Questões de Concurso Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Q4147069 Português
Mais ricos vacinam menos os filhos no Brasil

Quanto mais alta a classe social, maior a hesitação vacinal, apontam estudos.

Por Bruno Garattoni 2 mar 2026


    A hesitação vacinal, em que a pessoa reluta em vacinar a si própria e/ou a seus filhos, é mais frequente entre as classes sociais mais altas no Brasil. É o que revelam vários estudos (1) realizados sobre o tema. Conversamos com a socióloga Marcia Couto, professora da Faculdade de Medicina da USP e autora de alguns desses trabalhos, para entender.


    As classes mais altas têm mais acesso a educação e informação. Apesar disso, hesitam mais em se vacinar. Por quê?


    Nossos trabalhos apontaram algumas características específicas das famílias de alta renda e escolaridade. A primeira é o controle, elas acreditam que podem ter um controle individual dos riscos à saúde.


    A segunda é uma ideia de que, ao personalizar os cuidados de saúde dos seus filhos, elas podem prescindir de medidas sanitárias públicas. E a terceira é uma ideia de que a adoção de estilos de vida mais naturais levaria as crianças a não necessitar de vacinas.


(1) “‘Eu vivo num mundo muito burguês, não moro na periferia’: não vacinação infantil e a intersecção entre raça, classe e gênero”; “Desigualdades sociais da cobertura vacinal aos 24 meses – coorte de nascidos vivos em 2017 2018: Inquérito Nacional de Cobertura Vacinal, 2020”.


Leia mais em: https://super.abril.com.br/sociedade/mais-ricos-vacinam-menos-os-filhos-no-brasil/, acessado em 20 de março de 2026 (com adaptações) 
A substituição correta de “prescindir de” sem alteração de sentido é:
Alternativas
Q4146871 Português

Macacos de Gibraltar encontram maneira de "evitar dores de barriga"


No Rochedo de Gibraltar, um local repleto de turistas, uma das cenas mais comuns são macacos pedindo comida - e às vezes roubando guloseimas doces e salgadas de visitantes desavisados. Cientistas agora documentaram um comportamento incomum entre esses macacos que pode ajudá-los a evitar dores de barriga causadas por toda essa comida não saudável.


Os pesquisadores afirmaram que observaram os macacos comendo terra com mais frequência, um comportamento que, segundo eles, pode ajudar os animais a evitar problemas estomacais causados pelo consumo de lanches humanos. Eles descobriram que o consumo de terra era mais comum em grupos de macacos que consumiam mais alimentos oferecidos por turistas, incluindo chocolate, batatas fritas e sorvete, itens ricos em açúcar, gordura e laticínios, e pobres em fibras.


"Propomos a ideia de que a comida humana, por não ser adaptada à sua dieta natural, desencadeia problemas estomacais e, potencialmente, perturbações no microbioma, cujos efeitos negativos são atenuados pelos componentes do solo", disse Sylvain Lemoine, antropólogo biológico da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e principal autor do estudo publicado na quarta-feira na revista Scientific Reports.


Se comparado a algo presente nos seres humanos, o ato de comer solo "provavelmente age como um antiácido", disse Lemoine, acrescentando que mais pesquisas são necessárias para entender seus efeitos sobre as bactérias intestinais.


Os pesquisadores monitoraram macacos-de-gibraltar que vivem em Gibraltar, um território britânico no extremo sul da Espanha, entre agosto de 2022 e abril de 2024. Os macacos − cerca de 230 animais distribuídos em oito grupos − constituem a única população de macacos em vida livre na Europa.


Os macacos vivem em contato próximo com as hordas de turistas que visitam o local. Os turistas frequentemente alimentam os macacos — ou têm seus lanches roubados — apesar de os animais também receberem frutas, verduras e sementes em plataformas de alimentação designadas e administradas pelas autoridades locais.


Acredita-se que os macacos-de-gibraltar, originários do Norte da África, chegaram a Gibraltar durante o domínio mouro medieval. Mais tarde, tornaram-se um símbolo do controle britânico, após a lenda contar que ajudaram a alertar as tropas sobre um ataque surpresa no século XVIII.


Sua população diminuiu durante a Segunda Guerra Mundial, o que levou o líder britânico Winston Churchill a ordenar o envio de reforços símios do Marrocos e da Argélia − animais dos quais se acredita que a maioria dos macacos atuais descendem.


O consumo deliberado de solo, giz ou argila é chamado de geofagia. É observado em muitas espécies animais, incluindo primatas como chimpanzés, lêmures e outros macacos.


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/macacos-de-gibraltar-encontrammaneira-de-evitar-dores-de-barriga/-adaptado

Considerando os aspectos semânticos e estilísticos do texto, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta:


I.O uso da expressão 'evitar dores de barriga' presente no título, revela um traço de informalidade, aproximando o texto do leitor por meio de linguagem mais acessível.

II.O emprego de termos técnicos como 'microbioma' e 'geofagia' contribui para o caráter científico do texto, marcando especialização lexical.

III.O uso de 'provavelmente' em 'provavelmente age como um antiácido', indica cautela científica e ausência de certeza absoluta quanto à explicação apresentada.

IV.A construção 'uma das cenas mais comuns' indica alta frequência e contribui para a generalização da informação, ao apresentar o fato não como um caso isolado, mas como parte de um padrão recorrente observado naquele contexto.


Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.

Alternativas
Q4146640 Português
Para responder à questão, utilizar o texto a seguir:


Miséria


“Esse quarto já sentiu a energia de muita alma jovem com muita vontade de viver e pouco espaço. O sangue e as lágrimas mancharam as paredes, os gritos e risadas ecoaram pelos vértices e as paixões consumiram tudo o que viram pela frente.”


    Esse é um trecho do texto que eu escrevi quando me mudei da minha primeira casa em São Paulo. Era uma kitnet na Corifeu, com uma janela pequena lá no alto. Não ventilava, não dava pra ver a rua. Era tudo branco, novo, nunca tinha sido usado. Era oco e não tinha história. De certa forma, a única história daquela casa era a minha, eu fui mudando junto com aquele espaço.

    Vendo aquela casa vazia na mudança, um filme passou pela minha cabeça, cheio de sentimentos agridoces. Ali eu ficava sozinha com os meus pensamentos, lidando com o mundo novo que era São Paulo. O meu sonho de estudar jornalismo na USP, os treinos da atlética, as aulas de línguas, a agenda cheia, tudo isso era parte da minha rotina. Assim como a solidão, a exclusão, a ansiedade, a dependência emocional, o medo de não fazer amigos e todas as outras dores de crescer e tentar descobrir quem eu era. É, não existe amor em SP.

    Essa música aparece logo no trailer do filme “A Voz do Silêncio”, um drama de 2018 dirigido por André Ristum. O longa gira em torno da vida de sete pessoas que moram em São Paulo, convivendo com as angústias e a solidão diária de morar em uma das maiores cidades do mundo, onde todo mundo está sempre com pressa e a empatia está sempre em falta.

     Uma das histórias que mais me tocou no filme foi a da personagem Maria Cláudia, interpretada por Marieta Severo. O único orgulho que ela tinha era o filho, interpretado pelo ator Arlindo Lopes, que sempre mandava cartões postais dizendo que estava em um lugar diferente do mundo. Na verdade, o filho morava em São Paulo mesmo, e trabalhava como atendente de telemarketing para sobreviver. Morava em um canto qualquer, e nunca nem saía para se divertir. Todo dia era sempre igual. E assim era para os outros personagens: o trabalho doído, com quase nenhuma folga e absolutamente nenhum descanso da dor das próprias angústias, de não fazer nada que dê prazer, de fazer tudo no automático.

    Depois de ver esse filme e sentir todos aqueles sentimentos tão reais junto com os personagens, fiquei pensando que a miséria sobre a qual Victor Hugo escreveu não tinha nada a ver com dinheiro. Miserável. Em português, e até mesmo em francês, língua original da obra “Les Misérables”, essa palavra pode nos fazer lembrar muito mais da miséria física, falta de dinheiro, falta de comida. Mas em inglês, “miserable” se refere muito mais a um estado emocional, quando você se sente péssimo, um lixo. Gosto mais desse sentido.

    O Jean Valjean, personagem dessa célebre obra francesa, foi preso por roubar um pão, e mesmo depois de ganhar dinheiro e tentar fazer o bem, o guarda Javert só pensava em condená-lo por seu passado. Tanta foi a culpa, que Javert cometeu suicídio. Éponine morreu pelo homem que amava e que a via apenas como uma amiga e Gavroche, com apenas 12 anos, morreu lutando uma luta que não devia ser sua. A miséria deles era de dignidade, de liberdade, assim como a miséria da Maria Cláudia e do seu filho, assim como a nossa miséria diária.

     Da minha posição de previlégio, nem imagino como devem ser as misérias de tantas outras pessoas durante a pandemia. Mas eu sinto a minha miséria, quando vejo as mortes na TV, o mau caratismo dos políticos e a dor das pessoas, pensando que não posso fazer nada, ou quase nada. Penso nos dias de quarentena que passei trancada em casa, lidando com a depressão, tentando achar uma saída e um sentido nisso tudo. Sinto que estou perto, apesar de não ter ideia de quando vou chegar lá. 

    Mas de uma coisa eu sei, e peço desculpas se fui muito dura lá no início, porque existe sim amor em SP. Eu descobri isso com os amigos da minha república, fazendo fogueira na garagem de casa no meio do Butantã, tomando banho de chuva ao som de Vanessa da Mata e fazendo cinema no quintal, tudo isso em plena pandemia. Existe amor em SP, mas é uma coisa que nós precisamos buscar e construir, dia após dia. A cidade é só uma cidade. Assim como a minha kitnet era só um lugar qualquer, pintado de branco, e que eu colori com a minha história, que era ruim, mas também era boa.

    Existe poesia nessas esquinas duras, como cantou Caetano, mas é preciso procurá-la ativamente, antes que a mesmice, a rotina e a indiferença nos consumam. Se as paredes da cidade podem pintar nossa cabeça de cinza e fazer um baita estrago, talvez nós também possamos colorir as paredes, de alguma forma.


CAIADO, Marina Faleiro. Miséria. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (Org.). Crônicas para ler e ouvir: volume 1. São Paulo: ECA-USP, 2021. p. 13-15. (Série Crônicas para ler e ouvir). DOI: 10.11606/9786588640579. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/730. Acesso em: 5 maio 2026. Adaptado.
Considerando o movimento argumentativo e os exemplos literários acionados pela autora, assinale a alternativa que representa o eixo central da construção de sentido do texto.
Alternativas
Q4146565 Português

Macacos de Gibraltar encontram maneira de "evitar dores de barriga"


No Rochedo de Gibraltar, um local repleto de turistas, uma das cenas mais comuns são macacos pedindo comida - e às vezes roubando guloseimas doces e salgadas de visitantes desavisados. Cientistas agora documentaram um comportamento incomum entre esses macacos que pode ajudá-los a evitar dores de barriga causadas por toda essa comida não saudável.


Os pesquisadores afirmaram que observaram os macacos comendo terra com mais frequência, um comportamento que, segundo eles, pode ajudar os animais a evitar problemas estomacais causados pelo consumo de lanches humanos. Eles descobriram que o consumo de terra era mais comum em grupos de macacos que consumiam mais alimentos oferecidos por turistas, incluindo chocolate, batatas fritas e sorvete, itens ricos em açúcar, gordura e laticínios, e pobres em fibras.


"Propomos a ideia de que a comida humana, por não ser adaptada à sua dieta natural, desencadeia problemas estomacais e, potencialmente, perturbações no microbioma, cujos efeitos negativos são atenuados pelos componentes do solo", disse Sylvain Lemoine, antropólogo biológico da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e principal autor do estudo publicado na quarta-feira na revista Scientific Reports.


Se comparado a algo presente nos seres humanos, o ato de comer solo "provavelmente age como um antiácido", disse Lemoine, acrescentando que mais pesquisas são necessárias para entender seus efeitos sobre as bactérias intestinais.


Os pesquisadores monitoraram macacos-de-gibraltar que vivem em Gibraltar, um território britânico no extremo sul da Espanha, entre agosto de 2022 e abril de 2024. Os macacos − cerca de 230 animais distribuídos em oito grupos − constituem a única população de macacos em vida livre na Europa.


Os macacos vivem em contato próximo com as hordas de turistas que visitam o local. Os turistas frequentemente alimentam os macacos — ou têm seus lanches roubados — apesar de os animais também receberem frutas, verduras e sementes em plataformas de alimentação designadas e administradas pelas autoridades locais.


Acredita-se que os macacos-de-gibraltar, originários do Norte da África, chegaram a Gibraltar durante o domínio mouro medieval. Mais tarde, tornaram-se um símbolo do controle britânico, após a lenda contar que ajudaram a alertar as tropas sobre um ataque surpresa no século XVIII.


Sua população diminuiu durante a Segunda Guerra Mundial, o que levou o líder britânico Winston Churchill a ordenar o envio de reforços símios do Marrocos e da Argélia − animais dos quais se acredita que a maioria dos macacos atuais descendem.


O consumo deliberado de solo, giz ou argila é chamado de geofagia. É observado em muitas espécies animais, incluindo primatas como chimpanzés, lêmures e outros macacos.


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/macacos-de-gibraltar-encontrammaneira-de-evitar-dores-de-barriga/-adaptado

Considerando os aspectos semânticos e estilísticos do texto, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta:


I.O uso da expressão 'evitar dores de barriga' presente no título, revela um traço de informalidade, aproximando o texto do leitor por meio de linguagem mais acessível.

II.O emprego de termos técnicos como 'microbioma' e 'geofagia' contribui para o caráter científico do texto, marcando especialização lexical.

III.O uso de 'provavelmente' em 'provavelmente age como um antiácido', indica cautela científica e ausência de certeza absoluta quanto à explicação apresentada.

IV.A construção 'uma das cenas mais comuns' indica alta frequência e contribui para a generalização da informação, ao apresentar o fato não como um caso isolado, mas como parte de um padrão recorrente observado naquele contexto.


Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.

Alternativas
Q4144607 Português
• Texto para a questão.


INFODEMIA E FAKE NEWS NA SAÚDE: DESAFIOS E IMPACTOS


   A disseminação de informações falsas sobre saúde nas redes sociais representa um grave problema de saúde pública, denominado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de infodemia. No Brasil, esse fenômeno ganhou proporções alarmantes durante a pandemia de COVID-19, quando mentiras sobre vacinas, tratamentos e medidas sanitárias circularam livremente em aplicativos de mensagens e plataformas digitais.

   Uma pesquisa da Avaaz, realizada em 2020, revelou que 73% dos brasileiros acreditavam em ao menos uma notícia falsa sobre o coronavírus. Dados da Fiocruz apontaram que 91% dos profissionais de saúde entrevistados consideraram as fake news um obstáculo no combate ao vírus, e 76,1% atenderam pacientes influenciados por desinformação.

   O Brasil possui atualmente cerca de 480milhões de dispositivos digitais (FGV), emais de 140milhões de pessoas se conectaram à internet entre março e agosto de 2024 (Cetic.br), o que amplia o alcance de conteúdos sem comprovação científica. Apesar dos avanços no acesso digital, apenas 52% dos usuários verificam as informações que recebem, proporção que cai para 31% entre pessoas com Ensino Fundamental.

    A CPI da Covid, instaurada pelo Senado Federal em 2021, concluiu que a desinformação contribuiu para ao menos 400 mil mortes evitáveis. Como resposta, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o Ministério da Saúde e outras instituições lançaram plataformas digitais de combate à desinformação, como o Cofenplay e o Saúde com Ciência, buscando levar conteúdo científico verificado à população. A escolha por essas plataformas como tecnologia educacional foi estratégica, porque a geração atual está, cada vez mais, imersa em dispositivos digitais. O enfrentamento à infodemia exige educação midiática, regulação das redes sociais e valorização da ciência como instrumento de cidadania e proteção da vida.


LOPES, Iberê. Infodemia: notícias falsas sobre saúde dominam redes sociais, induzem ao erro e desafiam autoridades. Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Brasília, 27 jan. 2025. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/infodemia-noticias-falsas-sobre-saude-dominam-redes-sociais-induzem-ao-erro-edesafiam-autoridades/. Acesso em: 06 maio 2026. Texto Adaptado.
No texto, lê-se: “Apesar dos avanços no acesso digital, apenas 52% dos usuários verificam as informações que recebem [...]”. O advérbio “apenas”, nesse contexto, pode ser substituído por:
Alternativas
Q4144596 Português
• Texto para a questão.


INFODEMIA E FAKE NEWS NA SAÚDE: DESAFIOS E IMPACTOS


   A disseminação de informações falsas sobre saúde nas redes sociais representa um grave problema de saúde pública, denominado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de infodemia. No Brasil, esse fenômeno ganhou proporções alarmantes durante a pandemia de COVID-19, quando mentiras sobre vacinas, tratamentos e medidas sanitárias circularam livremente em aplicativos de mensagens e plataformas digitais.

   Uma pesquisa da Avaaz, realizada em 2020, revelou que 73% dos brasileiros acreditavam em ao menos uma notícia falsa sobre o coronavírus. Dados da Fiocruz apontaram que 91% dos profissionais de saúde entrevistados consideraram as fake news um obstáculo no combate ao vírus, e 76,1% atenderam pacientes influenciados por desinformação.

   O Brasil possui atualmente cerca de 480milhões de dispositivos digitais (FGV), emais de 140milhões de pessoas se conectaram à internet entre março e agosto de 2024 (Cetic.br), o que amplia o alcance de conteúdos sem comprovação científica. Apesar dos avanços no acesso digital, apenas 52% dos usuários verificam as informações que recebem, proporção que cai para 31% entre pessoas com Ensino Fundamental.

    A CPI da Covid, instaurada pelo Senado Federal em 2021, concluiu que a desinformação contribuiu para ao menos 400 mil mortes evitáveis. Como resposta, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o Ministério da Saúde e outras instituições lançaram plataformas digitais de combate à desinformação, como o Cofenplay e o Saúde com Ciência, buscando levar conteúdo científico verificado à população. A escolha por essas plataformas como tecnologia educacional foi estratégica, porque a geração atual está, cada vez mais, imersa em dispositivos digitais. O enfrentamento à infodemia exige educação midiática, regulação das redes sociais e valorização da ciência como instrumento de cidadania e proteção da vida.


LOPES, Iberê. Infodemia: notícias falsas sobre saúde dominam redes sociais, induzem ao erro e desafiam autoridades. Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Brasília, 27 jan. 2025. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/infodemia-noticias-falsas-sobre-saude-dominam-redes-sociais-induzem-ao-erro-edesafiam-autoridades/. Acesso em: 06 maio 2026. Texto Adaptado.
No texto, diferentes construções linguísticas contribuem para ampliar o impacto argumentativo da discussão acerca da desinformação em saúde. Considerando os mecanismos semânticos empregados, assinale a alternativa em que a interpretação da expressão destacada está corretamente formulada.
Alternativas
Q4144475 Português
Texto para a questão.


A implementação de políticas pedagógicas voltadas à literacia econômica representa um avanço estrutural na formação de cidadãos capazes de gerir recursos com parcimônia e ética. Esse processo educativo consolida-se por meio do diálogo constante entre a base curricular escolar e as vivências práticas no ambiente doméstico. O desenvolvimento de competências analíticas permite que o indivíduo compreenda a volatilidade dos mercados e proteja seu patrimônio contra as oscilações do consumo desenfreado. Portanto, a consolidação de uma cultura financeira sólida é o pilar fundamental para assegurar a estabilidade social e o bem-estar das futuras gerações no cenário global contemporâneo.
No fragmento “capazes de gerir recursos com parcimônia e ética”, o termo destacado estabelece uma relação de sinonímia com a ideia de:
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Q4144150 Português
Quando o legal não é suficiente no mercado imobiliário


    O mercado testa diariamente o limite entre cumprir a lei e agir com ética. Ética é um conceito elástico, pois o que pode ser considerado dentro das quatro linhas para um não seria regra para outro.


    No setor imobiliário, tensões éticas nos levam a revisitar regras às quais todos estamos sujeitos. Acerca disso, a advogada Natália Japur reflete sobre o espaço que existe entre o que é legal e o que é ético.


    A regulação do setor não nasce do acaso. Ela decorre da necessidade de ordenar relações econômicas complexas. O risco está quando essas normas perdem contato com a realidade praticada pelo mercado.


    “A normatização deve ser clara e objetiva para conseguir regular o setor”, afirma Natália. Quando as normas se tornam obsoletas, convertem‑se em obstáculo ou deixam de ser cumpridas.


    O limite entre o legal e o ético é tênue. A depender da posição de quem analisa, uma mesma conduta pode ser justificada ou condenável. A função social da propriedade é exemplo dessa zona de tensão, que se manifesta em locação urbana, políticas habitacionais, desapropriações, incorporações e questões ambientais.


    “É preciso reconhecer essa zona cinzenta e manter atenção aos objetivos da operação e aos seus efeitos”, orienta. Ir além da análise formal diferencia o profissional ético do operador oportunista.


    Natália ressalta: “o imediatismo na obtenção de resultados e a fiscalização deficiente funcionam como vetores que impulsionam a flexibilização ou a quebra de princípios éticos”. O contraponto está na postura vigilante que vai além do formalismo legal. Não basta cumprir a letra da lei; é preciso observar a boa‑fé objetiva e a transparência. Criatividade jurídica não é flexibilização ética. A primeira estrutura soluções dentro da base legal, e a segunda é distorção. “O uso oportunista de brechas legais e o desvio de finalidade não configuram criatividade, mas distorção”, define Natália. Natália elencou transparência com práticas investidores inegociáveis: e adquirentes, cumprimento rigoroso das etapas de aprovação, observância dos parâmetros urbanísticos e ambientais e relação ética com o poder público.


    Ética se constrói ou se corrói nas decisões quotidianas. O setor tem estrutura, arcabouço legal e talentos profissionais. Precisa agora de uma cultura que coloque ética não como limite, mas como vantagem competitiva.



Internet:  <exame.com > (com adaptações).

No contexto do trecho “A regulação do setor não nasce do acaso. Ela decorre da necessidade de ordenar relações econômicas complexas”, a forma verbal “decorre” foi empregada com sentido de
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Q4144149 Português
Quando o legal não é suficiente no mercado imobiliário


    O mercado testa diariamente o limite entre cumprir a lei e agir com ética. Ética é um conceito elástico, pois o que pode ser considerado dentro das quatro linhas para um não seria regra para outro.


    No setor imobiliário, tensões éticas nos levam a revisitar regras às quais todos estamos sujeitos. Acerca disso, a advogada Natália Japur reflete sobre o espaço que existe entre o que é legal e o que é ético.


    A regulação do setor não nasce do acaso. Ela decorre da necessidade de ordenar relações econômicas complexas. O risco está quando essas normas perdem contato com a realidade praticada pelo mercado.


    “A normatização deve ser clara e objetiva para conseguir regular o setor”, afirma Natália. Quando as normas se tornam obsoletas, convertem‑se em obstáculo ou deixam de ser cumpridas.


    O limite entre o legal e o ético é tênue. A depender da posição de quem analisa, uma mesma conduta pode ser justificada ou condenável. A função social da propriedade é exemplo dessa zona de tensão, que se manifesta em locação urbana, políticas habitacionais, desapropriações, incorporações e questões ambientais.


    “É preciso reconhecer essa zona cinzenta e manter atenção aos objetivos da operação e aos seus efeitos”, orienta. Ir além da análise formal diferencia o profissional ético do operador oportunista.


    Natália ressalta: “o imediatismo na obtenção de resultados e a fiscalização deficiente funcionam como vetores que impulsionam a flexibilização ou a quebra de princípios éticos”. O contraponto está na postura vigilante que vai além do formalismo legal. Não basta cumprir a letra da lei; é preciso observar a boa‑fé objetiva e a transparência. Criatividade jurídica não é flexibilização ética. A primeira estrutura soluções dentro da base legal, e a segunda é distorção. “O uso oportunista de brechas legais e o desvio de finalidade não configuram criatividade, mas distorção”, define Natália. Natália elencou transparência com práticas investidores inegociáveis: e adquirentes, cumprimento rigoroso das etapas de aprovação, observância dos parâmetros urbanísticos e ambientais e relação ética com o poder público.


    Ética se constrói ou se corrói nas decisões quotidianas. O setor tem estrutura, arcabouço legal e talentos profissionais. Precisa agora de uma cultura que coloque ética não como limite, mas como vantagem competitiva.



Internet:  <exame.com > (com adaptações).

No trecho “Ética é um conceito elástico, pois o que pode ser considerado dentro das quatro linhas para um não seria regra para outro”, a expressão “dentro das quatro linhas” foi empregada para representar
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Q4143704 Português

O corretor de imóveis na era digital: a tecnologia está transformando o mercado imobiliário


    A jornada de compra de um imóvel mudou. O corretor de imóveis que deseja se destacar no mercado precisa acompanhar essa transformação. Hoje, praticamente todas as transações imobiliárias passam, em algum momento, pela Internet. Sites, redes sociais, vídeos, aplicativos e chats online são mais do que ferramentas de apoio; tornaram‑se o novo ponto de partida da busca por um imóvel.


    Ter um site atualizado, estar presente nas redes sociais, produzir conteúdo relevante e adotar canais de atendimento digitais são medidas essenciais para corretores de imóveis e imobiliárias que desejam gerar visibilidade e atrair clientes. Recursos, como tour virtual, vídeos dos imóveis, agendamento online de visitas e atendimento via WhatsApp, fazem parte da rotina do novo corretor digital.


    Apesar de todas essas inovações, o corretor de imóveis continua sendo uma peça central em todo o processo de intermediação imobiliária. O toque humano ainda é essencial, principalmente em etapas como visitas presenciais, elaboração de propostas e assinatura de contratos, que, embora ainda exijam trâmites físicos, já caminham para a digitalização com o uso de assinaturas eletrônicas e certificados digitais.


    O profissional que alia o conhecimento técnico ao domínio das novas tecnologias tem um enorme diferencial competitivo. Mais do que vender imóveis, ele se posiciona como um consultor estratégico, que entende o perfil do cliente e entrega soluções sob medida.


    Outras inovações vão ainda mais longe, como o uso de QR Codes nas placas de “vende‑se” ou a integração de todos os canais de contato do cliente em uma única plataforma. Tudo isso contribui para um relacionamento mais ágil, transparente e eficiente.


    A transformação digital é uma realidade irreversível no mercado imobiliário, mas ela não elimina o papel do corretor de imóveis. Pelo contrário, amplia suas possibilidades, fortalece sua atuação e exige uma postura ainda mais profissional e conectada.


    O corretor que deseja crescer e se manter competitivo precisa se adaptar a essa nova realidade. Dominar as ferramentas digitais, compreender os novos hábitos de consumo e investir em inovação são atitudes fundamentais para se destacar. Portanto, estar atento às tendências do mercado e buscar atualização constante são atitudes que fazem a diferença.


Internet: (com adaptações).


Considerando o período “Dominar as ferramentas digitais, compreender os novos hábitos de consumo e investir em inovação são atitudes fundamentais para se destacar.”, assinale a opção que apresenta uma análise semântica correta dos termos empregados.
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Q4143699 Português

O corretor de imóveis na era digital: a tecnologia está transformando o mercado imobiliário


    A jornada de compra de um imóvel mudou. O corretor de imóveis que deseja se destacar no mercado precisa acompanhar essa transformação. Hoje, praticamente todas as transações imobiliárias passam, em algum momento, pela Internet. Sites, redes sociais, vídeos, aplicativos e chats online são mais do que ferramentas de apoio; tornaram‑se o novo ponto de partida da busca por um imóvel.


    Ter um site atualizado, estar presente nas redes sociais, produzir conteúdo relevante e adotar canais de atendimento digitais são medidas essenciais para corretores de imóveis e imobiliárias que desejam gerar visibilidade e atrair clientes. Recursos, como tour virtual, vídeos dos imóveis, agendamento online de visitas e atendimento via WhatsApp, fazem parte da rotina do novo corretor digital.


    Apesar de todas essas inovações, o corretor de imóveis continua sendo uma peça central em todo o processo de intermediação imobiliária. O toque humano ainda é essencial, principalmente em etapas como visitas presenciais, elaboração de propostas e assinatura de contratos, que, embora ainda exijam trâmites físicos, já caminham para a digitalização com o uso de assinaturas eletrônicas e certificados digitais.


    O profissional que alia o conhecimento técnico ao domínio das novas tecnologias tem um enorme diferencial competitivo. Mais do que vender imóveis, ele se posiciona como um consultor estratégico, que entende o perfil do cliente e entrega soluções sob medida.


    Outras inovações vão ainda mais longe, como o uso de QR Codes nas placas de “vende‑se” ou a integração de todos os canais de contato do cliente em uma única plataforma. Tudo isso contribui para um relacionamento mais ágil, transparente e eficiente.


    A transformação digital é uma realidade irreversível no mercado imobiliário, mas ela não elimina o papel do corretor de imóveis. Pelo contrário, amplia suas possibilidades, fortalece sua atuação e exige uma postura ainda mais profissional e conectada.


    O corretor que deseja crescer e se manter competitivo precisa se adaptar a essa nova realidade. Dominar as ferramentas digitais, compreender os novos hábitos de consumo e investir em inovação são atitudes fundamentais para se destacar. Portanto, estar atento às tendências do mercado e buscar atualização constante são atitudes que fazem a diferença.


Internet: (com adaptações).


No período “O profissional que alia o conhecimento técnico ao domínio das novas tecnologias tem um enorme diferencial competitivo.”, a forma verbal “alia” pode ser substituída, sem prejuízo do sentido original, por
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Q4143570 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.


   “Florentino Ariza perdeu a fala e o apetite e passava as noites em claro rolando na cama. Mas, quando começou a esperar a resposta à sua primeira carta, sua ansiedade se complicou com diarreias e vômitos verdes, perdeu o sentido da orientação e passou a sofrer desmaios repentinos, e a mãe se aterrorizou porque seu estado não se parecia com as desordens do amor e sim com os estragos do cólera. O padrinho de Florentino Ariza, antigo homeopata que tinha sido confidente de Trânsito Ariza desde seus tempos de amante oculta, se alarmou também à primeira vista com o estado do enfermo porque tinha o pulso tênue, a respiração rascante e os suores pálidos dos moribundos. Mas, o exame revelou que não tinha febre, nem dor em nenhuma parte, e a única coisa que sentia de concreto era uma necessidade urgente de morrer. Bastou ao médico um interrogatório insidioso, primeiro a ele e depois à mãe, para comprovar, uma vez mais, que os sintomas do amor são os mesmos do cólera.”


(Gabriel Garcia Márquez. O Amor nos Tempos do Cólera, 1985.)
“Bastou ao médico um interrogatório insidioso [...]”.

O vocábulo “insidioso”, no contexto em evidência, é o mesmo que:
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Q4142697 Português

Texto 1A16

A ética climática pode ser definida como o ramo de conhecimento que examina os fundamentos morais e os princípios de justiça relacionados às mudanças climáticas e suas consequências, abrangendo questões de equidade intra e intergeracional, justiça ambiental e responsabilidade diferenciada entre nações.

Esse campo de estudo procura resolver dilemas morais complexos, como a distribuição justa dos custos e benefícios das ações climáticas, a proteção de populações vulneráveis contra desastres climáticos e a alocação de responsabilidades entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Tendo em vista essa disparidade econômico-regional e a vulnerabilidade por ela gerada, em 2001 as 194 partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) decidiram criar o Fundo para os Países Menos Desenvolvidos (LDCF) — um dos únicos mecanismos dessa natureza dedicado a ajudar os países a se adaptarem às novas realidades climáticas. O LDCF, juntamente com o Fundo Especial para a Mudança do Clima (SCCF), deve servir ao Acordo de Paris. Ambos os fundos são geridos pelo Fundo Global para o Meio Ambiente.

No âmbito da hermenêutica jurídica, a ética climática pode ser instrumental na interpretação e na aplicação do direito para a resolução de casos concretos que chegam ao Poder Judiciário. Ao interpretar normas ambientais ou decidir sobre litígios que envolvem questões climáticas, os intérpretes podem, ainda, fazer a vinculação conceitual com o princípio da precaução, que sugere a adoção de medidas preventivas diante de riscos de danos graves ou irreversíveis, mesmo na ausência de certeza científica plena.

Esse princípio está alinhado com a ideia de justiça intergeracional, que busca garantir que as gerações futuras tenham acesso a um ambiente seguro e saudável. Além disso, a consideração da justiça ambiental pode levar à adoção de decisões que priorizem a proteção das populações mais vulneráveis, frequentemente as mais afetadas por eventos climáticos extremos, como secas, inundações e ondas de calor.

A hermenêutica jurídica também pode incorporar a noção de responsabilidades comuns, mas diferenciadas, reconhecendo que os países desenvolvidos, por terem historicamente contribuído mais para a emissão de gases de efeito estufa, têm uma responsabilidade maior em mitigar os efeitos das mudanças climáticas e ajudar financeiramente os países em desenvolvimento a lidar com esses desafios.

Esse também foi o expresso pensamento de Al Gore quando declarou, em 2006, que as mudanças climáticas ― não são tanto um problema político quanto o é uma questão ética‖, destacando a necessidade de que os países mais desenvolvidos economicamente assumam responsabilidade por essas demandas. Estudos apontam também que é um problema de difícil mensuração, solução e articulação, uma vez que envolve nações independentes e controvérsias de natureza científica, econômica, legal e de relações internacionais.

Não obstante o conceito de ética no âmbito das relações internacionais, é possível interpretar também a ética da vulnerabilidade de pessoas e comunidades que sejam mais suscetíveis aos efeitos climáticos. Há iniciativas, inclusive, que buscam apurar tais vulnerabilidades com base em critérios objetivos, como o índice de vulnerabilidade climática, que algumas cidades e municípios brasileiros têm adotado.

Revista CNJ, v. 8, n.º 1, jul. – dez./2024. Internet: <http://www.cnj.jus.br/> (com adaptações).

No trecho "Não obstante o conceito de ética" (último parágrafo do texto 1A16), o segmento "Não obstante o" exprime a mesma circunstância que a expressão 
Alternativas
Q4142693 Português

Texto 1A16

A ética climática pode ser definida como o ramo de conhecimento que examina os fundamentos morais e os princípios de justiça relacionados às mudanças climáticas e suas consequências, abrangendo questões de equidade intra e intergeracional, justiça ambiental e responsabilidade diferenciada entre nações.

Esse campo de estudo procura resolver dilemas morais complexos, como a distribuição justa dos custos e benefícios das ações climáticas, a proteção de populações vulneráveis contra desastres climáticos e a alocação de responsabilidades entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Tendo em vista essa disparidade econômico-regional e a vulnerabilidade por ela gerada, em 2001 as 194 partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) decidiram criar o Fundo para os Países Menos Desenvolvidos (LDCF) — um dos únicos mecanismos dessa natureza dedicado a ajudar os países a se adaptarem às novas realidades climáticas. O LDCF, juntamente com o Fundo Especial para a Mudança do Clima (SCCF), deve servir ao Acordo de Paris. Ambos os fundos são geridos pelo Fundo Global para o Meio Ambiente.

No âmbito da hermenêutica jurídica, a ética climática pode ser instrumental na interpretação e na aplicação do direito para a resolução de casos concretos que chegam ao Poder Judiciário. Ao interpretar normas ambientais ou decidir sobre litígios que envolvem questões climáticas, os intérpretes podem, ainda, fazer a vinculação conceitual com o princípio da precaução, que sugere a adoção de medidas preventivas diante de riscos de danos graves ou irreversíveis, mesmo na ausência de certeza científica plena.

Esse princípio está alinhado com a ideia de justiça intergeracional, que busca garantir que as gerações futuras tenham acesso a um ambiente seguro e saudável. Além disso, a consideração da justiça ambiental pode levar à adoção de decisões que priorizem a proteção das populações mais vulneráveis, frequentemente as mais afetadas por eventos climáticos extremos, como secas, inundações e ondas de calor.

A hermenêutica jurídica também pode incorporar a noção de responsabilidades comuns, mas diferenciadas, reconhecendo que os países desenvolvidos, por terem historicamente contribuído mais para a emissão de gases de efeito estufa, têm uma responsabilidade maior em mitigar os efeitos das mudanças climáticas e ajudar financeiramente os países em desenvolvimento a lidar com esses desafios.

Esse também foi o expresso pensamento de Al Gore quando declarou, em 2006, que as mudanças climáticas ― não são tanto um problema político quanto o é uma questão ética‖, destacando a necessidade de que os países mais desenvolvidos economicamente assumam responsabilidade por essas demandas. Estudos apontam também que é um problema de difícil mensuração, solução e articulação, uma vez que envolve nações independentes e controvérsias de natureza científica, econômica, legal e de relações internacionais.

Não obstante o conceito de ética no âmbito das relações internacionais, é possível interpretar também a ética da vulnerabilidade de pessoas e comunidades que sejam mais suscetíveis aos efeitos climáticos. Há iniciativas, inclusive, que buscam apurar tais vulnerabilidades com base em critérios objetivos, como o índice de vulnerabilidade climática, que algumas cidades e municípios brasileiros têm adotado.

Revista CNJ, v. 8, n.º 1, jul. – dez./2024. Internet: <http://www.cnj.jus.br/> (com adaptações).

No trecho "Tendo em vista essa disparidade econômico-regional e a vulnerabilidade por ela gerada" (terceiro parágrafo do texto 1A16), a palavra "disparidade" é empregada com o sentido de
Alternativas
Q4140924 Português

Assinale a alternativa INCORRETA em relação à palavra “indiferente”, presente no trecho a seguir, retirado do texto.


“Foi indiferente à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)?” 

Alternativas
Q4140921 Português

Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta uma palavra que poderia substituir o vocábulo “martirizar-se” sem causar alterações significativas ao sentido original em que ele ocorre.


“a verdadeira libertação está em se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.” 

Alternativas
Ano: 2026 Banca: CIAAR Órgão: CIAAR Prova: CIAAR - 2026 - CIAAR - Capelão Católico |
Q4140600 Português
Ao se afirmar que certa tradução bíblica se fundamenta no texto original, deve-se compreender bem esse adjetivo, pois:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CIAAR Órgão: CIAAR Prova: CIAAR - 2026 - CIAAR - Capelão Católico |
Q4140586 Português
Preencha as lacunas abaixo.

Inicialmente, as primeiras comunidades cristãs esperavam que ___________ ocorresse brevemente, pois tudo parecia indicar que os tempos estavam mudando e era necessário encontrar-se vigilante e à espera de Jesus Cristo. No entanto, ao se aproximar do fim do primeiro século, ___________ não ocorreu na brevidade temporal esperada e novas leituras a seu respeito foram feitas, não mais indicando uma faixa temporal a ser esperada, mas como uma luz que deveria alimentar a atitude de espera ativa do cristão.

A sequência de palavras que preenche corretamente as lacunas é: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CIAAR Órgão: CIAAR Prova: CIAAR - 2026 - CIAAR - Capelão Católico |
Q4140565 Português
Associe as colunas, relacionando as expressões às respectivas frases, onde são empregadas corretamente. 

Expressões
(1) ACERCA DE
(2) CERCA DE
(3) HÁ CERCA DE
(4) A CERCA DE

Frases
( ) Conversamos ________ uma melhor solução para o problema.
( ) ________ uma semana conversamos sobre uma melhor solução para o problema.
( ) Disseram ________cem mil telespectadores.
( ) ________cem mil veículos saíram de São Paulo neste feriado. 

A sequência correta dessa associação é:
Alternativas
Q4139516 Português
Marque a alternativa em que a expressão destacada possui o sentido de causa.
Alternativas
Respostas
1: C
2: D
3: A
4: A
5: C
6: A
7: A
8: B
9: C
10: C
11: A
12: A
13: C
14: D
15: A
16: A
17: B
18: A
19: A
20: B