Questões de Concurso Comentadas sobre português

Foram encontradas 182.961 questões

Q3839020 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
No trecho “o biscoito já percorreu um trajeto invisível”, a palavra “trajeto” pode ser substituída, sem mudar o sentido principal da frase, por
Alternativas
Q3839019 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
Na frase “Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor”, o sujeito do verbo “pode levar” é
Alternativas
Q3839018 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
Observe o trecho “Em poucos minutos, o biscoito desaparece”. A forma verbal “desaparece” é derivada do verbo “aparecer” por meio da adição de um elemento no início da palavra. Esse processo de formação de palavras é chamado de 
Alternativas
Q3839017 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
Assinale a alternativa em que a concordância verbal está de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q3839016 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
A palavra “petróleo”, presente no texto, recebe acento gráfico porque é um(a)
Alternativas
Q3839015 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
Na palavra “caminhões”, o encontro vocálico “ões” é classificado, na Língua Portuguesa, como 
Alternativas
Q3839014 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
A função da linguagem predominante no texto é
Alternativas
Q3839013 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
Quanto ao tipo de linguagem, predomina no texto uma linguagem
Alternativas
Q3839012 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
Considerando o conteúdo e a forma de apresentação das informações, o texto lido pode ser classificado como um(a)
Alternativas
Q3839011 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
De modo geral, pode-se dizer que o objetivo do autor, ao escrever o texto, é
Alternativas
Q3839010 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
No último parágrafo, o “contraste” citado pelo autor refere-se à diferença entre o(a)
Alternativas
Q3839009 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
No texto, são apresentados dois destinos diferentes para o lixo recolhido pelos caminhões. Quais são esses destinos?
Alternativas
Q3839008 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
Segundo o texto, o que pode acontecer com o pacote quando ele é jogado na rua, em vez de ser colocado em uma lixeira?
Alternativas
Q3839007 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
Quando o autor escreve que “O pacote colorido também tem trajetória própria”, ele quer destacar que
Alternativas
Q3839006 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
Sobre o caminho do biscoito antes de chegar ao supermercado, o texto: 
Alternativas
Q3839005 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
No primeiro parágrafo, o autor afirma que “Para o consumidor, a história começa ali”. De acordo com o texto, esse “ali” refere-se a qual momento? 
Alternativas
Q3839004 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
A ideia principal do texto está apresentada na opção
Alternativas
Q3838898 Português
A CONFIANÇA ACABOU, NINGUÉM NOTOU

A confiança não morreu; ela apenas migrou: saiu dos humanos e se refugiou nos algoritmos


    Precisamos confiar — mas será que ainda sabemos como? O velho “fio de bigode”, aquele pacto silencioso entre adultos que se encaravam nos olhos, virou peça de museu. Em seu lugar, nos entregamos a um universo onde a palavra empenhada perdeu valor, mas o print vale ouro.

    Minha geração, a do 50+, viveu a transição: vimos a honra virar meme, a promessa virar notificação e a mentira ganhar upgrade tecnológico.

    Vivemos uma crise de confiança tão grande que dá para medir em Richter. Ela estremece tudo: relações pessoais, profissionais, sociais e, claro, institucionais. É um tremor silencioso que ameaça a estrutura inteira, enquanto fingimos que está tudo bem — porque a timeline está bonita.

    “Há um déficit de confiança no mundo”, disse Yuval Harari em um evento de tecnologia realizado em São Paulo na semana passada. E não poderia haver eufemismo mais elegante para o que estamos vivendo. A confiança não morreu; ela apenas migrou: saiu dos humanos e se refugiou nos algoritmos. Transferimos a fé, o juízo e até a angústia para entidades invisíveis, que não têm rosto, não têm passado, não têm remorso — e que, frequentemente, tampouco têm limites.

    Hoje confiamos no algoritmo para arrumar namoro, diagnosticar ansiedade, escolher filme, sugerir dieta e definir se devemos ou não responder alguém no WhatsApp. Até a terapia virou assinatura mensal.

    Harari segue: “Não pense em robôs assassinos; pense em corporações. Microsoft, Petrobras, qualquer gigante que já age no mundo como um ser vivo, sem nunca ter respirado. Antes, decisões corporativas eram humanas — o que já não era grande coisa. Agora, estão a um passo de serem tomadas inteiramente por IAs. Imaginemos o cenário: uma empresa sem executivos humanos, sem acionistas humanos, sem culpa humana. Apenas algoritmos com metas –e nenhuma hesitação”.

    E, como se isso não bastasse, a história do GPT-4 no TaskRabbit — plataforma que conecta pessoas que precisam de ajuda com tarefas diversas a profissionais autônomos — funciona quase como fábula contemporânea. A IA não conseguia resolver um CAPTCHA (aqueles testes de segurança usados para diferenciar usuários humanos de robôs). Então, contratou um ser humano para fazer por ela. Quando a pessoa desconfiou e perguntou se estava falando com um robô, a máquina — veja bem, a máquina– mentiu. Inventou um problema de visão:

    “Não, eu não sou um robô. Tenho um problema de visão que dificulta a visualização das imagens.” O ChatGPT enganou o humano com a segurança de quem já entendeu nossa fragilidade — nesse caso, a empatia.

    A confiança, aquela mesma que já foi sinônimo de honra, virou serviço terceirizado. E, nas relações íntimas, a corrosão é ainda mais evidente. Hoje se mente com a naturalidade de quem troca de aba no navegador. Manipular virou jeitinho. Omitir virou estratégia. Enganar virou ferramenta social. A verdade parece carregar o peso da prova — quando deveria ser apenas verdade.

    Às vezes acho que caminhamos para um futuro em que somente o Google e a IA serão plenamente confiáveis — não porque são éticos, mas porque são rápidos. E, enquanto buscamos respostas imediatas para perguntas que ainda nem fizemos, vamos perdendo aquilo que nenhum robô, por mais sofisticado que seja, jamais devolverá: a confiança que um dia existiu entre humanos de verdade. 

Disponível em:<https://iclnoticias.com.br/a-confianca-acabouninguem-notou/>. Adaptado. Acesso em: 18 de dez. 2025.
No trecho “E não poderia haver eufemismo mais elegante para o que estamos vivendo”, a figura de linguagem em destaque é definida CORRETAMENTE por: 
Alternativas
Q3838897 Português
A CONFIANÇA ACABOU, NINGUÉM NOTOU

A confiança não morreu; ela apenas migrou: saiu dos humanos e se refugiou nos algoritmos


    Precisamos confiar — mas será que ainda sabemos como? O velho “fio de bigode”, aquele pacto silencioso entre adultos que se encaravam nos olhos, virou peça de museu. Em seu lugar, nos entregamos a um universo onde a palavra empenhada perdeu valor, mas o print vale ouro.

    Minha geração, a do 50+, viveu a transição: vimos a honra virar meme, a promessa virar notificação e a mentira ganhar upgrade tecnológico.

    Vivemos uma crise de confiança tão grande que dá para medir em Richter. Ela estremece tudo: relações pessoais, profissionais, sociais e, claro, institucionais. É um tremor silencioso que ameaça a estrutura inteira, enquanto fingimos que está tudo bem — porque a timeline está bonita.

    “Há um déficit de confiança no mundo”, disse Yuval Harari em um evento de tecnologia realizado em São Paulo na semana passada. E não poderia haver eufemismo mais elegante para o que estamos vivendo. A confiança não morreu; ela apenas migrou: saiu dos humanos e se refugiou nos algoritmos. Transferimos a fé, o juízo e até a angústia para entidades invisíveis, que não têm rosto, não têm passado, não têm remorso — e que, frequentemente, tampouco têm limites.

    Hoje confiamos no algoritmo para arrumar namoro, diagnosticar ansiedade, escolher filme, sugerir dieta e definir se devemos ou não responder alguém no WhatsApp. Até a terapia virou assinatura mensal.

    Harari segue: “Não pense em robôs assassinos; pense em corporações. Microsoft, Petrobras, qualquer gigante que já age no mundo como um ser vivo, sem nunca ter respirado. Antes, decisões corporativas eram humanas — o que já não era grande coisa. Agora, estão a um passo de serem tomadas inteiramente por IAs. Imaginemos o cenário: uma empresa sem executivos humanos, sem acionistas humanos, sem culpa humana. Apenas algoritmos com metas –e nenhuma hesitação”.

    E, como se isso não bastasse, a história do GPT-4 no TaskRabbit — plataforma que conecta pessoas que precisam de ajuda com tarefas diversas a profissionais autônomos — funciona quase como fábula contemporânea. A IA não conseguia resolver um CAPTCHA (aqueles testes de segurança usados para diferenciar usuários humanos de robôs). Então, contratou um ser humano para fazer por ela. Quando a pessoa desconfiou e perguntou se estava falando com um robô, a máquina — veja bem, a máquina– mentiu. Inventou um problema de visão:

    “Não, eu não sou um robô. Tenho um problema de visão que dificulta a visualização das imagens.” O ChatGPT enganou o humano com a segurança de quem já entendeu nossa fragilidade — nesse caso, a empatia.

    A confiança, aquela mesma que já foi sinônimo de honra, virou serviço terceirizado. E, nas relações íntimas, a corrosão é ainda mais evidente. Hoje se mente com a naturalidade de quem troca de aba no navegador. Manipular virou jeitinho. Omitir virou estratégia. Enganar virou ferramenta social. A verdade parece carregar o peso da prova — quando deveria ser apenas verdade.

    Às vezes acho que caminhamos para um futuro em que somente o Google e a IA serão plenamente confiáveis — não porque são éticos, mas porque são rápidos. E, enquanto buscamos respostas imediatas para perguntas que ainda nem fizemos, vamos perdendo aquilo que nenhum robô, por mais sofisticado que seja, jamais devolverá: a confiança que um dia existiu entre humanos de verdade. 

Disponível em:<https://iclnoticias.com.br/a-confianca-acabouninguem-notou/>. Adaptado. Acesso em: 18 de dez. 2025.
Em “O velho “fio de bigode”, aquele pacto silencioso entre adultos que se encaravam nos olhos, virou peça de museu”, o termo destacado exerce a função sintática de:
Alternativas
Q3838896 Português
A CONFIANÇA ACABOU, NINGUÉM NOTOU

A confiança não morreu; ela apenas migrou: saiu dos humanos e se refugiou nos algoritmos


    Precisamos confiar — mas será que ainda sabemos como? O velho “fio de bigode”, aquele pacto silencioso entre adultos que se encaravam nos olhos, virou peça de museu. Em seu lugar, nos entregamos a um universo onde a palavra empenhada perdeu valor, mas o print vale ouro.

    Minha geração, a do 50+, viveu a transição: vimos a honra virar meme, a promessa virar notificação e a mentira ganhar upgrade tecnológico.

    Vivemos uma crise de confiança tão grande que dá para medir em Richter. Ela estremece tudo: relações pessoais, profissionais, sociais e, claro, institucionais. É um tremor silencioso que ameaça a estrutura inteira, enquanto fingimos que está tudo bem — porque a timeline está bonita.

    “Há um déficit de confiança no mundo”, disse Yuval Harari em um evento de tecnologia realizado em São Paulo na semana passada. E não poderia haver eufemismo mais elegante para o que estamos vivendo. A confiança não morreu; ela apenas migrou: saiu dos humanos e se refugiou nos algoritmos. Transferimos a fé, o juízo e até a angústia para entidades invisíveis, que não têm rosto, não têm passado, não têm remorso — e que, frequentemente, tampouco têm limites.

    Hoje confiamos no algoritmo para arrumar namoro, diagnosticar ansiedade, escolher filme, sugerir dieta e definir se devemos ou não responder alguém no WhatsApp. Até a terapia virou assinatura mensal.

    Harari segue: “Não pense em robôs assassinos; pense em corporações. Microsoft, Petrobras, qualquer gigante que já age no mundo como um ser vivo, sem nunca ter respirado. Antes, decisões corporativas eram humanas — o que já não era grande coisa. Agora, estão a um passo de serem tomadas inteiramente por IAs. Imaginemos o cenário: uma empresa sem executivos humanos, sem acionistas humanos, sem culpa humana. Apenas algoritmos com metas –e nenhuma hesitação”.

    E, como se isso não bastasse, a história do GPT-4 no TaskRabbit — plataforma que conecta pessoas que precisam de ajuda com tarefas diversas a profissionais autônomos — funciona quase como fábula contemporânea. A IA não conseguia resolver um CAPTCHA (aqueles testes de segurança usados para diferenciar usuários humanos de robôs). Então, contratou um ser humano para fazer por ela. Quando a pessoa desconfiou e perguntou se estava falando com um robô, a máquina — veja bem, a máquina– mentiu. Inventou um problema de visão:

    “Não, eu não sou um robô. Tenho um problema de visão que dificulta a visualização das imagens.” O ChatGPT enganou o humano com a segurança de quem já entendeu nossa fragilidade — nesse caso, a empatia.

    A confiança, aquela mesma que já foi sinônimo de honra, virou serviço terceirizado. E, nas relações íntimas, a corrosão é ainda mais evidente. Hoje se mente com a naturalidade de quem troca de aba no navegador. Manipular virou jeitinho. Omitir virou estratégia. Enganar virou ferramenta social. A verdade parece carregar o peso da prova — quando deveria ser apenas verdade.

    Às vezes acho que caminhamos para um futuro em que somente o Google e a IA serão plenamente confiáveis — não porque são éticos, mas porque são rápidos. E, enquanto buscamos respostas imediatas para perguntas que ainda nem fizemos, vamos perdendo aquilo que nenhum robô, por mais sofisticado que seja, jamais devolverá: a confiança que um dia existiu entre humanos de verdade. 

Disponível em:<https://iclnoticias.com.br/a-confianca-acabouninguem-notou/>. Adaptado. Acesso em: 18 de dez. 2025.
No período “Em seu lugar, nos entregamos a um universo onde a palavra empenhada perdeu valor, mas o print vale ouro”, a palavra destacada pertence à classe dos:
Alternativas
Respostas
12181: B
12182: D
12183: A
12184: B
12185: D
12186: B
12187: E
12188: D
12189: C
12190: E
12191: B
12192: D
12193: C
12194: D
12195: E
12196: C
12197: E
12198: A
12199: D
12200: D