Questões de Concurso Sobre português

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Q4113867 Português
‘‘O rato roeu a roupa do rei de Roma’’ é um clássico trava-línguas brasileiro que explora a sonoridade por meio da repetição de sons semelhantes. Esse re curso expressivo é identificado pela figura de linguagem denominada: 
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Q4113866 Português
‘‘Tenho várias caras. Uma delas é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo’’. (Clarice Lispector). Os advérbios modalizares são aqueles que de certa forma exprimem um estado emocional ou, até mesmo, um ponto de vista. No trecho de Clarisse Lispector, o advérbio modalizador expressa uma avaliação do enunciador sobre aquilo que é dito, sendo classificado como: 
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Q4113865 Português
‘‘Muito se tem falado sobre o sofrimento dos professores. Eu, que ando sempre na direção oposta, e acre dito que a verdade se encontra no avesso das coisas, quero falar sobre o contrário: a alegria de ser professor, pois o sofrimento de se ser um professor é semelhante ao sofrimento das dores de parto: a mãe o aceita e logo dele se esquece, pela alegria de dar à luz um filho’’. (ALVES, Rubem. A alegria de ensinar. 3. ed. Campinas: Papirus, 1994)

A construção argumentativa do texto permite inferir que o autor: 
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Q4108159 Português
No livro Escola crítica e política cultural, de Henry Giroux, no capítulo “A pedagogia radical como uma forma de política cultural”, o autor afirma que educadores radicais podem desenvolver um discurso que analise a escola sob dois aspectos. Considerando a enunciação destes dois aspectos, assinale a alternativa correta.
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Q4108133 Português
No livro A produção do fracasso escolar: histórias de submissão e rebeldia, no capítulo em que Maria Helena Souza Patto analisa o fracasso escolar como objeto de estudo, a autora afirma que “à defesa de uma educação escolar igualitária” parecia ser necessário contrapor-se a uma dada concepção de sociedade, escola e pessoa. Assinale a alternativa que destaca contra quem “à defesa de uma educação escolar igualitária”, se apresenta.
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Q4108097 Português
Na obra Formação e rompimento dos laços afetivos, de John Bowlby, no Capítulo 1, “Psicanálise e cuidados com a criança”, o autor afirma que um critério principal para julgar o valor de diferentes procedimentos nos cuidados com a criança reside nos efeitos que eles têm sobre determinada capacidade em desenvolvimento. Assinale a alternativa que expressa corretamente tal capacidade.
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Q4108083 Português
Na obra Walden II: uma sociedade do futuro, de B. F. Skinner, em trecho no qual Frazier descreve a organização educacional da comunidade, discute-se a relação entre desenvolvimento infantil, padronização escolar, aprendizagem e vida comunitária. Especificamente sobre a concepção de educação apresentada em Walden II, é correto afirmar que:
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Q4108026 Português

Bullying no ambiente escolar: dados da pesquisa nacional de 2024


Recentemente, foi lançada a Pesquisa Nacional sobre o Bullying no Ambiente Educacional Brasileiro (2024), com objetivo de compreender as experiências de estudantes nas instituições de ensino do Brasil. Os resultados revelam que o bullying e diversas formas de violência aparecem como realidade frequente: 90% dos entrevistados sofreram agressão verbal, 34% relataram violência física e 34% já passaram por assédio sexual escola. Além disso, 31% sofreram cyberbullying. A maioria das agressões parte de outros estudantes, mas educadores também aparecem como agressores em parte dos relatos. As respostas institucionais são consideradas ineficazes: apenas 31% das vítimas buscaram apoio na escola e, desses, 69% relataram que nenhuma providência foi tomada. Como consequência, os impactos são graves na saúde mental e no percurso escolar dos jovens, com risco elevado de abandono escolar, especialmente entre estudantes em situação de maior vulnerabilidade. Os dados demonstram a urgência de políticas públicas de proteção e promoção de ambientes escolares seguros e acolhedores para todos os estudantes.



MINISTÉRIO PÚBLICO DO PARANÁ. Pesquisa Nacional sobre o Bullying no Ambiente Educacional Brasileiro (2024). Disponível em: https://site.mppr.mp.br/direito/Noticia/Pesquisa-Nacional-sobre-o-Bullyi ng-no-Ambiente-Educacional-Brasileiro-2024. Acesso em: 13 abr. 2026. (Fragmento).

Considerando o trecho "A maioria das agressões parte de outros estudantes, mas educadores também aparecem como agressores em parte dos relatos.", analise o fenômeno de concordância verbal presente na expressão "A maioria das agressões parte", à luz da norma-padrão da língua portuguesa e de suas possibilidades de variação admitidas em contextos formais.

Assinale a alternativa que apresenta a análise correta.
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Q4108025 Português

Bullying no ambiente escolar: dados da pesquisa nacional de 2024


Recentemente, foi lançada a Pesquisa Nacional sobre o Bullying no Ambiente Educacional Brasileiro (2024), com objetivo de compreender as experiências de estudantes nas instituições de ensino do Brasil. Os resultados revelam que o bullying e diversas formas de violência aparecem como realidade frequente: 90% dos entrevistados sofreram agressão verbal, 34% relataram violência física e 34% já passaram por assédio sexual escola. Além disso, 31% sofreram cyberbullying. A maioria das agressões parte de outros estudantes, mas educadores também aparecem como agressores em parte dos relatos. As respostas institucionais são consideradas ineficazes: apenas 31% das vítimas buscaram apoio na escola e, desses, 69% relataram que nenhuma providência foi tomada. Como consequência, os impactos são graves na saúde mental e no percurso escolar dos jovens, com risco elevado de abandono escolar, especialmente entre estudantes em situação de maior vulnerabilidade. Os dados demonstram a urgência de políticas públicas de proteção e promoção de ambientes escolares seguros e acolhedores para todos os estudantes.



MINISTÉRIO PÚBLICO DO PARANÁ. Pesquisa Nacional sobre o Bullying no Ambiente Educacional Brasileiro (2024). Disponível em: https://site.mppr.mp.br/direito/Noticia/Pesquisa-Nacional-sobre-o-Bullyi ng-no-Ambiente-Educacional-Brasileiro-2024. Acesso em: 13 abr. 2026. (Fragmento).

Considerando o trecho "As respostas institucionais são consideradas ineficazes: apenas 31% das vítimas buscaram apoio na escola e, desses, 69% relataram que nenhuma providência foi tomada.", analise os aspectos relacionados à pontuação (vírgula e dois pontos) e à classificação da oração subordinada destacada:

I.Os dois pontos introduzem uma explicitação do conteúdo anterior, estabelecendo relação de esclarecimento entre a oração inicial e os dados apresentados na sequência.

II.As vírgulas em "e, desses, 69% relataram" isolam um termo intercalado que retoma anaforicamente o grupo anterior, contribuindo para a coesão textual.

III.A oração "que nenhuma providência foi tomada" classifica-se como subordinada substantiva objetiva direta, funcionando como complemento do verbo "relataram".

É correto o que se afirma em:
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Q4108024 Português

Bullying no ambiente escolar: dados da pesquisa nacional de 2024


Recentemente, foi lançada a Pesquisa Nacional sobre o Bullying no Ambiente Educacional Brasileiro (2024), com objetivo de compreender as experiências de estudantes nas instituições de ensino do Brasil. Os resultados revelam que o bullying e diversas formas de violência aparecem como realidade frequente: 90% dos entrevistados sofreram agressão verbal, 34% relataram violência física e 34% já passaram por assédio sexual escola. Além disso, 31% sofreram cyberbullying. A maioria das agressões parte de outros estudantes, mas educadores também aparecem como agressores em parte dos relatos. As respostas institucionais são consideradas ineficazes: apenas 31% das vítimas buscaram apoio na escola e, desses, 69% relataram que nenhuma providência foi tomada. Como consequência, os impactos são graves na saúde mental e no percurso escolar dos jovens, com risco elevado de abandono escolar, especialmente entre estudantes em situação de maior vulnerabilidade. Os dados demonstram a urgência de políticas públicas de proteção e promoção de ambientes escolares seguros e acolhedores para todos os estudantes.



MINISTÉRIO PÚBLICO DO PARANÁ. Pesquisa Nacional sobre o Bullying no Ambiente Educacional Brasileiro (2024). Disponível em: https://site.mppr.mp.br/direito/Noticia/Pesquisa-Nacional-sobre-o-Bullyi ng-no-Ambiente-Educacional-Brasileiro-2024. Acesso em: 13 abr. 2026. (Fragmento).

Considere as afirmativas relacionadas ao texto apresentado a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)O texto permite inferir que a ineficácia das respostas institucionais contribui para o agravamento dos impactos do bullying, uma vez que a ausência de providências desestimula a busca de apoio pelas vítimas e perpetua o ciclo de violência escolar.

(__)Segundo o texto, os educadores são identificados como os principais agressores nas situações de bullying relatadas pelos estudantes, superando numericamente as agressões praticadas pelos próprios pares.

(__)A ideia de que estudantes em maior vulnerabilidade enfrentam risco elevado de abandono escolar está explicitamente presente no texto como consequência dos impactos do bullying sobre a saúde mental e o percurso escolar dos jovens.

Assinale a alternativa com a sequência correta de cima para baixo:
Alternativas
Q4107926 Português
Bullying no ambiente escolar: dados da pesquisa nacional de 2024


Recentemente, foi lançada a Pesquisa Nacional sobre o Bullying no Ambiente Educacional Brasileiro (2024), com objetivo de compreender as experiências de estudantes nas instituições de ensino do Brasil. Os resultados revelam que o bullying e diversas formas de violência aparecem como realidade frequente: 90% dos entrevistados sofreram agressão verbal, 34% relataram violência física e 34% já passaram por assédio sexual na escola. Além disso, 31% sofreram cyberbullying. A maioria das agressões parte de outros estudantes, mas educadores também aparecem como agressores em parte dos relatos. As respostas institucionais são consideradas ineficazes: apenas 31% das vítimas buscaram apoio na escola e, desses, 69% relataram que nenhuma providência foi tomada. Como consequência, os impactos são graves na saúde mental e no percurso escolar dos jovens, com risco elevado de abandono escolar, especialmente entre estudantes em situação de maior vulnerabilidade. Os dados demonstram a urgência de políticas públicas de proteção e promoção de ambientes escolares seguros e acolhedores para todos os estudantes.


MINISTÉRIO PÚBLICO DO PARANÁ. Pesquisa Nacional sobre o Bullying no Ambiente Educacional Brasileiro (2024). Disponível em: https://site.mppr.mp.br/direito/Noticia/Pesquisa-Nacional-sobre-o-Bullyi ng-no-Ambiente-Educacional-Brasileiro-2024. Acesso em: 13 abr. 2026. (Fragmento).
Considerando o trecho "A maioria das agressões parte de outros estudantes, mas educadores também aparecem como agressores em parte dos relatos.", analise o fenômeno de concordância verbal presente na expressão "A maioria das agressões parte", à luz da norma-padrão da língua portuguesa e de suas possibilidades de variação admitidas em contextos formais.
Assinale a alternativa que apresenta a análise correta.
Alternativas
Q4107925 Português
Bullying no ambiente escolar: dados da pesquisa nacional de 2024


Recentemente, foi lançada a Pesquisa Nacional sobre o Bullying no Ambiente Educacional Brasileiro (2024), com objetivo de compreender as experiências de estudantes nas instituições de ensino do Brasil. Os resultados revelam que o bullying e diversas formas de violência aparecem como realidade frequente: 90% dos entrevistados sofreram agressão verbal, 34% relataram violência física e 34% já passaram por assédio sexual na escola. Além disso, 31% sofreram cyberbullying. A maioria das agressões parte de outros estudantes, mas educadores também aparecem como agressores em parte dos relatos. As respostas institucionais são consideradas ineficazes: apenas 31% das vítimas buscaram apoio na escola e, desses, 69% relataram que nenhuma providência foi tomada. Como consequência, os impactos são graves na saúde mental e no percurso escolar dos jovens, com risco elevado de abandono escolar, especialmente entre estudantes em situação de maior vulnerabilidade. Os dados demonstram a urgência de políticas públicas de proteção e promoção de ambientes escolares seguros e acolhedores para todos os estudantes.


MINISTÉRIO PÚBLICO DO PARANÁ. Pesquisa Nacional sobre o Bullying no Ambiente Educacional Brasileiro (2024). Disponível em: https://site.mppr.mp.br/direito/Noticia/Pesquisa-Nacional-sobre-o-Bullyi ng-no-Ambiente-Educacional-Brasileiro-2024. Acesso em: 13 abr. 2026. (Fragmento).
Considere as afirmativas relacionadas ao texto apresentado a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)O texto permite inferir que a ineficácia das respostas institucionais contribui para o agravamento dos impactos do bullying, uma vez que a ausência de providências desestimula a busca de apoio pelas vítimas e perpetua o ciclo de violência escolar.

(__)Segundo o texto, os educadores são identificados como os principais agressores nas situações de bullying relatadas pelos estudantes, superando numericamente as agressões praticadas pelos próprios pares.

(__)A ideia de que estudantes em maior vulnerabilidade enfrentam risco elevado de abandono escolar está explicitamente presente no texto como consequência dos impactos do bullying sobre a saúde mental e o percurso escolar dos jovens.

Assinale a alternativa com a sequência correta de cima para baixo:
Alternativas
Q4107924 Português
Bullying no ambiente escolar: dados da pesquisa nacional de 2024


Recentemente, foi lançada a Pesquisa Nacional sobre o Bullying no Ambiente Educacional Brasileiro (2024), com objetivo de compreender as experiências de estudantes nas instituições de ensino do Brasil. Os resultados revelam que o bullying e diversas formas de violência aparecem como realidade frequente: 90% dos entrevistados sofreram agressão verbal, 34% relataram violência física e 34% já passaram por assédio sexual na escola. Além disso, 31% sofreram cyberbullying. A maioria das agressões parte de outros estudantes, mas educadores também aparecem como agressores em parte dos relatos. As respostas institucionais são consideradas ineficazes: apenas 31% das vítimas buscaram apoio na escola e, desses, 69% relataram que nenhuma providência foi tomada. Como consequência, os impactos são graves na saúde mental e no percurso escolar dos jovens, com risco elevado de abandono escolar, especialmente entre estudantes em situação de maior vulnerabilidade. Os dados demonstram a urgência de políticas públicas de proteção e promoção de ambientes escolares seguros e acolhedores para todos os estudantes.


MINISTÉRIO PÚBLICO DO PARANÁ. Pesquisa Nacional sobre o Bullying no Ambiente Educacional Brasileiro (2024). Disponível em: https://site.mppr.mp.br/direito/Noticia/Pesquisa-Nacional-sobre-o-Bullyi ng-no-Ambiente-Educacional-Brasileiro-2024. Acesso em: 13 abr. 2026. (Fragmento).
Considerando o trecho "As respostas institucionais são consideradas ineficazes: apenas 31% das vítimas buscaram apoio na escola e, desses, 69% relataram que nenhuma providência foi tomada.", analise os aspectos relacionados à pontuação (vírgula e dois pontos) e à classificação da oração subordinada destacada:

I.Os dois pontos introduzem uma explicitação do conteúdo anterior, estabelecendo relação de esclarecimento entre a oração inicial e os dados apresentados na sequência.

II.As vírgulas em "e, desses, 69% relataram" isolam um termo intercalado que retoma anaforicamente o grupo anterior, contribuindo para a coesão textual.

III.A oração "que nenhuma providência foi tomada" classifica-se como subordinada substantiva objetiva direta, funcionando como complemento do verbo "relataram".

É correto o que se afirma em:
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Q4107798 Português
No livro Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer?, de Maria Teresa Eglér Mantoan, no capítulo “Inclusão escolar: como fazer?”, seção “Ensinar a turma toda: sem exceções e exclusões”, a autora critica o ensino seletivo e afirma que ele é ideal para gerar determinados efeitos no cotidiano escolar. Considerando a os efeitos destacados pela autora, assinale a alternativa correta. 
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Q4107020 Português

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



                                                                                    Procurar o quê

    O que a gente procura muito e sempre não é isto nem aquilo. É outra coisa.


   Se me perguntam que coisa é essa, não respondo, porque não é da conta de ninguém o que estou procurando.


   Mesmo que quisesse responder, eu não podia. Não sei o que procuro. Deve ser por isso mesmo que procuro.


   Me chamam de bobo porque vivo olhando aqui e ali, nos ninhos, nos caramujos, nas panelas, nas folhas de bananeira, nas gretas do muro, nos espaços vazios.


   Até agora não encontrei nada. Ou encontrei coisas que não eram a coisa procurada sem saber, e desejava.


   Meu irmão diz que não tenho mesmo jeito, porque não sinto o prazer dos outros na água do açude, na comida, na manga, e procuro inventar um prazer que ninguém sentiu ainda.


   Ele tem experiência de mato e de cidade, sabe explorar os mundos, as horas. Eu tropeço no possível e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casca do impossível.


   Um dia descubro. Vai ser fácil, existente, de pegar na mão e sentir. Não sei o que é. Não imagino forma, cor, tamanho. Nesse dia vou rir de todos.


   Ou não. A coisa que me espera, não poderei mostrar para ninguém. Há de ser invisível para todo mundo, menos para mim, que de tanto procurar fiquei com merecimento de achar e direito de esconder.


  • *Este poema em prosa é de Carlos Drummond de Andrade, e consta do livro Esquecer para lembrar, no qual o poeta se dedica a recordar experiências marcantes de sua infância. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979, p. 43.

Se me perguntam que coisa é essa, não respondo, porque não é da conta de ninguém


A frase acima conservará seu sentido e sua correção caso se substituam os elementos sublinhados, na ordem dada, por

Alternativas
Q4107018 Português

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



                                                                                    Procurar o quê

    O que a gente procura muito e sempre não é isto nem aquilo. É outra coisa.


   Se me perguntam que coisa é essa, não respondo, porque não é da conta de ninguém o que estou procurando.


   Mesmo que quisesse responder, eu não podia. Não sei o que procuro. Deve ser por isso mesmo que procuro.


   Me chamam de bobo porque vivo olhando aqui e ali, nos ninhos, nos caramujos, nas panelas, nas folhas de bananeira, nas gretas do muro, nos espaços vazios.


   Até agora não encontrei nada. Ou encontrei coisas que não eram a coisa procurada sem saber, e desejava.


   Meu irmão diz que não tenho mesmo jeito, porque não sinto o prazer dos outros na água do açude, na comida, na manga, e procuro inventar um prazer que ninguém sentiu ainda.


   Ele tem experiência de mato e de cidade, sabe explorar os mundos, as horas. Eu tropeço no possível e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casca do impossível.


   Um dia descubro. Vai ser fácil, existente, de pegar na mão e sentir. Não sei o que é. Não imagino forma, cor, tamanho. Nesse dia vou rir de todos.


   Ou não. A coisa que me espera, não poderei mostrar para ninguém. Há de ser invisível para todo mundo, menos para mim, que de tanto procurar fiquei com merecimento de achar e direito de esconder.


  • *Este poema em prosa é de Carlos Drummond de Andrade, e consta do livro Esquecer para lembrar, no qual o poeta se dedica a recordar experiências marcantes de sua infância. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979, p. 43.
No contexto do poema, ao afirmar que de tanto procurar fiquei com merecimento de achar e direito de esconder, o menino deixa claro
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Q4107013 Português

Atenção: Para responder à questão abaixo, baseie-se no texto abaixo.


Um inseto sentimental

    A primeira frase da crônica é quase sempre a mais difícil, mas quando as palavras aparecem no papel, a mão que segura a caneta fica mais leve e envereda para um lugar desconhecido...


    No entanto, basta surgir um inseto para mudar toda a história: o movimento da mão é interrompido pelo intruso, que voa em círculos e zune com insistência. Uma picada no pescoço ou no braço pode acabar com a alegria de escrever uma crônica, mesmo sabendo que vou reescrevê-la mais tarde. Deixo a caneta na mesa, pego ao acaso uma revista e tento afugentar o intruso. Não há mais silêncio, já me desconcentrou, apagou a ideia luminosa da crônica que nascera.


    Apago a lâmpada: talvez ele se acalme na penumbra. O voo lento pode ser uma trégua e, pensando bem, o inseto não é tão ameaçador assim. De repente, um voo rápido em espiral, e três palmos ele se equilibra no ar, helicóptero perfeito. Uns segundos depois, navega na horizontal e se refugia numa caixa de papelão.


    Acendo a lâmpada, me aproximo da caixa e vejo meu ex-inimigo no centro de uma fotografia antiga. Repousa no rosto de uma mulher ainda jovem, que sorri para a lente do fotógrafo. Pego com cuidado a foto, saio do quarto e o inseto some na tarde morna. Minha mãe me abraça numa manhã de 1960: nós dois aninhados no banco da praça da Matriz, aonde ela levara seu menino para ver o aviário e conversar com os pássaros. Devo essa lembrança ao inseto estranho e sentimental, que me roubou a ideia de uma crônica, mas me deu outra. Agora, quando já escurece, é pegar a caneta e escrever a primeira frase, quase sempre a mais difícil.


(Adaptado de HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 11-12)

É plenamente adequada a correlação entre os tempos e modos verbais na frase

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Q4107012 Português

Atenção: Para responder à questão abaixo, baseie-se no texto abaixo.


Um inseto sentimental

    A primeira frase da crônica é quase sempre a mais difícil, mas quando as palavras aparecem no papel, a mão que segura a caneta fica mais leve e envereda para um lugar desconhecido...


    No entanto, basta surgir um inseto para mudar toda a história: o movimento da mão é interrompido pelo intruso, que voa em círculos e zune com insistência. Uma picada no pescoço ou no braço pode acabar com a alegria de escrever uma crônica, mesmo sabendo que vou reescrevê-la mais tarde. Deixo a caneta na mesa, pego ao acaso uma revista e tento afugentar o intruso. Não há mais silêncio, já me desconcentrou, apagou a ideia luminosa da crônica que nascera.


    Apago a lâmpada: talvez ele se acalme na penumbra. O voo lento pode ser uma trégua e, pensando bem, o inseto não é tão ameaçador assim. De repente, um voo rápido em espiral, e três palmos ele se equilibra no ar, helicóptero perfeito. Uns segundos depois, navega na horizontal e se refugia numa caixa de papelão.


    Acendo a lâmpada, me aproximo da caixa e vejo meu ex-inimigo no centro de uma fotografia antiga. Repousa no rosto de uma mulher ainda jovem, que sorri para a lente do fotógrafo. Pego com cuidado a foto, saio do quarto e o inseto some na tarde morna. Minha mãe me abraça numa manhã de 1960: nós dois aninhados no banco da praça da Matriz, aonde ela levara seu menino para ver o aviário e conversar com os pássaros. Devo essa lembrança ao inseto estranho e sentimental, que me roubou a ideia de uma crônica, mas me deu outra. Agora, quando já escurece, é pegar a caneta e escrever a primeira frase, quase sempre a mais difícil.


(Adaptado de HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 11-12)

A primeira frase da crônica é quase sempre a mais difícil, mas quando as palavras aparecem no papel, a mão que segura a caneta fica mais leve (...).


No enunciado acima, o segmento sublinhado tem como equivalência de sentido

Alternativas
Q4107011 Português

Atenção: Para responder à questão abaixo, baseie-se no texto abaixo.


Um inseto sentimental

    A primeira frase da crônica é quase sempre a mais difícil, mas quando as palavras aparecem no papel, a mão que segura a caneta fica mais leve e envereda para um lugar desconhecido...


    No entanto, basta surgir um inseto para mudar toda a história: o movimento da mão é interrompido pelo intruso, que voa em círculos e zune com insistência. Uma picada no pescoço ou no braço pode acabar com a alegria de escrever uma crônica, mesmo sabendo que vou reescrevê-la mais tarde. Deixo a caneta na mesa, pego ao acaso uma revista e tento afugentar o intruso. Não há mais silêncio, já me desconcentrou, apagou a ideia luminosa da crônica que nascera.


    Apago a lâmpada: talvez ele se acalme na penumbra. O voo lento pode ser uma trégua e, pensando bem, o inseto não é tão ameaçador assim. De repente, um voo rápido em espiral, e três palmos ele se equilibra no ar, helicóptero perfeito. Uns segundos depois, navega na horizontal e se refugia numa caixa de papelão.


    Acendo a lâmpada, me aproximo da caixa e vejo meu ex-inimigo no centro de uma fotografia antiga. Repousa no rosto de uma mulher ainda jovem, que sorri para a lente do fotógrafo. Pego com cuidado a foto, saio do quarto e o inseto some na tarde morna. Minha mãe me abraça numa manhã de 1960: nós dois aninhados no banco da praça da Matriz, aonde ela levara seu menino para ver o aviário e conversar com os pássaros. Devo essa lembrança ao inseto estranho e sentimental, que me roubou a ideia de uma crônica, mas me deu outra. Agora, quando já escurece, é pegar a caneta e escrever a primeira frase, quase sempre a mais difícil.


(Adaptado de HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 11-12)

Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas na frase:

Alternativas
Q4107009 Português

Atenção: Para responder à questão abaixo, baseie-se no texto abaixo.


Um inseto sentimental

    A primeira frase da crônica é quase sempre a mais difícil, mas quando as palavras aparecem no papel, a mão que segura a caneta fica mais leve e envereda para um lugar desconhecido...


    No entanto, basta surgir um inseto para mudar toda a história: o movimento da mão é interrompido pelo intruso, que voa em círculos e zune com insistência. Uma picada no pescoço ou no braço pode acabar com a alegria de escrever uma crônica, mesmo sabendo que vou reescrevê-la mais tarde. Deixo a caneta na mesa, pego ao acaso uma revista e tento afugentar o intruso. Não há mais silêncio, já me desconcentrou, apagou a ideia luminosa da crônica que nascera.


    Apago a lâmpada: talvez ele se acalme na penumbra. O voo lento pode ser uma trégua e, pensando bem, o inseto não é tão ameaçador assim. De repente, um voo rápido em espiral, e três palmos ele se equilibra no ar, helicóptero perfeito. Uns segundos depois, navega na horizontal e se refugia numa caixa de papelão.


    Acendo a lâmpada, me aproximo da caixa e vejo meu ex-inimigo no centro de uma fotografia antiga. Repousa no rosto de uma mulher ainda jovem, que sorri para a lente do fotógrafo. Pego com cuidado a foto, saio do quarto e o inseto some na tarde morna. Minha mãe me abraça numa manhã de 1960: nós dois aninhados no banco da praça da Matriz, aonde ela levara seu menino para ver o aviário e conversar com os pássaros. Devo essa lembrança ao inseto estranho e sentimental, que me roubou a ideia de uma crônica, mas me deu outra. Agora, quando já escurece, é pegar a caneta e escrever a primeira frase, quase sempre a mais difícil.


(Adaptado de HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 11-12)

Entre os recursos da elaboração deste texto, pode-se afirmar que

Alternativas
Respostas
2501: D
2502: B
2503: C
2504: A
2505: C
2506: E
2507: C
2508: A
2509: B
2510: A
2511: C
2512: D
2513: C
2514: A
2515: B
2516: D
2517: C
2518: E
2519: C
2520: E