Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q4173545 Português

        O agrupamento das pessoas em classes sociais não é, ao contrário do que alguns pensam, "apenas uma decisão técnica como outra qualquer". Como tudo no estudo da desigualdade, esse agrupamento reflete decisões políticas, ainda que elas não sejam explícitas. E não é sem razão: a escolha da identificação de classes de uma forma específica tem implicações concretas. O problema não está apenas na terminologia usada, está também na forma como as classes são definidas. 

        Quem não consegue entender isso pode fazer um exercício simples: identifique pobres como uma classe; considere que quase todo mundo queira erradicar a pobreza; que quase todo mundo queira saber melhor o que é preciso para tanto; defina como pobre 0,1% da população; nesse caso, que medida erradicaria a pobreza? Caridade privada seria suficiente; agora defina como pobre 99,9% da população. A medida recomendada seria uma revolução.

        Conclui-se desse exercício que a forma como pesquisas dividem a sociedade em classes tem implicações práticas, pois pesquisa em desigualdade é usada para definir políticas. Quando se coloca uma pessoa numa classe, a tendência é que essa pessoa passe a ser vista como todas as demais pessoas que estão naquela classe e, em alguns casos, passe a ser tratada do mesmo modo pelas políticas.

        Qual é a diferença substantiva entre uma pessoa um centavo abaixo da linha de renda que define os benefícios de assistência social e outra um centavo acima? Em renda, irrelevante, mas a classificação elegível e não elegível tem impactos concretos na vida das pessoas. Elas passam ou não pelo buraco da agulha dos critérios de elegibilidade de programas sociais. Alguns programas chegam a ser desenhados com base em classes, por isso o assunto não é apenas um detalhe acadêmico.


Marcelo Medeiros. Os ricos e os pobres. São Paulo: Companhia das Letras, 2023 

(com adaptações).

Julgue o item a seguir, relativo às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.


O uso das aspas no primeiro parágrafo indica um afastamento do autor da ideia transmitida no trecho por elas delimitado. 

Alternativas
Q4172017 Português
TEXTO I


O Lobo e o Cordeiro


Q1_10.png (224×133)


    Num pequeno córrego, um lobo faminto estava bebendo água quando um cordeiro chegou mais abaixo e começou a beber também. O lobo olhou com olhos sanguinários e mostrou os dentes, dizendo: "Como ousas sujar a água de onde bebemos?".

    O cordeiro respondeu humildemente: "Eu estou abaixo de onde você bebe, não poderia sujar a sua água." O lobo, ainda mais furioso, continuou: "Então por que você está me insultando?” – respondeu então o cordeiro: “Não iniciei a conversa com o senhor, pelo contrário, só respondi em tom mais brando ao que me questionara”. Nisso, o Lobo retrucou: “Você me ofendeu há seis meses!” O cordeiro respondeu: "Há um engano, eu nasci apenas três meses atrás, então ainda não existia e não tenho culpa." O lobo insistiu: "Você é culpado pelo estrago que fez ao pastar no meu campo."

    O cordeiro disse: "Isso não é possível, pois ainda não tenho dentes." Sem mais argumentos, o lobo pulou sobre o cordeiro e o devorou. 


Fonte: ESOPO. Fábulas. https://pensador.com/fabulas_mais_conhecidas_de_esopo_com_moral/ (adaptado).
“O lobo olhou com olhos sanguinários e mostrou os dentes, dizendo: "Como ousas sujar a água de onde bebemos?”.

É correto dizer que, dos sinais de pontuação presentes na passagem acima, podem ser apontados os seguintes: 
Alternativas
Q4171074 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Revisão da Lei de Cotas em meio à campanha eleitoral é risco de retrocesso, avaliam parlamentares







Disponível em https://g1.globo.com/politica/noticia/2022/01/29/revisao-da-lei-de-cotas-em-meio-a-campanha-eleitoral-e-risco-de-retrocessoreceiam-parlamentares.ghtml Publicado e Acessado em 29/01/2022 Texto Adaptado 1 De acordo com o texto em 2022, a Lei de Cotas será  
 
"coitadismo" (linha 18) está entre aspas no texto para destacar que  
Alternativas
Q4171071 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Revisão da Lei de Cotas em meio à campanha eleitoral é risco de retrocesso, avaliam parlamentares







Disponível em https://g1.globo.com/politica/noticia/2022/01/29/revisao-da-lei-de-cotas-em-meio-a-campanha-eleitoral-e-risco-de-retrocessoreceiam-parlamentares.ghtml Publicado e Acessado em 29/01/2022 Texto Adaptado 1 De acordo com o texto em 2022, a Lei de Cotas será  
 
O uso de travessão (linhas 6 e 7) no texto ocorre para indicar 
Alternativas
Q4170880 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Q1_10.png (713×624)

Disponível em https://cienciahoje.org.br/artigo/ciencia-e-politica-em-tempos-de-negacionismo/ Acesso em 22/01/22. Texto Adaptado. 
A expressão “retorno à normalidade” (linha 10) está entre aspas para sinalizar que se trata de um(uma)
Alternativas
Q4170878 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Q1_10.png (713×624)

Disponível em https://cienciahoje.org.br/artigo/ciencia-e-politica-em-tempos-de-negacionismo/ Acesso em 22/01/22. Texto Adaptado. 
O uso de travessões no trecho “não sem razão” (linha 6) se justifica por indicar
Alternativas
Q4170202 Português


(Disponível em: https://claudia.abril.com.br/autoconhecimento/julia-cameron-arte-da-escuta – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Considerando o emprego correto dos sinais de pontuação, analise as assertivas a seguir:

I. Na linha 06, o emprego do duplo travessão deve-se ao isolamento de uma expressão retificadora.
II. Na linha 10, o emprego da vírgula deve-se à separação de uma oração subordinada deslocada.
III. Na linha 22, o emprego da vírgula separa um aposto deslocado.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q4168829 Português
Em relação à pontuação, assinalar a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4168787 Português
Em relação à pontuação, marcar C para as sentenças Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(  ) Ninguém, sabia onde ele, estava.
(  ) Qual é a sua motivação? 
Alternativas
Q4168474 Português
Por que o telefone com fio funciona mesmo quando estamos sem luz?


    Porque ele não precisa da energia elétrica da sua casa para funcionar. Nas centrais telefônicas, há baterias – geralmente de 48V – que são utilizadas como fonte de energia para os aparelhos dos ________ (pelo menos no caso dos modelos mais simples, que consomem pouca energia).
    A alimentação vem direto na linha telefônica – ou seja, chega pelos mesmos fios que transmitem sua voz. Dependendo do tamanho e da localização da central telefônica, podem existir também geradores, que mantêm as baterias carregadas caso ___________ apagões muito prolongados. Mas isso raramente é necessário, porque telefones com fio consomem pouco.
    Já o telefone sem fio exige uma potência maior, que não pode ser fornecida pela central telefônica. Portanto, precisa ser alimentado pela rede elétrica da própria casa.

Fonte: Super Interessante - adaptado.
Assinalar a alternativa em que a vírgula está sendo usada CORRETAMENTE: 
Alternativas
Q4168382 Português
Filmes que vão abalar seus nervos, mas que o deixarão mais inteligente

Por Giancarlo Galdino
(Disponível em: https://www.revistabula.com/44437-9-filmes/ – texto adaptado especialmente para esta prova)
Sobre o emprego de sinais de pontuação no seguinte fragmento do texto, assinale a alternativa INCORRETA.
É dessa maldade banalizada que deveria fugir Tomasz, o personagem central de “Rede de Ódio” (2020), filme do polonês Jan Komasa, ainda que não perceba; caminho semelhante é o traçado por Adrian, protagonista de “Um Contratempo” (2016), dirigido pelo espanhol Oriol Paulo, filme que honra a concepção de Sócrates quanto a desenvolver no público a necessidade (e o gosto) por perguntar, perguntar, perguntar.
Alternativas
Q4168380 Português
Filmes que vão abalar seus nervos, mas que o deixarão mais inteligente

Por Giancarlo Galdino
(Disponível em: https://www.revistabula.com/44437-9-filmes/ – texto adaptado especialmente para esta prova)
Assinale a alternativa cuja reescrita do seguinte período do texto preserva a correção e o sentido do original.
“Em tudo isso consiste a maiêutica, por meio da qual, como num jogo, estabelecem-se pontos de destaque, em dado problema filosófico, que originam perguntas que, uma vez respondidas, fomentam novas réplicas e tréplicas, e a brincadeira nunca tem fim.”
Alternativas
Q4167761 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão. 





Disponível em https://www.hospitaloswaldocruz.org.br/imprensa/noticias/precisamos-falar-de-gordofobia Acessado em 23/10/2010 - Texto adaptado

Em Já partem do princípio de que é porque quero emagrecer, me dão parabéns. E não é. (linhas 44 e 45), o ponto que separa os enunciados expressa
Alternativas
Q4167509 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Dia mundial da bicicleta: solução para a mobilidade e a saúde urbana


Q1_10.png (649×613)

Disponível em https://via.ufsc.br/dia-mundial-da-bicicleta/ Acessado em 12/11/2020
Sem alterar seu conteúdo, uma outra redação possível para o enunciado Somente após esse período surgiram as primeiras produtoras nacionais e ela passou a se popularizar no país (linhas 11 a 13) seria 
Alternativas
Q4167506 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Dia mundial da bicicleta: solução para a mobilidade e a saúde urbana


Q1_10.png (649×613)

Disponível em https://via.ufsc.br/dia-mundial-da-bicicleta/ Acessado em 12/11/2020
Uma vírgula poderia ser substituída por um ponto em
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Q4167454 Português

Ética profissional na arquitetura e urbanismo: compromisso com o espaço, a sociedade e o futuro


A arquitetura e o urbanismo, mais que práticas técnicas ou artísticas, configuram-se como atividades de profundo impacto social. O espaço construído influencia a forma como vivemos, nos relacionamos e exercemos nossos direitos de cidadania. Diante dessa relevância, a ética profissional torna-se eixo central da atuação do arquiteto e urbanista, orientando decisões que ultrapassam o campo estético e alcançam dimensões sociais, ambientais, econômicas e culturais. Ser ético, na arquitetura, é compreender que cada projeto representa também uma intervenção na vida coletiva.

A ética profissional reúne princípios que orientam o comportamento do indivíduo em relação à sociedade e à sua profissão. No campo da arquitetura e do urbanismo, ela se concretiza em normas, condutas e compromissos definidos no Código de Ética e Disciplina do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR).

Entre os deveres fundamentais do código estão o respeito ao interesse público, o zelo pela segurança, acessibilidade e bem- -estar dos usuários, a responsabilidade ambiental e a defesa da dignidade da profissão. O exercício profissional deve ser pautado pela honestidade intelectual, pela transparência nas relações e pela valorização do trabalho técnico, artístico e científico.

Assim, a ética na arquitetura não se limita ao cumprimento de leis ou normas técnicas: envolve a capacidade crítica de avaliar as consequências das próprias decisões e de agir com integridade, mesmo sob pressões econômicas, políticas ou mercadológicas. 

O arquiteto e urbanista é agente de transformação do espaço e, consequentemente, da sociedade. Suas decisões projetuais podem promover inclusão ou exclusão, sustentabilidade ou degradação, valorização cultural ou apagamento da memória coletiva. 

A ética profissional exige que cada projeto considere seu impacto ambiental, respeite o território e promova o uso racional dos recursos naturais. Projetar de forma ética implica consciência ecológica e compromisso com soluções sustentáveis, acessíveis e socialmente justas.

A dimensão social da ética envolve o compromisso com o direito à cidade, conceito amplamente defendido por Henri Lefebvre e incorporado às políticas urbanas contemporâneas. O arquiteto ético compreende que seu trabalho deve contribuir para cidades mais democráticas, inclusivas e equitativas.

O exercício profissional apresenta inúmeros desafios éticos. Entre eles, destacam-se conflitos entre o interesse privado e o público; plágio e apropriação indevida de autoria em projetos e concursos; concorrência desleal, com práticas que desvalorizam o trabalho técnico; relações com o poder público que exigem transparência e integridade; e a responsabilidade técnica diante de irregularidades que possam comprometer a segurança das pessoas ou o patrimônio ambiental e cultural.

Essas situações exigem do profissional não apenas conhecimento técnico, mas sensibilidade ética, discernimento e coragem moral para tomar decisões orientadas pelo bem coletivo. 

A ética profissional é também um compromisso com as gerações futuras. Em meio à crise climática, à urbanização desigual e à pressão crescente sobre os recursos naturais, arquitetos e urbanistas precisam adotar uma postura ética voltada à sustentabilidade e à justiça socioambiental.

A formação ética, iniciada na universidade e aprofundada ao longo da carreira, deve acompanhar a evolução da sociedade e das tecnologias. A ética não é estática: renova-se conforme emergem novos dilemas e demandas. Ser ético, portanto, é aprender continuamente, repensar práticas e agir com responsabilidade diante das transformações do mundo contemporâneo.

A ética profissional na arquitetura e no urbanismo constitui o alicerce da credibilidade e da relevância social da profissão. Ela orienta o arquiteto e urbanista a compreender seu papel como mediador de valores humanos, ambientais e culturais.

Atuar de forma ética é reconhecer que cada decisão projetual interfere na vida de pessoas e comunidades. É defender a dignidade da profissão, valorizar o conhecimento técnico e agir com compromisso social.  

Somente com base na ética é possível construir cidades mais justas, sustentáveis e belas – espaços que expressem não o poder de poucos, mas o direito de todos à vida urbana com qualidade.


(Por Teresinha, Melo. Disponível em: https://caubr.gov.br/etica-profissional/. Adaptado. Acesso em: abril de 2026.)

Considerando que no 1º§ do texto a autora utiliza diferentes sinais de pontuação para organizar o fluxo de ideias, sobre o emprego da pontuação, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4167453 Português

Ética profissional na arquitetura e urbanismo: compromisso com o espaço, a sociedade e o futuro


A arquitetura e o urbanismo, mais que práticas técnicas ou artísticas, configuram-se como atividades de profundo impacto social. O espaço construído influencia a forma como vivemos, nos relacionamos e exercemos nossos direitos de cidadania. Diante dessa relevância, a ética profissional torna-se eixo central da atuação do arquiteto e urbanista, orientando decisões que ultrapassam o campo estético e alcançam dimensões sociais, ambientais, econômicas e culturais. Ser ético, na arquitetura, é compreender que cada projeto representa também uma intervenção na vida coletiva.

A ética profissional reúne princípios que orientam o comportamento do indivíduo em relação à sociedade e à sua profissão. No campo da arquitetura e do urbanismo, ela se concretiza em normas, condutas e compromissos definidos no Código de Ética e Disciplina do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR).

Entre os deveres fundamentais do código estão o respeito ao interesse público, o zelo pela segurança, acessibilidade e bem- -estar dos usuários, a responsabilidade ambiental e a defesa da dignidade da profissão. O exercício profissional deve ser pautado pela honestidade intelectual, pela transparência nas relações e pela valorização do trabalho técnico, artístico e científico.

Assim, a ética na arquitetura não se limita ao cumprimento de leis ou normas técnicas: envolve a capacidade crítica de avaliar as consequências das próprias decisões e de agir com integridade, mesmo sob pressões econômicas, políticas ou mercadológicas. 

O arquiteto e urbanista é agente de transformação do espaço e, consequentemente, da sociedade. Suas decisões projetuais podem promover inclusão ou exclusão, sustentabilidade ou degradação, valorização cultural ou apagamento da memória coletiva. 

A ética profissional exige que cada projeto considere seu impacto ambiental, respeite o território e promova o uso racional dos recursos naturais. Projetar de forma ética implica consciência ecológica e compromisso com soluções sustentáveis, acessíveis e socialmente justas.

A dimensão social da ética envolve o compromisso com o direito à cidade, conceito amplamente defendido por Henri Lefebvre e incorporado às políticas urbanas contemporâneas. O arquiteto ético compreende que seu trabalho deve contribuir para cidades mais democráticas, inclusivas e equitativas.

O exercício profissional apresenta inúmeros desafios éticos. Entre eles, destacam-se conflitos entre o interesse privado e o público; plágio e apropriação indevida de autoria em projetos e concursos; concorrência desleal, com práticas que desvalorizam o trabalho técnico; relações com o poder público que exigem transparência e integridade; e a responsabilidade técnica diante de irregularidades que possam comprometer a segurança das pessoas ou o patrimônio ambiental e cultural.

Essas situações exigem do profissional não apenas conhecimento técnico, mas sensibilidade ética, discernimento e coragem moral para tomar decisões orientadas pelo bem coletivo. 

A ética profissional é também um compromisso com as gerações futuras. Em meio à crise climática, à urbanização desigual e à pressão crescente sobre os recursos naturais, arquitetos e urbanistas precisam adotar uma postura ética voltada à sustentabilidade e à justiça socioambiental.

A formação ética, iniciada na universidade e aprofundada ao longo da carreira, deve acompanhar a evolução da sociedade e das tecnologias. A ética não é estática: renova-se conforme emergem novos dilemas e demandas. Ser ético, portanto, é aprender continuamente, repensar práticas e agir com responsabilidade diante das transformações do mundo contemporâneo.

A ética profissional na arquitetura e no urbanismo constitui o alicerce da credibilidade e da relevância social da profissão. Ela orienta o arquiteto e urbanista a compreender seu papel como mediador de valores humanos, ambientais e culturais.

Atuar de forma ética é reconhecer que cada decisão projetual interfere na vida de pessoas e comunidades. É defender a dignidade da profissão, valorizar o conhecimento técnico e agir com compromisso social.  

Somente com base na ética é possível construir cidades mais justas, sustentáveis e belas – espaços que expressem não o poder de poucos, mas o direito de todos à vida urbana com qualidade.


(Por Teresinha, Melo. Disponível em: https://caubr.gov.br/etica-profissional/. Adaptado. Acesso em: abril de 2026.)

Em “Somente com base na ética é possível construir cidades mais justas, sustentáveis e belas – espaços que expressem não o poder de poucos, mas o direito de todos à vida urbana com qualidade.” (16º§), a partir da análise semântica e discursiva, depreende-se que: 
Alternativas
Q4167388 Português

Buganvílias

    Nossa casa é antiga, embora não secular – explicava-me aquela senhora – e o senhor sabe como essas construções antigas têm pé-direito alto, um despropósito. Nossos dois andares enfrentam bem uns três dos edifícios vizinhos. Isso lhe dará ideia da altura de minhas buganvílias, pois as raízes delas se misturam com os alicerces, e temos praticamente dois telhados: o comum, e esse lençol rubro de flores, quando vem pintando a primavera.
    Não, não pense que as flores cobrem o telhado: elas formam o seu teto especial, no terraço, dominando a pérgula – e a boa senhora sorriu – que o antigo proprietário fez questão de construir, para dar um ar meio silvestre, meio parnasiano, àquela superfície árida de ladrilhos. Nossa casa está longe de ser bonita, embora eu goste muito dela; e quando as buganvílias funcionam a todo vapor, na florescência, não imagina como a nossa modesta alvenaria se transforma numa coisa espetacular, todo aquele dilúvio de escarlate que a brisa do Brasil beija e balança, os ladrilhos também se deixam atapetar de florinhas, e até o cãozinho, indo brincar no terraço, costuma voltar trazendo no pelo branco manchas encarnadas de primavera. Caem florinhas nas panelas da cozinheira, cá embaixo, e se a gente deixar entreaberta a janela do banheiro, pode tomar seu banho de Bougainvillea spectabilis, Willd., o que nome tenha; sei que é uma nictaginácea, ouviu?
    Tudo isso é simpático, mas tem seus inconvenientes. Quando nos instalamos, um mestre de obras ponderou: “Eu, se fosse madame, cortava essas trepadeiras. Veja como os troncos encorparam, e como as paredes vão trincando. A raiz está abalando tudo”. Não tive coragem de matar uma planta de Deus, aliás duas, subindo lado a lado, confundindo lá em cima os galhos e fazendo de nossa casa uma coisa diferente, no cinzento da Zona Sul (os moradores dos edifícios garantem que, vista do alto, a casa vale muito mais do que vista da rua, por causa das buganvílias, que fazem bem aos olhos). E depois, já tivemos que sacrificar a goiabeira para abrir mais uma caixa d’água subterrânea, Deus nos perdoe. Não, as buganvílias, não. A casa pode vir abaixo, e seremos soterrados sob tijolos e flores, mas todo o poder às buganvílias!
    Há dias foi engraçado, porque convidamos um casal para almoçar, e já na horinha me lembrei que não tínhamos flores em casa. Fui comprá-las correndo, mas a greve da Leopoldina acabara com elas, ou era a própria greve das flores, que pediam aumento de orvalho; não havia uma triste corola à venda. E não era dia de feira no bairro, de sorte que não se podia recorrer a flores de calçada. Voltei de alma ferida, porque se pode trabalhar sem flor, dormir sem flor, mas comer sem flor é desagradável, tira o sal. Estava imersa em vil desânimo, quando me pousou no nariz, trazida pelo vento, a florinha de buganvília, cujos ramos estão explodindo de vermelho, entre pinceladas verdes. Voei ao quarto de depósito, saí de lá brandindo a escada de três metros, e icei-a na pérgula. E com risco de romper o esqueleto, pois escada de casa velha também é velha e desconjuntada, aos olhos divertidos ou indignados da vizinhança, fui ceifando com tesoura aquele mar de florinhas sanguíneas. Enchi duas cestas enormes, e nunca minha casa ficou tão bonita como enfeitada assim à última hora, sem gastar um cruzeiro; o casal ficou encantado, mas que beleza de flor, então eu expliquei que buganvília não tem propriamente flores, tem brácteas, que são folhas iguais às outras, mas valorizadas pelo vermelho. Deu tudo certo, e eu senti que os imensos pés de buganvílias me agradeciam e pagavam dessa maneira a decisão de poupar-lhes a vida até a consumação dos séculos – ou da nossa velha casa, que eles vão destruindo poeticamente.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. Fala, amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.)

Em “Caem florinhas nas panelas da cozinheira, cá embaixo, e se a gente deixar entreaberta a janela do banheiro, pode tomar seu banho de Bougainvillea spectabilis, Willd., o que nome tenha; sei que é uma nictaginácea, ouviu?” (2º§), é possível inferir que o ponto de interrogação foi empregado com o objetivo de: 
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Q4167008 Português
Moeda
    Do latim moneta.
   Juno, a deusa romana mais adorada, era irmã e esposa de Júpiter, o maior dos deuses. Era conhecida como Juno Regina (Juno Rainha) e por outros sobrenomes dependendo da sua área de atuação: protegia as mulheres, os partos, os casamentos e a vida social e moral. Enfim, uma superdeusa. Um de seus sobrenomes ela recebeu após chamar a atenção dos romanos para um ataque noturno dos gauleses: Juno Moneta (do latim monere, advertir). O sinal foi dado pelos gansos que viviam ao redor do templo de Juno no monte Capitolino. Foi lá que os romanos instalaram sua casa da moeda. Em 269 a. C., cunharam uma moeda de prata, chamada denariu (daí dinheiro), com a imagem da deusa e seu sobrenome, Moneta. Pronto, para os romanos moneta passou a significar moeda.
   Foi daí também que veio o inglês money.

Reinaldo Pimenta. A casa da mãe Joana. RJ, Campos, 2002. 

As duas ocorrências dos dois-pontos no texto têm como função a suspensão do discurso para
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Q4167004 Português

Imagem associada para resolução da questão



O uso das vírgulas na fala do segundo quadro “... viajar, treinar, aprender...“ ocorre para

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Respostas
361: C
362: A
363: B
364: D
365: C
366: A
367: C
368: D
369: D
370: B
371: C
372: A
373: A
374: D
375: B
376: E
377: B
378: B
379: C
380: E