gozador do que o outro, fomos ao Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, e a escadaria do museu principal estava em reforma. Os visitantes tinham que recorrer a uma escadinha de madeira, bem capenga, num canto escuro.
    Quando a gente estava descendo pra ir embora, notamos um garotinho de uns oito anos olhando praquela escada e morrendo de medo de subir. Nessa hora um dos meus amigos, o Mauro, resolveu sacanear o menino:
     – Se eu fosse você eu não subia não.
     – Por quê?
    – o menininho até tremia.
    – Lá em cima tá cheio de mitocôndrias!
    – Coitado do menino. Arregalou uns olhos desse tamanho, engoliu seco, não sabia o que fazer.
     – E isso morde?
   – ele ainda teve voz pra perguntar.
    E o Mauro – até hoje não sei ele conseguiu lembrar dessa aula tantos anos depois – teve a crueldade de responder:
   – Morder não morde. Mas sintetiza ATP.
    Pronto: o menino saiu em disparada pela praça de Ouro Preto, berrando “mamãe, mamãe!”.
    Só muitos anos depois, na aula de ciências, o pobre do menino deve ter percebido toda a sacanagem daquele dia.
    Até então, aposto que ele teve mil pesadelos, com as cruéis mitocôndrias sintetizando todos os ATPs de seu cérebro.

(CUNHA, Leo. As cruéis mitocôndrias. In: CUNHA, Leo. Manual de desculpas esfarrapadas. São Paulo: FTD, 2004, pp. 17-19.)
Considerando o contexto, traduz-se, sem prejuízo semântico, o sentido do trecho do texto em:
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Q4068891 Português
Texto para responder à questão.

    O que deve ser feito para garantir um ensino inclusivo pós- -pandemia? A questão é bastante complexa, mas, em algum momento, terá de ser respondida. Do processo de retomada das aulas presenciais à acolhida socioemocional, considerando a saúde mental do estudante, será necessário, primordialmente, discutir. O ensino requer a união de pilares da saúde, educação e família, para colocar em pauta escola inclusiva como educação generalizada.
    A escola precisa estar devidamente preparada para receber alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE). A situação depende de um Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) para atender as especificidades pedagógicas de determinados grupos. O professor deve compreender qual é o estilo apropriado para, então, utilizar um modelo correto de aprendizagem. [...] É crucial o educador entender a dinâmica e acolher os alunos para conhecê-los. A aprendizagem é mudança de comportamento e só a aquisição de conteúdo não será suficiente, pois pode se perder durante o processo, afinal, a educação não é uma cópia. O ensino muda a realidade de qualquer um [...].
    Um investimento escolar em autonomia da aprendizagem é essencial para fazer a diferença. O Plano de Desenvolvimento Individual é amparado na Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394/1996). O processo assegura o direito à educação e à igualdade no ambiente escolar, contudo, a verdade é que, muitos profissionais da educação ainda desconhecem essa proposta, situação que deve ser revertida urgentemente. [...]
   Na contramão da educação com foco em alto rendimento, surge a necessidade de valorização do aluno, centro principal do processo. Cabe à escola promover ações de envolvimento estudantil com as disciplinas ensinadas e aproximar os pais das atividades escolares. A educação plena só acontece com base no tripé: aluno, escola e família. [...]

(MATHYLDE. Ângela. Individualização: desmascaramento do ensino inclusivo. Blogs Fausto Macedo. São Paulo, 10 nov. 2021. Disponível em: https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/individualizacaodesmascaramento-do-ensino-inclusivo/. Adaptado.)
“É crucial o educador entender a dinâmica e acolher os alunos para conhecê-los.” (2º§) Acerca dos recursos linguísticos utilizados na construção desse período, está INCORRETO o que se afirma em: 
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Q4068864 Português
O professor do futuro

    O professor do futuro (e do sempre) deve ensinar, no presente, não o método que passa (e até faz passar...), mas a alma que permanece.
    Deve ensinar, não a única resposta certa em meio à múltipla desescolha, mas a capacidade de cometer erros criativos, de ver que um fracasso, didaticamente, vale mil sucessos.
    Ensinar, não a opção correta, a única porteira pela qual a boiada passa, de cabeça baixa, para o matadouro, mas a coragem de pular no escuro (se for preciso), e com os olhos abertos.
    Transmitir, não o conhecimento mastigado, a ração, mas despertar no aluno a vontade de mastigar por conta própria, de usar a razão, de saborear conhecimentos tradicionais e inéditos.
    O professor do futuro ensina, não o caminho das pedras, mas o amor às pedras que existem em todos os caminhos.
    O verdadeiro professor é um inspirador. Suas aulas são poéticas, proféticas. Não hipnotizam, acordam.
    Não cansam, desafiam. Não anestesiam, fazem refletir.

(Gabriel Perissé. Projeto DOSVOX – NCE/UFRJ. Matéria publicada em 01/09/2002. Edição nº 37. Adaptado.)
Em “Não hipnotizam, acordam. Não cansam, desafiam. Não anestesiam, fazem refletir.” (8º§), o termo assinalado pode ser substituído, sem alteração de sentido, por:
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Q4068674 Português
Tempo de infância

        Quando se é criança, o mundo é apenas um grande parque de diversões. E são essas as primeiras lembranças que trago em mim.

        Lembro que, ainda bem pequeno, gostava de sair correndo atrás de meus irmãos e primos maiores. Era uma corrida sem finalidade. Corria-se para repetir os gestos dos calangos que dividiam com a gente o espaço da aldeia.

        Meus irmãos e eu andávamos sem paradeiro e sem destino. Íamos a todos os cantos que nos eram permitidos pelos adultos. O igarapé era nosso principal objetivo, mas também tínhamos as árvores, enormes mangueiras que cresciam por toda a aldeia. Os maiores subiam com destreza e depois me ajudavam a subir também. Passávamos horas ali, brincando de navegar nos galhos da velha árvore, comendo mangas com farinha de mandioca.

        Depois, descíamos daquela parenta – é assim que tratamos a natureza – para procurar outras aventuras e brincadeiras. Arcos e flechas em punho, descia parte do igarapé à procura de peixes. Pés descalços, corpo nu, pintado apenas com motivos de clã, percorria grande distância numa solitária busca por alimento. É claro que isso não durava muito tempo, pois logo meus olhos avistavam frutas ao alcance das mãos.

        Assim passava de uma atividade à outra sempre exercitando a minha curiosidade pueril e a minha destreza.

(Daniel Munduruku. Antologia de contos indígenas de ensinamento. São Paulo. 2005. Adaptado.)
“Os maiores subiam com destreza e depois me ajudavam a subir também.” (3º§) Assinale, a seguir, a alternativa que evidencia o significado oposto da expressão destacada.
Alternativas
Q4068672 Português
Tempo de infância

        Quando se é criança, o mundo é apenas um grande parque de diversões. E são essas as primeiras lembranças que trago em mim.

        Lembro que, ainda bem pequeno, gostava de sair correndo atrás de meus irmãos e primos maiores. Era uma corrida sem finalidade. Corria-se para repetir os gestos dos calangos que dividiam com a gente o espaço da aldeia.

        Meus irmãos e eu andávamos sem paradeiro e sem destino. Íamos a todos os cantos que nos eram permitidos pelos adultos. O igarapé era nosso principal objetivo, mas também tínhamos as árvores, enormes mangueiras que cresciam por toda a aldeia. Os maiores subiam com destreza e depois me ajudavam a subir também. Passávamos horas ali, brincando de navegar nos galhos da velha árvore, comendo mangas com farinha de mandioca.

        Depois, descíamos daquela parenta – é assim que tratamos a natureza – para procurar outras aventuras e brincadeiras. Arcos e flechas em punho, descia parte do igarapé à procura de peixes. Pés descalços, corpo nu, pintado apenas com motivos de clã, percorria grande distância numa solitária busca por alimento. É claro que isso não durava muito tempo, pois logo meus olhos avistavam frutas ao alcance das mãos.

        Assim passava de uma atividade à outra sempre exercitando a minha curiosidade pueril e a minha destreza.

(Daniel Munduruku. Antologia de contos indígenas de ensinamento. São Paulo. 2005. Adaptado.)
Em “Assim passava de uma atividade à outra sempre exercitando a minha curiosidade pueril e a minha destreza.” (5º§), o termo destacado significa:
Alternativas
Q4068671 Português
Tempo de infância

        Quando se é criança, o mundo é apenas um grande parque de diversões. E são essas as primeiras lembranças que trago em mim.

        Lembro que, ainda bem pequeno, gostava de sair correndo atrás de meus irmãos e primos maiores. Era uma corrida sem finalidade. Corria-se para repetir os gestos dos calangos que dividiam com a gente o espaço da aldeia.

        Meus irmãos e eu andávamos sem paradeiro e sem destino. Íamos a todos os cantos que nos eram permitidos pelos adultos. O igarapé era nosso principal objetivo, mas também tínhamos as árvores, enormes mangueiras que cresciam por toda a aldeia. Os maiores subiam com destreza e depois me ajudavam a subir também. Passávamos horas ali, brincando de navegar nos galhos da velha árvore, comendo mangas com farinha de mandioca.

        Depois, descíamos daquela parenta – é assim que tratamos a natureza – para procurar outras aventuras e brincadeiras. Arcos e flechas em punho, descia parte do igarapé à procura de peixes. Pés descalços, corpo nu, pintado apenas com motivos de clã, percorria grande distância numa solitária busca por alimento. É claro que isso não durava muito tempo, pois logo meus olhos avistavam frutas ao alcance das mãos.

        Assim passava de uma atividade à outra sempre exercitando a minha curiosidade pueril e a minha destreza.

(Daniel Munduruku. Antologia de contos indígenas de ensinamento. São Paulo. 2005. Adaptado.)
No trecho “O igarapé era nosso principal objetivo, mas também tínhamos as árvores, enormes mangueiras que cresciam por toda a aldeia.” (3º§), a expressão assinalada pode ser substituída, sem mudança de sentido, por:
Alternativas
Q4068516 Português
Uma Louca Tempestade

Ana Carolina


Eu quero uma lua plena

Eu quero sentir a noite

Eu quero olhar as luzes,

que teus olhos não me têm deixado ver

Agora eu vou viver

Eu quero sair de manhã

Eu quero seguir a estrela

Eu quero sentir o vento

pela pele um pensamento me fará

Uma louca tempestade

Eu quero ser uma tarde gris

Quero que a chuva corra sobre o rio

O rio que por ruas corre em mim

As águas que me querem levar tão longe

Tão longe que me façam esquecer de ti. 
Em “Eu quero ser uma tarde gris”, a cantora expressa, conforme o termo destacado, que quer ser uma tarde: 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: Instituto Consulplan Órgão: ISGH Provas: Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Assistente Social - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro Hemodinamicista Plantonista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Anestesiologista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro Intensivista Diarista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Cardiologista com Especialidade em Ecocardiograma - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Cardiologista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Cirurgião Geral - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Cirurgião Torácico - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro Intensivista Plantonista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro Vigilância Epidemiológica - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Fisioterapeuta - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Fonoaudiólogo - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Traumato Ortopedista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Ultrassonografista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Nutricionista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Neurologista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Psicólogo Hospitalar - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Analista Clínico - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Cirurgião Vascular - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Pediatra Diarista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro CME - Centro Cirúrgico Plantonista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Psiquiatra - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro do Trabalho - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Terapia Intensiva Diarista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Terapia Intensiva Pediátrica - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro Estomaterapeuta - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico do Trabalho - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Endoscopista Respiratório - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Ginecologista Obstetra - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Hematologista - Edital nº 62 |
Q4068363 Português
Só no dicionário


    Quais as qualidades mais valorizadas nos dias de hoje?

     Bem, como tudo mudou, vou falar de algumas, as que dão mais ibope, e não pela ordem. 

    É preciso ser ligado, antenado e, sobretudo, bem informado; é aquele que presta atenção a tudo, a quem nada escapa.

    Com esses predicados, é possível abrir as portas para uma carreira brilhante e um futuro promissor, e se tiver também alguma inteligência, o sucesso é garantido. 

    Mas é preciso também ser esperto para usar essas informações na hora certa, com a pessoa certa.

    Esperteza, essa sim, uma enorme qualidade. Quem tiver esse dom pode se tornar milionário e poderoso, o objetivo supremo de toda a humanidade de quase toda, digamos.

    Cultura já esteve mais em alta, mas tem sua vez em algumas rodas, e conhecer profundamente um assunto – mesmo só um – costuma deixar as pessoas de queixo caído. 

    Saber esgrimar com as palavras também faz grande sucesso, mas é perigoso: sempre pode haver alguém mais talentoso e ferrar você de vez.

    Mas quando quiser falar mal de alguém, seja irônico – é mais cruel, não compromete, não dá processo – e nunca diga nada que possa ser repetido: fale bem, mas usando tons de voz e sorrisinhos que vão arrasar, de vez, aqueles de quem você não gosta.

    Mas um dia você se lembra de que há muito, muito tempo, existiam qualidades bem diferentes dessas, e que hoje não fazem o menor sucesso. Tem sentido, hoje em dia, dizer de uma pessoa que ela tem um excelente caráter? Que é sincera? Que nela você pode confiar? Se você gosta de verdade dela, é melhor ficar calado, pois pega até mal dizer essas coisas de um amigo.

    E existem ainda outras de que não se ouve falar há tanto tempo, mas tanto, que já virou até coisa de época. Passa pela cabeça dizer que uma pessoa é sensível, terna, delicada, bem-educada, que tem um grande coração? Pega até mal; e passa pela sua cabeça que uma pessoa é bondosa? 

    Procure lembrar há quantos anos você ouve falar de um gesto de bondade, não recebe um olhar de bondade, não ouve nem pronuncia a palavra bondade – se é que isso ainda existe.

     Se não souber do que se trata, procure no dicionário, e talvez encontre; talvez.


(LEÃO, Danuza. Folha de São Paulo. Adaptado.)
Considerando as informações textuais, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: Instituto Consulplan Órgão: ISGH Provas: Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Assistente Social - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro Hemodinamicista Plantonista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Anestesiologista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro Intensivista Diarista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Cardiologista com Especialidade em Ecocardiograma - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Cardiologista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Cirurgião Geral - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Cirurgião Torácico - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro Intensivista Plantonista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro Vigilância Epidemiológica - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Fisioterapeuta - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Fonoaudiólogo - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Traumato Ortopedista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Ultrassonografista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Nutricionista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Neurologista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Psicólogo Hospitalar - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Analista Clínico - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Cirurgião Vascular - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Pediatra Diarista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro CME - Centro Cirúrgico Plantonista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Psiquiatra - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro do Trabalho - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Terapia Intensiva Diarista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Terapia Intensiva Pediátrica - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro Estomaterapeuta - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico do Trabalho - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Endoscopista Respiratório - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Ginecologista Obstetra - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Hematologista - Edital nº 62 |
Q4068362 Português
Só no dicionário


    Quais as qualidades mais valorizadas nos dias de hoje?

     Bem, como tudo mudou, vou falar de algumas, as que dão mais ibope, e não pela ordem. 

    É preciso ser ligado, antenado e, sobretudo, bem informado; é aquele que presta atenção a tudo, a quem nada escapa.

    Com esses predicados, é possível abrir as portas para uma carreira brilhante e um futuro promissor, e se tiver também alguma inteligência, o sucesso é garantido. 

    Mas é preciso também ser esperto para usar essas informações na hora certa, com a pessoa certa.

    Esperteza, essa sim, uma enorme qualidade. Quem tiver esse dom pode se tornar milionário e poderoso, o objetivo supremo de toda a humanidade de quase toda, digamos.

    Cultura já esteve mais em alta, mas tem sua vez em algumas rodas, e conhecer profundamente um assunto – mesmo só um – costuma deixar as pessoas de queixo caído. 

    Saber esgrimar com as palavras também faz grande sucesso, mas é perigoso: sempre pode haver alguém mais talentoso e ferrar você de vez.

    Mas quando quiser falar mal de alguém, seja irônico – é mais cruel, não compromete, não dá processo – e nunca diga nada que possa ser repetido: fale bem, mas usando tons de voz e sorrisinhos que vão arrasar, de vez, aqueles de quem você não gosta.

    Mas um dia você se lembra de que há muito, muito tempo, existiam qualidades bem diferentes dessas, e que hoje não fazem o menor sucesso. Tem sentido, hoje em dia, dizer de uma pessoa que ela tem um excelente caráter? Que é sincera? Que nela você pode confiar? Se você gosta de verdade dela, é melhor ficar calado, pois pega até mal dizer essas coisas de um amigo.

    E existem ainda outras de que não se ouve falar há tanto tempo, mas tanto, que já virou até coisa de época. Passa pela cabeça dizer que uma pessoa é sensível, terna, delicada, bem-educada, que tem um grande coração? Pega até mal; e passa pela sua cabeça que uma pessoa é bondosa? 

    Procure lembrar há quantos anos você ouve falar de um gesto de bondade, não recebe um olhar de bondade, não ouve nem pronuncia a palavra bondade – se é que isso ainda existe.

     Se não souber do que se trata, procure no dicionário, e talvez encontre; talvez.


(LEÃO, Danuza. Folha de São Paulo. Adaptado.)
“Saber esgrimar com as palavras também faz grande sucesso, mas é perigoso: sempre pode haver alguém mais talentoso e ferrar você de vez.” (8º§) A expressão assinalada anteriormente significa:
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Ano: 2022 Banca: Instituto Consulplan Órgão: ISGH Provas: Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Assistente Social - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro Hemodinamicista Plantonista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Anestesiologista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro Intensivista Diarista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Cardiologista com Especialidade em Ecocardiograma - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Cardiologista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Cirurgião Geral - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Cirurgião Torácico - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro Intensivista Plantonista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro Vigilância Epidemiológica - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Fisioterapeuta - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Fonoaudiólogo - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Traumato Ortopedista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Ultrassonografista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Nutricionista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Neurologista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Psicólogo Hospitalar - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Analista Clínico - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Cirurgião Vascular - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Pediatra Diarista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro CME - Centro Cirúrgico Plantonista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Psiquiatra - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro do Trabalho - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Terapia Intensiva Diarista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Terapia Intensiva Pediátrica - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro Estomaterapeuta - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico do Trabalho - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Endoscopista Respiratório - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Ginecologista Obstetra - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Hematologista - Edital nº 62 |
Q4068361 Português
Só no dicionário


    Quais as qualidades mais valorizadas nos dias de hoje?

     Bem, como tudo mudou, vou falar de algumas, as que dão mais ibope, e não pela ordem. 

    É preciso ser ligado, antenado e, sobretudo, bem informado; é aquele que presta atenção a tudo, a quem nada escapa.

    Com esses predicados, é possível abrir as portas para uma carreira brilhante e um futuro promissor, e se tiver também alguma inteligência, o sucesso é garantido. 

    Mas é preciso também ser esperto para usar essas informações na hora certa, com a pessoa certa.

    Esperteza, essa sim, uma enorme qualidade. Quem tiver esse dom pode se tornar milionário e poderoso, o objetivo supremo de toda a humanidade de quase toda, digamos.

    Cultura já esteve mais em alta, mas tem sua vez em algumas rodas, e conhecer profundamente um assunto – mesmo só um – costuma deixar as pessoas de queixo caído. 

    Saber esgrimar com as palavras também faz grande sucesso, mas é perigoso: sempre pode haver alguém mais talentoso e ferrar você de vez.

    Mas quando quiser falar mal de alguém, seja irônico – é mais cruel, não compromete, não dá processo – e nunca diga nada que possa ser repetido: fale bem, mas usando tons de voz e sorrisinhos que vão arrasar, de vez, aqueles de quem você não gosta.

    Mas um dia você se lembra de que há muito, muito tempo, existiam qualidades bem diferentes dessas, e que hoje não fazem o menor sucesso. Tem sentido, hoje em dia, dizer de uma pessoa que ela tem um excelente caráter? Que é sincera? Que nela você pode confiar? Se você gosta de verdade dela, é melhor ficar calado, pois pega até mal dizer essas coisas de um amigo.

    E existem ainda outras de que não se ouve falar há tanto tempo, mas tanto, que já virou até coisa de época. Passa pela cabeça dizer que uma pessoa é sensível, terna, delicada, bem-educada, que tem um grande coração? Pega até mal; e passa pela sua cabeça que uma pessoa é bondosa? 

    Procure lembrar há quantos anos você ouve falar de um gesto de bondade, não recebe um olhar de bondade, não ouve nem pronuncia a palavra bondade – se é que isso ainda existe.

     Se não souber do que se trata, procure no dicionário, e talvez encontre; talvez.


(LEÃO, Danuza. Folha de São Paulo. Adaptado.)
No excerto “É preciso ser ligado, antenado e, sobretudo, bem informado; é aquele que presta atenção a tudo, a quem nada escapa.” (3º§), a expressão evidenciada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:
Alternativas
Q4068332 Português
Receita de viver


    Viver é expandir, é iluminar. Viver é derrubar barreiras entre os homens e o mundo. Compreender. Saber que, muitas vezes, nossa jaula somos nós mesmos, que vivemos polindo as nossas grades, ao invés delas nos libertarmos.

    Procuro descobrir nos outros sua dimensão universal, única. Sou coletivo. Tenho o mundo dentro de mim. Um profundo respeito humano. Um enorme respeito à vida. Acredito nos homens. Até nos vigaristas. Procuro desenvolver um sentido de identificação com o resto da humanidade. Não nado em piscina se tenho o mar. Por respeito a cada ser humano em todos os cantos da terra, e por gostar de gente – gostar de gostar – é que encontro em cada indivíduo o reflexo do Universo. 

    As pessoas chamam de amor ao amor-próprio. Chamam de amor ao sexo. Chamam de amor a uma porção de coisas que não são amor. Enquanto a humanidade não definir o amor, enquanto não perceber que o amor é algo que independe da posse, do egocentrismo, da planificação, do medo de perder, da necessidade de ser correspondido, o amor não será amor. 

    A gente só é o que faz aos outros. Somos consequências dessa ação. Não fazer... me deixa extenuado.

    Talvez a coisa mais importante da vida seja não vencer na vida, não se realizar.

    O homem deve viver se realizando.

    O realizado botou ponto final. 

    Não podemos viver, permanentemente, grandes momentos. Mas podemos cultivar sua expectativa.

    Acredito em milagre. Nada mais miraculoso que a realidade de cada instante.

    Acredito no sobrenatural. O sobrenatural seria o natural mais explicado, se o natural tivesse explicação.

    Enquanto o homem não marcar um encontro consigo mesmo, verá o mundo com prisma deformado. E construirá um mundo em que a lua terá prioridade. Um mundo mais lua do que luar...


(Recanto das Letras. Pedro Bloch. Acesso em: 02/01/2022. Adaptado.)
No excerto “A gente só é o que faz aos outros. Somos consequências dessa ação. Não fazer... me deixa extenuado.” (4º§), o termo sublinhado pode ser substituído, sem modificação semântica, por:
Alternativas
Q4066986 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A água é um bem natural que _________ a todos nós. É um bem que não pode faltar, pois significa vida e, quando limpa, livre de poluição, é saúde. A água é importante para o desenvolvimento do país e é um bem que não se renova. É ____________ para a maioria da população e, se as fontes, os mananciais, não forem preservados, corremos o risco de ver a água acabar.

Sujar rios, lagoas e nascentes, assim como fazer desmatamentos, barragens ou furar poços em lugares não autorizados, são atitudes que comprometem a qualidade da água. A água é um produto nobre, especialmente quando tratada, e por isso deve ser usada de forma racional.


Disponível em: http://samae.com.br/pagina/111_Nossa-Agua.html. Acesso em: 27/dez/2021. [adaptado]
É um antônimo para o adjetivo "nobre", utilizado no texto: 
Alternativas
Respostas
5241: B
5242: E
5243: B
5244: B
5245: E
5246: D
5247: D
5248: D
5249: D
5250: A
5251: C
5252: B
5253: A
5254: A
5255: A
5256: D
5257: D
5258: D
5259: A
5260: B