Questões de Concurso Sobre português

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Q3985502 Português
Leia o texto:

   O estímulo à leitura de livros literários nos anos iniciais é fundamental para a formação de leitores críticos. Nesse sentido, ler obras clássicas da literatura pode contribuir para estimular a imaginação das crianças, desenvolver-lhes a criatividade, além de suas habilidades cognitivas. Por meio das obras literárias as crianças experimentam muitas emoções e acabam se identificando com algumas histórias, as quais dão sentido à vida delas.
   A literatura é direito da infância. Formar leitores não tem sido uma tarefa fácil. Com a forte influência das mídias digitais, as crianças são envolvidas nas mais diversas interfaces, interagindo com jogos, vídeos e outras informações. Outro fator é a falta de acesso à cultura, que dificulta o estímulo ao manuseio e à leitura dos livros.
    O tema da literatura infantil é bastante discutido, porém concretiza-se a literatura em sala de aula e nos ambientes em que a criança está inserida de forma escassa. Na literatura o campo de exploração é vasto e não se deve concretizá-la somente na perspectiva da imaginação e entretenimento, mas como forma de letramento, leitura de mundo, leituras sensoriais, emocionais e racionais, abrangendo todos os campos de experiências propostos pela Base Nacional Comum Curricular, que tem uma proposta integrada. Dessa forma, ações integradas nem sempre são realizadas, ficando de certa forma polarizadas. (...)


Ludmila Louslene Soares e Bruna Milene Ferreira
Com base no texto e na BNCC, analise as afirmativas a seguir sobre a importância da literatura infantil para o desenvolvimento integral do estudante:

I. A literatura infantil, ao promover a identificação com personagens e histórias, contribui para a construção da identidade e da autonomia do leitor.

II. A leitura literária, ao proporcionar contato com diferentes gêneros e estilos, desenvolve a competência leitora e a capacidade de análise crítica.

III. A BNCC preconiza a leitura literária como um fim em si mesma, desvinculada de outras áreas do conhecimento.

IV. A literatura infantil, ao abordar temas diversos e complexos, estimula o desenvolvimento do pensamento crítico e reflexivo.


É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3985501 Português
Leia o texto:

   O estímulo à leitura de livros literários nos anos iniciais é fundamental para a formação de leitores críticos. Nesse sentido, ler obras clássicas da literatura pode contribuir para estimular a imaginação das crianças, desenvolver-lhes a criatividade, além de suas habilidades cognitivas. Por meio das obras literárias as crianças experimentam muitas emoções e acabam se identificando com algumas histórias, as quais dão sentido à vida delas.
   A literatura é direito da infância. Formar leitores não tem sido uma tarefa fácil. Com a forte influência das mídias digitais, as crianças são envolvidas nas mais diversas interfaces, interagindo com jogos, vídeos e outras informações. Outro fator é a falta de acesso à cultura, que dificulta o estímulo ao manuseio e à leitura dos livros.
    O tema da literatura infantil é bastante discutido, porém concretiza-se a literatura em sala de aula e nos ambientes em que a criança está inserida de forma escassa. Na literatura o campo de exploração é vasto e não se deve concretizá-la somente na perspectiva da imaginação e entretenimento, mas como forma de letramento, leitura de mundo, leituras sensoriais, emocionais e racionais, abrangendo todos os campos de experiências propostos pela Base Nacional Comum Curricular, que tem uma proposta integrada. Dessa forma, ações integradas nem sempre são realizadas, ficando de certa forma polarizadas. (...)


Ludmila Louslene Soares e Bruna Milene Ferreira
De acordo com o texto, o estímulo à leitura de livros literários na infância é fundamental porque:
Alternativas
Q3985499 Português

Cartaz para responder a questão



Em relação ao texto verbal do cartaz, assinale a opção cujo comentário é adequado.
Alternativas
Q3985498 Português

Cartaz para responder a questão



No cartaz, há exemplo de : 
Alternativas
Q3985497 Português
Olhos d’água

Conceição Evaristo


    Uma noite, há anos, acordei bruscamente e uma estranha pergunta explodiu de minha boca. De que cor eram os olhos de minha mãe? Atordoada custei reconhecer o quarto da nova casa em que estava morando e não conseguia me lembrar como havia chegado até ali. E a insistente pergunta, martelando, martelando... De que cor eram os olhos de minha mãe? Aquela indagação havia surgido há dias, há meses, posso dizer. Entre um afazer e outro, eu me pegava pensando de que cor seriam os olhos de minha mãe. E o que a princípio tinha sido um mero pensamento interrogativo, naquela noite se transformou em uma dolorosa pergunta carregada de um tom acusatório. Então, eu não sabia de que cor eram os olhos de minha mãe? 
      Sendo a primeira de sete filhas, desde cedo, busquei dar conta de minhas próprias dificuldades, cresci rápido, passando por uma breve adolescência. Sempre ao lado de minha mãe aprendi conhecê-la. Decifrava o seu silêncio nas horas de dificuldades, como também sabia reconhecer em seus gestos, prenúncios de possíveis alegrias. Naquele momento, entretanto, me descobria cheia de culpa, por não recordar de que cor seriam os seus olhos. Eu achava tudo muito estranho, pois me lembrava nitidamente de vários detalhes do corpo dela. Da unha encravada do dedo mindinho do pé esquerdo... Da verruga que se perdia no meio da cabeleira crespa e bela... Um dia, brincando de pentear boneca, alegria que a mãe nos dava quando, deixando por uns momentos o lavalava, o passa-passa das roupagens alheias, se tornava uma grande boneca negra para as filhas, descobrimos uma bolinha escondida bem no couro cabeludo ela. Pensamos que fosse carrapato. A mãe cochilava e uma de minhas irmãs aflita, querendo livrar a boneca-mãe daquele padecer, puxou rápido o bichinho. A mãe e nós rimos e rimos e rimos de nosso engano. A mãe riu tanto das lágrimas escorrerem. Mas, de que cor eram os olhos dela?
     Eu me lembrava também de algumas histórias da infância de minha mãe. Ela havia nascido em um lugar perdido no interior de Minas. Ali, as crianças andavam nuas até bem grandinhas. As meninas, assim que os seios começavam a brotar, ganhavam roupas antes dos meninos. Às vezes, as histórias da infância de minha mãe confundiam-se com as de minha própria infância. Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida. E era justamente nos dias de parco ou nenhum alimento que ela mais brincava com as filhas. Nessas ocasiões a brincadeira preferida era aquela em que a mãe era a Senhora, a Rainha. Ela se assentava em seu trono, um pequeno banquinho de madeira. Felizes colhíamos flores cultivadas em um pequeno pedaço de terra que circundava o nosso barraco. Aquelas flores eram depois solenemente distribuídas por seus cabelos, braços e colo. E diante dela fazíamos reverências à Senhora. Postávamos deitadas no chão e batíamos cabeça para a Rainha. Nós, princesas, em volta dela, cantávamos, dançávamos, sorríamos. A mãe só ria, de uma maneira triste e com um sorriso molhado... Mas de que cor eram os olhos de minha mãe? Eu sabia, desde aquela época, que a mãe inventava esse e outros jogos para distrair a nossa fome. E a nossa fome se distraía.
     Às vezes, no final da tarde, antes que a noite tomasse conta do tempo, ela se assentava na soleira da porta e juntas ficávamos contemplando as artes das nuvens no céu. Umas viravam carneirinhos; outras, cachorrinhos; algumas, gigantes adormecidos, e havia aquelas que eram só nuvens, algodão doce. A mãe, então, espichava o braço que ia até o céu, colhia aquela nuvem, repartia em pedacinhos e enfiava rápido na boca de cada uma de nós. Tudo tinha de ser muito rápido, antes que a nuvem derretesse e com ela os nossos sonhos se esvaecessem também. Mas, de que cor eram os olhos de minha mãe? (...)
A utilização frequente de verbos no pretérito imperfeito, como "cochilava", "andavam" e "brincavam", contribui para: 
Alternativas
Q3985496 Português
Olhos d’água

Conceição Evaristo


    Uma noite, há anos, acordei bruscamente e uma estranha pergunta explodiu de minha boca. De que cor eram os olhos de minha mãe? Atordoada custei reconhecer o quarto da nova casa em que estava morando e não conseguia me lembrar como havia chegado até ali. E a insistente pergunta, martelando, martelando... De que cor eram os olhos de minha mãe? Aquela indagação havia surgido há dias, há meses, posso dizer. Entre um afazer e outro, eu me pegava pensando de que cor seriam os olhos de minha mãe. E o que a princípio tinha sido um mero pensamento interrogativo, naquela noite se transformou em uma dolorosa pergunta carregada de um tom acusatório. Então, eu não sabia de que cor eram os olhos de minha mãe? 
      Sendo a primeira de sete filhas, desde cedo, busquei dar conta de minhas próprias dificuldades, cresci rápido, passando por uma breve adolescência. Sempre ao lado de minha mãe aprendi conhecê-la. Decifrava o seu silêncio nas horas de dificuldades, como também sabia reconhecer em seus gestos, prenúncios de possíveis alegrias. Naquele momento, entretanto, me descobria cheia de culpa, por não recordar de que cor seriam os seus olhos. Eu achava tudo muito estranho, pois me lembrava nitidamente de vários detalhes do corpo dela. Da unha encravada do dedo mindinho do pé esquerdo... Da verruga que se perdia no meio da cabeleira crespa e bela... Um dia, brincando de pentear boneca, alegria que a mãe nos dava quando, deixando por uns momentos o lavalava, o passa-passa das roupagens alheias, se tornava uma grande boneca negra para as filhas, descobrimos uma bolinha escondida bem no couro cabeludo ela. Pensamos que fosse carrapato. A mãe cochilava e uma de minhas irmãs aflita, querendo livrar a boneca-mãe daquele padecer, puxou rápido o bichinho. A mãe e nós rimos e rimos e rimos de nosso engano. A mãe riu tanto das lágrimas escorrerem. Mas, de que cor eram os olhos dela?
     Eu me lembrava também de algumas histórias da infância de minha mãe. Ela havia nascido em um lugar perdido no interior de Minas. Ali, as crianças andavam nuas até bem grandinhas. As meninas, assim que os seios começavam a brotar, ganhavam roupas antes dos meninos. Às vezes, as histórias da infância de minha mãe confundiam-se com as de minha própria infância. Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida. E era justamente nos dias de parco ou nenhum alimento que ela mais brincava com as filhas. Nessas ocasiões a brincadeira preferida era aquela em que a mãe era a Senhora, a Rainha. Ela se assentava em seu trono, um pequeno banquinho de madeira. Felizes colhíamos flores cultivadas em um pequeno pedaço de terra que circundava o nosso barraco. Aquelas flores eram depois solenemente distribuídas por seus cabelos, braços e colo. E diante dela fazíamos reverências à Senhora. Postávamos deitadas no chão e batíamos cabeça para a Rainha. Nós, princesas, em volta dela, cantávamos, dançávamos, sorríamos. A mãe só ria, de uma maneira triste e com um sorriso molhado... Mas de que cor eram os olhos de minha mãe? Eu sabia, desde aquela época, que a mãe inventava esse e outros jogos para distrair a nossa fome. E a nossa fome se distraía.
     Às vezes, no final da tarde, antes que a noite tomasse conta do tempo, ela se assentava na soleira da porta e juntas ficávamos contemplando as artes das nuvens no céu. Umas viravam carneirinhos; outras, cachorrinhos; algumas, gigantes adormecidos, e havia aquelas que eram só nuvens, algodão doce. A mãe, então, espichava o braço que ia até o céu, colhia aquela nuvem, repartia em pedacinhos e enfiava rápido na boca de cada uma de nós. Tudo tinha de ser muito rápido, antes que a nuvem derretesse e com ela os nossos sonhos se esvaecessem também. Mas, de que cor eram os olhos de minha mãe? (...)
Em relação à escolha da sequência discursiva do texto, assinale a opção cujo comentário é adequado.
Alternativas
Q3985495 Português
Olhos d’água

Conceição Evaristo


    Uma noite, há anos, acordei bruscamente e uma estranha pergunta explodiu de minha boca. De que cor eram os olhos de minha mãe? Atordoada custei reconhecer o quarto da nova casa em que estava morando e não conseguia me lembrar como havia chegado até ali. E a insistente pergunta, martelando, martelando... De que cor eram os olhos de minha mãe? Aquela indagação havia surgido há dias, há meses, posso dizer. Entre um afazer e outro, eu me pegava pensando de que cor seriam os olhos de minha mãe. E o que a princípio tinha sido um mero pensamento interrogativo, naquela noite se transformou em uma dolorosa pergunta carregada de um tom acusatório. Então, eu não sabia de que cor eram os olhos de minha mãe? 
      Sendo a primeira de sete filhas, desde cedo, busquei dar conta de minhas próprias dificuldades, cresci rápido, passando por uma breve adolescência. Sempre ao lado de minha mãe aprendi conhecê-la. Decifrava o seu silêncio nas horas de dificuldades, como também sabia reconhecer em seus gestos, prenúncios de possíveis alegrias. Naquele momento, entretanto, me descobria cheia de culpa, por não recordar de que cor seriam os seus olhos. Eu achava tudo muito estranho, pois me lembrava nitidamente de vários detalhes do corpo dela. Da unha encravada do dedo mindinho do pé esquerdo... Da verruga que se perdia no meio da cabeleira crespa e bela... Um dia, brincando de pentear boneca, alegria que a mãe nos dava quando, deixando por uns momentos o lavalava, o passa-passa das roupagens alheias, se tornava uma grande boneca negra para as filhas, descobrimos uma bolinha escondida bem no couro cabeludo ela. Pensamos que fosse carrapato. A mãe cochilava e uma de minhas irmãs aflita, querendo livrar a boneca-mãe daquele padecer, puxou rápido o bichinho. A mãe e nós rimos e rimos e rimos de nosso engano. A mãe riu tanto das lágrimas escorrerem. Mas, de que cor eram os olhos dela?
     Eu me lembrava também de algumas histórias da infância de minha mãe. Ela havia nascido em um lugar perdido no interior de Minas. Ali, as crianças andavam nuas até bem grandinhas. As meninas, assim que os seios começavam a brotar, ganhavam roupas antes dos meninos. Às vezes, as histórias da infância de minha mãe confundiam-se com as de minha própria infância. Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida. E era justamente nos dias de parco ou nenhum alimento que ela mais brincava com as filhas. Nessas ocasiões a brincadeira preferida era aquela em que a mãe era a Senhora, a Rainha. Ela se assentava em seu trono, um pequeno banquinho de madeira. Felizes colhíamos flores cultivadas em um pequeno pedaço de terra que circundava o nosso barraco. Aquelas flores eram depois solenemente distribuídas por seus cabelos, braços e colo. E diante dela fazíamos reverências à Senhora. Postávamos deitadas no chão e batíamos cabeça para a Rainha. Nós, princesas, em volta dela, cantávamos, dançávamos, sorríamos. A mãe só ria, de uma maneira triste e com um sorriso molhado... Mas de que cor eram os olhos de minha mãe? Eu sabia, desde aquela época, que a mãe inventava esse e outros jogos para distrair a nossa fome. E a nossa fome se distraía.
     Às vezes, no final da tarde, antes que a noite tomasse conta do tempo, ela se assentava na soleira da porta e juntas ficávamos contemplando as artes das nuvens no céu. Umas viravam carneirinhos; outras, cachorrinhos; algumas, gigantes adormecidos, e havia aquelas que eram só nuvens, algodão doce. A mãe, então, espichava o braço que ia até o céu, colhia aquela nuvem, repartia em pedacinhos e enfiava rápido na boca de cada uma de nós. Tudo tinha de ser muito rápido, antes que a nuvem derretesse e com ela os nossos sonhos se esvaecessem também. Mas, de que cor eram os olhos de minha mãe? (...)
A pergunta "De que cor eram os olhos de minha mãe?" representa, simbolicamente a:
Alternativas
Q3985494 Português
Olhos d’água

Conceição Evaristo


    Uma noite, há anos, acordei bruscamente e uma estranha pergunta explodiu de minha boca. De que cor eram os olhos de minha mãe? Atordoada custei reconhecer o quarto da nova casa em que estava morando e não conseguia me lembrar como havia chegado até ali. E a insistente pergunta, martelando, martelando... De que cor eram os olhos de minha mãe? Aquela indagação havia surgido há dias, há meses, posso dizer. Entre um afazer e outro, eu me pegava pensando de que cor seriam os olhos de minha mãe. E o que a princípio tinha sido um mero pensamento interrogativo, naquela noite se transformou em uma dolorosa pergunta carregada de um tom acusatório. Então, eu não sabia de que cor eram os olhos de minha mãe? 
      Sendo a primeira de sete filhas, desde cedo, busquei dar conta de minhas próprias dificuldades, cresci rápido, passando por uma breve adolescência. Sempre ao lado de minha mãe aprendi conhecê-la. Decifrava o seu silêncio nas horas de dificuldades, como também sabia reconhecer em seus gestos, prenúncios de possíveis alegrias. Naquele momento, entretanto, me descobria cheia de culpa, por não recordar de que cor seriam os seus olhos. Eu achava tudo muito estranho, pois me lembrava nitidamente de vários detalhes do corpo dela. Da unha encravada do dedo mindinho do pé esquerdo... Da verruga que se perdia no meio da cabeleira crespa e bela... Um dia, brincando de pentear boneca, alegria que a mãe nos dava quando, deixando por uns momentos o lavalava, o passa-passa das roupagens alheias, se tornava uma grande boneca negra para as filhas, descobrimos uma bolinha escondida bem no couro cabeludo ela. Pensamos que fosse carrapato. A mãe cochilava e uma de minhas irmãs aflita, querendo livrar a boneca-mãe daquele padecer, puxou rápido o bichinho. A mãe e nós rimos e rimos e rimos de nosso engano. A mãe riu tanto das lágrimas escorrerem. Mas, de que cor eram os olhos dela?
     Eu me lembrava também de algumas histórias da infância de minha mãe. Ela havia nascido em um lugar perdido no interior de Minas. Ali, as crianças andavam nuas até bem grandinhas. As meninas, assim que os seios começavam a brotar, ganhavam roupas antes dos meninos. Às vezes, as histórias da infância de minha mãe confundiam-se com as de minha própria infância. Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida. E era justamente nos dias de parco ou nenhum alimento que ela mais brincava com as filhas. Nessas ocasiões a brincadeira preferida era aquela em que a mãe era a Senhora, a Rainha. Ela se assentava em seu trono, um pequeno banquinho de madeira. Felizes colhíamos flores cultivadas em um pequeno pedaço de terra que circundava o nosso barraco. Aquelas flores eram depois solenemente distribuídas por seus cabelos, braços e colo. E diante dela fazíamos reverências à Senhora. Postávamos deitadas no chão e batíamos cabeça para a Rainha. Nós, princesas, em volta dela, cantávamos, dançávamos, sorríamos. A mãe só ria, de uma maneira triste e com um sorriso molhado... Mas de que cor eram os olhos de minha mãe? Eu sabia, desde aquela época, que a mãe inventava esse e outros jogos para distrair a nossa fome. E a nossa fome se distraía.
     Às vezes, no final da tarde, antes que a noite tomasse conta do tempo, ela se assentava na soleira da porta e juntas ficávamos contemplando as artes das nuvens no céu. Umas viravam carneirinhos; outras, cachorrinhos; algumas, gigantes adormecidos, e havia aquelas que eram só nuvens, algodão doce. A mãe, então, espichava o braço que ia até o céu, colhia aquela nuvem, repartia em pedacinhos e enfiava rápido na boca de cada uma de nós. Tudo tinha de ser muito rápido, antes que a nuvem derretesse e com ela os nossos sonhos se esvaecessem também. Mas, de que cor eram os olhos de minha mãe? (...)
No trecho de Conceição Evaristo, o sentimento predominante da narradora em relação à sua mãe é: 
Alternativas
Q3985493 Português
“É bela a noite, quando grave se estende Sobre a terra dormente o negro manto De brilhantes estrelas recamado; Mas nessa escuridão, nesse silêncio Que ele consigo traz, há um quê de horrível Que espanta e desespera e geme n’alma; Um quê de triste que nos lembra a morte!”
GONÇALVES DIAS, A. In: Primeiros cantos (1847).

A conjunção coordenativa constrói uma:
Alternativas
Q3985492 Português
Ferdinand de Saussure definiu conceitos fundamentais para a delimitação da linguística enquanto ciência moderna e, entre eles, a separação entre língua, fala e linguagem tem lugar privilegiado. Como a linguística científica, na definição de Saussure, tem na língua seu objeto central, pois compreende que a língua é o elemento social, independente dos indivíduos e relativamente fixo, passível de se descrever enquanto sistema, a linguagem tende a emergir como conceito chave para compreender o próprio lugar deste objeto principal da ciência, então, em ascensão.
Por meio do corte entre língua e fala, Saussure insere uma nova perspectiva de observação científica na linguística e, por meio de sua teoria do valor linguístico, estabelece a possibilidade de compreender o funcionamento do sistema da língua. A linguagem em Saussure se torna, assim, um objeto de estudo multifacetado.

Vinicius Siqueira https://colunastortas.com.br/a-linguagem-ferdinand-de-saussure/
No trecho “Como a linguística científica, na definição de Saussure, tem na língua seu objeto central, pois compreende que a língua é o elemento social, independente dos indivíduos e relativamente fixo, passível de se descrever enquanto sistema, a linguagem tende a emergir como conceito chave para compreender o próprio lugar deste objeto principal da ciência, então, em ascensão.”, os termos em destaque evidenciam, respectivamente, a ideia de:
Alternativas
Q3985491 Português
Ferdinand de Saussure definiu conceitos fundamentais para a delimitação da linguística enquanto ciência moderna e, entre eles, a separação entre língua, fala e linguagem tem lugar privilegiado. Como a linguística científica, na definição de Saussure, tem na língua seu objeto central, pois compreende que a língua é o elemento social, independente dos indivíduos e relativamente fixo, passível de se descrever enquanto sistema, a linguagem tende a emergir como conceito chave para compreender o próprio lugar deste objeto principal da ciência, então, em ascensão.
Por meio do corte entre língua e fala, Saussure insere uma nova perspectiva de observação científica na linguística e, por meio de sua teoria do valor linguístico, estabelece a possibilidade de compreender o funcionamento do sistema da língua. A linguagem em Saussure se torna, assim, um objeto de estudo multifacetado.

Vinicius Siqueira https://colunastortas.com.br/a-linguagem-ferdinand-de-saussure/
A expressão "em ascensão", no contexto, sugere que a linguagem é:
Alternativas
Q3985490 Português
Ferdinand de Saussure definiu conceitos fundamentais para a delimitação da linguística enquanto ciência moderna e, entre eles, a separação entre língua, fala e linguagem tem lugar privilegiado. Como a linguística científica, na definição de Saussure, tem na língua seu objeto central, pois compreende que a língua é o elemento social, independente dos indivíduos e relativamente fixo, passível de se descrever enquanto sistema, a linguagem tende a emergir como conceito chave para compreender o próprio lugar deste objeto principal da ciência, então, em ascensão.
Por meio do corte entre língua e fala, Saussure insere uma nova perspectiva de observação científica na linguística e, por meio de sua teoria do valor linguístico, estabelece a possibilidade de compreender o funcionamento do sistema da língua. A linguagem em Saussure se torna, assim, um objeto de estudo multifacetado.

Vinicius Siqueira https://colunastortas.com.br/a-linguagem-ferdinand-de-saussure/
Segundo o texto, a relação entre língua, fala e linguagem está sintetizada em:
Alternativas
Q3985488 Português
Ferdinand de Saussure definiu conceitos fundamentais para a delimitação da linguística enquanto ciência moderna e, entre eles, a separação entre língua, fala e linguagem tem lugar privilegiado. Como a linguística científica, na definição de Saussure, tem na língua seu objeto central, pois compreende que a língua é o elemento social, independente dos indivíduos e relativamente fixo, passível de se descrever enquanto sistema, a linguagem tende a emergir como conceito chave para compreender o próprio lugar deste objeto principal da ciência, então, em ascensão.
Por meio do corte entre língua e fala, Saussure insere uma nova perspectiva de observação científica na linguística e, por meio de sua teoria do valor linguístico, estabelece a possibilidade de compreender o funcionamento do sistema da língua. A linguagem em Saussure se torna, assim, um objeto de estudo multifacetado.

Vinicius Siqueira https://colunastortas.com.br/a-linguagem-ferdinand-de-saussure/
Segundo o texto, a principal contribuição de Saussure para a linguística é a: 
Alternativas
Q3985417 Português

Texto 4 


Q._10 , txt 4.png (526×383)


Disponível em: https://portuguesenois.wordpress.com/2014/06/22/charges-sobre-a-lingua-portuguesa/. Acesso em: 16 set. 2025.

A charge (Texto 4) faz uma crítica bem-humorada à linguagem da internet e à última Reforma Ortográfica.
Em um contexto de maior monitoramento, como deveria ter sido escrita a parte final do enunciado do garoto? 
Alternativas
Q3985416 Português

Texto 3


Língua


Esta língua é como um elástico

que espicharam pelo mundo.

No início era tensa,

de tão clássica.



Com o tempo, se foi amaciando,

foi-se tornando romântica,

incorporando os termos nativos

e amolecendo nas folhas de bananeira

as expressões mais sisudas.



Um elástico que já não se pode

mais trocar, de tão gasto;

nem se arrebenta mais, de tão forte.



Um elástico assim como é a vida

que nunca volta ao ponto de partida.



TELES, Gilberto Mendonça.

Disponível em: https://ciberduvidas.iscte

iul.pt/outros/antologia/lingua/2907.

Acesso em:16 set. 2025. 


No Texto 3, encontram-se trechos utilizados para caracterizar a língua portuguesa, em suas fases de mudança histórica.


Assinale a alternativa em que os dois trechos assumem essa caracterização e, ainda, marcam um valor de oposição entre si. 


Alternativas
Q3985415 Português

Texto 3


Língua


Esta língua é como um elástico

que espicharam pelo mundo.

No início era tensa,

de tão clássica.



Com o tempo, se foi amaciando,

foi-se tornando romântica,

incorporando os termos nativos

e amolecendo nas folhas de bananeira

as expressões mais sisudas.



Um elástico que já não se pode

mais trocar, de tão gasto;

nem se arrebenta mais, de tão forte.



Um elástico assim como é a vida

que nunca volta ao ponto de partida.



TELES, Gilberto Mendonça.

Disponível em: https://ciberduvidas.iscte

iul.pt/outros/antologia/lingua/2907.

Acesso em:16 set. 2025. 


O Texto 3 é um poema narrativo, com uma cronologia de eventos. No entanto, alguns de seus versos expressam tempo universal, indicando simultaneidade com todos os demais acontecimentos do poema.
Assinale a alternativa em que os pares de versos apresentam essa característica. 
Alternativas
Q3985414 Português
Texto 2

O carioquês e os paulistas


       Quem quer ser imediatamente identificado no Rio como paulistano fala em semáforo. Ou farol, como vulgarmente se diz em São Paulo. Lá, a designação que prevalece é sinal luminoso.

              E as diferenças estão longe de ficar nisso.

            Aqui, um simples encanador é convocado quando se trata de reparar vazamento ou infiltração; já no Rio, o profissional chamado é nada menos que um grandiloquente bombeiro. Os zeladores de edifício, como cá os denominamos, lá são os porteiros. No Rio não há manobristas de automóvel, pois no balneário os que exercem essas funções às portas dos restaurantes, teatros, hotéis e afins são chamados de manobreiros. Pivete é a tradução carioca dos nossos trombadinhas. Já os nossos guardadores lá são carinhosamente alcunhados de flanelinhas. E, com relação ao próprio estacionamento na rua junto à calçada, como se diz aqui, ou ao passeio, como se prefere no Rio, a manobra é feita da mesma maneira, mas lá se estaciona junto ao composto meio-fio, ao passo que aqui alinhamos o veículo a uma prosaica guia.


          E em caso de trombada, com danos à lataria? Em São Paulo, o jeito é procurar um funileiro, ao passo que no balneário o procurado deve ser um lanterneiro, ainda que um e outro nada tenham a ver com a fabricação de funis ou de lanternas.

        A paulistana carta de motorista no balneário vira carteira. Já a carteira de cigarros, lá vendida, aqui é um simples maço.

        Também é inútil procurar no Rio presunto para o lanche – ou para a merenda, como lá se chama. Deve-se pedir fiambre. Presunto fica restrito no balneário aos que partem desta para melhor, abandonados na rua indevidamente.


BRANCO, Frederico. Carioquês e paulistas. Jornal da Tarde, Rio de Janeiro, p.4, 8 jan.1992. Adaptado. 
No processo de variação, alguns pares de palavras são diferenciados principalmente por um processo morfológico de troca de sufixo.
Em que caso isso ocorre? 
Alternativas
Q3985413 Português
Texto 2

O carioquês e os paulistas


       Quem quer ser imediatamente identificado no Rio como paulistano fala em semáforo. Ou farol, como vulgarmente se diz em São Paulo. Lá, a designação que prevalece é sinal luminoso.

              E as diferenças estão longe de ficar nisso.

            Aqui, um simples encanador é convocado quando se trata de reparar vazamento ou infiltração; já no Rio, o profissional chamado é nada menos que um grandiloquente bombeiro. Os zeladores de edifício, como cá os denominamos, lá são os porteiros. No Rio não há manobristas de automóvel, pois no balneário os que exercem essas funções às portas dos restaurantes, teatros, hotéis e afins são chamados de manobreiros. Pivete é a tradução carioca dos nossos trombadinhas. Já os nossos guardadores lá são carinhosamente alcunhados de flanelinhas. E, com relação ao próprio estacionamento na rua junto à calçada, como se diz aqui, ou ao passeio, como se prefere no Rio, a manobra é feita da mesma maneira, mas lá se estaciona junto ao composto meio-fio, ao passo que aqui alinhamos o veículo a uma prosaica guia.


          E em caso de trombada, com danos à lataria? Em São Paulo, o jeito é procurar um funileiro, ao passo que no balneário o procurado deve ser um lanterneiro, ainda que um e outro nada tenham a ver com a fabricação de funis ou de lanternas.

        A paulistana carta de motorista no balneário vira carteira. Já a carteira de cigarros, lá vendida, aqui é um simples maço.

        Também é inútil procurar no Rio presunto para o lanche – ou para a merenda, como lá se chama. Deve-se pedir fiambre. Presunto fica restrito no balneário aos que partem desta para melhor, abandonados na rua indevidamente.


BRANCO, Frederico. Carioquês e paulistas. Jornal da Tarde, Rio de Janeiro, p.4, 8 jan.1992. Adaptado. 
O Texto 2 registra o fenômeno da variação linguística no português brasileiro. Essa variação se realiza no nível lexical e pelo fator regional porque 
Alternativas
Q3985412 Português
Texto 2

O carioquês e os paulistas


       Quem quer ser imediatamente identificado no Rio como paulistano fala em semáforo. Ou farol, como vulgarmente se diz em São Paulo. Lá, a designação que prevalece é sinal luminoso.

              E as diferenças estão longe de ficar nisso.

            Aqui, um simples encanador é convocado quando se trata de reparar vazamento ou infiltração; já no Rio, o profissional chamado é nada menos que um grandiloquente bombeiro. Os zeladores de edifício, como cá os denominamos, lá são os porteiros. No Rio não há manobristas de automóvel, pois no balneário os que exercem essas funções às portas dos restaurantes, teatros, hotéis e afins são chamados de manobreiros. Pivete é a tradução carioca dos nossos trombadinhas. Já os nossos guardadores lá são carinhosamente alcunhados de flanelinhas. E, com relação ao próprio estacionamento na rua junto à calçada, como se diz aqui, ou ao passeio, como se prefere no Rio, a manobra é feita da mesma maneira, mas lá se estaciona junto ao composto meio-fio, ao passo que aqui alinhamos o veículo a uma prosaica guia.


          E em caso de trombada, com danos à lataria? Em São Paulo, o jeito é procurar um funileiro, ao passo que no balneário o procurado deve ser um lanterneiro, ainda que um e outro nada tenham a ver com a fabricação de funis ou de lanternas.

        A paulistana carta de motorista no balneário vira carteira. Já a carteira de cigarros, lá vendida, aqui é um simples maço.

        Também é inútil procurar no Rio presunto para o lanche – ou para a merenda, como lá se chama. Deve-se pedir fiambre. Presunto fica restrito no balneário aos que partem desta para melhor, abandonados na rua indevidamente.


BRANCO, Frederico. Carioquês e paulistas. Jornal da Tarde, Rio de Janeiro, p.4, 8 jan.1992. Adaptado. 

O Texto 2 é uma crônica porque


Alternativas
Q3985411 Português
Você já parou para pensar no poder da língua portuguesa para a nossa comunicação? Nosso idioma é muito mais do que um conjunto de regras; ele carrega nossa história, nossas culturas e nossas formas de pensar o mundo. Nesta prova, você será convidado a ler textos que falam sobre variados aspectos do português e a refletir sobre como nossa língua se transforma, se adapta e nos conecta.


Texto 1


As palavras mais bonitas do português, segundo o criador do dicionário Aurélio

Em uma antiga entrevista, Aurélio Buarque de Holanda selecionou suas três favoritas dentre milhares de verbetes.


        “É um voo, uma coisa alada, de uma poesia imensa”. É assim que o lexicógrafo Aurélio Buarque de Holanda (1910-1989) descreveu a palavra “libélula”. Para o criador do dicionário que leva o seu nome, essa é uma das palavras mais bonitas da língua portuguesa.


        Holanda disse isso em uma entrevista de 1976, um ano após o lançamento do dicionário. O papo foi conduzido pelo jornalista Araken Távora para a TV Educação e, recentemente, foi resgatado em um post viral no Facebook. “A libélula é uma coisa tão grácil, tão cheia de poesia [...]”, comentou.


        Entre as suas favoritas, Aurélio também lembrou de “murucututu”, nome de uma espécie de coruja. “Cinco sílabas seguidas, todas terminadas em ‘u’. Me parece uma coisa maravilhosa”. Em seguida citou “alvorada” e a definiu como “uma clarinada de palavra”.


        Holanda, claro, destacou que a beleza das palavras é algo relativo. Mesmo aquelas consideradas sujas, como as que compõem o vocabulário escatológico, podem conter beleza. “Tudo é criação, tudo é uma prova da atividade humana. É uma prova desse trabalho da cabeça, daquilo que se diz da gíria com tanta graça: da cuca”, completa.


        Alagoano, Aurélio se formou em Direito, mas acabou sendo professor de Português e de Literatura. De 1961 até a sua morte, fez parte da Academia Brasileira de Letras.


        O dicionário que acabou sendo batizado com o seu nome foi lançado como Novo Dicionário da Língua Portuguesa. É um dos maiores fenômenos editoriais do Brasil, com 15 milhões de unidades vendidas. Em 2021, o escritor Cezar Motta publicou um livro sobre os (conturbados) bastidores da produção da obra.


       E, caso você esteja se perguntando graças ao sobrenome: sim, Aurélio e Chico Buarque de Holanda são parentes. Ele era primo de segundo grau do cantor.


RECH, Ramana. Disponível em: https://super.abril.com.br/cultura/as-palavras-mais-bonitas-do-portugues-segundo-o-criador do-dicionario-aurelio/. Acesso em: 15 set. 2025. Adaptado.


Glossário:
escatológico: relativo aos excrementos. 
Considerando o conteúdo temático e o veículo de publicação do Texto 1, qual é o seu contexto de circulação predominante?
Alternativas
Respostas
24981: A
24982: D
24983: B
24984: C
24985: B
24986: A
24987: D
24988: A
24989: B
24990: D
24991: C
24992: C
24993: C
24994: B
24995: B
24996: E
24997: C
24998: E
24999: E
25000: D