Questões de Concurso Sobre português

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Q3700111 Português

Leia o texto para responder à questão:


    Véspera do carnaval pegamos a estrada, rumo a Minas Gerais. Decidimos ir pela rodovia Fernão Dias. Demos sorte, até o momento em que enfrentamos a primeira longuíssima paralisação. A internet não explicava. Passado bom tempo, descobrimos duas carretas monumentais, ocupando o lado direito da rodovia, deixando escassa passagem para as filas de autos. As carretas levavam gigantescas hélices. Quem é o gênio que libera tal transporte na véspera de um feriado?

    Ultrapassamos felizes, mas logo à frente, de novo, a marcha das lesmas. Imensa carreta caída mostrava a cabine destroçada. Ninguém teria sobrevivido. Policiais acenavam para acelerar. Como? Havia os que furavam pelo acostamento e os que desciam, celular na mão, a gravar para alguma tevê. Havia também quem descia e ia olhar, procurando as vítimas destroçadas. Tudo como se fosse um piquenique, um feriado, um camping.

    Nesse momento, lembrei-me de uma frase de Otto Lara Resende. No final dos anos 1970, um banco patrocinou um concurso nacional de contos com grana altíssima para o vencedor. Milhares concorreram. As primeiras reuniões do júri foram no Rio de Janeiro. No júri havia Otto, Lygia Fagundes Telles, Antonio Houaiss e outros pesos pesados. Tantos eram os concorrentes que cada jurado recebeu caixas com centenas de trabalhos para serem lidos.

    Na terceira reunião, uma tarde, Lygia fez uma intervenção. “Conseguem me explicar? Começo a ler um conto, acho bom, separo para outra leitura. Há contos que descarto no terceiro parágrafo. No entanto, há contos que leio, fico espantada, paralisada com a mediocridade, o besteirol, a falta de senso, o horror, o nenhum sentido. Lixo do lixo. Mas leio inteirinho. De cabo a rabo. Alguém me explica? Chego a reler, perplexa comigo.” Todos quietos, nos entreolhamos. Então, Otto Lara Resende exclamou: “É fácil, Lygia. É o invencível, inabalável fascínio humano pelo tenebroso”. Hoje, sei por que acidentes, crimes e certos discursos me fascinam. É o tenebroso.



(Ignácio de Loyola Brandão. https://www.estadao.com.br/ cultura/ignacio-de-loyola-brandao/acidente-semnenhum-sobrevivente-e-ainda-havia-quem-descia-para-olharcomo-se-fosse-um-piquenique/ 09.04.2025. Adaptado)

Considere as passagens a seguir:



•  “Véspera do carnaval pegamos a estrada, rumo a Minas Gerais.” (1º parágrafo)


•  “Decidimos ir pela rodovia Fernão Dias.” (1º parágrafo)



As expressões destacadas apresentam, correta e respectivamente, circunstâncias de

Alternativas
Q3700110 Português

Leia o texto para responder à questão:


    Véspera do carnaval pegamos a estrada, rumo a Minas Gerais. Decidimos ir pela rodovia Fernão Dias. Demos sorte, até o momento em que enfrentamos a primeira longuíssima paralisação. A internet não explicava. Passado bom tempo, descobrimos duas carretas monumentais, ocupando o lado direito da rodovia, deixando escassa passagem para as filas de autos. As carretas levavam gigantescas hélices. Quem é o gênio que libera tal transporte na véspera de um feriado?

    Ultrapassamos felizes, mas logo à frente, de novo, a marcha das lesmas. Imensa carreta caída mostrava a cabine destroçada. Ninguém teria sobrevivido. Policiais acenavam para acelerar. Como? Havia os que furavam pelo acostamento e os que desciam, celular na mão, a gravar para alguma tevê. Havia também quem descia e ia olhar, procurando as vítimas destroçadas. Tudo como se fosse um piquenique, um feriado, um camping.

    Nesse momento, lembrei-me de uma frase de Otto Lara Resende. No final dos anos 1970, um banco patrocinou um concurso nacional de contos com grana altíssima para o vencedor. Milhares concorreram. As primeiras reuniões do júri foram no Rio de Janeiro. No júri havia Otto, Lygia Fagundes Telles, Antonio Houaiss e outros pesos pesados. Tantos eram os concorrentes que cada jurado recebeu caixas com centenas de trabalhos para serem lidos.

    Na terceira reunião, uma tarde, Lygia fez uma intervenção. “Conseguem me explicar? Começo a ler um conto, acho bom, separo para outra leitura. Há contos que descarto no terceiro parágrafo. No entanto, há contos que leio, fico espantada, paralisada com a mediocridade, o besteirol, a falta de senso, o horror, o nenhum sentido. Lixo do lixo. Mas leio inteirinho. De cabo a rabo. Alguém me explica? Chego a reler, perplexa comigo.” Todos quietos, nos entreolhamos. Então, Otto Lara Resende exclamou: “É fácil, Lygia. É o invencível, inabalável fascínio humano pelo tenebroso”. Hoje, sei por que acidentes, crimes e certos discursos me fascinam. É o tenebroso.



(Ignácio de Loyola Brandão. https://www.estadao.com.br/ cultura/ignacio-de-loyola-brandao/acidente-semnenhum-sobrevivente-e-ainda-havia-quem-descia-para-olharcomo-se-fosse-um-piquenique/ 09.04.2025. Adaptado)

Há expressão empregada em sentido figurado na frase:
Alternativas
Q3700109 Português

Leia o texto para responder à questão:


    Véspera do carnaval pegamos a estrada, rumo a Minas Gerais. Decidimos ir pela rodovia Fernão Dias. Demos sorte, até o momento em que enfrentamos a primeira longuíssima paralisação. A internet não explicava. Passado bom tempo, descobrimos duas carretas monumentais, ocupando o lado direito da rodovia, deixando escassa passagem para as filas de autos. As carretas levavam gigantescas hélices. Quem é o gênio que libera tal transporte na véspera de um feriado?

    Ultrapassamos felizes, mas logo à frente, de novo, a marcha das lesmas. Imensa carreta caída mostrava a cabine destroçada. Ninguém teria sobrevivido. Policiais acenavam para acelerar. Como? Havia os que furavam pelo acostamento e os que desciam, celular na mão, a gravar para alguma tevê. Havia também quem descia e ia olhar, procurando as vítimas destroçadas. Tudo como se fosse um piquenique, um feriado, um camping.

    Nesse momento, lembrei-me de uma frase de Otto Lara Resende. No final dos anos 1970, um banco patrocinou um concurso nacional de contos com grana altíssima para o vencedor. Milhares concorreram. As primeiras reuniões do júri foram no Rio de Janeiro. No júri havia Otto, Lygia Fagundes Telles, Antonio Houaiss e outros pesos pesados. Tantos eram os concorrentes que cada jurado recebeu caixas com centenas de trabalhos para serem lidos.

    Na terceira reunião, uma tarde, Lygia fez uma intervenção. “Conseguem me explicar? Começo a ler um conto, acho bom, separo para outra leitura. Há contos que descarto no terceiro parágrafo. No entanto, há contos que leio, fico espantada, paralisada com a mediocridade, o besteirol, a falta de senso, o horror, o nenhum sentido. Lixo do lixo. Mas leio inteirinho. De cabo a rabo. Alguém me explica? Chego a reler, perplexa comigo.” Todos quietos, nos entreolhamos. Então, Otto Lara Resende exclamou: “É fácil, Lygia. É o invencível, inabalável fascínio humano pelo tenebroso”. Hoje, sei por que acidentes, crimes e certos discursos me fascinam. É o tenebroso.



(Ignácio de Loyola Brandão. https://www.estadao.com.br/ cultura/ignacio-de-loyola-brandao/acidente-semnenhum-sobrevivente-e-ainda-havia-quem-descia-para-olharcomo-se-fosse-um-piquenique/ 09.04.2025. Adaptado)

Considere as passagens do 4º parágrafo:



•  “Chego a reler, perplexa comigo.”


•  “... inabalável fascínio humano pelo tenebroso.”



No contexto em que se apresentam, as palavras destacadas podem ser, correta e respectivamente, substituídas por:

Alternativas
Q3700108 Português

Leia o texto para responder à questão:


    Véspera do carnaval pegamos a estrada, rumo a Minas Gerais. Decidimos ir pela rodovia Fernão Dias. Demos sorte, até o momento em que enfrentamos a primeira longuíssima paralisação. A internet não explicava. Passado bom tempo, descobrimos duas carretas monumentais, ocupando o lado direito da rodovia, deixando escassa passagem para as filas de autos. As carretas levavam gigantescas hélices. Quem é o gênio que libera tal transporte na véspera de um feriado?

    Ultrapassamos felizes, mas logo à frente, de novo, a marcha das lesmas. Imensa carreta caída mostrava a cabine destroçada. Ninguém teria sobrevivido. Policiais acenavam para acelerar. Como? Havia os que furavam pelo acostamento e os que desciam, celular na mão, a gravar para alguma tevê. Havia também quem descia e ia olhar, procurando as vítimas destroçadas. Tudo como se fosse um piquenique, um feriado, um camping.

    Nesse momento, lembrei-me de uma frase de Otto Lara Resende. No final dos anos 1970, um banco patrocinou um concurso nacional de contos com grana altíssima para o vencedor. Milhares concorreram. As primeiras reuniões do júri foram no Rio de Janeiro. No júri havia Otto, Lygia Fagundes Telles, Antonio Houaiss e outros pesos pesados. Tantos eram os concorrentes que cada jurado recebeu caixas com centenas de trabalhos para serem lidos.

    Na terceira reunião, uma tarde, Lygia fez uma intervenção. “Conseguem me explicar? Começo a ler um conto, acho bom, separo para outra leitura. Há contos que descarto no terceiro parágrafo. No entanto, há contos que leio, fico espantada, paralisada com a mediocridade, o besteirol, a falta de senso, o horror, o nenhum sentido. Lixo do lixo. Mas leio inteirinho. De cabo a rabo. Alguém me explica? Chego a reler, perplexa comigo.” Todos quietos, nos entreolhamos. Então, Otto Lara Resende exclamou: “É fácil, Lygia. É o invencível, inabalável fascínio humano pelo tenebroso”. Hoje, sei por que acidentes, crimes e certos discursos me fascinam. É o tenebroso.



(Ignácio de Loyola Brandão. https://www.estadao.com.br/ cultura/ignacio-de-loyola-brandao/acidente-semnenhum-sobrevivente-e-ainda-havia-quem-descia-para-olharcomo-se-fosse-um-piquenique/ 09.04.2025. Adaptado)

A pergunta do 1º parágrafo “Quem é o gênio que libera tal transporte na véspera de um feriado?” cumpre no texto a função de 
Alternativas
Q3699972 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Quando nos desapegamos da necessidade de parecer, abrimos espaço para simplesmente ser

    Um novo amanhecer significa que teremos muitas oportunidades pela frente... O foco nas oportunidades permite que a vida seja vivida com entusiasmo e com intensidade... Estamos sempre tentando harmonizar o nosso eu interior para experimentar a profundidade da paz... Viver é bom demais...
    Ser autêntico consigo mesmo é o princípio gerador da identidade. Não posso ter dúvidas ao responder a questão existencial: ‘quem eu sou?’ O que os outros pensam da gente não pode ser totalmente desconsiderado, mas nem valorizado demais. Mas, grande parte do sofrimento humano nasce da distância entre o que somos de fato e a imagem que criamos de nós mesmos.
    Passamos muito tempo tentando sustentar personagens, adequar gestos e palavras às expectativas externas, caber em moldes que não nos representam. Essa busca por aceitação constrói uma identidade frágil, feita de aparências, que pode até conquistar aplausos, mas não sustenta a alma. Acordar para quem realmente somos é um processo de desapego, de coragem para deixar para trás as fantasias que nos aprisionam.
    Não se trata de rejeitar os sonhos, mas de abandonar ilusões que distorcem nossa essência. Esse despertar é exigente, porque mexe com seguranças e desconstrói imagens cuidadosamente construídas. É como despir-se diante de si mesmo, aceitar contradições e reconhecer limites. No entanto, esse processo liberta. Quando nos desapegamos da necessidade de parecer, abrimos espaço para simplesmente ser.
    Descobrimos que a autenticidade é mais leve do que a máscara e que a verdade, por mais desafiadora, é sempre mais pacífica do que a mentira. A vida ganha cor nova quando paramos de nos forçar a ser quem não somos. Os relacionamentos se tornam mais honestos, o trabalho mais significativo, a existência mais inteira. Esse despertar não acontece de uma vez só, mas em camadas. A cada passo, deixamos cair um pouco das ilusões que carregávamos. É um processo contínuo de desapego e reencontro.
    O mais bonito é que, quando acordamos para nossa essência, percebemos que não precisamos de muito para sermos felizes. O simples passa a ter valor, o ordinário se revela extraordinário, e a vida encontra um ritmo mais verdadeiro. O convite diário é esse: abrir mão das imagens que nos sufocam para deixar florescer a beleza daquilo que já somos.

Autor: Jaime Bettega - Pioneiro (adaptado). 
Analise as assertivas quanto ao número de fonemas das palavras extraídas do texto:
I. A palavra “processo” possui sete fonemas.
II. A palavra “mentira” possui sete fonemas.
III. A palavra “ganha” apresenta cinco fonemas.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3699971 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Quando nos desapegamos da necessidade de parecer, abrimos espaço para simplesmente ser

    Um novo amanhecer significa que teremos muitas oportunidades pela frente... O foco nas oportunidades permite que a vida seja vivida com entusiasmo e com intensidade... Estamos sempre tentando harmonizar o nosso eu interior para experimentar a profundidade da paz... Viver é bom demais...
    Ser autêntico consigo mesmo é o princípio gerador da identidade. Não posso ter dúvidas ao responder a questão existencial: ‘quem eu sou?’ O que os outros pensam da gente não pode ser totalmente desconsiderado, mas nem valorizado demais. Mas, grande parte do sofrimento humano nasce da distância entre o que somos de fato e a imagem que criamos de nós mesmos.
    Passamos muito tempo tentando sustentar personagens, adequar gestos e palavras às expectativas externas, caber em moldes que não nos representam. Essa busca por aceitação constrói uma identidade frágil, feita de aparências, que pode até conquistar aplausos, mas não sustenta a alma. Acordar para quem realmente somos é um processo de desapego, de coragem para deixar para trás as fantasias que nos aprisionam.
    Não se trata de rejeitar os sonhos, mas de abandonar ilusões que distorcem nossa essência. Esse despertar é exigente, porque mexe com seguranças e desconstrói imagens cuidadosamente construídas. É como despir-se diante de si mesmo, aceitar contradições e reconhecer limites. No entanto, esse processo liberta. Quando nos desapegamos da necessidade de parecer, abrimos espaço para simplesmente ser.
    Descobrimos que a autenticidade é mais leve do que a máscara e que a verdade, por mais desafiadora, é sempre mais pacífica do que a mentira. A vida ganha cor nova quando paramos de nos forçar a ser quem não somos. Os relacionamentos se tornam mais honestos, o trabalho mais significativo, a existência mais inteira. Esse despertar não acontece de uma vez só, mas em camadas. A cada passo, deixamos cair um pouco das ilusões que carregávamos. É um processo contínuo de desapego e reencontro.
    O mais bonito é que, quando acordamos para nossa essência, percebemos que não precisamos de muito para sermos felizes. O simples passa a ter valor, o ordinário se revela extraordinário, e a vida encontra um ritmo mais verdadeiro. O convite diário é esse: abrir mão das imagens que nos sufocam para deixar florescer a beleza daquilo que já somos.

Autor: Jaime Bettega - Pioneiro (adaptado). 
Assinale a alternativa INCORRETA quanto à localização da sílaba tônica nas palavras retiradas do texto. 
Alternativas
Q3699970 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Quando nos desapegamos da necessidade de parecer, abrimos espaço para simplesmente ser

    Um novo amanhecer significa que teremos muitas oportunidades pela frente... O foco nas oportunidades permite que a vida seja vivida com entusiasmo e com intensidade... Estamos sempre tentando harmonizar o nosso eu interior para experimentar a profundidade da paz... Viver é bom demais...
    Ser autêntico consigo mesmo é o princípio gerador da identidade. Não posso ter dúvidas ao responder a questão existencial: ‘quem eu sou?’ O que os outros pensam da gente não pode ser totalmente desconsiderado, mas nem valorizado demais. Mas, grande parte do sofrimento humano nasce da distância entre o que somos de fato e a imagem que criamos de nós mesmos.
    Passamos muito tempo tentando sustentar personagens, adequar gestos e palavras às expectativas externas, caber em moldes que não nos representam. Essa busca por aceitação constrói uma identidade frágil, feita de aparências, que pode até conquistar aplausos, mas não sustenta a alma. Acordar para quem realmente somos é um processo de desapego, de coragem para deixar para trás as fantasias que nos aprisionam.
    Não se trata de rejeitar os sonhos, mas de abandonar ilusões que distorcem nossa essência. Esse despertar é exigente, porque mexe com seguranças e desconstrói imagens cuidadosamente construídas. É como despir-se diante de si mesmo, aceitar contradições e reconhecer limites. No entanto, esse processo liberta. Quando nos desapegamos da necessidade de parecer, abrimos espaço para simplesmente ser.
    Descobrimos que a autenticidade é mais leve do que a máscara e que a verdade, por mais desafiadora, é sempre mais pacífica do que a mentira. A vida ganha cor nova quando paramos de nos forçar a ser quem não somos. Os relacionamentos se tornam mais honestos, o trabalho mais significativo, a existência mais inteira. Esse despertar não acontece de uma vez só, mas em camadas. A cada passo, deixamos cair um pouco das ilusões que carregávamos. É um processo contínuo de desapego e reencontro.
    O mais bonito é que, quando acordamos para nossa essência, percebemos que não precisamos de muito para sermos felizes. O simples passa a ter valor, o ordinário se revela extraordinário, e a vida encontra um ritmo mais verdadeiro. O convite diário é esse: abrir mão das imagens que nos sufocam para deixar florescer a beleza daquilo que já somos.

Autor: Jaime Bettega - Pioneiro (adaptado). 
No trecho “É como despir-se diante de si mesmo, aceitar contradições e reconhecer limites”, o termo “despir-se”, empregado em sentido figurado, pode ser corretamente substituído, sem alteração de sentido essencial, por: 
Alternativas
Q3699969 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Quando nos desapegamos da necessidade de parecer, abrimos espaço para simplesmente ser

    Um novo amanhecer significa que teremos muitas oportunidades pela frente... O foco nas oportunidades permite que a vida seja vivida com entusiasmo e com intensidade... Estamos sempre tentando harmonizar o nosso eu interior para experimentar a profundidade da paz... Viver é bom demais...
    Ser autêntico consigo mesmo é o princípio gerador da identidade. Não posso ter dúvidas ao responder a questão existencial: ‘quem eu sou?’ O que os outros pensam da gente não pode ser totalmente desconsiderado, mas nem valorizado demais. Mas, grande parte do sofrimento humano nasce da distância entre o que somos de fato e a imagem que criamos de nós mesmos.
    Passamos muito tempo tentando sustentar personagens, adequar gestos e palavras às expectativas externas, caber em moldes que não nos representam. Essa busca por aceitação constrói uma identidade frágil, feita de aparências, que pode até conquistar aplausos, mas não sustenta a alma. Acordar para quem realmente somos é um processo de desapego, de coragem para deixar para trás as fantasias que nos aprisionam.
    Não se trata de rejeitar os sonhos, mas de abandonar ilusões que distorcem nossa essência. Esse despertar é exigente, porque mexe com seguranças e desconstrói imagens cuidadosamente construídas. É como despir-se diante de si mesmo, aceitar contradições e reconhecer limites. No entanto, esse processo liberta. Quando nos desapegamos da necessidade de parecer, abrimos espaço para simplesmente ser.
    Descobrimos que a autenticidade é mais leve do que a máscara e que a verdade, por mais desafiadora, é sempre mais pacífica do que a mentira. A vida ganha cor nova quando paramos de nos forçar a ser quem não somos. Os relacionamentos se tornam mais honestos, o trabalho mais significativo, a existência mais inteira. Esse despertar não acontece de uma vez só, mas em camadas. A cada passo, deixamos cair um pouco das ilusões que carregávamos. É um processo contínuo de desapego e reencontro.
    O mais bonito é que, quando acordamos para nossa essência, percebemos que não precisamos de muito para sermos felizes. O simples passa a ter valor, o ordinário se revela extraordinário, e a vida encontra um ritmo mais verdadeiro. O convite diário é esse: abrir mão das imagens que nos sufocam para deixar florescer a beleza daquilo que já somos.

Autor: Jaime Bettega - Pioneiro (adaptado). 
No trecho “Não se trata de rejeitar os sonhos, mas de abandonar ilusões que distorcem nossa essência”, o verbo distorcem expressa a ideia de:
Alternativas
Q3699968 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Quando nos desapegamos da necessidade de parecer, abrimos espaço para simplesmente ser

    Um novo amanhecer significa que teremos muitas oportunidades pela frente... O foco nas oportunidades permite que a vida seja vivida com entusiasmo e com intensidade... Estamos sempre tentando harmonizar o nosso eu interior para experimentar a profundidade da paz... Viver é bom demais...
    Ser autêntico consigo mesmo é o princípio gerador da identidade. Não posso ter dúvidas ao responder a questão existencial: ‘quem eu sou?’ O que os outros pensam da gente não pode ser totalmente desconsiderado, mas nem valorizado demais. Mas, grande parte do sofrimento humano nasce da distância entre o que somos de fato e a imagem que criamos de nós mesmos.
    Passamos muito tempo tentando sustentar personagens, adequar gestos e palavras às expectativas externas, caber em moldes que não nos representam. Essa busca por aceitação constrói uma identidade frágil, feita de aparências, que pode até conquistar aplausos, mas não sustenta a alma. Acordar para quem realmente somos é um processo de desapego, de coragem para deixar para trás as fantasias que nos aprisionam.
    Não se trata de rejeitar os sonhos, mas de abandonar ilusões que distorcem nossa essência. Esse despertar é exigente, porque mexe com seguranças e desconstrói imagens cuidadosamente construídas. É como despir-se diante de si mesmo, aceitar contradições e reconhecer limites. No entanto, esse processo liberta. Quando nos desapegamos da necessidade de parecer, abrimos espaço para simplesmente ser.
    Descobrimos que a autenticidade é mais leve do que a máscara e que a verdade, por mais desafiadora, é sempre mais pacífica do que a mentira. A vida ganha cor nova quando paramos de nos forçar a ser quem não somos. Os relacionamentos se tornam mais honestos, o trabalho mais significativo, a existência mais inteira. Esse despertar não acontece de uma vez só, mas em camadas. A cada passo, deixamos cair um pouco das ilusões que carregávamos. É um processo contínuo de desapego e reencontro.
    O mais bonito é que, quando acordamos para nossa essência, percebemos que não precisamos de muito para sermos felizes. O simples passa a ter valor, o ordinário se revela extraordinário, e a vida encontra um ritmo mais verdadeiro. O convite diário é esse: abrir mão das imagens que nos sufocam para deixar florescer a beleza daquilo que já somos.

Autor: Jaime Bettega - Pioneiro (adaptado). 
Considerando as ideias do texto, analise as assertivas:
I. O texto defende que a busca por aceitação social pode afastar o indivíduo de sua verdadeira identidade.
II. O processo de autoconhecimento é retratado como doloroso, mas também libertador, pois conduz à autenticidade.
III. O autor critica o desejo humano de evoluir e sonhar, propondo o conformismo como caminho para a paz interior.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3699747 Português
O uso adequado do verbo implica em diferentes atos de organização de um texto. Assinale a alternativa que preenche os espaços, adequadamente: _________ bilhetes em prol da formatura dos discentes de Astronomia, que _________ o entusiasmo pela leitura em função das greves que ________ durante os cinco anos do curso. 
Alternativas
Q3699746 Português
A frase “Eu nasci há dez mil anos atrás” apresenta um erro gramatical que não prejudica a comunicação e pode ser utilizado como recurso linguístico por artistas e escritores. Assinale a alternativa em que a correção gramatical legitima a norma padrão.
Alternativas
Q3699745 Português
Marque a alternativa que expressa o valor causal da conjunção “como”:
Alternativas
Q3699744 Português
Leia o Texto 2 para responder a questão


Andorinha
(Manuel Bandeira)


Andorinha lá fora está dizendo:

— "Passei o dia à toa, à toa!"

Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!

Passei a vida à toa, à toa...
A respeito das normas gramaticais da sintaxe, no poema “Andorinha” a alternativa correta é:
Alternativas
Q3699743 Português
Leia o Texto 2 para responder a questão


Andorinha
(Manuel Bandeira)


Andorinha lá fora está dizendo:

— "Passei o dia à toa, à toa!"

Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!

Passei a vida à toa, à toa...
A vírgula no início do verso em destaque na segunda estrofe demarca:
Alternativas
Q3699742 Português
Leia o Texto 2 para responder a questão


Andorinha
(Manuel Bandeira)


Andorinha lá fora está dizendo:

— "Passei o dia à toa, à toa!"

Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!

Passei a vida à toa, à toa...
Sobre o poema, podemos afirmar que:
Alternativas
Q3699741 Português
De acordo com a regra de acentuação, assinale a alternativa que apresenta uma ambiguidade, uma vez que o acento diferencial deixou de existir com a reforma ortográfica. 
Alternativas
Q3699740 Português
A condição dos agricultores quilombolas denuncia uma omissão histórica:

• A dificuldade em garantir a titulação das terras revela a lentidão do Estado em efetivar direitos constitucionais.
• A exclusão nos programas de apoio à agricultura familiar reflete o preconceito estrutural.
• O racismo ambiental se manifesta com clareza: são territórios quilombolas os mais impactados por barragens, mineração, expansão de fronteiras agrícolas e ausência de infraestrutura básica.

O segmento em destaque após os dois pontos no excerto acima, cumpre a função de:
Alternativas
Q3699739 Português
Leia o Texto 1 para responder a questão


Agricultores quilombolas: a ferida da marginalização histórica

Por Afonso Peche Filho


    A história dos agricultores quilombolas é inseparável da escravidão. Durante séculos, seus ancestrais foram explorados como mão de obra fundamental para o desenvolvimento econômico do país. Após a abolição formal, não houve entrega de terras, reparação financeira ou políticas efetivas de reintegração. O vazio deixado pelo Estado perpetuou um ciclo de exclusão, empurrando comunidades inteiras para territórios disputados, quase sempre invisíveis no debate público.

    Essa herança pesa até hoje: os descendentes daqueles que construíram materialmente a base econômica e cultural da nação continuam enfrentando a falta de acesso a recursos, direitos territoriais e reconhecimento social.

    A marginalização aparece na forma de preconceito racial, desvalorização cultural e ausência de políticas públicas adequadas. Agricultores quilombolas, frequentemente, são retratados como “atrasados” ou como “ocupantes ilegítimos” de terras, quando, na verdade, são guardiões de um patrimônio ancestral de manejo da terra e de organização comunitária.

O Estado, ao invés de garantir proteção, muitas vezes atua de forma ambígua, favorecendo interesses de grandes proprietários, mineradoras ou grileiros. Essa situação transforma os quilombolas em “estranhos” dentro de seu próprio território, como se não fossem parte legítima do país que ajudaram a construir.

O peso do conhecimento e da tradição

    O conhecimento agrícola quilombola nasceu da necessidade de sobrevivência em condições adversas. Trata-se de um saber construído coletivamente, que alia práticas de cultivo à preservação ambiental, muitas vezes alinhadas às premissas contemporâneas da agroecologia e da agricultura regenerativa.

    É preciso reconhecer que a hoje tão badalada técnica dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) tem sua origem prática e cultural nas experiências quilombolas e indígenas, que há séculos combinam cultivos agrícolas com espécies arbóreas de forma integrada e sustentável. Essa herança, porém, foi em grande medida apropriada por setores acadêmicos e técnicos majoritariamente brancos, que sistematizaram conceitos, transformaram práticas em manuais e passaram a difundi-las sem o devido reconhecimento de suas raízes históricas.

     Esse processo representa uma traição ética: a apropriação de um conhecimento que não nasceu nos centros de pesquisa, mas na luta cotidiana de comunidades que resistiram à escravidão e ao abandono. A deslealdade está não apenas em negar a autoria quilombola, mas também em lucrar e ganhar prestígio em cima de saberes desenvolvidos no contexto da resistência cultural e produtiva.

    A condição dos agricultores quilombolas denuncia uma omissão histórica:

    • A dificuldade em garantir a titulação das terras revela a lentidão do Estado em efetivar direitos constitucionais.

    • A exclusão nos programas de apoio à agricultura familiar reflete o preconceito estrutural.

     • O racismo ambiental se manifesta com clareza: são territórios quilombolas os mais impactados por barragens, mineração, expansão de fronteiras agrícolas e ausência de infraestrutura básica.

    Esses agricultores, mesmo diante de tantas barreiras, continuam produzindo, preservando a biodiversidade, mantendo tradições e oferecendo contribuições fundamentais para a segurança alimentar do país.

    A marginalização dos agricultores quilombolas é uma ferida aberta no tecido social brasileiro. São descendentes de pessoas escravizadas que, em vez de reparação histórica, seguem enfrentando preconceito, violência e negação de direitos.

    A sociedade brasileira precisa reconhecer que não se trata apenas de uma questão de terras ou de agricultura, mas de justiça social, de reparação histórica e de valorização cultural. Manter essas comunidades à margem significa perpetuar a contradição de um país que foi erguido pelo trabalho de seus antepassados, mas insiste em negar a seus descendentes dignidade e pertencimento.

    O futuro exige mais do que discursos: requer políticas públicas firmes, reconhecimento da diversidade cultural e social e, sobretudo, a coragem de reparar erros históricos. Entre esses reparos, está o reconhecimento explícito de que práticas hoje valorizadas como inovadoras, como os SAFs, têm raízes quilombolas e que o apagamento dessa origem constitui uma atitude desleal. Somente com esse resgate ético será possível construir uma agricultura verdadeiramente justa, sustentável e inclusiva.

Afonso Peche Filho é pesquisador Científico do Instituto Agronômico de Campinas. Disponível em:

https://www.brasildefato.com.br/2025/09/17/agricultoresquilombolas-a-ferida-da-marginalizacao-historica/. Acesso em 17/09/2025. (adaptado)
Na organização do texto, assinale a alternativa que representa a sequência linguística predominante.
Alternativas
Q3699738 Português
Leia o Texto 1 para responder a questão


Agricultores quilombolas: a ferida da marginalização histórica

Por Afonso Peche Filho


    A história dos agricultores quilombolas é inseparável da escravidão. Durante séculos, seus ancestrais foram explorados como mão de obra fundamental para o desenvolvimento econômico do país. Após a abolição formal, não houve entrega de terras, reparação financeira ou políticas efetivas de reintegração. O vazio deixado pelo Estado perpetuou um ciclo de exclusão, empurrando comunidades inteiras para territórios disputados, quase sempre invisíveis no debate público.

    Essa herança pesa até hoje: os descendentes daqueles que construíram materialmente a base econômica e cultural da nação continuam enfrentando a falta de acesso a recursos, direitos territoriais e reconhecimento social.

    A marginalização aparece na forma de preconceito racial, desvalorização cultural e ausência de políticas públicas adequadas. Agricultores quilombolas, frequentemente, são retratados como “atrasados” ou como “ocupantes ilegítimos” de terras, quando, na verdade, são guardiões de um patrimônio ancestral de manejo da terra e de organização comunitária.

O Estado, ao invés de garantir proteção, muitas vezes atua de forma ambígua, favorecendo interesses de grandes proprietários, mineradoras ou grileiros. Essa situação transforma os quilombolas em “estranhos” dentro de seu próprio território, como se não fossem parte legítima do país que ajudaram a construir.

O peso do conhecimento e da tradição

    O conhecimento agrícola quilombola nasceu da necessidade de sobrevivência em condições adversas. Trata-se de um saber construído coletivamente, que alia práticas de cultivo à preservação ambiental, muitas vezes alinhadas às premissas contemporâneas da agroecologia e da agricultura regenerativa.

    É preciso reconhecer que a hoje tão badalada técnica dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) tem sua origem prática e cultural nas experiências quilombolas e indígenas, que há séculos combinam cultivos agrícolas com espécies arbóreas de forma integrada e sustentável. Essa herança, porém, foi em grande medida apropriada por setores acadêmicos e técnicos majoritariamente brancos, que sistematizaram conceitos, transformaram práticas em manuais e passaram a difundi-las sem o devido reconhecimento de suas raízes históricas.

     Esse processo representa uma traição ética: a apropriação de um conhecimento que não nasceu nos centros de pesquisa, mas na luta cotidiana de comunidades que resistiram à escravidão e ao abandono. A deslealdade está não apenas em negar a autoria quilombola, mas também em lucrar e ganhar prestígio em cima de saberes desenvolvidos no contexto da resistência cultural e produtiva.

    A condição dos agricultores quilombolas denuncia uma omissão histórica:

    • A dificuldade em garantir a titulação das terras revela a lentidão do Estado em efetivar direitos constitucionais.

    • A exclusão nos programas de apoio à agricultura familiar reflete o preconceito estrutural.

     • O racismo ambiental se manifesta com clareza: são territórios quilombolas os mais impactados por barragens, mineração, expansão de fronteiras agrícolas e ausência de infraestrutura básica.

    Esses agricultores, mesmo diante de tantas barreiras, continuam produzindo, preservando a biodiversidade, mantendo tradições e oferecendo contribuições fundamentais para a segurança alimentar do país.

    A marginalização dos agricultores quilombolas é uma ferida aberta no tecido social brasileiro. São descendentes de pessoas escravizadas que, em vez de reparação histórica, seguem enfrentando preconceito, violência e negação de direitos.

    A sociedade brasileira precisa reconhecer que não se trata apenas de uma questão de terras ou de agricultura, mas de justiça social, de reparação histórica e de valorização cultural. Manter essas comunidades à margem significa perpetuar a contradição de um país que foi erguido pelo trabalho de seus antepassados, mas insiste em negar a seus descendentes dignidade e pertencimento.

    O futuro exige mais do que discursos: requer políticas públicas firmes, reconhecimento da diversidade cultural e social e, sobretudo, a coragem de reparar erros históricos. Entre esses reparos, está o reconhecimento explícito de que práticas hoje valorizadas como inovadoras, como os SAFs, têm raízes quilombolas e que o apagamento dessa origem constitui uma atitude desleal. Somente com esse resgate ético será possível construir uma agricultura verdadeiramente justa, sustentável e inclusiva.

Afonso Peche Filho é pesquisador Científico do Instituto Agronômico de Campinas. Disponível em:

https://www.brasildefato.com.br/2025/09/17/agricultoresquilombolas-a-ferida-da-marginalizacao-historica/. Acesso em 17/09/2025. (adaptado)
Todas as alternativas expressam o argumento do autor do texto, exceto: 
Alternativas
Q3699697 Português
Durante a aplicação da prova não foi possível identificar o porquê da ausência do fiscal. No período, empregou-se corretamente a forma do porquê. Assinale a alternativa em que NÃO ocorre a adequação.
Alternativas
Respostas
27421: C
27422: A
27423: B
27424: E
27425: A
27426: C
27427: C
27428: A
27429: B
27430: E
27431: B
27432: B
27433: A
27434: C
27435: C
27436: E
27437: D
27438: E
27439: C
27440: C