A palavra “petróleo”, presente no texto, recebe acento gráf...

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Q3839016 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
A palavra “petróleo”, presente no texto, recebe acento gráfico porque é um(a)
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Comentários

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Proparoxítona ACIDENTAL -> pe-tró-le-o

Na minha opinião, isso é uma exceção. Portanto, deveria ser adotada a regra geral de proparoxítona terminada em ditongo aberto (pe-tró-leo)

Letra C

D

questao erradissima, visto que se trata de uma proparoxitona acidental

Gab.: D

A alternativa "C" está errada porque as paroxítonas terminadas em ditongo aberto não são mais acentuadas. Ex.: assembléia, jibóia, etc, deixaram de levar acento. O correto agora: Jiboia, Assembleia.

A banca forçou a barra em dizer que petróleo é uma proparoxítona. Na verdade é uma paroxítona terminada em ditongo crescente - o que é a regra - e que pode ser uma proparoxítona eventual - o que é a exceção-, são regras de acentuação diferentes. Por eliminação, a mais correta é a D.

Se eu estiver errado, corrija-me.

Enquanto procurava sobre e lia Evanildo Bechara percebi que ele mesmo não se colocava com uma resposta muito fácil acerca desse tema polêmico, tanto que diz que pode ser, em muitos destes casos "[...] discutível a existência de ditongos crescentes [...]". Em outro momento, "De qualquer maneira registre-se o descompasso entre a realidade fonética (ora hiato, ora ditongo) e a maneira invariável de grafar 'miúdo' com acento agudo no 'u',quer seja proferido como dissílabo (e ditongo, portanto) ou como trissílabo (e hiato). Também palavras como 'série', 'glória', que podem ser proferidas como dissílabas (mais usual) ou trissílabas, não têm encontros vocálicos separados na divisão silábica: 'sé-rie', 'gló-ria', em ambos os casos de pronúncia. ". Eu, depois dessa leitura de Evanildo Bechara, entendo com base nessa régua que o que pode ser considerado proparoxítona (e hiato) para algumas bancas, para outras pode ser paroxítona (com ditongo crescente) já que há certa confusão entre a banca considerar a parte teórica quando se diz, por exemplo, que "história" é uma proparoxítona acidental: "his-tó-ri-a"; ou quando a consideram um ditongo crescente e paroxítona: his-tó-ria. Para nós, concurseiros, vale consultar/estudar qual seja a métrica da banca para qual estamos estudando.

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