Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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De acordo com o texto, qual das afirmações que melhor descreve a inovação proposta pelo cientista Kim Mishra na fabricação de chocolate?
De acordo com o texto, quais são os principais aspectos discutidos em torno da criação de influenciadoras geradas por inteligência artificial?
A partir da descrição de Cordova no texto, qual das alternativas abaixo melhor expressa a relação entre o clima e os aspectos culturais e sociais da cidade?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A Matemática do Troco no Ônibus
Eu estava no ônibus, a caminho da escola, aproveitando o tempo para revisar os cálculos da prova de Matemática. Afinal, sempre tem aquele probleminha surpresa que pega qualquer aluno desprevenido. Mas, como diz minha avó, "quem procura, acha" — e eu acabei achando um problema de Matemática antes mesmo de chegar à escola.
No meio do percurso, entrou uma mulher de expressão fechada. Ela foi até a cobradora e entregou uma nota de cinco reais para pagar a passagem de quatro e vinte. Simples, pensei eu, um troco de oitenta centavos. A cobradora, cordial, perguntou se ela teria uma moedinha de vinte e cinco centavos para facilitar e devolver um real. "Não", respondeu a mulher, parada na catraca, imóvel. A cobradora insistiu: "Então deixa por cinco reais, pra facilitar...". Mas a mulher exigiu seus oitenta centavos.
"Eu não tenho moedas abaixo de um real agora", explicou a cobradora, já sem paciência. A mulher respondeu: "Problema seu! Quero meus oitenta centavos!". Exasperada, a cobradora sugeriu, misturando humor e cansaço: "Quer que eu pare o ônibus pra descer e procurar troco ou faça um abracadabra pra conseguir as moedas?" A mulher se indignou ainda mais, chamando a cobradora de atrevida.
Antes de descobrir o desfecho, o ônibus chegou ao meu ponto. Desci com a cabeça cheia de números e a sensação de que, de alguma forma, até treinei aritmética com o conflito dos oitenta centavos.
Autor Desconhecido - Texto Adaptado
https://www.000dlx.com.br/cronicas-curtas-para-escola.php
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Viajar com casal de amigos
Eu não viajo com outros casais. É minha regra inviolável de turismo. Há grandes chances de causarem incômodo.
Sempre que viajei com par de amigos, eles brigaram e boicotaram o luxo das minhas férias.
Decidi ser egoísta. O que você economiza no rateio de gasolina e divisão de gastos será pulverizado pelos prejuízos na saúde emocional.
Estou com Beatriz em uma praia paradisíaca, ansioso para me deitar numa cadeira em frente ao mar, e precisamos, de repente, intervir como escudo contra ofensas. Perdemos uma diária astronômica do hotel com aborrecimentos alheios.
Não há como abandoná-los enquanto nos divertimos. Existe um senso de solidariedade de equipe, já que viemos juntos.
Os arrulhos dos pombinhos na ida se transformam em crocitos de urubus durante a hospedagem.
O que deveria ser leve, com drinks e mergulhos, vira martírio. Eu falo com o marido litigante, Beatriz com a esposa emburrada, e ainda precisamos juntar versões e atuar como cupidos. É como liberar dois reféns confinados nas almas dos próprios sequestradores.
Não há maior chatice do que insistir para que perdoem os desentendimentos. Em vez de resolverem em privado, fazem questão de espalhar o ódio.
Ao encontrar plateia, demoram mais para resolver. Tiram proveito da nossa atenção para lavar roupas sujas e revisitar crises do passado.
O café da manhã costuma ser o palco preferido das dissidências. Chegamos animados, e um deles não responde, não diz nada. É o sinal da tempestade de nervos que estragará a temporada.
Não me arrisco mais. Esse erro não cometemos. Beatriz e eu jamais discutimos em viagem. Sabemos o quanto nossa paz é cara.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/11/1/viajarcom-casal-de-amigos
"Não há maior chatice do que insistir para que perdoem os desentendimentos. Em vez de resolverem em privado, fazem questão de espalhar o ódio."
Sobre os recursos estilísticos empregados no trecho, analise as afirmativas abaixo e assinale V (verdadeiro) ou F (falso):
(__)O uso da expressão "não há maior chatice" confere ao texto um tom hiperbólico, reforçando a visão pessoal e enfática do autor.
(__)A organização das orações no trecho apresenta uma oposição explícita, marcada pelo conector "em vez de", criando contraste e reforçando a crítica do autor.
(__)A escolha de termos como "espalhar o ódio" e "chatice" reflete o emprego de um vocabulário formal, adequado para textos com tom predominantemente sério.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Viajar com casal de amigos
Eu não viajo com outros casais. É minha regra inviolável de turismo. Há grandes chances de causarem incômodo.
Sempre que viajei com par de amigos, eles brigaram e boicotaram o luxo das minhas férias.
Decidi ser egoísta. O que você economiza no rateio de gasolina e divisão de gastos será pulverizado pelos prejuízos na saúde emocional.
Estou com Beatriz em uma praia paradisíaca, ansioso para me deitar numa cadeira em frente ao mar, e precisamos, de repente, intervir como escudo contra ofensas. Perdemos uma diária astronômica do hotel com aborrecimentos alheios.
Não há como abandoná-los enquanto nos divertimos. Existe um senso de solidariedade de equipe, já que viemos juntos.
Os arrulhos dos pombinhos na ida se transformam em crocitos de urubus durante a hospedagem.
O que deveria ser leve, com drinks e mergulhos, vira martírio. Eu falo com o marido litigante, Beatriz com a esposa emburrada, e ainda precisamos juntar versões e atuar como cupidos. É como liberar dois reféns confinados nas almas dos próprios sequestradores.
Não há maior chatice do que insistir para que perdoem os desentendimentos. Em vez de resolverem em privado, fazem questão de espalhar o ódio.
Ao encontrar plateia, demoram mais para resolver. Tiram proveito da nossa atenção para lavar roupas sujas e revisitar crises do passado.
O café da manhã costuma ser o palco preferido das dissidências. Chegamos animados, e um deles não responde, não diz nada. É o sinal da tempestade de nervos que estragará a temporada.
Não me arrisco mais. Esse erro não cometemos. Beatriz e eu jamais discutimos em viagem. Sabemos o quanto nossa paz é cara.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/11/1/viajarcom-casal-de-amigos
"O café da manhã costuma ser o palco preferido das dissidências."
Ainda em relação ao texto VI, julgue (C ou E) o item a seguir.
A proposição básica do autor é apontar a alienação do povo, por meio da denúncia da propagação de mensagens fantasiosas na mídia.
Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto V, julgue (C ou E) o item subsequente.
Evidencia-se na narrativa que o movimento paredista desencadeia um afastamento do narrador em relação à infância, o que o leva a uma crítica a hábitos adquiridos em seu percurso no sistema educacional e, ao mesmo tempo, a uma defesa da racionalidade humana.
Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto V, julgue (C ou E) o item subsequente.
Na narrativa, a deflagração de um movimento paredista dos açougueiros é a situação que oportuniza ao narrador apresentar uma análise crítica de hábitos alimentares junto aos familiares.
Em relação a aspectos linguísticos e estilísticos do texto IV, julgue (C ou E) o item que se segue.
Aspectos antitéticos dos seres humanos são explorados na passagem do primeiro parágrafo, em que prevalece o uso da prosopopeia, ao segundo parágrafo, que remete ao Antropoceno.
Ainda em relação ao texto III, julgue (C ou E) o item a seguir.
Segundo a autora, a hipótese teórica poligenista tornou-se hegemônica no século XIX.
Em relação aos sentidos do texto III, julgue (C ou E) o item a seguir.
Entende-se da leitura do segundo e do terceiro parágrafos que o sentido dado pela autora ao termo “alteridade” é o de distinção entre a humanidade resultante da “experiência ocidental” e da ‘evolução social’ e os outros, caracterizados como o ‘bom selvagem’ e os ‘novos homens’.
Em relação aos sentidos do texto III, julgue (C ou E) o item a seguir.
No segundo período do quinto parágrafo, o advérbio “simetricamente” transmite a ideia de que, quanto maior o conhecimento sobre os povos colonizados, mais se confirma a tese do bom selvagem.
Em relação aos sentidos do texto III, julgue (C ou E) o item a seguir.
No quarto parágrafo, o segmento “conformar esse quadro antitético” pode ser entendido como contextualizar, de forma contrária à visão do Iluminismo, a natureza humana.