Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Leia o texto para responder às próximas seis questões.
A mulher e a patroa. (Martha Medeiros).
Há homens que têm patroa. Ela sempre está em casa quando ele chega do trabalho. O jantar é rapidamente servido à mesa. Ela recebe um apertão na bochecha. A patroa pode ser jovem e bonita, mas tem uma atitude subserviente, o que lhe confere um certo ar robusto, como se fosse uma senhora de muitos anos atrás.
Há homens que têm mulher. Uma mulher que está em casa na hora que pode, às vezes chega antes dele, às vezes depois. Sua casa não é sua jaula nem seu fogão é industrial. A mulher beija seu marido na boca quando o encontra no fim do dia e recebe dele o melhor dos abraços. A mulher pode ser robusta e até meio feia, mas sua independência lhe confere um ar de garota, regente de si mesma.
Há homens que têm patroa, e mesmo que ela tenha tido apenas um filho, ou um casal, parece que gerou uma ninhada, tanto as crianças a solicitam e ela lhes é devota. A patroa é uma santa, muito boa esposa e muito boa mãe, tão boa que é assim que o marido a chama quando não a chama de patroa: mãezinha.
Há homens que têm mulher. Minha mulher, Suzana. Minha mulher, Cristina. Minha mulher, Tereza. Mulheres que têm nome, que só são chamadas de mãe pelos filhos, que não arrastam os pés pela casa nem confiscam o salário do marido, porque elas têm o dela. Não mandam nos caras, não obedecem os caras: convivem com eles.
Há homens que têm patroa. Vou ligar pra patroa. Vou perguntar pra patroa. Vou buscar a patroa. É carinho, dizem. Às vezes, é deboche. Quase sempre é muito cafona.
Há homens que têm mulher. Vou ligar para minha mulher. Vou perguntar para minha mulher. Vou buscar minha mulher. Não há subordinação consentida ou disfarçada. Não há patrões nem empregados. Há algo sexy no ar.
Há homens que têm patroa.
Há homens que têm mulher.
E há mulheres que escolhem o que querem ser.

I. O texto mobiliza conhecimentos extratextuais relacionados ao uso excessivo da internet e à dependência tecnológica contemporânea.
II. O humor decorre parcialmente da inversão de expectativa entre problemas socialmente graves e um medo associado ao conforto digital.
III. O emprego reiterado de perguntas no primeiro quadrinho contribui para a construção de uma progressão argumentativa.
IV. A ausência de pontuação no segundo quadrinho compromete a coerência textual e impede a compreensão do efeito humorístico.
Após análise, conclui-se que estão corretas:
“Quem espera uma fruta ácida pode estranhar no começo”.
Assinale a alternativa que apresenta um possível sinônimo (expressão de mesmo sentido) para a palavra “densa” no trecho a seguir, retirado do texto:
“O canistel chama atenção pela polpa amarela, textura densa e sabor adocicado”.
As pesquisas em leitura, principalmente na área da psicologia e da psicolinguística, são unânimes em afirmar que, na leitura proficiente, as palavras são lidas não letra por letra ou sílaba por sílaba, mas como um todo não analisado, isto é, por reconhecimento instantâneo e não por processamento analítico-sintético.
KATO, Mary. O aprendizado da leitura. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
Leitura é uma atividade interativa altamente complexa de produção de sentidos, que se realiza com base na relação entre o conhecimento que o leitor traz armazenado na memória e as informações veiculadas no texto.
KOCH, I. V.; ELIAS, V. Escrever e escrever: estratégias de produção textual. São Paulo: Contexto, 2009.
Acerca da atividade de leitura, os textos concebem que a leitura proficiente é dada pela combinação do reconhecimento holístico da palavra com a interação entre texto e leitor. Dentre as diversas estratégias a serem mobilizadas para aumentar a competência leitora dos alunos, o professor de língua portuguesa pode priorizar

( ) O texto articula diferentes elementos explicativos do desempenho recente da produção de noz-pecã no Rio Grande do Sul, envolvendo condições naturais, decisões referentes ao manejo e maturidade dos pomares.
( ) A partir das informações apresentadas, é possível compreender que pode haver baixa previsibilidade anual no cultivo da noz-pecã, com oscilações significativas entre safras em razão de fatores climáticos e de manejo das lavouras.
( ) A forma como são apresentados os relatos dos produtores contribui para a construção de uma ideia de cultivo de retorno tardio, dependente de planejamento de longo prazo e sujeito a variações climáticas relevantes.
( ) O texto evidencia uma perspectiva valorativa explícita do autor, que orienta o leitor a considerar que a expansão da cultura da noz-pecã deve ser uma alternativa prioritária para o desenvolvimento agrícola regional.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
“A dor de cabeça é uma das queixas mais comuns entre os brasileiros, e, justamente por isso, muitas vezes é ignorada. Mas nem toda dor é igual. Em alguns casos, ela deixa de ser um incômodo passageiro e passa a ser um verdadeiro sinal de alerta do organismo”.
Texto para responder à questão.
A ergologia centra-se nos saberes construídos e nas competências desenvolvidas pelos trabalhadores no decorrer da atividade de trabalho, em relação com as normas que procuram antecipar o trabalho. A abordagem ergológica do trabalho toma como ponto de partida a distinção entre trabalho prescrito e trabalho real, inicialmente proposta pela ergonomia da atividade, para aprofundar a compreensão sobre os saberes construídos e as competências desenvolvidas pelos trabalhadores durante sua atividade de trabalho. Na ergologia, o trabalho é tomado como atividade enigmática, portanto, complexa, situada historicamente e singular, impossível de ser completamente prevista/prescrita e que é desvelada somente parcialmente a partir de uma aproximação da atividade de trabalho.
Dentro desse escopo, considerar a singularidade da atividade de trabalho implica reconhecer que esse jamais é realizado da mesma maneira, seja por trabalhadores distintos que ocupam o mesmo posto de trabalho, seja pelo mesmo trabalhador no cotidiano da atividade. Assim sendo, sob essa ótica, toda situação de trabalho é sempre singular e imprevisível e sua análise requer compreender as relações estabelecidas entre os sujeitos, as normas, os meios etc.
Texto para responder à questão.
A ergologia centra-se nos saberes construídos e nas competências desenvolvidas pelos trabalhadores no decorrer da atividade de trabalho, em relação com as normas que procuram antecipar o trabalho. A abordagem ergológica do trabalho toma como ponto de partida a distinção entre trabalho prescrito e trabalho real, inicialmente proposta pela ergonomia da atividade, para aprofundar a compreensão sobre os saberes construídos e as competências desenvolvidas pelos trabalhadores durante sua atividade de trabalho. Na ergologia, o trabalho é tomado como atividade enigmática, portanto, complexa, situada historicamente e singular, impossível de ser completamente prevista/prescrita e que é desvelada somente parcialmente a partir de uma aproximação da atividade de trabalho.
Dentro desse escopo, considerar a singularidade da atividade de trabalho implica reconhecer que esse jamais é realizado da mesma maneira, seja por trabalhadores distintos que ocupam o mesmo posto de trabalho, seja pelo mesmo trabalhador no cotidiano da atividade. Assim sendo, sob essa ótica, toda situação de trabalho é sempre singular e imprevisível e sua análise requer compreender as relações estabelecidas entre os sujeitos, as normas, os meios etc.
Texto para responder à questão.
A ergologia centra-se nos saberes construídos e nas competências desenvolvidas pelos trabalhadores no decorrer da atividade de trabalho, em relação com as normas que procuram antecipar o trabalho. A abordagem ergológica do trabalho toma como ponto de partida a distinção entre trabalho prescrito e trabalho real, inicialmente proposta pela ergonomia da atividade, para aprofundar a compreensão sobre os saberes construídos e as competências desenvolvidas pelos trabalhadores durante sua atividade de trabalho. Na ergologia, o trabalho é tomado como atividade enigmática, portanto, complexa, situada historicamente e singular, impossível de ser completamente prevista/prescrita e que é desvelada somente parcialmente a partir de uma aproximação da atividade de trabalho.
Dentro desse escopo, considerar a singularidade da atividade de trabalho implica reconhecer que esse jamais é realizado da mesma maneira, seja por trabalhadores distintos que ocupam o mesmo posto de trabalho, seja pelo mesmo trabalhador no cotidiano da atividade. Assim sendo, sob essa ótica, toda situação de trabalho é sempre singular e imprevisível e sua análise requer compreender as relações estabelecidas entre os sujeitos, as normas, os meios etc.
