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Questões de Concurso Sobre orações coordenadas sindéticas: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas... em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 1.837 questões

Q4126274 Português
Leia o texto e responda à questão.

O que acontece com o cérebro quando deixamos de escrever à mão? 

Hábito cada vez mais raro na era digital, a escrita manual ativa áreas importantes do cérebro e pode influenciar memória, aprendizado e até o desenvolvimento cognitivo. 

Diferenças dentro do cérebro

A ciência foi investigar o que acontece nesse processo e encontrou respostas nas conexões neurais, chamadas de sinapses. Ao escrever à mão, o cérebro ativa várias áreas ao mesmo tempo, criando uma rede intensa de comunicação.

Já na digitação, essa integração é menor. Isso porque no teclado os dedos repetem praticamente o mesmo movimento para todas as letras, enquanto na escrita manual cada traço é único — e esse esforço extra estimula mais o cérebro.

 Exames mostram que, ao escrever à mão, a atividade cerebral se espalha por diferentes regiões, formando um padrão amplo de conexões. Na digitação, esse padrão praticamente desaparece.
 
Aprendizado e memória

Essa diferença tem impacto direto na aprendizagem. Ao escrever à mão, o cérebro precisa trabalhar mais: organizar o pensamento, selecionar o que é importante e transformar isso em palavras. Esse esforço ajuda a fixar melhor a informação. 

Na digitação, o processo pode ser mais automático. A informação entra, é registrada rapidamente, mas nem sempre fica armazenada com a mesma força na memória.

Estudos com estudantes mostram que o cérebro permanece ativo por mais tempo durante a escrita manual, especialmente em áreas ligadas à atenção e ao aprendizado.

Especialmente no caso das crianças, aprender a escrever à mão antes de migrar para as telas ajuda a aproveitar melhor o potencial cognitivo.

 
(https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2026/05/19/o-
que-acontece-dentro-do-nosso-cerebro-quando-deixamos-
de-escrever-a-
mao.ghtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=share-
bar-mobile&utm_campaign=materias) 

Analise:


“Ora gosta de bolos, ora gosta de pães.”


Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta da oração acima: 

Alternativas
Q4126273 Português
Leia o texto e responda à questão.

O que acontece com o cérebro quando deixamos de escrever à mão? 

Hábito cada vez mais raro na era digital, a escrita manual ativa áreas importantes do cérebro e pode influenciar memória, aprendizado e até o desenvolvimento cognitivo. 

Diferenças dentro do cérebro

A ciência foi investigar o que acontece nesse processo e encontrou respostas nas conexões neurais, chamadas de sinapses. Ao escrever à mão, o cérebro ativa várias áreas ao mesmo tempo, criando uma rede intensa de comunicação.

Já na digitação, essa integração é menor. Isso porque no teclado os dedos repetem praticamente o mesmo movimento para todas as letras, enquanto na escrita manual cada traço é único — e esse esforço extra estimula mais o cérebro.

 Exames mostram que, ao escrever à mão, a atividade cerebral se espalha por diferentes regiões, formando um padrão amplo de conexões. Na digitação, esse padrão praticamente desaparece.
 
Aprendizado e memória

Essa diferença tem impacto direto na aprendizagem. Ao escrever à mão, o cérebro precisa trabalhar mais: organizar o pensamento, selecionar o que é importante e transformar isso em palavras. Esse esforço ajuda a fixar melhor a informação. 

Na digitação, o processo pode ser mais automático. A informação entra, é registrada rapidamente, mas nem sempre fica armazenada com a mesma força na memória.

Estudos com estudantes mostram que o cérebro permanece ativo por mais tempo durante a escrita manual, especialmente em áreas ligadas à atenção e ao aprendizado.

Especialmente no caso das crianças, aprender a escrever à mão antes de migrar para as telas ajuda a aproveitar melhor o potencial cognitivo.

 
(https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2026/05/19/o-
que-acontece-dentro-do-nosso-cerebro-quando-deixamos-
de-escrever-a-
mao.ghtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=share-
bar-mobile&utm_campaign=materias) 

Assinale a alternativa que completa, respectivamente, as lacunas das orações abaixo:


“Quero ir ______ vezes para Santa Catarina.

Eu quero _______ café, por favor.

Nós fomos ao parque, ______ choveu.” 

Alternativas
Q4126107 Português

Texto 03






(MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. p. 136).

 No trecho "Essa mudança em relação aos anos iniciais favorece não só o aprofundamento de conhecimentos relativos às áreas, como também o surgimento do desafio de aproximar esses múltiplos conhecimentos." (linhas 04-06), as expressões destacadas poderiam, sem causar prejuízo semântico ou estrutural ao período, ser substituídas, respectivamente, por:
Alternativas
Q4125603 Português

O machismo das ausências


Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite. Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?”


Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.

 

Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos “nãos” que nem chegam a ser ditos porque nem precisa.


O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de indicação a prêmios. No esquecimento.


Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens, por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.


Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher. A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos cabe.


Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.


Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção. 


Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.


Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.


Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem. 


São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9% dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar atenção.



VALEK, Aline.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/. Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).

O período que, reescrito, apresenta o mesmo sentido de “é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens” (l. 30-31) é:
Alternativas
Q4125601 Português

O machismo das ausências


Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite. Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?”


Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.

 

Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos “nãos” que nem chegam a ser ditos porque nem precisa.


O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de indicação a prêmios. No esquecimento.


Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens, por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.


Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher. A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos cabe.


Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.


Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção. 


Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.


Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.


Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem. 


São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9% dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar atenção.



VALEK, Aline.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/. Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).

De forma geral, as informações são organizadas nos textos com o objetivo de promover a continuidade do tema de forma coesa e coerente. No texto em análise, o décimo parágrafo (l. 35-37) desenvolve, em relação ao parágrafo anterior (l. 29-34), uma ideia de: 
Alternativas
Q4125251 Português
Assinale a alternativa em que há um período composto.
Alternativas
Q4124258 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

A indústria coureiro-calçadista do Vale dos Sinos

        Entre 1997 e 1999, surgiram 256 novos estabelecimentos do setor calçadista no Rio Grande do Sul. Essas novas empresas apresentam perfil distinto das que as antecederam: de um modo geral, são oriundas de fábricas que encerraram suas atividades ou que praticaram downsizing em seus postos de trabalho e caracterizam-se por apresentar porte pequeno ou medio, com baixos custos fixos, reduzido pessoal e administração econômica e sem endividamentos, muitas em regime cooperativo.

        Juntamente com as remanescentes, têm procurado maximizar o grau de aproveitamento de seus ativos fixos já instalados, particularmente máquinas e equipamentos, com uma crescente preocupação em substituir o layout usual da indústria calçadista, passando do sistema de esteiras rolantes para o de células de produção nas áreas de corte, costura e montagem do produto final.

        Essa nova configuração das empresas do Vale favoreceu, nos últimos anos, a conquista de espaços nos mercados de grifes, principalmente no mercado norteamericano. Mais da metade dos sapatos exportados pelo Brasil no ano passado teve como destino sofisticadas redes de varejo daquele país.

        De acordo com os agentes representantes das grifes americanas, a competitividade do produto brasileiro está na confiabilidade de entrega, na qualidade e no preço. O preço médio dos calçados de inverno brasileiros está 50% abaixo dos preços cobrados pela indústria italiana.

    Os fabricantes brasileiros calculam em 5% a margem de retorno para a indústria do negocio com as grifes internacionais. Mas a maior vantagem está na garantia de ganho de escala de produção, pois o produtor permanece com a carteira cheia o ano inteiro. 

        A questão da competitividade do cluster do Vale do Rio dos Sinos, indiscutivelmente, deve ser tratada como um desafio que implica mudanças nos modelos mentais dos tomadores de decisão das empresas da região; devem ser reconsiderados aspectos como gestão do conhecimento, cooperação e compartilhamento de informações, assimilação de novos valores e regras de sucesso e reconhecimento, entendimento das leis de mercado e a busca pelo aprimoramento de técnicas de vendas, principalmente pela reorganização e renovação de instrumentos já bastante conhecidos, como feiras e eventos, bem como a melhor utilização de novos meios que surgem atraves das tecnologias de informação e da configuração em rede da nova sociedade.

        Tais instrumentos podem e devem ser utilizados na construção de uma nova identidade ("Marca Brasil") a ser compartilhada pelo conjunto de empresas da cadeia coureiro-calçadista do Vale dos Sinos como alavanca principal da competitividade local.

Adaptado de: Jefferson Setubal e Yeda de Souza. Feiras setoriais e seu potencial para a aprendizagem organizacional. Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, 2004.


A conjunção Mas, sublinhada e em destaque no texto, no contexto em que está inserida, estabelece uma relação de:
Alternativas
Q4123583 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Papagaios aprendem a provar novos alimentos copiando outras aves


As crianças humanas costumam copiar as preferências dos amigos por brinquedos ou roupas, enquanto os adultos tendem a aderir a dietas populares ou tendências de estilo de vida. Agora, descobriu-se que esse tipo de imitação não é exclusivo da nossa espécie, já que papagaios selvagens aprendem a experimentar novos alimentos copiando seus semelhantes, sugere um novo estudo.


Animais que vivem em ambientes urbanos frequentemente encontram recursos novos ou incomuns, como lixo, árvores de rua, plantas exóticas ou espécies invasoras.


Para os animais nessas paisagens urbanas em constante mudança, expandir sua dieta para incluir novos itens alimentares pode ser crucial, de acordo com o estudo publicado na revista PLOS Biology.


No entanto, eles costumam ser cautelosos ao experimentar alimentos desconhecidos, pois podem ser venenosos ou conter parasitas, disseram os pesquisadores da Austrália, Alemanha, Estados Unidos e Suíça.


Uma ferramenta que alguns animais usam para descobrir se vale a pena correr o risco é a aprendizagem social, que eles realizam observando ou interagindo com outros animais ou com seus pertences.


Essa estratégia foi observada em gralhas-pretas e corvos-marinhos selvagens. Estudos de laboratório com ratos na Noruega também mostraram que os ratos podem adquirir preferências alimentares ao cheirar o hálito de indivíduos mais atentos.


No entanto, segundo os pesquisadores, as estratégias de aprendizagem social têm sido pouco estudadas em contextos reais em comparação com os laboratórios.


Para descobrir se os papagaios selvagens usam essa técnica, os pesquisadores estudaram mais de 700 cacatuas-de-crista-amarela selvagens em cinco comunidades de dormitórios no centro de Sydney.


Dois papagaios de uma comunidade em Balmoral Beach e dois de uma comunidade em Clifton Gardens foram treinados − depois de inicialmente se mostrarem muito avessos − a comer amêndoas que foram tingidas artificialmente de azul ou vermelho, respectivamente.


Em seguida, um dispensador de alimentos contendo amêndoas de ambas as cores foi introduzido nas comunidades em sessões diárias durante 10 dias.


Após observarem os papagaios treinados consumindo as amêndoas coloridas, indivíduos curiosos começaram a comê-las na comunidade de Balmoral Beach em sete minutos, e na comunidade de Clifton Gardens em menos de um minuto, de acordo com o estudo. Em ambos os locais de reprodução, os papagaios comeram amêndoas de ambas as cores desde o primeiro dia.


Em uma terceira comunidade, onde não havia cacatuas treinadas, os papagaios demoraram quatro dias a experimentar os novos alimentos. Mas depois de uma ave − que se mudara da comunidade de Balmoral Beach, onde vira outras comerem as amêndoas 130 vezes − se arriscar, outros 15 papagaios também comeram as amêndoas em 10 minutos.


Os pesquisadores ampliaram o experimento para incluir mais dois locais de pouso.


Ao final do experimento de 20 dias, 349 indivíduos em cinco comunidades estavam consumindo amêndoas coloridas, de acordo com o estudo.


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/papagaios-aprendem-a-provar-novos-alimentos-copiando-outras-aves/

As conjunções são elementos coesivos fundamentais na construção textual. O uso de 'no entanto' estabelece relação de adversidade, contrapondo a relevância da aprendizagem social à constatação de que ela ainda é pouco estudada em contextos reais. Considerando a necessidade de manter a coesão e coerência do texto, assinale o conectivo que preenche corretamente a lacuna:


No entanto, segundo os pesquisadores, as estratégias de aprendizagem social têm sido pouco estudadas em contextos reais em comparação com os laboratórios. _______, os pesquisadores decidiram estudar mais de 700 cacatuas-de-crista-amarela selvagens em cinco comunidades de dormitórios no centro de Sydney.

Alternativas
Q4123367 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A leveza é o novo sucesso


E o antídoto para o excesso


Gente, vamos combinar: em que momento a gente assinou o contrato dizendo que, para ser bem-sucedido, a gente precisava carregar o mundo nas costas e ter uma olheira de respeito? Parece que o "crachá da exaustão" virou troféu, mas eu tô aqui para dizer que esse troféu não é de vitória, é de cansaço.


Se você sente que março chegou e o ano já está parecendo uma maratona de calça jeans apertada, para tudo. Escolher a leveza não é "viver nas nuvens", é pura estratégia de sobrevivência. O mestre da Psicologia Positiva, Martin Seligman, já cantou a bola: "quando a gente está bem, o nosso cérebro dá um upgrade". Ele para de lutar contra incêndios e começa a enxergar saídas.


[...]


A leveza é o óleo que faz a engrenagem do mundo parar de ranger.


Viver leve é o maior troféu que você pode dar no excesso de cobrança. Não é fingir que o boleto não existe, mas escolher não virar o boleto. O sucesso não é chegar na linha de chegada pedindo um balão de oxigênio e sim o caminho com o passo mais solto e o riso mais frouxo.


Acredito que a leveza é o novo modo de existir. Bora inserir leveza no dia?


Com humor,


Maryana com Y


(Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/a-leveza-e-o-novo-sucesso/. Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)


Upgrade: subir de nível

Analise as sentenças:

I.No título, a ideia de que a leveza é o novo sucesso é complementada pelo subtítulo, dando uma ideia de adição. Um dos fatores que garante a ideia de adição é a conjunção "e".

II.O trecho Escolher a leveza não é "viver nas nuvens", é pura estratégia de sobrevivência pode ser reescrito, sem alterar o sentido, da seguinte maneira: Escolher a leveza é pura estratégia de sobrevivência para não "viver nas nuvens".

III.O trecho sublinhado no texto pode ser reescrito, sem mudar o sentido, da seguinte maneira: O sucesso não é chegar na linha de chegada pedindo um balão de oxigênio, mas percorrer o caminho com o passo mais solto e o riso mais frouxo.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4121644 Português
Leia o texto 1 para responder à questão.

Texto 1 

Captura_de tela 2026-06-17 184012.png (662×488)

Captura_de tela 2026-06-17 184025.png (657×397)

Disponível em: https://www.migalhas.com.br/depeso/454094/superendividamento-a-lei-que-protege-quem-nao-consegue-pagar. Acesso em 01 maio 2026 (Adaptado).
Analise o período a seguir: O art. 4º do decreto 11.150/22 excluiu expressamente as dívidas de crédito consignado da aferição do mínimo existencial. Contudo, muitos especialistas defendem que essa exclusão é inconstitucional, pois fere o princípio da dignidade da pessoa humana.

Sobre os vocábulos destacados no trecho acima, é correto afirmar que 
Alternativas
Q4120569 Português
Texto CG6A1

        A consolidação de um Estado comprometido com a boa governança, a eficiência e a integridade exige o reconhecimento de que a incorporação de tecnologias digitais avançadas, entre elas, a inteligência artificial (IA), deixou de representar mera inovação administrativa para se firmar como exigência estrutural da administração pública contemporânea.

       Assim como os direitos fundamentais sociais dependem de políticas públicas adequadamente formuladas, os instrumentos de fiscalização demandam novas capacidades analíticas capazes de lidar com a complexidade crescente da gestão estatal. A IA, nesse sentido, emerge como ferramenta auxiliar indispensável para ampliar a capacidade do Estado de identificar riscos, interpretar dados massivos e orientar decisões estratégicas.

        No âmbito do controle externo, os tribunais de contas assumem protagonismo natural nesse processo de transformação. O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN), guardião da legalidade e da racionalidade das políticas públicas, encontra-se diante do desafio de produzir uma atuação que seja, simultaneamente, tecnicamente sofisticada e constitucionalmente orientada. Isso implica compreender que a adoção de IA não se limita à implementação de ferramentas, mas exige a formação de servidores capazes de interagir criticamente com esses sistemas, avaliando seus limites, seus vieses e seus impactos. Trata-se, em última análise, de reconhecer que o exercício contemporâneo da fiscalização depende de agentes públicos dotados de letramento digital específico, condição indispensável para assegurar uma atuação estatal responsável e alinhada aos valores constitucionais.

Leonardo Medeiros Junior. O TCE do futuro: IA que ajuda, humanos que decidem.
In: Revista do TCE, Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte,
v. 27, n.º 1, dez./2025, p. 26 (com adaptações). 

Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CG6A1, julgue o item que se segue.


Pelas relações de sentido estabelecidas entre o primeiro e o segundo parágrafos, infere-se que o conectivo "Assim", no início do segundo parágrafo, denota conclusão.

Alternativas
Q4119616 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Feiras como ambientes de aprendizagem

    A feira e um fenômeno na historia econômica e sociocultural da modernidade. precedida pelo mercado, pode ser interpretada como um fenômeno social total, cuja análise sobre o exercício da troca desde as antigas civilizações e sugestiva quando se examina o potencial de aprendizagem de feiras.
    O fenômeno da troca está arraigado nas práticas sociais desde as civilizações mais antigas e representa muito mais que um interesse econômico: as trocas são fenômenos sociais 'totais' e expressam ao mesmo tempo e de uma só vez todas as espécies de instituições: religiosas, jurídicas e morais.
   Feiras são eventos que representam um microcosmo das indústrias que representam, abrigando variadas ações de compradores e vendedores, provedores de serviços, parceiros, organismos setoriais e regulatórios, que expõem e analisam produtos e/ou serviços para a realização de negócios.
    As feiras criam um ambiente especial, social, lúdico, que muitas vezes sugere lazer, no qual os membros de uma organização podem interagir intensamente com clientes, competidores e fornecedores. Esses traços conferem _ feiras a qualidade de um contexto favorável aprendizaoem.
  Identifica-se nas feiras um ambiente propício ao estabelecimento da justaposição entre ordem e desordem, humor e emoção, reconhecidos facilitadores da aprendizagem. A aprendizagem organizacional é facilitada quando a ordem está justaposta à desordem, pois é nesses momentos que as pessoas conseguem perceber o que é, geralmente, imperceptível. Tais momentos não são obvios nem podem ser confundidos com as atividades formalmente voltadas à aprendizagem.
  Existem facilitadores da aprendizagem, os quais estão implícitos em mensagens complexas transmitidas em situações de humor, improvisação, pequenas vitórias etc. São ocasiões que representam momentos de aprendizado, mas que geram consequências importantes para a organização.
    Cabe ainda observar que, na base da valorização do contexto social na aprendizagem, estão as ideias do construtivismo social, que considera a existência na mente dos aprendizes de uma Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), que representa a diferença entre o que o aprendiz pode fazer individualmente e aquilo que é capaz de atingir através da interação social, cultural e contextual.
    A ideia da ZDP sugere, em cada momento do desenvolvimento cognitivo de uma pessoa, a existência de uma 'janela de aprendizagem" que pode ser mais ou menos estreita. A aplicação dessa ideia no desenho de contextos de aprendizagem implica prover às pessoas um leque diversificado de atividades e de conteúdos, de modo que cada uma possa personalizar suas aprendizagens dentro da estrutura das metas e objetivos de um determirrado programa de aprendizagem.
    No caso específico das Íeiras, estas se configuram em oportunidades em que profissionais e especialistas de uma determinada área se agrupam, permitindo a qualquer interessado aprender não só de forma objetiva, mas também de forma tácita, a respeito de diferentes conteúdos e habilidades vinculados ao seu trabalho.
     Em suma, as feiras, expressão da cultura dos negócios, constituem-se como um evento social com amplo potencial de aprendizado para as empresas.

Adaptado de: Jefferson Setubal e yeda de Souza. Feiras setoriais e seu potencial para a aprendizagem organizacional. Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, 2004.
No trecho [...] aprender não só de forma objetiva, mas também de forma tácita [...], as estruturas sintáticas sublinhadas estabelecem uma relação de:
Alternativas
Q4118207 Português

O texto a seguir refere-se  à questão.



Texto 2


Fonte: https://cartum.folha.uol.com.br/quadrinhos/2025/11/21/niquel-nausea-fernando-gonsales.shtml

Qual é a relação sintático-semântica estabelecida entre as orações presentes no segundo quadro do texto? 
Alternativas
Q4117989 Português
Texto 2


    O hipertexto refere-se à escritura eletrônica não sequencial e não linear, que se bifurca e permite ao leitor o acesso a um número praticamente ilimitado de outros textos a partir de escolhas locais e sucessivas, em tempo real. Assim, o leitor tem condições de definir interativamente o fluxo de sua leitura a partir de assuntos tratados no texto sem se prender a uma sequência fixa ou a tópicos estabelecidos por um autor. Trata-se de uma forma de estruturação textual que faz do leitor simultaneamente coautor do texto final. O hipertexto se caracteriza, pois, como um processo de escritura/leitura eletrônica multilinearizado, multisequencial e indeterminado, realizado em um novo espaço de escrita. Assim, ao permitir vários níveis de tratamento de um tema, o hipertexto oferece a possibilidade de múltiplos graus de profundidade simultaneamente, já que não tem sequência definida, mas liga textos não necessariamente correlacionados.


MARCUSCHI, Luiz Antônio. O hipertexto como um novo espaço de escrita em sala de aula. Linguagem & Ensino, Pelotas, v. 4, n. 1, p. 79-111, 2001.
No período “O hipertexto se caracteriza, pois, como um processo de escritura/leitura eletrônica multilinearizado, multisequencial e indeterminado, realizado em um novo espaço de escrita.”, do Texto 2, a conjunção “pois” indica o valor semântico de 
Alternativas
Q4106343 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

RS tem 'alto risco' para doenças respiratórias por baixa adesão à vacina da gripe, aponta Fiocruz

        O Rio Grande do Sul entrou em nível de alto risco para casos de Síndrome Respiratoria Aguda Grave (SRAG). A classificação foi divulgada em um novo boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no dia 28 de maio.

        O aumento de internações e a baíxa adesão à vacina contra a gripe causam o cenário de alerta no estado. A campanha de vacinação contra a influenza terminou no último final de semana, mas apenas 42%" do público-alvo recebeu a dose.

        A adesão é considerada baixa pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Menos da metade dos idosos e das gestantes procurou os postos. Entre as crianças, apenas uma em cada quatro foi imunizada.

        O Rio Grande do Suljá registrou mais de 4,g mil internações por síndrome respiratória em 2026. A doença causou 322 mortes no estado. Segundo especialistas, a queda nas temperaturas aumenta a circulação e apenas a vacina previne sintomas severos e internações em UTIs.

        Em Capão Bonito do Sul, na Região Norte, um surto de gripe infectou 50 alunos e provocou o cancelamento das aulas por dois dias.

        Em Santo Ângelo, nas Missões, o uso de máscara voltou a ser obrigatório em unidades de saúde. Em passo Fundo, no Norte, a imunização foi ampliada para o público em geral. Já Santa Maria, na Região Central, abriu três novos pontos de vacinação para este fim de semana. 

        A aplicação das doses continua nos postos de saúde enquanto houver estoque, mesmo com o fim oÍicial da campanha. Para receber a vacina, e necessário apresentar documento de identificação e, se possível, a carteira de vacinação.

Fonte: https://g 1 .globo.com/rslrio grande do_ sul/nolicia/2026/05/29/rs-lem-alto-risco-para-doencas- respiratoriaspor-baixa-adesao-a-vacina-da-gripe-aponta-fiocruz.ghtml (adaptado)
No trecho A campanha de vacinação contra a influenza terminou no último final de semana, mas apenas 42% do público-alvo recebeu a dose, a palavra sublinhada estabelece uma relação estrutural de:
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Q4105213 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.


NÃO DESISTA NUNCA. (Martha Medeiros).

 

Se você não acreditar naquilo que você é capaz de fazer; quem vai acreditar?

Dizer que existe uma idade certa, tempo certo, local certo, não existe.

Somente quando você estiver convicto daquilo que deseja e esta convicção fizer parte integrante do processo.

Mas quando ocorre este momento? Imagine uma ponte sobre um rio.

Você está em uma margem e seu objetivo está na outra.

Você pensa, raciocina, acredita que a sua realização está lá.

Você atravessa a ponte, abraça o objetivo e não olha para trás.

Estoura a sua ponte.

Pode ser que tenha até dificuldades, mas se você realmente acredita que pode realizá-lo, não perca tempo: vá e faça.

Agora, se você simplesmente não quer ficar nesta margem e não tem um objetivo definido, no momento do estouro, você estará exatamente no meio da ponte.

Já viu alguém no meio de uma ponte na hora da explosão… eu também não.

Realmente não é simples.

Quando você visualizar o seu objetivo e criar a coragem suficiente em realizá-lo, tenha em mente que para a sua concretização, alguns detalhes deverão estar bem claros na cabeça ou seja, facilidades e dificuldades aparecerão, mas se realmente acredita que pode fazer, os incômodos desaparecerão.

É só não se desesperar.

Seja no mínimo um pouco paciente.

Pois é, as diferenças básicas entre os três momentos são:

ESTOURAR A PONTE ANTES DE ATRAVESSÁ-LA. Você começou a sonhar… sonhar… sonhar!

De repente, sentiu-se estimulado a querer ou gozar de algo melhor.

Entretanto, dentro de sua avaliação, começa a perceber que fatores que fogem ao seu controle, não permitem que suas habilidades e competências o realize.

Pergunto, vale a pena insistir?

Para ficar mais tangível, imaginemos que uma pessoa sonhe viver ou visitar a lua, mas as perspectivas do agora não o permitem, adianta ficar sonhando ou traçando este objetivo?

Para que você não fique no mundo da lua, meio maluquinho, estoure a sua ponte antes de atravessá-la, rompa com este objetivo e parta para outros sonhos! ESTOURAR A PONTE NO MOMENTO DE ATRAVESSÁ-LA. Acredito que tenha ficado claro, mas cabe o reforço.

O fato de você desejar não ficar numa situação desagradável é válido, entretanto você não saber o que é mais agradável, já não o é! Ou seja, a falta de perspectiva nem explorada em pensamento, não leva a lugar algum. Você tem a obrigação consciencional de criar alternativas melhores.

Nos dias de hoje, não podemos nos dar ao luxo de sair sem destino.

O nosso futuro não é responsabilidade de outrem, nós é que construímos o nosso futuro. Sem desculpas, pode começar…

ESTOURAR A PONTE DEPOIS DE ATRAVESSÁ-LA.

No início comentei sobre as pessoas que realizaram o sucesso e outras que não tiveram a mesma sorte.

Em primeiro lugar, acredito que temos de definir o que é sucesso.

Sou pelas coisas simples, sucesso é gostar do que faz e fazer o que gosta.

Tentamos nos moldar em uma cultura de determinados valores, onde o sucesso é medido pela posse de coisas, mas é muito mesquinho você ter e não desfrutar daquilo que realmente deseja.

As pessoas que realizaram a oportunidade de estourar as suas pontes de modo adequado e consistente, não só imaginaram, atravessaram e encontraram os objetivos do outro lado. Os objetivos a serem perseguidos, foram construídos dentro de uma visão clara do que se queria alcançar, em tempo suficiente, de modo adequado, através de fatores pessoais ou impessoais, facilitadores ou não, enfim o grau de comprometimento utilizado para a sua concretização.

A visão sem ação, não passa de um sonho.

A ação sem visão é só um passatempo.

A visão com ação pode mudar o mundo.

Ainda no texto, o período “Mas quando ocorre este momento?”, a oração é: 
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Q4104637 Português

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



Um inseto sentimental


    A primeira frase da crônica é quase sempre a mais difícil, mas quando as palavras aparecem no papel, a mão que segura a caneta fica mais leve e envereda para um lugar desconhecido...


    No entanto, basta surgir um inseto para mudar toda a história: o movimento da mão é interrompido pelo intruso, que voa em círculos e faz com insistência. Uma picada no pescoço ou no braço pode acabar com a alegria de escrever uma crônica, mesmo sabendo que vou reescrevê-la mais tarde. Deixo a caneta na mesa, pego ao acaso uma revista e tento afugentar o intruso. Não há mais silêncio, já me desconcentrou, apagou a ideia luminosa da crônica que nasceria.


    Apago a lâmpada: talvez ele se acalme na penumbra. O voo lento pode ser uma trégua e, pensando bem, o inseto não é tão ameaçador assim. De repente, um voo rápido em espiral, e três palmos ele se equilibra no helicóptero perfeito. Uns segundos depois, navega na horizontal e se refugia numa caixa de papelão.


    Acendo a lâmpada, me aproximo da caixa e vejo meu ex-inimigo no centro de uma fotografia antiga. Repousa no rosto de uma mulher ainda jovem, que sorri para a lente do fotógrafo. Pego com cuidado a foto, saio do quarto e o inseto some na tarde morna. Minha mãe me abraça numa manhã de 1960: nós dois alinhados no banco da praça da Matriz, aonde ela levara seu menino para ver o aviário e conversar com os pássaros. Devo essa lembrança ao inseto estranho e sentimental, que me roubou a ideia de uma crônica, mas me deu outra. Agora, quando já escurece, o pegar a caneta e escrever a primeira frase, quase sempre a mais difícil.



                                                                           (Adaptado de HATUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 11-12)

A primeira frase da crônica é quase sempre a mais difícil, mas quando as palavras aparecem no papel, a mão que segura a caneta fica mais leve (...).


No enunciado acima, o segmento sublinhado tem como equivalência de sentido

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Q4104158 Português

Leia o texto para responder à questão.


Crônica, de Martha Medeiros.


Era uma festa familiar, dessas que reúnem tios, primos, avós e alguns agregados ocasionais que ninguém conhece direito. Jogada no sofá, uma garota não estava lá muito sociável, a cara era de enterro. Quieta, olhava para a parede como se ali fosse encontrar a resposta para a pergunta que certamente martelava em sua cabeça: o que estou fazendo aqui? De soslaio, flagrei a mãe dela também observando a cena, inconsolável, ao mesmo tempo em que comentava com uma tia: "Olha pra essa menina. Sempre com esta cara. Nunca está feliz. Tem emprego, marido, filho. O que ela pode querer mais?"

Nada é tão comum quanto resumirmos a vida de outra pessoa e achar que ela não pode querer mais. Fulana é linda, jovem e tem um corpaço, o que mais ela quer? Sicrana ganha rios de dinheiro, é valorizada no trabalho e vive viajando, o que é que lhe falta?

Imaginei a garota acusando o golpe e confessando: sim, quero mais. Quero não ter nenhuma condescendência com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina como um inquilino inevitável. A cada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer ela aconteça ou não. Expectativa, por si só, já é um entusiasmo.

Quero que o fato de ter uma vida prática e sensata não me roube o direito ao desatino. Que eu nunca aceite a ideia de que a maturidade exige um certo conformismo. Que eu não tenha medo nem vergonha de ainda desejar.

Quero uma primeira vez outra vez. Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estreia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias.

Quero ventilação, não morrer um pouquinho a cada dia sufocada em obrigações e em exigências de ser a melhor mãe do mundo, a melhor esposa do mundo, a melhor qualquer coisa. Gostaria de me reconciliar com meus defeitos e fraquezas, arejar minha biografia, deixar que vazem algumas ideias minhas que não são muito abençoáveis.

Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor. Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo. Permitir-me ser um pouco insignificante.

E, na minha insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação, conversar com estranhos, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei, deixar de ser tão misteriosa pra mim mesma, me conectar com as minhas outras possibilidades de existir. O que eu quero mais? Escutar-me e obedecer o meu lado mais transgressor, menos comportadinho, menos refém de reuniões familiares, marido, filhos, bolos de aniversário e despertadores na segunda-feira de manhã. E também quero mais tempo livre. E mais abraços.

Pois é, ninguém está satisfeito. Ainda bem.

Ainda no texto, o período “E também quero mais tempo livre”, a oração é: 
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Q4102572 Português
No balão de fala da charge, o menino diz: EU NÃO SEI O E ESTÁ ESCRITO NA LISTA DE MATERIAL ESCOLAR, MAS DEVE SER TRISTE.... De acordo com os processos de coordenação e o sentido do texto, a conjunção MAS, logo apos a vírgula, introduz uma ideia de:
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Q4099075 Português
      A inteligência artificial (IA), com sua natureza disruptiva, vem alterando significativamente o mercado de trabalho e, consequentemente, as atividades profissionais dos seres humanos, não somente porque entrega ferramentas extremamente úteis, mas porque gera possibilidade de criação de segmentos de atuação e novas carreiras. [...]

      Há cinco, dez anos atrás, muitas carreiras não existiam. Por isso, apesar de não sabermos exatamente quantas profissões ainda surgirão ao longo deste século, mas compreendendo que esse é um movimento irreversível, devemos avaliar tendências e nos preparar para abraçar as mudanças sempre, todos os dias. Um dos exemplos mais recentes ocorreu durante a pandemia da Covid-19, com a revolução da relação entre empresas e seus funcionários, por meio da implantação das modalidades remotas e híbridas de trabalho, o que só foi possível devido à existência de ferramentas tecnológicas avançadas e à capacidade do ser humano de encontrar soluções para o que, muitas vezes, parece insolúvel.

    Carreira bem-sucedida e sustentável é aquela em que a pessoa tem consciência de que tudo pode mudar o tempo todo e tem proatividade para se manter atualizada e capacitada para as novas demandas e formas de trabalho. A IA pode ser uma ótima parceira para o aumento da eficiência e da qualidade do trabalho das pessoas. Como toda parceria implica em benefícios e desafios, temas como segurança, ética, privacidade e humanização das relações de trabalho devem ser abordados de maneira séria e responsável por cada um individualmente e por todos, como sociedade.

As recomendações são as mesmas, tanto para quem está ingressando no mercado de trabalho pela primeira vez, quanto para quem já tem anos de experiência: profissionais que não utilizam a IA são, cada vez mais, considerados operacionais e substituíveis. Profissionais que utilizam a IA tendem a ser considerados estratégicos para o negócio e, portanto, mais valorizados. [...] 


Disponível em: https://portal.fgv.br/artigos/inteligencia-artificial-pode-auxiliarcarreira-e-formas-trabalho. Acesso em: 8 mai. 2026. (Adaptado).

Em: “Profissionais que utilizam a IA tendem a ser considerados estratégicos para o negócio e, portanto, mais valorizados” (4º parágrafo), o conectivo em destaque indica uma ideia de
Alternativas
Respostas
161: B
162: D
163: D
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165: C
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167: E
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169: E
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175: C
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177: A
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179: B
180: D