Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3911256 Português

    “O entrevistador perguntou ao candidato:


    – Qual é a sua pretensão salarial a partir de hoje?”



Assinale a alternativa que apresenta uma forma reescrita correta correspondente ao trecho acima, incluindo a pontuação.

Alternativas
Q3911254 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Como ensinar



    Se eu fosse ensinar a uma criança a arte da jardinagem, não começaria com as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Eu a levaria a passear por parques e jardins, mostraria flores e árvores, falaria sobre suas maravilhosas simetrias e perfumes; a levaria a uma livraria para que ela visse, nos livros de arte, jardins de outras partes do mundo. Aí, seduzida pela beleza dos jardins, ela me pediria para ensinar-lhe as lições das pás, enxadas e tesouras de podar.

    Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música, não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe falaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.

    Se fosse ensinar a uma criança a arte da leitura, não começaria com as letras e as sílabas. Simplesmente leria as estórias mais fascinantes que a fariam entrar no mundo encantado da fantasia. Aí então, com inveja dos meus poderes mágicos, ela desejaria que eu lhe ensinasse o segredo que transforma letras e sílabas em estórias.

    É muito simples. O mundo de cada pessoa é muito pequeno. Os livros são a porta para um mundo grande. Pela leitura vivemos experiências que não foram nossas e então elas passam a ser nossas. Lemos a estória de um grande amor e experimentamos as alegrias e dores de um grande amor. Lemos estórias de batalhas e nos tornamos guerreiros de espada na mão, sem os perigos das batalhas de verdade. Viajamos para o passado e nos tornamos contemporâneos dos dinossauros. Viajamos para o futuro e nos transportamos para mundos que não existem ainda.

    Lemos as biografias de pessoas extraordinárias que lutaram por causas bonitas e nos tornamos seus companheiros de lutas. Lendo, fazemos turismo sem sair do lugar. E isso é muito bom.



ALVES, Rubem. Como ensinar. Revista Prosa Verso e Arte. Disponível em. <https://www.revistaprosaversoearte.com/como-ensinaruma-extraordinaria-cronica-de-rubem-alves/>. 

“Os livros são a porta para um mundo grande.”
No trecho acima vigora a seguinte figura de linguagem:
Alternativas
Q3911253 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Como ensinar



    Se eu fosse ensinar a uma criança a arte da jardinagem, não começaria com as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Eu a levaria a passear por parques e jardins, mostraria flores e árvores, falaria sobre suas maravilhosas simetrias e perfumes; a levaria a uma livraria para que ela visse, nos livros de arte, jardins de outras partes do mundo. Aí, seduzida pela beleza dos jardins, ela me pediria para ensinar-lhe as lições das pás, enxadas e tesouras de podar.

    Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música, não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe falaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.

    Se fosse ensinar a uma criança a arte da leitura, não começaria com as letras e as sílabas. Simplesmente leria as estórias mais fascinantes que a fariam entrar no mundo encantado da fantasia. Aí então, com inveja dos meus poderes mágicos, ela desejaria que eu lhe ensinasse o segredo que transforma letras e sílabas em estórias.

    É muito simples. O mundo de cada pessoa é muito pequeno. Os livros são a porta para um mundo grande. Pela leitura vivemos experiências que não foram nossas e então elas passam a ser nossas. Lemos a estória de um grande amor e experimentamos as alegrias e dores de um grande amor. Lemos estórias de batalhas e nos tornamos guerreiros de espada na mão, sem os perigos das batalhas de verdade. Viajamos para o passado e nos tornamos contemporâneos dos dinossauros. Viajamos para o futuro e nos transportamos para mundos que não existem ainda.

    Lemos as biografias de pessoas extraordinárias que lutaram por causas bonitas e nos tornamos seus companheiros de lutas. Lendo, fazemos turismo sem sair do lugar. E isso é muito bom.



ALVES, Rubem. Como ensinar. Revista Prosa Verso e Arte. Disponível em. <https://www.revistaprosaversoearte.com/como-ensinaruma-extraordinaria-cronica-de-rubem-alves/>. 

Assinale a alternativa que apresenta uma ideia condizente com o texto “Como ensinar”.
Alternativas
Q3911252 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Como ensinar



    Se eu fosse ensinar a uma criança a arte da jardinagem, não começaria com as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Eu a levaria a passear por parques e jardins, mostraria flores e árvores, falaria sobre suas maravilhosas simetrias e perfumes; a levaria a uma livraria para que ela visse, nos livros de arte, jardins de outras partes do mundo. Aí, seduzida pela beleza dos jardins, ela me pediria para ensinar-lhe as lições das pás, enxadas e tesouras de podar.

    Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música, não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe falaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.

    Se fosse ensinar a uma criança a arte da leitura, não começaria com as letras e as sílabas. Simplesmente leria as estórias mais fascinantes que a fariam entrar no mundo encantado da fantasia. Aí então, com inveja dos meus poderes mágicos, ela desejaria que eu lhe ensinasse o segredo que transforma letras e sílabas em estórias.

    É muito simples. O mundo de cada pessoa é muito pequeno. Os livros são a porta para um mundo grande. Pela leitura vivemos experiências que não foram nossas e então elas passam a ser nossas. Lemos a estória de um grande amor e experimentamos as alegrias e dores de um grande amor. Lemos estórias de batalhas e nos tornamos guerreiros de espada na mão, sem os perigos das batalhas de verdade. Viajamos para o passado e nos tornamos contemporâneos dos dinossauros. Viajamos para o futuro e nos transportamos para mundos que não existem ainda.

    Lemos as biografias de pessoas extraordinárias que lutaram por causas bonitas e nos tornamos seus companheiros de lutas. Lendo, fazemos turismo sem sair do lugar. E isso é muito bom.



ALVES, Rubem. Como ensinar. Revista Prosa Verso e Arte. Disponível em. <https://www.revistaprosaversoearte.com/como-ensinaruma-extraordinaria-cronica-de-rubem-alves/>. 

“Se eu fosse ensinar a uma criança a arte da jardinagem, não começaria com as lições das pás, enxadas e tesouras de podar.”


As formas verbais presentes no trecho acima se enquadram numa estrutura comum no texto


“Como ensinar”. Essa estrutura verbal indica: 

Alternativas
Q3911231 Português

Estabeleça a relação entre cada pronome de tratamento abaixo e o seu emprego na redação técnica oficial. A seguir, assinale a sequência correta obtida.



(___) Você


(___) Vossa Senhoria


(___) Vossa Excelência



(I) Altas autoridades político-administrativas


(II) Tratamento informal, familiar, íntimo


(III) Tratamento formal, respeitoso 

Alternativas
Q3911228 Português
Assinale a alternativa em que a palavra destacada tem função substantiva, nomeando um ser. 
Alternativas
Q3911227 Português
Assinale a alternativa em que a forma verbal destacada está empregada corretamente na frase. 
Alternativas
Q3911226 Português

Assinale a alternativa cujas palavras preenchem corretamente, na mesma ordem, as lacunas do enunciado a seguir:


“Não houve _______ intenções da sua parte; apenas acho que você deveria prestar _______ atenção nas suas palavras, _______ isso só irá acontecer se você tiver interesse em mudar.” 

Alternativas
Q3911225 Português
Assinale a alternativa cujo enunciado apresenta o emprego correto da palavra destacada.
Alternativas
Q3911223 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



O tempo manda



    Quem sabe do tempo é São Pedro, ou dizem que é, mas sem prova documental, registrada em cartório e com firma reconhecida, tem os que duvidam. Aliás, tem quem duvide até da existência de São Pedro, imagine dele ser o dono das chuvas.


    Alguns mais clássicos dizem que o dono dos raios é Zeus, então caberia a ele mandar nas tempestades, dispor dos ventos e das chuvas de acordo com sua vontade. Pode ser que sim, pode ser que não, as reticências são tão boas para ele quanto para São Pedro.


    Entre secos e molhados, a ciência diz que as chuvas e tempestades são consequências de fenômenos climáticos que as formam e dimensionam, desde uma simples garoa, caindo com a brisa do fim da tarde, até enormes furacões que varrem o que encontram pela frente, numa clara vingança da natureza, não se sabe contra o quê.


    O fato é que o tempo sempre mandou. Não fossem as chuvas, boa parte do planeta seria deserto, os rios secariam, e sem os ventos o mar não quebraria nas pedras com a intensidade que o faz.


    De uns tempos para cá o que deveria acontecer só depois de 2050 já está acontecendo, e o que é pior, com enorme regularidade. A força e a frequência dos eventos de origem climática deixaram o patamar de mudanças climáticas para o degrau de emergência climática.


    Não adianta pregar no deserto – ou começamos a agir com responsabilidade, convencidos de que do jeito que vai, vai mal, ou a vaca vai para o brejo e o animal ser humano vai desaparecer do planeta, da mesma forma que os dinossauros e outras espécies que nem sabemos que existiram.


    Cada dia é um dia, mas se ficar na toada que vai, cada dia será um dia mais próximo do apocalipse e do juízo final.


MENDONÇA, Antonio Penteado. O tempo manda. Crônicas da cidade. Disponível em. <https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2025/11/19/otempo-manda/>. 

“A força e a frequência dos eventos de origem climática deixaram o patamar de mudanças climáticas para o degrau de emergência climática.”


A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:

Alternativas
Q3910724 Português
Assinale a alternativa correta quanto a letras e fonemas. 
Alternativas
Q3910723 Português
De acordo com a norma padrão da língua, a crase está correta em: 
Alternativas
Q3910721 Português
Analise as frases abaixo, e indique a que aplica perífrase verbal: 
Alternativas
Q3910719 Português

De acordo com o texto apresentado, responda à questão:


Machado de Assis

Crônica: O Verbo

Publicação: Gazeta de Notícias (Rio de Janeiro)


Há um verbo que, pela frequência com que é usado, devia ser melhor compreendido.


Falo do verbo esperar.


Espera-se o bonde, espera-se o emprego, espera-se a felicidade.


E, enquanto se espera, vive-se.


O curioso é que quase nunca se examina o objeto da espera; espera-se porque se aprendeu a esperar, como se aprende a respirar.


Talvez por isso, quando o esperado chega, já não é o que se queria.

Assinale a alternativa correta sobre os elementos dêiticos no texto: 
Alternativas
Q3910718 Português

De acordo com o texto apresentado, responda à questão:


Machado de Assis

Crônica: O Verbo

Publicação: Gazeta de Notícias (Rio de Janeiro)


Há um verbo que, pela frequência com que é usado, devia ser melhor compreendido.


Falo do verbo esperar.


Espera-se o bonde, espera-se o emprego, espera-se a felicidade.


E, enquanto se espera, vive-se.


O curioso é que quase nunca se examina o objeto da espera; espera-se porque se aprendeu a esperar, como se aprende a respirar.


Talvez por isso, quando o esperado chega, já não é o que se queria.

Julgue os itens com V ou F.



I ( ) A repetição do verbo “esperar” é um recurso estilístico intencional.


II ( ) A enumeração (“espera-se o bonde…”) tem efeito de banalização da espera.


III ( ) O texto apresenta progressão temática expectativa criada ao longo do texto.


IV. ( ) A última frase rompe com a expectativa criada ao longo do texto.


V ( ) O tom predominante da crônica é lírico e emotivo.



A sequência correta é: 

Alternativas
Q3910717 Português

De acordo com o texto apresentado, responda à questão:


Machado de Assis

Crônica: O Verbo

Publicação: Gazeta de Notícias (Rio de Janeiro)


Há um verbo que, pela frequência com que é usado, devia ser melhor compreendido.


Falo do verbo esperar.


Espera-se o bonde, espera-se o emprego, espera-se a felicidade.


E, enquanto se espera, vive-se.


O curioso é que quase nunca se examina o objeto da espera; espera-se porque se aprendeu a esperar, como se aprende a respirar.


Talvez por isso, quando o esperado chega, já não é o que se queria.

O valor semântico de “quando” no trecho final do texto contribui para: 
Alternativas
Q3910716 Português

De acordo com o texto apresentado, responda à questão:


Machado de Assis

Crônica: O Verbo

Publicação: Gazeta de Notícias (Rio de Janeiro)


Há um verbo que, pela frequência com que é usado, devia ser melhor compreendido.


Falo do verbo esperar.


Espera-se o bonde, espera-se o emprego, espera-se a felicidade.


E, enquanto se espera, vive-se.


O curioso é que quase nunca se examina o objeto da espera; espera-se porque se aprendeu a esperar, como se aprende a respirar.


Talvez por isso, quando o esperado chega, já não é o que se queria.

Em “O curioso é que quase nunca se examina o objeto da espera”, o “que” classifica-se como: 
Alternativas
Q3910662 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que cabecear a bola em esportes como futebol pode ser tão perigoso


Para muitos jogadores de futebol, cabecear a bola em alta velocidade e marcar um gol é um dos momentos mais marcantes do esporte. Contudo, cresce o número de evidências científicas indicando que a repetição desse gesto ao longo da carreira provoca danos ao cérebro que se manifestam décadas depois, na forma de doenças neurodegenerativas, como mal de Alzheimer, mal de Parkinson e doença do neurônio motor.

Os riscos dos esportes de contato são conhecidos há quase um século. Em 1928, o patologista Harrison Martland descreveu uma condição observada em lutadores profissionais, chamada punch drunk, caracterizada por confusão mental e dificuldade de locomoção, associada a golpes repetidos na cabeça. Em alguns casos, o quadro evoluía para uma demência, mais tarde denominada demência pugilística. Inicialmente, acreditava-se que esse problema se restringisse ao boxe, mas o conhecimento se ampliou nas últimas décadas.

Casos envolvendo outros esportes reforçaram essa associação. Jogadores de futebol e de futebol americano que desenvolveram demência precoce tiveram, após a morte, diagnóstico de encefalopatia traumática crônica (ETC), condição degenerativa ligada a impactos repetidos no crânio. A ETC apresenta características específicas, como depósitos anormais de proteína no cérebro, e tem sido identificada em diversos atletas profissionais e ex-atletas.

Estudos com grandes grupos de ex-jogadores mostraram que esportistas profissionais têm risco significativamente maior de desenvolver doenças neurodegenerativas em comparação com a população em geral. Esse risco aumenta conforme o tempo de carreira e varia de acordo com a posição em campo, sendo mais elevado entre aqueles que cabeceiam a bola com maior frequência.

Pesquisas também indicam que o cabeceio não está relacionado apenas à ETC, mas a alterações cognitivas detectáveis ainda em jogadores jovens. Impactos repetidos, mesmo sem causar concussões evidentes, produzem acelerações rápidas da cabeça, fazendo com que o cérebro se movimente dentro do crânio. Esse movimento estira estruturas delicadas responsáveis pela transmissão de informações, sobretudo em regiões frontais do cérebro, consideradas mais vulneráveis.

As lesões microscópicas resultantes não causam sintomas imediatos, mas, ao longo do tempo, favorecem processos inflamatórios, danos nos vasos sanguíneos e degeneração neuronal progressiva. Nem todos os atletas desenvolverão doenças, o que sugere a influência de fatores individuais, como genética e estilo de vida, mas o risco acumulado permanece relevante.

Diante desse cenário, medidas preventivas vêm sendo adotadas. Tecnologias para reduzir impactos na cabeça estão em desenvolvimento, e, no futebol, a diminuição do número de cabeceios, especialmente durante os treinos, tem sido apontada como estratégia eficaz, já que a maior parte dos impactos ocorre fora dos jogos.

Embora seja difícil eliminar totalmente os choques na cabeça nos esportes de contato, reduzir sua frequência é uma das principais formas de proteção. A prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz para diminuir o risco de danos cerebrais e preservar a saúde neurológica de atletas no longo prazo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g4xdn9k4qo.adaptado.
Tecnologias para reduzir impactos na cabeça estão em desenvolvimento, "e, no futebol, a diminuição do número de cabeceios tem sido apontada como estratégia eficaz". 

A oração destacada é classificada como: 
Alternativas
Respostas
9501: B
9502: D
9503: E
9504: C
9505: D
9506: E
9507: A
9508: B
9509: C
9510: A
9511: B
9512: C
9513: C
9514: B
9515: B
9516: D
9517: A
9518: E
9519: D
9520: B