Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Leia o texto a seguir.

Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/03/08/enfrentar-aextrema-direita-e-enfrentar-a-violencia-que-as-mulheres-ja-conhecem-diz-cidagoncalves/. Acesso em: 15 jan. 2026.
Uma campanha publicitária é construída com base em informações de natureza verbal e não verbal. Na campanha contra o feminicídio, a apresentação das informações verbais é construída a partir de
História esquecida
Há mais de 8.500 anos, muito antes de a Noruega ter um nome, uma mulher viveu à beira do mar, em um mundo moldado pelo fim da Era do Gelo e pela lenta elevação dos oceanos. Hoje ela é conhecida como a Mulher de Søgne, identificada pela arqueologia como Hummervikholmen, mas em sua vida foi apenas parte de uma comunidade costeira, filha, pescadora e viajante do litoral. Ela caminhou por terras que não existem mais, posteriormente engolidas pelo avanço das águas. Seus restos mortais foram encontrados abaixo do atual nível do mar, no sul da Noruega, em uma área que era terra firme ou uma costa rasa. Ao longo de milênios, o oceano selou sua história, preservando-a até sua redescoberta. A mulher viveu durante o Mesolítico Inicial (cerca de 6600 e 6400 a.C.), sendo uma das pessoas mais antigas já identificadas em território norueguês. Pertencia às primeiras comunidades de caçadores-coletores que se estabeleceram na Escandinávia após o recuo das geleiras. Análises científicas indicam que mais de 80% de sua alimentação vinha de recursos marinhos, como peixes, mariscos e focas, o que revela um profundo conhecimento do mar, das marés e das tecnologias de pesca. Apenas fragmentos de seu crânio sobreviveram, mas eles indicam que era uma mulher adulta, possivelmente entre 20 e 40 anos. Geneticamente, fazia parte dos caçadores-coletores mesolíticos escandinavos, uma população formada pela mistura de linhagens do oeste e do leste da Europa glacial. Não é possível determinar com precisão sua aparência, mas sabe-se que havia grande diversidade física nesses grupos. Qualquer reconstrução facial é, portanto, uma interpretação informada, não uma verdade absoluta. Ainda assim, sua existência lembra que a história europeia começou muito antes das cidades e da escrita, com pessoas comuns enfrentando mudanças ambientais profundas e deixando rastros silenciosos que atravessaram o tempo até chegar a nós.
Disponível em: https://www.instagram.com/p/DTcYKTylP03/?igsh=MWFqZ3hyMzFqaWZkO A%3D%3D. Acesso em: 15 jan. 2026.
Segundo o texto, qual a importância de se reconstruir a imagem da mulher encontrada na Escandinávia?
Analise a imagem a seguir.

FRAGA, Gilmar. Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2025/02/gilmar-fraga-riocm72lg7vk008g015amyr4z0nk.html. Acesso em: 10 jan. 2026.
A charge faz alusão a uma situação recorrente no Rio de Janeiro. O efeito de sentido expresso pela imagem indica que
Uma compreensão adequada do que afirma o período acima está na seguinte formulação:
Assinale a opção que apresenta o trecho que melhor sintetiza a ideia de seu trabalho.
Para responder à questão, leia a charge abaixo.

Para responder à questão, leia a charge abaixo.

Leia o texto para responder às próximas seis questões.
A mulher e a patroa. (Martha Medeiros).
Há homens que têm patroa. Ela sempre está em casa quando ele chega do trabalho. O jantar é rapidamente servido à mesa. Ela recebe um apertão na bochecha. A patroa pode ser jovem e bonita, mas tem uma atitude subserviente, o que lhe confere um certo ar robusto, como se fosse uma senhora de muitos anos atrás.
Há homens que têm mulher. Uma mulher que está em casa na hora que pode, às vezes chega antes dele, às vezes depois. Sua casa não é sua jaula nem seu fogão é industrial. A mulher beija seu marido na boca quando o encontra no fim do dia e recebe dele o melhor dos abraços. A mulher pode ser robusta e até meio feia, mas sua independência lhe confere um ar de garota, regente de si mesma.
Há homens que têm patroa, e mesmo que ela tenha tido apenas um filho, ou um casal, parece que gerou uma ninhada, tanto as crianças a solicitam e ela lhes é devota. A patroa é uma santa, muito boa esposa e muito boa mãe, tão boa que é assim que o marido a chama quando não a chama de patroa: mãezinha.
Há homens que têm mulher. Minha mulher, Suzana. Minha mulher, Cristina. Minha mulher, Tereza. Mulheres que têm nome, que só são chamadas de mãe pelos filhos, que não arrastam os pés pela casa nem confiscam o salário do marido, porque elas têm o dela. Não mandam nos caras, não obedecem os caras: convivem com eles.
Há homens que têm patroa. Vou ligar pra patroa. Vou perguntar pra patroa. Vou buscar a patroa. É carinho, dizem. Às vezes, é deboche. Quase sempre é muito cafona.
Há homens que têm mulher. Vou ligar para minha mulher. Vou perguntar para minha mulher. Vou buscar minha mulher. Não há subordinação consentida ou disfarçada. Não há patrões nem empregados. Há algo sexy no ar.
Há homens que têm patroa.
Há homens que têm mulher.
E há mulheres que escolhem o que querem ser.