Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4267749 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como a tecnologia em constante evolução impacta o uso do automóvel


Estamos prestes a observar uma mudança de grande magnitude na tecnologia automotiva. Hoje, as formas de entretenimento e de uso de celular, comuns entre as pessoas minimamente conectadas, começam a fazer parte do passado. Esses recursos são uma pequena parte do que poderemos ver no futuro próximo. A recém-lançada tecnologia 5G tende a introduzir possibilidades como veículos autônomos, comunicação entre os automóveis, interação de carros com as seguradoras, rodovias, concessionários etc.

Os ganhos em segurança são inegáveis. Imagine, por exemplo, um acidente em uma estrada após uma curva fechada. Toda conectada, essa via impedirá que novos acidentes aconteçam. Ou a possibilidade de diferenciar seguros em função das maneiras de dirigir de cada motorista, ou, por fim, a capacidade de seu veículo avisar ao concessionário que a pastilha de freios deverá ser trocada em duas semanas. A tecnologia vai acionar o fornecedor, agendar o serviço e disparar uma mensagem para seu celular com as informações necessárias.

A velocidade vinte vezes maior do que a tecnologia 4G, o menor tempo de transferência de um pacote de dados e o envio de informações e recebimento de dados ao servidor local tornarão a internet ainda melhor e com mais qualidade, permitindo que novas tecnologias funcionem melhor na aplicação da Internet das Coisas (IoT) mais prática.

Para isso, investimentos deverão ser feitos para construir uma nova infraestrutura. Não basta um celular 5G para tudo acontecer. Estima-se que 20% dos investimentos em 5G serão destinados, direta ou indiretamente, à indústria automotiva.

Os novos equipamentos obrigatórios por lei serão uma realidade a partir de 2024 e trarão a obrigatoriedade do teste de impacto lateral, do alerta de colisão, de repetidores laterais de seta, do alerta de cinto de segurança solto, de luzes de rodagem diurna e do controle de estabilidade.

E outros a serem incluídos gradativamente até 2030, como a proteção de impacto ao pedestre, câmera ou sensor sonoro de ré e a proteção para impacto lateral contra postes. Vale ressaltar também que esses equipamentos elevarão o preço médio do veículo nacional, que, em março, era de R$ 150.893,27, segundo a Jato do Brasil.

Outro tema refere-se aos carros elétricos. Para mim, o Brasil ainda não está preparado para eles. Isso não significa dizer que não sejam o futuro. Ano a ano, observamos um aumento expressivo de veículos eletrificados no Brasil, atingindo participação próxima a 3,5% do mercado nacional.

Infelizmente, estamos defasados de dois a quatro anos em relação à Europa, onde a presença dos elétricos é de 12% do mercado. Portanto, não vamos pensar que nossas ruas serão tomadas por elétricos no curto prazo. Ainda falta muito, desde a legislação para tratar do assunto, passando por uma infraestrutura adequada até chegar na ampliação dos investimentos, hoje concentrados nas grandes cidades.


https://forbes.com.br/forbeslife/forbes-motors/2023/11/como-a-tecnologi a-em-constante-evolucao-impacta-o-uso-do-automovel/
Por que os novos equipamentos serão obrigatórios por lei a serem implementados a partir de  2024?
Alternativas
Q4267748 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como a tecnologia em constante evolução impacta o uso do automóvel


Estamos prestes a observar uma mudança de grande magnitude na tecnologia automotiva. Hoje, as formas de entretenimento e de uso de celular, comuns entre as pessoas minimamente conectadas, começam a fazer parte do passado. Esses recursos são uma pequena parte do que poderemos ver no futuro próximo. A recém-lançada tecnologia 5G tende a introduzir possibilidades como veículos autônomos, comunicação entre os automóveis, interação de carros com as seguradoras, rodovias, concessionários etc.

Os ganhos em segurança são inegáveis. Imagine, por exemplo, um acidente em uma estrada após uma curva fechada. Toda conectada, essa via impedirá que novos acidentes aconteçam. Ou a possibilidade de diferenciar seguros em função das maneiras de dirigir de cada motorista, ou, por fim, a capacidade de seu veículo avisar ao concessionário que a pastilha de freios deverá ser trocada em duas semanas. A tecnologia vai acionar o fornecedor, agendar o serviço e disparar uma mensagem para seu celular com as informações necessárias.

A velocidade vinte vezes maior do que a tecnologia 4G, o menor tempo de transferência de um pacote de dados e o envio de informações e recebimento de dados ao servidor local tornarão a internet ainda melhor e com mais qualidade, permitindo que novas tecnologias funcionem melhor na aplicação da Internet das Coisas (IoT) mais prática.

Para isso, investimentos deverão ser feitos para construir uma nova infraestrutura. Não basta um celular 5G para tudo acontecer. Estima-se que 20% dos investimentos em 5G serão destinados, direta ou indiretamente, à indústria automotiva.

Os novos equipamentos obrigatórios por lei serão uma realidade a partir de 2024 e trarão a obrigatoriedade do teste de impacto lateral, do alerta de colisão, de repetidores laterais de seta, do alerta de cinto de segurança solto, de luzes de rodagem diurna e do controle de estabilidade.

E outros a serem incluídos gradativamente até 2030, como a proteção de impacto ao pedestre, câmera ou sensor sonoro de ré e a proteção para impacto lateral contra postes. Vale ressaltar também que esses equipamentos elevarão o preço médio do veículo nacional, que, em março, era de R$ 150.893,27, segundo a Jato do Brasil.

Outro tema refere-se aos carros elétricos. Para mim, o Brasil ainda não está preparado para eles. Isso não significa dizer que não sejam o futuro. Ano a ano, observamos um aumento expressivo de veículos eletrificados no Brasil, atingindo participação próxima a 3,5% do mercado nacional.

Infelizmente, estamos defasados de dois a quatro anos em relação à Europa, onde a presença dos elétricos é de 12% do mercado. Portanto, não vamos pensar que nossas ruas serão tomadas por elétricos no curto prazo. Ainda falta muito, desde a legislação para tratar do assunto, passando por uma infraestrutura adequada até chegar na ampliação dos investimentos, hoje concentrados nas grandes cidades.


https://forbes.com.br/forbeslife/forbes-motors/2023/11/como-a-tecnologi a-em-constante-evolucao-impacta-o-uso-do-automovel/
Qual é uma das possibilidades mencionadas no texto que a tecnologia 5G tende a introduzir no setor automotivo?
Alternativas
Q4267747 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O país que proibiu TikTok para 'preservar a harmonia social'


O Nepal proibiu o TikTok, da China, porque o conteúdo da rede social "era prejudicial à harmonia social".

A decisão surge dias após o país ter aprovado uma nova regra que exige que as empresas de redes sociais criem escritórios no país.

O TikTok, que tem cerca de um bilhão de usuários mensais, foi banido por vários países, incluindo a Índia.

No início deste ano, Montana tornou-se o primeiro Estado americano a bani-lo, enquanto o Parlamento do Reino Unido o bloqueou da sua rede.

A Ministra das Comunicações e Tecnologia da Informação, Rekha Sharma, disse à BBC Nepali, o serviço da BBC no Nepal, que a plataforma divulgou conteúdo impróprio.

Ela acrescentou que "a proibição entraria em vigor imediatamente. As autoridades de telecomunicações foram instruídas a respeitá-la".

Mas Gagan Thapa, um líder sênior do Congresso do Nepal, que faz parte do governo de coligação, questionou a decisão do governo de impor uma proibição ao TikTok.

Ele disse que essa era uma tentativa de restringir a liberdade de expressão e que as autoridades deveriam se concentrar na regulamentação da plataforma.

O TikTok está sob escrutínio de autoridades de todo o mundo devido à preocupação de que os dados dos usuários possam ser repassados ao governo chinês.

Sua controladora, ByteDance, já rejeitou a alegação. O TikTok não respondeu ao pedido da BBC para comentar a última proibição do governo do Nepal.

Embora o TikTok esteja atrás do Facebook e Instagram em número de usuários, seu crescimento entre os jovens supera em muito o de seus concorrentes.

Mais de 1.600 casos de crimes cibernéticos relacionados ao TikTok foram registrados nos últimos quatro anos no Nepal, de acordo com relatos da imprensa local.

De acordo com o relatório da BBC Media Action sobre o uso da rede no Nepal, o TikTok é a terceira plataforma mais usada nacionalmente. 

Embora o YouTube e o Facebook sejam populares entre os usuários da internet de todas as faixas etárias, o TikTok é altamente popular entre os grupos etários mais jovens, com mais de 80% dos usuários com idades entre 16 e 24 anos que usam a plataforma.

O Paquistão baniu temporariamente o aplicativo pelo menos quatro vezes desde outubro de 2020, enquanto o serviço de compras online na plataforma foi fechado na Indonésia no último mês.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz52vkd7ln7o 
Qual foi a justificativa dada pelo governo do Nepal para proibir o TikTok?
Alternativas
Q4267746 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O país que proibiu TikTok para 'preservar a harmonia social'


O Nepal proibiu o TikTok, da China, porque o conteúdo da rede social "era prejudicial à harmonia social".

A decisão surge dias após o país ter aprovado uma nova regra que exige que as empresas de redes sociais criem escritórios no país.

O TikTok, que tem cerca de um bilhão de usuários mensais, foi banido por vários países, incluindo a Índia.

No início deste ano, Montana tornou-se o primeiro Estado americano a bani-lo, enquanto o Parlamento do Reino Unido o bloqueou da sua rede.

A Ministra das Comunicações e Tecnologia da Informação, Rekha Sharma, disse à BBC Nepali, o serviço da BBC no Nepal, que a plataforma divulgou conteúdo impróprio.

Ela acrescentou que "a proibição entraria em vigor imediatamente. As autoridades de telecomunicações foram instruídas a respeitá-la".

Mas Gagan Thapa, um líder sênior do Congresso do Nepal, que faz parte do governo de coligação, questionou a decisão do governo de impor uma proibição ao TikTok.

Ele disse que essa era uma tentativa de restringir a liberdade de expressão e que as autoridades deveriam se concentrar na regulamentação da plataforma.

O TikTok está sob escrutínio de autoridades de todo o mundo devido à preocupação de que os dados dos usuários possam ser repassados ao governo chinês.

Sua controladora, ByteDance, já rejeitou a alegação. O TikTok não respondeu ao pedido da BBC para comentar a última proibição do governo do Nepal.

Embora o TikTok esteja atrás do Facebook e Instagram em número de usuários, seu crescimento entre os jovens supera em muito o de seus concorrentes.

Mais de 1.600 casos de crimes cibernéticos relacionados ao TikTok foram registrados nos últimos quatro anos no Nepal, de acordo com relatos da imprensa local.

De acordo com o relatório da BBC Media Action sobre o uso da rede no Nepal, o TikTok é a terceira plataforma mais usada nacionalmente. 

Embora o YouTube e o Facebook sejam populares entre os usuários da internet de todas as faixas etárias, o TikTok é altamente popular entre os grupos etários mais jovens, com mais de 80% dos usuários com idades entre 16 e 24 anos que usam a plataforma.

O Paquistão baniu temporariamente o aplicativo pelo menos quatro vezes desde outubro de 2020, enquanto o serviço de compras online na plataforma foi fechado na Indonésia no último mês.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz52vkd7ln7o 
Por que o TikTok está sob escrutínio de autoridades de todo o mundo, de acordo com o texto? 
Alternativas
Q4267745 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O país que proibiu TikTok para 'preservar a harmonia social'


O Nepal proibiu o TikTok, da China, porque o conteúdo da rede social "era prejudicial à harmonia social".

A decisão surge dias após o país ter aprovado uma nova regra que exige que as empresas de redes sociais criem escritórios no país.

O TikTok, que tem cerca de um bilhão de usuários mensais, foi banido por vários países, incluindo a Índia.

No início deste ano, Montana tornou-se o primeiro Estado americano a bani-lo, enquanto o Parlamento do Reino Unido o bloqueou da sua rede.

A Ministra das Comunicações e Tecnologia da Informação, Rekha Sharma, disse à BBC Nepali, o serviço da BBC no Nepal, que a plataforma divulgou conteúdo impróprio.

Ela acrescentou que "a proibição entraria em vigor imediatamente. As autoridades de telecomunicações foram instruídas a respeitá-la".

Mas Gagan Thapa, um líder sênior do Congresso do Nepal, que faz parte do governo de coligação, questionou a decisão do governo de impor uma proibição ao TikTok.

Ele disse que essa era uma tentativa de restringir a liberdade de expressão e que as autoridades deveriam se concentrar na regulamentação da plataforma.

O TikTok está sob escrutínio de autoridades de todo o mundo devido à preocupação de que os dados dos usuários possam ser repassados ao governo chinês.

Sua controladora, ByteDance, já rejeitou a alegação. O TikTok não respondeu ao pedido da BBC para comentar a última proibição do governo do Nepal.

Embora o TikTok esteja atrás do Facebook e Instagram em número de usuários, seu crescimento entre os jovens supera em muito o de seus concorrentes.

Mais de 1.600 casos de crimes cibernéticos relacionados ao TikTok foram registrados nos últimos quatro anos no Nepal, de acordo com relatos da imprensa local.

De acordo com o relatório da BBC Media Action sobre o uso da rede no Nepal, o TikTok é a terceira plataforma mais usada nacionalmente. 

Embora o YouTube e o Facebook sejam populares entre os usuários da internet de todas as faixas etárias, o TikTok é altamente popular entre os grupos etários mais jovens, com mais de 80% dos usuários com idades entre 16 e 24 anos que usam a plataforma.

O Paquistão baniu temporariamente o aplicativo pelo menos quatro vezes desde outubro de 2020, enquanto o serviço de compras online na plataforma foi fechado na Indonésia no último mês.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz52vkd7ln7o 
O que o líder sênior do Congresso do Nepal, Gagan Thapa, criticou em relação à proibição do TikTok?
Alternativas
Q4267524 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Após 20 anos, mulher volta a falar com transplante de laringe na França


Pouco mais de 20 anos após perder a habilidade de falar, uma mulher recuperou sua voz graças a um transplante de laringe, na França.

Karine, que hoje tem 49 anos, perdeu a fala por complicações relacionadas a uma entubação feita após ter sofrido uma parada cardíaca em 1996. Ela desenvolveu estenose de laringe, um "aperto" gradual da garganta que dificulta a passagem de ar para os pulmões.

O quadro dela foi piorando e, há mais de duas décadas, Karine respirava apenas por traqueostomia — procedimento que realiza uma abertura frontal na traqueia para permitir a passagem do ar — e não conseguia falar.

A cirurgia de transplante de laringe foi realizada no início de setembro por uma equipe de 12 cirurgiões em um hospital de Lyon, na França, e durou cerca de 27 horas.

Poucos dias depois do transplante, Karine já conseguiu falar algumas palavras. Ela segue fazendo exercícios de recuperação das cordas vocais e da respiração, e os médicos preveem que, em alguns meses, ela deve conseguir se comunicar com uma voz normal.

"Eu queria fazer um transplante, há cerca de dez anos, para voltar à vida normal, para poder fazer atividades com os meus filhos, para poder comunicar, para ser independente. Hoje parece estranho falar novamente. Minhas filhas nunca tinham me ouvido! Quanto ao meu marido, ele havia esquecido o som da minha voz!", disse Karine.

O transplante de laringe feito em Karine foi apenas o quarto procedimento do tipo realizado no mundo.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/apos-20-anos-mulher-volta-a-falarcom-transplante-de-laringe-na-franca/
Quantos transplantes de laringe foram realizados no mundo até o momento do texto?
Alternativas
Q4267523 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Após 20 anos, mulher volta a falar com transplante de laringe na França


Pouco mais de 20 anos após perder a habilidade de falar, uma mulher recuperou sua voz graças a um transplante de laringe, na França.

Karine, que hoje tem 49 anos, perdeu a fala por complicações relacionadas a uma entubação feita após ter sofrido uma parada cardíaca em 1996. Ela desenvolveu estenose de laringe, um "aperto" gradual da garganta que dificulta a passagem de ar para os pulmões.

O quadro dela foi piorando e, há mais de duas décadas, Karine respirava apenas por traqueostomia — procedimento que realiza uma abertura frontal na traqueia para permitir a passagem do ar — e não conseguia falar.

A cirurgia de transplante de laringe foi realizada no início de setembro por uma equipe de 12 cirurgiões em um hospital de Lyon, na França, e durou cerca de 27 horas.

Poucos dias depois do transplante, Karine já conseguiu falar algumas palavras. Ela segue fazendo exercícios de recuperação das cordas vocais e da respiração, e os médicos preveem que, em alguns meses, ela deve conseguir se comunicar com uma voz normal.

"Eu queria fazer um transplante, há cerca de dez anos, para voltar à vida normal, para poder fazer atividades com os meus filhos, para poder comunicar, para ser independente. Hoje parece estranho falar novamente. Minhas filhas nunca tinham me ouvido! Quanto ao meu marido, ele havia esquecido o som da minha voz!", disse Karine.

O transplante de laringe feito em Karine foi apenas o quarto procedimento do tipo realizado no mundo.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/apos-20-anos-mulher-volta-a-falarcom-transplante-de-laringe-na-franca/
Qual foi o motivo que levou Karine a perder a capacidade de falar, de acordo com o texto?
Alternativas
Q4267522 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que você deveria incluir microverduras na dieta


Embora a dieta mediterrânea tenha sido tradicionalmente o principal padrão alimentar em inúmeros países, nos últimos 50 anos sofremos uma ocidentalização que foi refletida nos nossos pratos.

Todos conhecemos os benefícios das frutas e vegetais, mas apenas 40 países (representando 36% da população mundial) têm capacidade para consumir esses alimentos regularmente.

Diante do crescente interesse em seguir estilos de vida mais saudáveis, a indústria alimentar e a comunidade científica estão desenvolvendo novas opções que permitem diversificar o consumo e tornar esses alimentos saudáveis mais acessíveis.

E uma dessas alternativas são as microverduras (também conhecidas como microverdes ou "microgreens"), que estão cada vez mais em destaque. Embora antes estivessem disponíveis apenas em lojas especializadas ou online, agora podem ser encontradas cada vez mais em grandes lojas.

As microverduras são obtidas de plantas aráveis, como vegetais ou cereais. São chamadas assim porque são coletadas entre o 7º e o 21º dia após a germinação da semente. Medem entre 3 e 10 centímetros e possuem apenas uma porção do caule, os cotilédones (folhas embrionárias) e as primeiras folhas verdadeiras da planta.

As microverduras são obtidas de plantas aráveis, como vegetais ou cereais. São chamadas assim porque são coletadas entre o 7º e o 21º dia após a germinação da semente. Medem entre 3 e 10 centímetros e possuem apenas uma porção do caule, os cotilédones (folhas embrionárias) e as primeiras folhas verdadeiras da planta.

Porque as microverduras não só são carregadas de micronutrientes como ferro, zinco, potássio, cálcio, manganês ou selênio, mas também contêm moléculas com capacidade bioativa (fitoquímicos), ou seja, com efeitos benéficos à saúde do consumidor. Os fitoquímicos mais abundantes nesses alimentos são ácido ascórbico, filoquinonas, alfa-tocoferol, betacaroteno, antioxidantes fenólicos, carotenóides, antocianinas e glucosinolatos.

Embora também possamos encontrar esses compostos em plantas adultas (as que normalmente consumimos), as quantidades presentes na fase microverdura são muito maiores. Por exemplo, o repolho roxo na versão "micro" possui 260 vezes mais betacaroteno e 6 vezes mais ácido ascórbico que a planta madura (quantidades por 100 gramas de alimento).

Outro dos aspectos nutricionais mais interessantes das microverduras é o seu conteúdo em antioxidantes fenólicos. Esses metabolitos secundários têm sido relacionados com uma melhoria da atividade metabólica (normalmente alterada em casos de desnutrição), uma vez que evitam o desencadeamento de reações de oxidação dos radicais livres e reduzem a inflamação. Nesse aspecto, o brócolis parece ser o vencedor, pois multiplica por 10 a quantidade de antioxidantes fenólicos presentes em outros vegetais.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crgp0x995llo
Qual é a principal razão apresentada no texto para o interesse crescente nas microverduras?
Alternativas
Q4267521 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que você deveria incluir microverduras na dieta


Embora a dieta mediterrânea tenha sido tradicionalmente o principal padrão alimentar em inúmeros países, nos últimos 50 anos sofremos uma ocidentalização que foi refletida nos nossos pratos.

Todos conhecemos os benefícios das frutas e vegetais, mas apenas 40 países (representando 36% da população mundial) têm capacidade para consumir esses alimentos regularmente.

Diante do crescente interesse em seguir estilos de vida mais saudáveis, a indústria alimentar e a comunidade científica estão desenvolvendo novas opções que permitem diversificar o consumo e tornar esses alimentos saudáveis mais acessíveis.

E uma dessas alternativas são as microverduras (também conhecidas como microverdes ou "microgreens"), que estão cada vez mais em destaque. Embora antes estivessem disponíveis apenas em lojas especializadas ou online, agora podem ser encontradas cada vez mais em grandes lojas.

As microverduras são obtidas de plantas aráveis, como vegetais ou cereais. São chamadas assim porque são coletadas entre o 7º e o 21º dia após a germinação da semente. Medem entre 3 e 10 centímetros e possuem apenas uma porção do caule, os cotilédones (folhas embrionárias) e as primeiras folhas verdadeiras da planta.

As microverduras são obtidas de plantas aráveis, como vegetais ou cereais. São chamadas assim porque são coletadas entre o 7º e o 21º dia após a germinação da semente. Medem entre 3 e 10 centímetros e possuem apenas uma porção do caule, os cotilédones (folhas embrionárias) e as primeiras folhas verdadeiras da planta.

Porque as microverduras não só são carregadas de micronutrientes como ferro, zinco, potássio, cálcio, manganês ou selênio, mas também contêm moléculas com capacidade bioativa (fitoquímicos), ou seja, com efeitos benéficos à saúde do consumidor. Os fitoquímicos mais abundantes nesses alimentos são ácido ascórbico, filoquinonas, alfa-tocoferol, betacaroteno, antioxidantes fenólicos, carotenóides, antocianinas e glucosinolatos.

Embora também possamos encontrar esses compostos em plantas adultas (as que normalmente consumimos), as quantidades presentes na fase microverdura são muito maiores. Por exemplo, o repolho roxo na versão "micro" possui 260 vezes mais betacaroteno e 6 vezes mais ácido ascórbico que a planta madura (quantidades por 100 gramas de alimento).

Outro dos aspectos nutricionais mais interessantes das microverduras é o seu conteúdo em antioxidantes fenólicos. Esses metabolitos secundários têm sido relacionados com uma melhoria da atividade metabólica (normalmente alterada em casos de desnutrição), uma vez que evitam o desencadeamento de reações de oxidação dos radicais livres e reduzem a inflamação. Nesse aspecto, o brócolis parece ser o vencedor, pois multiplica por 10 a quantidade de antioxidantes fenólicos presentes em outros vegetais.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crgp0x995llo
O que diferencia as microverduras das plantas adultas, de acordo com o texto?
Alternativas
Q4267520 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que você deveria incluir microverduras na dieta


Embora a dieta mediterrânea tenha sido tradicionalmente o principal padrão alimentar em inúmeros países, nos últimos 50 anos sofremos uma ocidentalização que foi refletida nos nossos pratos.

Todos conhecemos os benefícios das frutas e vegetais, mas apenas 40 países (representando 36% da população mundial) têm capacidade para consumir esses alimentos regularmente.

Diante do crescente interesse em seguir estilos de vida mais saudáveis, a indústria alimentar e a comunidade científica estão desenvolvendo novas opções que permitem diversificar o consumo e tornar esses alimentos saudáveis mais acessíveis.

E uma dessas alternativas são as microverduras (também conhecidas como microverdes ou "microgreens"), que estão cada vez mais em destaque. Embora antes estivessem disponíveis apenas em lojas especializadas ou online, agora podem ser encontradas cada vez mais em grandes lojas.

As microverduras são obtidas de plantas aráveis, como vegetais ou cereais. São chamadas assim porque são coletadas entre o 7º e o 21º dia após a germinação da semente. Medem entre 3 e 10 centímetros e possuem apenas uma porção do caule, os cotilédones (folhas embrionárias) e as primeiras folhas verdadeiras da planta.

As microverduras são obtidas de plantas aráveis, como vegetais ou cereais. São chamadas assim porque são coletadas entre o 7º e o 21º dia após a germinação da semente. Medem entre 3 e 10 centímetros e possuem apenas uma porção do caule, os cotilédones (folhas embrionárias) e as primeiras folhas verdadeiras da planta.

Porque as microverduras não só são carregadas de micronutrientes como ferro, zinco, potássio, cálcio, manganês ou selênio, mas também contêm moléculas com capacidade bioativa (fitoquímicos), ou seja, com efeitos benéficos à saúde do consumidor. Os fitoquímicos mais abundantes nesses alimentos são ácido ascórbico, filoquinonas, alfa-tocoferol, betacaroteno, antioxidantes fenólicos, carotenóides, antocianinas e glucosinolatos.

Embora também possamos encontrar esses compostos em plantas adultas (as que normalmente consumimos), as quantidades presentes na fase microverdura são muito maiores. Por exemplo, o repolho roxo na versão "micro" possui 260 vezes mais betacaroteno e 6 vezes mais ácido ascórbico que a planta madura (quantidades por 100 gramas de alimento).

Outro dos aspectos nutricionais mais interessantes das microverduras é o seu conteúdo em antioxidantes fenólicos. Esses metabolitos secundários têm sido relacionados com uma melhoria da atividade metabólica (normalmente alterada em casos de desnutrição), uma vez que evitam o desencadeamento de reações de oxidação dos radicais livres e reduzem a inflamação. Nesse aspecto, o brócolis parece ser o vencedor, pois multiplica por 10 a quantidade de antioxidantes fenólicos presentes em outros vegetais.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crgp0x995llo
Por que as microverduras são destacadas no texto como uma opção interessante para melhorar a atividade metabólica?
Alternativas
Q4266972 Português
4 mil beagles resgatados nos EUA esperam por adoção 

        Cerca de 4 mil beagles estão em processo de adoção nos EUA. Os cachorros variam entre mais novos e filhotes e podem ser adotados no estado de Virginia. Eles foram resgatados das instalações da Envigo RMS LLC em Cumberland, Virgínia, que os criavam para serem vendidos a laboratórios para experimentação animal.

        "Quatro mil é um grande número", disse Kitty Block, presidente e CEO da Humane Society. “E vai levar 60 dias para tirar todos esses animais, e trabalhar com nossos parceiros de abrigo e resgate em todo o país, trabalhando com eles para levar esses cães para um lar sempre amoroso”.

Em maio, o Departamento de Justiça dos EUA processou a Envigo alegando violações da Lei de Bem-Estar Animal na instalação.

        Os inspetores do governo descobriram que os beagles estavam sendo mortos em vez de receber tratamento veterinário para condições facilmente tratadas; as mães beagles que amamentam foram negadas comida; a comida que recebiam continha larvas, mofo e fezes; e durante um período de oito semanas, 25 filhotes de beagle morreram de exposição ao frio.

        Em 2019, descobrimos que havia um lugar no condado de Cumberland que criava beagles, lindos cães beagle para experimentação”, disse Stanley. "Tentei fechá-los em 2019, mas não obtive sucesso. Mas, ao longo dos anos, nunca paramos de lutar."

        A Humane Society levou 201 beagles para seu centro de atendimento e reabilitação, onde receberão atendimento até serem transportados para organizações experientes em lidar com animais que vêm com traumas como os beagles, como a Massachusetts Society for the Prevention of Cruelty para Animais (MSPCA), Wisconsin Humane e Dakin Humane.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/08/10/4-mil-beaglesresgatados-nos-eua-esperam-por-adocao.ghtml Acesso em 12 de agosto de 2022. 
Assinale a alternativa que apresente o termo retomado pelo termo em destaque no período: “Eles foram resgatados das instalações da Envigo RMS LLC em Cumberland, Virgínia, que criavam para serem vendidos a laboratórios para experimentação animal”.
Alternativas
Q4266970 Português
4 mil beagles resgatados nos EUA esperam por adoção 

        Cerca de 4 mil beagles estão em processo de adoção nos EUA. Os cachorros variam entre mais novos e filhotes e podem ser adotados no estado de Virginia. Eles foram resgatados das instalações da Envigo RMS LLC em Cumberland, Virgínia, que os criavam para serem vendidos a laboratórios para experimentação animal.

        "Quatro mil é um grande número", disse Kitty Block, presidente e CEO da Humane Society. “E vai levar 60 dias para tirar todos esses animais, e trabalhar com nossos parceiros de abrigo e resgate em todo o país, trabalhando com eles para levar esses cães para um lar sempre amoroso”.

Em maio, o Departamento de Justiça dos EUA processou a Envigo alegando violações da Lei de Bem-Estar Animal na instalação.

        Os inspetores do governo descobriram que os beagles estavam sendo mortos em vez de receber tratamento veterinário para condições facilmente tratadas; as mães beagles que amamentam foram negadas comida; a comida que recebiam continha larvas, mofo e fezes; e durante um período de oito semanas, 25 filhotes de beagle morreram de exposição ao frio.

        Em 2019, descobrimos que havia um lugar no condado de Cumberland que criava beagles, lindos cães beagle para experimentação”, disse Stanley. "Tentei fechá-los em 2019, mas não obtive sucesso. Mas, ao longo dos anos, nunca paramos de lutar."

        A Humane Society levou 201 beagles para seu centro de atendimento e reabilitação, onde receberão atendimento até serem transportados para organizações experientes em lidar com animais que vêm com traumas como os beagles, como a Massachusetts Society for the Prevention of Cruelty para Animais (MSPCA), Wisconsin Humane e Dakin Humane.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/08/10/4-mil-beaglesresgatados-nos-eua-esperam-por-adocao.ghtml Acesso em 12 de agosto de 2022. 
Assinale a alternativa INCORRETA de acordo com o texto:
Alternativas
Q4266816 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O que acontece com o corpo quando somos expostos a temperaturas extremas


De acordo com a empresa de meteorologia MetSul, as previsões indicam que as temperaturas previstas para esta semana e a próxima deverão superar consideravelmente as médias históricas de temperatura máxima em todas as cinco regiões do país, com um alto potencial para quebras de recordes. No Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estados que devem ser mais afetados, é possível que os termômetros marquem 45ºC.


Embora algumas regiões do Brasil frequentemente experimentem altas temperaturas durante o mês de setembro, e os brasileiros estejam geralmente mais adaptados ao calor em comparação com populações de países europeus que enfrentaram desafios semelhantes nos últimos meses, a situação é particularmente perigosa devido à sua extrema intensidade.


Estar exposto - especialmente nos horários de pico do calor, entre 12 e 16 horas - causa alterações no organismo que oferecem risco à saúde, principalmente para grupos mais frágeis, incluindo idosos, pessoas com comorbidade e crianças pequenas.


Quando o corpo está em estresse térmico, ou seja, é exposto a temperaturas extremas, ele passa por uma série de adaptações fisiológicas para regular a temperatura interna.


No caso da exposição ao calor, a primeira reação do organismo é dissipar a temperatura através do suor e da dilatação dos vasos sanguíneos periféricos para liberá-la ao ambiente.


No entanto, em temperaturas muito altas, especialmente quando também está úmido, o mecanismo de resfriamento do suor pode se tornar ineficaz, levando ao superaquecimento corporal, insolação e possíveis danos aos órgãos.


"Quando estamos expostos a temperaturas mais elevadas, ocorrem adaptações no nosso corpo. A frequência cardíaca aumenta como um mecanismo compensatório, assim como a pressão arterial", explica Lucas Albanaz, clínico geral, coordenador da clínica médica do Hospital Santa Lúcia, de Brasília, e mestre em ciências médicas. Outro risco, alerta o médico, é a desidratação devido ao aumento da sudorese.


 A depender da temperatura, complementa o médico Alexander Daudt, os sinais vão de câimbra (por falta de eletrólitos, eliminados no suor), à sede intensa e fadiga.


"Outros sintomas mais graves, como tontura, náuseas ou vômitos também podem aparecer. Se a pessoa não conseguir aliviar esse calor, o quadro evolui para choque térmico, confusão mental, convulsões, seguindo para a falência de múltiplos órgãos e óbito", explica Daudt, coordenador do Núcleo de Medicina de Estilo de Vida do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.


De acordo com o relatório do The Lancet, nos últimos 20 anos, o aumento da mortalidade relacionado ao calor excessivo em pessoas com mais de 65 anos aumentou em 53,7%.


Os riscos são maiores para pessoas com comorbidades, pessoas idosas, especialmente aquelas com saúde fragilizada, crianças (por ainda estarem com o organismo em formação), trabalhadores que precisam se expor ao sol (como vendedores ambulantes), e aqueles que fazem uso de medicações que, por algum motivo, tornam-se mais vulneráveis. 


"É o caso de pacientes que tomam remédios diuréticos por exemplo. Eles, naturalmente, já perdem mais água, e precisam de cuidado extra com hidratação", aponta Daudt.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cmj1mp3m7vlo. Adaptado.

Uma massa de ar excepcionalmente quente deve fazer com que o Brasil enfrente temperaturas mais altas que o normal.


Com base nas informações apresentadas no texto sobre os efeitos do calor excessivo no organismo humano, escolha a alternativa correta que descreve uma das adaptações do corpo humano ao calor e um grupo de pessoas mais suscetíveis aos riscos das altas temperaturas. 

Alternativas
Q4266813 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O que acontece com o corpo quando somos expostos a temperaturas extremas


De acordo com a empresa de meteorologia MetSul, as previsões indicam que as temperaturas previstas para esta semana e a próxima deverão superar consideravelmente as médias históricas de temperatura máxima em todas as cinco regiões do país, com um alto potencial para quebras de recordes. No Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estados que devem ser mais afetados, é possível que os termômetros marquem 45ºC.


Embora algumas regiões do Brasil frequentemente experimentem altas temperaturas durante o mês de setembro, e os brasileiros estejam geralmente mais adaptados ao calor em comparação com populações de países europeus que enfrentaram desafios semelhantes nos últimos meses, a situação é particularmente perigosa devido à sua extrema intensidade.


Estar exposto - especialmente nos horários de pico do calor, entre 12 e 16 horas - causa alterações no organismo que oferecem risco à saúde, principalmente para grupos mais frágeis, incluindo idosos, pessoas com comorbidade e crianças pequenas.


Quando o corpo está em estresse térmico, ou seja, é exposto a temperaturas extremas, ele passa por uma série de adaptações fisiológicas para regular a temperatura interna.


No caso da exposição ao calor, a primeira reação do organismo é dissipar a temperatura através do suor e da dilatação dos vasos sanguíneos periféricos para liberá-la ao ambiente.


No entanto, em temperaturas muito altas, especialmente quando também está úmido, o mecanismo de resfriamento do suor pode se tornar ineficaz, levando ao superaquecimento corporal, insolação e possíveis danos aos órgãos.


"Quando estamos expostos a temperaturas mais elevadas, ocorrem adaptações no nosso corpo. A frequência cardíaca aumenta como um mecanismo compensatório, assim como a pressão arterial", explica Lucas Albanaz, clínico geral, coordenador da clínica médica do Hospital Santa Lúcia, de Brasília, e mestre em ciências médicas. Outro risco, alerta o médico, é a desidratação devido ao aumento da sudorese.


 A depender da temperatura, complementa o médico Alexander Daudt, os sinais vão de câimbra (por falta de eletrólitos, eliminados no suor), à sede intensa e fadiga.


"Outros sintomas mais graves, como tontura, náuseas ou vômitos também podem aparecer. Se a pessoa não conseguir aliviar esse calor, o quadro evolui para choque térmico, confusão mental, convulsões, seguindo para a falência de múltiplos órgãos e óbito", explica Daudt, coordenador do Núcleo de Medicina de Estilo de Vida do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.


De acordo com o relatório do The Lancet, nos últimos 20 anos, o aumento da mortalidade relacionado ao calor excessivo em pessoas com mais de 65 anos aumentou em 53,7%.


Os riscos são maiores para pessoas com comorbidades, pessoas idosas, especialmente aquelas com saúde fragilizada, crianças (por ainda estarem com o organismo em formação), trabalhadores que precisam se expor ao sol (como vendedores ambulantes), e aqueles que fazem uso de medicações que, por algum motivo, tornam-se mais vulneráveis. 


"É o caso de pacientes que tomam remédios diuréticos por exemplo. Eles, naturalmente, já perdem mais água, e precisam de cuidado extra com hidratação", aponta Daudt.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cmj1mp3m7vlo. Adaptado.

'A frequência cardíaca aumenta como um mecanismo compensatório', assim como a pressão arterial.


A oração destacada na frase trata-se de oração: 

Alternativas
Q4266716 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que acontece com o corpo quando somos expostos a temperaturas extremas

De acordo com a empresa de meteorologia MetSul, as previsões indicam que as temperaturas previstas para esta semana e a próxima deverão superar consideravelmente as médias históricas de temperatura máxima em todas as cinco regiões do país, com um alto potencial para quebras de recordes. No Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estados que devem ser mais afetados, é possível que os termômetros marquem 45ºC.

Embora algumas regiões do Brasil frequentemente experimentem altas temperaturas durante o mês de setembro, e os brasileiros estejam geralmente mais adaptados ao calor em comparação com populações de países europeus que enfrentaram desafios semelhantes nos últimos meses, a situação é particularmente perigosa devido à sua extrema intensidade.

Estar exposto - especialmente nos horários de pico do calor, entre 12 e 16 horas - causa alterações no organismo que oferecem risco à saúde, principalmente para grupos mais frágeis, incluindo idosos, pessoas com comorbidade e crianças pequenas.

Quando o corpo está em estresse térmico, ou seja, é exposto a temperaturas extremas, ele passa por uma série de adaptações fisiológicas para regular a temperatura interna.

No caso da exposição ao calor, a primeira reação do organismo é dissipar a temperatura através do suor e da dilatação dos vasos sanguíneos periféricos para liberá-la ao ambiente.

No entanto, em temperaturas muito altas, especialmente quando também está úmido, o mecanismo de resfriamento do suor pode se tornar ineficaz, levando ao superaquecimento corporal, insolação e possíveis danos aos órgãos.

"Quando estamos expostos a temperaturas mais elevadas, ocorrem adaptações no nosso corpo. A frequência cardíaca aumenta como um mecanismo compensatório, assim como a pressão arterial", explica Lucas Albanaz, clínico geral, coordenador da clínica médica do Hospital Santa Lúcia, de Brasília, e mestre em ciências médicas. Outro risco, alerta o médico, é a desidratação devido ao aumento da sudorese.

A depender da temperatura, complementa o médico Alexander Daudt, os sinais vão de câimbra (por falta de eletrólitos, eliminados no suor), à sede intensa e fadiga.

"Outros sintomas mais graves, como tontura, náuseas ou vômitos também podem aparecer. Se a pessoa não conseguir aliviar esse calor, o quadro evolui para choque térmico, confusão mental, convulsões, seguindo para a falência de múltiplos órgãos e óbito", explica Daudt, coordenador do Núcleo de Medicina de Estilo de Vida do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

De acordo com o relatório do The Lancet, nos últimos 20 anos, o aumento da mortalidade relacionado ao calor excessivo em pessoas com mais de 65 anos aumentou em 53,7%.

Os riscos são maiores para pessoas com comorbidades, pessoas idosas, especialmente aquelas com saúde fragilizada, crianças (por ainda estarem com o organismo em formação), trabalhadores que precisam se expor ao sol (como vendedores ambulantes), e aqueles que fazem uso de medicações que, por algum motivo, tornam-se mais vulneráveis.

"É o caso de pacientes que tomam remédios diuréticos por exemplo. Eles, naturalmente, já perdem mais água, e precisam de cuidado extra com hidratação", aponta Daudt.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cmj1mp3m7vlo. Adaptado.
Embora algumas regiões do Brasil frequentemente experimentem altas temperaturas durante o mês de setembro, os brasileiros estão geralmente mais adaptados ao calor em comparação com populações de países europeus.
A alternativa que contém locução adjetiva com valor de adjetivo        
Alternativas
Q4266710 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que acontece com o corpo quando somos expostos a temperaturas extremas

De acordo com a empresa de meteorologia MetSul, as previsões indicam que as temperaturas previstas para esta semana e a próxima deverão superar consideravelmente as médias históricas de temperatura máxima em todas as cinco regiões do país, com um alto potencial para quebras de recordes. No Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estados que devem ser mais afetados, é possível que os termômetros marquem 45ºC.

Embora algumas regiões do Brasil frequentemente experimentem altas temperaturas durante o mês de setembro, e os brasileiros estejam geralmente mais adaptados ao calor em comparação com populações de países europeus que enfrentaram desafios semelhantes nos últimos meses, a situação é particularmente perigosa devido à sua extrema intensidade.

Estar exposto - especialmente nos horários de pico do calor, entre 12 e 16 horas - causa alterações no organismo que oferecem risco à saúde, principalmente para grupos mais frágeis, incluindo idosos, pessoas com comorbidade e crianças pequenas.

Quando o corpo está em estresse térmico, ou seja, é exposto a temperaturas extremas, ele passa por uma série de adaptações fisiológicas para regular a temperatura interna.

No caso da exposição ao calor, a primeira reação do organismo é dissipar a temperatura através do suor e da dilatação dos vasos sanguíneos periféricos para liberá-la ao ambiente.

No entanto, em temperaturas muito altas, especialmente quando também está úmido, o mecanismo de resfriamento do suor pode se tornar ineficaz, levando ao superaquecimento corporal, insolação e possíveis danos aos órgãos.

"Quando estamos expostos a temperaturas mais elevadas, ocorrem adaptações no nosso corpo. A frequência cardíaca aumenta como um mecanismo compensatório, assim como a pressão arterial", explica Lucas Albanaz, clínico geral, coordenador da clínica médica do Hospital Santa Lúcia, de Brasília, e mestre em ciências médicas. Outro risco, alerta o médico, é a desidratação devido ao aumento da sudorese.

A depender da temperatura, complementa o médico Alexander Daudt, os sinais vão de câimbra (por falta de eletrólitos, eliminados no suor), à sede intensa e fadiga.

"Outros sintomas mais graves, como tontura, náuseas ou vômitos também podem aparecer. Se a pessoa não conseguir aliviar esse calor, o quadro evolui para choque térmico, confusão mental, convulsões, seguindo para a falência de múltiplos órgãos e óbito", explica Daudt, coordenador do Núcleo de Medicina de Estilo de Vida do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

De acordo com o relatório do The Lancet, nos últimos 20 anos, o aumento da mortalidade relacionado ao calor excessivo em pessoas com mais de 65 anos aumentou em 53,7%.

Os riscos são maiores para pessoas com comorbidades, pessoas idosas, especialmente aquelas com saúde fragilizada, crianças (por ainda estarem com o organismo em formação), trabalhadores que precisam se expor ao sol (como vendedores ambulantes), e aqueles que fazem uso de medicações que, por algum motivo, tornam-se mais vulneráveis.

"É o caso de pacientes que tomam remédios diuréticos por exemplo. Eles, naturalmente, já perdem mais água, e precisam de cuidado extra com hidratação", aponta Daudt.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cmj1mp3m7vlo. Adaptado.
Uma massa de ar excepcionalmente quente deve fazer com que o Brasil enfrente temperaturas mais altas que o normal.
Com base nas informações apresentadas no texto sobre os efeitos do calor excessivo no organismo humano, escolha a alternativa correta que descreve uma das adaptações do corpo humano ao calor e um grupo de pessoas mais suscetíveis aos riscos das altas temperaturas.
Alternativas
Q4266661 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A planta amazônica que virou a espécie invasora mais dominante do planeta

Os incêndios no Havaí deixaram centenas de mortos e imagens desoladoras numa das paisagens mais idílicas do planeta. Mas também destacaram um fator que estaria por trás dos incêndios florestais que, como o que ocorreu no Havaí, se repetem em todo o mundo: a presença de plantas exóticas invasoras.

De acordo com um relatório recente apoiado pela ONU, essas plantas fazem parte do grupo de espécies que estão relacionadas a 60% das extinções de plantas e animais a nível mundial.

Como elas são estranhas aos ecossistemas invadidos, elas prejudicam a natureza local, abalam cadeias alimentares e ameaçam a saúde humana a um custo estimado em US$ 423 bilhões, aponta o relatório, com base em dados de 2019.

Segundo os especialistas, as plantas invasoras amplificam os efeitos que as alterações climáticas causam no planeta.

A ação de plantas invasoras resulta em incêndios mais intensos e frequentes, como alguns dos devastadores ocorridos recentemente em todo o mundo, libertando ainda mais dióxido de carbono na atmosfera", observa o relatório.

E, entre essas plantas, há uma que predomina sobre as demais espécies: a pontederia crassipes, mais conhecida como jacinto-de-água ou aguapé.

Originária da América do Sul, especialmente da região amazônica, ela é a espécie terrestre invasora exótica mais difundida.

"Com o aumento do uso da terra para a produção agroindustrial, aumenta também o uso de plantas exóticas que acabam se tornando invasoras, como estamos vendo em todo o planeta", diz a professora Helen Roy, especialista em plantas invasoras e membro do Centro Britânico de Ecologia e Hidrologia.

Roy, que liderou o relatório feito à ONU, salienta que essa planta em particular causou efeitos profundos em diferentes regiões, como o Lago Vitória, na África.

"O lago, uma das principais fontes de alimento de milhões de pessoas, ficara sem peixes, mais especificamente a tilápia, porque o aguapé absorve nutrientes essenciais para os animais que vivem ali", explica.

E essa planta, que também é reconhecida pela beleza da sua flor, já chegou a muitas regiões onde causou graves e diversos danos.

A expansão de plantas invasoras é considerada crítica por cientistas e ambientalistas.

"É uma situação que afeta toda a sociedade em diferentes níveis, independentemente da sua origem ou status: atacam o centro dos habitats e as cadeias de abastecimento que saem do ambiente", explica Roy.

A principal solução é a prevenção no manejo de plantas destinadas à exportação ou importação.

"É preciso levar em conta que muitas dessas plantas que hoje são invasoras foram trazidas para proporcionar algum benefício às pessoas. O problema é que não se teve cuidado com os efeitos que isso poderia causar", diz Roy.

Por essa razão, tanto Roy como Puchard avaliam que a prevenção e o controle da flora e da fauna nas fronteiras é uma das medidas mais eficazes que podem ser implementadas para prevenir a chegada de espécies invasoras.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c727vygjx8jo. Adaptado.
O jacinto-de-água, ou aguapé, é nativo da América do Sul, mas é encontrado em dezenas de países ao redor do mundo e é perfeito para incubar insetos transmissores de doenças graves.
De acordo com as informações apresentadas no texto, a principal razão pela qual essas plantas são consideradas uma ameaça significativa para a biodiversidade e ecossistemas é porque elas:
Alternativas
Q4266477 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O que acontece com o corpo quando somos expostos a temperaturas extremas


De acordo com a empresa de meteorologia MetSul, as previsões indicam que as temperaturas previstas para esta semana e a próxima deverão superar consideravelmente as médias históricas de temperatura máxima em todas as cinco regiões do país, com um alto potencial para quebras de recordes. No Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estados que devem ser mais afetados, é possível que os termômetros marquem 45ºC.


Embora algumas regiões do Brasil frequentemente experimentem altas temperaturas durante o mês de setembro, e os brasileiros estejam geralmente mais adaptados ao calor em comparação com populações de países europeus que enfrentaram desafios semelhantes nos últimos meses, a situação é particularmente perigosa devido à sua extrema intensidade.


Estar exposto - especialmente nos horários de pico do calor, entre 12 e 16 horas - causa alterações no organismo que oferecem risco à saúde, principalmente para grupos mais frágeis, incluindo idosos, pessoas com comorbidade e crianças pequenas.


Quando o corpo está em estresse térmico, ou seja, é exposto a temperaturas extremas, ele passa por uma série de adaptações fisiológicas para regular a temperatura interna.


No caso da exposição ao calor, a primeira reação do organismo é dissipar a temperatura através do suor e da dilatação dos vasos sanguíneos periféricos para liberá-la ao ambiente.


No entanto, em temperaturas muito altas, especialmente quando também está úmido, o mecanismo de resfriamento do suor pode se tornar ineficaz, levando ao superaquecimento corporal, insolação e possíveis danos aos órgãos.


"Quando estamos expostos a temperaturas mais elevadas, ocorrem adaptações no nosso corpo. A frequência cardíaca aumenta como um mecanismo compensatório, assim como a pressão arterial", explica Lucas Albanaz, clínico geral, coordenador da clínica médica do Hospital Santa Lúcia, de Brasília, e mestre em ciências médicas. Outro risco, alerta o médico, é a desidratação devido ao aumento da sudorese.


 A depender da temperatura, complementa o médico Alexander Daudt, os sinais vão de câimbra (por falta de eletrólitos, eliminados no suor), à sede intensa e fadiga.


"Outros sintomas mais graves, como tontura, náuseas ou vômitos também podem aparecer. Se a pessoa não conseguir aliviar esse calor, o quadro evolui para choque térmico, confusão mental, convulsões, seguindo para a falência de múltiplos órgãos e óbito", explica Daudt, coordenador do Núcleo de Medicina de Estilo de Vida do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.


De acordo com o relatório do The Lancet, nos últimos 20 anos, o aumento da mortalidade relacionado ao calor excessivo em pessoas com mais de 65 anos aumentou em 53,7%.


Os riscos são maiores para pessoas com comorbidades, pessoas idosas, especialmente aquelas com saúde fragilizada, crianças (por ainda estarem com o organismo em formação), trabalhadores que precisam se expor ao sol (como vendedores ambulantes), e aqueles que fazem uso de medicações que, por algum motivo, tornam-se mais vulneráveis. 


"É o caso de pacientes que tomam remédios diuréticos por exemplo. Eles, naturalmente, já perdem mais água, e precisam de cuidado extra com hidratação", aponta Daudt.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cmj1mp3m7vlo. Adaptado.

Uma massa de ar excepcionalmente quente deve fazer com que o Brasil enfrente temperaturas mais altas que o normal.


Com base nas informações apresentadas no texto sobre os efeitos do calor excessivo no organismo humano, escolha a alternativa correta que descreve uma das adaptações do corpo humano ao calor e um grupo de pessoas mais suscetíveis aos riscos das altas temperaturas. 

Alternativas
Q4266284 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.




A planta amazônica que virou a espécie invasora mais dominante do planeta



Os incêndios no Havaí deixaram centenas de mortos e imagens desoladoras numa das paisagens mais idílicas do planeta. Mas também destacaram um fator que estaria por trás dos incêndios florestais que, como o que ocorreu no Havaí, se repetem em todo o mundo: a presença de plantas exóticas invasoras. 


De acordo com um relatório recente apoiado pela ONU, essas plantas fazem parte do grupo de espécies que estão relacionadas a 60% das extinções de plantas e animais a nível mundial.


Como elas são estranhas aos ecossistemas invadidos, elas prejudicam a natureza local, abalam cadeias alimentares e ameaçam a saúde humana a um custo estimado em US$ 423 bilhões, aponta o relatório, com base em dados de 2019.


Segundo os especialistas, as plantas invasoras amplificam os efeitos que as alterações climáticas causam no planeta.


"A ação de plantas invasoras resulta em incêndios mais intensos e frequentes, como alguns dos devastadores ocorridos recentemente em todo o mundo, libertando ainda mais dióxido de carbono na atmosfera", observa o relatório.


E, entre essas plantas, há uma que predomina sobre as demais espécies: a pontederia crassipes, mais conhecida como jacinto-de-água ou aguapé.


Originária da América do Sul, especialmente da região amazônica, ela é a espécie terrestre invasora exótica mais difundida.


"Com o aumento do uso da terra para a produção agroindustrial, aumenta também o uso de plantas exóticas que acabam se tornando invasoras, como estamos vendo em todo o planeta", diz a professora Helen Roy, especialista em plantas invasoras e membro do Centro Britânico de Ecologia e Hidrologia.


Roy, que liderou o relatório feito à ONU, salienta que essa planta em particular causou efeitos profundos em diferentes regiões, como o Lago Vitória, na África.


"O lago, uma das principais fontes de alimento de milhões de pessoas, ficara sem peixes, mais especificamente a tilápia, porque o aguapé absorve nutrientes essenciais para os animais que vivem ali", explica.


E essa planta, que também é reconhecida pela beleza da sua flor, já chegou a muitas regiões onde causou graves e diversos danos.


 A expansão de plantas invasoras é considerada crítica por cientistas e ambientalistas.


 "É uma situação que afeta toda a sociedade em diferentes níveis, independentemente da sua origem ou status: atacam o centro dos habitats e as cadeias de abastecimento que saem do ambiente", explica Roy.


A principal solução é a prevenção no manejo de plantas destinadas à exportação ou importação.


"É preciso levar em conta que muitas dessas plantas que hoje são invasoras foram trazidas para proporcionar algum benefício às pessoas. O problema é que não se teve cuidado com os efeitos que isso poderia causar", diz Roy.


Por essa razão, tanto Roy como Puchard avaliam que a prevenção e o controle da flora e da fauna nas fronteiras é uma das medidas mais eficazes que podem ser implementadas para prevenir a chegada de espécies invasoras.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c727vygjx8jo. Adaptado

O jacinto-de-água, ou aguapé, é nativo da América do Sul, mas é encontrado em dezenas de países ao redor do mundo e é perfeito para incubar insetos transmissores de doenças graves.


De acordo com as informações apresentadas no texto, a principal razão pela qual essas plantas são consideradas uma ameaça significativa para a biodiversidade e ecossistemas é porque elas:

Alternativas
Q4266246 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Sambaquis: as descobertas sobre as monumentais construções de 8 mil anos no litoral do Brasil

O arqueólogo André Strauss, professor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP e um dos autores do trabalho, explica que os sambaquis são "grandes montes de conchas dispersos pela costa brasileira, especialmente no Sul e no Sudeste". "Muitos deles têm proporções monumentais, de trinta a quarenta metros de altura", caracteriza. "Eles foram construídos pelas civilizações que ocuparam o litoral Atlântico entre oito mil e dois mil anos atrás."

Acredita-se que a subsistência dessas pessoas estava baseada numa economia mista, que combinava o consumo de peixes, frutos do mar e plantas. Também é possível que eles caçassem alguns animais terrestres e praticassem horticultura.

"Os sambaquis são produto da deposição planejada e de longo prazo de conchas, restos de peixes, plantas, artefatos, restos de combustão e sedimentos locais, e foram utilizados como marcadores territoriais, moradias, cemitérios e locais cerimoniais", resume o artigo da Nature.

Alguns deles, inclusive, trazem centenas ou até milhares de indivíduos enterrados. O sambaqui Capelinha, por exemplo, foi identificado à beira de um rio no Vale do Ribeira, em São Paulo, e tem dez mil anos. Mas há outros monumentos do tipo que são mais recentes, com cerca de mil anos.

Para fazer a análise, os trinta e quatro indivíduos foram divididos em quatro grandes grupos, segundo a localização geográfica: a Baixa Amazônia (nas proximidades da Ilha de Marajó, no Pará), o Nordeste, a região de Lagoa Santa (em Minas Gerais) e a Costa Atlântica Sudeste/Sul, que concentra a maioria dos sambaquis. Lagoa Santa, aliás, é a terra de Luzia, o fóssil humano mais antigo já encontrado na América do Sul, com cerca de treze mil anos. 

Vale destacar que alguns dos trinta e quatro indivíduos estavam relacionados aos sambaquis, mas outros são mais antigos ou mais recentes e ajudaram a fazer comparações entre os genes para entender as relações entre os diferentes povos ao longo da história.

A partir da análise genética dos fósseis, os cientistas esperavam encontrar pistas sobre a origem dos sambaquieiros.

"O estudo da história genética das populações da costa leste da América do Sul revelou que uma cultura temporal e geograficamente tão gigantesca quanto a associada aos sambaquis não foi praticada por um único povo", resume o paleogeneticista Cosimo Posth, da Universidade de Tübingen, na Alemanha, e um dos autores do artigo.

Na própria conclusão da pesquisa, os cientistas destacam essa heterogeneidade: entre sambaquieiros do Sul e do Sudeste da costa brasileira, há uma diferença genética entre os indivíduos analisados. E isso contraria o que é observado nos registros arqueológicos, que destacam similaridades entre esses grupos.

"É importante mostrar que culturas e genes nem sempre andam juntos. Combinar arqueologia e pesquisa genética pode nos dar um cenário mais preciso de como eram esses indivíduos que habitaram a região costeira", complementa Posth.

Outra descoberta importante: os povos que moravam na costa brasileira há milhares de anos descendem dos mesmos ancestrais que vieram para as Américas cerca de dezesseis mil anos atrás. Esses indivíduos chegaram ao continente a partir da Beríngia, uma ponte terrestre que se formou entre Ásia e América do Norte por causa da glaciação, e deram origem a todas as populações indígenas, como os próprios tupi.

Os resultados da pesquisa recente reservaram ainda outras surpresas.

"Um aspecto importante que observamos é o fato de que o povo de Luzia, em Lagoa Santa, não desapareceu há nove mil anos, como se imaginava. Para nossa surpresa, encontramos evidências em alguns sambaquis da sobrevivência, ainda que parcial, daqueles grupos que foram os primeiros brasileiros", chama a atenção Strauss.

"Essa permanência dos grupos relacionados à Luzia até dois mil anos atrás era algo completamente inesperado que nosso trabalho acabou encontrando."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cxegxkr04jvo. Adaptado.
Vale destacar que alguns dos trinta e quatro indivíduos estavam relacionados aos sambaquis, mas outros são mais antigos ou mais recentes e ajudaram a fazer comparações entre os genes para entender as relações entre os diferentes povos ao longo da história.

O número de artigos presentes na frase é de:
Alternativas
Respostas
61: C
62: C
63: A
64: B
65: C
66: A
67: A
68: B
69: B
70: D
71: D
72: B
73: D
74: B
75: D
76: E
77: A
78: E
79: A
80: C