Questões de Concurso
Sobre pontuação em português
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Dinossauro é encontrado dentro do estômago de crocodilo que viveu há 145 milhões de anos
Um dinossauro foi encontrado por paleontólogos australianos dentro do estômago de um crocodilo que viveu há 145 milhões de anos. Tratava-se de um ______ de crocodilo, com o abdômen muito bem preservado, encontrado em 2010, que guardava, na verdade, uma bela surpresa.
No interior da barriga do ______, estava um dinossauro ornitópode, espécie herbívora. A descoberta aconteceu na cidade de Queensland. E, pelas pesquisas, os cientistas estimam que o crocodilo seja de uma espécie que media cerca de 2,5 metros.
Os restos do crocodilo compreendem um crânio quase completo, o esqueleto pós-craniano sem ______ e membros posteriores, e foram encontrados em uma formação geológica conhecida como Formação Winton.
A descoberta se torna ainda mais impressionante porque, segundo os pesquisadores, comer dinossauros não era um prato típico das refeições do crocodilo.
(Fonte: Hypeness - adaptado.)
A IA e eu
No GLOBO de 17/12, Pedro Dória escreveu que, em breve, “será possível ligar a câmera do celular, mostrar para o ChatGPT ou o Gemini o que está à nossa volta e fazer perguntas.”
– IA, não olhe agora, mas quem é aquela loira ali na mesa em frente, que volta e meia vira pra cá?
– A de blusa azul cobalto de linho misto com viscose, tamanho M, R$ 78,00 no Magazine Regina?
– Não, a do lado, de…
– De camiseta rosa, dry fit, tamanho P, 100% poliéster, R$…
– Não quero saber o preço! Quero saber da moça.
– Ok. Carolina Medeiros
– Carol, para os íntimos –, 27 anos, solteira, terminou há quatro dias um relacionamento…
– Pra valer?
– Excluiu 47 fotos no insta e postou frase de autoajuda por três dias seguidos. Psicóloga, Aquário com ascendente em Peixes, voltou a morar com os pais no Leme, tem um husky chamado Tsar, veio para cá direto da academia – onde hoje malhou coxa e panturrilha –, votou em…
– Como você sabe em quem ela votou?
– Passou férias em Camboriú. Gosta de Aperol, acha que “Ainda estou aqui” não vai ganhar o Oscar, colocou faceta nos dentes, tem próteses de silicone de 300 ml e…
– Tá bom. Me passa o zap dela.
– Lamento. Ela me pediu agora há pouco todas as suas informações. E já te bloqueou.
No mesmo artigo, Dória avança em outras possibilidades da Inteligência Artificial: “Mostre os ingredientes na mesa da cozinha e peça ajuda para fazer um bolo de laranja. O app não dará só a receita. Também dirá para você botar um pouco menos de farinha.”
AFFONSO, Eduardo. A IA e eu. In: vejario.abril.com.br/coluna/lu-lacerda/cronica-por-eduardo-affonso-a-ia-e-eu/ (Acesso em: 28/05/25)
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Áreas de parque de MG que tiveram pichação em pinturas rupestres serão isoladas para limpeza
A administração do Parque Nacional da Serra do Cipó, na região central de Minas, vai manter áreas da unidade isoladas até que as pichações sobre pinturas rupestres feitas no local sejam removidas pelo IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Com o isolamento, uma cachoeira do parque está com acesso proibido.
Desde a notificação das pichações, no começo de maio, a região de acesso às pinturas rupestres está com o acesso bloqueado para preservar o local que será periciado, como explica o chefe da gestão do parque, Gabriel Resende.
Segundo a administração do parque, na próxima semana, o Iphan, integrantes do Laboratório de Ciência da Conservação e do Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais da UFMG farão uma perícia no local do parque violado para realizar a remoção da tinta e restaurar o local.
O caso foi denunciado às Polícia Federal, Polícia Civil de Minas Gerais e Polícia Militar de Meio Ambiente em Lagoa Santa. O padrão das pichações é investigado para tentar identificar os autores do crime. Até agora, ninguém foi localizado e também não se sabe a data em que o crime foi cometido. O parque estuda instalar câmeras de segurança para evitar novos episódios.
As pinturas rupestres mais antigas encontradas no Parque são datadas de 8.500 a 12.000 anos, marcando a região como um importante sítio arqueológico. As primeiras populações que ocuparam a região eram pré-colombianas, coletores e caçadores. Entre os registros estão desenhos de animais e cenas de caça, principalmente nas regiões da Lapa da Sucupira e no Parque Arqueológico Pedra do Sol, que são patrimônios tombados.
O Parque Nacional da Serra do Cipó fica em um território de quatro municípios e ocupa uma área de 31 mil e 600 hectares. É um dos principais destinos de ecoturismo de Minas Gerais, com mais de 60 cachoeiras.
https://cbn.globo.com/belo-horizonte/noticia/2026/05/09/areas-de-parqu e-de-mg-que-teve-pichacao-em-pinturas-rupestres-serao-isoladas-para -limpeza.ghtml-adaptado
Analise as reescritas a seguir e assinale aquela que apresenta a pontuação adequada.
Leia o texto a seguir para responder à questão
Vlogs literários no ambiente YouTube
Existe um universo de vídeos dentro da plataforma YouTube. A variação de vídeos se dá por conta de filmes, videoaulas, resenhas, vlogs e outros assuntos. Vídeos intitulados vlogs podem ser caseiros, amadores ou não, feitos por qualquer pessoa que tenha em sua posse uma câmera, acesso à internet e uma temática, como ressaltam Bezerra e Santos (2014). O internauta se dispõe a contar para a câmera o que quer que seja. Então, como protagonista, o vlogueiro apresenta o vídeo, filmando a si próprio falando sobre alguma temática. Os vlogs são variantes de blogs, cujo conteúdo é feito em forma de vídeo.
Conforme Bezerra e Santos (2014), antes os conteúdos de cunho pessoal eram escritos em forma de texto e postados na web e em páginas de blogs. Os autores salientam que “o hábito de pegar uma câmera, fazer um vídeo e postá-lo na internet é anterior ao surgimento do YouTube e, até mesmo, ao da nomenclatura vlog.” (BEZERRA; SANTOS, 2014, p. 4). Dornelles (2015) esclarece que os vloggers ou vlogueiros são produtores de vídeos denominados também de produzers, que se referem a produtores de conteúdos, e fazem parte do grupo de internautas que aumentam o número de conteúdo multimídia.
Dornelles (2015, p. 8) diz que os internautas “criam canais alternativos para expor suas ideias, opiniões e visão do mundo. Cada internauta torna-se autor, narrador e protagonista da própria história.”
Para qualquer um desses sentidos, existem extensões, e os vlogs, por sua vez, funcionam como extensão da visão e da audição humanas ao proporcionarem as mais variadas construções e representações de sentido, além da facilidade para propagação de ideias (BEZERRA; SANTOS, 2014, p. 5).
Assim, os vlogs literários funcionam como a extensão dos vlogueiros literários ou booktubers, que querem expandir o alcance das críticas, resenhas, análises e indicações de livros. Esses vídeos podem ser feitos da mesma forma que um vlog de assuntos gerais, porém a temática gira em torno de literatura, livros, resenhas, críticas literárias, tratando sempre do tema no ramo da literatura. A linguagem direta e informal contida nos vlogs literários é um atrativo para a visualização desses vídeos pelos internautas, pois, “além de mais ‘interativos’, os sujeitos estão se tornando mais visuais do que verbais.” (SIBILIA, 2008, p. 48). Segundo Dornelles (2015, p. 102), o fenômeno vlog no YouTube é uma das frentes de produção que vem abrindo espaço na preferência do espectador, talvez por se tratar de um formato informal e acessível.
Sua principal característica é a temática do universo dos livros e da literatura. O vlogger, então, pode, por meio desses vídeos, dispor-se a contar para as câmeras sua opinião acerca de uma determinada obra, levando em conta a experiência de leitura, analisando-a de forma lúcida e tendo o devido cuidado para não dar spoiler do livro lido. Os vlogs literários podem ou não ser vinculados a um canal de literatura do YouTube.
PEREIRA, Gleice; GUIMARÃES, Rachel Cristina Mello; SANTOS, Gilcelene Pereira dos. Vlogs literários no ambiente YouTube. In: Vlogs literários: o incentivo à leitura por meio da mídia social digital Youtube. Disponível em: https://www.uel.br/revistas/uel/index.php/infoprof/article/view/33109. Acesso em: 30 abr. 2022.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O amor é uma rocha sedimentar
Sobre as camadas invisíveis do coração
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Outro dia, peguei uma pedra nas mãos. Era uma dessas comuns. Bem ordinária, para falar a verdade. Passei o dedo pelas faixas de cores, notei espessuras variadas. As listrinhas imediatamente lembraram à pequena Cíntia que amava Ciências na quinta série que aquela devia ser uma rocha sedimentar.
Desde cedo, amei descobrir que as rochas sedimentares são como grandes livros de histórias. Por serem feitas de deposições lentas de poeira, areia, matéria orgânica e restos de outras rochas, armazenam e preservam vestígios de vidas que passaram por ali. É como se o tempo tivesse decidido botar nelas sua própria caligrafia.
Já reparou que algumas emoções pedem da gente esse tempo rabiscado com intenção? Um tipo de assentamento, uma acomodação lenta e gradativa, sabe? O amor, por exemplo. Fiquei pensando no amor como uma rocha sedimentar.
Não falo apenas do amor romântico das propagandas de margarina que cristalizaram padrões inatingíveis e limitados do que aprendemos sobre o amor. Também não me refiro àquele sentimento inflamado de urgências que confundimos com amor e mais parece fogo de palha. Falo menos ainda daquele conformismo morno batizado de amor, mas que tem como sobrenome a desesperança de encontrar algo melhor a esta altura da vida... (Que vida?)
Penso no amor como algo que se forma devagar, pela acumulação de pequenos gestos intencionais, atravessando o tempo e as intempéries. Aquela emoção que às vezes leva eras para se transformar em algo sólido. Que _______ de camadas e mais camadas de escolhas que _______ sua singularidade.
Não amei meus filhos a primeira vez que os vi. Aqueles bebês com cheirinho inesquecível me _______ um misto de medo e ternura. Impotência e encantamento. Desespero e coragem em estado bruto. Mas o amor... ah, o amor foi se desenhando nas madrugadas.
Nos pequenos sorrisos que já não eram mais reflexos inatos, e sim manifestações de excitação pela descoberta do mundo. Nos choros – os deles e principalmente os meus. No acelerar do coração ao vê-los se lambuzar com uma manga docinha pela primeira vez, como fazia meu pai, até as últimas vezes... No alívio daquele cocô que chega como um prêmio depois de uma semana de constipação. O amor é movimento e participar dele ativamente é um pré-requisito.
A escritora Bell Hooks ensina que o amor não é apenas um sentimento, mas uma ação, escolha e compromisso de nutrir o crescimento espiritual próprio e do outro. Isso cabe no amor entre mãe e filhos, cabe na paternidade, no amor romântico, no amor entre irmãos, entre amigos, entre quaisquer pessoas... Amar alguém é integrar um processo de formação. Lembrando que os vestígios de todos os envolvidos estarão presentes.
Leia o texto IV e responda à questão.
Texto IV
Espelho do tempo: envelhecemos microscopicamente e nos perguntamos se perdemos o frescor
Assista a um telejornal, distraída, quando apareceu na tela o depoimento de um coroa que eu não conhecia, mas, por algum motivo, a imagem me atraiu. Ao ler o nome dele nos créditos, pensei: já conheci um cara com este nome... Peral... Não pode ser. Caramba, é ele. Um amigo que sumiu de vez do meu radar. Pertencemos à mesma turma de praia quando tínhamos 20 anos. Lembro que ele surfava, tinha um jipe e era um gozador nato. E agora estava ali, sisudo na tela da tevê, de terno e gravata, com a pele acinzentada, um fiapo de cabelo, um senhor - da minha idade.
No espelho do banheiro, nosso rosto é o mesmo todo dia. Envelhecemos microscopicamente. De terça para quarta, nenhuma diferença. Até que você encontra na rua uma ex-colega de faculdade ou se depara na tevê com alguém que já fez parte da sua juventude e se pergunta: será que eu também perdi o frescor? Eles se perguntam a mesma coisa quando te veem.
O espelho do banheiro não conta a verdade pelo simples fato de que ignoramos o que é visto toda hora. Já fotografias antigas são espelhos retroversos, demarcam com precisão as diferenças entre o antes e o agora. Outro dia, mostrei para minha filha uma foto de nós duas em 1992; eu a segurava em meu colo. Ela ficou impactada: “Era uma criança.” “Claro, você tinha um aninho.” “Estou falando de ti, mãe”.
É uma questão de perspectiva. Para os bebês, os pais são Matusaléns. No entanto, naquela foto, eu tinha menos idade do que ela tem hoje - éramos não uma, mas duas crianças. Um dia, ela me verá com o rosto completamente craquelado, miúda, corcunda pelo peso dos anos transcorridos, e o susto será outro: serei um espelho do seu futuro. Será obrigada a encarar a velhice que, gostemos ou não, está sempre em nossos calcanhares.
O tempo tem rosto, o tempo tem mãos, o tempo tem voz - e nada disso permanece o mesmo. As superfícies espelhadas reproduzem uma imagem de aparente, visto que, de hoje para amanhã, não se nota alteração. Mas quando encontro minhas amigas a intervalos de tempo, sou atravessada pela verdade óbvia de que não somos mais as meninas do pátio do colégio.
O que me consola é que estes espelhos vivos (a feição atual de nossos velhos afetos) trazem tanto, mas como boas notícias. Em vez de sofrer pelo que está arruinado, busco em cada rosto o sorriso moleque de antigamente, o olhar ainda curioso, a eternidade que mora nos detalhes. Aquele amigo que apareceu na tevê, tão concentrado em sua declaração em frente às câmeras, talvez tenha deixado escapar um filete de irreverência em meio aos verbos empolados que usava, e foi isso que me fez reconhecê-lo. Mesmo o mais implacável dos espelhos reflete algo em nós que não muda.
(MEDEIROS, Martha. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/elaimartha-medeiros/coluna/2025/11/espelhodo-tempo-envelhecemos-miscroscopicamente-e-nos-perguntamos-seperdemos-o-frescor.ghtml> - Texto adaptado.)
“Em vez de sofrer pelo que está arruinado, busco em cada rosto o sorriso moleque de antigamente, o olhar ainda curioso, a eternidade que mora nos detalhes. Aquele amigo que apareceu na tevê, tão concentrado em sua declaração em frente às câmeras, talvez tenha deixado escapar um filete de irreverência em meio aos verbos empolados que usava, e foi isso que me fez reconhecê-lo.” (§6°)
Assinale a opção em que a reescritura desse trecho mantém o sentido original e está de acordo com a modalidade padrão.
Leia o texto III e responda à questão.
Texto III
Mensagem de primavera
De cima desta janela da rua República do Peru, a observadora de tardes e manhãs reparou que a primavera não era uma ficção do calendário deste nosso tempo sem tempo, estagnado e apenas travestido em estações pelos figurinos. As amendoeiras de minha rua mostraram o inverno ainda mesmo quando o sol rompia por Copacabana e banhistas sem conta atulhavam a praia.
Envelheceram amarelentas, tornaram-se quase esqueléticas e negras. E, agora, a chuva maciça que cai, enquanto escrevo, mostra uma festa de folhas novas, vivas, bulindo sob a porção de água e brilhando acima dos guarda-chuvas e sombrinhas. A natureza de nossa rua fez a primavera em que tantas pessoas não acreditam, neste Rio de verde cansativo. Se a Primavera habita as minhas árvores tão pensadas, da rua República do Peru, por onde andará ela no coração das mulheres?
Creio já ter descoberto. Vi, justamente agora, passar uma mocinha límpida e lavada de gotas de chuva, que abria sorriso muito lento e doce. Ela acabava - estava claro - de ver o namorado e atravessava a rua com um clarão de quente alegria. Mais além, um pouco lerda, a mulher grávida encobre a face pelas folhas da amendoeira copada. Só seu corpo se desenha numa curva farta, desvendando difícil os pés gordinhos. A mulher carrega pela rua alguém tão importante quanto esta estação despercebida - a primavera que só alguns pressentem.
Mais adiante, a jovem que voltou do almoço retoma o lugar no balcão e, antes de entrar na loja, eleva a mãozinha ajeitando o cabelo umedecido, como um pássaro esticando uma asa. Que tem esta moça no gesto tão gentil a oferecer de primavera? Visivelmente, ela está enfrentando o seu dia com uma disposição amanhecente: ela tem planos, a mocinha.
É a pausa antes do fim do ano, a pausa da primavera. Muitas coisas vão acontecer na vida das criaturas. As mulheres sabem que há mudanças próximas em suas existências. Umas casarão, outras enfrentarão um trabalho novo com disposição nova; mãos ágeis terão no colo pequenos pedaços que significarão a cobertura de novas vidas. Como se as mulheres também criassem folhas e que elas, só elas, fossem parte desta primavera recusada de todos nós.
A minha mensagem vai para o íntimo das mulheres; para o sorriso da moça que viu o namorado, o caminhar da mulher que espera o filho, o gesto da criatura que levanta o rosto para um outro dia, numa outra primavera que começa. Eu estou com elas. Estou com o novo dia, com as folhas novas, com os seres amanhecentes e os abençoo em comunhão de fé.
(Seleta de Dinah Silveira de Queiroz. Apresentação e notas de Bella Josef. Rio de Janeiro, José Olympio, INL, 1974, pp. 25-26.)
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Recorde de calor do oceano é alerta sombrio para planeta
A temperatura média diária global da superfície do mar chegou a 20,96ºC esta semana, batendo um recorde que vinha de 2016, de acordo com a Copernicus, uma agência de mudanças climáticas da União Europeia. Essa temperatura está muito acima da média para esta época do ano.
Os oceanos são fundamentais para regular o clima do planeta. Eles absorvem calor, produzem metade do oxigênio da Terra e controlam os padrões climáticos. Águas mais quentes têm menos capacidade de absorver dióxido de carbono da atmosfera, o que provoca aumento no aquecimento do clima. Mais gases na atmosfera aceleram o derretimento das geleiras que fluem para o oceano, levando a um aumento do nível do mar.
Oceanos mais quentes e ondas de calor afetam espécies marinhas como peixes e baleias que migram para águas mais frias, alterando a cadeia alimentar marítima. Especialistas alertam que os estoques de peixes são afetados. Alguns animais predadores, como tubarões, tornam-se mais agressivos porque ficam confusos em temperaturas mais altas.
"Neste momento, há um branqueamento generalizado de corais em recifes rasos na Flórida (nos EUA) e muitos corais já morreram", diz Kathryn Lesneski, que monitora uma onda de calor marinha no Golfo do México para o Administração Oceânica e Atmosférica Nacional. "Colocamos os oceanos sob mais estresse do que em qualquer outro momento da história", diz Matt Frost, do Plymouth Marine Lab, no Reino Unido. Ele diz que a poluição e a pesca excessiva também afetam os oceanos.
Os cientistas estão preocupados com o momento em que esse recorde foi quebrado. "Março deveria ser quando os oceanos estão mais quentes globalmente, não agosto ou setembro", diz Samantha Burgess, do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus. "É preocupante ver essa mudança acontecer tão rapidamente. Tivemos uma onda de calor marinha de 247 dias no Reino Unido entre agosto de 2022 e abril de 2023", disse o professor Mike Burrows, que monitora os impactos nas costas marítimas escocesas com a Associação Escocesa de Ciência Marinha.
Os cientistas dizem que as mudanças climáticas estão diretamente ligadas ao aquecimento dos oceanos, pois os mares absorvem a maior parte do aquecimento das emissões de gases de efeito estufa. "Quanto mais queimamos combustíveis fósseis, mais excesso de calor será absorvido pelos oceanos, o que significa que mais tempo levará para estabilizá-los e trazê-los de volta ao nível onde estavam", explica Burgess.
O novo recorde de temperatura média supera o registrado em 2016, quando a flutuação natural do clima El Niño estava em pleno andamento e em seu ponto mais forte. O El Niño ocorre quando a água quente sobe à superfície na costa oeste da América do Sul, elevando as temperaturas globais. Outro El Niño já começou, mas os cientistas dizem que ele ainda é fraco - o que significa que as temperaturas do oceano subirão ainda mais acima da média nos próximos meses.
As ondas de calor marinhas dobraram de frequência entre 1982 e 2016 e se tornaram mais intensas e mais longas desde a década de 1980, de acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Embora as temperaturas do ar tenham sofrido alguns aumentos dramáticos nos últimos anos, os oceanos demoram mais a aquecer, mesmo tendo absorvido 90% do aquecimento da Terra devido às emissões de gases de efeito estufa.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9wxl4x7pmlo. Adaptado.
Assinale a opção correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Velocidade da refeição e tipo de alimento
Assistindo à TV, sentado com os olhos no celular, em pé na cozinha ou até mesmo caminhando. Quantas vezes você já teve seu café da manhã ou almoço assim, com pressa, distraído, sem se dar alguns minutos para saborear o que tem nas mãos ou no prato? O ritmo do dia a dia e, por vezes, o mau hábito nos levam a comer muito rapidamente.
Embora muitas pessoas prestem atenção em que tipo de comida colocam na boca, seja por uma questão de peso ou de saúde, elas tendem a pensar menos - ou nada - na velocidade com que ingerimos os alimentos. No entanto, o ritmo da ingestão tem um impacto direto na nossa saúde, pois afeta como recebemos as propriedades dos alimentos, bem como a maneira como o corpo responde a elas.
Comer rápido ou devagar "altera não só a velocidade com que o alimento entra no estômago, mas também a velocidade com que ele entra no trato gastrointestinal", explica Sarah Berry, especialista em nutrição na área da saúde cardiometabólica da Universidade King's College de Londres. "Isso é muito importante porque tem um efeito cascata na liberação de muitos hormônios que dizem o quanto você está satisfeito, o quanto está faminto e também quais hormônios estão envolvidos na forma com que seu corpo processa os alimentos."
Uma das diferenças mais visíveis é: pessoas que comem mais rápido têm excesso de peso, acumulam mais gordura na cintura e têm níveis mais elevados de colesterol LDL, o colesterol que conhecemos como "ruim". Isso ocorre porque elas consomem mais calorias- cem a duzentas a mais - em uma refeição do que as que comem mais devagar.
"Quando você come mais devagar, há um aumento no que chamamos de hormônios da saciedade, PYY, GLP1, que dizem ao seu corpo: 'ei, você está satisfeito'", explica Berry. "Ao mesmo tempo, há uma redução dos chamados hormônios da fome ou grelina, e isso limita a vontade de comer mais", acrescenta a pesquisadora. Como é possível que a mesma refeição tenha um impacto tão diferente, apenas por conta da velocidade da ingestão? De acordo com Berry, há duas razões.
A primeira é que os sinais de saciedade demoram entre cinco e vinte minutos para chegar ao cérebro; então, se você come rápido, não dá tempo desses sinais chegarem e você continua comendo sem perceber que já teve o suficiente. A segunda é que, comendo devagar, "a liberação de nutrientes no intestino é mais lenta, e isso significa que há uma liberação mais sustentada e prolongada dos hormônios que avisam que você está satisfeito e uma supressão mais longa dos hormônios da fome que te mandam comer".
Para demonstrar as diferenças consequentes da velocidade de ingestão, Berry conduziu um experimento com o jornalista de saúde e ciência da BBC James Gallagher. Depois de conectá-lo a um equipamento para medir a sua glicemia, quantidade de glicose no sangue, a equipe pediu que ele comesse exatamente a mesma coisa durante dois dias: um café da manhã com cereais e fruta, um almoço com salada acompanhada de pão e um jantar com frango e legumes, mas em um dia ele deveria comer lentamente e no outro, rapidamente.
Depois do experimento informal, verificou-se que a glicemia foi muito maior no dia em que ele comeu rapidamente. "Quando você come muito mais rápido, os carboidratos estimulam a liberação de insulina, mas a insulina não é liberada com rapidez suficiente para remover a glicose da corrente sanguínea. Por isso, você tem uma resposta maior quando come rápido", diz Berry. "Sabemos que esses grandes picos de glicose no sangue, se repetidos em excesso ao longo dos anos, aumentam o risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e outras complicações metabólicas."
Se você está acostumado a comer rápido, mudar de hábito não é fácil, mas um dos truques mais eficazes é colocar os talheres no prato entre as garfadas. Outro é fazer um esforço consciente para mastigar mais a comida. E, por fim, outra recomendação é reduzir quantidade de alimentos ultraprocessados, pois sua textura é macia, e essa caraterística faz com que sejam consumidos em maior velocidade.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd1em6y1r7go. Adaptado.
Quando você come mais devagar, há um aumento no que chamamos de hormônios da saciedade, PYY, GLP1, que dizem ao seu corpo: 'ei, você está satisfeito'.
Assinale a opção correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
( ) As aspas destacam o valor da expressão “muito alto”.
( ) Os parênteses intercalam uma explicação.
( ) A informação disposta entre os parênteses é essencial para o entendimento do trecho.
( ) Os parênteses podem ser substituídos pelas aspas sem prejuízo sintático.
A sequência está correta em
I. “Uma delas é de uma mulher que comprou três desodorantes pela internet [...]”
II. “[...] defende o juiz Sérgio Augusto Furtado Neto Viana, que é titular do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Tauá.”
