Questões de Concurso Sobre português

Foram encontradas 255.472 questões

Q3921763 Português
Analise a propaganda da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM) publicada na edição especial “Amazônia”, da revista Realidade, de 1972.

Imagem associada para resolução da questão
(Fernanda Wenzel. https://oeco.org.br, 04.10.2020. Adaptado.)

A propaganda aborda
Alternativas
Q3921762 Português
     Os indígenas estão tendo maior acesso às universidades públicas. Em 2022, pouco mais de 6 mil indígenas estavam matriculados em uma das 26 instituições de Ensino Superior da Amazônia Legal. Esse número é três vezes maior do que em 2013, primeiro ano de aplicação da Lei Federal de Cotas (12.711/2012). Entre 2012 e 2022, o total de estudantes indígenas matriculados cresceu 245% nessa região. Por outro lado, em 10 anos, de 2012 a 2022, 53757 indígenas se matricularam em cursos de graduação públicos na Amazônia Legal, mas apenas 5327 concluíram os estudos, o que representa uma taxa de conclusão inferior a 10%.
(Daniela Souza et al. https://infoamazonia.org, 14.10.2024. Adaptado.)

Os dados abordados no excerto sobre a Amazônia Legal revelam que
Alternativas
Q3921761 Português
   Centenas de artefatos revelaram uma complexa rede comercial dos astecas, que incluía trocas com sociedades rivais para obter diferentes tipos de obsidiana. Os astecas usavam esse vidro vulcânico para fazer ferramentas, peças ornamentais ou objetos religiosos há séculos. O antropólogo Diego Matadamas-Gomora e sua equipe de pesquisa ficaram surpresos com a variedade de tipos de obsidiana encontrados na antiga capital, que supera a encontrada em outros locais da Mesoamérica. A descoberta também lança luz sobre como a sociedade asteca evoluiu antes da queda do império em 1520, ao mostrar como o uso da obsidiana mudou ao longo do tempo.
(Ashley Strickland. www.cnnbrasil.com.br, 16.05.2025. Adaptado.)

O uso do vidro vulcânico pelos astecas, como retratado no excerto, revela a
Alternativas
Q3921760 Português
    Na tradição africana, a palavra falada, além de seu valor fundamental, possui um caráter sagrado que se associa à sua origem divina e às forças ocultas nela depositadas. A tradição oral, que não se limita aos contos e lendas nem aos relatos míticos e históricos, é a grande escola da vida, recobrindo e englobando todos os seus aspectos. Nela, o espiritual e o material não se dissociam. Falando segundo a compreensão de cada pessoa, ela se coloca ao alcance de todos.
    A tradição oral é, ao mesmo tempo, religião, conhecimento, ciência natural, aprendizado de ofício, história, divertimento e recreação. Baseada na prática e na experiência, ela se relaciona à totalidade do ser humano e, assim, contribui para criar um tipo especial de pessoa e moldar sua alma.
(Nei Lopes e Luiz Antonio Simas. Filosofias africanas: uma introdução, 2022. Adaptado.)

De acordo com o excerto, na tradição africana, a linguagem verbal
Alternativas
Q3921752 Português
Para responder à questão, leia o início da famosa Carta de achamento do Brasil, escrita por Pero Vaz de Caminha.


     Senhor,

    Posto que o capitão-mor desta vossa frota e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza sobre a nova do achamento desta vossa terra nova, que agora nesta navegação se achou, não deixarei também de dar notícias disso a Vossa Alteza, e o farei o melhor possível, ainda que, para bem contar e falar, eu saiba pior que todos fazer. Entretanto, tome Vossa Alteza a minha ignorância por boa vontade e por certo creia que, sem aformosear1 ou afear2 , não contarei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. Da marinhagem3 e das singraduras4 do caminho não darei aqui conta a Vossa Alteza porque o não saberei fazer e também porque são os pilotos que devem ter esse cuidado. E, portanto, Senhor, do que hei de falar começo e digo.

(Carta de achamento do Brasil, 2021.)


1 aformosear: embelezar.

2 afear: enfeiar, tornar feio.

3 marinhagem: manobras náuticas, ou seja, aspectos técnicos da navegação a vela.

4 singradura: percurso marítimo realizado ao longo de um dia.
Em “Posto que o capitão-mor desta vossa frota e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza sobre a nova do achamento desta vossa terra nova, [...] não deixarei também de dar notícias disso a Vossa Alteza”, a locução conjuntiva “Posto que” introduz uma oração adverbial que expressa ideia de
Alternativas
Q3921751 Português
Para responder à questão, leia o início da famosa Carta de achamento do Brasil, escrita por Pero Vaz de Caminha.


     Senhor,

    Posto que o capitão-mor desta vossa frota e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza sobre a nova do achamento desta vossa terra nova, que agora nesta navegação se achou, não deixarei também de dar notícias disso a Vossa Alteza, e o farei o melhor possível, ainda que, para bem contar e falar, eu saiba pior que todos fazer. Entretanto, tome Vossa Alteza a minha ignorância por boa vontade e por certo creia que, sem aformosear1 ou afear2 , não contarei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. Da marinhagem3 e das singraduras4 do caminho não darei aqui conta a Vossa Alteza porque o não saberei fazer e também porque são os pilotos que devem ter esse cuidado. E, portanto, Senhor, do que hei de falar começo e digo.

(Carta de achamento do Brasil, 2021.)


1 aformosear: embelezar.

2 afear: enfeiar, tornar feio.

3 marinhagem: manobras náuticas, ou seja, aspectos técnicos da navegação a vela.

4 singradura: percurso marítimo realizado ao longo de um dia.
No trecho “sem aformosear ou afear, não contarei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu”, Caminha diz que será
Alternativas
Q3921750 Português
Para responder à questão, leia o início da famosa Carta de achamento do Brasil, escrita por Pero Vaz de Caminha.


     Senhor,

    Posto que o capitão-mor desta vossa frota e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza sobre a nova do achamento desta vossa terra nova, que agora nesta navegação se achou, não deixarei também de dar notícias disso a Vossa Alteza, e o farei o melhor possível, ainda que, para bem contar e falar, eu saiba pior que todos fazer. Entretanto, tome Vossa Alteza a minha ignorância por boa vontade e por certo creia que, sem aformosear1 ou afear2 , não contarei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. Da marinhagem3 e das singraduras4 do caminho não darei aqui conta a Vossa Alteza porque o não saberei fazer e também porque são os pilotos que devem ter esse cuidado. E, portanto, Senhor, do que hei de falar começo e digo.

(Carta de achamento do Brasil, 2021.)


1 aformosear: embelezar.

2 afear: enfeiar, tornar feio.

3 marinhagem: manobras náuticas, ou seja, aspectos técnicos da navegação a vela.

4 singradura: percurso marítimo realizado ao longo de um dia.
“não deixarei também de dar notícias disso a Vossa Alteza, e o farei o melhor possível, ainda que, para bem contar e falar, eu saiba pior que todos fazer.”
No trecho sublinhado, o escrivão Caminha vale-se claramente de um recurso retórico cujo objetivo é simular
Alternativas
Q3921749 Português
Para responder à questão, leia a “Lira VIII” da obra poética Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga




1grilhão: corrente de ferro usada para prender as pernas de criminosos.

2 rular: produzir arrulos (sons emitidos pelas pombas).

3 c’os: com os.

4 mole pouso: macio pouso (ou seja, ninho).

5 altivo: dominado pela arrogância, pela soberba.
O modo verbal imperativo é empregado com o intuito de exortar, ou seja, induzir um interlocutor a cumprir a ação indicada pelo verbo. É, pois, o modo verbal que indica exortação, conselho, pedido, ordem etc.

O eu lírico utiliza modo imperativo no verso:
Alternativas
Q3921621 Português

O conceito é exato: trabalhar sem endereço fixo, viajando pelo mundo. Há anos já falamos sobre nomadismo digital e como essa modalidade de viagem pode unir o útil ao agradável. Mas, afinal, será que dá mesmo para reunir o melhor dos dois mundos e viajar trabalhando (ou trabalhar viajando)? A que se deve isso? Muito à chamada “revolução do trabalho” da última década. E, em especial, à onda de trabalho remoto que fez o número de trabalhadores autônomos crescer desde 2020, em razão da pandemia, favorecendo essa liberdade de se trabalhar em qualquer lugar do mundo.


(www.terra.com.br, 24.05.2025. Adaptado.)


A condição de trabalho dos chamados “nômades digitais” estabeleceu-se diante

Alternativas
Q3921617 Português

Atualmente, a família de trabalhadores é múltipla e as novas gerações vindas dos anos 1970, 1980 e 1990 têm características sociopolíticas diferentes. Não são mais os trabalhadores manuais orientados pelas grandes organizações sindicais e políticas que pesam na dinâmica das relações sociais, mas os estudantes, os técnicos, trabalhadores intelectuais mobilizados na economia dos serviços (setor terciário), o telemarketing etc. Esses formam os novos batalhões de classes média-baixas urbanas e precárias que têm acesso aos ganhos públicos e ao emprego, mas de maneira intermitente.


(Christophe Ventura. https://outraspalavras.net, 06.08.2013. Adaptado.)


De acordo com o excerto, a classe trabalhadora contemporânea é

Alternativas
Q3921616 Português

Pesquisadores desenvolveram mecanismos que possibilitam aos novos sistemas de inteligência artificial (IA) explicar sua cadeia de processamento passo a passo. De fato, as mensagens geradas por esses novos sistemas podem parecer uma linha estruturada de raciocínio lógico, o que parece muito surpreendente. No entanto, essas explicações são falaciosas. Quando os grandes modelos de linguagem, usados pelas IAs, afirmam “estar pensando” sobre um problema, o que fazem é apenas gerar probabilisticamente mais texto com base em valores intermediários de processamento, não necessariamente relatando os processos computacionais usados para chegar à resposta. Quando solicitados a explicar seu raciocínio, esses modelos constroem uma narrativa plausível e, muitas vezes, sugerem que seguiram uma lógica estruturada, quando na verdade fizeram meros cálculos textuais probabilísticos.


(https://g1.globo.com, 23.06.2025. Adaptado.)


O trecho da notícia revela que

Alternativas
Q3921614 Português
Fomos, durante muito tempo, embalados com a história de que somos a humanidade e nos alienamos desse organismo de que somos parte, a Terra, passando a pensar que ele é uma coisa e nós, outra: a Terra e a humanidade. Eu não percebo que exista algo que não seja natureza. Tudo é natureza. O cosmos é natureza. Tudo em que eu consigo pensar é natureza. Nós, a humanidade, vamos viver em ambientes artificiais produzidos pelas grandes corporações, que são os donos da grana.
(Ailton Krenak. O amanhã não está à venda, 2020.)
No excerto, escrito pelo líder indígena Ailton Krenak, há uma reflexão sobre a
Alternativas
Q3921613 Português

Após sete anos da aprovação da Reforma Trabalhista de 2017, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas mostra que sete em cada dez trabalhadores brasileiros autônomos gostariam de ter carteira assinada. O sonho do trabalho formal é maior entre os mais pobres. A pesquisa mostra que 75,6% dos autônomos com renda de até um salário mínimo gostaria de ter um trabalho com carteira assinada. Já entre aqueles com renda entre um e três salários mínimos, o nível chega 70,8%. Segundo essa pesquisa, os autônomos têm baixos salários e a renda, por sua vez, tem forte variação. O salário de 19,8% dos trabalhadores informais pode oscilar mais de 20% de um mês para o outro. Já entre os trabalhadores com carteira assinada, a oscilação é de apenas 4,7%.


(https://iclnoticias.com.br, 28.08.2024. Adaptado.)


Essa pesquisa demonstra

Alternativas
Q3921604 Português

O nome da rapsódia é Macunaíma, mas não é só Macunaíma. Mário de Andrade quis dizer alguma coisa do seu protagonista e acrescentou ao título um atributo paradoxal: o herói sem nenhum caráter.


(Alfredo Bosi. Céu, inferno: ensaios de crítica literária e ideológica, 2003.)


No contexto da obra, o atributo “o herói sem nenhum caráter” justifica-se em razão da

Alternativas
Q3921603 Português

Para responder à questão, leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.


   

      E foi obedecendo a essa ordem de ideias que [Policarpo Quaresma] comprou aquele sítio, cujo nome — Sossego — cabia tão bem à nova vida que adotara, após a tempestade que o sacudira durante quase um ano. [...]


    Ele foi contente. Como era tão simples viver na nossa terra! Quatro contos de réis por ano, tirados da terra, facilmente, docemente, alegremente! Oh! terra abençoada! Como é que toda a gente queria ser empregado público, apodrecer numa banca, sofrer na sua independência e no seu orgulho? Como é que se preferia viver em casas apertadas, sem ar, sem luz, respirar um ambiente epidêmico, sustentar-se de maus alimentos, quando se podia tão facilmente obter uma vida feliz, farta, livre, alegre e saudável?


    E era agora que ele chegava a essa conclusão, depois de ter sofrido a miséria da cidade e o emasculamento1 da repartição pública, durante tanto tempo! Chegara tarde, mas não a ponto de que não pudesse, antes da morte, travar conhecimento com a doce vida campestre e a feracidade2 das terras brasileiras. Então pensou que foram vãos aqueles seus desejos de reformas capitais nas instituições e costumes: o que era principal à grandeza da pátria estremecida era uma forte base agrícola, um culto pelo seu solo ubérrimo3, para alicerçar fortemente todos os outros destinos que ela tinha de preencher.


(Triste fim de Policarpo Quaresma, 2011.)


1emasculamento: perda da virilidade, perda da força ou do vigor.

2feracidade: fertilidade.

3ubérrimo: extremamente úbere (ou seja, fértil).

Sufixação é o processo de formação de palavras por meio de sufixo. É formada pelo acréscimo de um sufixo superlativo a seguinte palavra do texto:
Alternativas
Q3921602 Português

Para responder à questão, leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.


   

      E foi obedecendo a essa ordem de ideias que [Policarpo Quaresma] comprou aquele sítio, cujo nome — Sossego — cabia tão bem à nova vida que adotara, após a tempestade que o sacudira durante quase um ano. [...]


    Ele foi contente. Como era tão simples viver na nossa terra! Quatro contos de réis por ano, tirados da terra, facilmente, docemente, alegremente! Oh! terra abençoada! Como é que toda a gente queria ser empregado público, apodrecer numa banca, sofrer na sua independência e no seu orgulho? Como é que se preferia viver em casas apertadas, sem ar, sem luz, respirar um ambiente epidêmico, sustentar-se de maus alimentos, quando se podia tão facilmente obter uma vida feliz, farta, livre, alegre e saudável?


    E era agora que ele chegava a essa conclusão, depois de ter sofrido a miséria da cidade e o emasculamento1 da repartição pública, durante tanto tempo! Chegara tarde, mas não a ponto de que não pudesse, antes da morte, travar conhecimento com a doce vida campestre e a feracidade2 das terras brasileiras. Então pensou que foram vãos aqueles seus desejos de reformas capitais nas instituições e costumes: o que era principal à grandeza da pátria estremecida era uma forte base agrícola, um culto pelo seu solo ubérrimo3, para alicerçar fortemente todos os outros destinos que ela tinha de preencher.


(Triste fim de Policarpo Quaresma, 2011.)


1emasculamento: perda da virilidade, perda da força ou do vigor.

2feracidade: fertilidade.

3ubérrimo: extremamente úbere (ou seja, fértil).

“o que era principal à grandeza da pátria estremecida era uma forte base agrícola [...] para alicerçar fortemente todos os outros destinos que ela tinha de preencher.” (3º parágrafo)


Em relação ao trecho que o antecede, o trecho sublinhado expressa ideia de

Alternativas
Q3921601 Português

Para responder à questão, leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.


   

      E foi obedecendo a essa ordem de ideias que [Policarpo Quaresma] comprou aquele sítio, cujo nome — Sossego — cabia tão bem à nova vida que adotara, após a tempestade que o sacudira durante quase um ano. [...]


    Ele foi contente. Como era tão simples viver na nossa terra! Quatro contos de réis por ano, tirados da terra, facilmente, docemente, alegremente! Oh! terra abençoada! Como é que toda a gente queria ser empregado público, apodrecer numa banca, sofrer na sua independência e no seu orgulho? Como é que se preferia viver em casas apertadas, sem ar, sem luz, respirar um ambiente epidêmico, sustentar-se de maus alimentos, quando se podia tão facilmente obter uma vida feliz, farta, livre, alegre e saudável?


    E era agora que ele chegava a essa conclusão, depois de ter sofrido a miséria da cidade e o emasculamento1 da repartição pública, durante tanto tempo! Chegara tarde, mas não a ponto de que não pudesse, antes da morte, travar conhecimento com a doce vida campestre e a feracidade2 das terras brasileiras. Então pensou que foram vãos aqueles seus desejos de reformas capitais nas instituições e costumes: o que era principal à grandeza da pátria estremecida era uma forte base agrícola, um culto pelo seu solo ubérrimo3, para alicerçar fortemente todos os outros destinos que ela tinha de preencher.


(Triste fim de Policarpo Quaresma, 2011.)


1emasculamento: perda da virilidade, perda da força ou do vigor.

2feracidade: fertilidade.

3ubérrimo: extremamente úbere (ou seja, fértil).

“Como era tão simples viver na nossa terra!” (2º parágrafo)


“Como é que toda a gente queria ser empregado público, apodrecer numa banca, sofrer na sua independência e no seu orgulho?” (2º parágrafo)


“o que era principal à grandeza da pátria estremecida era uma forte base agrícola [...] para alicerçar fortemente todos os outros destinos que ela tinha de preencher.” (3º parágrafo)


Os termos sublinhados estão empregados, respectivamente, em sentido

Alternativas
Q3921600 Português

Para responder à questão, leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.


   

      E foi obedecendo a essa ordem de ideias que [Policarpo Quaresma] comprou aquele sítio, cujo nome — Sossego — cabia tão bem à nova vida que adotara, após a tempestade que o sacudira durante quase um ano. [...]


    Ele foi contente. Como era tão simples viver na nossa terra! Quatro contos de réis por ano, tirados da terra, facilmente, docemente, alegremente! Oh! terra abençoada! Como é que toda a gente queria ser empregado público, apodrecer numa banca, sofrer na sua independência e no seu orgulho? Como é que se preferia viver em casas apertadas, sem ar, sem luz, respirar um ambiente epidêmico, sustentar-se de maus alimentos, quando se podia tão facilmente obter uma vida feliz, farta, livre, alegre e saudável?


    E era agora que ele chegava a essa conclusão, depois de ter sofrido a miséria da cidade e o emasculamento1 da repartição pública, durante tanto tempo! Chegara tarde, mas não a ponto de que não pudesse, antes da morte, travar conhecimento com a doce vida campestre e a feracidade2 das terras brasileiras. Então pensou que foram vãos aqueles seus desejos de reformas capitais nas instituições e costumes: o que era principal à grandeza da pátria estremecida era uma forte base agrícola, um culto pelo seu solo ubérrimo3, para alicerçar fortemente todos os outros destinos que ela tinha de preencher.


(Triste fim de Policarpo Quaresma, 2011.)


1emasculamento: perda da virilidade, perda da força ou do vigor.

2feracidade: fertilidade.

3ubérrimo: extremamente úbere (ou seja, fértil).

No contexto do romance, “a tempestade” a que o narrador se refere no primeiro parágrafo relaciona-se ao seguinte tópico:
Alternativas
Q3921598 Português

Para responder à questão, leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.


   

      E foi obedecendo a essa ordem de ideias que [Policarpo Quaresma] comprou aquele sítio, cujo nome — Sossego — cabia tão bem à nova vida que adotara, após a tempestade que o sacudira durante quase um ano. [...]


    Ele foi contente. Como era tão simples viver na nossa terra! Quatro contos de réis por ano, tirados da terra, facilmente, docemente, alegremente! Oh! terra abençoada! Como é que toda a gente queria ser empregado público, apodrecer numa banca, sofrer na sua independência e no seu orgulho? Como é que se preferia viver em casas apertadas, sem ar, sem luz, respirar um ambiente epidêmico, sustentar-se de maus alimentos, quando se podia tão facilmente obter uma vida feliz, farta, livre, alegre e saudável?


    E era agora que ele chegava a essa conclusão, depois de ter sofrido a miséria da cidade e o emasculamento1 da repartição pública, durante tanto tempo! Chegara tarde, mas não a ponto de que não pudesse, antes da morte, travar conhecimento com a doce vida campestre e a feracidade2 das terras brasileiras. Então pensou que foram vãos aqueles seus desejos de reformas capitais nas instituições e costumes: o que era principal à grandeza da pátria estremecida era uma forte base agrícola, um culto pelo seu solo ubérrimo3, para alicerçar fortemente todos os outros destinos que ela tinha de preencher.


(Triste fim de Policarpo Quaresma, 2011.)


1emasculamento: perda da virilidade, perda da força ou do vigor.

2feracidade: fertilidade.

3ubérrimo: extremamente úbere (ou seja, fértil).

O trecho evidencia uma característica central do personagem Policarpo Quaresma, a saber, sua personalidade
Alternativas
Q3918169 Português
No passeio escolar, os estudantes visitaram vários países da América do Sul em um mapa. Assinale a alternativa correta sobre a palavra países:
Alternativas
Respostas
25041: B
25042: A
25043: B
25044: D
25045: D
25046: C
25047: B
25048: E
25049: D
25050: C
25051: B
25052: D
25053: E
25054: C
25055: D
25056: B
25057: C
25058: D
25059: E
25060: C