Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
Foram encontradas 54.759 questões


Com base na compreensão literal das informações do texto 15A1-I, julgue o item que se segue.
Comparando-se os gráficos apresentados, observa-se que
dois estados brasileiros subiram cinco posições ou mais no
referido ranking.


Com base na compreensão literal das informações do texto 15A1-I, julgue o item que se segue.
A ideia principal do texto reside na informação explícita de
que o Ranking de competitividade dos estados busca
distinguir os estados mais bem desenvolvidos dos estados
com menor desenvolvimento.
( ) O Natal é um santo dia para todos. ( ) Em qualquer dia de qualquer mês do ano podemos ter o espírito natalino. ( ) De acordo com a autora, podemos fazer do ordinário o sagrado com pequenas ações e gentilezas.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Composição: Aldir Blanc / João Bosco.
Relacione a letra acima com alternativas a seguir e indique a alternativa correta:
I. No treco “Há muito tempo nas águas da Guanabara/ O dragão do mar reapareceu...”, os compositores relacionam as ações de empreendidas por João Cândido, líder a Revolta da Chibata, aos feitos de Francisco José do Nascimento, abolicionista e jangadeiro que lutou contra a escravidão no Ceará.
II. Na música, os compositores fazem uma homenagem a João Cândido, membro do Exército Brasileiro e liderança dos motins que reivindicavam aumento dos soltos e fim dos castigos físicos.
III. A obra é uma homenagem a João Cândido, “o navegante negro...”, líder da Revolta da Chibata, que dentre outras pautas exigiam o aumento dos soldos, o fim dos castigos físicos e o fim da hierarquia militar na Marinha Brasileira.
IV. A música é uma homenagem ao legado de João Cândido Felisberto, liderança da Revolta da Chibata, que junto outras praças tomaram o controle de embarcações da Marinha Brasileira e pretendiam bombardear o Rio de Janeiro, então capital do Brasil, caso suas reivindicações não fossem atendidas. No manifesto entregue pelos marinheiros ao Governo Federal, os amotinados exigiam o fim dos castigos físicos, melhores soldos, o afastamento de oficiais incompetentes, e outras pautas importantes.
V. Sem interesse de atender as demandas dos marinheiros, o Governo Federal ordenou o afundamento de todas as embarcações amotinadas na Baia de Guanabara.
Assinale:

I. O teste de QI quantifica nossa capacidade básica de raciocínio.
II. Bons resultados em testes de QI indicam melhores possibilidades de carreiras bem-sucedidas.
III. Pode-se descobrir se uma pessoa não é sensata através de um teste de QI.
Quais estão corretas?
GRUPO 1
“As quaresmas abriam a flor depois do carnaval, os ipês em junho” (Rachel de Queiroz)
“Fazia o carro um barulho horrível”
GRUPO 2
“Como era possível beleza e horror, vida e morte harmonizarem-se assim no mesmo quadro?” (Érico Veríssimo)
“Todos morreram de rir”
GRUPO 3
“Ele era um monstro”
“Seu caráter é como uma folha carregada pelo vento”
Os grupos acima representam, respectivamente:

I. A percepção da queda do QI humano iniciou-se em um país que testa esse índice para a entrada no serviço militar.
II. No caso do Brasil, uma pesquisa indicou queda de 29% no QI da população.
III. A piora no QI está associada somente à baixa qualidade nas escolas dos países subdesenvolvidos.
Quais estão corretas?
No penúltimo período do segundo parágrafo, o modo verbal expresso em “interfiram” denota, no texto, um desejo.
No penúltimo período do segundo parágrafo, o segmento “de quebra de deveres objetivos de cuidado” qualifica “situações”.
Texto CG1A1-I
A apropriação colonial das terras indígenas muitas vezes se iniciava com alguma alegação genérica de que os povos forrageadores viviam em um estado de natureza — o que significava que eram considerados parte da terra, mas sem nenhum direito a sua propriedade. A base para o desalojamento, por sua vez, tinha como premissa a ideia de que os habitantes daquelas terras não trabalhavam. Esse argumento remonta ao Segundo tratado sobre o governo (1690), de John Locke, em que o autor defendia que os direitos de propriedade decorrem necessariamente do trabalho. Ao trabalhar a terra, o indivíduo “mistura seu trabalho” a ela; nesse sentido, a terra se torna, de certo modo, uma extensão do indivíduo. Os nativos preguiçosos, segundo os discípulos de Locke, não faziam isso. Não eram, segundo os lockianos, “proprietários de terras que faziam melhorias”; apenas as usavam para atender às suas necessidades básicas com o mínimo de esforço.
James Tully, uma autoridade em direitos indígenas, aponta as implicações históricas desse pensamento: considera-se vaga a terra usada para a caça e a coleta e, “se os povos aborígenes tentam submeter os europeus a suas leis e costumes ou defender os territórios que durante milhares de anos tinham erroneamente pensado serem seus, então são eles que violam o direito natural e podem ser punidos ou ‘destruídos’ como animais selvagens”. Da mesma forma, o estereótipo do nativo indolente e despreocupado, levando uma vida sem ambições materiais, foi utilizado por milhares de conquistadores, administradores de latifúndios e funcionários coloniais europeus na Ásia, na África, na América Latina e na Oceania como pretexto para obrigar os povos nativos ao trabalho, com meios que iam desde a escravização pura e simples ao pagamento de taxas punitivas, corveias e servidão por dívida.
David Graeber e David Wengrow. O despertar de tudo: uma nova história da humanidade. São Paulo: Cia das Letras, 2022, p. 169-170 (com adaptações).
Infere-se do texto que seus autores corroboram a explicação de James Tully acerca do direito de propriedade aplicado às terras colonizadas.
Texto CG1A1-I
A apropriação colonial das terras indígenas muitas vezes se iniciava com alguma alegação genérica de que os povos forrageadores viviam em um estado de natureza — o que significava que eram considerados parte da terra, mas sem nenhum direito a sua propriedade. A base para o desalojamento, por sua vez, tinha como premissa a ideia de que os habitantes daquelas terras não trabalhavam. Esse argumento remonta ao Segundo tratado sobre o governo (1690), de John Locke, em que o autor defendia que os direitos de propriedade decorrem necessariamente do trabalho. Ao trabalhar a terra, o indivíduo “mistura seu trabalho” a ela; nesse sentido, a terra se torna, de certo modo, uma extensão do indivíduo. Os nativos preguiçosos, segundo os discípulos de Locke, não faziam isso. Não eram, segundo os lockianos, “proprietários de terras que faziam melhorias”; apenas as usavam para atender às suas necessidades básicas com o mínimo de esforço.
James Tully, uma autoridade em direitos indígenas, aponta as implicações históricas desse pensamento: considera-se vaga a terra usada para a caça e a coleta e, “se os povos aborígenes tentam submeter os europeus a suas leis e costumes ou defender os territórios que durante milhares de anos tinham erroneamente pensado serem seus, então são eles que violam o direito natural e podem ser punidos ou ‘destruídos’ como animais selvagens”. Da mesma forma, o estereótipo do nativo indolente e despreocupado, levando uma vida sem ambições materiais, foi utilizado por milhares de conquistadores, administradores de latifúndios e funcionários coloniais europeus na Ásia, na África, na América Latina e na Oceania como pretexto para obrigar os povos nativos ao trabalho, com meios que iam desde a escravização pura e simples ao pagamento de taxas punitivas, corveias e servidão por dívida.
David Graeber e David Wengrow. O despertar de tudo: uma nova história da humanidade. São Paulo: Cia das Letras, 2022, p. 169-170 (com adaptações).
O trecho ‘são eles que violam o direito natural e podem ser punidos ou ‘destruídos’ como animais selvagens’, no penúltimo período do segundo parágrafo, exprime a perspectiva de James Tully.