Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4200435 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.



Texto 1



(...) como é que, ao longo dos últimos 2 mil ou 3 mil anos, nós construímos a ideia de humanidade? Será que ela não está na base de muitas das escolhas erradas que fizemos, justificando o uso da violência? A ideia de que os brancos europeus podiam sair colonizando o resto do mundo estava sustentada na premissa de que havia uma humanidade esclarecida que precisava ir ao encontro da humanidade obscurecida, trazendo-a para essa luz incrível. Esse chamado para o seio da civilização sempre foi justificado pela noção de que existe um jeito de estar aqui na Terra, uma certa verdade, ou uma concepção de verdade, que guiou muitas das escolhas feitas em diferentes períodos da história. Agora, no começo do século XXI, algumas colaborações entre pensadores com visões distintas originadas em diferentes culturas possibilitam uma crítica dessa ideia. Somos mesmo uma humanidade?


Pensemos nas nossas instituições mais bem consolidadas, como universidades ou organismos multilaterais, que surgiram no século XX: Banco Mundial, Organização dos Estados Americanos (OEA), Organização das Nações Unidas (ONU), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Quando a gente quis criar uma reserva da biosfera em uma região do Brasil, foi preciso justificar para a Unesco por que era importante que o planeta não fosse devorado pela mineração. Para essa instituição, é como se bastasse manter apenas alguns lugares como amostra grátis da Terra. Se sobrevivermos, vamos brigar pelos pedaços de planeta que a gente não comeu, e os nossos netos ou tataranetos — ou os netos de nossos tataranetos — vão poder passear para ver como era a Terra no passado.


Essas agências e instituições foram configuradas e mantidas como estruturas dessa humanidade. E nós legitimamos sua perpetuação, aceitamos suas decisões, que muitas vezes são ruins e nos causam perdas, porque estão a serviço da humanidade que pensamos ser. As andanças que fiz por diferentes culturas e lugares do mundo me permitiram avaliar as garantias dadas ao integrar esse clube da humanidade. E fiquei pensando: “Por que insistimos tanto e durante tanto tempo em participar desse clube, que na maioria das vezes só limita a nossa capacidade de invenção, criação, existência e liberdade?”. Será que não estamos sempre atualizando aquela nossa velha disposição para a servidão voluntária? Quando a gente vai entender que os Estados nacionais já se desmancharam, que a velha ideia dessas agências já estava falida na origem? Em vez disso, seguimos arrumando um jeito de projetar outras iguais a elas, que também poderiam manter a nossa coesão como humanidade. Como justificar que somos uma humanidade se mais de 70% estão totalmente alienados do mínimo exercício de ser? 


KRENAK, Aílton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 10-14. 



No segundo parágrafo, ao tratar do modo de exploração e consequente destruição do planeta por uma determinada concepção de vida, o autor usa enunciados 
Alternativas
Q4200433 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.



Texto 1



(...) como é que, ao longo dos últimos 2 mil ou 3 mil anos, nós construímos a ideia de humanidade? Será que ela não está na base de muitas das escolhas erradas que fizemos, justificando o uso da violência? A ideia de que os brancos europeus podiam sair colonizando o resto do mundo estava sustentada na premissa de que havia uma humanidade esclarecida que precisava ir ao encontro da humanidade obscurecida, trazendo-a para essa luz incrível. Esse chamado para o seio da civilização sempre foi justificado pela noção de que existe um jeito de estar aqui na Terra, uma certa verdade, ou uma concepção de verdade, que guiou muitas das escolhas feitas em diferentes períodos da história. Agora, no começo do século XXI, algumas colaborações entre pensadores com visões distintas originadas em diferentes culturas possibilitam uma crítica dessa ideia. Somos mesmo uma humanidade?


Pensemos nas nossas instituições mais bem consolidadas, como universidades ou organismos multilaterais, que surgiram no século XX: Banco Mundial, Organização dos Estados Americanos (OEA), Organização das Nações Unidas (ONU), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Quando a gente quis criar uma reserva da biosfera em uma região do Brasil, foi preciso justificar para a Unesco por que era importante que o planeta não fosse devorado pela mineração. Para essa instituição, é como se bastasse manter apenas alguns lugares como amostra grátis da Terra. Se sobrevivermos, vamos brigar pelos pedaços de planeta que a gente não comeu, e os nossos netos ou tataranetos — ou os netos de nossos tataranetos — vão poder passear para ver como era a Terra no passado.


Essas agências e instituições foram configuradas e mantidas como estruturas dessa humanidade. E nós legitimamos sua perpetuação, aceitamos suas decisões, que muitas vezes são ruins e nos causam perdas, porque estão a serviço da humanidade que pensamos ser. As andanças que fiz por diferentes culturas e lugares do mundo me permitiram avaliar as garantias dadas ao integrar esse clube da humanidade. E fiquei pensando: “Por que insistimos tanto e durante tanto tempo em participar desse clube, que na maioria das vezes só limita a nossa capacidade de invenção, criação, existência e liberdade?”. Será que não estamos sempre atualizando aquela nossa velha disposição para a servidão voluntária? Quando a gente vai entender que os Estados nacionais já se desmancharam, que a velha ideia dessas agências já estava falida na origem? Em vez disso, seguimos arrumando um jeito de projetar outras iguais a elas, que também poderiam manter a nossa coesão como humanidade. Como justificar que somos uma humanidade se mais de 70% estão totalmente alienados do mínimo exercício de ser? 


KRENAK, Aílton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 10-14. 



Segundo o texto de Aílton Krenak, quem participa do “clube da Humanidade”?
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Q4200043 Português
Leia o Texto I para responder à questão.


Texto I  


EXPERIÊNCIAS EM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL EM SAÚDE


Em trabalho recente, Mukherjee (2010) relata a experiência de Sebastian Thrun, da Universidade de Stanford, que armazena, numa rede neural de computação, 130 mil imagens de lesões da pele classificadas por dermatologistas. O sistema usa algoritmos que reconhecem imagens e suas características (pattern recognition). Em junho de 2015, Thrun e equipe começaram a validar o sistema usando um conjunto de 14 mil imagens que haviam sido diagnosticadas por dermatologistas, solicitando que o sistema reconhecesse três tipos de lesão: benignas, malignas e crescimentos não cancerosos. O sistema acertou 72% das vezes, comparado com um acerto de 66% obtido por dermatologistas qualificados. A experiência de Thrun foi ampliada para incluir 25 dermatologistas e uma amostra de 2 mil casos biopsiados. A máquina continuou sendo mais acurada. O desafio é diagnosticar e intervir precocemente. O reconhecimento de imagens feito por Inteligência Artificial (IA) poderia obviar esse desafio pelo reconhecimento de pequenos detalhes indicando áreas suspeitas em cortes de CT que poderiam passar despercebidas. O computador pode acertar o knowwhat, mas o médico, conversando com seu paciente, explica o know-why, ou seja, não explica o porquê nem alivia a angústia do paciente. [Adaptado].


Fonte: LOBO, Luiz Carlos. Inteligência Artificial e Medicina. Rev. bras. educ. med., 41 (2), abr./jun. 2017. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1981-
52712015v41n2esp>. Acesso em: 25 ago. 2022. (Adaptado). 
Na frase "O reconhecimento de imagens feito por IA poderia obviar esse desafio pelo reconhecimento de pequenos detalhes indicando áreas suspeitas em cortes de CT que poderiam passar despercebidas”, o sintagma verbal sublinhado refere-se a  
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Q4194840 Português

Leia o texto e responda a questão.

À medida que vencemos a covid-19, com diminuição dos números da doença em todo o Brasil, cresce a flexibilização das restrições trazidas pela pandemia, o que aumenta a circulação de outros vírus respiratórios, como a influenza.


Com a possiblidade de circulação dos dois vírus, influenza e covid-19, é hora de ter atenção redobrada com as pessoas mais vulneráveis a essas doenças. A vacina vai reduzir a carga da doença, prevenindo hospitalizações, mortes e consultas ambulatoriais, além de reduzir sobrecarga sobre os serviços de saúde.

Já a vacinação contra o sarampo permitirá interromper a circulação do vírus no país, minimizando a carga da doença e protegendo a população, em especial as nossas crianças, que são mais vulneráveis, e os trabalhadores da saúde, considerando o risco de adoecimento e maior exposição ao vírus.


Disponível em https://www.gov.br/saude/pt-br/campanhas-dasaude/2022/vacinacao-contra-gripe-e-sarampo/a-importancia-da-vacina

O informativo alerta sobre a importância de vacinarse contra
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Q4194836 Português

Leia o texto e responda a questão.

À medida que vencemos a covid-19, com diminuição dos números da doença em todo o Brasil, cresce a flexibilização das restrições trazidas pela pandemia, o que aumenta a circulação de outros vírus respiratórios, como a influenza.


Com a possiblidade de circulação dos dois vírus, influenza e covid-19, é hora de ter atenção redobrada com as pessoas mais vulneráveis a essas doenças. A vacina vai reduzir a carga da doença, prevenindo hospitalizações, mortes e consultas ambulatoriais, além de reduzir sobrecarga sobre os serviços de saúde.

Já a vacinação contra o sarampo permitirá interromper a circulação do vírus no país, minimizando a carga da doença e protegendo a população, em especial as nossas crianças, que são mais vulneráveis, e os trabalhadores da saúde, considerando o risco de adoecimento e maior exposição ao vírus.


Disponível em https://www.gov.br/saude/pt-br/campanhas-dasaude/2022/vacinacao-contra-gripe-e-sarampo/a-importancia-da-vacina

Analise: “é hora de ter atenção redobrada com as pessoas mais vulneráveis a essas doenças.” E assinale a alternativa correta.
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Q4194834 Português

Leia o texto e responda a questão.

À medida que vencemos a covid-19, com diminuição dos números da doença em todo o Brasil, cresce a flexibilização das restrições trazidas pela pandemia, o que aumenta a circulação de outros vírus respiratórios, como a influenza.


Com a possiblidade de circulação dos dois vírus, influenza e covid-19, é hora de ter atenção redobrada com as pessoas mais vulneráveis a essas doenças. A vacina vai reduzir a carga da doença, prevenindo hospitalizações, mortes e consultas ambulatoriais, além de reduzir sobrecarga sobre os serviços de saúde.

Já a vacinação contra o sarampo permitirá interromper a circulação do vírus no país, minimizando a carga da doença e protegendo a população, em especial as nossas crianças, que são mais vulneráveis, e os trabalhadores da saúde, considerando o risco de adoecimento e maior exposição ao vírus.


Disponível em https://www.gov.br/saude/pt-br/campanhas-dasaude/2022/vacinacao-contra-gripe-e-sarampo/a-importancia-da-vacina

Qual o antônimo de “flexibilização”? 
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Q4194778 Português

Leia o texto para responder a questão.


Querido André,

Quando eu nasci minhas duas irmãs e meu irmão já tinham mais de dez anos. Fico achando que é por isso que ninguém aqui em casa tem paciência comigo: todo o mundo já é bem grande há muito tempo, menos eu.

Não sei quantas vezes eu ouvi minhas irmãs dizendo: "A Raquel nasceu de araque. A Raquel nasceu fora de hora. A Raquel nasceu quando a mamãe já não tinha mais condições de ter filho."

Tô sobrando, André. Já nasci sobrando. É ou não é?

Um dia perguntei pra elas: "Por que é que a mamãe não tinha mais condições de ter filho?"

Elas falaram que a minha mãe trabalhava demais, já tava cansada, e que também a gente não tinha dinheiro pra educar direito três filhos, quanto mais quatro.

Fiquei pensando: mas se ela não queria mais filho por que é que eu nasci? Pensei nisso demais, sabe?

E acabei achando que a gente só devia nascer quando a mãe da gente quer ver a gente nascendo. Você não acha, não? Raquel.


Trecho do livro “A bolsa amarela” de Lygia Bojunga. 

Qual o antônimo da palavra “cansada”? 
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Q4192789 Português

O robô carregador 


Os dias de arrastar sacolas do mercado acabaram. Pelo menos é o que promete a empresa italiana Piaggio, que criou robôs que te seguem na rua, carregando as compras. Os robôs se chamam Gita e Gitamini. O funcionamento é simples: você coloca suas compras ou objetos dentro deles – o menor comporta até 10 kg, o maior 20 kg –, sai andando e o treco vai atrás.
Ele tem autonomia de 20 km e é esperto o suficiente para desviar de obstáculos (inclusive à noite). Os preços: o menor custa US$ 1.850, e o maior US$ 2.950. Você compraria?


Disponível em #Tech no Instagram

Segundo o texto, é possível afirmar que
Alternativas
Q4192788 Português

O robô carregador 


Os dias de arrastar sacolas do mercado acabaram. Pelo menos é o que promete a empresa italiana Piaggio, que criou robôs que te seguem na rua, carregando as compras. Os robôs se chamam Gita e Gitamini. O funcionamento é simples: você coloca suas compras ou objetos dentro deles – o menor comporta até 10 kg, o maior 20 kg –, sai andando e o treco vai atrás.
Ele tem autonomia de 20 km e é esperto o suficiente para desviar de obstáculos (inclusive à noite). Os preços: o menor custa US$ 1.850, e o maior US$ 2.950. Você compraria?


Disponível em #Tech no Instagram

Qual o sinônimo da palavra “esperto”? 
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Q4191500 Português
Saudade do que não vivemos


Fomos enganados, acredite em mim.

Esses mal-intencionados donos das grandes redes sociais e de impérios tecnológicos nos convenceram que nossas vidas seriam muito melhores se nós todos nos conectássemos.

Todos nós, amigos, parentes, até você e eu, querido leitor, conectados para sempre.

Nos convenceram de que deveríamos empacotar os nossos relacionamentos profissionais e pessoais, nosso lazer, nossos planos, projetos e sonhos dentro de seus conglomerados.

Disseram que, pela primeira vez na história, o ser humano comum como você e eu, teríamos voz e poderíamos expor nossas opiniões para o mundo inteiro ouvir. E com isso, seríamos muito mais felizes.

Tá. Vai nessa.

Depois de uns dez ou quinze anos dessa mudança sociocultural, não me sinto muito mais feliz do que no passado.

Primeiro porque, sempre que eu decido falar nas redes sociais, ninguém me escuta.

Depois, “estar conectado” com o mundo não tem se mostrado ser uma grande vantagem já que, a cada dia que passa me convenço que o mundo precisa muito mais de mim, do meu tempo e do meu dinheiro, do que eu dele.

Não está nada equilibrada essa brincadeira.

Antigamente, meu jovem, éramos desconectados, mas a vida era simples.

Você acordava pela manhã e ia trabalhar.

No Metrô, lia o jornal do dia, com as notícias de ontem.

Uma vez no escritório, encontrava o chefe em sua sala, os clientes na sala de reunião, os colegas de trabalho no café.

Voltava para casa olhando a paisagem.

Beijava a mulher e os filhos, jantavam todos juntos e depois assistiam o jornal e a novela, que eram – pasmem – de graça.

Hoje tudo mudou.

Acordo e, ainda na cama, repasso todas as notícias do dia, da noite, da véspera e o que vai acontecer pelo mundo nas próximas horas.

Nem tiro a cabeça do travesseiro e já levo, garganta abaixo, um direto de direita de informações.

A caminho do trabalho, sem jornal para ler, eu poderia, quem sabe, conversar com o cidadão sentado ao meu lado no ônibus.

Isso, claro, se ele levanta os olhos da tela, num jogo que aparentemente tem como objetivo organizar guloseimas coloridas.

Ao chegar ao escritório, o chefe, os clientes e os colegas de trabalhos estão nos mesmos lugares que estão sempre: no WhatsApp.

Curiosamente, nenhum deles parece utilizar o mesmo sistema de horas que eu.

Mensagens apitam num fluxo interminável, que não respeita qualquer pausa que eu tente dar ao meu analógico cérebro.

No caminho de volta para casa, a paisagem é, de novo, as guloseimas na tela do sujeito ao lado. Num momento de fraqueza, baixo o jogo e me junto ao exército de zumbis que ocupam a mesma condução.

Em casa, mulher e filhos estão cada um no seu canto.

Um deles pergunta no grupo da família, se alguém pediu comida.

É bem provável que quando a pizza chegar, cada um coma no momento e local que melhor lhe convier.

Quem sabe, no próximo sábado, nos encontraremos na sala. 

Cansado, ligo a TV para assistir a um filme.

A TV não é mais de graça.

Numa conta assim, por cima, descubro que com o que gasto em assinaturas de serviços de streaming, poderia ter comprado um cinema pequeno no interior.

Não me levem a mal.

Nem imaginem que não admiro os avanços tecnológicos que vivemos hoje.

Mas tenho saudade, ora.

Saudade de um tempo em que você e eu não estávamos conectados.

Mas já que estamos, se tiver umas vidas aí do joguinho das guloseimas, por favor, me mande, ok?


Disponível em: https://istoe.com.br/saudade-do-que-nao-vivemos/
Assinale a alternativa que apresenta uma reflexão interessante sobre o texto. 
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Q4188307 Português
Frases feitas Certas frases, de tão repetidas, viraram uma fórmula pronta para expressar uma ideia. Estão tão assimiladas ao idioma que às vezes, sem querer, pronto: soltamos uma frase feita. Às vezes, elas querem dizer uma coisa bem diferente do que pensamos ao ouvi-las pela primeira vez. Mas até isso mostra a riqueza e a poesia dessas expressões. Alguns exemplos são: 1. “Dar uma colher de chá”, 2. “Conversa mole para boi dormir”, 3. “Dor de cotovelo”, 4. “Minhoca na cabeça”.


Fonte: AZEVEDO, Ricardo. Bazar do folclore: tradição popular. São Paulo: Ática, 2001. (com alterações)
Assinale a alternativa que apresenta o conteúdo retomado pelo pronome “isso”. 
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Q4188303 Português
Texto-base para a questão:


Fonte: https://tirasarmandinho.tumblr.com/
Assinale a alternativa INCORRETA em relação ao conteúdo do texto ou ao emprego de elementos linguísticos.
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Q4188302 Português
Texto-base para a questão:


Fonte: https://tirasarmandinho.tumblr.com/
A tira pode ser entendida como 
Alternativas
Q4188301 Português
Texto-base para a questão:


Fonte: https://tirasarmandinho.tumblr.com/
 Considerando o conteúdo do texto, assinale a alternativa CORRETA.
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Q4180207 Português
“Se tratamos o alfabeto como um sistema notacional, vemos que a consciência fonológica não é suficiente para uma criança se alfabetizar: ela precisará compreender o que a escrita nota e como produz notações. Este processo começa na Educação Infantil e, no final dessa etapa, as crianças se beneficiam bastante com brincadeiras com quadrinhas, parlendas, trava-línguas e outros textos da tradição oral, nos quais podem observar, por exemplo, rimas e sílabas repetidas. Também se beneficiam com jogos de consciência fonológica, em que comparam palavras orais ou escritas, a fim de ver quais rimam, quais são maiores, quais “começam parecido”. Não se trata de treinar a consciência fonológica das crianças, artificialmente, mas permitir que brinquem com as palavras”.

https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/conscie ncia-fonologica-na-alfabetizacao)
A consciência fonológica, segundo o texto é: 
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Q4180205 Português
A História, mais ou menos

Negócio seguinte. Três reis magrinhos ouviram um plá de que tinha nascido um Guri. Viram o cometa no Oriente e tal e se flagraram que o guri tinha pintado por lá. Os profetas, que não eram de dar cascata, já tinham dicado o troço: em Belém, da Judeia, vai nascer o Salvador, e tá falado. Os três magrinhos se mandaram. Mas deram o maior fora. Em vez de irem direto para Belém, como mandava o catálogo, resolveram dar uma incerta no velho Herodes, em Jerusalém. Pra quê! Chegaram lá de boca aberta e entregaram toda a trama. Perguntaram: onde está o rei que acaba de nascer? Vimos sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo. Quer dizer, pegou mal. Muito mal. O velho Herodes, que era oligão, ficou grilado. Que rei era aquele? Ele é que era o dono da praça. Mas comeu em boca e disse: joia. Onde é que esse guri vai se apresentar? Em que canal? Quem é o empresário? Tem baixo elétrico? Quero saber tudo. Os magrinhos disseram que iam flagrar o Guri e na volta dicavam tudo para o coroa.

VERISSIMO, L. F. O nariz e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1994.
No trecho: “Vimos sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”, o termo destacado retoma no texto o elemento:
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Q4179680 Português
“Os americanos, através do radar, entraram em contato com a Lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu pé de milho. Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana. Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança as suas folhas além do muro – e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto comparações surrealistas – mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento – e em outra madrugada parecia um galo cantando. Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da rua Júlio de Castilhos”. (Um pé de milho, com adaptações.)
Quanto à interpretação do texto, pode-se afirmar que o seu autor, perante o fato que descreveu, teve um sentimento de:
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Q4179679 Português
“A vida não pode ser uma dor, uma humilhação de contínuos e burocratas idiotas; a vida deve ser uma vitória. Quando, porém, não se pode conseguir isto, a morte é que deve vir em nosso socorro. A covardia mental e moral do Brasil não permite movimentos de independência; ela só quer acompanhadores de procissão, que só visam lucros ou salários nos pareceres. Não há, entre nós, campo para as grandes batalhas de espírito e inteligência. Tudo aqui é feito com o dinheiro e os títulos. A agitação de uma ideia não repercute na massa e, quando esta sabe que se trata de contrariar uma pessoa poderosa, trata o agitador de louco. Nunca foram os homens de bom senso, os honestos burgueses ali da esquina, que fizeram as grandes reformas no mundo. Todas elas têm sido feitas por homens, e às vezes mesmo mulheres, tidos por doidos. A divisa deles consiste em não seguir a opinião de todos, por isso mesmo podem ver mais longe do que os outros. Se nós tivéssemos sempre a opinião da maioria, não teríamos ainda saído das cavernas. O que é preciso, portanto, é que cada qual respeite a opinião de qualquer, para que desse choque surja o esclarecimento do nosso destino, para própria felicidade da espécie humana. Entretanto, no Brasil, não se quer isto. Procura-se abafar as opiniões, para só deixar em campo os desejos dos poderosos e prepotentes. Os órgãos de publicidade por onde se podiam elas revelar são fechados e não aceitam nada que os possa lesar. Dessa forma, quem, como eu, nasceu pobre e não quer ceder uma linha da sua independência de espírito e inteligência, só tem que fazer elogios à morte”. (Elogio da morte, com adaptações).
Quanto aos indivíduos que “fizeram as grandes reformas no mundo”, marque a alternativa que NÃO indica uma de suas características, segundo o autor do texto.
Alternativas
Q4179678 Português
“A vida não pode ser uma dor, uma humilhação de contínuos e burocratas idiotas; a vida deve ser uma vitória. Quando, porém, não se pode conseguir isto, a morte é que deve vir em nosso socorro. A covardia mental e moral do Brasil não permite movimentos de independência; ela só quer acompanhadores de procissão, que só visam lucros ou salários nos pareceres. Não há, entre nós, campo para as grandes batalhas de espírito e inteligência. Tudo aqui é feito com o dinheiro e os títulos. A agitação de uma ideia não repercute na massa e, quando esta sabe que se trata de contrariar uma pessoa poderosa, trata o agitador de louco. Nunca foram os homens de bom senso, os honestos burgueses ali da esquina, que fizeram as grandes reformas no mundo. Todas elas têm sido feitas por homens, e às vezes mesmo mulheres, tidos por doidos. A divisa deles consiste em não seguir a opinião de todos, por isso mesmo podem ver mais longe do que os outros. Se nós tivéssemos sempre a opinião da maioria, não teríamos ainda saído das cavernas. O que é preciso, portanto, é que cada qual respeite a opinião de qualquer, para que desse choque surja o esclarecimento do nosso destino, para própria felicidade da espécie humana. Entretanto, no Brasil, não se quer isto. Procura-se abafar as opiniões, para só deixar em campo os desejos dos poderosos e prepotentes. Os órgãos de publicidade por onde se podiam elas revelar são fechados e não aceitam nada que os possa lesar. Dessa forma, quem, como eu, nasceu pobre e não quer ceder uma linha da sua independência de espírito e inteligência, só tem que fazer elogios à morte”. (Elogio da morte, com adaptações).
Em respeito ao trecho “não há, entre nós, campo para as grandes batalhas de espírito e inteligência”, marque a alternativa que indica uma palavra que poderia substituir o termo “campo”, sem deturpar o sentido da oração.
Alternativas
Q4179675 Português
“A vida não pode ser uma dor, uma humilhação de contínuos e burocratas idiotas; a vida deve ser uma vitória. Quando, porém, não se pode conseguir isto, a morte é que deve vir em nosso socorro. A covardia mental e moral do Brasil não permite movimentos de independência; ela só quer acompanhadores de procissão, que só visam lucros ou salários nos pareceres. Não há, entre nós, campo para as grandes batalhas de espírito e inteligência. Tudo aqui é feito com o dinheiro e os títulos. A agitação de uma ideia não repercute na massa e, quando esta sabe que se trata de contrariar uma pessoa poderosa, trata o agitador de louco. Nunca foram os homens de bom senso, os honestos burgueses ali da esquina, que fizeram as grandes reformas no mundo. Todas elas têm sido feitas por homens, e às vezes mesmo mulheres, tidos por doidos. A divisa deles consiste em não seguir a opinião de todos, por isso mesmo podem ver mais longe do que os outros. Se nós tivéssemos sempre a opinião da maioria, não teríamos ainda saído das cavernas. O que é preciso, portanto, é que cada qual respeite a opinião de qualquer, para que desse choque surja o esclarecimento do nosso destino, para própria felicidade da espécie humana. Entretanto, no Brasil, não se quer isto. Procura-se abafar as opiniões, para só deixar em campo os desejos dos poderosos e prepotentes. Os órgãos de publicidade por onde se podiam elas revelar são fechados e não aceitam nada que os possa lesar. Dessa forma, quem, como eu, nasceu pobre e não quer ceder uma linha da sua independência de espírito e inteligência, só tem que fazer elogios à morte”. (Elogio da morte, com adaptações).
Em relação à interpretação geral desse trecho, pode-se afirmar que o autor: 
Alternativas
Respostas
18061: B
18062: D
18063: C
18064: A
18065: A
18066: A
18067: B
18068: C
18069: B
18070: A
18071: A
18072: B
18073: C
18074: A
18075: B
18076: D
18077: C
18078: C
18079: A
18080: C