Questões de Concurso Sobre orações coordenadas sindéticas: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas... em português

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Q4074679 Português
O que são os “cristais de memória” que desafiam as leis da física e prometem solucionar o problema do armazenamento de dados

Por Laurie Clarke

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Analise a função dos termos destacados nos trechos a seguir, retirados do texto:
 “‘Foi difícil explicar’, afirmou Kazansky, que é professor de optoeletrônica da Universidade de Southampton, no Reino Unido”.
 “Mas, na verdade, elas exigem enormes recursos físicos, cuja demanda está se tornando insaciável”.
Os termos destacados estabelecem, respectivamente, relações de:
Alternativas
Q4074540 Português
A armadilha da carga cognitiva: por que estudar mais tempo nem sempre te ajuda a aprender mais



(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/ckg1y1gzgypo – texto adaptado especialmente para esta prova).
No trecho “Portanto, a carga cognitiva é ___ quantidade de esforço mental [...]” (l. 19-21), o conectivo “portanto” introduz uma:
Alternativas
Q4073114 Português
FOGO E MAR


Era uma vez uma chama muito ardente, que veio voando e voando até beijar o mar. Antes levemente cálido, o mar esquentou. Não a ponto de ferver, mas a nova temperatura fez surgir uma forma de vida que ninguém jamais conheceu. Ela nasceu tímida, depois revelou aos poucos suas habilidades e voou ao infinito. O mar ficou mais quente. A chama continuou acesa. E um trouxe à tona a face desconhecida do outro (a chama, mais fria; o mar, mais quente), até se encontrarem no céu.


Disponível em .https://folhadabaixada.com.br/literatura/micronarrativas/fogo-e-mar/ Com adaptações.
A respeito da vírgula em “Não a ponto de ferver, mas a nova temperatura fez surgir uma forma de vida que ninguém jamais conheceu”, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4072747 Português
FOGO E MAR


   Era uma vez uma chama muito ardente, que veio voando e voando até beijar o mar. Antes levemente cálido, o mar esquentou. Não a ponto de ferver, mas a nova temperatura fez surgir uma forma de vida que ninguém jamais conheceu. Ela nasceu tímida, depois revelou aos poucos suas habilidades e voou ao infinito. O mar ficou mais quente. A chama continuou acesa. E um trouxe à tona a face desconhecida do outro (a chama, mais fria; o mar, mais quente), até se encontrarem no céu.


Disponível em
<https://folhadabaixada.com.br/literatura/micronarrativas/fogo-e-mar/>.
Com adaptações. Acesso em 18/04/2026.
A respeito da vírgula em “Não a ponto de ferver, mas a nova temperatura fez surgir uma forma de vida que ninguém jamais conheceu”, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4072680 Português

TEXTO BASE 


A transparência na gestão pública não é apenas uma exigência legal; é, antes de tudo, um compromisso ético com a sociedade. Quando os gestores divulgam informações claras sobre o uso dos recursos públicos, fortalecem a confiança dos cidadãos nas instituições e contribuem para a consolidação da democracia. Entretanto, ainda há muitos desafios a superar: a burocracia excessiva, a resistência cultural de alguns servidores e a falta de capacitação técnica dificultam, em grande medida, a plena efetivação desse princípio. É necessário, portanto, que o Estado invista continuamente em formação, em tecnologia e em mecanismos de controle social, para que a transparência deixe de ser uma promessa e se torne uma prática cotidiana e irreversível. 

No trecho "Entretanto, ainda há muitos desafios a superar", o conectivo "Entretanto" estabelece em relação ao parágrafo anterior uma relação de:
Alternativas
Q4072395 Português

O que podemos aprender com as ‘lições’ da história?

Em quem confiar?


        O título coloca uma palavra entre aspas. O leitor esperto e a leitora atenta já intuíram que o cronista desconfia do termo. Você já viu algo sobre a história ser “mestra da vida”, mesmo não sabendo que um dos pais da ideia é o romano Cícero. “Precisamos estudar história para não repeti-la” também é conceito popular. Os positivistas diziam que os mortos governavam os vivos, analisando o peso da experiência sobre nós. Os historiadores modernos, estes estranhos seres, dizem que não se aprende algo moral com a história. Em quem confiar?

      O ser humano é randômico. Cada indivíduo é único e irrepetível. Duas turmas de alunos, dois filhos diferentes, dois namoros: tudo parece ecoar Heráclito e seu rio mutante eterno. Gostamos de padrões e generalizações. Amamos previsibilidade. O caos é mais do que uma entidade grega: é o eixo estruturante da vida.

       Quero um princípio pedagógico-moral como “lição da história”. Irritados com a crise em Atenas, os cidadãos deram todo poder ao legislador Drácon (século 7 a.C.). Ao escrever as leis, decidiu punir o roubo e o assassinato com a pena capital. A ideia sedutora: estabelecer um princípio pétreo – todos saberiam que qualquer desvio era punido com rigor extremo. O resultado esperado? Surgiria uma sociedade como a das abelhas: sem crime, com cada pessoa agindo sem prejudicar o grupo. O resultado? Desastroso. O código draconiano foi abandonado. Lição? Aparentemente, leis mais duras não resolvem o crime. Códigos pesados não instauram o paraíso na pólis.

      Vamos esquecer a Grécia. Avancemos ao Novo Mundo. O motorista brasileiro ultrapassa a velocidade legal nas estradas do nosso País. Nos EUA, o mesmo condutor costuma virar exemplo ao volante. Por quê? Lá ele sabe que a polícia pega, multa e prende com facilidade. Na América do Norte, o cidadão vive uma transformação. O motivo? Óbvio: a dureza da lei e dos seus agentes. Então, fracassando na Grécia, Drácon triunfa nos EUA? No nosso senso comum, um dos problemas da violência no Brasil é a impunidade. Qual a lição a aprender? A pena de morte ou a lei duríssima seriam inúteis ou eficazes?

      Meu avô materno foi um pai severo. A ascendência alemã e o luteranismo estimulavam crença em regras imutáveis. Os três filhos, por exemplo, não podiam conversar à mesa. Só os genitores falavam. Havia tarefas e horários inflexíveis. As punições eram severas. Resultado de regras “draconianas” e punições físicas? Minha mãe tornou-se uma mulher totalmente dominada pela ideia de ordem e meu tio, em contrapartida, um rebelde contumaz que enfrentava o pai mesmo diante da força explícita. Minha mãe foi  enquadrada e meu tio nunca baixou a cerviz. Mesmo sangue, mesma família, mesmo ambiente: como concluir sobre as lições pedagógicas do velho Schlusen (sobrenome de solteira da minha mãe)? A variação seria de gênero? Minha mãe, mais velha, seguiu a sina da submissão? Na Bíblia, o mais novo é candidato à rebeldia: Esaú e Jacó, por exemplo. Qual a lição real?

     Seria bom se a História funcionasse como um conto infantil moral: o mal é poderoso, mas triunfa o bem constante e resiliente. Não é assim. Há ditadores que morrem de forma terrível, como Mussolini. Há outros que chegam ao fim em pleno poder, como Stalin. Há democratas assassinados e tiranos bem-sucedidos. Canalhas também envelhecem e alguns vivem prolongada e serena aposentadoria. Princípios metafísicos como “lei do retorno” ou “carma” são explicações que emergem do nosso desejo de lógica de fundo moral. Como seria bom se houvesse esta matemática precisa: “fez o mal, sofrerá no futuro”. Gente fiel pode ser traída, generosos são esmagados, ladrões seguem firme na carreira e violentos possuem um fã-clube. Escrevendo assim, não interprete que afirmo ser o mundo um lugar ruim e incorrigível. O que digo talvez seja pior: não existe lógica moral. Exemplos? O ditador Ceaucescu (Romênia) caiu do poder e foi fuzilado. Foi acompanhado por sua esposa na tragédia final. Porém... Martin Luther King também foi assassinado. Já o nazista Mengele... nadava tranquilo no dia da morte, depois de uma vida de horrores inomináveis. Bondade não garante sucesso, tampouco maldade é salvo-conduto para a bem-aventurança sobre a Terra. Falta traço moral ao processo histórico. Claro, posso imaginar que após a vida existe a vitória moral com Paraíso e Inferno, mas, como historiador, só posso trabalhar com o mundo visível e documentado aqui e agora.

    A contingência não segue código moral. O avião cai com bons e ruins. Recompensas ou punições (como reguladores de ação humana) podem existir no plano das crenças. Geralmente, a ética é mais sustentável como projeto, mas a já citada “contingência” reina.

    No mundo real, Chapeuzinho Vermelho não é boa ou ruim: ela está cruzando uma área onde o lobo é predador. A Vovó não é vítima, é apenas proteína aos olhos da natureza lupina. O caçador é tão assassino quando o lobo: ambos sobrevivem destruindo vidas. E a vitória da bela Chapeuzinho? Bem, perguntem ao humano Andersen, que coletou a história. Se ela fosse redigida pelos lobos, teríamos um peludo mártir da violência. A esperança de justiça é um desejo, um suspiro breve na eternidade. Nossa meta é uma régua moral; a história ri da nossa pretensão


Autor: Leandro Karnal.

No trecho “Minha mãe tornou-se uma mulher totalmente dominada pela ideia de ordem e meu tio, em contrapartida, um rebelde contumaz que enfrentava o pai mesmo diante da força explícita”, a expressão “em contrapartida” estabelece, entre as informações do período, uma relação de: 
Alternativas
Q4072394 Português

O que podemos aprender com as ‘lições’ da história?

Em quem confiar?


        O título coloca uma palavra entre aspas. O leitor esperto e a leitora atenta já intuíram que o cronista desconfia do termo. Você já viu algo sobre a história ser “mestra da vida”, mesmo não sabendo que um dos pais da ideia é o romano Cícero. “Precisamos estudar história para não repeti-la” também é conceito popular. Os positivistas diziam que os mortos governavam os vivos, analisando o peso da experiência sobre nós. Os historiadores modernos, estes estranhos seres, dizem que não se aprende algo moral com a história. Em quem confiar?

      O ser humano é randômico. Cada indivíduo é único e irrepetível. Duas turmas de alunos, dois filhos diferentes, dois namoros: tudo parece ecoar Heráclito e seu rio mutante eterno. Gostamos de padrões e generalizações. Amamos previsibilidade. O caos é mais do que uma entidade grega: é o eixo estruturante da vida.

       Quero um princípio pedagógico-moral como “lição da história”. Irritados com a crise em Atenas, os cidadãos deram todo poder ao legislador Drácon (século 7 a.C.). Ao escrever as leis, decidiu punir o roubo e o assassinato com a pena capital. A ideia sedutora: estabelecer um princípio pétreo – todos saberiam que qualquer desvio era punido com rigor extremo. O resultado esperado? Surgiria uma sociedade como a das abelhas: sem crime, com cada pessoa agindo sem prejudicar o grupo. O resultado? Desastroso. O código draconiano foi abandonado. Lição? Aparentemente, leis mais duras não resolvem o crime. Códigos pesados não instauram o paraíso na pólis.

      Vamos esquecer a Grécia. Avancemos ao Novo Mundo. O motorista brasileiro ultrapassa a velocidade legal nas estradas do nosso País. Nos EUA, o mesmo condutor costuma virar exemplo ao volante. Por quê? Lá ele sabe que a polícia pega, multa e prende com facilidade. Na América do Norte, o cidadão vive uma transformação. O motivo? Óbvio: a dureza da lei e dos seus agentes. Então, fracassando na Grécia, Drácon triunfa nos EUA? No nosso senso comum, um dos problemas da violência no Brasil é a impunidade. Qual a lição a aprender? A pena de morte ou a lei duríssima seriam inúteis ou eficazes?

      Meu avô materno foi um pai severo. A ascendência alemã e o luteranismo estimulavam crença em regras imutáveis. Os três filhos, por exemplo, não podiam conversar à mesa. Só os genitores falavam. Havia tarefas e horários inflexíveis. As punições eram severas. Resultado de regras “draconianas” e punições físicas? Minha mãe tornou-se uma mulher totalmente dominada pela ideia de ordem e meu tio, em contrapartida, um rebelde contumaz que enfrentava o pai mesmo diante da força explícita. Minha mãe foi  enquadrada e meu tio nunca baixou a cerviz. Mesmo sangue, mesma família, mesmo ambiente: como concluir sobre as lições pedagógicas do velho Schlusen (sobrenome de solteira da minha mãe)? A variação seria de gênero? Minha mãe, mais velha, seguiu a sina da submissão? Na Bíblia, o mais novo é candidato à rebeldia: Esaú e Jacó, por exemplo. Qual a lição real?

     Seria bom se a História funcionasse como um conto infantil moral: o mal é poderoso, mas triunfa o bem constante e resiliente. Não é assim. Há ditadores que morrem de forma terrível, como Mussolini. Há outros que chegam ao fim em pleno poder, como Stalin. Há democratas assassinados e tiranos bem-sucedidos. Canalhas também envelhecem e alguns vivem prolongada e serena aposentadoria. Princípios metafísicos como “lei do retorno” ou “carma” são explicações que emergem do nosso desejo de lógica de fundo moral. Como seria bom se houvesse esta matemática precisa: “fez o mal, sofrerá no futuro”. Gente fiel pode ser traída, generosos são esmagados, ladrões seguem firme na carreira e violentos possuem um fã-clube. Escrevendo assim, não interprete que afirmo ser o mundo um lugar ruim e incorrigível. O que digo talvez seja pior: não existe lógica moral. Exemplos? O ditador Ceaucescu (Romênia) caiu do poder e foi fuzilado. Foi acompanhado por sua esposa na tragédia final. Porém... Martin Luther King também foi assassinado. Já o nazista Mengele... nadava tranquilo no dia da morte, depois de uma vida de horrores inomináveis. Bondade não garante sucesso, tampouco maldade é salvo-conduto para a bem-aventurança sobre a Terra. Falta traço moral ao processo histórico. Claro, posso imaginar que após a vida existe a vitória moral com Paraíso e Inferno, mas, como historiador, só posso trabalhar com o mundo visível e documentado aqui e agora.

    A contingência não segue código moral. O avião cai com bons e ruins. Recompensas ou punições (como reguladores de ação humana) podem existir no plano das crenças. Geralmente, a ética é mais sustentável como projeto, mas a já citada “contingência” reina.

    No mundo real, Chapeuzinho Vermelho não é boa ou ruim: ela está cruzando uma área onde o lobo é predador. A Vovó não é vítima, é apenas proteína aos olhos da natureza lupina. O caçador é tão assassino quando o lobo: ambos sobrevivem destruindo vidas. E a vitória da bela Chapeuzinho? Bem, perguntem ao humano Andersen, que coletou a história. Se ela fosse redigida pelos lobos, teríamos um peludo mártir da violência. A esperança de justiça é um desejo, um suspiro breve na eternidade. Nossa meta é uma régua moral; a história ri da nossa pretensão


Autor: Leandro Karnal.

As relações semânticas entre partes do texto contribuem para a construção do posicionamento do cronista sobre as “lições” da história. Nesse sentido, analise as assertivas a seguir.

I. Em “A ideia sedutora: estabelecer um princípio pétreo – todos saberiam que qualquer desvio era punido com rigor extremo. [...] O resultado? Desastroso.”, há oposição entre a expectativa de controle social e o efeito histórico apresentado.
II. Em “Lá ele sabe que a polícia pega, multa e prende com facilidade. Na América do Norte, o cidadão vive uma transformação. O motivo? Óbvio: a dureza da lei e dos seus agentes.”, há relação de causalidade entre fiscalização rigorosa e mudança de comportamento.
III. Em “O avião cai com bons e ruins. Recompensas ou punições [...] podem existir no plano das crenças.”, há relação de conclusão, pois a segunda oração confirma que a história garante justiça moral aos indivíduos.

Está(ão) CORRETA(S):
Alternativas
Q4070938 Português

No trecho:


“A vacina foi aprovada pela agência reguladora em abril de 2025, porém os locais de produção registrados eram as fábricas da farmacêutica franco-austríaca Valneva.”


assinale a alternativa correta acerca da análise linguística e textual do período.

Alternativas
Q4070830 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Proporção de indígenas na liderança de grupos de pesquisa cresce mais de 50% em 23 anos

        A proporção de pesquisadores indígenas entre os líderes de grupos de pesquisa aumentou de 0,25"/o em 2000 para O,3B% em 2023. É o que mostra o artigo "A liderança indígena nos grupos de pesquisa no Brasil: um panorama por grandes áreas do conhecimento de 2000 a 2023", que será publicado na edição número B1 do Boletim Radar, com lançamerrto previsto para 4 de maio. O estudo baseia-se em dados do Censo do Diretorio dos Grupos de Pesquisa (DGP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnologico (CNPq).

        Os dados do DGP mostram crescimento no número de líderes indígenas de 46 em 2000 para 252 em 2023. A presenÇa de mulheres indígenas entre as lideranças também aumentou: em 2000, elas representavam 0,06o/o do total de líderes, número que aumentou para 0,'l 6% em 2023.

        Embora os resultados mostrem crescimento nos números de líderes indígenas ao longo do período, sua participação é inferior a 0,5% em todas as áreas de conhecimento, enquanto as pessoas declaradas indígenas no Censo de2022 representaram 0,83%da população brasileira.

        A análise por sexo revela desigualdades na liderança indígena. Homens predominam na maior parte do período em todas as áreas do conhecimento. A exceção é Ciências da Vida, onde, em 2023, havia 33 mulheres indígenas na liderança, contra 19 homens.

        Nas Humanidades, há anos com maior presença feminina, mas, em 2023, os homens ainda eram maioria (81 líderes, ante 62 mulheres). Apesar disso, a participação feminina cresceu ao longo do tempo em todas as áreas. Ainda assim, a expansão da liderança indígena segue desigual e reflete diferenças de gênero entre os campos do conhecimento.

        O próximo passo e fortalecer a agenda de pesquisa sobre povos indígenas. "Neste texto do Radar, fizemos um primeiro retrato, mais descritivo, para entender em quais áreas do conhecimento esses líderes estão e como evoluíram ao longo do tempo. Agora estamos avançando. Queremos entender melhor quais são as linhas de pesquisa desses lÍderes indígenas, se há padrões específicos ou não", explica um dos autores. 

        "Também pretendemos conversar diretamente com um conjunto desses pesquisadores para compreender suas trajetórias, os desafios que enfrentam, como constroem sua legitimidade científica e se trazem outras cosmovisões que complementam ou mesmo contradizem processos científ icos. Além disso, nos interessa analisar como grupos liderados por indígenas se conectam com outros grupos e parceiros externos, e como se organizam essas colaborações", conta.

        Mesmo com avanços importantes para estimular a presença de indígenas no ambiente acadêmico - políticas afirmativas, editais específicos, programas voltados para a diversidade -, ainda há um longo caminho a percorrer.

Adaptado de: https://www.ipea.gov.brlporta l/categorias/ 45- todas-as-noticias/noticias/'16341 -proporcao-de indigenas-nalideranca-de-grupos-de-pesquisa-cresce-mais-de- 50-em-23 anos. 
Considerando os dados do texto, os recursos coesivos empregados e a progressão argumentativa do texto sobre a liderança indígena em grupos de pesquisa no Brasil, analise as partes que seguem:
(1ª parte): A proposta de fortalecimento da agenda de pesquisa, mencionada no sexto parágrafo, sugere a necessidade de ampliação de investimentos teóricos, metodológicos e institucionais no campo.
(2ª parte): A expressão Apesar disso, no quínto parágrafo, estabelece uma relação de causalidade entre o cresctmento da participação feminina e a persistência da predominância masculina. Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4070630 Português

TEXTO 2 


“Minha irmã encontrou a faca escondida na mala de nossa avó. Brincávamos de cortar folhas, talos, fingindo cozinhar como vimos fazer. Não sabíamos que aquele gesto inocente mudaria tudo. Foi num instante, um descuido, e o sangue tomou conta do silêncio da casa.

Quando arrancaram a língua de minha irmã, foi como se arrancassem também a nossa história. Ficamos presas a um silêncio que não era apenas ausência de palavras, mas um peso que carregávamos no corpo e na memória.” VIERA JUNIOR, Itamar. Torto Arado. Salvador: Editora Todavia, 2019.

No trecho “...não era apenas ausência de palavras, mas um peso que carregávamos...”, o conectivo “mas” estabelece relação de: 
Alternativas
Q4070626 Português
TEXTO 1 

“Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos. Meu pai, logo que teve notícia da aventura, tratou de me afastar dela; mas eu resisti quanto pude. Embora estivesse já cansado daquela vida, continuava preso ao encanto que ela exercia sobre mim. No entanto, a razão começava a insinuar-se, e eu já não via com os mesmos olhos o que antes me parecia irresistível” (Adaptado de ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas)


Assinale a alternativa em que a reescrita do trecho destacado mantém o mesmo sentido e a correção gramatical:
Alternativas
Q4070560 Português
TEXTO 2

“Minha irmã encontrou a faca escondida na mala de nossa avó. Brincávamos de cortar folhas, talos, fingindo cozinhar como víamos fazer. Não sabíamos que aquele gesto inocente mudaria tudo. Foi num instante, um descuido, e o sangue tomou conta do silêncio da casa. 
Quando arrancaram a língua de minha irmã, foi como se arrancassem também a nossa história. Ficamos presas a um silêncio que não era apenas ausência de palavras, mas um peso que carregávamos no corpo e na memória.” VIEIRA JUNIOR, Itamar. Torto Arado. Salvador: Editora Todavia, 2019. 
No trecho “...não era apenas ausência de palavras, mas um peso que carregávamos...”, o conectivo “mas” estabelece relação de: 
Alternativas
Q4070556 Português

TEXTO 1


“Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos. Meu pai, logo que teve notícia da aventura, tratou de me afastar dela; mas eu resisti quanto pude. Embora estivesse já cansado daquela vida, continuava preso ao encanto que ela exercia sobre mim. No entanto, a razão começava a insinuar-se, e eu já não via com os mesmos olhos o que antes me parecia irresistível” (Adaptado de ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas) 

Assinale a alternativa em que a reescrita do trecho destacado mantém o mesmo sentido e a correção gramatical
Alternativas
Q4068494 Português

Para responder à questão, Ieia a charge abaixo.


Considerando as regras normativas sobre conjunções, a partir das frases interpretativas da charge, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4067724 Português

Para responder à questão, Ieia o texto abaixo.



Analfabetismo funcional não apresenta melhora e

alcança 29%. dos brasileiros, mesmo patamar de 2018,

aponta novo levantamento do Inaf


    O analfabetismo funcional não avançou no Brasil nos últimos seis anos. É o que revela a nova edição do Inaf (lndicador de Alfabetismo Funcional). O levantamento aponta que 29% dos brasileiros de 15 a 64 anos seguem nessa condição, mesmo patamar verificado em 2018, ano em que a série histórica da pesquisa, publicada desde 2001, foi interrompida devido à pandemia de Covid- 19.


    Com relação aos jovens, o analfabetismo funcional teve um ligeiro incremento. Em 2018, 14% dos jovens de 15 a 29 anos estavam nessa condição e o percentual aumentou para 16% em 2024.


    Os níveis de alfabetismo são definidos a partir do desempenho em um teste que aborda situações presentes no cotidiano dos respondentes, considerando tanto habilidades relacionadas a textos  chamadas de letramento  quanto aquelas relacionadas aos números, designadas como numeramento. As aplicações inéditas no Inaf 2024, ao convidar os respondentes a resolver algumas questões aplicadas em um aparelho de telefone celular, permitem avançar no entendimento de em que medida o maior ou menor nível de alfabetismo incide sobre como as pessoas lidam com textos e informações numéricas no mundo digital. Traz também algumas pistas sobre como as "infinitas" oportunidades de consumir e produzir informação no ambiente digital podem ampliar ou limitar as possibilidades de inserção plena dos indivíduos numa sociedade crescentemente rica em tecnologia.


    Esta edição do Inaf entrevistou 2.554 indivíduos de 15 a 64 anos, entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, em todas as regiões do país, para mapear as habilidades de leitura, escrita e matemática dos brasileiros. A margem de erro estimada varia entre dois e três pontos percentuais, a depender da faixa etária analisada considerando um intervalo de confiança estimado de 95%.


Fonte: https://www.unicef.org/brazil/ comunicados-de-

imprensa/analfabetismo-funcional-nao-apresenta-melhora-e-alcanca-

29- por-cento-dos-brasileiros- mesmo- patamar-de-2018-aponta-novo-

levantamento-do-inaf (adaptado).

No segmento considerando tanto habilidades relacionadas a textos [...] quanto aquelas relacionadas aos números, a correlação tanto... quanto estabelece relação de:
Alternativas
Q4067700 Português

A conjunção MAS, presente no segundo balão, atua como articulador sintático do período composto. 



Considerando a coerência e as relações lógico-semânticas estabelecidas por esse conectivo, é CORRETO afirmar que ele expressa uma ideia de:

Alternativas
Q4066560 Português
Analise a sentença abaixo:
Os padrões de atendimento ao público devem priorizar respeito, eficiência e urbanidade (1ª parte). Isso se deve ao fato de que a postura profissional adequada contribui para a satisfação do usuário (2ª parte). Sendo assim, é mais importante padronizar os atendimentos com base na eficiência e na cordialidade do que atender às necessidades específicas de cada pessoa atendida (3ª parte).
Quais partes estão corretas?
Alternativas
Q4065889 Português

Para responder à questão, Ieia o texto abaixo.



Da renda à ciência, desigualdade racial segue

moldando o Brasil


    Olhar para a desigualdade no Brasil é, inevitavelmente, olhar para o que persiste. Não apenas nos indicadores, mas nas estruturas que atravessam o tempo e organizam silenciosamente a vida social.


    Os dados mais recentes do Ipea não deixam espaço para dúvida: mesmo diante de avanços importantes nas políticas públicas, a desigualdade racial permanece como uma presença constante. Ela não se limita a um campo específico — infiltra-se na renda, atravessa o acesso a serviços, delimita trajetórias e chega, inclusive, à forma como o país produz e organiza seus próprios dados.


    Mais do que um desvio ou uma exceção, trata-se de um padrão que se repete. Uma engrenagem que se ajusta ao tempo, mas não se desfaz, e que segue desafiando tanto a ação do Estado quanto a capacidade de compreender, em profundidade, o Brasil que se constrói todos os dias.


    O estudo Desigualdade de raça e gênero e impactos distributivos dos gastos públicos com saúde e educação no Brasil mostra que as políticas públicas têm, sim, potência transformadora. Ao incorporar serviços de saúde e educação ao cálculo da renda ampliada, a desigualdade diminui de forma expressiva — o índice de Theil (medida estatística de desigualdade econômica e concentração de renda) recua de 0,62 para 0,38, sinalizando o efeito redistributivo do Estado.


    Mas há camadas que resistem. Entre 11% e 12% da desigualdade total ainda se explica por fatores como raça e gênero, revelando que essas dimensões continuam a organizar o acesso a oportunidades. Mesmo quando o Estado atua, as marcas da desigualdade não desaparecem por completo - elas se reconfiguram.


    Essa distância se amplia quando se observa o gasto privado: entre as famílias de maior renda no país, por exemplo, as chefiadas por homens brancos chegam a investir em saúde até 150% do que é gasto por famílias negras. Em um mesmo país, convivem realidades profundamente distintas, separadas por barreiras que nem sempre são visíveis, mas são persistentemente eficazes.


    E quando raça e gênero se cruzam, o cenário se torna ainda mais complexo. As desigualdades não apenas se somam — elas se aprofundam, revelando um tecido social onde as diferenças se entrelaçam e se reforçam mutuamente.


    A desigualdade racial também se inscreve nos espaços onde o conhecimento é produzido. O estudo Fronteiras desiguais: um exame crítico da participação negra interseccionada com sexo na liderança científica brasileira revela um dado que vai além da representatividade: ele diz respeito à própria construção do saber.


    Pessoas negras - especialmente mulheres negras — permanecem sub-representadas em posições de liderança na pesquisa científica. E isso não é apenas uma questão de presença, mas de perspectiva.


    Quando determinados grupos ficam à margem, determinadas perguntas deixam de ser feitas. Certas experiências deixam de ser consideradas. E, pouco a pouco, o conhecimento produzido passa a refletir apenas uma parte da realidade  —  nunca o todo. Assim, a desigualdade não apenas limita trajetórias individuais. Ela também molda aquilo que o país escolhe, ou deixa de escolher, compreender sobre si mesmo.


    Quando reunidos, os estudos apontam para uma mesma direção: a desigualdade racial no Brasil não é episódica. Não é um resíduo do passado. É uma presença ativa, que se reorganiza e se mantém ao longo do tempo.


    Ela atravessa a renda, o acesso a serviços, os espaços de poder e até os instrumentos que deveriam revelá-la. Está nas trajetórias individuais, mas também nas estruturas que as condicionam. E é justamente essa persistência que torna o desafio mais complexo — e mais urgente.



Fonte: https://www.ipea.gov.br/portal/categorias/45-todas-as-

noticias/noticias/16302-da-renda-a-ciencia-desigualdade-racial-segue-

moldando-o-brasil (adaptado).

Considerando aspectos sintáticos, semânticos e de pontuação empregados no primeiro parágrafo do texto, analise as assertivas que seguem, julgando-as V, se Verdadeiras, ou F, se Falsas:
(   ) A conjunção e estabelece relação de coordenação conclusiva entre dois verbos de mesmo sujeito.
(   ) O uso da vírgula antes de mas decorre da necessidade de separar o sujeito do predicado.
(   ) A retirada do advérbio de modo silenciosamente não compromete a estrutura sintática da oração, mas altera seu efeito de sentido.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?

Alternativas
Q4065124 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Da renda à ciência, desigualdade racial segue moldando o Brasil


    Olhar para a desigualdade no Brasil é, inevitavelmente, olhar para o que persiste. Não apenas nos indicadores, mas nas estruturas que atravessam o tempo e organizam silenciosamente a vida social.


    Os dados mais recentes do Ipea não deixam espaço para dúvida: mesmo diante de avanços importantes nas políticas públicas, a desigualdade racial permanece como uma presença constante. Ela não se limita a um campo específico — infiltra-se na renda, atravessa o acesso a serviços, delimita trajetórias e chega, inclusive, à forma como o país produz e organiza seus próprios dados.


    Mais do que um desvio ou uma exceção, trata-se de um padrão que se repete. Uma engrenagem que se ajusta ao tempo, mas não se desfaz, e que segue desafiando tanto a ação do Estado quanto a capacidade de compreender, em profundidade, o Brasil que se constrói todos os dias.


    O estudo Desigualdade de raça e gênero e impactos distributivos dos gastos públicos com saúde e educação no Brasil mostra que as políticas públicas têm, sim, potência transformadora. Ao incorporar serviços de saúde e educação ao cálculo da renda ampliada, a desigualdade diminui de forma expressiva — o índice de Theil (medida estatística de desigualdade econômica e concentração de renda) recua de 0,62 para 0,38, sinalizando o efeito redistributivo do Estado.


    Mas há camadas que resistem. Entre 11% e 12% da desigualdade total ainda se explica por fatores como raça e gênero, revelando que essas dimensões continuam a organizar o acesso a oportunidades. Mesmo quando o Estado atua, as marcas da desigualdade não desaparecem por completo — elas se reconfiguram.


    Essa distância se amplia quando se observa o gasto privado: entre as famílias de maior renda no país, por exemplo, as chefiadas por homens brancos chegam a investir em saúde até 150% do que é gasto por famílias negras. Em um mesmo país, convivem realidades profundamente distintas, separadas por barreiras que nem sempre são visíveis, mas são persistentemente eficazes.


    E quando raça e gênero se cruzam, o cenário se torna ainda mais complexo. As desigualdades não apenas se somam — elas se aprofundam, revelando um tecido social onde as diferenças se entrelaçam e se reforçam mutuamente.


    A desigualdade racial também se inscreve nos espaços onde o conhecimento é produzido. O estudo Fronteiras desiguais: um exame crítico da participação negra interseccionada com sexo na liderança científica brasileira revela um dado que vai além da representatividade: ele diz respeito à própria construção do saber.


    Pessoas negras — especialmente mulheres negras — permanecem sub-representadas em posições de liderança na pesquisa científica. E isso não é apenas uma questão de presença, mas de perspectiva.


    Quando determinados grupos ficam à margem, determinadas perguntas deixam de ser feitas. Certas experiências deixam de ser consideradas. E, pouco a pouco, o conhecimento produzido passa a refletir apenas uma parte da realidade — nunca o todo. Assim, a desigualdade não apenas limita trajetórias individuais. Ela também molda aquilo que o país escolhe, ou deixa de escolher, compreender sobre si mesmo.


    Quando reunidos, os estudos apontam para uma mesma direção: a desigualdade racial no Brasil não é episódica. Não é um resíduo do passado. É uma presença ativa, que se reorganiza e se mantém ao longo do tempo.


    Ela atravessa a renda, o acesso a serviços, os espaços de poder e até os instrumentos que deveriam revelá-la. Está nas trajetórias individuais, mas também nas estruturas que as condicionam. E é justamente essa persistência que torna o desafio mais complexo — e mais urgente.


Fonte: https://www.ipea.gov.brl/portal/categorias/ 45-todas-as-

noticias/noticias/16302-da-renda-a-ciencia-desigualdade-racial-segue-

moldando-o-brasil (adaptado).

Considerando aspectos sintáticos, semânticos e de pontuação empregados no primeiro parágrafo do texto, analise as assertivas que seguem, julgando-as V, se Verdadeiras, ou F, se Falsas:


(  ) A conjunção e estabelece relação de coordenação conclusiva entre dois verbos de mesmo sujeito.


(  ) O uso da vírgula antes de mas decorre da necessidade de separar o sujeito do predicado.


(  ) A retirada do advérbio de modo silenciosamente não compromete a estrutura sintática da oração, mas altera seu efeito de sentido.


Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?

Alternativas
Q4063942 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


A Evolução da Vitivinicultura em Pinto Bandeira


    A região de Pinto Bandeira está localizada junto à principal região produtora de vinhos cio Brasil - a Serra Gaúcha. As primeiras notícias da ocupação do território por imigrantes italianos estão nos relatos dos cônsules e intendentes no início da colonização. 

    Os primeiros imigrantes italianos, oriundos especialmente da região do Vêneto, chegaram a pinto Bandeira em 1876. Conforme o projeto de colonização, compraram colônias (lotes de aproximadamente 24ha) e instalaram-se nas Linhas Palmeiro, Jansen, Jacinto e Silva Pinto.

    Os imigrantes exploraram suas pequenas propriedades (lotes) com trabalho exclusivamente familiar, com diversas culturas e criações para consumo próprio. Anos mais tarde, a comercialização dos excedentes dessa produção integrou à região à economia regional e nacional. 

    O verdadeiro impulso à expansão da vitivinicultura em Pinto Bandeira foi dado em 1930, com o estabelecimento de um posto de vinificação da Companhia Vinícola Rio-Grandense S.A. Por muitos anos ela centralizou a produção e a comercialização de vinhos e derivados de uva de seus associados, colaborando na disseminação de algumas variedades Vitis vinifera, com a distribuição de material vegetativo daquelas que obtiveram boa adaptação na região, entre elas as brancas Trebbiano e Moscato e as tintas Barbera, Bonarda, Cabernet Franc e Merlot. 

    Em Pinto Bandeira o conjunto da agricultura apresenta um desenvolvimento com particularidades. A policultura das primeiras décadas incluía o cultivo de cereais. Nos anos 70 houve tendência à monocultura da videira. Atualmente, além da vitivinicultura há a produção de pêssego (aproximadamente 7% da área cultivada e 12o/o da produção do Rio Grande do Sul), de maçã e de ameixa, importantes na geração da renda agrícola da região.


Fonte: Circular Técnica da Embrapa de Bento Gonçalves. Dez./2005.
Texto adaptado. 
No último parágrafo, a locução prepositiva além da atua instaurando valor de:
Alternativas
Respostas
121: D
122: D
123: D
124: D
125: B
126: A
127: C
128: A
129: B
130: C
131: B
132: C
133: B
134: B
135: D
136: D
137: B
138: A
139: C
140: A