Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4378341 Português

29 de fevereiro: um dia cheio de curiosidades


    Presente no calendário gregoriano, de quatro em quatro anos, o 29 de fevereiro tem a função de sincronizar os dias do ano às estações. O dia extra aparece para compensar o verdadeiro período de rotação da Terra, que demora 365 dias e 6 horas para orbitar o sol. Ao fim de um período de quatro anos, essas horas excedentes são unidas para virar um dia adicional.


    Como saber quais anos contam com um dia a mais no calendário? Para começar, eles devem ser divisíveis por quatro. Mas, no caso dos múltiplos de 100, eles devem ser obrigatoriamente divisíveis também por 400. Portanto, 2000 foi ano bissexto, mas 1900, 1800 e 1700 não.


    Por que esses anos se chamam “bissextos”? Ao contrário do que alguns pensam, não é porque há dois números “6” na quantidade de dias do ano (366). A expressão veio da Roma Antiga, quando os dias tinham nomes baseados no ciclo lunar. Assim, dia 24 de fevereiro se chamava “antediem sextum calendas martii”, ou seja, “sexto dia antes da lua nova de março”. Antes de ser instituído o 29 de fevereiro, o dia 24 de fevereiro era duplicado de 4 em 4 anos. Portanto, nesses anos ele era chamado de “antediem bis-sextum calendas martii”, algo como “duas vezes o sexto dia antes da lua nova de março”.


Fonte: Guia dos Curiosos. Adaptado.

De acordo com o texto, o ano bissexto foi nomeado assim porque: 
Alternativas
Q4378152 Português

TEXTO I


Robô humanoide do Exército custa R$ 194 mil

Modelo usado pelo Instituto Militar de Engenharia foi colocado em uma viatura e realizou saudação durante o desfile em Brasília


    Um robô humanoide fardado do Exército Brasileiro chamou atenção durante o desfile cívico-militar do 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. As plataformas de marketplace vendem o equipamento, que a chinesa Unitre Robotics fabrica, por cerca de R$ 194 mil.


    O Exército confirmou que o modelo usado na cerimônia é o Unitree G1, na versão EDU. O Instituto Militar de Engenharia (IME) adquiriu o equipamento com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.


    Durante o desfile, o robô permaneceu sobre uma viatura Marruá e realizou movimentos de saudação protocolar diante da tribuna principal. O equipamento acenou para o público e bateu continência aos chefes dos Três Poderes presentes no palanque.


    Entre as autoridades estavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, sorriu, aplaudiu e retribuiu a saudação feita pelo robô.


    Equipamento é usado em pesquisas do Exército


    No IME, o robô integra atividades de ensino, pesquisa e extensão. Segundo o Exército, os dados coletados pelos sensores e a capacidade de processamento do equipamento servem ao desenvolvimento de algoritmos de controle e atuadores.


    As pesquisas abrangem áreas como robótica, inteligência artificial, percepção ambiental, navegação e autonomia de sistemas. A chinesa Unitree Robotics projetou o equipamento também para operações em ambientes de risco. Entre suas funções estão a inspeção, identificação, manipulação e neutralização de artefatos explosivos a distância.


    O Centro de Comunicação Social do Exército informou que não existe previsão de emprego operacional direto do robô humanoide pela força. Os algoritmos desenvolvidos na plataforma, contudo, podem ter aplicação em tecnologias militares utilizadas em conflitos modernos. Entre os possíveis usos citados pelo Exército estão sistemas embarcados em drones, armamentos remotos, veículos autônomos e robôs destinados à detecção e à desativação de bombas.


Fonte: BATALHA, Victória. Revista Oeste, Tecnologia. Robô humanoide do Exército custa R$ 194 mil. https://revistaoeste.com/tecnologia/robo-humanoide-do-exercito-custa-r-194-mil/ (adaptado).

Compreende-se do texto I, como afirmação correta, o que se encontra em:
Alternativas
Q4378060 Português
Por que Nordeste é a região do Brasil com mais risco de terremoto


    Há um certo alívio no Brasil com a ideia de que o país está protegido de terremotos, por estar localizado no centro de uma placa tectônica, quando estes fenômenos acontecem com mais frequência em áreas de encontros de placas.

    Mas há uma região brasileira mais propensa aos abalos sísmicos do que as demais: o Nordeste. Isso acontece devido a uma particularidade da crosta terrestre sob boa parte dos Estados nordestinos.

    Para explicar por que a espessura da crosta é mais fina na chamada Província Borborema, nome do bloco rochoso que forma parte significativa do Nordeste brasileiro, especialistas se valem de uma metáfora: é como um queijo derretido que, puxado, vai ficando mais fininho, mais ralo no meio.

    Sob o Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, a crosta terrestre tem de 30 a 35 quilômetros de espessura — em alguns pontos, até menos do que isso. É mais fina do que a média mundial, que passa dos 40 quilômetros, chegando a 70 quilômetros na região do Himalaia. Na região dos oceanos, são cerca de 10 quilômetros.

    Acredita-se que isso tenha origem no período Cretáceo, entre 136 milhões e 65 milhões de anos atrás. Como os blocos que formam os continentes estão em movimento sobre o manto (camada da Terra localizada entre a crosta e o núcleo), o que conhecemos hoje como a África e a América do Sul se separaram naquela época.

    Exatamente nessa região onde hoje está o Nordeste, a crosta teria se esticado um pouco mais do que o restante, em um processo de acomodação das placas.

    O resultado foi esse adelgaçamento atípico. "É o chamado efeito de estiramento", explica o engenheiro de estruturas Marcelo Bianco, professor na Universidade de São Paulo (USP) — ele chegou a estudar a crosta da região em pesquisas que realizou na Universidade de Weimar, na Alemanha, onde realizou seu mestrado e doutorado.

    "É uma região que sofreu o processo de estiramento com a abertura do [Oceano] Atlântico [na formação dos continentes]", diz o geofísico Aderson Farias do Nascimento, professor na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). "Em regiões assim, muitas vezes há o acúmulo, com facilidade, de forças que podem desencadear terremotos."

Fonte: BBC. Adaptado.
O texto utiliza a comparação entre a crosta terrestre e um queijo derretido sendo puxado. Essa comparação tem a finalidade de:
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Q4377921 Português

O Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos (5 de maio) foi criado para alertar a população sobre os riscos à saúde causados pelo uso indiscriminado de medicamentos e pela automedicação.

O uso incorreto de medicamentos ou o seu consumo sem critérios médicos podem prejudicar a saúde, causando intoxicações, problemas mais graves ou até mesmo a morte.

A automedicação, ou seja, o uso de medicamentos por conta própria ou por indicação de pessoas não habilitadas, sem a avaliação prévia de um médico ou dentista, conforme o caso, deve ser evitada. O que é eficaz para uns pode ser nocivo a outros, pois o problema de saúde pode ser bastante diferente, apesar da aparente semelhança dos sintomas percebidos.

Todo medicamento é um remédio, mas nem todo remédio é um medicamento. Existem vários tratamentos, produtos e cuidados que ajudam a combater doenças ou aliviar dores e que não são medicamentos, como, por exemplo, a acupuntura, a fisioterapia ou as caminhadas. Para ser considerado medicamento no Brasil, o respectivo produto precisa ter registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Alimentos, mesmo aqueles comercializados em formas tipicamente farmacêuticas, como cápsulas e comprimidos, também não são medicamentos. Manter uma alimentação equilibrada é indispensável para uma boa saúde, mas um alimento não pode ser anunciado como responsável pela cura de doenças.

Medicamentos tampouco são bens de consumo comuns, como roupas, sapatos e artigos de higiene pessoal. Eles são bens de saúde, por isso não podem ser anunciados como produtos de livre mercado.

Qualquer produto terapêutico, independentemente de sua natureza (animal, vegetal, mineral ou sintética), deve ser considerado medicamento e sua fabricação e comercialização devem ser registradas na Anvisa. Para que um medicamento seja registrado e comercializado, é necessária uma análise criteriosa da documentação administrativa e técnico-científica relacionada à qualidade, à segurança e à eficácia do produto para garantir o seu uso terapêutico correto.

Após a obtenção do registro pela empresa e quando o medicamento já está sendo comercializado, cabe à farmacovigilância identificar, avaliar e monitorar a ocorrência dos possíveis eventos adversos relacionados ao seu uso. O objetivo desse monitoramento é garantir que os benefícios do produto sejam maiores que os riscos por ele causados. Também são importantes para a farmacovigilância informações que digam respeito aos eventos adversos gerados por desvios de qualidade, à inefetividade terapêutica, a erros de medicação, ao uso de medicamentos com indicações não aprovadas no registro, ao seu uso abusivo, bem como a intoxicações e interações medicamentosas.

Para aumentar a segurança do uso de medicamentos e estimular a notificação de erros de medicação, a Anvisa implantou, em 2019, um sistema novo de notificações nacional de eventos adversos provocados por medicamentos e de relatos de casos de erros de medicação em serviços de saúde, o VigiMed. O acesso ao sistema é rápido e fácil, o que facilita a notificação e, consequentemente, as ações preventivas da Agência.

Internet: www.artigo.anvisa.gov.br (com adaptações).

Pelos sentidos do texto, conclui-se que a expressão “inefetividade terapêutica” (oitavo parágrafo) significa
Alternativas
Q4377297 Português
A demência é o pior desafio do envelhecimento


    No Brasil, a faixa etária que mais cresce é a dos que estão acima dos 65 anos. Em números arredondados: em 2010 eram 20 milhões, contingente que aumentou para 22 milhões no Censo de 2022.
    Os demógrafos definem o índice de envelhecimento dividindo o número de habitantes com mais de 65 anos pelo de crianças entre zero e 14 anos. Em 2010, o índice era de 30%, ou seja, 30 pessoas com mais de 65 anos para cada 100 crianças. Em 2022, esse índice subiu para 55%.
   Graças à redução da fecundidade e dos nascimentos, a pirâmide etária no Brasil começou a mudar de formato a partir dos anos 1990. A base foi se alargando com o passar dos anos, como aconteceu nos países mais ricos. A diferença é que neles as mudanças ocorreram em mais de 60 anos; aqui, em metade desse tempo.
    O envelhecimento dos brasileiros é visível nas ruas e no ambiente familiar. Em meados do século 19, Machado de Assis descreveu "um velho gaiteiro de cinquenta anos" num de seus contos. Hoje, quando perdemos um parente de 70 anos, dizemos que morreu moço. O envelhecimento interfere na organização da sociedade. A Previdência Social terá condições de pagar aposentadorias mensais até os 90 anos, enquanto o número dos que chegam ao mercado de trabalho não para de diminuir? As empresas continuarão a considerar velhos e demitir funcionários de 50 ou 60 anos?
    Na área da saúde, as consequências poderão ser trágicas. Os brasileiros envelhecem mal: quando chegam aos 60 anos, mais da metade sofre de hipertensão arterial; o número de pessoas com diabetes deve andar perto dos 20 milhões; os índices de obesidade com seu cortejo de complicações aumentam a cada pesquisa do Vigitel.
    Nessa faixa etária, é cobrada a conta do fumo, do abuso de álcool e de drogas ilícitas, do sedentarismo e do consumo de alimentos ultraprocessados. Hoje, cerca de 80% dos atendimentos no SUS são de problemas crônicos que requerem controle pelo resto da vida. Doenças cardiovasculares e câncer são as principais causas de óbito. Criado no fim dos anos 1980, o sistema único não foi pensado para lidar com essa realidade.
      Estamos preparados para enfrentar problemas dessa magnitude? Claro que não. Se o Japão, a Suécia e a Finlândia não estão, nós, neste país continental com tantas diferenças regionais, baixo nível educacional e distribuição de renda imoral, é que estaríamos?
     De todos os desafios do envelhecimento, nenhum se compara ao das demências, tragédia que cai nos ombros dos familiares sem que o SUS esteja preparado para ajudá-los. Uma pessoa incapaz de se vestir, tomar banho, comer sozinha ou entender o que se passa ao redor exige cuidados dia e noite, geralmente a cargo de uma mulher da família, obrigada a **interromper a carreira e a vida pessoal **por anos consecutivos.


Autor: Drauzio Varella - GZH (adaptado)
No período “Ela pode ser resultado da longa história de domesticação dos cavalos...” — substituindo-se, no texto em análise, uma estrutura equivalente de retomada pronominal — o mecanismo coesivo seria classificado como referência anafórica. No texto de Drauzio Varella, mecanismo semelhante ocorre em:
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Q4377295 Português
A demência é o pior desafio do envelhecimento


    No Brasil, a faixa etária que mais cresce é a dos que estão acima dos 65 anos. Em números arredondados: em 2010 eram 20 milhões, contingente que aumentou para 22 milhões no Censo de 2022.
    Os demógrafos definem o índice de envelhecimento dividindo o número de habitantes com mais de 65 anos pelo de crianças entre zero e 14 anos. Em 2010, o índice era de 30%, ou seja, 30 pessoas com mais de 65 anos para cada 100 crianças. Em 2022, esse índice subiu para 55%.
   Graças à redução da fecundidade e dos nascimentos, a pirâmide etária no Brasil começou a mudar de formato a partir dos anos 1990. A base foi se alargando com o passar dos anos, como aconteceu nos países mais ricos. A diferença é que neles as mudanças ocorreram em mais de 60 anos; aqui, em metade desse tempo.
    O envelhecimento dos brasileiros é visível nas ruas e no ambiente familiar. Em meados do século 19, Machado de Assis descreveu "um velho gaiteiro de cinquenta anos" num de seus contos. Hoje, quando perdemos um parente de 70 anos, dizemos que morreu moço. O envelhecimento interfere na organização da sociedade. A Previdência Social terá condições de pagar aposentadorias mensais até os 90 anos, enquanto o número dos que chegam ao mercado de trabalho não para de diminuir? As empresas continuarão a considerar velhos e demitir funcionários de 50 ou 60 anos?
    Na área da saúde, as consequências poderão ser trágicas. Os brasileiros envelhecem mal: quando chegam aos 60 anos, mais da metade sofre de hipertensão arterial; o número de pessoas com diabetes deve andar perto dos 20 milhões; os índices de obesidade com seu cortejo de complicações aumentam a cada pesquisa do Vigitel.
    Nessa faixa etária, é cobrada a conta do fumo, do abuso de álcool e de drogas ilícitas, do sedentarismo e do consumo de alimentos ultraprocessados. Hoje, cerca de 80% dos atendimentos no SUS são de problemas crônicos que requerem controle pelo resto da vida. Doenças cardiovasculares e câncer são as principais causas de óbito. Criado no fim dos anos 1980, o sistema único não foi pensado para lidar com essa realidade.
      Estamos preparados para enfrentar problemas dessa magnitude? Claro que não. Se o Japão, a Suécia e a Finlândia não estão, nós, neste país continental com tantas diferenças regionais, baixo nível educacional e distribuição de renda imoral, é que estaríamos?
     De todos os desafios do envelhecimento, nenhum se compara ao das demências, tragédia que cai nos ombros dos familiares sem que o SUS esteja preparado para ajudá-los. Uma pessoa incapaz de se vestir, tomar banho, comer sozinha ou entender o que se passa ao redor exige cuidados dia e noite, geralmente a cargo de uma mulher da família, obrigada a **interromper a carreira e a vida pessoal **por anos consecutivos.


Autor: Drauzio Varella - GZH (adaptado)
No trecho “Estamos preparados para enfrentar problemas dessa magnitude? Claro que não.”, o emprego do ponto de interrogação seguido da resposta breve contribui para:
Alternativas
Q4377291 Português
A demência é o pior desafio do envelhecimento


    No Brasil, a faixa etária que mais cresce é a dos que estão acima dos 65 anos. Em números arredondados: em 2010 eram 20 milhões, contingente que aumentou para 22 milhões no Censo de 2022.
    Os demógrafos definem o índice de envelhecimento dividindo o número de habitantes com mais de 65 anos pelo de crianças entre zero e 14 anos. Em 2010, o índice era de 30%, ou seja, 30 pessoas com mais de 65 anos para cada 100 crianças. Em 2022, esse índice subiu para 55%.
   Graças à redução da fecundidade e dos nascimentos, a pirâmide etária no Brasil começou a mudar de formato a partir dos anos 1990. A base foi se alargando com o passar dos anos, como aconteceu nos países mais ricos. A diferença é que neles as mudanças ocorreram em mais de 60 anos; aqui, em metade desse tempo.
    O envelhecimento dos brasileiros é visível nas ruas e no ambiente familiar. Em meados do século 19, Machado de Assis descreveu "um velho gaiteiro de cinquenta anos" num de seus contos. Hoje, quando perdemos um parente de 70 anos, dizemos que morreu moço. O envelhecimento interfere na organização da sociedade. A Previdência Social terá condições de pagar aposentadorias mensais até os 90 anos, enquanto o número dos que chegam ao mercado de trabalho não para de diminuir? As empresas continuarão a considerar velhos e demitir funcionários de 50 ou 60 anos?
    Na área da saúde, as consequências poderão ser trágicas. Os brasileiros envelhecem mal: quando chegam aos 60 anos, mais da metade sofre de hipertensão arterial; o número de pessoas com diabetes deve andar perto dos 20 milhões; os índices de obesidade com seu cortejo de complicações aumentam a cada pesquisa do Vigitel.
    Nessa faixa etária, é cobrada a conta do fumo, do abuso de álcool e de drogas ilícitas, do sedentarismo e do consumo de alimentos ultraprocessados. Hoje, cerca de 80% dos atendimentos no SUS são de problemas crônicos que requerem controle pelo resto da vida. Doenças cardiovasculares e câncer são as principais causas de óbito. Criado no fim dos anos 1980, o sistema único não foi pensado para lidar com essa realidade.
      Estamos preparados para enfrentar problemas dessa magnitude? Claro que não. Se o Japão, a Suécia e a Finlândia não estão, nós, neste país continental com tantas diferenças regionais, baixo nível educacional e distribuição de renda imoral, é que estaríamos?
     De todos os desafios do envelhecimento, nenhum se compara ao das demências, tragédia que cai nos ombros dos familiares sem que o SUS esteja preparado para ajudá-los. Uma pessoa incapaz de se vestir, tomar banho, comer sozinha ou entender o que se passa ao redor exige cuidados dia e noite, geralmente a cargo de uma mulher da família, obrigada a **interromper a carreira e a vida pessoal **por anos consecutivos.


Autor: Drauzio Varella - GZH (adaptado)
No trecho “Hoje, quando perdemos um parente de 70 anos, dizemos que morreu moço”, a formulação produz seu efeito argumentativo porque:
Alternativas
Q4377290 Português
A demência é o pior desafio do envelhecimento


    No Brasil, a faixa etária que mais cresce é a dos que estão acima dos 65 anos. Em números arredondados: em 2010 eram 20 milhões, contingente que aumentou para 22 milhões no Censo de 2022.
    Os demógrafos definem o índice de envelhecimento dividindo o número de habitantes com mais de 65 anos pelo de crianças entre zero e 14 anos. Em 2010, o índice era de 30%, ou seja, 30 pessoas com mais de 65 anos para cada 100 crianças. Em 2022, esse índice subiu para 55%.
   Graças à redução da fecundidade e dos nascimentos, a pirâmide etária no Brasil começou a mudar de formato a partir dos anos 1990. A base foi se alargando com o passar dos anos, como aconteceu nos países mais ricos. A diferença é que neles as mudanças ocorreram em mais de 60 anos; aqui, em metade desse tempo.
    O envelhecimento dos brasileiros é visível nas ruas e no ambiente familiar. Em meados do século 19, Machado de Assis descreveu "um velho gaiteiro de cinquenta anos" num de seus contos. Hoje, quando perdemos um parente de 70 anos, dizemos que morreu moço. O envelhecimento interfere na organização da sociedade. A Previdência Social terá condições de pagar aposentadorias mensais até os 90 anos, enquanto o número dos que chegam ao mercado de trabalho não para de diminuir? As empresas continuarão a considerar velhos e demitir funcionários de 50 ou 60 anos?
    Na área da saúde, as consequências poderão ser trágicas. Os brasileiros envelhecem mal: quando chegam aos 60 anos, mais da metade sofre de hipertensão arterial; o número de pessoas com diabetes deve andar perto dos 20 milhões; os índices de obesidade com seu cortejo de complicações aumentam a cada pesquisa do Vigitel.
    Nessa faixa etária, é cobrada a conta do fumo, do abuso de álcool e de drogas ilícitas, do sedentarismo e do consumo de alimentos ultraprocessados. Hoje, cerca de 80% dos atendimentos no SUS são de problemas crônicos que requerem controle pelo resto da vida. Doenças cardiovasculares e câncer são as principais causas de óbito. Criado no fim dos anos 1980, o sistema único não foi pensado para lidar com essa realidade.
      Estamos preparados para enfrentar problemas dessa magnitude? Claro que não. Se o Japão, a Suécia e a Finlândia não estão, nós, neste país continental com tantas diferenças regionais, baixo nível educacional e distribuição de renda imoral, é que estaríamos?
     De todos os desafios do envelhecimento, nenhum se compara ao das demências, tragédia que cai nos ombros dos familiares sem que o SUS esteja preparado para ajudá-los. Uma pessoa incapaz de se vestir, tomar banho, comer sozinha ou entender o que se passa ao redor exige cuidados dia e noite, geralmente a cargo de uma mulher da família, obrigada a **interromper a carreira e a vida pessoal **por anos consecutivos.


Autor: Drauzio Varella - GZH (adaptado)
A organização argumentativa do texto permite concluir que a menção ao crescimento da população idosa, às transformações no mercado de trabalho, às doenças crônicas e à sobrecarga familiar converge para uma tese segundo a qual:
Alternativas
Q4377024 Português
Existe uma maneira correta de se pronunciar a palavra “recorde”? É bom você se atualizar!


  Qual é a maneira correta de se pronunciar a palavra recorde? “Récorde” ou “recórde”? Um procurador do Ministério Público de Minas Gerais entrou com uma ação de 10 milhões de reais contra a Rede Globo por “pronúncia errada” da palavra. Faltou o procurador procurar direito.

   A palavra recorde é paroxítona (“recórde”), mas a pronúncia como proparoxítona (“récorde”) já é aceita há um bom tempo pelos dicionários – e é a mais usada no país. O Dicionário Houaiss, o mais respeitado do país, diz assim no verbete: “No Brasil, ocorre também como palavra proparoxítona: récorde.”.

   A discussão é bastante antiga. Já em 2008, o jornalista e escritor Sérgio Rodrigues tratava desse tema em artigo na “Revista da Semana”: “Afinal, devemos falar récorde, palavra proparoxítona, como a maioria dos locutores e comentaristas da TV? Ou, seguindo a recomendação de dez entre dez sábios, recórde, paroxítona? Trata-se de um caso clássico em que a língua da vida real vai para um lado e a dos estudiosos para o outro.” (…)

  “Em seu Dicionário de palavras e expressões estrangeiras, Luís Augusto Fischer observa com bom humor que há ‘duas pronúncias: a que os gramáticos preferem, rreCÓR-dji, ou a do resto da humanidade, RRÉ-cor-dji’. É mais ou menos isso. Basta substituir, na frase de Fischer, “o resto da humanidade” por “a maioria dos brasileiros” que ela fica perfeita. (…)

  “Como a língua falada sempre tem precedência sobre a escrita, é possível que um dia tal desacordo entre grafia e pronúncia seja resolvido com o acréscimo de um acento agudo. Mas também não é impossível que se eternize como idiossincrasia, algo comum na zona de fronteira das palavras que migram de um idioma a outro. Se show virou um vocábulo corriqueiro sem que sua estrangeiríssima grafia fosse – como provavelmente jamais será – adaptada, tudo pode acontecer.”


Fonte: Guia dos Curiosos. Adaptado.
A ideia principal do texto é:
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Q4376749 Português
Livros escritos por inteligência artificial: qual o limite do uso?


     O avanço da inteligência artificial no mercado editorial deixou de ser uma questão futurista e tornou-se um desafio concreto para leitores, editoras e plataformas de publicação. A proliferação de livros gerados automaticamente por algoritmos já forçou grandes empresas a adotarem medidas restritivas para conter o fenômeno.

    O problema vai além da qualidade literária. Foram identificados e-books sobre coleta de cogumelos, publicados nessas plataformas de autopublicação, que indicavam espécies venenosas como se fossem comestíveis. O episódio ilustra como conteúdos gerados por IA sem supervisão adequada podem representar riscos concretos à saúde e à segurança das pessoas. A preocupação é que esse tipo de erro não fique restrito a guias de cogumelos, mas se expanda para obras de saúde e outros temas sensíveis, influenciando a forma como as pessoas pensam e o que consomem. 

    Diante desse cenário, cresce a discussão sobre a necessidade de rotular claramente o que foi produzido por inteligência artificial. A União Europeia já aprovou uma lei de regulamentação de IA que entra em vigor em agosto e exige que empresas identifiquem o que é ou não gerado por algoritmos. A proposta é que o leitor tenha o direito de escolher, sendo informado sobre a origem do conteúdo que consome. Para livros mais técnicos ou manuais, a presença da IA pode ser menos incômoda, mas no campo da literatura, a questão ganha outra dimensão.

    Os dados sobre o uso da inteligência artificial no Brasil reforçam a urgência do debate: 70% dos brasileiros afirmam utilizar IA no trabalho, índice superior à média global de 54%. Quase 30% dos colaboradores no país a utilizam diariamente. A distinção entre usar a IA como ferramenta de apoio — para corrigir erros ou auxiliar na escrita — e delegar a ela a criação integral de uma obra é apontada como um ponto central da discussão. Com o avanço tecnológico, surge ainda outra questão: em breve, será possível identificar se um texto foi escrito por um humano ou por uma máquina?


Fonte: CNN Brasil. Adaptado.
De acordo com o texto, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) Os livros gerados por IA pecam apenas na qualidade literária.
( ) Um pouco menos de 30% dos trabalhadores brasileiros utilizam IA diariamente no trabalho.
( ) Os livros gerados por IA não representam riscos à saúde. 
Alternativas
Q4376621 Português

TEXTO I


Inadimplência das famílias chega a recorde de 8%


Crédito em atraso há mais de 90 dias atingiu o maior patamar

da série histórica do Banco Central, iniciada em 2011  


    A inadimplência das famílias no crédito livre chegou a 8% em agosto, maior nível da série histórica do Banco Central (BC), iniciada em março de 2011. O indicador considera operações com pagamentos atrasados há mais de 90 dias. Em relação a julho, houve alta de 0,2 ponto porcentual. Na comparação com agosto do ano passado, o avanço foi de 1 ponto porcentual. Os dados foram divulgados durante esta terça-feira, 29.


    O crédito livre reúne operações com condições negociadas entre bancos e clientes, como empréstimos pessoais e cartão de crédito. Nesse segmento, a taxa média de juros cobrada das famílias subiu. O índice passou de 60,3% ao ano em julho para 61,7% em agosto.  


    Os atrasos também aumentaram quando o levantamento considerou todas as modalidades de crédito do sistema financeiro.


    Inadimplência cresce no sistema financeiro


    Entre as pessoas físicas, o índice chegou a 6% em agosto, alta de 0,2% ponto porcentual no mês. Entre as empresas, a taxa permaneceu em 3,3%. Considerando o conjunto das operações de crédito, a inadimplência passou de 4,9% em julho para 5% em agosto.   


    O saldo dos empréstimos destinados às famílias também aumentou. O volume chegou a R$ 4,7 trilhões em agosto, crescimento de 0,8% no mês e de 10,5% em 12 meses. 


    Segundo o Banco Central, os financiamentos de veículos, o cartão de crédito rotativo e os empréstimos consignados para trabalhadores do setor privado puxaram o avanço no crédito livre. 


    Os dados mais recentes sobre o peso das dívidas no orçamento das famílias são de julho. Naquele mês, o endividamento alcançou 49,9% da renda disponível acumulada em 12 meses, alta de 0,2 ponto porcentual em relação a junho. A parcela da renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas permaneceu em 28,7%.


    Na sexta-feira 25, o governo federal lançou uma nova etapa do Desenrola Brasil para renegociar dívidas antigas. O anúncio ocorreu depois do período considerado pelos dados de agosto do Banco Central. Por isso, os números divulgados nesta terça - feira ainda não mostram possíveis efeitos da medida.  


Fonte: BATALHA, Victória. Inadimplência das famílias chega a recorde de 8%

(https://revistaoeste.com/economia/inadimplencia-das-familias-chega-a-recorde-de-8/)

(Adaptado). 

“Na sexta-feira 25, o governo federal lançou uma nova etapa do Desenrola Brasil para renegociar dívidas antigas. O anúncio ocorreu depois do período considerado pelos dados de agosto do Banco Central.” 
A partir do fragmento exposto acima, assinale a alternativa cuja reescrita manteve o valor semântico presente, bem como o respeito à norma-padrão da Língua Portuguesa. 

Alternativas
Q4376619 Português

TEXTO I


Inadimplência das famílias chega a recorde de 8%


Crédito em atraso há mais de 90 dias atingiu o maior patamar

da série histórica do Banco Central, iniciada em 2011  


    A inadimplência das famílias no crédito livre chegou a 8% em agosto, maior nível da série histórica do Banco Central (BC), iniciada em março de 2011. O indicador considera operações com pagamentos atrasados há mais de 90 dias. Em relação a julho, houve alta de 0,2 ponto porcentual. Na comparação com agosto do ano passado, o avanço foi de 1 ponto porcentual. Os dados foram divulgados durante esta terça-feira, 29.


    O crédito livre reúne operações com condições negociadas entre bancos e clientes, como empréstimos pessoais e cartão de crédito. Nesse segmento, a taxa média de juros cobrada das famílias subiu. O índice passou de 60,3% ao ano em julho para 61,7% em agosto.  


    Os atrasos também aumentaram quando o levantamento considerou todas as modalidades de crédito do sistema financeiro.


    Inadimplência cresce no sistema financeiro


    Entre as pessoas físicas, o índice chegou a 6% em agosto, alta de 0,2% ponto porcentual no mês. Entre as empresas, a taxa permaneceu em 3,3%. Considerando o conjunto das operações de crédito, a inadimplência passou de 4,9% em julho para 5% em agosto.   


    O saldo dos empréstimos destinados às famílias também aumentou. O volume chegou a R$ 4,7 trilhões em agosto, crescimento de 0,8% no mês e de 10,5% em 12 meses. 


    Segundo o Banco Central, os financiamentos de veículos, o cartão de crédito rotativo e os empréstimos consignados para trabalhadores do setor privado puxaram o avanço no crédito livre. 


    Os dados mais recentes sobre o peso das dívidas no orçamento das famílias são de julho. Naquele mês, o endividamento alcançou 49,9% da renda disponível acumulada em 12 meses, alta de 0,2 ponto porcentual em relação a junho. A parcela da renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas permaneceu em 28,7%.


    Na sexta-feira 25, o governo federal lançou uma nova etapa do Desenrola Brasil para renegociar dívidas antigas. O anúncio ocorreu depois do período considerado pelos dados de agosto do Banco Central. Por isso, os números divulgados nesta terça - feira ainda não mostram possíveis efeitos da medida.  


Fonte: BATALHA, Victória. Inadimplência das famílias chega a recorde de 8%

(https://revistaoeste.com/economia/inadimplencia-das-familias-chega-a-recorde-de-8/)

(Adaptado). 

É correto afirmar que o texto I em evidência: 
Alternativas
Q4376559 Português

Impactos estruturais da inteligência artificial na democracia e nos direitos humanos



Por Lucas Vilalta, pesquisador da Cátedra Oscar Sala do Instituto de Estudos Avançados da USP



Post category: Artigos https://jornal.usp.br/? p=808419


24/09/2024 - Publicado há 2 anos



Após publicar artigo neste mesmo canal sobre a possibilidade de termos transparência de algoritmos para os sistemas de Inteligência Artificial (IA), o diretor executivo do Instituto Vladimir Herzog, Rogério Sottili, convidou-me para dialogar com as preocupações e trabalhos que a equipe tem desenvolvido sobre o impacto das big techs e da IA para a democracia e os direitos humanos. Como a conversa foi muito boa, decidi compartilhar um pouco do que debatemos naquele dia, então, com um público mais amplo.


Minha fala inicial ali abordou três pontos centrais:



1. o que são os sistemas de IA de um ponto de vista técnico e social;


2. seus impactos para a democracia; e


3. ameaças aos direitos humanos e caminhos para enfrentá-las.



Em relação ao ponto 1, remeto o leitor ou a leitora ao que apresentei no artigo anterior. De modo geral, tratava-se de mostrar, como o fez Kate Crawford em seu livro Atlas da IA, que “a IA não é artificial nem inteligente. Na verdade, ela existe de forma corpórea, como algo material, feito de recursos naturais, combustíveis, mão de obra, infraestrutura, logística, histórias e classificações. Os sistemas de IA não são autônomos, racionais, tampouco capazes de discernir algo sem um treinamento extenso e computacionalmente intensivo, com enormes conjuntos de dados ou regras e recompensas pré-definidas. De fato, tal como a conhecemos, a IA depende totalmente de um conjunto muito mais vasto de estruturas políticas e sociais”. 


É preciso afastar as mistificações que têm dominado a cobertura midiática e boa parte do debate público sobre a IA. Se ela nasceu com o propósito de imitar a inteligência humana, hoje, a IA certamente se caracteriza muito mais como sistemas sociotécnicos de captura e processamento da inteligência social para que as big techs possam fornecer assistência algorítmica como algo indispensável ______ vida humana. A IA 2.0 é a promessa de um serviço de assistência em que os usuários vão poder ser manipuladores de algoritmos (a partir de prompts), automatizando processos de trabalho e linguagem em suas rotinas ou negócios. A IA não é uma máquina separada da sociedade, é a própria sociedade sendo processada de modo maquínico pelas plataformas. É mais urgente nos preocuparmos não com uma superinteligência ou com indivíduos autônomos (robôs) que irão nos dominar, mas com os impactos ambientais, econômicos, sociais e humanos que já estão em curso. [...]


    VILALTA, Lucas. Jornal da USP. Impactos estruturais da inteligência artificial na democracia e nos direitos humanos. Adaptado. Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/Impactos-estruturais-dainteligência-artificial-na-democracia-e-nos-direitoshumanos/. Acesso em:30 set. 2024. 

Com base na leitura do texto, assinale a alternativa que expressa corretamente a tese principal defendida pelo autor em relação aos sistemas de Inteligência Artificial (IA):
Alternativas
Q4376520 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.



Conectados, mas nem sempre presentes


Em uma conversa sobre redes sociais e saúde mental, o médico e escritor Drauzio Varella discutiu como a pressão para permanecer constantemente conectado pode favorecer ansiedade e dificultar uma relação equilibrada com as tecnologias digitais. Pesquisas mais recentes ampliam essa reflexão: uma revisão publicada em 2026 sobre nomofobia entre adolescentes brasileiros relaciona o uso intensivo de smartphones a dificuldades de concentração, sono, desempenho acadêmico e relações sociais. 


Isso não significa que o celular seja, por si só, inimigo da aprendizagem. Ele pode ampliar o acesso à informação, aproximar pessoas distantes e funcionar como instrumento de estudo. O problema aparece quando o aparelho deixa de ocupar um lugar entre muitas atividades e passa a organizar quase toda a rotina. A notificação que interrompe uma leitura, a consulta compulsiva à tela e a inquietação quando o telefone não está por perto revelam como a tecnologia pode disputar nossa atenção de maneira persistente.


Para os adolescentes, autorregulação ainda cujo está repertório em de construção, estabelecer limites pode representar um desafio ainda maior. Por isso, especialistas têm defendido equilíbrio, e não simplesmente uma proibição absoluta. Criar horários sem telas, preservar o sono, praticar atividades presenciais e conversar sobre os próprios hábitos digitais são atitudes que ajudam a construir uma relação mais consciente com os dispositivos.


Talvez, então, a pergunta mais útil não seja apenas “quanto tempo você permaneceu conectado?”, mas também “o que deixou de fazer porque permaneceu conectado?”. Essa mudança desloca a discussão do relógio para a qualidade do uso. Afinal, uma tecnologia pode servir à vida; o problema começa quando a vida passa a servir exclusivamente à tecnologia.


Texto adaptado de Drauzio Varella  

A pergunta final — “o que deixou de fazer porque permaneceu conectado?” — pretende levar o leitor principalmente a: 
Alternativas
Q4376519 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.



Conectados, mas nem sempre presentes


Em uma conversa sobre redes sociais e saúde mental, o médico e escritor Drauzio Varella discutiu como a pressão para permanecer constantemente conectado pode favorecer ansiedade e dificultar uma relação equilibrada com as tecnologias digitais. Pesquisas mais recentes ampliam essa reflexão: uma revisão publicada em 2026 sobre nomofobia entre adolescentes brasileiros relaciona o uso intensivo de smartphones a dificuldades de concentração, sono, desempenho acadêmico e relações sociais. 


Isso não significa que o celular seja, por si só, inimigo da aprendizagem. Ele pode ampliar o acesso à informação, aproximar pessoas distantes e funcionar como instrumento de estudo. O problema aparece quando o aparelho deixa de ocupar um lugar entre muitas atividades e passa a organizar quase toda a rotina. A notificação que interrompe uma leitura, a consulta compulsiva à tela e a inquietação quando o telefone não está por perto revelam como a tecnologia pode disputar nossa atenção de maneira persistente.


Para os adolescentes, autorregulação ainda cujo está repertório em de construção, estabelecer limites pode representar um desafio ainda maior. Por isso, especialistas têm defendido equilíbrio, e não simplesmente uma proibição absoluta. Criar horários sem telas, preservar o sono, praticar atividades presenciais e conversar sobre os próprios hábitos digitais são atitudes que ajudam a construir uma relação mais consciente com os dispositivos.


Talvez, então, a pergunta mais útil não seja apenas “quanto tempo você permaneceu conectado?”, mas também “o que deixou de fazer porque permaneceu conectado?”. Essa mudança desloca a discussão do relógio para a qualidade do uso. Afinal, uma tecnologia pode servir à vida; o problema começa quando a vida passa a servir exclusivamente à tecnologia.


Texto adaptado de Drauzio Varella  

Considerando a argumentação desenvolvida no texto, sua ideia central pode ser corretamente sintetizada em: 
Alternativas
Q4376422 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.



Do campo para a cidade: uma transformação

brasileira 



Ao longo de muitas décadas, milhares de famílias brasileiras deixaram as áreas rurais e passaram a viver nas cidades. Esse movimento da população, conhecido como êxodo rural, tornou-se muito importante na história do Brasil, principalmente na segunda metade do século XX. 


Muitas pessoas saíram do campo procurando emprego, escolas, atendimento de saúde e outros serviços encontrados com maior facilidade nas cidades. Ao mesmo tempo, mudanças na agricultura e o uso crescente de máquinas diminuíram a necessidade de trabalhadores em determinadas atividades rurais. A industrialização também tornou vários centros urbanos atraentes para quem buscava novas oportunidades.


O Brasil atual é um país bastante urbanizado. Os dados do Censo Demográfico 2022 mostram que aproximadamente 87,4% dos brasileiros viviam em áreas urbanas, enquanto cerca de 12,6% viviam em áreas rurais. Esses números, divulgados posteriormente pelo IBGE, ajudam a compreender a grande transformação ocorrida na distribuição da população brasileira.


Entretanto, ter menos moradores não significa que o campo tenha perdido sua importância. As áreas rurais continuam relacionadas à produção de alimentos, à agricultura familiar e a muitas outras atividades essenciais. Além disso, campo e cidade mantêm relações constantes: produtos são transportados, pessoas se deslocam e serviços circulam entre esses espaços.


Ao analisar a geração marcada pelo êxodo rural, Xico Graziano chama atenção para as transformações provocadas pela urbanização e pelas mudanças tecnológicas. Hoje, além de entender os motivos que levaram tantas famílias a sair do campo, também é importante pensar nas condições necessárias para aquelas que desejam permanecer nele. Educação, saúde, transporte, acesso à internet e oportunidades de trabalho podem contribuir para melhorar a vida das populações rurais.


Assim, o êxodo rural não representa apenas uma mudança de endereço. Ele modificou cidades, comunidades rurais e a própria organização da população brasileira. Compreender esse processo ajuda a perceber que campo e cidade possuem diferenças, mas também dependem um do outro.


Texto adaptado de Graziano, Xico e Guitarrara, Paloma.  

Na frase “ter menos moradores não significa que o campo tenha perdido sua importância”, o texto pretende mostrar que: 
Alternativas
Q4376420 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.



Do campo para a cidade: uma transformação

brasileira 



Ao longo de muitas décadas, milhares de famílias brasileiras deixaram as áreas rurais e passaram a viver nas cidades. Esse movimento da população, conhecido como êxodo rural, tornou-se muito importante na história do Brasil, principalmente na segunda metade do século XX. 


Muitas pessoas saíram do campo procurando emprego, escolas, atendimento de saúde e outros serviços encontrados com maior facilidade nas cidades. Ao mesmo tempo, mudanças na agricultura e o uso crescente de máquinas diminuíram a necessidade de trabalhadores em determinadas atividades rurais. A industrialização também tornou vários centros urbanos atraentes para quem buscava novas oportunidades.


O Brasil atual é um país bastante urbanizado. Os dados do Censo Demográfico 2022 mostram que aproximadamente 87,4% dos brasileiros viviam em áreas urbanas, enquanto cerca de 12,6% viviam em áreas rurais. Esses números, divulgados posteriormente pelo IBGE, ajudam a compreender a grande transformação ocorrida na distribuição da população brasileira.


Entretanto, ter menos moradores não significa que o campo tenha perdido sua importância. As áreas rurais continuam relacionadas à produção de alimentos, à agricultura familiar e a muitas outras atividades essenciais. Além disso, campo e cidade mantêm relações constantes: produtos são transportados, pessoas se deslocam e serviços circulam entre esses espaços.


Ao analisar a geração marcada pelo êxodo rural, Xico Graziano chama atenção para as transformações provocadas pela urbanização e pelas mudanças tecnológicas. Hoje, além de entender os motivos que levaram tantas famílias a sair do campo, também é importante pensar nas condições necessárias para aquelas que desejam permanecer nele. Educação, saúde, transporte, acesso à internet e oportunidades de trabalho podem contribuir para melhorar a vida das populações rurais.


Assim, o êxodo rural não representa apenas uma mudança de endereço. Ele modificou cidades, comunidades rurais e a própria organização da população brasileira. Compreender esse processo ajuda a perceber que campo e cidade possuem diferenças, mas também dependem um do outro.


Texto adaptado de Graziano, Xico e Guitarrara, Paloma.  

Segundo o texto, qual fator contribuiu para a saída de trabalhadores do campo?
Alternativas
Q4376419 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.



Do campo para a cidade: uma transformação

brasileira 



Ao longo de muitas décadas, milhares de famílias brasileiras deixaram as áreas rurais e passaram a viver nas cidades. Esse movimento da população, conhecido como êxodo rural, tornou-se muito importante na história do Brasil, principalmente na segunda metade do século XX. 


Muitas pessoas saíram do campo procurando emprego, escolas, atendimento de saúde e outros serviços encontrados com maior facilidade nas cidades. Ao mesmo tempo, mudanças na agricultura e o uso crescente de máquinas diminuíram a necessidade de trabalhadores em determinadas atividades rurais. A industrialização também tornou vários centros urbanos atraentes para quem buscava novas oportunidades.


O Brasil atual é um país bastante urbanizado. Os dados do Censo Demográfico 2022 mostram que aproximadamente 87,4% dos brasileiros viviam em áreas urbanas, enquanto cerca de 12,6% viviam em áreas rurais. Esses números, divulgados posteriormente pelo IBGE, ajudam a compreender a grande transformação ocorrida na distribuição da população brasileira.


Entretanto, ter menos moradores não significa que o campo tenha perdido sua importância. As áreas rurais continuam relacionadas à produção de alimentos, à agricultura familiar e a muitas outras atividades essenciais. Além disso, campo e cidade mantêm relações constantes: produtos são transportados, pessoas se deslocam e serviços circulam entre esses espaços.


Ao analisar a geração marcada pelo êxodo rural, Xico Graziano chama atenção para as transformações provocadas pela urbanização e pelas mudanças tecnológicas. Hoje, além de entender os motivos que levaram tantas famílias a sair do campo, também é importante pensar nas condições necessárias para aquelas que desejam permanecer nele. Educação, saúde, transporte, acesso à internet e oportunidades de trabalho podem contribuir para melhorar a vida das populações rurais.


Assim, o êxodo rural não representa apenas uma mudança de endereço. Ele modificou cidades, comunidades rurais e a própria organização da população brasileira. Compreender esse processo ajuda a perceber que campo e cidade possuem diferenças, mas também dependem um do outro.


Texto adaptado de Graziano, Xico e Guitarrara, Paloma.  

De acordo com o texto, qual alternativa apresenta melhor a ideia principal? 
Alternativas
Q4376108 Português

Leia a tirinha abaixo para responder à questão a seguir.



transcrição do texto de cada quadrinho da tirinha: 


    • Primeiro quadrinho:

"Querido amigo de correspondência, me desculpe por não escrever seguidamente." 


    • Segundo quadrinho:

"Eu notei que tenho perdido muito tempo assistindo à TV."


    • Terceiro quadrinho:

"A partir de agora eu vou utilizar o meu tempo melhor, fazendo coisas como ler livros e escrever cartas."


    • Quarto quadrinho:

"Tenho que terminar agora porque meu programa favorito vai começar. Seu amigo, Charlie Brown."

Quanto à tirinha, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4376101 Português

Leia com atenção o texto a seguir para responder à questão relacionada a ele.



Por que pode ser tão difícil escolher a profissão?


Rodrigo Tavares Mendonça


    O jovem que está saindo do ensino médio pode ser pressionado a fazer uma escolha difícil: “Qual profissão eu quero para mim?”. Eu falo “pode” porque infelizmente essa não é a realidade de todos os jovens, especialmente os brasileiros. Nas classes mais baixas, a escolha profissional pode ser feita mais pelas poucas oportunidades que aparecem do que por uma escolha pensada. Contudo, felizmente a possibilidade de uma escolha pensada é uma realidade para muitos jovens. E, para escolher, é preciso ter liberdade, e a liberdade acompanhada de incerteza pode causar muita angústia.  


    Escolher uma profissão pode significar escolher o que fazer como atividade laboral pelo resto da vida, e existe uma pressão social para que essa escolha aconteça na adolescência. Não parece uma exigência excessiva para pessoas ainda imaturas? Minha resposta é simples: não. Espera-se que adolescentes saudáveis tenham maturidade suficiente para escolher uma profissão. Entretanto, pensamentos inadequados podem dificultar essa escolha. 


    Eu trabalho com orientação profissional e recebo na clínica jovens angustiados por não conseguirem tomar uma decisão. Neste artigo, quero explicar como um pensamento inadequado em específico pode dificultar a escolha, especialmente quando a ansiedade aparece. Na clínica, uma vez recebi um jovem buscando encontrar a profissão perfeita para o seu perfil psicológico, a sua personalidade. Ele buscava uma profissão que se encaixasse perfeitamente nos seus interesses, habilidades e valores. Em outras palavras, ele queria encontrar a sua vocação. 


    No início do seu desenvolvimento, a orientação profissional era denominada orientação vocacional. Os psicólogos buscavam o mesmo que o meu orientando: a profissão perfeita para a personalidade da pessoa. Apesar de a antiga nomenclatura ainda existir, a mudança aconteceu porque entendemos atualmente que não existe uma vocação. Vocação significa chamado, seja divino, seja da própria natureza da pessoa. Acreditava-se que existia um chamado para uma profissão específica. Assim, a orientação vocacional buscava descobrir esse chamado. Os profissionais que ainda utilizam a antiga nomenclatura oferecem um novo significado para ela, mais pragmático: um conjunto de interesses e habilidades que podem ser adequados para o exercício de uma profissão. 


    Profissões nascem e morrem, elas existem para cumprir uma exigência da sociedade em um contexto histórico. Esse é um dos motivos pelo qual não existe uma vocação. O que existe são profissões que podem estar mais ou menos adequadas aos interesses, habilidades e valores de uma pessoa. Além desse novo entendimento, faz-se necessário compreender a busca por uma vocação. Para pessoas ansiosas, por exemplo, buscar a vocação pode ser uma forma de evitar a realidade (e a ansiedade), pois a descoberta de um chamado elimina a necessidade de escolher, como se a escolha já tivesse sido feita. Pessoas ansiosas sofrem por precisar escolher, duvidam de si mesmas constantemente. Assim, encontrar uma vocação seria uma solução perfeita. Todavia, uma solução impossível.


    A busca por encontrar a profissão perfeita ou a vocação, contudo, existe não apenas por causa da ansiedade e do medo de escolher, a crença na existência da perfeição, em um nível abstrato, pode impulsionar essa busca. O desejo obsessivo pela perfeição pode levar a pessoa a querer um amigo perfeito, uma esposa perfeita, uma profissão perfeita. A pessoa pode acreditar que existe uma profissão perfeita para ela, que ela precisa apenas encontrá-la. Esse era o caso do orientando citado acima. 


    A consequência negativa dessa crença para a escolha profissional acontecia porque esse encaixe perfeito entre ele e a profissão simplesmente não é possível. Ele acreditava que se realmente amasse a profissão ele trabalharia sempre com prazer e seria suficientemente habilidoso. Acontece que mesmo amando uma profissão você pode não gostar de uns aspectos dela, da obrigação de exercê-la todos os dias ou não ser bom em todas as suas áreas. Existem aspectos negativos e positivos em quase tudo o que fazemos. Por isso precisamos escolher com base tanto no coração quanto na razão, buscando fazer o que gostamos, porém observando os seus custos e benefícios. 


    Entender que o encaixe perfeito entre uma profissão e uma personalidade não existe é um passo importante para fazer a escolha com menos medo de errar. Como explicado anteriormente, o que existe são profissões mais ou menos adequadas aos nossos interesses, habilidades e valores. Sendo assim, muitas profissões podem se mostrar adequadas ao nosso perfil psicológico. Não existe a possibilidade de eliminarmos a necessidade de escolher. E escolher significa sermos responsáveis pela escolha que fazemos e, também, pelo que deixamos para trás.


(Disponível em: https://nace.com.br/por-que-pode-ser-tao-dificil-escolher-a-profissao-02-2022/Acesso em: 08 set. 2026) 

Podemos concluir, de acordo com o texto e os argumentos do autor, que:
Alternativas
Respostas
101: A
102: C
103: C
104: B
105: B
106: B
107: A
108: B
109: C
110: B
111: E
112: B
113: B
114: C
115: B
116: C
117: B
118: A
119: A
120: D